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10. Dez


Fic: Um novo sacrifício


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- Não vai ficar assim, Voldemort. - disse enquanto controlava toda sua raiva.

- Atrapalhe, Potter. Os amigos são seus. – falou ele com o charuto enfumaçado pendendo de um lado de sua boca. – Mande Midge chamar Victor novamente. – porém a única resposta que obteve foi o barulho ensurdecedor da porta se batendo com força.



_****_

Ainda arfava. Enquanto focava o teto sentia finalmente que a calma estava o alentando. Virou seu rosto e focou Hermione. Seus cabelos castanhos encaracolados esparramados pela fronha branquíssima e perfumada do travesseiro e seu perfil sendo iluminado pela pouca luz da noite que entrava pelos vidros ao lado da janela.

O peito dela subia e descia numa respiração ofegantes que aos poucos tornava-se mais calma como a dele.

Ela se virou de lado e trouxe consigo o lençol. Embrulhou-se nele e se encolheu acomodando-se. Fechou os olhos e a linha de um sorriso disperso esboçou-se em seus lábios.

Harry abriu outro inconscientemente e levou uma de suas mão a cabeça da mulher. Afagou seus cabeços por um tempo que os levou a sentir sono.

Ele suspirou fazendo seu peito subir e descer. Era tão linda. Era perfeita. Queria aninhá-la em seu peito em vez de estar somente afagando seus cabelos, queria dormir tranquilamente junto com ela, mas isso parecia um tanto distante do que teria que fazer.

Tudo parecia encaixar-se em sua mente agora. Logo agora que seu dever estava feito.

Seus dedos se aquietaram sobra os cabelos dela e ele somente a focou. Sua respiração já estava tranqüila assim como a dela que parecia já estar dormindo.

Tornou a suspirar e sentou-se na cama passando as mãos pelo rosto. Levantou e vestiu uma calça sua que havia em cima de uma poltrona ao lado da cama próximo a janela. Dirigiu-se para a porta e saiu sem olhar para Hermione.

” Faça o que tem que fazer, tenha um bate-boca com ela e depois vá embora de casa.”

Ele caminhou pelo corredor escuro, o mesmo que a tempos atrás carregava Hermione em direção ao quarto para a melhor e a pior noite que teve com uma mulher.

Ter um bate boca com ela e ir embora...

Seria capaz?

Entrou na primeira porta que se mostrou a sua frente e deu-se no escritório circular de Hermione. Era a melhor parte da casa, em geral Hermione estava sempre presente ali. Fazendo suas redações, lendo algum livro, ou até mesmo organizando seus livros na enorme estante que rodeava as paredes brancas.

Seus pés pisavam a cerâmica fria e branca e a iluminação era a mesma de todo lugar que possuía uma janela com vidros em volta.

Ele acendeu uma vela sem ao menos saber o que estava fazendo. Sua mente estava longe. Estava no motivo pelo qual o levara a querer aninhar Hermione em seu peito.

Abriu a janela e deixou que o vento da noite que misturava-se com a chuva que ainda caia intensa do lado de fora banhasse seu rosto.

Fechou os olhos e lembrou-se de como as mãos macias dela escorregavam por suas costas. Lembrou-se de como ela sorria toda vez que ele passava seus lábios pelo pescoço dela. Como o cheiro dela lhe fazia falta... Céus! Ele havia se apaixonado por ela.

Estivera tanto tempo matutando sobre ela que ao menos chegara a pensar sobre ele mesmo. Fora bem sucedido em sua “missão” porém, o que certamente não esperava, o que obviamente ao menos pensara havia acontecido. Se apaixonara por sua melhor amiga.

Abriu os olhos voltou-se para o amplo escritório. Seguiu para a uma bancada ao lado da porta e serviu-se de whisky que Hermione deixava para quando seu chefe a visitava para tratar de assuntos revolucionários para o jornal.

Um barulho o fez olhar novamente pela janela a tempo de ver Edwiges entrando por ela e acomodando-se no braço de uma cadeira de madeira. Ela sacudiu suas asas livrando-se da água da chuva intensa lá fora e focou Harry. Piscou duas vezes e continuou a o observar.

Ver sua coruja o trouxe de volta a realidade, Voldemort. Despertando consigo, seu ódio. Sua expressão se tornou indecifrável, séria, fria, carregada de rancor. Sabia exatamente o que Edwiges estava fazendo ali e a mando de quem.

Olhou para seu copo de whisky e tomou mais um gole fazendo uma careta ao engoli-lo.

Dirigiu-se a mesa do centro. Pousou o copo e puxou um pergaminho. Pegou uma pena repousada sobre a mesa e molhou sua ponta num tinteiro. Hesitou antes de encostá-la no pergaminho.

Apertou os lábios cheio de ódio e rabiscou um [i]”Ela está grávida.”[/i] como se não quisesse sequer olhar suas próprias letras.

Tornou a repousar a pena sobre a madeira. Pôs uma mão de cada lado da mesa, passou todo o seu peso para os braços e focou as palavras que havia rabiscado rapidamente. Sua garganta queimou assim como seu ódio. Edwiges voou e pousou do lado direito da mesa ainda o focando.

Harry segurou o pergaminho, o olhou novamente, o amassou e arrastou sua mão com o bolo de pergaminho amassado deixando-o ao pé da coruja. Manteve sempre seus olhos fixos na madeira da mesa.

Edwiges tomou o pergaminho amassado em sua pata e levantou vôo saindo pela janela.

Harry somente focava a madeira da mesa com seu peso nos braços de cada lado da mesa.

Pode visualizar Voldemort lendo aquele pergaminho. Pode visualizar ele mesmo entregando seu filho a Voldemort. Seu próprio filho. Seu novo sacrifício.

Urrou de ódio e bateu sua mão contra seu copo de whisky que voou e espatifou-se ao bater na parede esparramando cacos de vidro pelo chão num estrondo ensurdecedor devido ao grande silêncio.

Apertou seu punho fechado contra os lábios e deu as costas a mesa. Sua garganta queimou e ele fechou os olhos com força e seu braço tremeu devido a pressão que fazia sobre os lábios.

Puxou os cabelos e relaxou o corpo deixando os braços moles e colocando as mãos para dentro do bolso.

O barulho da porta se abrindo soou pelo cômodo. Suas mãos tremeram e ele não se virou.

- Quebrei seu copo. – ele falou. Sua fala foi seca e fria. Pausou e hesitou. – Me desculpe.

O silêncio brotou. Reinou por um longo minuto e foi tão profundo que ele pode ouvir os pés descalços dela moverem-se calmamente sobre a cerâmica.

- Harry... - a voz dela saiu fraca e quase num cochicho. Ela hesitou. – O que está havendo? – disse num fôlego só e num som quase inaudível.

Harry, por sua vez, respirou fundo e mordeu os lábios. Escutar a voz dela o trouxe a sensação de que seu coração batera ao ponto de querer sair garganta acima.

- Eu estou bem... – ele falou baixo e calmo.

”Faça o que tem que fazer, tenha um bate-boca com ela e depois vá embora de casa.”

- Sei que sente raiva. Por que sente raiva? – ela indagou.

- Pare de fazer perguntas! – exclamou ele num ar aborrecido e frio.

O silêncio veio incomodo novamente.

- O que faz aqui? – ele perguntou.

Ela hesitou em responder, mas logo o fez.

- Me assustei com o barulho do copo.

Silêncio.

- Não chegou a dormir, não é? – ele tornou a perguntar.

- Não. – a voz dela soou um tanto falha. – Eu pensei que fosse voltar.

Silêncio.

- Queria ter ido para meu apartamento. – comentou ele.

- Podia ter ido. – ela falou secamente sentindo-se afetada.

Ele se virou e a encarou. Nunca se arrependera tanto de uma ação. Ela usava o roupão branco de seda de sua camisola para se cobrir. Seus cabelos estavam presos em um coque mal feito e algumas mechas de cachos caiam sobre os lados de seu rosto. Carregava consigo, um olhar diferente.

- Mas estou aqui. – disse friamente.

Ela arqueou as sobrancelhas e recuou um passo.

- Você parece Victor. – disse ela repentinamente.

- Não me compare a ele. – ele vociferou.

- Então pare de agir como tal! – exclamou ela. Seu olhos já marejavam.

Harry tornou a dar as costas. Apertou os punhos cerrados contra os lábios com força novamente e logo depois relaxou. Respirou fundo e pos as mãos para dentro do bolso da calça.

- Não sabe como é complicado para mim. – ele disse numa voz baixa, quase num sussurro. – Parece que... Tudo que fiz durante toda a minha vida foi inútil. Nunca dá certo para mim. Nunca deu certo com os Dursley, nunca deu certo em Hogwarts, nunca deu certo com Voldemort, nunca deu certo com Gina, nunca deu certo com Rony. Nada. Nunca. Dá. Certo. – disse pausadamente.

Ela o observou por um tempo. Sua silhueta contra a luz que entrava da janela. Aproximou-se hesitante, entretanto, aproximou-se. Parou logo as suas costas e passou os braços em torno de seu tronco recostando a cabeça em suas costas. Sentiu seu perfume e sua pele quente.

Ele fechou os olhos e passou os braços por cima dos dela. Era completamente incapaz de cumprir as palavras de Voldemort sobre ir embora de casa.

- Do que está falando? – indagou ela num cochicho.

O silêncio avolumou-se até que ele negasse calmamente com a cabeça e dissesse em tom baixo, calmo e extremamente distante do real:

- Nada.

Ela suspirou e fechou os olhos aquecendo-se no corpo do homem.

- Sente-se confuso? – ele a escutou dizer num tom baixo e para si. – Como eu? – ele não respondeu, afinal, tinha a impressão de que as palavras dela não foram realmente para ele e sim somente para ela. – Queria tanto saber o que se passa em sua mente. Pode ser tão fácil para você saber o que se passa na minha.

- Me apaixonei por você. – ele sussurrou.

Ela abriu os olhos e processou lentamente cada palavra que soara baixa, entretanto audível. Mordeu os lábios e não soube exatamente a sensação que sentira, mas somente poderia dizer que tudo dentro de si parecia queimar, somente queimar.

- Diz isso como se fosse errado. – foi o que saiu dela.

- É estranho. Só é... – parou ele hesitante. – estranho. – suspirou. – Céus! Tanto tempo ao seu lado e isso agora. De repente. Parece impossível de se acreditar que te sentir dessa forma me faria arrepender de todos os anos em que te vi somente como uma amiga.

- Em que lugar quer chegar exatamente? – indagou ela.

Ele tornou a suspirar percebendo o erro de suas palavras. Talvez pensara alto. Ou quem sabe quisera mesmo dizer. Afastou-se dela e passou as mãos pelo rosto.

- Quero dormir. – disse finalmente enquanto fechava a janela fazendo o barulho da chuva soas abafado no cômodo. Caminhou até a porta e percebeu que ela continuava estática no mesmo lugar. Virou-se e a encarou. – Não vai vir? – indagou erguendo as sobrancelhas.

Ela o encarou e piscou duas vezes. Sorriu e riu baixo cansadamente. O olhou de uma forma terna e mordeu os lábios.

- Claro que vou. – disse aproximando-se dele.

A cama, ele a aninhou sobre seu peito e deixou que ela se sentisse confortável ali. Afagou seus cabelos novamente e fechou os olhos exalando seu cheiro e sentindo seu corpo. Queria poder ficar acordando e fazer com que o tempo parasse naquele exato momento para que pudesse viver aquela cena o resto de sua vida.

Sua mente o condenava, mas ele não ligava para isso agora. Somente ignorou.

A bola de neve começou ali. Mal fazia idéia o tamanho que atingiria, mal fazia idéia do estrago que causaria.

_****_



Ele projetou uma barreira de fumaça avermelhando que aparentava ser cinza devido a penumbra da arena. Um jato verde ricocheteou fazendo abarreira de fumaça sumir exatamente no tempo em que o jato verde tomou sua direção contraria.

Um grito estridente e surpreso ecoou e foi cortado por sua própria morte.

O silêncio se seguiu. Reinou.

Harry abaixou a varinha e caiu de joelhos na dura terra molhada. Um trovão soou em meio ao silêncio onde podia somente se ouvir a chuva cair. Percebeu estar ofegante e viu que suas costelas doíam quando enchia o pulmão de ar.

O suor escorria por suas têmporas misturando-se com água fria que caia das nuvens negras no céu.

Pôs a palma das duas mãos na terra e apenas apreciou cansado as gotas que escorriam de seu cabelo e caiam na poça de lama a sua frente.

Seu corpo tremia, todos os seus membros doíam. Fora torturado mais do que o necessário para que aquilo parecesse real. De fato.

Ergueu os olhos, lá estava o corpo de Voldemort largado de qualquer jeito no chão. Sua cabeça doeu e ele sentiu-se tonto. Desviou o olhar e ao seu lado, um tanto distante, estava ela com seus lábios roxos e trêmulos. Apertava as pernas dobradas contra o peito.

Seus olhos estavam arregalados fitando estática o corpo sem vida estirado no chão logo a sua frente.

Ele praticamente arrastou-se até ela sentindo os cortes de sua perna abrindo-se a cada movimento.

Parou a sua frente dela e ergueu as mãos afastando as mechas molhadas pregadas a frente de seu rosto machucado. Ela continuava a olhar assustada e estática para o corpo de Voldemort.

- Hermione. – ele a chamou cuidadosamente. Ela continuou estática. – Hermione! – ele tornou a chamá-la com mais força. Suas costelas doeram. Ele ofegou. Ela desviou o olhar lentamente, porém, ainda os manteve arregalados. – Me escute. – ele disse carinhosamente tomando seu rosto entre as mãos. – Eu preciso que você vá embora. – falou. – Agora! – acrescentou.

Ela tremia, parecia assustada. Em choque.

- Ele morreu? – ela indagou num sussurro fraco.

Harry maneou negativamente a cabeça num ar confuso.

- Eu não sei. – ele gaguejou. – Eu só quero que saia daqui!

Ela balançou a cabeça freneticamente em sinal de não.

- Não vou te deixar sozinho aqui! – ela exclamou.

- Hermione, você precisa ir. Eu não sei se ele esta realmente morto. Os comensais certamente não demorarão para chegarem.

- Por isso não posse te dei... – ela parou repentinamente prendendo a respiração. Seus olhos avaliaram detalhadamente os dele e sua expressão assustada misturou-se com uma de confusa. Ela se afastou como num solavanco. – Não é Harry! – exclamou repentinamente o olhando de modo repreensivo.

Ele intrigou-se.

- O que? – indagou ele franzindo a testa.

- Não é Harry! – tornou a exclamar afastando-se mais. – Você. Não. É. Harry!

- Que diabos está haven...

- Você não é Harry! Harry não tem a marca negra! – e apontou para o pulso do amigo.

Harry olhou para seu braço e focou a marca recém-gravada. A pele ao redor estava extremamente vermelha e inflamada. Aparentemente estava horrível, porém não doía para ele. Talvez pelo fato de haver em seu corpo um lugar que estivesse doendo mais do que os outros.

Fechou os olhos. O que faria para que Hermione acreditasse que, sim, ele era Harry Potter com uma marca das trevas gravada em seu pulso.

Abriu os olhos e a focou. Hesitou, porém logo disse:

- Olhe em meus olhos. – disse calmamente.

- O que quer comigo? – perguntou ela extremamente receosa.

- Quero que olhe em meus olhos. – disse com mais veemência.

- Vai fazer mal a mim! – insistiu ela.

- Droga, Hermione! – ele gritou. – Olhe em meus olhos.

Ela assustou-se com o alto tom que ele usara e prendeu a respiração fazendo os seus castanhos tornarem a avaliar os verdes dele.

- Escute, Hermione... Eu... Eu não sei como posso te convencer com palavras que sou eu, de fato, mas... – ele hesitou fazendo uma pausa. – Sei que entende meus olhos. – aproximou-se dela. – Entende os meus olhos assim como entendo os seus. Sempre foi assim com nós dois. Sei que se olhar em meus olhos pode ter certeza de que sou eu, Harry.

Ele pode ver o queixo dela tremer, e ele soube que não era exatamente de frio.

A chuva acalmava-se e ela ainda mantinha seus olhos completamente pregado nos dele. Os avaliou e tornou a avaliá-los. Céus, seus olhos verdes...

Ela soluçou e percebeu que estava chorando. Mas não havia lagrimas. Elas se misturavam com a água da chuva que agora estava um tanto fraca comparada a que caia antes.

Ergueu uma das mãos e tocou receosa a fronte machucada do amigo. Afastou os cabelos negros dele de sua testa e passou a ponta de seus dedos pela cicatriz do garoto. Contornou aquela minúscula cicatriz em forma de raio e tornou a olhar seus olhos.

- O que eu estou sentindo? – ela indagou num sussurro.

Ele tocou seu rosto e observou atentamente seus castanhos olhos brilhantes.

- Medo. – disse convicto.

Ela assentiu com a cabeça soluçando. Ele recostou sua testa junto a dela.

- Eu estou com medo. – ela disse.

- Vai dar tudo certo. – tentou a acalmar. Ela tornou a assentir e encolheu-se recostando sua cabeça no ombro do amigo que a abraçou. – Só preciso que vá embora. Quero que fique bem. Por favor.

Ela negou com a cabeça e tornou a encolher-se quando outro trovão soou.

- Não. – disse incerta.

Ele fez uma careta quando tentou respirar mais fundo. Suas costelas doíam e talvez uma delas estivesse quebrada. Nada que um feitiço não resolvesse. Pensou no St. Mungos e nunca sentira tanta vontade de estar lá.

- Hermione... – afagou seus cabelos. – Por favor, - implorou. – Rony está te esperando lá fora. Só precisa aparatar quando chegar ao corredor. Vai ficar tudo bem com você. Vai ficar tudo bem comigo. Preciso que vá embora. Isso é meu. Essa vingança é minha. Meus pais morreram, meu padrinho, Dumbledore. Todos que amo. Eu não quero que você se vá. Vá embora. Por favor.

Ela ergueu o olhar e o olhou.

- O que é isso em seu braço? – perguntou ela entre seus soluços.

Ele fechou e soltou o ar de uma vez.

- Juro que vou explicar. É por causa disso em meu braço que quero que vá embora agora. – disse ele.

- O que está havendo? – perguntou ela. – Por que fez isso no braço? Não está fazendo nada de errado está?

Ele segurou seu rosto entre as mãos. Sua boca secou de repente e ele hesitou. Olhou em seus olhos e receou.

- Confie em mim. – disse calmamente.

Ela processou as palavras e franziu o cenho olhando seus verdes.

- Esta mentindo pra mim. – ela falou.

Ele engoliu à seco e ofegou.

- Confie em mim, Hermione. – tornou a dizer com muito mais convicção.

Ela o olhou e tornou a recostar a cabeça no ombro do amigo.

- Eu confio em você. – disse em tom baixo. – Eu amo você.

Ele a abraçou como se fosse a última que pudesse senti-la. Fechou os olhos e guardou seu cheiro em mente.

- Também amo você.



_****_

Hermione levou certo tempo para perceber que havia acordado. Mexeu-se lentamente e abrir os olhos preguiçosamente.

O sol fraco batia diretamente em seus olhos, tal feito a fez cerrar os olhos mediante a suas pupilas dilatadas. Suspirou e enterrou o rosto no travesseiro.

O lençol estava embolado em seu corpo, no entanto, percebeu que boa parte de suas pernas e seus braços estavam descobertos.

Sentiu aquele cheiro, aquele que tanto conhecia e que tanto amava. Sorriu e olhou para o lado esperando encontrá-lo enquanto se lembrava do alento que ele lhe trouxe ao aninhá-la em seu peito fazendo-a dormir.

Ele estava meio deitado e meio sentando com as costas recostadas no travesseiro dobrado que estava apoiado no encosto na cama. Seus braços estavam cruzados atrás de sua cabeça e ele focava o teto. Seus pensamentos pareciam extremamente perdidos e distantes.

Ela somente manteve os olhos nele, o observando. A linha fina do sol fraco cruzava seu abdômen bem definido e acabava no cós de sua calça vestida de qualquer jeito. Sua respiração era calma e ritmada. Quase imperceptível.

Hermione tocou seu tórax e seus dedos frios fizeram com que ele despertasse de seus devaneios.

Ele desviou o olhar do teto para ela e sorriu. Ela retribuiu o sorriso e tornou a suspirar antes de ficar sobre ele juntando as mãos uma sobre a outra em seu peito para usar como apoio para seu queixo.

- Oi. – ela disse sorridente.

- Oi. – disse ele em sua voz profunda.

- Que horas são? – indagou ela ainda com a voz um pouco rouca.

- A hora que você costuma estar na cozinha fazendo o almoço. – respondeu ele tirando uma das mão de trás da sua cabeça para que pudesse brincar com um dos cachos que estavam soltos do cabelo da mulher.

- Está com fome? – perguntou Hermione.

Ele fez um sinal negativo com a cabeça.

- Não. – disse simplesmente.

Um silêncio fez-se entre eles onde ela somente o olhou enquanto ele parecia entretido com as mechas de seu cabelo.

- Você parece tão distante. – comentou ela em tom baixo.

Harry desviou o olhar dos cachos entre seus dedos para os castanhos olhos brilhantes a sua frente.

- Pareço? – indagou ele.

- Sim. – ela respondeu. Pausou hesitante. – O que está havendo?

Ele a encarou por um duradouro segundo e suspirou pesadamente tornando a olhar para os cachos entre seus dedos.

- O que acredita que esta havendo? – perguntou ele a ela que, por sua vez, pareceu pensar.

- Sobre nós? – indagou ela.

Ele assentiu.

- Sobre nós. – completou.

Ela pigarreou.

- Acredito que nós podemos dizer que, como amigos, já fizemos de, literalmente... – pausou. – Tudo.

Ele riu e a olhou.

- Parece estranho a você? – perguntou ele.

Ela pareceu ter dificuldade para responder tal pergunta.

- Eu... Não sei. Só... Parece que já fizemos isso. Não sei. Talvez a forma com que você meche no meu cabelo e a forma como eu estou te olhando agora... Parece... Normal. Só que disse que esta se apaixonando por mim. Harry, nós precisamos discutir sobre isso.

- Sim... Nós precisamos. – disse ele vagamente.

Silêncio.

Ela descansou seu rosto no peito dele levando a palma de suas mãos a nuca do homem passando a encarar a parede distante.

- Sempre comentamos sobre isso como um caso impossível e de repente estamos aqui, num sábado de manhã, depois de uma noite... – ela suspirou e riu. – e tanto!

Ele franziu o a testa com seus dedos distraidamente enterrados nos cabelos dela.

- Sábado... – comentou consigo mesmo.

Ela ergueu o olhar para ele.

- Sim. Sábado. Por que? – indagou franzindo cenho.

Harry fez uma careta e pegou o relógio na cabeceira da cama para poder verificar as horas.

- Droga. – resmungou ele baixo.

Hermione saiu de cima dele que se levantou apressado.

- O que foi? – indagou ela sentando-se na cama enquanto ajeitava o hobbie o amarrando mais firme em torna se sua cintura.

- Marquei a troca de uma estomago pra hoje. – ele falou enquanto pegava sua toalha apressadamente. – Tenho meia hora.

- No sábado? – ela indagou confusa se levantando.

- Sim. – ele entrou no banheiro. – É complicado. Eu preciso que ele se recupere em dois dias. Mas se ele tiver complicações eu vou precisar de no máximo uma semana e pra mim e para ele ficou melhor no sábado.

O som da água do chuveiro batendo no chão encheu seus ouvidos então suspirou derrotada. Olhou-se no espelho e mordeu o lábios inferior . Fechou os olhos e lembrou-se da noite que tivera com Harry Potter. Seu melhor amigo.

A linha de um sorriso distante esboçou-se em sua face. Era perceber que sorria ao lembrar-se disso, mas nunca se sentira tão bem por estar com uma pessoa.

Abriu os olhos e respirou fundo desmanchando seu sorriso distante. Parecia-lhe um pecado. Talvez fosse errado.

Ajeitou os cabelos e saiu do quarto. Passou pelo corredor, atravessou a sala e entrou na cozinha. Pegou um frigideira e juntou ovos com bacon pondo sobre o fogo do fogão.

Quando Harry voltou, cerca de quinze minutos depois, ela havia acabado de por o prato que sujara com seu café da manha na pia.

O cabelo dele estava molhado e bagunçado. Ele abotoava a camisa e ela pode sentir seu bom cheiro de longe. Ela recostou-se na bancada e cruzou os braços e somente o observou.

Ele abriu a geladeira e tirou de lá uma maça bem vermelha. Lavou-a na pia e deu uma mordida grande.

- Sophie. Temos que buscá-la a noite. – ela comentou.

Ele a olhou e assentiu engolindo o que havia em sua boca.

- Pode me encontrar N’Toca? – perguntou ele. – Não sei se vai haver tempo para que eu passe aqui.

- Certo. – ela disse.

- Eu estou indo. – ele falou pegando o jaleco que logo quando entrara deixara sobre a cadeira da pequena mesa.

- Esta com sua varinha?

- Sim. – ele deu uma última mordida grande na maça e jogou no lixo dando as costas a ela e indo em direção a porta.

Ela sentiu-se nervosa ao vê-lo distanciar-se. Aquilo parecia estar sendo tão frio. Ela respirou hesitante.

- Harry. – chamou como se sua voz houvesse saído contra sua vontade. Harry virou-se esperando que ela tivesse mais algo a dizer. Ela sentiu-se nervosa e respirou fundo. – Ahn... – hesitou. – Baixou os olhos para o chão e tornou a hesitar. – Tchau. – disse dando de ombros.

Ergueu o olhar a tempo de ver um sorriso no rosto do homem. Ela o reconheceu e sorriu de volta. Deixou a bancara e aproximou-se nervosamente dele enquanto colocava uma mecha de seu cacho para trás da orelha e umedecia os lábios.

- Tchau... – disse ele ainda com aquele sorriso maroto logo quando ela parou a frente dele.

Olharam-se e trocaram risos até que ele a puxasse pela cintura e depositasse nos lábios dela um belo beijo.

Ela passou os braços em torno do pescoço do homem e sorriu contra os lábios dele.

- Boa sorte lá. – ela desejou num sussurro quando seus lábios se afastaram centímetros.

- Obrigado. – ele disse.

Trocaram diversos beijos curtos até que finalmente, sem vontade, seus corpos e descolaram e ele foi embora pela porta da cozinha.

Ela riu baixo consigo mesmo. Seus olhos estavam sonhador e ela, agora, não deu atenção ao fato de pensar que gostar do toque de seu melhor amigo fosse um pecado.

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