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2. Capítulo 1


Fic: Entre a Guerra e o Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Olhaaa Que milagre! Depois de anos de promessas, aqui está o capítulo 1! Espero que curtam! Boa Leitura! :D


***


- Okey Gina, vou pedir que tome muito cuidado esse ano com quem você anda em Hogwarts... – Tonks murmurou baixinho preocupada a Gina enquanto a garota, ela e Molly caminhavam pela estação. Gina suspirou afirmativamente com a cabeça apesar de acreditar que nenhum de seus amigos fosse capaz de trair Dumbledore e a Ordem, todos eram bons o bastante para dar a vida pela derrota de Voldemort. Gina olhou para Tonks, os cabelos dela estavam cinzentos assim como o céu daquele dia e os olhos traziam uma expressão triste e inconsolável. Gina sorriu e disse meigamente:


- Dos meus amigos Tonks, nenhum seria capaz de trair a nossa causa...


- São dos lugares que menos se espera que vêm as traições querida... – Molly disse com desprezo e com o olhar fixo na parede das plataformas 9 e 10, estava se referindo a Snape e o que ele fizera ano passado, a morte de Dumbledore ainda estava impressa na mente de todos como se tivesse ocorrido ontem. Tonks abraçou os ombros de Molly e disse brincalhona:


- E é também das pessoas que menos se espera que podem vir as grandes ajudas, não podemos confiar em ninguém nessa guerra... A não ser naqueles que nosso coração diz ser os verdadeiros, ou seja, aqueles que amamos...


- É mamãe, Tonks está certa apesar de tudo... Não podemos deixar de acreditar no melhor das pessoas por causa dessa guerra maldita! – Gina disse enérgica, o mesmo brilho de coragem e entusiasmo voltou aos olhos da garota, parecia a mesma Gina de alguns anos atrás, a Gina que sempre acreditara na força que as pessoas tinham dentro de si. Molly deixou algumas lágrimas escorrerem por seus olhos, as palavras das duas eram verdadeiras, mas difíceis de se acreditar, Molly estava perdendo suas esperanças com toda a sua família arriscando a vida por algo que ela acreditava estar perdido. Não, nunca duvidara de Dumbledore, mas com ele morto, as coisas ficavam bem mais difíceis de se acreditar.


- Eu sei queridas... Mas ter minha família inteira na guerra me deixa desesperada, não sei o que fazer! O pior é que eu não posso nem saber notícias deles, Lupin diz que é arriscado... – Molly disse com um leve tom de desespero na voz, estava mais do que claro a sua insatisfação com o modo que Lupin administrava a Ordem depois da morte de Olho-Tonto. Tonks já tivera aquela mesma discussão com a Sra. Weasley, as três pararam em frente a parede da plataforma e a jovem auror disse:


- Olha Sra. Weasley, Lupin está fazendo isso para a proteção de todos. Voldemort está no poder agora, vigiando todos os meios de comunicação entre nós e eles. Temos que ser pacientes e esperar que eles contatem-nos, não podemos arriscar a vida deles e a missão que lhes foi incumbida...


- Mas Tonks, são meus filhos e meu marido! – Molly disser nervosa e ficando vermelha, o desespero impresso nos seus olhos. Gina soltou tudo o que carregava e abraçou a mãe mais forte do que nunca, sentia que precisava daquele abraço, estava sentindo o mesmo. Sua família se sacrificando e ela tendo que ficar em silêncio esperando notícias que nunca chegavam. Molly trouxe a filha para junto de si e a abraçou tremendo e com medo, Gina sempre estivera ao seu lado o tempo todo e agora estava partindo para uma Hogwarts dominada por bruxos das trevas e com a chance de ser perseguida.


- Mamãe, tenho que ir agora... – Gina disse sorrindo chorosa enquanto se separava da mãe e a encarava, Molly estava a beira de um ataque de nervos. Tonks sorriu e disse brincalhona:


- Quando tudo isso acabar, vamos voltar a ser aquela mesma galera animada de sempre!


- Espero que seja logo Tonks! – Gina respondeu sorrindo a auror e a abraçando, Tonks era como se fosse sua irmã mais velha e não queria perdê-la naquela guerra. Depois voltou os olhos para a mãe que estava com a cabeça abaixada e soluçando baixinho, os trouxas começavam a passar e olharem preocupados para a cena. Gina abraçou a mãe de novo e disse firme:


- Você nunca vai me perder mamãe...


- Ah querida... É que você sempre esteve comigo, do meu lado e agora tá indo pra Hogwarts que não é mais a mesma, eu queria você do meu lado o tempo todo. – Molly disse abraçando a filha novamente e afagando os cabelos ruivos da pequena Weasley, Gina aproveitou aquele momento, não sabia se iria voltar a ver a mãe um dia, não sabia o que a aguardava em Hogwarts. Tonks colocou a mão nos bolsos e disse cansada:


- Molly, não podemos levantar suspeitas, se Gina não voltar a escola, vão vir atrás da gente... E além disso, a Ordem é uma família e você sabe.


- Tudo bem Tonks, estou sendo paranóica... Agora vá Gina, senão você perderá o trem! – Molly disse tentando estampar um sorriso nos lábios, mas ao invés disso, formou uma careta. Gina percebeu isso, deu mais um abraço na mãe e em Tonks, depois deu uma piscadela a auror e disse rindo:


- Cuide dela na minha ausência...


- Ei! Não preciso de ninguém me cuidando dona Ginevra Weasley! – Molly respondeu em um misto de riso e irritação. Tonks riu, abraçou a Sra. Weasley nos ombros e disse em posição de sentido:


- Sim senhora!


Gina riu das duas e deu um último aceno antes de atravessar a parede, não pode conter um suspiro pesado antes de entrar no mundo da magia. Podia ser o mundo da magia, o mundo que sempre amara pertencer, mas não era o mesmo...


***


- Vamos logo! Você está atrasada Colbie! – Samantha dizia mal humorada enquanto tentava arrastar a filha pela plataforma, a garota revirou os olhos e ficou admirando o movimento e a locomotiva. Atrás de si, uma pessoa surgiu pela parede e esbarrou nela sem querer.


- Desculpa, eu não te vi aí... – A jovem disse firme enquanto a encarava firmemente, Colbie teve medo daqueles olhos castanhos, mas também não desviou o olhar. Colbie olhou a garota da cabeça aos pés, era uma Weasley e isso estava evidente. Os cabelos ruivos, as sardas, os olhos castanhos, as roupas surradas e o humor de cão. Colbie colocou as mãos nos bolsos e disse sorrindo:


- Tudo bem, só tome mais cuidado...


Os olhos de Gina se arregalaram, parecia que ela havia se surpreendido com a reação de Colbie. A ruiva esperava ser humilhada, afinal, estava falando com uma das sonserinas mais famosas de toda Hogwarts e talvez a mais cheia de si e egocêntrica, não esperava de modo algum que receberia um sorriso e palavras pronunciadas em um tom educado e polido.


Colbie continuou a encarar a ruiva, não podia negar que Gina sempre exercera um magnetismo sobre ela, sempre que a ruiva passava, Colbie esquecia do que estava fazendo e com quem estava falando pra poder olhá-la por alguns segundos, claro que Gina nunca ficara sabendo disso, mas a garota não podia negar que a ruiva era linda o bastante pra ser admirada. Talvez uma das poucas garotas de Hogwarts que merecessem devida atenção...


- Obri... Obrigada! – Gina respondeu assustada e apressada, Colbie lhe deu mais um sorriso antes da ruiva sair desabalada em direção a primeira porta da locomotiva que encontrara. Colbie continuou sorrindo para seus pés, Gina ficara envergonhada e isso fora bem claro, vira as orelhas da garota ficarem vermelhas como o fogo. Colbie continuou a olhar a locomotiva tentando encontrar os cabelos ruivos, mas ouviu a sua mãe exclamar cada vez mais irritadiça:


- Vamos Colbie, eu não vou ficar repetindo!


- Ninguém te mandou repetir mamãezinha... – Colbie respondeu irônica assim que alcançou a mãe na porta de um bar que ficava na plataforma. Samantha segurou o cotovelo da filha com uma força impressionante e disse furiosa:


- Seja educada, porque sua aparência não está ajudando muito! Não quero que os Malfoy pensem mal da nossa família!


- Mas eles são SEUS amigos e não MEUS, você sabe muito bem o quanto eu odeio o mimadinho do filho deles... – Colbie respondeu enquanto se soltava do aperto da mãe e encarava o teto. Samantha empurrou a filha para dentro do bar e disse com um sorriso maléfico nos lábios:


- Acontece que esse “mimadinho” é seu futuro marido...


- Por que você não casa com ele? Ia dar um excelente par, a paranóica e o mimado! – Colbie disse em bom tom para que a maioria das pessoas que estavam ali ouvissem, inclusive Narcissa e Lúcio que estavam sentados em uma mesa ao fundo do local. Os Malfoy se entreolharam com assustados, só estavam aceitando uma união com os Summers porque o Lorde das Trevas tinha um profundo prestígio pela família. Samantha chegou a mesa e disse sorrindo:


- Desculpem a demora Lúcio e Narcissa...


- Tudo bem Samantha, Draco resolveu sumir de nós também! – Narcissa respondeu sorrindo e simpaticamente, queria muito que o filho se cassasse com Colbie, iam continuar a elite puro-sangue que a família Malfoy e Summers carregavam. Colbie sentou-se na cadeira sem falar nada, bufou impaciente e disse baixinho:


- Deve estar correndo atrás de um rabo de saia ou de um calouro pra torturar...


- O que você disse Srta. Summers? – Lúcio perguntou rancoroso, ouvira bem o que a garota dissera a respeito de seu filho. Nunca fora a favor daquele casamento, para ele, Colbie não merecia o homem que seu filho era. Colbie respirou fundo, abriu um enorme sorriso falso e respondeu meigamente:


- Comentei que lamento Draco não estar aqui para podermos conversar...


- Ah querida... Quer que eu vá chamá-lo? – Narcissa perguntou generosamente, pelo visto, ela acreditara no tom falso da garota. Samantha encarava a filha com rancor, conhecia aquele sarcasmo como ninguém. A garota deu um enorme sorriso e respondeu educadamente:


- Que isso Sra. Malfoy, Draco deve estar ocupado com coisas mais importantes do que assuntos familiares! Obrigada por se oferecer, mas não precisa senhora...


- Ah que educação Samantha, você deve se orgulhar muito da filha que tem! – Narcissa exclamou com os olhos brilhando de emoção, Colbie Summers era um excelente partido para seu filho; educada, extremamente bela e além de tudo, tinha grande poder mágico e uma linhagem da qual os Malfoy podiam se orgulhar. Narcissa não entendia porque seu marido implicava tanto com Colbie.


- E como Narcissa! As notas de Colbie estão cada vez melhores e ela me deixa cada vez mais orgulhosa com os elogios que vem recebendo de nosso mestre! – Samantha exclamou orgulhosa e dessa vez, era um orgulho verdadeiro, mesmo com toda a rebeldia que Colbie possuía, a Sra. Summers tinham que se orgulhar do poder e dos elogios e pedidos que a filha recebia do próprio Voldemort. Colbie revirou os olhos, queria sair logo dali e ir para Hogwarts, pelo menos lá tinha um pouco de paz. Ouviu-se o apito vindo do trem, parecia que Narcissa ia ter um ataque quando começara a explicar vermelha de vergonha:


- Ah, me desculpem pelo Draco... Ele não deveria fazer isso!


- Tudo bem Narcissa, ele e Colbie terão mais oportunidades em Hogwarts para se conhecer melhor... – Samantha murmurou olhando de esguelha para filha com um olhar furioso como se dissesse que se a filha não falasse com Draco, sofreria as conseqüências. Colbie deu as costas e não deu adeus aos Malfoy, estava cansada de bancar a filhinha perfeita. Pegou seu malão e rumou com violência, empurrando as pessoas durante o caminho até chegar na locomotiva. Podia ouvir sua mãe gritando ás suas costas:


- Você vai pagar por isso Colbie! Venha já aqui!


As pessoas começaram a encará-la com espanto vendo a mulher correr atrás da filha que não lhe dava nenhuma atenção, Colbie bufou de raiva jogando a franja no rosto e entrou na locomotiva deixando a mãe para atrás. Fechou a porta do vagão atrás de si e passou a procurar um local para ficar, queria ficar sozinha e pensar na vida...


***


Após muito procurar, Colbie encontrou uma cabine vazia bem no final do trem, onde costumavam ir os membros da Lufa-Lufa. A garota não se impressionou com os olhares curiosos e furiosos que recebeu assim que pisou no vagão, todos sabiam que ela pertencia a Sonserina e que era uma das piores da casa, era na verdade, Colbie chegara a conclusão que humilhar as pessoas publicamente era uma coisa infantil. Ernesto se aproximou de Colbie com a cara fechada e perguntou secamente:


- O que pensa que está fazendo aqui Summers?


- Só quero ficar longe daqueles metidinhos riquinhos, não vou arrumar confusão com ninguém Ernesto. – Colbie respondeu séria enquanto encarava os próprios pés, forçou passagem contra o corpo do garoto, mas não obteve sucesso. Alguns membros da casa começaram a rir, não era sempre que uma sonserina sofria nas mãos deles, Colbie levantou os olhos verdes para Ernesto e perguntou cansada:


- Qual é? Vai bancar a criança agora?


- Tô fazendo o mesmo que você fez comigo no terceiro ano... – Ernesto respondeu sarcástico com um sorriso maldoso nos lábios, Colbie pensara que nunca fosse ver um membro da Lufa-Lufa fazendo semelhante ação, aquilo realmente estava reservado para sonserinos e grifinórios, geralmente eram eles que faziam o papel de vilões da escola. Colbie respirou fundo, contou até dez e murmurou baixinho:


- Eu não vivo de passado, acontece que eu mudei Ernesto e acredito que você também... Eu não quero machucar você, você sabe muito bem do meu poder de fogo. Então vou pedir mais uma vez, será que você pode me dar licença?


Ernesto pareceu considerar as palavras de Colbie por minutos e minutos, o vagão inteiro prendeu a respiração, afinal, era um monitor enfrentando uma das alunas mais encrenqueiras da escola. O garoto sabia muito bem da fama de duelista de Colbie, toda a escola sabia que ela era tão brilhante quanto Hermione Granger, talvez até mais, só que nunca se esforçara para superar a grifinória, Colbie tinha um poder natural vindo de seu sangue, poder que Voldemort queria do seu lado da guerra. Ernesto respirou fundo e disse firme:


- Acontece que eu não esqueci a humilhação Colbie e você não vai entrar aqui!


- Eu vou ter que usar a força? – Colbie perguntou séria enquanto sentia a varinha escorrer pelo seu braço direito e ficar pronta para qualquer ataque e defesa. Alguns alunos do sétimo ano da Lufa-Lufa apareceram ás costas de Ernesto posicionando-se para defender o monitor em caso de sair um duelo dali, eram 4 contra 1, Colbie estava em desvantagem, mas número de combatentes nunca fora um grande problema para ela.


- Só se você forçar o que eu te disse para não fazer... – Ernesto respondeu em tom autoritário colocando a mão dentro da capa, estava mais do que na cara que a varinha também estava preparada, naquele clima de guerra, os nervos estavam alterados o bastante para irromper um duelo bruxo a cada cinco metros. Os outros rapazes pareceram ficar prontos também, e todos os alunos estavam com os narizes colados nas vidraças das cabines para observar a cena que se desenrolava no corredor. Um silêncio pairou no local como se qualquer som ou movimento fosse iniciar o duelo, então, ouviram uma voz autoritária ao longe dizer séria:


- Não acredito que você está fazendo isso Ernesto!


Todos que estavam envolvidos viraram os pescoços e deram de cara com Ana Abbout vindo pelo lado oposto do corredor ofegante e vermelha, parecia estar bem irritada com o que o seu parceiro de monitoria estava aprontando. A garota aproximou-se do grupo, olhou todos com veemência e perguntou:


- O que você acha que está fazendo Ernesto?


- Tava ensinando boas maneiras a Summers... – Ernesto respondeu mal-humorado enquanto ele e os demais guardavam as varinhas, Colbie fez o mesmo e deu graças a Merlim por Ana ter aparecido ali, não sabia o que iria acontecer se aquilo tudo continuasse, tinha noção do grande poder que tinha e não gostava de usá-lo sem objetividade. Ana virou-se para Colbie, deu um sorriso sincero e disse:


- Pode fica na última cabine Colbie, tem sobrando lá no fundo e se algum deles te encher o saco, quero que você fale comigo no vagão dos monitores...


- Okey, valeu Ana! – Colbie respondeu com meio sorriso e puxando o malão pelo corredor, Ernesto não saiu da frente da garota enquanto a mesma não pediu licença. Assim que a garota murmurou, o garoto se retirou com o nariz empinado e com seus seguranças ás suas costas. Colbie caminhou pelo corredor entre as cabines e jogou-se na última, arrumou o malão e tirou o casaco, sempre era assim, toda aquela confusão quando entrava no trem, só ficava realmente tranqüila quando ia para a escola e poderia ficar sozinha em qualquer canto, mas estava vendo que naquele ano, não teria paz com os Comensais em Hogwarts obrigando-a a entrar para o movimento. Estava cansada das pessoas impondo escolhas em sua vida, fora assim com o Chapéu Seletor, só ela sabia como se arrependera de ter dito para ir a Sonserina e agora essa de ter que escolher entre entrar ou não em uma guerra sem sentido.


Colbie estava perdida em seus pensamentos quando ouviu burburinhos vindos do corredor. Recolocou o casaco e jogou a touca do mesmo sobre a cabeça, só queria dormir um pouco, como sempre, passara a noite fora de casa e estava cansada. A garota fechou a porta da cabine com um chute, o que abafou um pouco o som, fechou os olhos e tentou cair no sono. A garota notara que o clima estava mudado, todos pareciam estar com medo do regresso a Hogwarts; olhavam a todo o momento por cima dos ombros com o medo e a apreensão impresso em olhares tristes e sem rumo, Colbie tinha raiva disso, mas também não queria se meter.


Após alguns minutos entre uma cochilada e outra, Colbie ouviu barulhos muito altos vindos do corredor, estava impressionada com a falta de educação das pessoas. Abriu a porta e deparou-se com as pessoas olhando tudo de dentro de suas cabines espantadas uma cena que parecia acontecer em outro vagão. A garota deixou sua curiosidade falar mais alto e saiu de sua cabine rumando para a origem dos sons.


Após desviar de um grupo de sonserinos e grifinórios que estavam presenciando a cena sem esboçar qualquer reação ofensiva ou defensiva entre si. Colbie ouviu uma gargalhada malvada vir do tumulto, se aproximou sorrateiramente e chegou a ver Gina Weasley vermelha feito um tomate encarando Malfoy com raiva e desprezo. Naquele momento, Colbie não sabia porquê, mas um ódio tomou conta dela, afinal, quem Malfoy achava que era para fazer aquele tipo de coisa com as pessoas?


- Fique quieta Weasley! Você que se cuide melhor a partir de agora, não tem o Potter pra ficar te protegendo e você está em território inimigo! – Draco sibilou sarcástico encarando Gina com certa apreensão, ele só mexia com a jovem Weasley quando estava acompanhado, a fama da azaração do Bicho-Papão chegara a seus ouvidos e ele sentira na própria pele e preferia não se arriscar de novo.


Gina continuava impassível mordendo o lábio inferior, estava mais do que na cara que se controlava para não fazer nenhuma besteira em Draco, seu rosto estava vermelho e podia-se até confundir onde estava a raiz de seus cabelos vermelho-fogo.


A ruiva estava irritada, isso era verdade, mas não ousaria desafiar Draco Malfoy tendo toda a escola dominada por seguidores de Voldemort. Apenas abaixou a cabeça e deu as costas ao rapaz, uma pessoa estava bloqueando sua passagem, Gina tentou empurrá-la, mas ela segurara seus braços. A ruiva levantou os olhos e viu que era a mesma garota em quem havia trombado mais cedo, aquela sonserina, alguma coisa dentro de si dizia que estava ferrada.


- Hey Draco, acho bom você ser mais educado com a ruivinha... Ela não fez nada pra você, então vira homem e peça desculpas pra ela! – Colbie disse com a voz autoritária e arrancando ruídos de assombro de todos os demais estudantes que presenciavam a cena. A maioria era grifinórios e sonserinos excitados para um novo duelo que podia acontecer ali, mas ninguém sequer suspeitava que uma sonserina defenderia uma grifinória. A maioria estava de boca aberta e encarando Colbie incrédula, os sonserinos tinham olhares fuzilantes e os grifinórios, olhares assustados que vacilavam entre o medo e a incompreensão. Draco encarou Colbie com seus frios olhos cinzentos, a garota devolveu o olhar com seus profundos olhos verdes, o rapaz pareceu não conseguir sustentar a firmeza do olhar da moça, deu um sorriso sarcástico para o chão e respondeu:


- Saia daqui Summers, você já é ralé suficiente sem se meter com gentalha como os Weasley!


- Ralé por que? Por te dar um fora? Desculpe se você não foi homem suficiente pra me segurar Malfoy, por mais que você seja monitor-chefe, você não tem autoridade pra sair pisando em todo mundo desse jeito! – Colbie disse em um tom que beirava a sinceridade e o sarcasmo. As pessoas não conseguiram segurar o riso, a maioria, incluindo os próprios sonserinos riram de Malfoy. Todos sabiam que Malfoy ficara com Colbie e a garota termina com ele depois do garoto ser covarde o bastante e não assumir para Pansy que estava com ela. Draco ficou vermelho de raiva, a cor de seu rosto quase se igualou com a cor dos cabelos de Gina, falando nisso, a ruiva ainda estava confusa com o que estava acontecendo, qual era a verdadeira intenção de Colbie ao fazer aquilo?


- Olha Summers, como sempre, se metendo onde não deve... Eu sou monitor e tenho autoridade pra fazer o que quero! – Draco respondera furioso com uma veia saltando pela testa, Colbie riu do comentário do garoto. A cena agora estava no mais profundo silêncio e todos pareciam aguardar a resposta da jovem sonserina, Colbie respirou fundo e respondeu irônica:


- Então por que você não saca a varinha e aplica um Avada Kedavra em si mesmo? Garanto que ia fazer um bem maior ao mundo...


- CALE A BOCA SUMMERS! NINGUÉM TE CHAMOU AQUI! – Draco exclamou irritado, estava avançando em direção a garota quando sentiu Crabbe e Goyle o segurando. O garoto se acalmou e pediu aos dois brutamontes para o soltar, respirou fundo e ficou encarando Colbie com uma fúria enorme, se os olhos fossem capaz de matar, a garota teria morrido há tempos. Todos os expectadores se impressionaram, era raro alguém além de Harry Potter e Rony Weasley tirarem Draco Malfoy do sério. Colbie deu uma risada sarcástica e respondeu séria:


- Ninguém me chamou Malfoy, eu apenas senti o seu cheiro de fracassado e mal amado ao longe, por isso vim aqui. Afinal, só mesmo o mimado Draco Malfoy pra armar uma confusão sem motivo aparente!


- Estupefaça! – Draco exclamou com toda a raiva que estava guardada em seu interior, mas como estava cego pela raiva, sequer mirou o feitiço em Colbie. A garota desviou-se facilmente puxando Gina para dentro de uma cabine, a ruiva caíram em cima dela e os rostos de ambas estavam muito próximos, as duas garotas ficaram em uma situação muito constrangedora. Gina estava vermelha de vergonha e não conseguia desviar seus olhos castanhos dos verdes de Colbie, já a mais velha, estava ofegante encarando aqueles olhos castanhos que pareciam tão inocentes e ao mesmo tempo tão tristes para ela.


- Aaah... Me desculpe de novo! – Gina respondeu sem graça depois que saiu de seu transe e conseguiu sair de cima de Colbie, estendeu a mão para a mais velha que a aceitou e levantou-se do chão. As duas fecharam as cortinas da cabine e ficaram esperando o menor movimento de Draco e seus capangas, movimento que não veio. Colbie puxou Gina pela mão e disse preocupada:


- Não podemos ficar trancadas aqui pra sempre, uma hora ou outra, um dos fiscais vai aparecer aqui mandando a gente sair.


Gina entendeu o que ela quis dizer, iriam pagar o preço pelo que fizeram e com certeza, seria um preço muito caro. Colbie segurou a mão de Gina mais firmemente e a ruiva não pode deixar de sentir uma onda de calor percorrer seu corpo, sentia-se protegida apenas segurando a mão daquela garota misteriosa que aparecera do nada. Uma sensação que ela nunca experimentara, exceto com Harry, Gina ficara preocupada, sabia muito bem o nome daquele sentimento, mas acreditou que era apenas a situação, afinal, Colbie a salvara de um feitiço na certa.


Colbie colocou-se à frente de Gina, dando seu corpo como escudo ao corpo da ruiva. Gina puxou a garota pelo braço e perguntou exasperada:


- O que você pensa que está fazendo?


- Não importo se o Malfoy me machucar, mas se ele te machucar... Já é outra situação! – Colbie respondeu sorrindo dando uma piscadela a Gina e apertando mais ainda a mão dela, a ruiva não conseguiu sequer questionar a ação de Colbie, simplesmente queria continuar a sentir aquele toque que trazia tanta paz pra ela. Colbie sacou a varinha com a mão esquerda e abriu a porta devagar...


***


- Ali estão elas! – Ouviu-se uma voz fria e furiosa gritar de qualquer canto do trem. Colbie e Gina sequer tiveram tempo para reagir, já haviam sido pegas pelo feitiço da petrificação, caíram duras no chão e imóveis. Assim que conseguiram levantar os olhos, viram Malfoy e um dos fiscais que Voldemort havia colocado no Expresso da escola olharem para elas com sorrisos desdenhosos nos lábios. As duas garotas foram levadas para fora do trem onde se encontravam Crabbe e Goyle e mais alguns sonserinos. As pessoas começaram a observar a cena pelas janelas preocupadas com as duas garotas.


- Acho que elas merecem um castigo pelo que fizeram... – O fiscal sibilou ameaçador, ele era um jovem rapaz que seria bonito senão fosse a frieza de seus olhos e a cicatriz que tinha do lado esquerdo do rosto. Draco deu uma gargalhada maléfica que causou arrepios em Gina, depois disse sorrindo maleficamente:


- Claro que sim Gerard, eu vou dar a elas o que merecem por me peitar, principalmente a Colbie...


- Abusar dela agora não irá dar em nada Draco, a menina não te quer e você sabe muito bem que ela pode se soltar a qualquer hora... Ela é uma das poucas que sabe fazer mágica sem varinha! – Gerard disse preocupado enquanto olhava para frente assegurando-se de que Colbie estava muito bem presa e a garota, de fato, estava. Colbie não via saída para aquela situação, a não ser esperar o momento certo para fazer o movimento certo.


- Quem disse que é dela que eu vou abusar? Pouco me importo com ela, eu quero é saber da Weasley... - Draco respondeu malicioso e dando um sorriso cheio de dentes afiados às duas garotas. Colbie sentiu seu coração palpitar de raiva e de nojo, Malfoy nunca encostaria em um fio de cabelo de Gina, não ia deixar que aquele sujo encostasse nela, mas o rapaz parecia fazer aquilo de propósito, parecia que ele só queria atingir Colbie. Depois de andarem durante um longo caminho, chegaram ao que parecia ser uma floresta, pelo visto, haviam sido deixados pelo Expresso da escola. Estavam sozinhas, no meio de uma mata com aqueles dois garotos que pareciam estar malucos de raiva, a realidade caiu sobre a cabeça de Colbie e ela realmente teve medo da situação em que se encontrava.


- Pronto, acho que daqui ninguém ouvirá os gritos! – Gerard exclamou cansado e jogando Colbie no chão com um movimento da varinha, a garota teve que admitir que aquilo doera, mas também servira para perceber que o feitiço de petrificação estava chegando ao seu fim, então, abriu um enorme sorriso de satisfação. Ao ver o sorriso de Colbie, Gina sentiu raiva da garota, estavam pra ser vítimas de uma das Maldições Imperdoáveis e a garota estava sorrindo? A ruiva chegou à conclusão de que a sonserina que a metera naquela situação, ela não era diferente dos outros da casa e isso deu raiva em Gina, porque ela tinha a péssima mania de acreditar no melhor das pessoas.


- Acho que sim Gerard, mas você acha que a gente deve desfazer o feitiço? – Draco perguntou duvidoso ao parceiro, estava mais do que na cara que ambos tinham medo do que Colbie era capaz de fazer. Gina sentiu-se mais tranqüila, se eles tinham medo, podia poupá-la ou poderia fugir quando os rapazes se preocupassem demais com a outra garota. Gina Weasley era forte e corajosa, mas sabia muito bem quando corria um grande perigo e aquele era um momento, se os garotos resolvessem levá-la a Voldemort, nem suspeitaria o que poderia acontecer com ela e com Harry. Colbie remexeu-se no chão ao lado de Gina, a ruiva tinha medo que ela tivesse se machucado depois que fora jogada no chão, aqueles poucos momentos juntas em situações difíceis pareciam ter criado um vínculo entre as duas.


- Não Draco, Colbie é muito perigosa para ficar solta, mesmo desarmada, você ouviu o que o Lorde disse dela! – Gerard disse amedrontado enquanto encarava os olhos verdes de Colbie, eles emitiam um magnetismo de força e coragem que não era nada típico de uma sonserina. O rapaz respirou fundo e deu as costas às garotas, se continuasse a encarar Colbie, ficaria maluco. Draco respirou fundo e disse atrevido:


- Dane-se o que o Lorde disse Gerard! Não a quero me chamando de covarde depois... Isso se sobreviver a uma bela tortura...


Dizendo isso, as feições de Draco assumiram um ar maléfico e malvado. Gina tinha que confessar que estava com muito medo do que viria acontecer a elas, aqueles dois emanavam uma onda de maldade que nenhum outro comensal que enfrentara tinha. A ruiva voltou seu olhar para Colbie que parecia centrada em alguma coisa, na varinha de Gerard. As feições da garota estavam firmes e Gina sentiu-se mais protegida. Gerard respirou fundo e disse preocupado:


- Coloque sua conta em risco então, eu não me meto mais com a Summers!


Gerard se afastou e fez sinal para que Draco prosseguisse com o que queria fazer. Malfoy abriu o sorriso lentamente, parecia um lunático e estava impresso nos seus olhos que ele só queria que Colbie sofresse mais do que qualquer um naquele mundo. Draco agitou a varinha e Colbie se viu solta do feitiço, agora precisava ser rápida e realizar o feitiço para trazer a varinha de Gerard até ela, mas um som chegou primeiro a seus ouvidos:


- CRUCIO!


Então Colbie se viu dominada pela dor, só conseguia ouvir seus gritos. Sua vista ficara turva e lágrimas escorriam, parecia que seus ossos estavam sendo perfurados por facas em brasa e sua pele ardia como se estivesse pegando fogo. Ela queria parar aquela dor, mas não tinha forças, seu cérebro estava sem ação e seu corpo lutava para não sentir mais nada. Então, a dor cessou, a garota respirou ofegante e ouviu a gargalhada de Malfoy e depois a voz do garoto dizer:


- Achou isso bom Colbie? Imagine toda essa dor que você sentiu na pobre Weasley, será que ela seria capaz de suportar algumas sessões?


O que acontecera em seguir fora muito rápido. Colbie murmurou “Accio Varinha” com a mente e a varinha de Gerard voou em sua mão, a garota ergueu-se em um pulo e a apanhou. Empurrou Gina para atrás de uma árvore e assumiu uma posição de ataque com Malfoy, a ruiva ficou em uma posição que dava para enxergar toda a cena. Os olhos verdes e cheios de energia de Colbie travavam uma batalha com os azuis e frios de Malfoy, a garota ergue a varinha em direção a Gerard e sem olhar, murmurou:


- Locomotor Mortis!


Os pés do rapaz se juntaram e ele caiu no chão gritando de horror e medo, Gina estava impressionada com o poder mágico que Colbie possuía. A garota abriu um sorriso e perguntou a Malfoy:


- E você? Pronto para me enfrentar mais uma vez?


Malfoy deu um sorriso amarelo, sabia que estava ferrado daquela vez. Colbie era poderosa demais para apenas um a enfrentar, desejou que houvesse mais garotos com ele, mas nunca que pensaria que mesmo sem varinha, Colbie fosse conseguir se soltar. Achava que os boatos sobre ela duelar sem varinha fossem mentira, mas estava começando a temer por sua vida naquele momento. O rapaz reuniu coragem e respondeu tentando parecer firme:


- Eu estou pronto pra te enfrentar a qualquer hora Colbie!


Sem deixar o rapaz nem mesmo respirar, Colbie aplicou-lhe um “Estupefaça” silenciado. Draco caiu no chão desacordado. Gina encarou a cena incrédula, Colbie era poderosa demais, seu nível de poder mágico estava acima do normal e agora entendia o medo que os demais duelistas do Clube De Duelos da escola tinham dela, a garota praticamente fazia magia sem varinha. A ruiva viu Colbie se aproximar dela, a garota abriu um sorriso e perguntou:


- Você está bem?


- Claro, claro... Nem vou te perguntar como você fez aquilo! – Gina disse meio assustada enquanto apanhava sua varinha e a varinha de Colbie nos bolsos do desacordado Draco. Colbie deu um sorriso e respondeu:


- Nem pergunte porque nem mesmo eu sei.


Gina ficara encarando Colbie por vários momentos, o olhar da garota a sua frente parecia tão firme, mas olhando para eles com atenção, via carência e pedidos de atenção. Colbie parecia ter um vazio por dentro que nunca fora suprimido, Gina queria saber mais sobre ela, sobre aquela misteriosa e famosa garota sonserina. A ruiva também notara que Colbie era linda apesar de toda aquela situação, mas tirara os pensamentos de sua cabeça, não podia achar uma sonserina bonita. Colbie parecia estar no mesmo transe com Gina, sempre ouvira dizer que a Weasley era estressada e ousada, mas não via nada além de uma simples menina, uma simples menina muito bela...


- O que você vai fazer com ele? – Gina perguntou meio amedrontada observando Gerard tentar se levantar em vão e encarar as duas surpreso. Colbie aproximou-se de Gerard com duas varinhas em mãos, entregou a do garoto a ele e disse:


- Vá embora e saia de perto do Voldemort, você ainda tem tempo pra largar essa guerra de lado e continuar a sua vida...


O garoto apanhou a sua varinha impressionado assim como Gina ficara, aquela atitude com certeza não era típica de uma sonserina. Seus conceitos sobre Colbie começavam a subir aos poucos, achava que no fundo ela era uma boa pessoa e lhe era grata por ter-lhe salvo sua vida. Gerard apanhara a varinha e desfizera o feitiço, e minutos depois, gritou:


- Estupefaça!


Gina fechou os olhos esperando o feitiço atingir ela e Colbie, mas ele não atingiu. Colbie levantara os olhos e um escudo formara em torno delas, agora Gerard encontrava-se desacordado no chão assim como Draco. Colbie sorriu e disse:


- Não podemos confiar em sonserinos...


- Você é uma esqueceu? – Gina disse sarcástica caminhando ao lado de Colbie para fora da floresta, a garota sorriu e disse enquanto dava uma piscadela:


- Eu sou diferente deles! Acredite em mim.


***


Curtiram gente? Mesmo se odiaram, quero que comentem viu! Olha... Prometo que o próximo capítulo será maior, a história tem muita coisa pra ser desenvolvida! Comenteeeem! Beeijos ;*

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