Draco foi o primeiro a chegar à empresa naquela segunda-feira. Não porque estivesse ansioso para trabalhar, mas porque, depois de ter acordado no sofá do escritório em sua mansão, ele não conseguira mais pegar no sono. Sua cabeça doía e ele ouvia um zumbido estranho, efeitos das várias doses de Firewhisky. Imagens confusas invadiam sua mente: uma sala de estar muito elegante, um bar repleto de taças e garrafas do melhor whisky, uma mulher vestida de vermelho. Sophie vestida de vermelho!
Ele estava sentado à cabeceira da mesa na sala de reuniões, apenas esperando que os demais sócios chegassem. Aquela reunião estava marcada há dias, para ver se alguém tinha uma grande idéia para tirar a firma da crise em que caíra. Draco estava segurando a cabeça com as mãos, de olhos fechados, repassando mentalmente todos os passos que dera no dia anterior. O barulho de vozes preocupadas e da maçaneta da sala o assustaram e fizeram com que sua cabeça doesse mais ainda.
_Malfoy?! – um senhor de uns 60 anos se espantou ao vê-lo ali. – Madrugou, homem?
_Bom dia, sr McCoy. – ele levantou-se e apertou a mão do homem. – Senhores. – cumprimentou os demais, cordialmente.
_Você não está com a cara muito boa, meu rapaz. – o sr McCoy observou. – Você deixa os problemas dessa empresa te sugarem demais, Draco. – ele deu tapinhas amigáveis no ombro dele antes de tomar seu lugar à mesa.
_Não são bem os problemas da... – Draco começou a explicar, mas viu Sophie entrando na sala. Ela nunca participava dessas reuniões.
_Família, então? – McCoy continuou. – Não se preocupe, crises são normais. Passam! – ele sorriu, encorajador.
Mas Draco não o estava ouvindo. Assim como os demais sócios, estranhou a presença de Sophie. Estranhou mais ainda o fato dela não ter lhe dispensado um de seus sorrisos provocadores.
_ [i] “Será que é para disfarçar?” [/i]– pensou. – [i] “Meu Deus... O que foi que eu fiz?” [/i] – perguntou-se, sentindo uma pontada incômoda na cabeça.
A reunião começou. Todos os sócios tinham sua vez de falar, exceto Sophie, que nunca estava a par de muita coisa nem tomava grandes decisões na empresa. Ela era uma dondoca que pagava muito bem a um representante que fizesse o trabalho chato por ela. Todos aqueles homens importantes tinham preocupações em comum naquele momento, inclusive Draco, mas ele não conseguia se concentrar nelas.
A todo momento seu olhar pousava em Sophie e a analisava, tentando decifrar na inércia dela o quão longe os dois haviam chegado na noite anterior. Cada vez que ele imaginava que podia ter dormido com Sophie seu estômago revirava. Não porque sentisse alguma repulsa por ela, mas porque a imagem de Hermione e dos filhos acompanhava aquele medo. Ele mal podia pensar no que aconteceria se Hermione desconfiasse de tal coisa.
_Malfoy? – McCoy o tirou de seus devaneios. – Você ouviu alguma coisa do que foi dito aqui?!
_Como? Ah! Desculpem-me. – ele pediu, envergonhado. – Não ouvi uma só palavra. Podem repetir?
Foi a primeira vez que Sophie olhou para ele, com uma expressão indefinível que o deixou mais ansioso ainda.
_Estávamos falando do carregamento de miolos de varinha que chega em alguns dias, Draco. – Calley, outro empresário, explicou. – São nossa única chance de nos reerguermos. Um novo fornecedor, reconhecido pelo Ministério, etc, etc...
Desde o fim da guerra, a fabricação de varinhas deixara de ser uma atividade artesanal para se tornar quase industrial. Todos os anos milhares de novos bruxos eram admitidos, e outras centenas de bruxos desastrados perdiam ou quebravam, suas varinhas. O negócio tornou-se muito rentável e, por conseqüência, a compra e venda de miolos de varinha tornara-se muito competitiva.
_Oh, claro, mas... E daí? Não está tudo certo? – ele perguntou, completamente perdido.
_É você quem deve saber disso, não? Foi você que negociou com eles, não foi? – Elliot perguntou, então.
_Ah, é... Foi. – Draco sacudiu a cabeça, decepcionado consigo mesmo.
_Se está tudo certo, Draco, por que não vai para casa, descansar um pouco? Você não está nada bem hoje, não é mesmo? – McCoy percebeu.
_Não! O que é isso! Nem pensar!
_Você tem feito muito por essa empresa, Draco. Vá descansar e deixe o resto conosco! – McCoy falou, mais enfático. – Vá para casa e ponha a cabeça no lugar. Do jeito que você está não vai ser muito útil na empresa hoje. – o velho sorriu, debochando dele.
Draco deu um suspiro derrotado. Odiava admitir que, simplesmente, não seria capaz de fazer alguma coisa, mas diante das circunstâncias, ele precisava dar o braço a torcer.
_Talvez você tenha razão, McCoy. Minha presença aqui pode mais atrapalhar do que ajudar.
_Acho que você deveria tirar umas férias, Malfoy. – alguém falou. – Você vive para essa empresa. Você ainda se lembra da cor dos olhos da sua mulher? – ele brincou e os demais riram.
Draco ensaiou uma risadinha cordial, mas não conseguiu disfarçar a frustração que o invadiu. Ele se lembrava perfeitamente da cor dos olhos de Hermione, mas estava com medo de nunca mais voltar a vê-los.
_Vocês me convenceram! – ele falou, decidido. – Peço desculpas a todos, mas há coisas que não podem ser adiadas. – Com licença.
Ele se levantou, apressado. Pegou a maleta ao lado da cadeira, fechou os botões da capa preta que usava e se retirou da sala. Todos o seguiram discretamente com o olhar, mas em seguida voltaram sua atenção para a mesa de reuniões onde ainda havia muita coisa a ser discutida. Sophie foi a única que não voltou a se interessar na reunião.
_Se me dão licença. – ela interrompeu os demais. – Eu preciso ir ao toilet. – ela se levantou, suavemente e, depois de dar uma risadinha simpática, saiu da sala.
Ninguém fez caso. Até preferiam que ela não estivesse presente. Achavam que mulheres não entendiam de negócios, apenas de como gastar os lucros advindos dos negócios.
_Desmarcar todos os seus compromissos?
Sophie, que agora andava, cautelosamente, pelo saguão anterior à sala de reuniões, ouviu a voz da secretária de Draco. Ela sabia exatamente como era aquela voz, porque freqüentemente discutia com ela quando teimava em invadir a sala dele.
_Por três semanas, sr Malfoy? Tem certeza? – a mulher magra e de óculos grandes perguntou, preocupada.
_Certeza absoluta, srta Marins. – Draco respondeu, sério. – Tenho problemas pessoais a resolver e preciso de tempo. Desmarque tudo e dê entrada nos papéis das minhas férias. Já que vou sair quero sair com tudo certo.
_Sim senhor. – a secretária anotava tudo rapidamente.
_Também consiga para mim uma passagem para a Inglaterra o quanto antes.
_Inglaterra? – a secretária levantou os olhos até o rosto sério de Draco. Todos na empresa sabiam que ele era inglês, e sabiam também que ele se recusava a voltar para aquele país, embora ninguém soubesse por que.
_Você é paga para repetir tudo que eu falo, srta Marins? – ele perguntou, agressivo.
_Não. Não senhor. – a mulher respondeu, com as bochechas vermelhas. – Passagem para a Inglaterra. Pode deixar.
_Ótimo. Estarei em casa se precisarem de alguma coisa.
_Sim senhor. Bom descanso, senhor. – ela ainda completou, tentando ser simpática, mas Draco nem deu bola.
_ [i] “Vai correr atrás da esposa, não é?” [/i] – Sophie pensava, com raiva, escondida atrás de uma pilastra espelhada. – Acha que será fácil? Depois de me humilhar daquela maneira vai voltar para os braços daquela mulher? Não mesmo! – ela caminhou com passos pesados em direção ao banheiro feminino. – Eu não vou facilitar sua vida, Draco Malfoy. Ainda se tivesse chegado até o fim, se tivesse me satisfeito do modo como eu achei que me satisfaria, mas não. Se arrependeu na última hora. Agora vai sofrer as conseqüências por ter me rejeitado, Draco. Ah vai! – ela tirou a varinha do bolso interno do casaco longo que usava e tocou, delicadamente, na superfície do espelho sobre a pia.
[hr]
Hermione sentia como se estivesse usando o vira-tempo novamente, mas dessa vez sem ter que se esconder de si mesma. Ela estava passando mais um dia na companhia de seus amigos de infância. Vivenciando novamente toda aquela confusão de gente que era A Toca. Todo aquele falatório, toda aquela correria de criança, todos aqueles sons que haviam se tornado tão estranhos para ela nos últimos anos estavam sendo ótimos, mas ainda faltava alguma coisa.
_Está sentindo falta dele, não é? – Gina sentou ao lado da amiga no velho banco de madeira do quintal.
_Hum... Talvez um pouco. – Hermione respondeu, tão orgulhosa quanto o próprio Draco o faria. – Estou contente em ver como os meninos estão interagindo com as outras crianças, sabia? Helena sempre foi tão séria e Apus... Ah! Não preciso nem dizer o quão individualista ele é, não?
_É. Ele torceu bastante o nariz quando chegou aqui, não foi? – Gina sorriu. – Exatamente como o pai! Mas eles são crianças ótimas, não se preocupe.
_Eu sei... – ela suspirou. – Sabe? Por mais que eu tenha vindo para cá para ficar um tempo longe do Draco, acho que também valeu a pena pelas crianças. Draco não quis que eu as matriculasse em uma escola trouxa. Eles têm aulas particulares em casa. Precisavam da companhia de outras crianças.
_Com certeza. – Harry falou, pegando as duas de surpresa. – Sabe? – ele se sentou ao lado de Gina, enquanto Rony, que veio junto com ele, sentou ao lado de Hermione. – Quando você e o Malfoy resolveram se casar, nunca imaginei que você fosse deixá-lo tomar as decisões.
_Parece que só nós éramos obrigados a obedecê-la, Harry! – Rony brincou. – Acho que éramos muito moles!
_E eram mesmo! – Hermione retrucou, depois ficou mais séria. – Eu nunca imaginei que minha vida fosse mudar tanto. Que [i] eu [/i] fosse mudar tanto! Não era exatamente o que eu queria...
_Hermione. – Rony segurou a mão dela. – Se você está com um problema, pode nos contar! – ele pediu. – Nós ainda somos seus amigos de antes, estamos aqui para o que você precisar.
Ela sorriu, carinhosa. – Obrigada, Rony, mas você não precisa se preocupar tanto! – ela colocou a mão sobre a dele. – Não é nada que um casal comum não tenha!
_Se você está dizendo... – ele bufou.
_Luna! – Gina exclamou, então, quebrando aquele clima. Ela se levantou para cumprimentar a cunhada, no que foi imitada pelos outros três que estavam no banco.
_Oi! Oi! – Luna chegou, sorridente, cheia de sacolas. – Hermione! – exclamou. – Você veio mesmo! – terminou, com um tom de voz que não deixava distinguir se a surpresa era boa ou ruim.
_Luna? – Hermione sorriu para ela. – Se eu te visse na rua nunca te reconheceria!
A mulher que estava cumprimentando Hermione em nada lembrava aquela adolescente de cabelos, aparentemente, sujos, olhos arregalados e pálpebras caídas. Luna tinha um tom mais dourado nos cabelos, que estavam completamente lisos e com um corte da moda. Os olhos estavam levemente contornados com lápis preto, o que os realçava e tirava aquela aparência de pessoa cansada. Suas roupas eram absolutamente normais, apesar do brinco exageradamente grande que ela usava apenas em uma das orelhas, mas que não a deixava esquisita como os antigos acessórios que ela utilizava.
_Essa é a frase que eu mais tenho ouvido nos últimos tempos! – ela falou, depois de abraçar Hermione. – Oi amor! – ela sorriu para Rony. Foi até ele e lhe beijou ternamente nos lábios.
_Ih! A tia Luna chegou! – um dos ruivos no quintal gritou.
_Vamos ver quanto tempo eles ficam se beijando! – um outro completou, e todos começaram a rir.
_Vamos ver quanto tempo vocês agüentam correr! – Rony soltou-se de Luna, com as orelhas vermelhas, e ameaçou correr atrás deles.
_Ele fica se agarrando com a Luna na frente das crianças? – Hermione perguntou, discretamente, para Harry.
_Quase tanto quanto se agarrava com a Lilá. – Harry respondeu, achando graça de tudo.
_E então? Onde estão Draco e seus filhos? Estou curiosa para conhecer as crianças. – Luna puxou conversa, a despeito da interrupção.
_Draco não veio conosco. Mas Helena e Apus estão por aí em algum lugar. – ela se virou para o quintal, a procura dos pequenos.
_Estão lá nos fundos. – Rony voltara de sua caçada infrutífera. – Tentando desgnomizar o quintal.
_Desgnomizar?! – Hermione se assustou.
_Fique sossegada! – Gina interveio. – Esses gnomos não são mais os mesmos! Vamos até lá para você conhecê-los, Luna.
_O que são todas essas sacolas, Luna? – Rony perguntou, curioso.
_Que bom que perguntou, amor. – Luna falou, docemente. – São mais alguns presentes que ganhamos. Fiz questão de trazê-los para abrir junto com você. – ela sorriu, radiante, e Hermione não pode deixar de notar que o sorriso que Rony retribuiu era tão autêntico quanto o dela.
Luna ficou encantada com os filhos de Hermione e fez questão de enfatizar, como todos até agora, o quanto Apus se parecia com Draco e Helena com Hermione.
Logo antes do almoço, Rony foi obrigado a passar algum tempo em seu quarto, rodeado de um monte de mulheres empolgadíssimas com os novos presentes que os noivos haviam ganhado. É lógico que ele tentara persuadir Harry ou algum de seus irmãos a acompanhá-lo em aventura tão emocionante, mas todos acharam muita graça em abandoná-lo naquele momento.
Por conseqüência, Rony era obrigado a sorrir e concordar cada vez que Luna ficava radiante com cada nova panela auto-lavável, relógio de localização ou jogo de louças que ganhavam, embora já tivessem, no mínimo, dois de cada na casa que haviam montado para eles. Não que ele estivesse desanimado com a idéia de se casar, apenas não via motivo para ficar horas dentro de um quarto abrindo presentes. No fim das contas metade seria trocado, por ser repetido, e os que sobrarem ele nunca mais ia se lembrar de quem havia ganhado.
Finalmente Dobby, que havia sido recrutado por Harry para ajudar a sra Weasley com a casa, veio chamá-los para o almoço. Foi então que Rony conseguiu uma boa desculpa para interromper aquele momento tão especial. Todas as mulheres que estavam no quarto saíram tagarelando sobre a qualidade ou beleza do que haviam ganhado, mas tudo que ele conseguia ouvir era a voz de Luna narrando como ia guardar cada coisa na casa.
Naquele momento Hermione percebeu o que ele quis dizer ao falar de suas dúvidas. Quando Luna estava longe, e Rony estava na companhia dos amigos, ele se sentia bem e podia questionar a necessidade de se casar. Mas quando ela estava perto, mostrando-se tão ansiosa por compartilhar sua vida com ele, aquele entusiasmo o contagiava, e ele, mais uma vez, sabia que havia feito a escolha certa. Hermione sabia como ele se sentia. Ela mesma vinha se sentindo assim há algum tempo.
Foi só depois do almoço, quando bate aquela preguiça e o sono começa a chegar, depois de Hermione colocar Apus para tirar um cochilo no quarto de Gina, pois sabia como ele podia ficar mau-humorado se não dormisse a tarde, e tendo uma boa visão de Helena brincando com as outras meninas que, ela, Luna e Gina puderam se reunir para conversar sossegadas.
_Por que foi mesmo que você disse que o Draco não veio com você? – Luna perguntou, o mais casual possível.
_Eu não cheguei a dizer, acho... – ela respondeu, sentindo-se um pouco incomodada. – Ele está com alguns problemas no trabalho... Ou, pelo menos, é o que ele diz... – ela suspirou, levemente.
_Hum... – Gina fez, insegura. – Eu estava para te perguntar isso, Hermione... Vocês estão com problemas mais sérios do que os que você falou para o Harry e o Rony, não?
_Oh... Na verdade sim... – ela endireitou-se no banco. Sentia que, finalmente, poderia desabafar com alguém.
_Seja lá o que for, aposto como é uma crise que vai passar logo! – Luna opinou, tentando passar confiança.
_Sinceramente? Eu não sei Luna... – Hermione falou. – Draco e eu estamos tendo sérios problemas de relacionamento, sabe? Quase não nos vemos porque ele passa o dia inteiro no trabalho e chega sempre muito cansado. Quase não conversamos porque ele não gosta de compartilhar comigo os problemas que tem. Além do mais... – ela suspirou.
_Desabafe, Hermione. – Gina aconselhou. – Quem sabe isso te ajude a ver as coisas de outro modo?
_Não é a toa que todos os contos de fadas acabam com: ‘Se casaram e foram felizes para sempre’. Ninguém se atreve a contar o que acontece depois do casamento, pois isso acabaria com a magia da história. A magia do meu conto de fadas acabou e eu não sei como reverter isso. Eu não sei se quero reverter isso
_Ah, não diga isso! – Luna exclamou.
_Puxa, Hermione... – Gina se aproximou da amiga, que estava quase às lágrimas. – Por que você não nos procurou antes? Podia ter desabafado, colocado tudo isso para fora. É horrível ficar guardando essas coisas.
_Foi uma sucessão de desencontros, Gina. – ela fazia força para não chorar. – Provocadas pelo próprio Draco. Eu parei de receber as cartas de vocês, e achei que vocês estivessem ressentidos por eu ter partido, mas ontem descobri que o Draco as escondia.
_Hum... Se ele escondia, é porque tinha ciúme, e se tem ciúme é porque te ama, Mione. – Luna acrescentou. – Você tem que dar um alívio para ele!
_Ah, Luna, me desculpe, mas não posso concordar em 100% do que você falou. – Gina interveio. – Não que eu duvide que o Draco te ama, e sim que ciúme seja uma prova de amor.
_Eu não sei se ele realmente me ama, meninas. Eu acho que...
_Que ele tem uma amante? – Gina terminou a frase por ela.
_Não pode! – Luna exclamou. – Imagine! – enfatizou. – Só porque um homem passa tempo demais no trabalho não quer dizer que tenha outra mulher, Hermione! – ela sentou-se mais na ponta da cadeira em que estava para dar completa ênfase a suas palavras. – O Draco passou por cima de todas as suas convicções, enfrentou todo mundo que achava que ele não prestava, e fez de tudo para ganhar sua confiança. Ele te deu dois lindos filhos e uma vida estável e segura. Ele te ama, Hermione! Você não pode desistir dele! – terminou.
_Talvez ele esteja desistindo de mim, Luna! Puxa vida! – ela bateu com as duas mãos nas pernas. – Será possível que ele não poderia tirar três semanas de férias atrasadas para passar mais tempo com a família? Ele não precisava passar o dia inteiro aqui, se o problema é esse, mas poderia ter vindo, não é? Mas ele optou por ficar lá, trancafiado naquele escritório, sabe-se lá Deus com quem?
_Aposto que com um monte de papéis! – Luna exclamou. – E aposto que está sentindo muito a sua falta.
_Se tivesse mesmo teria vindo me encontrar. – Hermione teimou.
_Pense nos seus filhos! – Luna apelou. – Imagine o quanto seria ruim para eles se vocês dois se separassem!
Hermione suspirou, tocada com aquela frase. Com a imagem dos filhos diante de uma situação daquelas.
_O que é aquilo? Uma coruja? – a expressão e a atenção de Luna mudaram tão rapidamente quanto aconteceria à antiga Luna.
A coruja que ela viu no céu desceu, pesada, e parou bem acima dela, soltando um grande pacote quadrado em seu colo.
_Deve ser mais um presente! – comemorou. – Vou achar o Rony e mostrar para ele! Com licença, meninas!
_Desde quando a Luna virou partidária do Draco? – Hermione perguntou a Gina, acompanhando a noiva empolgada arrastar Rony para dentro da casa.
_Desde quando ela se sentiu ameaçada pela sua presença, Mione. – Gina foi sincera.
_Ameaçada? – ela se espantou.
_Você sabe do que estou falando. – Gina respondeu. – A volta da ex-namorada, brigada com o marido, ainda por cima, deixaria qualquer uma insegura.
_Gina! Entre o Rony e eu...
_Não estou dizendo que ainda haja alguma coisa. – ela a tranqüilizou. – Mas tente convencer a atual de que a ex não significa nada!
_É... – ela ponderou, então. – Talvez você tenha razão... – ela voltou a olhar para a entrada da casa e viu Rony e Luna abraçados, cochichando um no ouvido do outro. Sentiu-se mal.
[b] N/A: Ufa! Achei que ia passar mais um final de semana sem um capítulo novo. Peço desculpas pela demora. Sei como é horrível esperar por uma atualização que não vem nunca, mas o fato é que a faculdade está me deixando louca e, com todo o estresse que está por aqui, eu fico sem ânimo e sem idéias para escrever.
Espero que gostem do novo capítulo. Foi escrito com muito carinho, apesar da falta de tempo. Fico esperando os comentários de vocês porque, sei que os leitores não gostam quando autores ficam cobrando coments, mas eles são um estimulo e tanto para escrever!
Valeu pela paciência e pelos comentários daqueles que já deixaram e dos que vão deixar.
PS: Se vc estiver lendo essa fic no 3V e estiver gostando dela, vote, por favor. Queria tanto ver uma das minhas fics nos destaques! Podem votar em outras fics tb, não só nessa. Qualquer fic minha que aparecesse nos destaques me deixaria super, super, super feliz!!! Valeu, bjos, até a próxima! [/b]
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