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7. Sobre Liberdade e Funerais


Fic: Houve Dois Verões


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Flash-back:

Tinha uma certa inocência no modo como as coisas foram se formatando: ele gostava sim de Bellatrix, mas não deixava de haver o fator provocativo. O renegado estava mexendo com a jóia dos Black, simplesmente para incomodá-los. Isso era melhor que fugir. E Bellatrix se divertia nesse jogo de esconder e planejar.


We could let this love be the fading sky
We could drift all night until the new sun rise
Pass me a drink or maybe two
One for me and one for you
And we'll be

Free, Free


As duas semanas anteriores à carta de Andie tinham sido - O que? - Ah sim, as melhores da vida de Sirius e Bellatrix. Eles jamais imaginaram como era fácil ter um namoro secreto bem embaixo do nariz da Srª. Black. Simplesmente porque todos achavam que os dois se odiavam realmente (quando eram crianças, não podiam ser deixados juntos que rolavam pelo chão em um mar de beliscões e chutes) a possibilidade de se preocupar com um romance era praticamente absurda. O que era realmente muito, muito bom…

Here comes corner winds and the changing' tide
We better drop them sails and get inside
When will the weather ever let us go
I guess we'll have to wait until the trade winds blow
When we'll be

Free, Free

Sirius estava freqüentando não só o quarto de Bella - menos bagunçado que o dele - como os temíveis almoços em família, só para poder cutucar as pernas de Bella por baixo da mesa bem na cara de Rodolfo (se bem que talvez ele considerasse Bellatrix apenas mais um objeto de decoração com o qual não tinha que se preocupar). E Bellatrix sempre aparecia no quarto de Sirius em excursões noturnas que terminavam com os dois debaixo da água hiper-quente do chuveiro.

There's nothing in between
What we are, what we see
There's nothing in between
What we are, what we see, what we are
We are just…


Ah, e quando o Sirius fez dezessete anos, o próprio pai da Bellatrix (Talvez tivesse dedo do tio Alphard nisso) mandou para o sobrinho uma motona preta e voadora (para horror da mãe do garoto, mas ela não podia fazer nada, agora que ele era maior de idade) de presente.

Sirius gostou tanto que Bella ficou - ela não podia acreditar em si mesma - com ciúmes. Bom, mas o negócio é que a Bella passou a fingir que ia naquele curso bobo de noiva. Aliás ela estava "indo" tanto no curso, que Walburga teve que deixar a "coitadinha" ir de carona com o "monstrinho" do Sirius.

Daí, emprega-se "fingir que ia", porque os dois iam para tudo que é lugar que não fosse o tal curso, que já tinha sido até convenientemente cancelado pela habilidade de sirius em falsificar assinaturas.

On a life boat sailing' home
With our drunken hearts and our tired bones
Well I just take one last look around
Yeah an' every place feels like a familiar town
And now we're


Sirius achava muita graça quando Lestrange aparecia todo cheio do charme para Bellatrix e ouvia um "Estou com dor de cabeça!" bem aplicado assim que este relava um dedo nela. Meia hora depois a garota encontrava o primo em cada lugar mais óbvio que era de estranhar eles nunca terem sido flagrados.

And now we're

Free, Free
And don't you wanna be
Free
From time to time a little


Talvez Ciça e Régulo tivessem visto alguma coisa, mas tinham tanto medo dos irmãos mais velhos que mantinham-se em silêncio. De uma hora para outra, viver na mansão Black virara um divertido jogo de esconder.
E a recompensa era melhor ainda.

Free
Hey now now
Free
I know you know your
Free
Feels so good to be
Free




Capítulo VI - Parte II

I am in a living hell, makes me wonder if I'm alive.

Can't seem to bring myself to figure out why.

Há tempos que a mansão dos Malfoy não recebia tantos visitantes; também jamais parecera tão lúgubre, repleta de capas e vestes negras que resfolegavam por entre os dois caixões de mogno, postos lado a lado no amplo saguão. Sobre os caixões estendiam-se o brasão dos Black e a flâmula verde e prata da Sonserina.

O fotógrafo do Profeta Diário, aquele tablóide sensacionalista, como dizia Walburga Black, usando de rara razão, por segundos esqueceu o profissionalismo e apiedou-se do desamparo da srª. Druella. A viúva chorava copiosamente sobre o esquife do marido e nenhuma de suas filhas estavam lá para consolá-la, se bem que se fosse verdade, era bem provável que fosse, tudo o que se dizia sobre essa família Black, não havia sequer espanto em tal fato.

Com um muxoxo, o fotógrafo aprumou a câmera e correu o olhar bem treinado pelas pessoas. Bem rápido advisou aquele garoto Black conversando com outro herdeiro de uma família influente, o Potter.

- Não é nada! – disse Sirius, demonstrando certa impaciência para com o amigo.

James deu de ombros:

- Já que você não quer contar; mas sabe: os caras têm perguntado de você... Nem escreve mais, nem nada!

- Eu expliquei Pontas: não tive chance! A Walburga não me deixa em paz, daí tem isso dos meus tios...

- O Alphard era gente fina pacas, né?

- Se era, Pontas - respondeu Sirius, os olhos fixos na movimentação em torno do caixão do tio favorito. Diante do esquife surgira uma mocinha de ar resignado, os cachos escuros e espessos cobertos por um lenço negro. Quem quer que fosse, realmente lamentava por Alphard. Sirius perguntou-se se já a vira em algum dos jantares que a família costumava oferecer a parentes razoavelmente próximos, embora tivesse quase certeza de jamais tê-la visto antes.

And I shove, and I pull away to the things that I call you every day.

- Hei! – chamou Pontas.

- Quê? – Sirius piscou, distraído.

- Tem um cara do profeta vindo pra cá – James apontou um homenzinho atarracado, com uma câmera a tira-colo.

- Ótimo – disse Sirius, sem o menor entusiasmo – Vamos dar o fora. Escuta, você ainda anda com aquela garrafinha de firewhisk?

James abriu um sorriso malvado e bateu sobre um bolso interno da capa.

I can't seem to break you down, but I know I'll come around.

Bellatrix cruzou o salão sem ouvir meia palavra do discurso de consolo daquela bruxa horrorosa do ministério... Chamava-se “Umbitch” se não estava enganada. Disse a ela que ia ao banheiro, então se enfiou pelo corredor mais próximo, antes que a outra viesse com mais um falatório irritante.

Pé-ante-pé, Bella cruzou um corredor que mais parecia a exposição dos piores quadros da bruxandade, nem mesmo Walburga teria mais mal-gosto. Aí algo estalou atrás da garota.

- Sirius? – Bella virou-se, um mínimo de esperança brilhando nos olhos que perscrutavam a penumbra. Não era nada. A garota repreendeu-se mentalmente, se havia combinado com Sirius que voltariam a encontrar-se somente em Hogwarts, dali a menos de duas semanas, não podia desejar que ele aparecesse agarrando-a no primeiro corredor escuro – Não mesmo, se realmente o queria, teria que ser paciente e esperar o retorno ao castelo, aí então... O par de olhos escuros piscou, refletido em um brasão de prata polida e um tanto oxidada. Bella repetiu a pergunta em um murmúrio, quase um sopro:

- Então?

I feel your pins,
Through my eyes,
Piercing me...

Várias vezes perguntava-se se o relacionamento entre ela e Sirius não passaria de uma “História de Verão”. Quando tudo começou, parecia ser só uma brincadeira, um joguinho entre primos... mas havia algo a mais, quer dizer, tinha certeza disso, desde que Sirius afirmara, cheio de convicção, que a amava! E, raios, ela respondera “eu também”, não respondera? E agora o primo era quase tão rico quanto aquele Lestrange e sim, ela sempre gostou da vida boa, de “princesa”, que levava, mas cada vez mais isso lhe parecia uma estupidez...

Lie down in all this piss, you drink it from me every day.
I live in a world of shit, been left here to die.

Outro estalo, dessa vez verdadeiro. Bella olhou em volta. No final do corredor um filete de luz escapava por uma porta entreaberta. Um tremor atravessou o corpo da garota. Sentindo um misto de curiosidade e pressentimento, ela deslizou até a porta e prendendo a respiração repentinamente acelerada, espiou através da abertura.

Era uma saleta pequena, um escritório talvez. Havia uma lareira pequena de onde escapavam tênues espirais de fumaça branca, havia uma escrivaninha, cujo tampo gasto abarrotava-se com objetos estranhos, pergaminhos e velhos tomos, além de uma garrafa empoeirada; atrás da escrivaninha havia um quadro de um naufrágio, à frente duas cadeiras alquebradas e entre elas, um vaso de alabastro contendo uma planta enegrecida e murcha. Dois homens estavam próximos à decrépita mesa: Abraxas Malfoy, o pai de Lucius, e Rodolfo Lestrange. Ambos mantinham expressões raivosas. Em frente a eles estava alguém que Bella não podia ver pela fresta, mas perecia estar dando um aviso aos dois bruxos. Ela escutou:

- Sim, milord – disse Lestrange, inclinando o corpo pesado, como se fosse fazer uma reverência exagerada.

- Seria ótimo... – continuou o terceiro quase num murmúrio. Bella jamais ouvira voz tão fria, mas tão poderosa que era capaz de preencher cada canto do aposento e resvalar no interior dos ossos dos ouvintes – Que vocês evitassem comentar minha presença... Fui claro?

Ambos fizeram novas reverências. Bellatrix imaginou quem seria o homem com quem falavam – supunha que fosse humano – Será que era verdade, então, que os Malfoy e os Lestrange estavam envolvidos com os rumores de uma crescente guerra? Houve mais um estalo e o Lord desapareceu.

Lestrange e Malfoy emudeceram. Apreensiva, Bella ia deixando seu posto, quando o dono da mansão desatou em falar, caindo penosamente em uma das cadeiras:

- Toda essa confusão... – disse Abraxas, entre suas tossezinhas de tísico – Por que você é um arrogante incapaz de ouvir “não”!

- Cale-se velho! – respondeu Rodolfo – aquele Órion Black que era um incapaz de cumprir com um trato!

- Trato, eh? – o velho encarou malvadamente o colega – Que vale uma garotinha?

Lestrange sorriu, exibindo uma dentição projetada; Bella nunca o achara tão desagradável, nauseante até.

- Muito mais que isso, meu caro – o Lestrange explicou – Primeiro, uma serva... Para ele...

- E o que há em troc...

A pergunta de Malfoy foi abafada pelo estrondo de um pesado objeto metálico caindo. Lestrange correu a ver quem fora o responsável pelo barulho.

- Quem era? – perguntou o asmático Abraxas, quando Rodolfo Lestrange tornou ao interior da sala, aparentemente muito satisfeito.

- Uma cadelinha desobediente – ele respondeu, servindo-se de um gole do que havia na garrafinha empoeirada – que precisa ser ensinada...

Sometimes I realize my mind was meant to go away

Never have I seen your god, so why should I believe in faith?

Sem se importar com os olhares de reprovação das pessoas em que esbarrara, Bellatrix atravessou o salão. Sirius estava certo. Era mais do que ser a favor de uma causa, eles faziam parte de algum tipo de grupo liderado pelo tal Lord das Trevas. Bella nunca fora de ter medo, mas aquela voz fria... Lhe arrepiava até o mais profundo âmago! Além disso, o modo como Lestrange falara! Ela não passava de uma coisa para eles, algo que poderia ser usado como quisessem. Recuara bruscamente quando ouvira tais palavras e acabou por derrubar um dos escudos, mas mesmo que Lestrange a tivesse visto, não teria importância, não eram mais noivos: a morte de Órion anulava qualquer pacto! De repente trocou o medo por muita raiva de sua família, prezava tanto ter nascido Black e eles simplesmente iam lhe vender a um bando de insurgentes. E por quê? Que fossem se danar! Tinha que encontra Sirius, não era o que ele queria, ir embora com ela? Pois bem. Iriam, para nunca mais serem vistos. Uma “serva”!? Jamais que Bellatrix Helena Black serviria alguém! Nunca!

Another time bomb...

A garota tinha quase certeza de que antes de tudo acontecer, tinha visto Sirius saindo pelas portas de mogno. Ignorando o chamado lamurioso de Druella, desceu em passos largos os degraus da entrada. Na mesma passada rápida, atravessou o enorme jardim, procurando por Sirius. Percebeu uma movimentação na estufa repleta de plantas viscosas, de caráter venenoso. Reconheceu a risada canina de uma das pessoas – Sirius! – Sem pestanejar, avançou até a porta envidraçada e girou a maçaneta metálica.

- Heleninha! – James Potter a cumprimentou erguendo uma garrafa de Firewhisky – Tudo bem?

- O que... é isso? – ela perguntou, repentinamente parecendo a srª. Black. Os olhos da garota iam do Potter ao primo e a uma garota desconhecida, praticamente encostada em Sirius. Os três bebendo Firewhisky, sentados no chão da estufa dos Malfoy.

- Ah, essa é a Morgana Fay – Sirius explicou, ligeiramente trôpego – Ela é filha do tio Alphard, quero dizer... Nossa prima!

A garota ajeitou o lenço sobre os cabelos escuros e sorriu para Bellatrix, mas essa não retribuiu.

- Vim falar com você, Sirius. Sobre aquilo!

I never find the time to find another place,
I'm a bad motherfucker who lives it every day.

James olhou para o amigo, desconfiado. Morgana, a filha de Alphard, afastou-se do rapaz como se tivesse surgido uma protuberância azulada na testa dele. Sirius olhou para os lados então encarou Bellatrix.

- Não podemos deixar isso para Hogwarts?

- Não!

- Opa! – alguém disse por trás da indignada Bellatrix. Narcisa acabara de entrar na estufa, mas parecia ter ouvido parte da conversa – Não é que o cachorrinho Edgar está atacando mais uma prima?

- Eu não! – defendeu-se Sirius, mas Bella empurrara a irmã e agora voltava para o casarão, de onde o cortejo fúnebre começava a sair, em direção ao cemitério da cidadela próxima à propriedade. Ela entendera tudo errado!

You never look at me now, you never look me in the face.
I'm a timebomb, timebomb, baby.


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