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8. Não, o Malfoy não!


Fic: Qual foi o maldito dia que a vi bela. - Cap. novo!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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*Lumus*
Puts! demorei ñ foi??? + como ja dc.. meu maninho ta se formando e com isso fazendo seu TCC... ou seja, ele ñ sai da frente do pc...
Esse cap foi praticamente todo a lapis e papel...
Sem + delongas... vamos ao coments:
LuanaH² ; Anna fletcher; carol cardilli; Marcele Bezerra; Mari =* Evans; e + todo mundo q visita minha humilde fic... valeu msm e continuem comentando...
Agora vamos ao cap..
.

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E inacreditável como tudo que acontece de bom comigo não dura nem cerca de algumas horas.

Depois de ter sido recebido “gentilmente” por esse senhor, que está olhando intrigado para algum ponto na minha frente, que ainda me recuso a definir se é o demônio de saia ou um protótipo feminino do Voldemort, estabelecemos uma espécie de conversa extremamente sarcástica. Ele me fazia perguntas um tanto imbecis e eu as respondia com ironia. Logo no começo notei que estava sendo testado, que a minha paciência estava sendo testada, como muitas vezes aconteceu. E por que não passar de novo por tudo isso? Sabe quando você já tem a manha das coisas? Que por passar diversas vezes pelo mesmo momento, já sabe como se comportar diante de mais uma situação dessas? Pois é! Já estou acostumado. Eu quero muito esse emprego. Quero crescer dentro desse hospital. Ser reconhecido como o melhor, o mais que perfeito e se para conseguir isso tiver que passar por cima de quem quer que seja, por mim tudo bem, tudo tem um preço. Deixe o papel de bonzinho para o Potter. E o melhor de tudo isso é que vou ter que passar por cima de ninguém mais ninguém menos que a Granger. O que tornou essa obsessão mais adocicada.

Confesso que fiquei extremamente frustrado ao ver essa mulher vestida com esse jaleco verde e mais ainda quando o Sr. Wancroft falou que eu, Draco Malfoy, seria o assistente dela, servo, empregado e seja mais lá o que for. Se um dia eu tive o meu pai como carma maldito, não sabia que ele possuiria o corpo da Granger para não me deixar em paz. Se não for isso, sinceramente, eu não vim ao mundo para ter sucesso. Apesar de tudo, o chilique irritado que ela esta dando, esta me satisfazendo como uma boa taça de vinho tinto.

- Desculpe, Dra. Granger, mas posso saber o motivo de não querer o Sr. Malfoy como seu auxiliar? – perguntou o homem ainda de pé, com um ar intrigado.

- Por que? Por que o auxiliar é meu e por isso eu deveria escolhê-lo...

- Foi dado a Doutora tempo suficiente para encontrar um à altura do hospital. E sabes muito bem que esse tempo se esgotou. – ele falava com uma tranqüila severidade e qualquer um que estivesse na situação da Granger se importaria muito com aquele tom, porém, vi a louca se aproximar dele sem sequer me olhar, respirando profunda e lentamente. Eu me divertia com aquilo tudo. Ela tava comprando mesmo aquela briga com o Sr. Wancroft e aposto todas as minhas fichas nele.

- Senhor. Desculpe, mas minha secretária estava estudando o currículo de mais um candidato e pelo o que conversamos, ela parece uma pessoa realmente boa no que faz.

- Mais um candidato? Quantos a senhorita ainda vai estudar para escolher o tal auxiliar? Por favor, Doutora não me faça pensar que sua capacidade como profissional está reduzindo. Já basta ser seletiva demais para escolher os produtos que usa para as poções.

- Mas é claro que devo estar preocupada com a capacitação da pessoa que trabalhará comigo. Estamos falando da saúde de pessoas e por isso as poções administradas com elas não devem conter erro algum.

- Concordo plenamente com a senhorita. Por esse e outros motivos, as habilidades de uma pessoa que estava a quilômetros de distancia daqui, me chamaram muito a atenção. E – o homem virou-se pra mim com um sorriso ate que simpático no rosto – devo confessar Sr. Malfoy, suas habilidades como preparador de poções ultrapassaram as fronteiras do Brasil.

- Brasil! – espantou-se a Granger, lembrando-me, infelizmente, que ainda estava na sala. – Mas... Brasil? Então você fugiu pra lá? – ela teve a coragem de rir de mim.

- Eu não fugi para lugar nenhum Granger. – falei cansado. Mas que mulherzinha chata.

- Então fez o que? Foi tirar férias? Ah! Já sei! Fugiu por que não queria ser reconhecido como o Comensal da morte que por medo voltou para nosso lado, lado de Harry Potter, pessoa por quem sempre teve desprezo? – falava ela com desdém na voz. Ninguém fala assim comigo.

- Granger, Granger! Não interessa a você o motivo pelo o qual sai do país...

- Como sempre, Draco Malfoy, fugindo de assuntos comprometedores. Não seria a primeira vez, não é? – E inacreditável a pose que essa mulher faz. Como se fosse superior a tudo e a todos. Mas essa crista vai baixar! Ah se vai!

- Não interessa o que você fale ou deixe de falar, Granger, não servirá para nada mesmo. Se eu sai ou não do país é só do meu interesse, e se eu voltei é pelo seu interesse e desse Hospital. Não tenho culpa se não foi capaz o suficiente para encontrar um auxiliar sozinha.

- Olha aqui, Malfoy, se você pensa que vai ser o meu auxiliar...

- Ele não pensa, Dra. Granger, e muito menos decide sobre o que acontece nesse hospital. E muito menos você Doutora. – o Sr. Wancroft alteou a voz para mostrar que estava presente naquele showzinho que a Granger estava fazendo e só pelo seu tom de voz, que estava mais autoritário que já pude perceber, não gostou daquilo, fazendo até a Granger se calar. – Ele vai ficar no St. Mungus como auxiliar do seu departamento. Não interessa aqui as desavenças passadas que os senhores tiveram em tempos de escola. O comportamento dentro do hospital será estritamente profissional. – Eu não falei que a crista dela iria baixar? Toda aquela pose de superior diante de mim que ela fazia acabou no momento que o Sr. Wancroft terminou de falar, apesar de que ela continua a encará-lo com esse ar prepotente. – Porém... – Quê? Como assim “porém”? – ainda não estou por inteiro convencido de que as habilidades do Sr. Malfoy são realmente verdadeiras. – Eu não estou ouvindo isso. Definitivamente minha audição deve estar com algum problema. E só para comprovar, levo um dedo indicador até o ouvido com a intenção de limpá-lo. Granger está me olhando com uma cara de quem não está entendendo muito esse meu gesto e volta sua atenção para “O Todo Poderoso do St. Mungus” e eu idem. – Contudo, o senhor terá um mês para comprovar suas habilidades como exímio preparador de poções. – Granger soltou uma exclamação derrotada e eu dei um sorriso de vitória. – E peço, encarecidamente, a Dra. Granger para não interferir de forma desonesta na adaptação do Sr. Malfoy.

- O-o q-quê? Eu? Mas...

- Não digo isso para lhe ofender, doutora, só peço que deixe seu possível auxiliar tranqüilo para que se esforce ao máximo para conseguir o que almeja nesse hospital.

- Já que está decidido, que, o senhor aqui, entrará em teste, posso me retirar? – perguntou a Granger derrotada, mas sarcástica.

- Ainda não. – ela revirou os olhos indicando que não aceitou muito bem a
negação. – Como estamos precisando com urgência de um auxiliar. Pergunto ao Sr. Malfoy se possui alguma objeção em começar no período da tarde?

- O QUÊ? – Granger gritou, mas pela cara que fez logo em seguida pareceu se arrepender muito do que acabara de fazer.

- Desculpe doutora, mas não conhecia esse seu lado histérico.

- Desculpe Senhor. Só não entendi... Por que a pressa em querer que o Sr. Malfoy comece tão rápido? – perguntou ela se recompondo.

- Acho que ficou bem claro quando falei que precisamos com urgência do auxiliar, ou seja, que precisamos do trabalho que o Sr. Malfoy está disposto a executar o mais rápido possível. – apesar de toda a integridade e calma que o sr. Wancroft apresentava, ele parecia levar aquela discussão até o fim. E também pudera, a Granger não parece medir esforços para tirar essa decisão dos planos do Sr. Wancroft.

- Compreendo bem essa necessidade. Porém, acredito que após essa reunião o Sr. Malfoy estaria planejando em procurar um lugar para ficar em Londres, já que veio de seu exílio, opa! Quero dizer, que voltou do Brasil especialmente para essa entrevista. Então acredito que seria pedir demais para que ele deixe isso de lado para começar aqui no hospital. – Falava a Granger tentando esconder um sorrisinho de satisfação só pela possibilidade de ainda não me ter ao seu lado. Epa! Isso lembrou um pouco esse negócio de compromisso, casamento... Merlim me livre e me guarde disso.

- Bem! Vendo por esse lado, confesso que concordo com você doutora. No entanto, não cabe a senhora decidir. – Eu estou me divertindo à beça presenciando esse momento único de esporros consecutivos que a Granger está levando. Maravilhoso! – Então, a decisão é sua, Sr. Malfoy.

- È! Por incrível que pareça, concordo com a Dra. Granger. Estou hospedado em um hotel e, realmente, pensei em tirar essa tarde para procurar um lugar para ficar. Prefiro começar amanhã no primeiro horário. – Falei um pouco hesitante por que tinha a leve impressão de que a Granger teria um orgasmo se eu concordasse com ela. E não foi diferente, a individua soltou um largo sorriso que deu pra ver certinho todos os dentes. Sorriso lindamente empolgante por sinal. Ressaltando: SÓ O SORRISO!

- Então está decidido. Começará sua adaptação amanhã, Sr. Malfoy...

- Ótimo! Então posso ir? – perguntou a Granger cortando o homem.

- Só quando eu dispensá-la doutora. – Bem feito apressadinha! – Continuando. Começará amanhã então. Apenas queria pedir para que chegue um pouco mais cedo para decidirmos algumas situações financeiras, tudo bem?

- Chegarei mais cedo sim! – falando em dinheiro, fala a minha língua!

- Então! Agora gostaria de pedir a Dra. Granger para que acompanhe o Sr. Malfoy até o departamento de poções, para que não ocorra nenhum contratempo amanhã. Ok!

- Sim... Senhor! – Granger colocou todo seu desprezo na voz.

- Estão dispensados.

Sem hesitar e sem se despedir, Granger deu meia volta e antes que eu desse um até logo para o Sr. Wancroft, ela já estava do lado de fora com a porta aberta. Conheço bem a sensação de impotência e perda que ela está sentindo. Como ela está ofendendo todas as minhas gerações anteriores por eu ser seu novo auxiliar eu estou reclamando com Merlim por ele ter aprontando mais uma comigo. Puts! Tô ferrado mesmo. Despeço-me do Sr. Wancroft e sigo para a porta quando a secretária boazuda... Como é mesmo o nome dela? Não lembro! Só sei que ela é gostosa!

- Espero que tenha dado tudo certo! – falou ela com um sorriso maravilhosamente maroto no rosto.

- A levaria para uma comemoração...

- E por que não? – gostei disso. Mas um sinal de que está interessada.

- Tenho coisas mais urgentes para fazer. Deixemos para um outro dia. – falei aproximando-me mais dela e depositei um beijo do lado esquerdo do seu rosto. Próximo à boca. No ponto de risco. – Aguarde!

- Vamos Malfoy! Não tenho o dia todo. – ouvi a voz da Granger vinda da escada. Hesitando deixei aquela mulher sorrindo bobamente para o meu charme e segui em busca do meu guia turístico.

- Vamos minha guia! – alfinetei-a.

- Eu gosto muito do que faço. Adoro meu emprego. Amo tudo isso aqui...

- Está falando comigo Granger? – pergunto, já que ela falava baixinho atrás de mim enquanto começávamos descer as escadas.

- Claro que não. Só estou me dando forças para agüentar você aqui.

- Espero que a sua vida não se torne um inferno.

- Se tornar, a sua vida também vai virar.

- Granger, eu acho que não está a fim de perder seu emprego. Então lembre do que o nosso chefinho falou. Não interfira de forma negativa na minha...

- Isso só vai ocorrer se você contribuir. – ela passou rápido pelo meu lado e parou na minha frente. Foi tudo tão rápido que não tive tempo de parar e colidir com ela. Por impulso, peguei-a pela cintura não permitindo que caísse e rolasse por todos aqueles degraus. A distância que estabelecemos um do outro foi mínima e se não fosse a Granger eu não teria pensado nem duas vezes e já tinha beijado aquela mulher. Mas como é a Granger... Aqueles olhos castanhos... profundos... cheios de vida... doces...

- Eu tô te dizendo Malfoy, não invada o meu espaço que não invadirei o seu. Agora me solta. – instantaneamente a soltei e a vendo recomeçar a descer aqueles degraus não entendi a minha reação naqueles desprezíveis segundos de nossa aproximação, porém a detestei no momento seguinte. E se pudesse voltar no tempo, teria a deixado rolar por toda aquela infinidade de degraus. Quem sabe ela não morreria. Seria muita sorte para minha amarga vida.


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O Merlim o que foi que eu fiz para merecer tudo isso? Eu, que sempre fui uma criança normal... “Uma criança normal? Desde quando uma criança normal de cinco anos recusa uma bicicleta para ganhar de presente de natal um livro com mais de 500 páginas? Hein?” Mais que merda! Você não sai daí não? “Evidente que não, né! Sou sua consciência”. Eu não sei como uma consciência pode ter vida própria! Desde quando você formula idéias para me criticar? “Desde quando você não permitiu que tivéssemos uma infância normal. É muito bom ler. Por incrível que pareça eu gosto de todos os livros que já lemos. Mas, não tivemos uma infância normal no que resultou nisso. Compreende?” Claro que sim! Eu sei muito bem como fostes construída, tá! Mas já que não pode sumir então fica pelo menos calada e me deixar pensar com a outra parte do meu cérebro que você não toma conta? Pode ser ou ta difícil? “Seja feita a vossa vontade! Só não quero que me perturbe por lembranças recentes que irão surgir ok? Por que meu maninho de todo o coração, sub-consci, ta me revelando umas paradinhas aqui, que eu sei que você não vai gostar nadinha!” Fechado então! Voltando ao meu dilema de ter certeza que não mereço isso. Não isso que tá fungando aqui na minha costa, que esta fazendo esse barulho insuportável de sapato descendo escada, que vira e meche, eu sinto que o individuo está me olhando. Definitivamente eu não mereço isso. E sabe por que? Eu vou dizer. Eu sempre fui uma criança muito boa, tranqüila, estudiosa, brincalhona, até certo ponto, nunca matei sequer uma mosca ou uma formiga... Pelo menos até onde eu lembre! Ou seja, nunca dei grandes dores de cabeça para meus pais. Eu fui uma adolescente até que centrada nos meus deveres e objetivos. Está certo que não deixei de curtir a minha adolescência, tive meus ficas, meus rolos, minhas histórias de coração partido por tempo determinado. E mesmo tendo Harry Potter e a família Weasley como amigos e família, não deixei de focar no meu objetivo central, ser uma grande bruxa. E eis que consegui! Pelo menos eu me considero uma grande bruxa e se não tivesse certeza não estaria aqui, agora, descendo esses degraus para mostrar o MEU departamento para esse individuo. Ta bom ou querem mais? Por que possuo argumentos suficientes para mostra que não mereço isso que esta acontecendo. Eu não mereço o Malfoy como meu auxiliar, não mesmo!

- Hei Granger pra onde você vai? – ao longe, em um mundo distante, escuto alguém me chamando. Viro-me para a pessoa e a vejo parada em cinco andares acima do meu.

- O que foi Malfoy?

- Terceiro andar!

- Quê? – pergunto sem entender ao que essa pessoa está se referindo.

- Terceiro andar! – falou apontando para a parede. – Não é o andar do departamento onde vou trabalhar? – ele enfatizou bem as últimas palavras.

Dei um sorriso amarelo pra ele e voltei os degraus ate emparelhar com ele. E sinceramente não sei onde estava com a cabeça para não notar uma enorme placa verde naquela parede branca, onde estava escrita com letras de forma: terceiro andar.

- Você falou muito bem. VOU. O que quer dizer futuro, ou seja, não é certo. E espero que esse futuro seja bastante distante. – falei recomeçando a andar.

- Veremos doutora! – mas uma vez enfatizou a ultima palavra, mas agora saiu em tom de desdém.

- Veremos, auxiliar! – pela cara que ele fez, percebi que não gostou muito do “auxiliar”! Falei isso só para lembrar quem manda e quem obedece nesse departamento.

Chegamos na frente do departamento e me virei mais uma vez para ele.

- Esse é um dos principais departamentos do hospital que comando já faz um bom tempo. Mas o que você verá não é bem o que realmente merecemos. – falei tentando conter uma imensa vontade de dar um soco ou sei lá na cara desse individuo já que ta fazendo questão de mostra que não está dando a atenção merecida para o que estou falando. – Entendeu Malfoy?

- Deixa de história furada Granger, abre logo essa porta.

- Só não espero que fique decepcionado e que seu desejo de ambição acabe. – falei em tom maternal. Vi ódio no olhar dele. – Eu sei muito bem a sua verdadeira intenção de querer muito esse emprego. Pelo o que me lembro você nunca quis nada que não lhe desse poder. Os anos podem ter passado, mas, sua ambição em tudo que deseja com certeza não. Só pelo fato de você estar aqui já confirma o que realmente quer. – dei um passo em sua direção - Só não quero que pise no meu calo Malfoy...

- O que isso Granger? Tá com medo?

- Não de você! Isso é um aviso! – ele deu um passo em minha direção e ficamos a poucos centímetros um do outro. O nosso ódio era mútuo.

- Pensei que fosse uma ameaça...

O que ele falou depois disso? Eu não sei. Por que não escutei. O som da voz dele foi trocada por um par de olhos azuis acinzentados que não esqueço desde a noite anterior e que aquelas duas aproximações repentinas me fizeram lembrar acentuadamente. Era impossível não notar como aqueles olhos eram frios, firmes, fixos nos meus. Um olhar penetrante que se via ao mesmo tempo determinação e medo. Vontade de fazer algo e medo do que pode resultar essa ação. Difícil não notar como são lindos. Se não fosse o Malfoy me deixaria apaixonar por esse homem. Dando-me uma oportunidade de esquecer meu ruivo. Mas como nada é perfeito! Balanço a cabeça negativamente expulsando na superfície do meu consciente essa idéia absurda de achar os olhos do... Aff... Malfoy, lindos! Ah! Por favor! Os do Rony eram mais que perfeitos! Muito, mais muito mais cheios de vida que esses aí que só transpassam obsessão. Respiro fundo e abro a porta. Malfoy está olhando para mim como se estivesse esperando alguma coisa.

- Não queria tanto entrar agora vai ficar empacado aí?

- Vamos! Responda! – falou ele quase gritando fazendo com que eu desse um pulinho para trás de susto.

- O quê? Responder o quê? – pergunto.

- Como assim o quê? – ele estava se descontrolando já. – Você não escutou o que perguntei?

- E eu tinha que escutar? – falei sarcástica. Vendo o Malfoy dando piti na minha frente estava sendo por de mais divertido.

- Mas...

- Ah Malfoy! Por Merlim. Tenho coisas mais importantes para pensar do que ouvir suas baboseiras. Agora faz o favor de entrar ou então vai embora e nunca mais volte.
Bufando de raiva e pisando forte o individuo entrou. Eu também e fechei a porta.

Muito mais engraçado do que ver o Malfoy dando uma de criança irritada foi ver a cara da Maire olhando para ele, deixando-o constrangido. Não! Malfoy constrangido é muito mais engraçado. Tá olhando para qualquer ponto na sala menos para ela, que está com as duas mãos na boca e os olhos que, mais parecem pratos de tão grandes.

- Eu acho que dispenso apresentações...

- É você mesmo? – perguntou ela, com a voz abafada pelas mãos, ainda olhando para ele, chamando a minha atenção.

- O que tem de mais nele Maire? – Malfoy estava constrangido de mais para falar alguma coisa o que já estava me deixando preocupada. Não com sua mudez, mas sim pelo fato dele nunca ficar calado para qualquer pessoa e ficar agora e na frente de Maire.

- Cafajeste! – opa! Como assim? Agora sou eu que estou muda.

- O quê...

- O que você está fazendo aqui seu ordinário, cafajeste? – Maire começava a falar serrando os olhos.

- É desculpa, mas... – tentei entrar na conversa, entender as coisas antes de ficar completamente perdida. Mas...

- Responde seu idiota! – o tom da voz dela estava saindo maligno. Eu não estou vendo isso! Malfoy abaixando a cabeça.

- Maire me escute...

- Vocês se conhecem? – perguntei pasma.

- Me escute uma ova. Como você ainda tem coragem de vir aqui...

- Eu não sabia que você trabalhava aqui...

- Não interessa! Depois de tudo que você me fez passar. Ainda tem coragem de olhar na minha cara.

- Eu sei que você deve ter sofrido bastante pelo o que aconteceu...

E eu ali. Muda. So escutando e não entendendo nada do eu estava acontecendo. Primeiro por que nunca tinha visto Maire com tanta raiva, segundo, nunca tinha visto Malfoy tão tenso, terceiro, e muito mais importante que os outros, o que fez Maire sofrer tanto para ficar com tanta raiva do Malfoy. Eu tenho os meus motivos, mas os dela eu desconheço.

- Você não tem idéia do que eu passei depois do que você me fez!

- Eu não tinha escolha! Eu fui obrigado a fazer aquilo. Meu pai...

- Seu pai e você, são dois Comensais da morte filhos da...

- OPA! Calma aí! – falei interrompendo um dilúvio de palavrões por conta de Maire me interpondo no meio da briga, entre Malfoy e a mesa de Maire. – Eu não faço a mínima idéia de onde vocês se conhecem e muito menos do teor dessa conversa. Mas não vou admitir que comece uma onda de palavrões e ofensas dentro do meu departamento, Ok? – eu senti que Maire so estava controlando-se ali por mim, por que se pudesse voaria no pescoço do Malfoy e o mataria ali mesmo. – Vamos manter a calma! Eu desconheço o problema por qual passaram, mas será de fundamental importância que você Maire, se controle, já que o rapaz aqui... – falei que nem o Sr. Wancroft – Ficará conosco pelo tempo de um mês – ela virou sua cabeça para mim tão rápido que escutei seu pescoço estalar.

- Eu não posso acreditar que...

- Sim! Infelizmente, ele... – apontei para o Malfoy e o vi revirar os olhos –
Será nosso auxiliar.

A reação de Maire foi mais que esperada. Com um ar espantando ela deixou-se cair na poltrona atrás de si. Por alguns segundos respirou fundo. Levantou-se e pediu, mudamente, permissão para sair, não pude recusar. E no momento seguinte desapareceu da sala.

- Espero que ainda entenda o que aconteceu aqui.

- Não é de sua conta Granger. Se nem ela que é sua amiga contou então quer dizer que você não deva saber. Esse assunto já estava enterrado para mim. – Malfoy falava com raiva e indignação na voz, ainda de cabeça baixa. Aquilo era muito estranho.

- Só espero que isso não afete no desenvolvimento aqui...

- Já falei que esse assunto está morto e enterrado. – ele me olhou com puro ódio.

- Mas parece que ressurgiu não foi? – alfinetei.

- Granger...

- Bom, então, aqui estamos Malfoy. Esse é o Departamento de Poções Revitalizantes e Curáveis no qual você, com obsessivo desejo, quer trabalha. – Malfoy olhou com indiferença ao redor por alguns segundos. Percebendo que ele não falaria nada continuei. – Essa é a recepção. Aquela porta... – apontei para uma porta, na parede paralela a mim – é a da minha sala. E aqui – dirigir-me à porta na minha frente. – é a sala de preparo das poções, ou como gosto de dizer, alquimário. Difícil?

- E a minha sala, onde fica? – pelo o que percebo o velho Malfoy voltou.

- Pode ser aquela ali. – apontei para uma porta ao canto. Malfoy um pouco hesitante foi em direção a ela e quando a abriu fez uma cara de tédio. – O banheiro!

- Então eu não tenho sala?

- E deveria ter? Você só é o auxiliar. Quando não está no alquimário não está no hospital. Então é isso. Se me der licença. – segui para minha sala e antes de fechar a porta certifiquei-me de que ele estava saindo e não deu outra. Ao passar fechou a porta com estrondo.
Respirei fundo e segui para a poltrona de Maire, eu tinha que tirar aquela história a limpo. Se não pela força de minha amizade com ela, mas pela minha curiosidade que estava me roendo por dentro.


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Raiva? Ódio? Desespero? Indignação? È isso mesmo que estou sentindo.
Nunca pensei que reencontraria Maire e muito menos nessas condições. Companheiros de trabalho. Logo quando a vi me olhando daquela forma foi inevitável lembrar daquele dia. E o ódio que sinto pelo meu pai cresce toda vez que lembro do que ele me fez passar. Ainda bem que morreu. Que o diabo o tenha!

Mas devo confessar que Maire continua linda! Com a mesma carinha de garota sapeca e meiga que tinha quando a conheci. Depois de minha mãe, acho que ela foi a única mulher que gostei de verdade. Vou esquecer isso antes que comece a me arrepender amargamente por ter feito o que o meu santo pai mandou.

Respirando fundo!

Tenho muita coisa pra fazer agora, como, por exemplo, procurar um lugar para ficar. Esse trampo já é meu, então tem que ser um lugar barato, se possível, comprado. Mas antes disso, sinto que o meu estômago está pedindo alguma coisa, e acho que é comida. So pode ser, já que nem tomei café direito hoje. Então quando terminar de descer essa escada vou comer alguma coisa e procurar um lugar para morar. É o mínimo que posso fazer para me distrair.


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É impressão minha ou a Maire está demorando tempo suficiente para me cansar? Se for isso ela está muito enganada. Vou ficar aqui sentadinha e bonitinha até ela criar coragem de me encarar e me contar o que foi aquele princípio de barraco que eu presenciei.

- Eu pensei que senhora tivesse mais poder nesse departamento. – me assusto com a voz de Maire surgindo pela porta. – Por que aceitar um ex-comensal da morte como auxiliar?

- A decisão não coube a mim. Quando cheguei na sala do Sr. Wancroft, ele já estava lá. E o chefe o apresentou como meu novo auxiliar. Eu não podia fazer nada.

- Como não podia fazer nada? É o auxiliar do seu departamento. – Eu estava sentindo um tom de acusação na voz dela. Ou raiva, ou os dois.

- Sim, é o meu departamento, mas o Hospital é por conta dele. Não sei se sabe Maire, mas, também, tenho que obedecer alguém aqui dentro. – ao falar isso percebi que ela abaixou um pouco a crista. Andou até uma cadeira que ficava de frente para sua mesa e deixou-se cair ali. – Eu acho que tenho tanto ódio do Malfoy quanto você tem...

- Não mesmo. Ele não fez com você o que fez comigo. – disse ela descrente.

- Mas sentimos raiva dele do mesmo modo. Você não sabe como fique quando o Sr. Wancroft disse que ele seria o novo auxiliar. Eu simplesmente fiquei pasma ao ouvir aquilo. Tentei de todas as formas possíveis fazer com que o Wancroft mudasse de idéia ou pensasse direito na decisão ridícula que estava tomando. Até me interromper e me chamar de histérica ele fez.

- O que? O Sr. Wancroft fez isso? – perguntou ela incrédula.

- O pior é que fez. Enquanto que o Malfoy ficava todo cheio de si me olhando e presenciando aquilo. – continuei percebendo que Maire tinha voltado a si. – Ai que ódio! E só nos coube aceitar aquele imbecil aqui durante o seu mês de experiência. – Maire voltou a bufar de raiva e a acompanhando.

Ficamos caladas por um bom tempo, remoendo um desejo de matar o Malfoy ou o Sr. Wancroft ou os dois, tecendo planos malignos para fazer com que o nosso novo auxiliar desistisse da idéia de trabalhar no hospital ou pelo menos no nosso departamento. Ou pelo menos eu estava. Mas conhecendo o exibicionista do Malfoy, sinto que ele não desistira tão fácil.

- Doutora! – chamou Maire me trazendo de volta. Eu apenas a olhei – E se... mas não pode ser... não tem como...

- O quê infeliz? – perguntei inquieta.

- E se o Malfoy usou a Maldição imperdoável, Impérius, no Sr. Wancroft? – respondeu ela com um ar de medo e superioridade. Superioridade? Como assim já? Superior a quem? A mim que não cogitei esse fato? Sim, eu sou obrigada e pensar em tudo mesmo? Ora pos –pos!

- Será? Eu teria desconfiado. O Sr. Wancroft estava reagindo normalmente... tirando...

- Ele lhe tratando mal, coisa que nunca fez. – me cortou ela – Você sempre foi o pupilo do Wancroft. A perfeição como funcionária exemplar. “Por que todos deveriam ter a pontualidade e eficiência da Doutora Granger” – disse ela imitando imperfeitamente a voz do o chefinho me caçoando é claro. Sempre que teve oportunidade não dispensou nenhuma e não seria diferente mesmo em um momento crítico para nós duas. – Mas é claro Hermione! O Malfoy filho da...

- Epa!

- Ta bom, desculpa. O protótipo masculino de Bárbie, lançou o Impérius no chefinho. – exclamou ela.

- Eu saberia no momento que ele começasse a falar. Passei alguns anos de minha vida atrás de pessoa que serviam para Voldemort... – ela estremeceu ao ouvir isso – Ah, Maire! Por Merlim! Já faz tanto tempo que ele morreu. Mas continuando. Eu saberia. Ou pelo menos a vaquinha da secretária do Wancroft desconfiaria.

- De você eu posso ate desconfiar, mas dessa aí, com certeza ela não desconfiaria. Não com um cérebro menor que um átomo. – rimos da brincadeira.

- Será?

- Vá lá e descubra doutora. – Maire fez uma imitação de reverência indicando a porta que se não fosse pelo momento crítico eu até riria de novo.

- É. Acho que é isso mesmo o que vou fazer. – atravessei a porta indo a direção da escada. – Espero que estejamos certas. Seria bom demais não ter o Malfoy aqui.

Vamos lá Granger! Respira fundo e sobe esses degraus. Não é a primeira vez que você vai falar com o chefinho e muito menos a última. Bom, pra falar a verdade, eu não tenho muita certeza. Mas é a primeira vez que vou questionar uma decisão direta dele. E isso é extremamente horrível! Mas, vamos lá, você consegue! Eu sou uma bruxa e não desisto nunca. Não quando se trata de desbancar pessoas horríveis como o Malfoy. Oh Merlim! O que eu não faço para não ter o Malfoy como meu assistente? Mas... Ai tá chegando! Mas vendo por um lado, ainda bem, que é so assistente. E vendo por outro lado ainda melhor, como meu assistente, ele deverá obedecer, incondicionalmente, incontestavelmente, ininterruptamente, prontamente e todos os tipos de mentes a mim. Eu vou ditar as ordens e ele obedecerá e isso é que faz eu me sentir, por poucos segundos, extremamente bem. Mas tudo acaba quando lembro que ele, o egoísta, chato, insuportável, maligno do Malfoy é o meu mais novo assistente. No entanto... Espera aí! Que ridícula que eu sou! Eu te pergunto dona Granger, como assim MEU auxiliar? Graças a Deus o Malfoy não é nada meu, sem contar que pega muito mal ficar o chamando de MEU assistente. Ele é somente assistente do departamento que EU dirijo. Só isso e mais nada.

- Posso lhe ajudar em alguma coisa Doutora? – ouvi uma voz distante me tirar a atenção desses pensamentos e quando levanto o olhar dou de cara com a secretária do chefinho me olhando bobamente, como se nunca tivesse me visto na vida. Demente!

- Diga so Sr. Wancroft que estou aqui e que preciso falar com ele, pode ser Hilva? – pedi com formalidade. Antes de tudo, devemos compreender esses seres esquisitos que tentam ocupar algum lugar em nosso precioso mundo.

- Ah, doutora! Eu acho que não vai dar. Tenho ordens para não deixar que
ninguém o perturbe. – disse a louca insolente.

- Tudo bem! Mas eu preciso com urgência falar com ele...

- Então marque uma reunião querida. – falou ela movendo uma de suas mãos como se estivesse espantando uma mosca enquanto que voltava a sentar tirando de dentro da bolsa uma serrinha de unha olhando significativamente para suas pálidas, e ridículas mãos. Aquilo fez com que todo meu sangue começasse a borbulhar de pura raiva. Porém,, respirei fundo. As antigas aulas com o Snape serviram para alguma coisa.

- Não posso marcar uma reunião, querida – coloquei bastante desprezo nessa última palavra. – Tenho e preciso falar com o Sr. Wancroft. É de importantíssimo teor...

- Principalmente para você, não é Granger? – peguei um susto quando ela levantou de supetão, batendo com força no balcão, me olhando com desafiante.

- Mas que...

- Eu sei que você, Granger, veio aqui so para tentar tira o Draco... – Draco? Como assim, Draco? Que intimidades são essas? – da vaga de assistente do departamento de poções.

- Ah! Por favor! Eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui ouvindo suas baboseiras. – falei indo em direção a sala do chefinho. Mas voltei minha atenção quando ouvi um relinchar as minhas costas.

- Vai dizer que é mentira, doutora? – perguntou ela cheia de importância. Sentindo-se a tal. Ergui o dedo indicador e quando ia abrindo a boca para falar...

- Hilva querida... – voltei minha cabeça em direção a porta e estava lá o Sr. Wancroft, olhando de mim para Hilva, ficando desconcertado logo em seguida. Querida? Hahaha! Essa eu tenho que contar para Maire. Hei! Eu não sou fofoqueira não viu! O Sr. Wancroft estufou o peito e continuou – Algum problema Srta. Beckman, Dra. Granger?

- Eu precisava conversar com o senhor, mas a senhorita aqui – apontei para Hilva – estava um pouco relutante em me anunciar.

- Verdade Srta. Beckman? – pediu ele, sem tirar os olhos de mim, que eu sustentava com firmeza.

- Só estava executando suas ordens, senhor. – disse ela sonsamente. Ai como essa mulher é sonsa! – E a doutora estava insistindo.

- Por que não obedeceu minha ordem, doutora? – perguntou ele olhando
fixamente para mim.

- Por que preciso conversar seriamente com o senhor.

- Se for sobre a nomeação do Sr. Malfoy como seu assistente...
- Assistente do Departamento de poções. – coloquei lembrando do tom de posse que essa palavrinha significa. – E sobre isso sim senhor.

- Então não é nada importante. Por que já está decidido que o Sr. Malfoy entrará em experiência durante um mês e se responder seriamente ao trabalho que foi designado entrará para o corpo de empregados desse hospital. – O Sr. Wancroft falava com tanta determinação que se não fosse por esse momento que estou quase explodindo de raiva, até que sentiria um pouco de inveja desse tom.

- Mas...

- Nem mais nem menos doutora. Já está decido e creio que não tentará fazer com que toda a admiração que sinto por você e seu trabalho desmoronem só por implicâncias de tempo de escola. – a voz do chefinho foi ficando branda lentamente. Definitivamente ele não está sobre Impérius. Depois de conviver tanto tempo com o Harry, não tem como não reconhecer alguém que esteja sobe Impérius. – Eu sei que a sua determinação por ter conseguido dirigir o departamento não vai acabar só por que você não concorda comigo sobre a pessoa que nomeie para ser o seu assistente.

- Assistente do departamento de poções. – foi à única coisa que conseguir falar mesmo com toda essa injeção de moral que acabei de receber.

- Eu não acredito que ele falou isso. Nem lhe recebeu direito e foi logo falando tudo assim... De supetão. – falou Maire batendo uma mão na outra, pouco tempo depois de eu ter deixado minha última esperança no quinto andar, na anti-sala do Sr. Wancroft.

No mínimo eu estava desolada só pela cara com que Maire me olhava. Parecia que estava com pena ou no mínimo mais desolada que eu. Apesar de toda aquela idéia mirabolante de que o chefinho poderia estar sobre a Maldição Impérius e a negação a me ouvir que recebi do próprio eu não tinha esquecido aquela pequena discussão que Maire teve com o Malfoy logo que o viu. Essa historia está muito mal contada.

- Bom! Definitivamente, agora, não podemos fazer nada. Só nos resta esperar que este mês acabe e que o Malfoy não consiga ficar.

- Será que nós não poderíamos ajudar para que esse momento que mais esperamos chegue logo? – perguntou Maire cheia de esperança me olhando cobiçosa como se estivesse olhando para um pedaço particularmente delicioso de bolo de chocolate.

- Não Maire. Infelizmente não podemos fazer nada. Se não... – levei minha mão ao pescoço e com um movimento fez o gesto de decapitação do meu próprio pescoço. Maire soltou um muxoxo.

- O que nos resta é esperar que ele se dê mal. Só não o desejo isso por que tenho medo de que volte para mim. – ela rapidamente fez vários sinais com a mão em direção ao corpo. Como se estivesse se benzendo. Ou coisa assim! – Nossa! – exclamou – Já estamos quase na hora do almoço! – eu olhei rapidamente para o meu relógio de pulso e vi que ela estava certa.

- Verdade.

- Bom! Então como não temos mais nada para fazer em relação a isso vou atrás das suas águas vivas vermelhas antes de sairmos para o almoço. – disse se levantando e quando já estava a porta...

- Maire. – chamei-a. Ela se virou para mim. – É... antes disso eu queria falar com você.

- Diga doutora. – falou ela séria.

- É... Desculpe voltar á esse assunto Maire... – pela cara que ela fez ao me ouvir falar já havia percebido a que assunto eu me referia. – Mas eu preciso saber o que aconteceu entre você e Malfoy para resultar nessa discussão que eu presenciei. – terminei hesitante em receber mais uma onda de gritos e palavrões que felizmente não vieram. Mas o olhar que Maire havia pousado em mim me dava um pouco de receio se tivesse feito o certo em lhe pedir isso.

- Desculpe doutora, mais ainda não me sinto bem em falar sobre isso. Então se precisas ouvir terás que esperar por esse momento.

Tá bom. Depois dessa, já estou calada. Nem me ousei retrucar a essa posição de Maire, simplesmente calei enquanto a vi saindo, decidida, porta à fora. Deixando-me sozinha com os meus botões, que por sinal são muitos, puts! Nunca vi um jaleco para ter tanto botões. O que esse povo pensa que somos? Loucos para usarmos uma quase camisa de força de tanto pano e botão? Tá certo que as vestes de Hogwarts continham mais panos que isso aqui, mas aquilo é um colégio. “E isso é um hospital, sua louca! É para pessoas como você que criaram esse tipo de jaleco. Com certeza!” È você de novo? Eu não pedi para que sumisse por um bom tempo? “Eu não posso sumir, oh pessoa estranha! E continuando a falar sobre essas roupas. Você queria o quê? Que fizessem uma blusa Baby-Look com o símbolo do St. Mungus em lantejoulas e estrasses?” Ai Deus! Eu não posso com isso. Às vezes eu acho que alguns alienígenas malucos de pedra me zumzumbiram e colocaram você em minha cabeça. Ou uma forma de sei lá o quê. E que, quem fala tanto em minha cabeça não é nenhuma Conci, e sim esses alienígenas retardados. Como naquele seriado. Talken! “Enquanto que vários alienígenas tiveram a indecência de me colocar em sua cabeça eu sinto que você não nasceu, foi cuspida, ou surgiu do nada como na abiogênese!”.

- Sua monstrinha! AI! – gritei depois de dar um senhor tapa na minha própria cabeça. “Só pode estar perturbada mesmo. Foi bom terem feito esse jaleco como uma camisa de forças!” Sabe de uma coisa? Dá um tempo!
Mais tarde!

Como foi meu dia? Bom, digamos que relativamente péssimo pela parte da manhã e dignamente silencioso pela parte da tarde.

Depois da minha investida em relação à história da pequena discussão do Malfoy com a Maire e o desdobro que ela me deu... Desdobro? Fazia tempo que não falava assim, como uma adolescente cheia de gírias e rebelde. Pra falar a verdade, eu nunca fui de gírias e rebeldias. Tirando, é claro, os encontros da AD, no meu quinto ano, pois aquele era um caso de extrema necessidade. Mas, continuando. Depois da minha investida, ela mal falou comigo, me evitou o máximo que pode, minha única opção foi me isolar no alquimário e só saí de lá quando meu expediente acabou. E agora estou andando há quase meia hora pelos lugares que gosto mais. Apesar de achar Londres um lugar extremamente exuberante e charmoso, com todos os seus prédios novos em contraste com os medievais, adoraria conhecer um pouco mais desse mundo que habito. Bom, mais um desejo que vou realizar.
Enquanto não cumpro esses deveres de vida me contento admirando essa praça a três quarteirões de minha casa. Gente passeando, namorando, se divertindo, cantando e sorrindo. Nossa! Como é tão fácil esquecer de tudo que me aconteceu hoje só ao ver o sorriso de uma criança. Como eu queria voltar a ser criança e esquecer todos esses probleminhas insuportáveis que me perturbam, principalmente um, que pode não ter a aparência do tinhoso, mas, a alma é tão negra e carregada de maldade quanto do próprio.

- Merda! – exclamo ao perceber que nem longe daquele hospital eu consigo
esquecer o maldito do Malfoy. – Puts! Ninguém merece!

- Hãn? – viro minha cabeça rapidamente e dou de cara com uma criança, uma menininha miudinha, que se não fosse pelos cabelos castanhos, eu diria que era uma cópia perfeita da Gina, me olhando com os olhos esbugalhados, espantada, em cima de uma bicicleta rosa de rodinhas.

- O que você disse? – perguntei sendo o mais delicada o possível.

- Hãn! – respondeu ela ainda me olhando com olhões do tamanho de pratos.

- Eu não entendi. Você está me ouvindo bem? – Eu me pergunto, será que ela é surda?

- Claro que to! Eu disse “hãn”. – falou ela olhando curiosa pra mim. Olha ela fala! – Você está com algum problema?

- Por que eu estaria com algum problema?

- Por que você tava falando só e fazia uma cara de dor. – ela contorceu tanto o seu pequeno rostinho que fiquei com medo de que não voltasse ao normal depois. Eu sorrir com esse comentário.

- Eu só estava pensando alto de mais. – falei sorrindo.

- Pensando em quê? – ela parecia ainda um pouco acanhada em falar comigo já que olhava constantemente para a sua bicicleta rosa. – No seu namorado? – eu gargalhei com essa pergunta o que fez ela rir e ficar um pouco menos intimidada.

- Não. Não estava pensando em nenhum namorado, por que não o tenho. – ela arregalou os olhos de surpresa. Surpresa? – Estava pensando em uns probleminhas...

- A senhora não tem namorado?

- Não!

- E por que? – agora ela tinha saído de cima de sua bicicleta e sentava ao meu lado.

- Por que prefiro ficar sozinha...

- Mas a senhora é tão bonita. Mas é verdade! Homens dão muito trabalho. –
eu gargalhei com aquilo.

Ela falava toda pretensiosa, cheia de importância. Era muito engraçado a ouvir falar daquela maneira, mais parecia uma mulher de tamanho reduzido contando seus problema amorosos e olha que ela só tinha quatro anos. Engatamos em uma conversa muito engraçada da parte dela. Nunca tinha rido tanto com uma criança, tirando a Émilly é claro que herdara da mãe ruiva, não só cabelos, mas também o humor que deixava Harry louco tendo em casa uma sobrinha legítima de Fred e Jorge.

- Hei? – ela chamou a minha atenção.

- Ah, desculpe! Distrai-me. – falei voltando a terra. – Falava o quê?

- Eu disse que já tenho que ir. Minha mãe ta me chamando. – ela apontou para uma mulher de cabelos parecidos com os da filha, mas curtos, que usava um longo vestido floral vermelho e branco, com um xale envolto do pescoço e uma sandália baixa. A mulher acenou para gente.

- Ah! Ok! Bom, gostei muito de ter te conhecido. – me despedi dela notando que não havia perguntado seu nome. – Poxa, conversamos por tanto tempo, mas, nem ao menos perguntei seu nome.

- Ah! É mesmo. Advinha qual é o meu nome? – pediu ela com entusiasmo.

- Hum! Deixe-me pensar. – fiz uma cara de quem tava pensando profundamente – Você se chama Victória, acertei?

- Nam! Chamo-me Hermione e quero ser uma grande bruxa que nem você em Hogwarts. – e foi embora.

Apesar de ter falado muito rápido, pois parecia estar com vergonha, eu entendi perfeitamente bem o que ela falou. Foi ate engraçado a ouvir se enrolar toda ao dizer Hogwarts. Mais engraçado ainda foi ouvir ela dizer que se chamava Hermione, foi estranho ouvir da boca de outra pessoa, ou melhor, pessoinha, que possui o mesmo nome que o meu. Nunca havia conhecido ninguém que se chamasse Hermione, pensei que minha mãe tinha sido a única desvairada a colocar um nominho tão estranho na sua filha, ou seja, eu. Mas essa foi uma injeção de ânimo e moral melhor que a do Sr. Wancroft. Depois dessa pode vir Malfoy e quem quer que seja. Estarei pronta!

Bem mais aliviada e pronta para um bom banho e uma longa noite de sono, continuo minha caminhada em direção a minha casa. Devem estar se perguntando por que não aparatei bem no meio da sala do meu apartamento? Quantas vezes tenho que responder que não-gosto-de-aparatar! É extremamente útil em situações necessárias, como hoje mais cedo. Mas ainda prefiro andar até minha casa ou usar meu carrinho comprado com bastante sacrifício.

- Boa Noite Ben! – saúdo o porteiro do prédio, como sempre atrás de seu grande balcão.

- Oh! Srta. Granger! Ma-mas... Não a vi sair hoje! – exclama ele atordoado.

- Como não? Até me ofereceu uma xícara de café. – falei desentendida, mas rindo por dentro.

- Ma... Co-como? Eu... – Dava para ver em seus olhinhos miúdos que ele estava desconcertado.

- Bom. Talvez eu tenha sonhado com isso. – ele consentiu ainda atordoado com a cabeça. – Ou você! – ele ficou rubro.

Sorrindo pego o elevador direto para meu aposento, que não tarda a chegar. Rangendo as portas de ferro se abrem a minha frente.

- Droga! – exclamo ao ouvir, vindo do apartamento ao lado, uma musica alta e vozes de pessoas conversando e rindo alto.
Procurando a chave do meu apartamento entro em uma onde de que ninguém me compreende. Será que não vou conseguir ter uma noite boa de sono? Será que ninguém imagina que outras pessoas que moram nesse lugar trabalham? Será que pensam que eu não trabalho? Será que...

- Hermione!

- QUÊ? – quem ousa atrapalhar meus devaneios de incompreensão?

- Oh, Hermione! Você está se sentindo bem? – uma mulher fala uma mulher com um sotaque diferente bem a minha frente. Demoro um pouco para reconhecê-la.

- Ah! Oi Susan! Desculpe.

- Você está bem mesmo? Ta parecendo preocupada? Problemas no seu trabalho? – ela pergunta ainda com uma feição preocupada no rosto. Essa é Susan Mendonça. Minha vizinha da frente. Ela é brasileira, de algum lugar do norte daquele país. Uma ótima pessoa, apesar de se exceder um pouco quando coloca pelo menos uma gota de álcool na boca. To exagerando? Nunca esqueço de um banho de vômito que levei dela quando lhe apresentei a nossa tão querida cerveja amanteigada. Ah! Ela não é bruxa, mas sua meia irmã, Isadora é. Eu pensava que ela nunca havia desconfiado de mim, mas em um de seus exageros alcoólicos ela contou sobre sua irmã e que sabia meu tão guardado segredo.

- Não! Está tudo bem. Mas... O que está acontecendo aí do lado? – pergunto apontando para a porta de onde vinha o barulho infernal que não me deixaria dormir.

- Você não lembra? – neguei com a cabeça – A Sr. Macllem vai embora e está dando sua festa da despedida. Vamos, você tem que ver, ela está toda radiante...

- Nam! Estou cansada e tenho que aproveitar essa noite. Amanha tenho que virar no hospital... – foi inevitável não lembrar do Malfoy – Dê adeus a ela por mim ok? – sem receber resposta alguma entrei no meu tão desejado apartamento e o que vi fez meu coração se encher de felicidade de novo.
Um Homem de cabelos negros e rebeldes estava sentando no meu sofá de frente para a lareira, me olhando com seus lindos e marcantes olhos verdes escondidos por óculos de aros de tartaruga, redondos. Enquanto que uma mulher de cabelos flamejantes estava deitada com a cabeça encostada nas pernas do homem com um largo sorriso no rosto.

- Harry! Gi! – exclamei ainda sorrindo mais indo a direção a eles.

- Já que não nos visita. Viemos lhe ver. – disse Gina levantando-se, logo em seguida, me pegando em um abraço de urso.

- Que bom estarem aqui. Como você está Harry? – perguntei a Harry que havia me dado um beijo na cabeça.

- Infeliz por que Gina não quer me dar outro filho. – todos rimos quando Gina deu uma tapinha no braço do meu amigo.

Coloquei minha bolsa e jaleco me cima de uma poltrona desocupada e quando me virei para os dois com a intenção de lhes oferecer alguma coisa estavam com olhares sérios e penalizados na minha direção. Já sabia o motivo de tudo aquilo. Eles não tinham vindo me ver porque estavam com saudades, mas por causa do meu término com Rony. Sentei na poltrona empurrando minhas coisas para o lado.

- Estou bem...

- Oh, Mione! Não acreditamos quando mamãe contou. – sussurrou Gina penalizada sentando no sofá.

- Você esta bem Mione? – perguntou Harry sentando ao lado de Gina.

- Claro que estou – falei sorrindo. – Enquanto Rony estiver bem eu vou me sentir bem. E vamos concordar ele está muito bem onde está. Jogando Quadribol.

- Bom! Então temos outra notícia a dar para você. – falou Harry mudando totalmente o rumo da conversa, ou pelo menos tentando. Gina lhe lançou um olhar de censura. Nossa como ele é insensível. Já tinha me esquecido disso!

- Mas então, Sr. Insensível, qual é a bomba que tem para me dar? – Harry ficou ligeiramente vermelho.

- Como eu sei que o Harry vai fazer vários rod... – Gina começou a falar.

- O Malfoy voltou. Está em Londres! – Harry a interrompeu falando de uma vez me olhando como se esperasse que eu ficasse assustada ou preocupada. Mas o que fiz foi além de suas expectativas. Gargalhei insanamente. Gina pegou um susto.

- Ma-mas... O que foi Hermione? Por que você está rindo? – perguntou a ruiva.

Eu continuava a gargalhar, respirando descompassadamente. Após alguns minutos respondi a pergunta que retornou a fazer mais duas vezes.

- E sabem o pior de tudo? Eu já sabia! – falei sem esperar resposta.

- Quê? – perguntou Harry desentendido.

- E o engraçado é que ele é o meu mais novo assistente. – falei afundando na poltrona soltando um bufo de reprovação.

- Como é que é? – perguntaram Harry e Gina, após se entreolharem.

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E ai gostaram????
espero q sim...
Bom então é isso... axo q vou preparar um surpresinha para voces no proximo cap... vou conversar com a minha beta 1° (Marcele Bezerra =*) =****
ate outro post...
Ahhhh b-jinhos pro meu nindo... te dollu muitozão Fellipe Beckman (Sim, Beckman, esse é o sobre nome da Hilva - em homenagem ao meu Bê)

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