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18. Definindo prioridades


Fic: Reescrevendo a História


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Pessoal me desculpem por dizer que a fic estava atualizada e não ter cap aqui, mas quando a floreios voltou o banco de dados retirou o cap que eu havia postado.

Harry acordara sentindo uma leve pressão em sua mão, parecia que alguém estava a movendo. Abriu os olhos e viu Hermione beijando-a e depois sorrindo para si.

-Boa noite, como está se sentindo? –ela pergunta docemente, fazendo-o se sentir ainda mais culpado.

-Bem, mas e minha mãe, onde ela está? –Harry pergunta preocupado.

-Está ali, dormindo. –Hermione aponta para o outro lado de Harry, ao que ele se vira e observa Lílian dormindo tranquilamente. –Você sabe o que aconteceu? –pergunta com cuidado, achava melhor não preocupa-lo caso ele não soubesse.

-Sim. –sua voz sai num sussurro embargado, enquanto se levantava, feliz pela enfermeira não estar ali. –Ela está bem? –pergunta temeroso.

-Apesar dos danos e da queimadura horrível, ela está bem, só precisa descansar um pouco. –Hermione fala com pesar, vendo-o se aproximar de Lílian e acariciar a face pálida da ruiva. –Os comensais que fizeram isso foram cruéis demais, aquela queimadura...

-Não é uma queimadura. –Harry a interrompe, virando-se para ela, que pôde ver as lágrimas que molhavam o rosto do moreno. –Onde está minha varinha? –pergunta de modo objetivo.

-Aqui, estava guardada, porque? –pergunta estranhando a atitude dele, mas indo até o criado mudo ao lado da cama e pegando a varinha que estava guardada na gaveta.

-Você vai entender. –responde pegando a varinha e se voltando para Lílian.

Com extremo cuidado, Harry abaixa o cobertor até a cintura dela e depois começa a abrir os botões da camisa de baixo para cima, até que toda a “queimadura” esteja à mostra. Depois de posicionar a varinha sobre o início da frase, começa a sussurrar algumas palavras, fazendo um brilho esverdeado sair da varinha e tocar a pele marcada, fazendo as letras sumirem à medida que ele as percorria.

-Como você fez isso? –Hermione pergunta surpresa ao ver a barriga da amiga livre de qualquer marca.

-Foi bem simples, porque não era uma queimadura, apenas uma “tatuagem especial” para fazer os comensais acharem que era uma queimadura de verdade. –fala com os olhos baixos, sabendo que ela entenderia o que aquilo significava.

-Então foi você? –pergunta entendendo o porquê da emoção e do jeito quieto dele.

-Sim. Quando eu cheguei, eles estavam com ela, à voz de um dos comensais parecia a do Malfoy, então eu resolvi entrar no personagem, afinal ele já me conhecia. Eu lancei a maldição cruciatos nela, Hermione! Eu sou um monstro! –Harry fala emocionado, sentindo seu coração ser comprimido pela culpa.

-Você é pior que um monstro! –Tiago fala saindo de baixo da capa de invisibilidade, aparentemente ele havia acabado de entrar. –Você é pior até que o próprio Voldemort! –ele estava revoltado, não podia acreditar que um filho pudesse fazer isso com a própria mãe.

-Pai eu posso eu te explicar...

-Eu não sou seu pai! Nunca mais me chame assim!–brada pegando a varinha e erguendo rapidamente, mas Hermione que estava atenta o paralisa com um feitiço não-verbal.

-Vamos Harry, é melhor você não estar aqui quando a enfermeira voltar do jantar. –Hermione fala puxando um Harry paralisado. –Vamos, não queremos ter que responder perguntas, sem falar que é melhor dar um tempo a ele. –fala cobrindo-os com a capa de Tiago, antes de puxá-lo para fora da enfermaria.

Os dois se dirigem rapidamente até a sala precisa, a qual Hermione tranca para garantir que ninguém os incomodaria. Ao se virar, ela vê Harry sentado em frente à lareira, abraçando os joelhos e escondendo o rosto, enquanto murmurava algo.

-Eu sou um monstro... eu sou um monstro... –ela pôde ouvir a mesma frase sendo repetida diversas vezes, assim que se ajoelhou ao lado dele.

-Harry, pára com isso, você não... –ela começou em tom compreensivo e paciente, tentando faze-lo olhar para ela, mas Harry a interrompeu e se afastou.

-Você não vê o que estou fazendo? –Harry brada furioso consigo mesmo, em sua face uma expressão totalmente transtornada. –Estou perseguindo tão obsessivamente Voldemort, que eu estou me tornando ele! No dia que eu o matar, vou acabar sentando em seu trono de carne e ossos... –Harry falava olhando o vazio, seus olhos sem brilho e sua voz saía num tom de agouro. Sem agüentar vê-lo desta forma, Hermione, sem pensar, acerta-lhe um tapa na face, fazendo-o olhar chocado para ela.

-Você não é e nunca será como ele, ou você acha que Tom Riddle estaria aqui sofrendo e se lamentando por usar a maldição cruciatos em alguém? –pergunta olhando-o seriamente. –Nós estamos jogando xadrez e não damas, Harry! E eu tenho certeza de que Lílian sabe que às vezes é necessário sacrificar um bispo ou uma torre, às vezes até a rainha. –Hermione fala com sobriedade, tentando dar a entender que ela mesma aceitaria ser sacrificada se fosse necessário.

-Não, minha mãe nunca mais será sacrificada, até porque no xadrez a rainha é a peça mais importante do jogo! Eu nunca mais vou colocá-la em risco, nunca mais! –Harry fala determinado e quase agressivo, como se não aceitasse ouvir mais uma palavra sobre aquilo.

-Na verdade eu me referia a mim, quer dizer... deixa pra lá. –fala se sentando de costas pra ele, de frente pro fogo.

-Você é o meu tabuleiro, sem você não tem jogo, sem você eu não vivo. –sussurra a abraçando forte por trás.

-Isso foi lindo, mas eu não estava com ciúmes, mocinho! –Hermione fala se virando pra ele e sorrindo feliz pelo que ele disse.

-Ah, não? E aquela carinha triste era porque então? –pergunta achando graça da reação dela.

-Porque eu não gosto quando você tenta se responsabilizar por algo que não deve... não tente argumentar! –fala ao ver que ele ia protestar. Depois, se virando para ele e segurando seu rosto, continua de modo paciente. –Não adianta nada você ficar aqui desse jeito, espera Lily acordar e vá conversar com ela...

-Ela vai me odiar...

-Não vai, mas se acontecer eu vou estar lá. –fala o puxando e o abraçando, enquanto ele descansava a cabeça no ombro dela. –Eu nunca vou te deixar sozinho. –depois de ouvir isso, Harry apenas se aconchegou mais, deixando as lágrimas correrem livres por sua face.

No dia seguinte, Hermione vai procurar Dumbledore enquanto Harry dormia, contando tudo o que acontecera. Dumbledore apenas pede para que ela busque Harry, para assim os três seguirem juntos para a enfermaria. Ao chegar, o diretor pede que a enfermeira os deixe a sós com Lílian, que tomava café da manhã.

-Harry, como você está, querido? –Lílian pergunta visivelmente preocupada e estendendo a mão para ele. Hermione e Dumbledore se aproximaram, mas mantiveram uma distância que oferecesse privacidade a mãe e filho.

-Bem, mas e você, está muito machucada? –pergunta sem conseguir encara-la, apesar de não entender o porquê de ela o estar tratando tão bem, talvez não se lembrasse do que havia acontecido.

-Não, você pegou bem leve, em uns dois dias eu devo ser liberada. –Lílian fala o surpreendendo.

-Então você lembra de tudo? –pergunta incrédulo.

-Sim e não se preocupe, eu entendo o que você fez e vi quando moveu os lábios pedindo desculpa. –fala o puxando mais para perto. –Você fez o que foi necessário e eu tenho muito orgulho de você. –ela fala sorrindo e depois o abraçando, deixando-o em choque.

-Comovente, não é? –Dumbledore pergunta baixo a Hermione, que ao se virar para o diretor, o vê enxugando as lágrimas com um lenço.

-Sim, é incrível como em tão pouco tempo eles estabeleceram essa relação de mãe e filho. –ela responde também limpando algumas lágrimas com as costas da mão.

No jardim, Snape e Angélique pousam após um passeio em Diana. Ambos sorriam, apesar de Snape parecer bastante tenso.

-Eu estou em cima da hora, o que é uma pena. –Angélique fala após olhar o relógio.

-O Sr. Delacour parece ser bem rigoroso. –Snape fala soltando Diana na orla da floresta.

-Sim, especialmente por causa do torneio. –fala observando o jeito tenso dele, era como se ele quisesse algo, mas estivesse sem coragem de dizer. –Você quer me dizer algo? Ficou estranho o passeio todo.

-Er... Sim. –fala tomando coragem, afinal não haveria outra oportunidade. –Eu queria saber se-se você gostaria de ir ao baile comigo. –fala rapidamente, mas de modo que ela pudesse entender.

-Claro, eu adoraria! Mas agora eu tenho que ir, estou atrasada. –Snape a vê sorrindo e se afastando ainda olhando para ele, acenando antes de se virar e ir até os outros estudantes de Beauxbatons.

-Ela vai comigo! Eu consegui! –após sair do transe, vibra vitorioso pulando e socando o ar. –Eu preciso contar ao Harry! –pensa alto, já correndo em direção ao castelo.


-Ahá! Aí está você! –Harry subia a escada distraído, quando ouve a voz de Hermione que estava no andar de baixo.

-Estava me procurando? –Harry pergunta se virando e descendo até ela.

-Eu? Porque eu ia querer procurar meu namorado em pleno domingo? –Hermione fala irônica. Havia procurado ele desde que fora liberado da enfermaria, após conversarem com Dumbledore sobre o que havia acontecido.

-Desculpe, mas é que eu não queria ficar passeando pelo castelo, não queria ter que encontrá-los. –Harry fala cabisbaixo, se referindo aos marotos.

-Tudo bem, mas será que podemos dar uma volta? –pergunta com jeitinho manhoso, envolvendo o pescoço dele com os braços e lhe dando um selinho.

-Claro, amor. Vamos pro jardim, a noite não está tão bonita, mas lá estaremos sozinhos. –sugere abraçando a cintura dela e começando a descer para o andar de baixo.

O céu estava negro devido às nuvens que cobriam a lua e as estrelas, a noite estava fria e por isso o jardim estava bem deserto, sendo poucos os casais que se aventuravam fora de suas salas comunais. Harry e Hermione se beijavam recostados em uma árvore, em frente ao lago da lula gigante.

-Você nunca beijou tão mal. –Hermione fala se afastando um pouco dele, que faz uma careta diante do comentário. –Seu corpo está se movendo, mas você não está aqui. –ela justifica acariciando-lhe a face.

-Desculpa, mas eu não consigo deixar de pensar em tudo o que aconteceu. –fala se deitando e pondo a cabeça sobre as pernas dela.

-Você tem que pensar em outras coisas... ah! Você soube que a Angel vai ao baile com Snape? Ela me contou bem animada hoje. –Hermione fala se lembrando do ocorrido e sorrindo ao ver Harry rir.

-Ele veio me contar, parecia uma criança que havia ganhado o presente dos sonhos! Eu nunca pensei que fosse dizer isso um dia, mas ele me lembrou o Rony quando conseguiu o primeiro encontro, tão empolgado e detalhista quanto. –fala rindo ao se lembrar de Snape sem aquela postura fria e dura de sempre.

-Que o Rony não escute isso, ele não ia gostar nada da comparação. –ela completa também rindo. –Falando no baile, tenho algo muito sério a falar com você. –fala depois de ambos pararem de rir.

-O que é? –pergunta já ficando preocupado e se sentando de frente pra ela.

-Eu não vou ficar sentada com você durante o baile todo como você ficou no nosso quarto ano. –responde em tom sério e Harry suspira aliviado, afinal não era algo tão sério assim.

-Hermione, se eu não sabia dançar as músicas do nosso tempo, imagine só as dessa época! Aliás, eu duvido que você mesma saiba. –Harry fala como se fosse óbvio.

-Realmente eu não sei, mas a Lily, a Sally e a Anne já disseram que vão dar aulas pra nós dois e pro Rony. –Hermione fala empolgada.

-Mas as meninas sabem que fui eu quem...

-Sabem, mas não se preocupe, Lily conversou com elas e está tudo bem. –fala de modo gentil, passando a mão pelos cabelos do moreno.

-Então não tenho mesmo como fugir? –fala fingindo estar desesperado.

-Se você não quiser tudo bem, aquele campeão de Durmstrang já me convidou para ir com ele, aposto que ele não verá problema em dançar comigo. –Hermione fala quase cantarolando, mas de um modo que Harry soubesse que não estava mentindo.

-Nem adianta tentar me fazer ciúmes, sei muito bem que você não me trocaria por aquele bulgarozinho! –fala confiante e se aproximando dela. –Ele nunca faria você sentir, o que eu faço. –ele sussurra de modo provocante ao ouvido dela, que se arrepia, mas resolve não se intimidar.

-Será mesmo, Potter? –pergunta fingindo indiferença e como resposta, recebe um beijo apaixonado do namorado.

Durante as semanas seguintes toda a escola estava em ritmo de baile, os mais atrasados tentavam arranjar um par e quem já tinha fazia os preparativos de última hora. O ataque a Hogsmeade estava praticamente esquecido, exceto para Tiago e Sírius, que ainda não aceitavam o que Harry havia feito e só não faziam nada contra ele, pois Lílian pedira e Tiago não queria aborrecê-la, devido às pequenas dores que ela sentia, seqüelas da tortura.

Faltando uma semana para o baile, Lílian pediu a Tiago que a seguisse para que pudessem conversar. Eles foram até uma das torres do castelo, de onde podiam ver o jardim totalmente coberto de branco.

-Então, vai fazer um novo discurso pró-Harry? –Tiago pergunta entediado, sempre que estavam sozinhos ela tentava tocar no assunto.

-Eu não vou fazer um discurso, apenas quero conversar seriamente com você. –ela fala fazendo-o olhar para si. –Tiago, o que você faria no lugar do Harry? –pergunta a ele, que reage com surpresa, olhando-a como se aquela fosse uma pergunta estúpida.

-Eu os teria derrubado, é claro! Eu teria desarmado pelo menos um e daria uma chance de você fugir, enquanto duelava contra o outro. Sei que não seria fácil, mas eu conseguiria e sei que ele poderia derrubar os dois muito rápido. –fala confiante e certo de sua opinião.

-Eu também sei que ele poderia fazer isto, assim como todos sabem, contudo você tem idéia do que isto provocaria? Se Harry derrubasse dois comensais com facilidade depois de matar um comensal e ainda saísse de lá e fosse derrubando todos os comensais que visse, obviamente Voldemort veria que tem um oponente muito forte e faria de tudo para pega-lo. Agora me diga, o que você acha que aconteceria se dezenas de comensais, dementadores e sabe-se lá que criaturas mais invadissem Hogwarts? Acha que eu, você ou nossos amigos estariam prontos para enfrentá-los? O que acha que aconteceria com a maioria dos alunos que nunca duelaram na vida? –Lílian pergunta de forma objetiva, olhando-o de forma a exigir uma resposta.

-Alguns morreriam, a maioria ficaria ferido, os professores não estariam prontos para reagir e proteger a todos ao mesmo tempo. –fala sem encará-la, pois aquela verdade doía muito.

-E quanto a nós e nossos amigos, você acha que eles estariam prontos para duelar? Eu não sei como você se sentiu durante o ataque, mas quando eu estava sozinha e cara a cara com aqueles comensais, eu tremi, fiquei com medo, porque eles eram bruxos adultos e experientes, enquanto eu era só uma aluna com um treinamento, o qual sumiu. Eu perdi metade da minha velocidade de raciocínio, pelo menos um terço da minha agilidade. Agora eu posso pensar exatamente em tudo que eu devia ter feito, mas naquele momento eu não conseguia me lembrar dos feitiços... eu sei duelar, mas não estou preparada psicologicamente para isso. –fala sinceramente, os olhos úmidos por um misto de vergonha, orgulho ferido e culpa, por saber que não poderia proteger as pessoas que ama.

-Eu entendo, eu também fiquei com medo, confuso, lento. Eu via Rony duelando com os comensais e não entendia como ele podia reagir àquilo tudo tão rápido, era muito assustador ver todos aqueles feitiços vindo na minha direção sem saber ao certo o que fariam se me atingissem. –fala sentindo-se tão frustrado quanto Lílian.

-Agora imagine tudo o que Rony viveu e sofreu para ficar daquele jeito? Provavelmente Harry deve ter sofrido ainda mais, por isso ele é o mais forte e o mais preparado entre nós para estar nessa guerra e por isso Dumbledore aceitou e confiou essa missão tão difícil a ele, porque Harry é um único que teria sangue frio o suficiente para pensar tão rápido e tão certo, mesmo sabendo que isto iria ferir a alma dele e tudo em que ele acredita. Pode parecer cruel, mas foi o jeito mais simples e eficiente de nos proteger, de nos manter a salvo. –Lílian fala num tom mais suave, tentando mostrar a Tiago o quanto Harry precisava da força deles.

-Eu preciso de um tempo para pensar em tudo isso, você me dá? –pergunta de modo sincero, parecendo finalmente ter entendido tudo o que aquele sacrifício representou.

-Tudo bem, mas não demora muito, nosso filho precisa de nós dois ao lado dele, dando forças a ele. –Tiago apenas acena com a cabeça, abraçando Lílian e beijando o topo de sua cabeça.

-Melhor voltarmos, está frio e você precisa descansar. –fala de modo preocupado e cuidadoso, fazendo Lílian bufar, estava detestando todo aquele cuidado.

-Eu não preciso descansar, preciso do meu namorado! –fala sem paciência para aquele instinto paternal do namorado.

-Ei, se tem uma coisa de que não pode reclamar é de falta de atenção! –protesta sentindo-se injustiçado.

-Eu não quero que você cuide de mim, não quero que fique me dando beijinhos e me mimando, quero que você volte a ser o Tiago que aproveitava qualquer chance para me levar pra um lugar deserto e me dar uns amassos! –fala aborrecida e ao ver a cara de espanto de Tiago, resolve acabar com a discussão empurrando-o contra a parede e beijando-o ferozmente.

Harry havia sido chamado mais uma vez ao escritório de Slughorn, diretor da Sonserina, provavelmente para mais uma seção de perguntas irritantes na opinião de Harry, que ao bater na porta do escritório logo ouviu a permissão para que entrasse.

-Com licença, prof. Slughorn. –Harry cumprimenta o professor ao entrar, surpreendendo-se ao encontrar Stanishev tomando um cálice de vinho junto com Slughorn.

-Entre Harry, você obviamente conhece Stanishev, diretor de Durmstrang. –o homem fala de modo quase formal, apontando uma cadeira ao lado do búlgaro para que Harry se sentasse.

-Sim, apesar de nunca ter tido o prazer de conversar com o senhor Stanishev. –Harry fala educadamente, mostrando respeito ao homem ao seu lado, o qual o olhava com curiosidade.

-Aceita um cálice de vinho, Harry? –Slghorn pergunta o oferecendo um cálice que acabara de conjurar.

-Desculpe, mas eu não bebo. –Harry responde de modo a não parecer rude.

-Tudo bem, afinal é um atleta não é mesmo? –Slughorn fala sorridente, afinal Harry já havia lhe dado algumas alegrias com o time de quadribol do ano anterior e principalmente na primeira prova do torneio tribruxo.

-Senhor, me desculpe, mas porque me chamou aqui? –Harry pergunta sem paciência para as adulações do professor.

-Porque eu e Stanishev estávamos falando de você e queríamos verificar se um boato que ouvimos era verdadeiro. –Harry apenas apura os ouvidos, atento a pergunta que viria.

-Não ache que lhe repreenderemos ou que vamos contar a alguém sobre esta conversa, mas soubemos que durante o ataque a Hogsmeade você duelos com alguns comensais e chegou a matar um deles, estou certo? –Stanishev pergunta observando-o como se tentasse farejar qualquer rastro de mentira.

-Sim, dois comensais abordaram a mim, Severo Snape, Angélique De La Tour e minha namorada, Hermione. Estávamos relativamente longe da cidade, havíamos resolvido passear um pouco, quando fomos interceptados. No primeiro momento, tentei manter a segurança de todos alegando que éramos sangues-puros, mas como os comensais ignoraram e lançaram a maldição cruciatos em minha namorada, me senti no direito de usar outra maldição imperdoável nele e o matei com um Avada Kedavra. –responde de modo frio e simples, como se houvesse usado um feitiço qualquer como o expelliarmos.

-Mas você o matou assim, simplesmente, sem hesitar? –Slughorn pergunta abismado.

-E por acaso o senhor hesita antes de esmagar um inseto? –Harry mantém o mesmo tom indiferente e frio, fazendo os dois homens engasgar.

-Então você acha que um comensal da morte é um inseto? –Stanishev pergunta em um tom estranho que ao mesmo tempo parecia mostrar medo e ofensa.

-Não poderia generalizar, mas aquele homem era sim um inseto. -Stanishev sustentava uma expressão indecifrável diante da resposta de Harry, mas Slughorn estava pálido e olhava-o como se estivesse se lembrando de algo.

-Tenho pena do homem que se meter com você, Harry. –Slughorn fala numa tentativa de descontrair o ambiente.

-Pois eu tenho pena do homem que se meter com a minha futura esposa, por isso eu o aconselho, senhor Stanishev, a falar para seu campeão, Alexei, se afastar da minha noiva, já que soube que ele anda a cortejando na minha ausência. –Harry fala em um tom baixo e ameaçador, olhando para o diretor búlgaro com seriedade.

-Não se preocupe, eu direi a ele para se manter afastado dela. –Stanishev fala um pouco desconcertado, ao que Harry responde com um sorriso viperino, como um predador que acabara de encurralar a presa.

-Bom, já está tarde, creio que seja melhor você ir dormir Harry, amanhã tem a aula cedo, não é? –Slughorn fala visivelmente desconfortável, Harry pôde perceber que as mãos dele tremiam e sua face estava realmente pálida, como se estivesse com medo.

-Sim senhor, boa noite! Boa noite, senhor Stanishev. –Harry se despede dos dois homens que o responde antes que ele saia, achando tudo aquilo muito estranho.

No dia seguinte, logo pela manhã, Harry combinou com Hermione de encontrar com ela e Rony na sala precisa. Os dois então se dirigiram antes do fim do café da manhã para o sétimo andar, onde Harry já os esperava. Assim que chegaram, Harry contou a eles toda a conversa e as reações dos dois bruxos.

-Você acha que esse cara de Durmstrang é um comensal? –Rony pergunta pensativo.

-Não sei, mas achei essa historia toda muito suspeita. –Harry fala cismado com o interrogatório da noite passada.

-Nós não podemos achar que qualquer um que faça cara feia e ande de preto seja comensal, até porque se ele fosse já saberia as respostas através do comensal que você deixou fugir. –Hermione argumenta de modo a aliviar o clima tenso.

-Mas não seria justamente esta a fonte dele? O Stanishev poderia ter me feito aquelas perguntas justamente para ver a minha reação, saber se eu estava arrependido, essas coisas. –Harry fala desconfiado das intenções do búlgaro.

-Ou então ele poderia ter ouvido algum comentário de alguém e ido confirmar com Slughorn, que curioso e movido pela bebida, te chamou e te fez confirmar tudo, dando a Stanishev base para tentar te tirar do Torneio Tribruxo, afinal ele viu que você é uma grande ameaça. –Hermione pondera de modo perspicaz, parecendo mostrar a Harry uma opção nova.

-Você tem razão, quer dizer, vocês lembram como mesmo na nossa época os diretores trapaceavam, agora então! –Rony fala parecendo mais aliviado.

-É, pode ser, mas nesse caso eu tenho que tomar mais cuidado com o que falo, porque o torneio é fundamental pros nossos planos. –Harry conclui preocupado.

-Relaxa, cara. Se alguém vier falar com você, é só você dizer que falou aquilo da boca pra fora, só pra assustar o tal Alexei andava sobrevoando a sua garota. Quem nunca contou uma mentirinha para afastar a concorrência? –Rony fala com um sorriso maroto, deixando os amigos mais tranqüilos.

-Rony, você é um gênio! –Harry cumprimenta o amigo com um forte aperto de mão e uns tapinhas nas costas.

Depois da aula de herbologia, já no horário do almoço, Snape caminhava em direção aos alunos de Beauxbatons, para ir com Angélique até o salão principal, quando se sentiu ser puxado para trás de um grupo de árvores e posto contra uma delas.

-Enlouqueceu, Rodolfo? –Snape pergunta furioso com o tratamento. –Você tem sorte de eu estar com pressa, senão lhe lançava uma bela azaração. –ameaça duramente.

-Guarde suas ameaças Severo! –Belatriz fala com cara de poucos amigos. –Se tem alguém aqui que enlouqueceu, foi você! –fala se aproximando dele perigosamente, sua voz soando baixa e friamente. –Sabe há quanto tempo não fazemos uma reunião? Quantas cartas enviou ou recebeu do mestre esses dias? –pergunta de modo sério, Rodolfo apenas o encarava querendo satisfações.

-Ok, vocês tem razão, eu ando um pouco relapso com meus deveres. –Snape reconhece a falha, mas a verdade é que não havia tido cabeça para pensar em algo que não tivesse relação com Angélique.

-Um pouco? Você só anda para baixo e para cima com o Potter, ou então fica desfilando com a francesinha, não estou te recriminando por isso, ela é mesmo uma gata, mas você não pode esquecer da nossa causa por uma mulher. –Rodolfo fala mostrando certa admiração por Snape ter “conquistado” a garota mais disputada do colégio, mas também o lembrando de que faziam parte de algo muito maior do que qualquer outra coisa.

-Você devia se afastar dela, que além de te distrair demais, ainda é nossa adversária direta no torneio, ela pode estar aproveitando que você é o melhor amigo do Harry, para arrancar alguma informação de você. –Belatriz o adverte parecendo muito desconfiada.

-Pois fique sabendo que Angel é uma mulher honrada e uma bruxa incrível, que não precisa jogar sujo para vencer ninguém! –Snape fala ofendido e ganhando um tom ainda mais ameaçador que o de Belatriz há uns minutos atrás. –Além do que eu não sou um idiota , jamais trairia o Harry por motivo algum, se ela está comigo é porque, você pode não saber, mas eu tenho o meu charme. –Snape fala de modo objetivo, sendo no final bem confiante.

-Eu não tenho nada contra você estar com ela, pelo contrário, pode contar com minha ajuda se precisar, só quero que você volte a se interessar pelos nossos planos, que volte a ser nosso líder. –Rodolfo apela pro senso de responsabilidade de Snape que parece parar pra pensar.

-Tudo bem, eu vou enviar um relatório hoje ou amanhã e assim que receber a resposta marco uma reunião, deve ser logo depois do baile. –Snape fala seriamente, olhando-os como se assegurasse que estava de volta.

-Por enquanto é aceitável, mas saiba que ficaremos de olho em você e se cometer um só deslize nos reportaremos a Lúcio e te tiraremos do posto. –Belatriz fala sem conseguir esconder a ambição por trás de suas palavras.

-Não me ameace Black, pois eu posso ser muito perigoso quando quero. –Snape fala agressivamente, segurando e apertando com força o braço dela.

-Devagar aí, Severo, ninguém aqui está querendo te derrubar, só queremos que você não perca a noção das prioridades. Primeiro o Lord das Trevas, depois você e suas necessidades. –Rodolfo tenta amenizar as coisas, mas só consegue receber um olhar desgostoso dos outros dois.

-Não vou esquecer minhas prioridades, agora nunca mais me encurralem desse modo, não esqueçam que eu sou o chefe aqui. –Snape os avisa antes de sair pisando duro e com um olhar nada amistoso.

-Rodolfo, eu quero que você fique com os olhos grudados nele, enquanto isso eu vou tentar descobrir algumas coisas sobre essa francesinha, algo me diz que esse “namoro” não é algo bom para nós. –Belatriz fala como se pressentisse perigo, olhando as meninas de Beauxbatons que iam à direção do castelo.

N/A: Oi, cap demorou um pouco, mas é porque eu tive que remodelar e deixar o baile pro outro cap.

N/A²: Bom, pra começar prometo que esse é o último cap que o Harry fica chorando! Em segundo, o que acharam do Snape e da Lilían nesse cap?

N/A³: Me perguntaram quais as minhas fics Nc, eles são: O Sucessor, Príncipes do Apocalipse e Harmonia.

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