FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. O Grande Alquimista


Fic: A Floresta das Sombras, Aviso


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 5



O Grande Alquimista



Harry ainda estava muito impressionado com tudo o que havia acontecido, quando Dumbledore deu o jantar por encerrado. Estavam todos sentados em torno da comprida mesa que ocupava o centro da casa de um único cômodo do Alquimista, e Harry se valera desse tempo para olhar cuidadosamente para o lugar e para cada um dos presentes.

A casa do mago era a mais iluminada que ele já tinha visto. Inúmeras velas flutuavam pelo cômodo, deixando tudo claro e aconchegante. Uma lareira imensa e de fogo acolhedor dominava a sala. Com vários movimentos de varinha, o velho bruxo havia aberto espaço, na enorme mesa que dominava a sala, entre inúmeros pergaminhos, modelos e ferramentas de metal e madeira, garrafas transparentes e pedaços de vidros arredondados, para que eles pudessem sentar e comer. Harry e os outros haviam se acomodado nas vistosas cadeiras do alquimista e comeram com vontade (com excessão de James e Lily).

Harry foi praticamente obrigado pelo anfitrião a repetir duas vezes sua porção de ensopado de chouriço com abóboras.

– Mas não adianta, Harry – dissera Dumbledore, categórico, enquanto enchia o prato do garoto pela terceira vez – não vou revelar a ninguém o meu ingrediente secreto. Não insista.

Harry piscou. Ele não havia perguntado nada. Olhou para James, Sirius e Remus – julgava que eles conhecessem melhor as excentricidades do alquimista – e os três lhe responderam com risos cumplices, que Harry se apressou em seguir, mesmo sem compreender. Sirius aproveitou para arreliar Dumbledore dizendo que ele não era eterno e que um dia seria obrigado a revelar todos os seus segredos. O bruxo não se abalou.

– Um segredo não é para ser possuído por todos, Sirius. Se não, não seria um segredo. Prefiro manter os meus em minha própria caixa.

Graças a Dumbledore e Sirius, o tempo do jantar ajudou a desanuviar um pouco o ambiente. O alquimista tinha um jeito excêntrico, mas isso serviu apenas para que Harry apreciasse ainda mais imediatamente a sua presença poderosa. Já Sirius tinha um humor malvado e nada cortês, o que encantou e divertiu o garoto. Remus também fora muito simpático, mas Harry notara que sob toda aquela claridade, ele parecia cansado, triste. Percebeu também algumas fundas cicatrizes marcavam o seu rosto que, de outra forma, não pareceria mais velho que o de seu pai ou de Sirius. Por algums estranho motivo, Remus parecia mais velho que eles em vários sentidos.

Quando o jantar foi servido, Remus finalmente consentiu em abandonar seu posto na janela. Durante todo o tempo em que estivera ali, estivera mais atento aos barulhos externos que aos de dentro da casa. Agora, durante o jantar, sua atenção parecia ter se voltado para vigiar as atitudes de James e Lily como quem cuida um toco de madeira úmida enquanto pega fogo. Os silêncios dos dois, bem como a forma como se olhavam ou evitavam se olhar, tinha todas as características do momento que antecede uma explosão.

Harry descobriu, durante o jantar, que tanto Remus Lupin quanto Sirius Black (estes eram seus nomes inteiros) eram cavaleiros a serviço do seu pai, seus capitães, melhor dizendo. Descobriu também que James tinha um título de Sir, herdado de antepassados do tempo do rei Artur, o que o deixou muitíssimo admirado. Contudo, quando James os apresentou a ele, chamou-os de seus amigos.

Quanto a James e Lily, Harry realmente não sabia o que pensar. Era como se entrasse numa roda e pegasse uma história que já ia pela metade. Porém, sua curiosidade e vontade de entender, por algum tempo, foi suplantada pelo simples fato de estar na presença de James. Fantasiara tanto sobre aquele pai, sobre como ele seria, como o trataria. Tivera tão pouco material, entre os resmungos de seus tios e o silêncio obstinado de sua mãe, para preencher seus sonhos. E, agora, ele estava ali, bem diante dele. Harry queria ver tudo, perceber tudo, compreender cada detalhe daquele homem.

Ele tinha uma postura e um comportamento muito diferentes do das pessoas com quem Harry se acostumara a conviver. E vendo-o ficava tudo muito claro. É óbvio que sua mãe jamais poderia sequer olhar para qualquer um dos homens que se relacionavam com o tio Vernon, não depois de ter sido casada com o seu pai. Harry passou o tempo todo do jantar buscando as semelhanças entre eles que todos diziam ver. O cabelo bagunçado, o formato do nariz, o rosto magro, o queixo, o jeito de sorrir. Sem se dar conta do que fazia, ao fim da refeição, ele já tentava imitar a forma como James comia, se mexia e falava.

– Acho – principiou Dumbledore ao ver os pratos vazios – que podemos, finalmente, conversar.

Com um movimento de varinha, ele fez com que todos os pratos e colheres voassem para uma bacia grande que havia nos fundos do cômodo. Deixou somente os copos, nos quais, serviu mais uma rodada de sua excelente cerveja com nata.

Harry havia notado que o alquimista usava sobre o nariz uma fina armação de ferro, com pequenos pedaços de vidro em forma de meia-lua diante dos olhos. Percebeu também que ele costumava a encarar seus interlocutores por cima dos vidros, o que, ao contrário do se poderia supor, dava a seus olhos o brilho de uma lâmina. O efeito disso, o garoto tinha de admitir, era devastador. Imaginava que devia ser bem difícil mentir quando o alquimista olhava alguém daquele jeito.

– Acredito que todos tenham muitas perguntas a fazerem uns aos outros. – James e Lily se moveram tão imediatamente que Dumbledore ergueu a mão, num sinal para que ambos esperassem. – Eu mesmo mal posso controlar as minhas. Então – disse com alguma energia – vamos começar! Harry?

O garoto deu um pulo no lugar em que estava sentado.

– Eu?

– Claro. Creio que você, mais do que qualquer um de nós, tenha perguntas que necessitam de respostas rápidas. E, certamente, ninguém merece mais que você recebê-las.

Harry rodou os olhos pela mesa. Perguntas não lhe faltavam, mas a verdade é que ele estava muito confuso. Era como se, de repente, ele tivesse acordado e descoberto que vivia a vida de uma outra pessoa. De fato, pensando bem, era quase isso. Tinha a forte impressão de que todos os que o cercavam eram lhe tremendamente familiares – incluindo o pai que ele nunca tinha visto até aquele dia – e, ao mesmo tempo, lhe eram completamente estranhos – o que servia mesmo para a sua mãe, a quem ele conhecera a vida toda. Respirou fundo e resolveu começar pelo que o havia mais atemorizado nos últimos dias.

– Hã, a minha mãe me contou sobre... Bem, sobre o tal Voldemort e sobre eu ser um bruxo e que ele quer... A coisa toda que a cigana leu na mão dela e a tal profecia...

– O vaticínio que liga seu destino ao de Lord Voldemort – Dumbledore o ajudou. Harry assentiu, grato.

– É. O senhor sabe de tudo, não sabe? – O alquimista fez que sim com a cabeça. – E o senhor sabe por que ele quer... – aquilo era mais difícil de dizer em voz alta – me matar?

Os olhos azul-claros de Dumbledore perderam um pouco o brilho e ele juntou dos dedos das mãos em frente ao peito, olhando para Harry com grande interesse.

– Há um enorme problema no tocante à interpretação das profecias, Harry. Elas nem sempre são claras e nós, nem sempre compreendemos exatamente como elas irão acontecer.

– Então, - Harry tentou com uma pontada de esperança – pode ser que tenham interpretado errado. Que não seja eu quem ele busca. A minha mãe disse...

– Sua mãe lhe contou corretamente, Harry. E, até onde pudemos identificar os vaticínios que cercam Voldemort, sabemos que duas são as crianças que se colocarão em seu caminho para o poder. Contudo, receio que não importa se você é uma das crianças da profecia ou não.

– Por quê? – Harry perguntou sem compreender.

– Porque enquanto Voldemort achar que você é uma dessas crianças, ele vai persegui-lo e fará o que for possível para matá-lo.

Harry fugiu do olhar do bruxo e ficou encarando as próprias mãos. Até três dias atrás, alguém que crescera como ele, sabia que não teria muitas escolhas na vida. Trabalhar e sobreviver, talvez um dia casar e conseguir criar alguns filhos antes que os invernos e as más colheitas os levassem. Tio Vernon repetia isso o tempo todo. Era assim que era. Assim que a vida estava traçada. Só que a vida de Harry não era nada disso agora. Ele não via nada certo ou seguro a sua frente. Parecia que ele continuava a não poder escolher seu destino e, ao mesmo tempo, havia tanto o que pensar, o que decidir, o que planejar. A palavra futuro tinha um sentido completamente diferente agora. Ela tinha a sombra de um assassino sem rosto e de uma batalha que ele, nem de longe, se sentia capaz de lutar.

– Eu não entendo – falou, finalmente. – Eu não tenho nada de especial. É verdade! – assegurou aos quatro homens que o olhavam. – Até três dias atrás, eu sequer havia feito mágica. Por que ele pode querer me matar? Como eu posso ser uma ameaça para alguém que vocês dizem ser tão poderoso?

Foi Dumbledore quem lhe respondeu.

– O poder, Harry, não é algo que possa ser medido ou explicado apenas pelo nome de um homem ou por suas ações. É preciso também compreendê-lo pelas pessoas sobre as quais ele é exercido. Aqueles a quem Voldemort comanda são os que lhe dão todo esse poder. Eles o idolatram e o temem na mesma medida. Você, Harry, acha que não tem nenhum poder? Que não pode ser comparado a ele? No entanto... olhe a sua volta – ele fez um gesto amplo abarcando a mesa – mesmo que haja algumas dúvidas entre nós, ninguém aqui (e falo isso com muita segurança) hesitaria em trocar a própria vida pela sua. Você ainda é muito jovem, Harry, mas um dia vai compreender como isso lhe dá poder.

Não foi exatamente a resposta que Harry queria ouvir, e o silêncio que se seguiu as palavras de Dumbledore o fez compreender bem mais do que o bruxo tinha dito. Ao fim de tudo, nem mesmo Grande Alquimista, em quem sua mãe depositava tanta confiança, sabia responder o que mais lhe atormentava. Por que alguém tão comum quanto ele pode ser marcado para ser uma peça num destino tão grande. Por outro lado, saber que havia pessoas que morreriam por ele, não tornava nada mais simples ou fácil.

– Minha mãe também me disse – prosseguiu depois de algum tempo – que ninguém sabe quem ele é. – Os homens trocaram um olhar tenso. – Isso torna tudo mais difícil, não é?

– Não estamos tão no escuro assim, Harry – disse Sirius, subitamente mais sério. – Sabemos de algumas pessoas que com certeza estão com ele. Sabemos a quem vigiar e de muitos dos quais devemos nos defender.

– O que inclui as suas primas – alfinetou Lily.

Sirius não pareceu se incomodar com o que ela dissera.

– Minhas primas, meu falecido irmão, meus pais, você pode contar nos dedos das mãos (e sobra) os Black que não estiverem envolvidos. De qualquer forma, isso sempre foi assim em se tratando da minha família. Como você certamente lembra, Lily – falou num tom amargo e, antes que Lily pudesse reagir, juntou. – Espero que isso não tenha sido motivo para você achar que eu estivesse conspirando contra o Harry. Sou o padrinho dele e ainda levo isso muito a sério, caso tenha qualquer dúvida a esse respeito.

Harry ficou mais reto no banco ao ouvir aquilo e Sirius lhe piscou o olho de volta, com um meio sorriso.

– Eu não sei o que pensar sobre nada, Sirius – disse Lily e Harry notou que a mãe tremia um pouco. – É tudo tão...

A voz dela se perdeu quando James se agitou com violência do outro lado da mesa. Remus o segurou com força pelo braço e o obrigou a sentar.

– Lily, minha querida – Dumbledore tornou carinhosamente – entenda uma coisa: quando você deixou o castelo Potter, levando Harry consigo, você nos deixou completamente no escuro e muito preocupados. Tudo o que tinhamos era sua carta para lady Autumn, dizendo que não confiava em mais ninguém, exceto, talvez, em mim. Achei que quando me procurasse, tudo ficaria esclarecido, mas... Confesso que a esperei por muito tempo, criança.

– Eu pretendia procurá-lo, Dumbledore – garantiu Lily, sua voz um pouco cortada. – Mas... eu fiquei com muito medo de que, usando magia, o Harry pudesse ser localizado. Fiz tudo do modo mais comum possível, para que ninguém soubesse onde estávamos.

– O modo comum inclui essa droga no seu cabelo? – resmungou James.

– Meu cabelo não é da sua conta James Potter!

Remus voltou a segurar o amigo e Dumbledore se inclinou e pegou a mão de Lily sobre a mesa.

– Acho que é preciso que Harry entenda algo muito importante antes de continuarmos nessa linha de conversação. Oh sim, minha cara. Haverá um momento em que você precisará responder as nossas perguntas.

O olhar bondoso do Alquimista fez Lily respirar com um pouco mais de calma e, depois, assentir. Dumbledore dirigiu um apelo mudo para Remus e este, após se certificar de que James permaneceria quieto, soltou o amigo e tomou a palavra.

– Desde antes de você nascer, Harry, Voldemort já era um problema. Astrólogos, cartomantes, adivinhos, todos falavam da vinda de um bruxo das trevas que tornaria a magia algo odioso aos comuns e que sua ascenção acabaria para sempre com a paz entre os seres mágicos e os não-mágicos. Todos esperavam, mas ninguém acreditava realmente. Então, o nome dele começou a ser sussurrado e, a partir daí, as perseguições ao nosso povo se tornaram cada vez maiores.

– Não que os bruxos venham sendo exatamente vítimas passivas, - juntou Sirius – nossas retaliações têm sido igualmente cruéis e terríveis.

– Voldemort tem disseminado a intolerância – continuou Remus – e o resultado é que, logo, não se poderá mais apontar os culpados. Só haverá uma saída: a guerra total e a completa dominação de um lado pelo outro.

– E, mesmo que sua mãe diga o contrário, a nossa vida tem sido lutar contra isso, mesmo antes de você.

Lily chegou a abrir a boca para rebater o comentário de James, mas Dumbledore segurou sua mão com mais firmeza e fez um sinal para que Remus continuasse.

– O problema, infelizmente, não tem se resumido aos bruxos que Voldemort alicia. Temos pistas bem claras de que ele tem se aproximado dos comuns e isso tem se mostrado igualmente devastador.

– Minha mãe disse que ele era próximo do rei Henrique – atalhou Harry, ansioso por não se mostrar tão desinformado.

– Exato – confirmou Sirius. – Me deixe explicar como ele tem agido. O joguinho perverso de Voldemort e seus seguidores tem sido atacar com magia gente simples e indefesa. Depois, estando próximo ao governo como “bruxos leais”, eles entregam os culpados pelos ataques, os quais, são obviamente trucidados pelo ódio dos comuns.

– Culpados?

– Qualquer bruxo que se oponha aos planos de Voldemort – explicou James. – Ele arma de forma que todas as pistas levem aos seus desafetos. E estando nesse grupo de “bruxos leais”, Voldemort e os seus homens têm trabalhado para que as leis comuns sejam cada vez piores e mais restritivas aos bruxos. Assim, não precisa muito para que qualquer um de nós se torne um fora-da-lei.

– Além disso, ele tem usado e abusado da boa e velha intriga de corte – comentou Remus com sarcasmo. – Seu plano inclui atiçar as brigas entre normandos e saxões. Tenho certeza de que sua intenção é provocar uma guerra entre os comuns e enfraquecê-los. Assim, numa guerra posterior ou consonante contra os bruxos, eles acabariam não tendo a menor chance.

Sirius prosseguiu, com o mesmo desdém na voz que Remus.

– Quanto mais ele estimula as perseguições ao povo mágico, mais bruxos acabam se aliando a ele, engrossando suas fileiras. Embarcam em suas promessas de vingança e aceitam que sua liderança trará “paz e segurança” para todos.

– Mas os bruxos não notam que ele é que está por trás de tudo?

– Harry, se todos soubessem do que estamos te contando, Voldemort seria um problema bem menor – afirmou James. – O povo bruxo está disperso. Não temos nenhum tipo de controle sobre quem somos ou o que podemos fazer. E gente ruim, filho, existe com ou sem poderes mágicos, mas nós somos potencialmente mais perigosos nesse caso. – Ele uniu as duas mãos sobre a mesa e encarou o garoto de frente. – Há alguns anos, um informante de Dumbledore nos alertou que Voldemort estava trabalhando em uma forma de identificar os bruxos quando estes usassem magia. Um instrumento desses nas mãos de alguém confiável seria muito bom, mas um completo desastre nas mãos de alguém como ele.

– Nenhuma criança que nascesse com poderes mágicos, fosse numa família de bruxos, como o seu pai – explicou Remus – ou numa família de pessoas comuns como sua mãe, estaria segura. Especialmente estas últimas. Voldemort não morre de amores por bruxos de primeira geração. Se não os exterminasse poderia criá-los dentro de seus planos de dominação dos comuns.

Harry compreendeu o que Lily tinha falado quando eles deixaram a casa dos Dursley. O fizeram porque ela usara magia.

– O que é importante compreender, Harry – Dumbledore retomou a palavra – é que Voldemort tem por hábito agir nas sombras. Seu método é seduzir as pessoas com promessas de poder e grandeza. Ele atrai os fracos de espírito, os que tem a si mesmos em alto conceito e querem se impor aos outros. Ou então ele estimula seus medos, faz ameaças, dociliza as pessoas tomando reféns em suas famílias. Nada disso pretende que ele ou seus seguidores mostrem suas faces reais ou sejam descobertos. O maior poder de Voldemort é disseminar a discórdia, a divisão, a suspeita, a mais absoluta desconfiaça. Você compreende a nossa dificuldade, meu rapaz? Voldemort transformou os nossos cuidados em nossa maior fraqueza.

As palavras pareceram atingir Lily como machadadas e ela reagiu. Sua voz mais alta e aguda do que o normal.

– Dumbledore, eu sei o que...

– Lily – ele a interrompeu com um tom levemente severo – estou dizendo isso justamente para que você saiba que eu confio plenamente em James, Sirius e Remus e que os acho incapazes de fazer qualquer mal ao Harry.

– Eu sinto muito, Dumbledore. Confio na sua palavra, mas eu sei o que eu vi! – ela falou cheia de dignidade e certeza.

– E que diabos você viu, mulher? – James se livrou da mão de Remus, que voltou a tentar segurá-lo, e se ergueu da cadeira dando um soco na mesa. – Será que você poderia fazer a caridade de me informar porque raios deixou sua casa, roubou o meu filho e me abandonou?

– James, por favor controle-se – pediu Dumbledore.

– É tudo o que tenho feito na última hora, Dumbledore! Eu quero respostas! – Ele colocou as duas mãos sobre a mesa e dardejou Lily com os olhos. – Estamos na frente de Dumbledore e do nosso filho, será que você poderia ser honesta agora? Ou vai continuar fugindo?

– Honesta? – Lily tinha saltado e estava na mesma posição que ele. Ela não parecia nem um pouco intimidada pelo marido. – Quer falar de honestidade, James? Que tal seus encontros com sua amante e seus planos de entregar o meu filho a Voldemort!

James ficou chocado. Piscou várias vezes como se não tivesse compreendido corretamente o que ela dissera.

– Amante? – seu tom tinha um quê de pilheria. – Você enlouqueceu, certo?

– Eu sei o que eu vi!

– E o que você viu? Inferno!

– Você... e ela. – Lily arquejou como um animal ferido. – Você e Bellatrix Lestrange.

Houve um segundo de silêncio e James desabou sobre a cadeira. Sua incredulidade era tal que Harry achou que ele não poderia estar fingindo.

– Eu acho que vou precisar de um lugar para vomitar... – disse numa voz baixa, que mais parecia um rugido de dor. – Bellatrix? Você enlouqueceu, Lily, é a única explicação.

– Eu vou ter concordar com o James – disse Sirius se arriscando a se meter no meio da briga. – Nem possuído pelo diabo! Não com aquela mulher! Iiirc.

– Lily – Remus também tentou, mas num tom bem mais conciliador – você tem certeza?

– Acham que eu faria o que fiz se não tivesse?

Ela voltou a sentar e cruzou os braços de forma categórica. James ainda a olhou por longos minutos, mas Harry, fora a tristeza, não conseguiu ler mais nada no rosto do pai. Então, ele finalmente se voltou para Dumbledore, como quem pede ajuda.

O Alquimista parecera igualmente supreso com o que a mãe de Harry contara. Ele uniu as mãos sob o queixo e pensou por longos instantes, antes que sua voz se ouvisse novamente.

– Lily, eu não direi que você não viu o que afirma ter visto – James saltou no lugar, mas Dumbledore o mandou ficar quieto com um gesto. – Contudo, espero que acredite que James jamais me fez ter qualquer instante de dúvida sobre sua lealdade à causa e... por favor, me deixe terminar, sim. Você está lembrada de tudo o que fizemos para proteger o castelo Potter, após o nascimento de Harry? – Lily confirmou. – Harry era intocável lá.

– Não para o seu próprio pai! – ela afirmou obstinada.

– Eu jamais...! – berrou James.

– Sim – Dumbledore ergueu a voz – ambos estão corretos. Eu não tenho como ter certeza do que vou dizer, porém... acho que é a única explicação razoável...

– Ele nos traiu – insistiu Lily.

– Ela enlouqueceu – resmungou James tentando se livrar das continuas contenções de Remus.

– Bem, fora isso – disse Dumbledore. – Me parece, no entanto, que pelo menos uma coisa é certa: Lily foi enganada. – Ela olhou o marido com superioridade. – E, ao que parece, a intensão deste engano foi tirar a ela e Harry do castelo.

A postura de Lily ruiu, e, tanto ela quanto James congelaram.

– Faz sentido – disse Remus. – Só se Harry estivesse fora do castelo, ele poderia ser atingido. E, só havia uma maneira de tirar ele de lá.

– Convencer Lily que o castelo não era um lugar seguro.

– Precisamente, Sirius. E nada a convenceria mais do que lhe tirar a confiança em James, não é mesmo? Creio que a nossa sorte foi Lily ter optado por fugir sem o auxílio de magia. Tenho certeza de que se ela fizesse seria rapidamente localizada.

O olhar de Dumbledore bateu sobre Lily e Harry acompanhou de perto a batalha interna que a mãe travava. De um lado, algo que ela acreditara ser real por treze anos e, de outro, as ponderações lógicas do alquimista, as quais, tinham o peso de todo o respeito que ela tinha por ele.

– Seu ponto de vista faz... – Lily engoliu, limpando a voz – faz sentido. Mas eu tenho certeza de ter visto e... ouvido James. Eu não me enganaria quanto a isso. E não conheço uma magia capaz de recriar uma pessoa com tanto... detalhe.

O pai de Harry se ergueu num gesto de fúria. Remus chegou a levantar cadeira para contê-lo, mas voltou a sentar quando o viu se afastar até a janela.

– Tem razão, Lily. Isso não faz sentido – concordou Dumbledore. – Mas acho que até descobrirmos o que realmente aconteceu. James merece o benefício da dúvida, não concorda?

Foi nesse instante que Harry achou que deveria intervir. Sabia que a mãe se oporia a seus contatos com o pai até ela ter certeza. Porém, para ele, era muito claro. Não sabia como, mas apostava qualquer coisa que seu pai era inocente.

– Eu posso perguntar uma coisa?

– Com certeza, Harry – afirmou Dumbledore.

– Depois disso tudo, até eu quero fazer perguntas – resmungou Sirius, enfiando a cabeça entre as mãos.

– Existe outro Potter? Digo, que seja bruxo?

– Não – respondeu Remus. – Os Potter bruxos que conhecemos são apenas você e o seu pai.

A informação fez Harry sorrir. Ele então se virou para a mãe.

– Tem uma coisa que eu esqueci de contar. Em Surrey, eu ouvi aqueles homens... os que procuravam o Robin, lembra? Eu ouvi eles dizendo que o Lord achava que o Potter era problema, que ele não tinha interesse sem o garoto (acho que no caso, devo ser eu o garoto), e também que o Lord não queria enfrentá-lo agora. Mãe, eles só podiam estar falando do meu pai! Meu pai não pode estar com eles, não se o tal Lord não gosta dele!

Lily estava trêmula.

– Por que não me contou isso antes?

– Eu não sabia que o nome Potter tinha alguma importância. Na hora, não me disse nada. Achei que fosse um saxão, porque o Robin me disse que fora preso por ter atacado um normando, e os tais homens disseram que Potter poderia estar na região para salvá-lo.

– Quem é esse Robin? – quis saber Sirius. – É um bruxo?

– Não – Harry se apressou em responder.

– Por que você não conta essa história desde o começo, filho? – pediu James ainda encostado à janela.

– Certo. – Com todos os detalhes que podia lembrar, Harry narrou tudo o que havia acontecido. Sua conversa com o prisioneiro, o cadeado que ele explodiu, a fuga. E o encontro com o mesmo homem naquela manhã, quando ambos haviam se apresentado.

Quando ele acabou Dumbledore ficou um longo tempo acariaciando a barba. Os outros mantiveram silêncio, esperando que o Alquimista falasse.

– Então – ele disse, por fim – Voldemort acredita que encontrou a segunda criança da profecia. E... ele não é um bruxo. Interessante... – O olhar vago do alquimista revelava que ele falava mais para si que para os outros. – Gostaria muito de saber como ele chegou até vocês dois...

– Dumbledore – Remus interviu nas refleções do alquimista – se Voldemort está atrás desse rapaz precisamos protegê-lo.

Sirius levantou da mesa intempestivamente.

– Vou correr até os navios, eles devem partir apenas na maré da madrugada. Harry, você viu em qual deles...?

– Espere Sirius! – pediu Dumbledore. – Acho que não devemos colocar todos os ovos em uma única cesta. Talvez o melhor seja que esse rapaz suma por uns tempos da Inglaterra. Isso nos permitirá concentrar as nossas atenções em Harry. – Ele fez uma pausa diante dos olhares de incompreensão. – Ora, por favor, não façam essas caras. Quanto tempo acham que manteremos em segredo o fato de que James Potter reencontrou o filho?

– Qual é o seu plano? – perguntou James com objetividade.

Sirius voltou a sentar, um pouco a contragosto. O bruxo mais velho olhou para o teto e rodou os polegares como se buscasse inspiração.

– Vejamos... Há homens seus nos navios que vão para a Terra Santa?

James deu um sorriso de lado e trocou um breve olhar com Remus e Sirius antes de voltar a sentar.

– O que acha que vim fazer em Londres? – perguntou jocosamente. – É claro que coloquei gente minha lá. Seria burrice deixar Ricardo se aventurar sem uma escolta mínima.

– Voldemort com certeza não vai perder a oportunidade para tentar assassinar o rei – desdenhou Sirius. – Ele provavelmente prefere que John assuma de uma vez.

– Com certeza – concordou Dumbledore. – Quem você enviou, James?

– Alastor Moody, Claytus Finnigan e Will Weasley.

O alquimista arqueou as sobrancelhas brancas com interesse.

– Certamente que Ricardo não poderia ter melhores guarda-costas. É claro que Claytus, como bom irlandês, é completamente louco, mas Alastor o manterá na linha. Foi uma excelente escolha James. Apenas quanto ao jovem Will... confesso que estou surpreso – disse o bruxo com um pequeno sorriso. – Molly deixou?

Os três homens riram, parecendo se divertir.

– Claro que não – respondeu James. – Obviamente que ela não pode impedir (embora tenha tentado). O que significa que, provavelmente, terei urtigas na minha cama e veneno na minha comida quando voltar.

– Oh, provavelmente – comentou Dumbledore com o mesmo tom de divertimento. – Mas fico satisfeito. Acho que nesse caso, o jovem Will é a nossa melhor opção. Também concordo que Alastor deve ter sua atenção em Ricardo.

Ele puxou a varinha do interior das mangas amplas de sua veste cor de beterraba e, com um movimento, fez aparecer um pedaço de pergaminho, pena e tinteiro, uma vela e um pedaço de cera vermelha que voaram até a frente do lugar em que estava Remus.

– Peça para que Will descubra qual dos viajantes é Robert de Locksley – falou, enquanto Remus já se punha a realizar a tarefa. – Diga que o rapaz está fugindo e deve estar tentando fortemente passar despercebido (isso facilitará encontrá-lo). Diga para Will que trave amizade, e que “cole” no rapaz. Quero notícias sempre que for possível.

Enquanto Remus escrevia, Dumbledore se ergueu de sua cadeira e foi até a janela que dava para os fundos da casa. Ele emitiu um chamado estranho, que pareceu a Harry o pio de uma coruja. E, qual não foi a surpresa do garoto, quando uma coruja cinzenta, de tamanho razoável se empoleirou no peitoril da janela. O bruxo a fez subir em seu braço e acariciou delicadamente a sua cabeça.

– Íris vai encontrá-lo, não é minha querida? Está pronto?

– Sim – respondeu Remus largando a pena e enrolando o pergaminho.

– James, por favor, ponha seu selo. Isso dará a Will a importância que o assunto requer.

Sem retrucar, James lacrou o pergaminho com cera vermelha derretida na vela e pressionou o seu anel ali. Harry não conseguiu divisar o seu símbolo, mas acompanhou tudo fascinado. Apesar das resistências de Lily, o pai parecia cada vez maior aos seus olhos.

Assim que o pergaminho foi preso à perna da coruja, Dumbledore a levou de volta à janela aberta e a observou sair voando imediatamente. Ele ainda levou um tempo até fechar a janela novamente.

– Acha realmente que um garoto como o Will será o suficiente? – perguntou Sirius, ainda parecendo não ter gostado da solução.

– Eu espero que sim, Sirius – Dumbledore tinha um tom cansando quando voltou a sentar. – Espalharei boatos por toda a ilha. O jovem Locksley será visto em diferentes lugares do país, na Escócia e até na Irlanda. – Seu olhar de lâmina encarou o padrinho de Harry. – Eu também sei “trabalhar nas sombras”. – Houve um breve silêncio antes de ele completar num outro tom. – Agora o que precisamos é decidir o destino de Harry.

– Desculpe, Dumbledore, – disse James – mas quanto a isso não há o que discutir. Harry irá para casa.

– Espera aí – objetou Lily. – Harry precisa ser treinado em magia.

– E ele será. Tanto na magia quanto na cavalaria e seu treinamento vai começar assim que partirmos.

Harry adorou ouvir isso, mas sua mãe, obviamente não.

– Eu acho que Dumbledore...

– Dumbledore encontrará conosco assim que seus afazeres permitirem – cortou-a James. Depois, como se ela não estivesse mais ali, ele se virou para Dumbledore. – Não poderemos esperá-lo, meu amigo. Eu creio que entende. Com essa briga com os duendes e tudo mais, é importante que Harry esteja seguro o mais rapidamente possível. Então, eu acho que...

– Não me ignore, James Potter! – Lily se inclinou sobre a mesa e enfrentou o marido com uma expressão furiosa. – Eu não dei a minha permissão para que você levasse o Harry...

– Eu sinto que não tenha entendido o que eu disse, Lily. Mas eu não estou negociando. Meu filho vai para o lugar em que ficará melhor protegido: a CASA dele. Isto está decidido!

As labaredas nos olhos de Lily eram sinal de perigo, como Harry bem sabia, mas seu pai não pareceu lhes dar qualquer importância. O garoto fez um apelo mudo aos outros, porém nenhum deles achou que seria conveniente interferir, nem mesmo Dumbledore.

– Pois eu ainda não estou certa de que Harry estará protegido naquele lugar ou em sua companhia! – Ela afirmou com uma nota de histeria na voz.

– Isso, minha cara, é um problema seu! – replicou James. E, sem esperar a reação dela, ele se levantou da cadeira. – Acho que irei dar uma olhada nos cavalos. Precisaremos de mais alguns amanhã. Sirius – o outro ergueu a cabeça e Harry notou uma expressão de piedade em seus olhos ao encarar o amigo – mande uma mensagem para Little John nos encontrar com mais alguns animais aqui, na primeira hora da manhã. Eu deixei a maior parte da minha comitiva acampada na muralha norte – ele explicou a Dumbledore – mande a ordem para que partam somente depois de amanhã. Isso fará com que pensem que continuo em Londres.

– E onde eles nos encontrarão? – perguntou Sirius.

– Adiante de Oxford. Pretendo passar para pegar Hermione antes de retornarmos para casa.

Com um lento dar de ombros, Sirius se moveu para a porta da frente e saiu. James fugiu ao olhar igualmente piedoso e inquisitivo de Remus e sem mais nenhuma palavra seguiu para os fundos e saiu pela porta que dava para o pátio. Antes mesmo que a porta se fechasse, Lily estava em pé e saiu em seu encalço.

– Mãe!

– Deixe Harry – Dumbledore o segurou gentilmente pelo pulso. – Eles precisam conversar. Só os dois.

O garoto sentou, sem muita certeza de que o melhor a fazer era ficar ali esperando que os dois se matassem.

– Eles sempre brigaram assim? – perguntou triste.

– Um pouco – respondeu Remus – no começo. Mas não depois.

– Depois do quê?

– Depois que eles se apaixonaram, Harry – disse Dumbledore.

O garoto fez uma careta.

– Isso é bem difícil de acreditar.

Remus soltou um suspiro e o alquimista deu um pequeno sorriso.

– Bem, mas isso é verdade, certo e muito verdadeiro (1). E define seus pais de tal forma que eu arrisco a dizer que você só os conhecerá, realmente, depois que os dois superarem suas mágoas e raivas. Até lá, cabe a você cuidar dos dois e... ter paciência.



x – x – x



A horta dos fundos da morada do Grande Alquimista parecia, àquela hora, povoada de grandes vultos. A lua, em quarto crescente, projetava uma luz prateada e mais brilhante que o normal sobre os canteiros e as imensas abóboras de Dumbledore pareciam um estranho grupo de homens gordos e atarracados com chapéus pontudos.

Lily não demorou muito a localizar James. Seguiu na direção dos relinchos curtos dos cavalos que pastavam presos ao lado externo dos muros de pedra baixos que cercavam a casa. Os animais estavam livres das selas e James, que havia ultrapassado a mureta, verificava o estado de suas ferraduras, usando a luz de sua varinha.

– Você não pode me obrigar a ir com você! – ela parou ao lado do muro e lascou sem nenhum tipo de introdução.

A calma com que James a olhou parecia ter o único propósito de irritá-la ainda mais. Ele tampouco parecia surpreso com a presença dela.

– Eu não pretendo fazer isso, Lily. – Ele deu uns passos e saltou de volta para dentro do terreno. – Na verdade, por mim, você pode fazer o que quiser. Eu estava falando sobre o Harry.

– O que quer dizer? – ela perguntou com uma nota de pânico.

– Você entendeu. Se quiser vir junto com o seu filho, não farei objeções e você terá lugar e proteção na minha comitiva. Mas eu, certamente, não vou obrigá-la a vir comigo.

A respiração de Lily ficou curta e rasa.

– Você não pode tirar o Harry de mim!

– Como você fez comigo? Ah, eu posso sim. – James cruzou os braços e a encarou implacável. – Mas, como vê, sou um homem generoso e estou lhe dando a chance de continuar a vê-lo crescer.

Ela cerrou os punhos.

– Chance? Você continua o mesmo tirano arrogante, não é James Potter? Acha que Harry vai segui-lo? Assim? Do nada?

– Ao contrário de você, Lily, que eu achei que me conhecesse melhor do que ninguém e que foi capaz de desprezar tudo o que tivemos juntos, o meu filho tem um coração puro. Ele sabe que pode confiar em mim, que eu faria qualquer coisa por ele. – Lily abriu a boca, mas James ignorou. – Além do mais, Harry é menor e as decisões sobre ele cabem a mim. Existem leis que me garantem isso.

– Você não teria coragem de usar as leis comuns para tirá-lo de mim? – sibilou.

– Coragem? Você me acusa de tirano arrogante, parece muito certa de que eu teria coragem de trair você e de tentar matar o meu próprio filho. Por que acha que eu não teria coragem de usar as leis que me dão direito sobre ele? Eu não deveria surpreendê-la, não é mesmo?

O som do tapa assustou alguns pássaros noturnos que se movimentaram para o alto. James não reagiu. Demorou longos instantes para voltar a encará-la e, depois, lhe inclinou cordialmente a cabeça voltando a caminhar em direção a casa. Parou alguns passos adiante dela.

– Espero que esteja ciente dos perigos que o garoto corre e que não tente convencê-lo a fugir com você. Se o fizer e Voldemort os encontrar antes de mim, é melhor torcer para que ele a mate também. Não vou perdoá-la se, por sua insanidade, algo acontecer ao meu filho. – Ele voltou a inclinar a cabeça. – Milady.

Lily ficou pregada no chão enquanto ele se afastava. Sua mão ainda ardia do tapa, mas não mais do que o remorso de ter perdido a cabeça. Estava confusa demais com tudo o que ouvira naquela noite. Durante treze anos, ela revivera a imagem do marido com outra mulher para garantir a si mesma que agira corretamente, relembrara a voz de James dizendo barbaridades para ter certeza do quanto fora tola acreditando nele. Agora suas certezas ruíam e nada mais fazia sentido. A dor a deixava insensível e, talvez, por isso (e para confirmar uma horrível suspeita) foi que a pergunta escapou de seus lábios antes que ela pudesse contê-la.

– Quem é Hermione?

Era noite, James estava de costas, e Lily o odiou por ele não se virar, e ela não poder ver a sua expressão.

– Hermione é a senhora da minha casa – ele respondeu suavemente. – Como você foi um dia.


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
(1) Esta afirmação precede a base dos conhecimentos alquímicos conforme enunciados na Tábua Esmeraldina, atribuída a Hermes Trimegistus.

N/B:Então, eu fiquei dodói e ganhei folga de beta por invalidez espirratória temporária... E daí..., A DONA SALLY ME COLOCA A HERMIONE COMO SENHORA DO CASTELO! +O - Vixe! Tomei tamanho susto, que saltei da cadeira, bati na mesinha, derrubei a bandeja com meu copo de suco de laranja e acerola, a caixinha de Naldecon e o spray de própolis!!! Tudo em cima do teclado do pc da minha mãe!!!! - AAAAFFFFFFFF!!!! Mas, tirando esse sustão... Amei, Anam! - Dumbledore, o magnífico - James o grande homem, (enfezado, sim,mas grande!) - Remo, o sensato - SIRIUS, O SIRIUS, que se auto-define - O primeiro esboço do personagem tudo de bom que será Will "Scarlet" Weasley.... enfim, amei, irmã! =D - Entretanto, a história da Hermione tem de ser muito bem explicadinha!... Ai, ai, ai... James fazendo ciuminho, ou tem mais coisa aí??? Hein, hein???? Conta pra mim, Anam? ;D - Beijo enooooormeeeeeee! Se cuida do dodói também!!!!!


N/A: Bem, gente, aqui está o capítulo e espero que tenham gostado e que ele continue deixando vcs ligados na fic.

Viram a capa nova? Pois é. Presente maravilhoso da Drika. Eu achei que ela tinha muito a ver com essa fase da fic. Logo, mais adiante a capa da Naty volta com certeza.

Bem, eu poderia comentar muitas das perguntas que devem estar roendo vocês: Lily viu o que acha que viu? Afinal, viu o quê? Qual o lance do Sirius com a família dele? Por que o jeito do Remus? Afinal, quem é essa Hermione? Rsrsrs

Mas não vou comentar: vou só dar uma boa e uma má notícia.

A boa é que já estou escrevendo o capítulo 6 e entre o feriado de Corpus Christi e o próximo sábado ele deve sair.

A má notícia é que estou muito gripada e por isso não escreverei as respostas para todos os comentários. Eu adoro fazer isso, mas hoje o corpo não está ajudando. Espero que entendam e vejam em todos os nomes escritos abaixo o meu carinho e gratidão, e claro, não deixem de me dizer o que acharam deste.

Bruna Perazolo, Bruna Weasley, Guida Potter, Rodrigo Salvador (fico feliz, comente se quiser, tb me deixa feliz =D. Sobre outras, vamos ver o que dita a inspiração, vou tentar. E, por fim, PACIÊNCIA! rsrsrs), Ginny Potter (Parabéns querida e felicidades!!), Gonzaga, Priscila Louredo, Henrique Malfoy (Feliz Aniversário!! Ah o Nicolau nasceu apenas 3 séculos depois), Aluada (bem diga que sou professora da matéria, talvez cole rsrs), Bruna Briti (o Robin só está solteiro por enquanto, hehe), Belzinha (obrigada, amada!), Drika Granger (2x obrigada, minha linda, viu a sua capa? E, claro, parabéns atrasado pelo níver), Danielle Pereira (sim, eles vão agir muuuitooo juntos, pode esperar, brigadão, querida), Mirella Silveira, Tonks Butterfly (feliz por ter vc aqui, linda, muito, muito), Bernardo Cardoso, Regina McGonagall (não é não, e tb não é um trouxa, hehe), Thayse Couto, Pedro Henrique Freitas (claro que pode, fico toda faceira e obrigada, querido), Tatiane Evans, Helenira Nina Lopes Barroca, Naty L. Potter (aguarde e confie em mim), Clara, Sô, Charlotte Ravenclaw (=D), Expert 2001 (nossa!! Obrigada mesmo – inclusive por dividir a fic com a sua esposa, isso é muito legal -, quanto ao livro estou na fase de pesquisa e maturação da história, espero começar logo a escrever.), Naht Evans, Remulus Black, Camila Martins, Lili Coutinho, Cassandra Melissa Wisney, Kelly (força, querida!), Ana Fuchs (não ligo mesmo, eu gosto, somos todos amigos aqui =D), Gina W. Potter (valeu Dirci, mesmo, adorei o comentário), Lica Martins.

Beijo grande!
Sally



P.S.: A nota da beta vem assim que ela me mandar hehe.


Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.