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11. Onze


Fic: Um novo sacrifício


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Trocaram diversos beijos curtos até que finalmente, sem vontade, seus corpos e descolaram e ele foi embora pela porta da cozinha.

Ela riu baixo consigo mesmo. Seus olhos estavam sonhador e ela, agora, não deu atenção ao fato de pensar que gostar do toque de seu melhor amigo fosse um pecado.

_****_



Harry tocou a campainha e afundou as mãos dentro dos bolsos da calça focando a porta lisa de madeira pintada. O “blim-blom” ecoou pelo corredor bem arejado do segundo andar do prédio dos Granger.

- Harry, meu querido! – exclamou a Sra. Granger animada assim que abriu a porta e deparou-se com Harry. – Vamos, entre. – disse dando espaço para que ele passasse.

Ele sorriu avidamente e entrou do arrumado apartamento dos dois dentistas.

- Hei, Harry! – Disse o Sr. Granger que estava preguiçosamente deitado no sofá. – Já assistiu baseball? Sente-se e pegue uma cerveja, meu amigo.

Harry riu.

- Obrigado, mas vim ver Hermione. – falou.

O homem ao sofá riu e deu uma gole em sua cerveja.

- Aproveite que ela não está em casa e me faça companhia! – exclamou ele.

- Ah, querido. – lamentou a Sra. Granger limpando as mãos em seu avental amarrado em torno da cintura. – Ela nos avisou que viria. Estava te esperando, mas recebeu uma coruja daquele jornal onde trabalha.

- Profeta diário. – disse Harry.

- Sim, exatamente. – concordou a mulher. – Acredito que ela tenha lhe deixado algum recado no quarto.

- Faz muito tempo que ela foi? – perguntou ele.

- Há um bom tempo. – respondeu a Sra. Granger.

- Falem mais baixo! – resmungou o homem ao sofá.

A mãe de Hermione fez uma careta ao marido e deu de ombros a Harry que riu e seguiu pelo corredor em direção ao quarto da amiga que ficava no fim do corredor.

Havia uma mala ao lado da cama que ficava encostada de canto na parede. As estantes estavam vazias, mas os livros estavam todos dentro de uma caixa sobre a escrivaninha logo abaixo da janela escondida pelas persianas.

Hermione não morava com os pais desde quando completara seus dezenove anos, entretanto, não abria mão de passar uma semana ou outra na casa de seus pais.

Pregado no armário havia um pedaço de papel rabiscado as pressas por uma caneta trouxa. Ele o pegou e leu. Riu e tornou a pregá-lo no armário.

Deixou o quarto. Cruzou a sala e chegou a cozinha. A Sr.a Granger lavava os pratos sujos usados provavelmente no almoço.

- Harry, que bom que chegou. – disse ela. – Pode me dar uma mãozinha aqui?

Ele acenou a varinha na direção dos pratos que sem demora passaram a lavarem-se sozinhos.

- Obrigada. – agradeceu a mulher enquanto via Harry sentar-se a mesa que cruzava a cozinha. – Quer chá?

- Não, obrigado.

- Vai esperar por Hermione? – perguntou ela sentando-se a frente dele enxugando a mão em um toalha de prato.

- Creio que não. – respondeu Harry. – Talvez volte para a ordem. Tomo uma cerveja com o Sr. Granger e vou para ordem.

- Não ligue para Grant. É o dia de folga dele. Sabe, o consultório esta indo realmente ótimo e está cada vez maiores as janelas na grade horária de Grant, ele esta realmente aproveitando isso. – explicou a mulher.

- Ele esta com uma cara ótima! – comentou Harry.

A mulher riu.

- Não é exatamente por causa do consultório. – falou ela abaixando o tom de voz mantendo um sorriso de ponta a ponta.

Harry ergueu as sobrancelhas.

- Não? – indagou intrigado.

A Sra. Granger arqueou-se pra frente e passou a cochichar.

- Sabe, Victor Krum veio aqui antes de ontem. Acredito que nunca recebi uma noticia que me deixou tão feliz na vida. – ela pausou e riu baixo. – Ele vai pedir nossa Mione em casamento. Nós já ligamos para toda a família. Os primos de Hermione estão vibrando pelo casamento. Você sabe ir em um casamento bruxo para eles vão ser o máximo. Mas não conte a Hermione! Eles marcaram um jantar para amanhã e Victor já nos disse que vai pedi-la. Isso não é incrível?

Harry continuou com as sobrancelhas erguidas surpreso.

- Isso é... – ele hesitou tentando sorrir. – ótimo.

- Eu andei ligando para umas lojas de vestido de noiva, sabe, ontem Hermione quase me pegou em cheio quando chegava do trabalho. Acho que ela anda meio desconfiada que eu e o pai dela estamos escondendo algo... - ela continuaria naquele cochicho animado se Hermione não estivesse entrado no cômodo.

- Papai está pedindo mais cerveja, mamãe. – falou ela pendurando a bolsa na maçaneta da porta. – O que anda cochichando tão animada?

- Ah! Olá, minha filha você já chegou, pensei que fosse demorar mais. – disse a Sra. Granger casualmente.

- Hei, Harry! Você está aqui. Pensei que não fosse me esperar. – exclamou Hermione pegando um copo numa dos armários acima da pia.

- Na verdade eu realmente não ia. – ele falou. Ela encheu o copo com água gelada da geladeira e o virou de uma vez. – O que é isso em seu pulso?

Ela focou o próprio pulso enfaixado e sorriu.

- Machuquei carregando minhas caixas de livro ontem. – explicou-se.

- Carregando...? – indagou ele.

- Harry, sabe que não gosto de usar magia na casa de meus pais. – ela disse.

- Sim, mas se elas estavam pesadas você certamente não as carregaria e se as carregasse obviamente machucaria o seu outro pulso junto, não? – concluiu ele.

Ela riu incrédula focando seu pulso.

- Harry, eu não sei porque o outro pulso também não está machucado, ok? – falou. Olhou para a mãe e a observou. – Papai esta pedindo mais cerveja. – tornou a falar.

- A cerveja acabou. – disse a mãe dando de ombros.

Hermione fez uma careta e colocou o copo dentro da pia que sem demora passou a se lavar.

- Eu não quero estar aqui quando for dizer isso a ele. – murmurou ela.

- Hermione será que nós poderíamos ter uma conversa no seu quarto? – perguntou Harry num ar casual.

- Ahn... – murmurou. Deu de ombros. – Claro.

Hermione apanhou a bolsa na maçaneta e sumiu pela porta. Harry olhou para a Sra. Granger e ela lhe lançou uma piscadela enquanto passava o indicados e o dedão comprimidos sobre os lábios num sinal de segredo,

Harry assentiu rindo e saiu da cozinha. O Sr. Granger ria feito louco quando Harry cruzou a sala. Logo que alcançou o quarto da amiga ela havia acabado de jogar a bolsa em cima da cama.

- Sabe que o profeta esta perdendo para o semanário, não? – falou ela sentando-se na cama.

Harry assentiu enquanto puxava a cadeira da escrivaninha a pondo de frente para Hermione.

- Eles querem aceitar meus textos. Rita não esta mais conseguindo exercer influencia sobre a comunidade bruxa. Digo, ela é completamente louca, o profeta está pegando uma reputação pior do que a do “O pasquim”. – ela continuou.

Ele esperou até que ela terminasse de falar tudo. A observou enquanto ela esperava que ele comentasse algo sobre o profeta terem aceiro seus textos.

- Hermione, desde quando não gosta de fazer magia na casa de seus pais? – indagou ele repentinamente.

Ela ergueu as sobrancelhas surpresa pela pergunta fora de assunto. Riu incrédula e deu de ombros.

- Por que a pergunta? – perguntou ela. Ele somente estendeu a mão como resposta e ela revirou os olhos. – Harry, por favor...

- Ande, Hermione! – ele disse num ar autoritário.

Ela bufou aborrecida e pôs seu pulso enfaixado sobre a palma estendida de Harry.

Ele puxou para si e tirou cuidadosamente a atadura passando a focar a marca roxa estampada em seu braço. Avaliou minuciosamente o hematoma. Passou os dedos pela testa e soltou o braço da amiga.

- Que tal me contar? – ele sugeriu aborrecido.

Ela mexeu-se incomodada e desviou o olhar.

- Harry, ele havia acabado de perder um jogo...

- Isso não justifica! – ele a cortou levantando-se. Dirigiu-se até a porta e a fechou com cuidado. – Ninguém machuca a própria namorada.

Ele tornou a se sentar, no entanto, dessa vez foi ao seu lado, na cama. Ela mantinha o olhar baixo focando a própria marca roxa em seu pulso.

Harry segurou seu queixo fazendo com que ela erguesse o olhar para ele que tocou seu rosto e com o dedão acariciou sua bochecha. Avaliou seus brilhantes olhos castanhos e conseguiu ver somente a tristeza.

- Não quero que continue com ele, Hermione. – ele sussurrou para certificar-se de que suas palavras não passariam das quatro paredes daquele quarto.

Ela engoliu a saliva e abaixou o olhar novamente suspirando. Harry recolheu sua mão.

- Harry, sabe que continuo com Victor somente por causa do meus pais! – ela disse.

- Acontece que não vai conseguir segurar o relacionamento de seus pais por causa de um namoro mal sucedido seu! Tem que pensar em você! – ele disse em tom baixo.

- Harry! Meus pais não trocaram uma palavra ofensiva ontem! – ela cochichou irritada. - Querer Victor Krum comigo é a única opinião que eles tem em comum e é o que esta salvando o casamento deles agora!

- Escute, você não vai segurar isso por muito tempo. – ele tornou a dizer.

- Não seja negativo!

- Estou sendo realista! Por Deus, Hermione! Enquanto você tenta salvar o casamento de seus pais você sai cheia de hematomas por causa dos maus momentos de Krum.

- Tudo tem seu preço. – ela falou e o focou. – Não posso acabar com tudo agora.

Ele suspirou. Desviou o olhar e bateu o pé distraidamente no piso. Mordeu os lábios. Tornou a olhá-la e viu que ela o observava. Aproximou-se e passou seus braços em torno da cintura da mulher a puxando para si. Ela suspirou e relaxou recostando a cabeça contra o peito do amigo.

- Isso está te fazendo feliz? – indagou ele repentinamente.

Ela demorou respondeu.

- Não. – respondeu baixo.

- Não estou perguntando se estar com Krum está te fazendo feliz. Estou querendo dizer se ver seus pais sem brigarem te faz feliz. – ele falou.

Ele suspirou derrotada.

- Me traz alivio. Não exatamente felicidade. – ela disse.

- Há coisas que se pode salvar, Hermione, há coisas que não. Ter essa marca em meu braço foi meu sacrifício para salvar sua vida e eu estou realmente feliz por poder te abraçar agora e saber que esta viva e bem ao meu lado.



_****_



Harry tocou a campainha e afundou as mãos dentro dos bolsos da calça focando a porta lisa de madeira pintada. O “blim-blom” ecoou pelo corredor bem arejado do segundo andar do prédio dos Granger.

- Harry, meu querido! – exclamou a Sra. Granger animada assim que abriu a porta e deparou-se com Harry. – Vamos, entre. – disse dando espaço para que ele passasse.

Ele sorriu avidamente e entrou do arrumado apartamento dos dois dentistas.

- Hei, Harry! – Disse o Sr. Granger que estava preguiçosamente deitado no sofá. – Já assistiu baseball? Sente-se e pegue uma cerveja, meu amigo.

Harry riu.

- Obrigado, mas vim ver Hermione. – falou.

O homem ao sofá riu e deu uma gole em sua cerveja.

- Aproveite que ela não está em casa e me faça companhia! – exclamou ele.

- Ah, querido. – lamentou a Sra. Granger limpando as mãos em seu avental amarrado em torno da cintura. – Ela nos avisou que viria. Estava te esperando, mas recebeu uma coruja daquele jornal onde trabalha.

- Profeta diário. – disse Harry.

- Sim, exatamente. – concordou a mulher. – Acredito que ela tenha lhe deixado algum recado no quarto.

- Faz muito tempo que ela foi? – perguntou ele.

- Há um bom tempo. – respondeu a Sra. Granger.

- Falem mais baixo! – resmungou o homem ao sofá.

A mãe de Hermione fez uma careta ao marido e deu de ombros a Harry que riu e seguiu pelo corredor em direção ao quarto da amiga que ficava no fim do corredor.

Havia uma mala ao lado da cama que ficava encostada de canto na parede. As estantes estavam vazias, mas os livros estavam todos dentro de uma caixa sobre a escrivaninha logo abaixo da janela escondida pelas persianas.

Hermione não morava com os pais desde quando completara seus dezenove anos, entretanto, não abria mão de passar uma semana ou outra na casa de seus pais.

Pregado no armário havia um pedaço de papel rabiscado as pressas por uma caneta trouxa. Ele o pegou e leu. Riu e tornou a pregá-lo no armário.

Deixou o quarto. Cruzou a sala e chegou a cozinha. A Sr.a Granger lavava os pratos sujos usados provavelmente no almoço.

- Harry, que bom que chegou. – disse ela. – Pode me dar uma mãozinha aqui?

Ele acenou a varinha na direção dos pratos que sem demora passaram a lavarem-se sozinhos.

- Obrigada. – agradeceu a mulher enquanto via Harry sentar-se a mesa que cruzava a cozinha. – Quer chá?

- Não, obrigado.

- Vai esperar por Hermione? – perguntou ela sentando-se a frente dele enxugando a mão em um toalha de prato.

- Creio que não. – respondeu Harry. – Talvez volte para a ordem. Tomo uma cerveja com o Sr. Granger e vou para ordem.

- Não ligue para Grant. É o dia de folga dele. Sabe, o consultório esta indo realmente ótimo e está cada vez maiores as janelas na grade horária de Grant, ele esta realmente aproveitando isso. – explicou a mulher.

- Ele esta com uma cara ótima! – comentou Harry.

A mulher riu.

- Não é exatamente por causa do consultório. – falou ela abaixando o tom de voz mantendo um sorriso de ponta a ponta.

Harry ergueu as sobrancelhas.

- Não? – indagou intrigado.

A Sra. Granger arqueou-se pra frente e passou a cochichar.

- Sabe, Victor Krum veio aqui antes de ontem. Acredito que nunca recebi uma noticia que me deixou tão feliz na vida. – ela pausou e riu baixo. – Ele vai pedir nossa Mione em casamento. Nós já ligamos para toda a família. Os primos de Hermione estão vibrando pelo casamento. Você sabe ir em um casamento bruxo para eles vão ser o máximo. Mas não conte a Hermione! Eles marcaram um jantar para amanhã e Victor já nos disse que vai pedi-la. Isso não é incrível?

Harry continuou com as sobrancelhas erguidas surpreso.

- Isso é... – ele hesitou tentando sorrir. – ótimo.

- Eu andei ligando para umas lojas de vestido de noiva, sabe, ontem Hermione quase me pegou em cheio quando chegava do trabalho. Acho que ela anda meio desconfiada que eu e o pai dela estamos escondendo algo... - ela continuaria naquele cochicho animado se Hermione não estivesse entrado no cômodo.

- Papai está pedindo mais cerveja, mamãe. – falou ela pendurando a bolsa na maçaneta da porta. – O que anda cochichando tão animada?

- Ah! Olá, minha filha você já chegou, pensei que fosse demorar mais. – disse a Sra. Granger casualmente.

- Hei, Harry! Você está aqui. Pensei que não fosse me esperar. – exclamou Hermione pegando um copo numa dos armários acima da pia.

- Na verdade eu realmente não ia. – ele falou. Ela encheu o copo com água gelada da geladeira e o virou de uma vez. – O que é isso em seu pulso?

Ela focou o próprio pulso enfaixado e sorriu.

- Machuquei carregando minhas caixas de livro ontem. – explicou-se.

- Carregando...? – indagou ele.

- Harry, sabe que não gosto de usar magia na casa de meus pais. – ela disse.

- Sim, mas se elas estavam pesadas você certamente não as carregaria e se as carregasse obviamente machucaria o seu outro pulso junto, não? – concluiu ele.

Ela riu incrédula focando seu pulso.

- Harry, eu não sei porque o outro pulso também não está machucado, ok? – falou. Olhou para a mãe e a observou. – Papai esta pedindo mais cerveja. – tornou a falar.

- A cerveja acabou. – disse a mãe dando de ombros.

Hermione fez uma careta e colocou o copo dentro da pia que sem demora passou a se lavar.

- Eu não quero estar aqui quando for dizer isso a ele. – murmurou ela.

- Hermione será que nós poderíamos ter uma conversa no seu quarto? – perguntou Harry num ar casual.

- Ahn... – murmurou. Deu de ombros. – Claro.

Hermione apanhou a bolsa na maçaneta e sumiu pela porta. Harry olhou para a Sra. Granger e ela lhe lançou uma piscadela enquanto passava o indicados e o dedão comprimidos sobre os lábios num sinal de segredo,

Harry assentiu rindo e saiu da cozinha. O Sr. Granger ria feito louco quando Harry cruzou a sala. Logo que alcançou o quarto da amiga ela havia acabado de jogar a bolsa em cima da cama.

- Sabe que o profeta esta perdendo para o semanário, não? – falou ela sentando-se na cama.

Harry assentiu enquanto puxava a cadeira da escrivaninha a pondo de frente para Hermione.

- Eles querem aceitar meus textos. Rita não esta mais conseguindo exercer influencia sobre a comunidade bruxa. Digo, ela é completamente louca, o profeta está pegando uma reputação pior do que a do “O pasquim”. – ela continuou.

Ele esperou até que ela terminasse de falar tudo. A observou enquanto ela esperava que ele comentasse algo sobre o profeta terem aceiro seus textos.

- Hermione, desde quando não gosta de fazer magia na casa de seus pais? – indagou ele repentinamente.

Ela ergueu as sobrancelhas surpresa pela pergunta fora de assunto. Riu incrédula e deu de ombros.

- Por que a pergunta? – perguntou ela. Ele somente estendeu a mão como resposta e ela revirou os olhos. – Harry, por favor...

- Ande, Hermione! – ele disse num ar autoritário.

Ela bufou aborrecida e pôs seu pulso enfaixado sobre a palma estendida de Harry.

Ele puxou para si e tirou cuidadosamente a atadura passando a focar a marca roxa estampada em seu braço. Avaliou minuciosamente o hematoma. Passou os dedos pela testa e soltou o braço da amiga.

- Que tal me contar? – ele sugeriu aborrecido.

Ela mexeu-se incomodada e desviou o olhar.

- Harry, ele havia acabado de perder um jogo...

- Isso não justifica! – ele a cortou levantando-se. Dirigiu-se até a porta e a fechou com cuidado. – Ninguém machuca a própria namorada.

Ele tornou a se sentar, no entanto, dessa vez foi ao seu lado, na cama. Ela mantinha o olhar baixo focando a própria marca roxa em seu pulso.

Harry segurou seu queixo fazendo com que ela erguesse o olhar para ele que tocou seu rosto e com o dedão acariciou sua bochecha. Avaliou seus brilhantes olhos castanhos e conseguiu ver somente a tristeza.

- Não quero que continue com ele, Hermione. – ele sussurrou para certificar-se de que suas palavras não passariam das quatro paredes daquele quarto.

Ela engoliu a saliva e abaixou o olhar novamente suspirando. Harry recolheu sua mão.

- Harry, sabe que continuo com Victor somente por causa do meus pais! – ela disse.

- Acontece que não vai conseguir segurar o relacionamento de seus pais por causa de um namoro mal sucedido seu! Tem que pensar em você! – ele disse em tom baixo.

- Harry! Meus pais não trocaram uma palavra ofensiva ontem! – ela cochichou irritada. - Querer Victor Krum comigo é a única opinião que eles tem em comum e é o que esta salvando o casamento deles agora!

- Escute, você não vai segurar isso por muito tempo. – ele tornou a dizer.

- Não seja negativo!

- Estou sendo realista! Por Deus, Hermione! Enquanto você tenta salvar o casamento de seus pais você sai cheia de hematomas por causa dos maus momentos de Krum.

- Tudo tem seu preço. – ela falou e o focou. – Não posso acabar com tudo agora.

Ele suspirou. Desviou o olhar e bateu o pé distraidamente no piso. Mordeu os lábios. Tornou a olhá-la e viu que ela o observava. Aproximou-se e passou seus braços em torno da cintura da mulher a puxando para si. Ela suspirou e relaxou recostando a cabeça contra o peito do amigo.

- Isso está te fazendo feliz? – indagou ele repentinamente.

Ela demorou respondeu.

- Não. – respondeu baixo.

- Não estou perguntando se estar com Krum está te fazendo feliz. Estou querendo dizer se ver seus pais sem brigarem te faz feliz. – ele falou.

Ele suspirou derrotada.

- Me traz alivio. Não exatamente felicidade. – ela disse.

- Há coisas que se pode salvar, Hermione, há coisas que não. Ter essa marca em meu braço foi meu sacrifício para salvar sua vida e eu estou realmente feliz por poder te abraçar agora e saber que esta viva e bem ao meu lado.



_****_

Hermione correu pelas pedras do quintal da Toca devido a chuva que ainda não estava forte, porém ameaçava. Abriu a porta e deu-se na cozinha deserta dos Weasley. A cozinha que conhecia tão bem.

Sentiu-se grata por tê-la encontrado vazia e silenciosa. Sua mão suava frio e ela as limpou na saia rodada que usava. Espiou por cima dos ombros a porta da cozinha e conseguiu ver Harry e o Sr. Weasley sentados no sofá da sala. Suspirou e limpou os braços úmidos da chuva.

Fechou os olhos respirando fundo e passou pela porta da cozinha chegando a sala.

O Sr. Weasley foi o primeiro a erguer os olhos para ela. Harry seguiu após ele.

- Oi. – ela disse num sorriso incerto.

Sentiu-se extremamente aliviada assim que viu o ruivo de óculos abrir um sorriso animado.

- Olá. – disse o Sr. Weasley de volta.

Ela sentou-se ao lado de Harry no confortável e simples sofá da casa.

- Pensei que fosse chegar antes de você. – disse para Harry.

Ele sorriu.

- Tudo foi mais tranqüilo do que imaginava lá no St. Mungos. – ele falou. – Como chegou aqui.

- Aparatei. E você? – perguntou ela. Harry apontou com o olhar a vassoura ao lado da porta. Ela dirigiu o olhar para o ruivo e indagou – Como ela está?

- Sophie? – ele indagou num ar um tanto cabisbaixo. – Dormiu boa parte do tempo.

Ela ergueu as sobrancelhas surpresa e passou as mãos nervosamente sobra o joelho procurando o olhar de Harry que pigarreou e ajeitou-se no sofá.

- Hum... – murmurou Harry. – Será que haveria algum problema se por um acaso eu pudesse conversar com Hermione na cozinha?

Ele deu de ombros.

- Nenhum. – simplesmente respondeu.

Harry fechou a porta assim que Hermione passou por ela. Ela recostou-se na mesa onde havia um pão um tanto que mofado sobre o centro e as cadeiras não estavam alinhadas como a Sra. Weasley sempre procurava as manter.

- Uau! – ela cochichou. – É impressão minha ou essa casa está suja?

Ele aproximou-se dela e enfiou as mãos no bolso.

- Eles estão meio que... – Harry hesitou. – Aos cacos.

Hermione mordeu os lábios nervosamente.

- Sophie não ajudou, não foi? – ela indagou.

Harry assentiu concordando.

- Nem um pouco. – disse. – O Sr. Weasley acabou de me dizer que ela só se soltou ontem de noite, quando Fred e George vieram jantar com eles, mas assim que eles foram embora ela voltou a ficar quieta.

- A Sra. Weasley deve estar péssima. – comentou ela. Harry concordou com a cabeça. Ela desviou o olhar e hesitou nervosa. Abriu a boca cerca de duas vezes enquanto pensava em como dizer o que queria. – Eles não acham que isso é culpa nossa, não é? – perguntou num fôlego só tornando a olhar Harry.

Harry negou com a cabeça e ela soltou o ar aliviada.

- Eles acreditam que isso faz parte da perda dos pais. A questão de sentir falta. – ele disse.

Ela assentiu.

- Onde ela está?

- Dormindo, ou pelo menos fingindo. – respondeu ele.

- Isso significa que todo o sacrifício de Gina pra conseguir aquela autorização foi em vão? – indagou ela.

- Ao que o Sr. Weasley me contou quando ficaram sabendo que Sophie viria tudo parecia ter recebido iluminação, mas quando ela chegou foi como se tudo fosse apagado como quem assopra forte o fogo de uma vela. Ele pediu para que deixássemos Sophie ficar domingo com eles também, quem sabe ela animasse, mas a autorização que Gina nos mostrou dizia somente sobre um dia.

- Isso significa que eles entendem o nosso lado? – indagou ela esperançosa.

Harry assentiu.

- Mas é claro, Hermione! – ele disse. – Nem todo Weasley pensa como Gina. – ele cochichou.

Ela soltou o ar aliviada e sorriu fichando os olhos.

- Ah, céus! – ela disse consigo mesma. – É tão bom saber disso.

Ele sorriu e se aproximou pousando distraidamente suas mãos sobre a cintura da mulher que abriu os olhos e o focou num ar de alivio.

- Você está bem? – ele indagou. Ela assentiu. – Como foi seu dia?

- Descobri que ficar sozinha naquela casa é horrível! – ela respondeu. – E como foi o seu.

Ele fez uma careta.

- Digamos que a troca de um estomago não é o melhor programa para um sábado a tarde. – respondeu ele e ela riu.

A porta da cozinha abriu-se e seus sorrisos murcharam assim que avistaram a bela ruiva adentrar o cômodo com os braços molhados da chuva que já caia um tanto grossa.

Ela os olhos desconfiada e Harry suspirou retirando suas mãos da cintura da castanha as pondo de volta no fundo do bolso enquanto Hermione molhava os lábios com a língua e punha uma mecha para trás do cabelos um tanto envergonhada.

- Já vieram buscar, Sophie? – perguntou ela num tom casual enquanto se despia de sua capa azul e a jogava sobre a mesa. – Não imaginei que eles fossem chegar tão cedo, afinal, eu fiz um grande favor de deixá-los sozinhos por um dia inteiro.

- Estive trabalhando, Gina. – falou Harry seriamente.

A ruiva ergueu as sobrancelhas num ar desdém e divertido.

- Não acredito que deixou Hermione sozinha. Ela deve ter se sentido tão só. – implicou.

Hermione sorriu para Harry com um sorriso nos lábios.

- Não tem idéia do quanto me senti só, Harry. Não torne a fazer isso. – disse a castanha a ele.

Harry sorriu percebendo a jogada da amiga.

- Não farei. – e lançou-lhe uma piscadela. – Eu prometo.

Gina pigarreou num pedido de atenção.

- Ah, -resmungou ela. – Não se agarrem na cozinha da minha casa, por favor. – suspirou e jogou o jornal do profeta sobre a mesa. – A propósito, Hermione. Meus sinceros parabéns.

Hermione olhou sua própria imagem sorrindo por detrás do púlpito da festa dos editores na primeira pagina. [i]Cínica[/i], pensou Hermione voltando seus olhos para a ruiva. Abriu um sorriso amarelo.

- Obrigado, Gina. – disse ela com seu sorriso falso.

A porta da cozinha abriu-se e o ruivo com seus poucos cabelos grisalhos que antes estava na sala entrou acompanhado de uma loirinha de olhos vermelhos e rosto inchado vestida com seu pijama.

Ela seguiu silenciosamente e passou seus braçinhos em torno da perna de Harry que abaixou-se a pegou em eu colo. Não demorou para que ela recostasse a cabeça em seu ombros fechando os olhos enquanto sua respiração voltava a ficar calma e lenta.

Hermione aproximou-se e tirou dos pés da menina as pantufas deixando-a somente com as meias.

- Resolvi acordá-la. – disse o homem mais velho. – Acho que ela quer ir logo embora.

A Sra. Weasley chegou ao cômodo com os cabelos bagunçados e a roupa amarrotada. Abriu uma cara de choro assim que viu Harry e Hermione. Não os via desde o dia do funeral.

- Ah, meus queridos. – cochichou enquanto dava um abraço apertado em Hermione. – Eu senti tanto a falta de vocês. – Não sabem o quanto me sinto grata por estarem cuidado de Sophie. Estamos mortos de raiva por que o ministério nunca nos deixa vê-la.

Ela dirigiu-se para Harry e ficou na ponta dos pés enquanto ele abaixava-se para que ela desse um beijo estalado em sua testa.

- Ficamos tão felizes quando Gina nos mostrou a autorização que conseguiu. Gina foi sempre tão prestativa. Ela diz ter seus contatos no ministério, ela está realmente preocupada conosco. – disse a Weasley. – Mas Sophie me pareceu tão tristinha. Deve sentir tanta falta dos pais. – sussurrou.

- Todos sentimos falta dos dois. – disse Hermione no mesmo tom que a mulher.

Sophie ergueu a cabeça do ombro do padrinho e olhou confusa para todos na cozinha.

- Eu quero ir embora. – ela disse numa voz rouca.

Seus olhinhos azuis tornaram a passar por cada um do cômodo antes de tornar a recostar a cabeça no ombro do homem e fechar os olhos. Harry ergueu as sobrancelhas para Hermione que mordeu os lábios focando a Sra. Weasley.

A velha deu de ombros e suspirou.

- Tudo bem. – cochichou. – Tudo bem. – e bufou.

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