O vento castigava seu rosto e gotas grossas de água caiam deixando sua visão turva. Assim que conseguiu se livrar do homem com quem estava duelando Tiago passou a mão pelo rosto tirando o excesso de água e olhou a sua volta, notou que haviam poucos comensais na batalha, virou-se atentamente para Sirius que ainda duelava e ergueu uma sobrancelha. Aquela batalha estava fácil demais, alguma coisa dizia que ele tinha que voltar. Antes que pudesse concluir seus pensamentos um raio vermelho passou raspando por sua orelha e ele virou-se pronto para continuar a batalha.
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Lilian olhava atentamente para o homem a sua frente. Assim como da outra vez ele possuía um olhar firme e austero, andava como se estivesse sempre passando por um tapete vermelho e exibia feições de uma pessoa extremamente educada.
-O que você quer? - Perguntou ela sustentando o olhar firme dele.
-Sabe Lilian, o que eu mais admiro em uma pessoa é a coragem, e você demonstrou isso quando me enfrentou para defender aquele trouxa. - Voldemort falou andando calmamente pela sala.
-Obrigada pelo elogio, mas onde entra a parte de você invadir a casa dos meus pais? - Lilian falou com desdém.
-Admiro a coragem das pessoas como já lhe disse, mas isso não significa que é a maneira certa de se agir, muitas vezes é tolice, os corajosos são os que não conseguem controlar seus impulsos e agem por impulso, não pensam nas conseqüências de seus atos. - Voldemort fixou o olhar na ruiva e antes que ela pudesse responder continuou. - Crucius!
Lilian sentiu uma onda de dor invadir seu corpo, cada fibra parecia arder e a dor se tornava cada vez mais frequente fazendo com que ela já nem tomasse consciência de onde estava, a cegando, fazendo com que ela quisesse por tudo que aquilo parasse, parasse o mais rápido possível. Sentiu seu corpo bater de encontro ao chão e ouviu ao longe o grito aterrorizado de alguém. Não podia se deixar vencer, não podia simplesmente cair e se deixar vencer daquela maneira tão miserável. Juntou tudo o que podia de si e exigiu de seu corpo para que levantasse. De repente a dor cessou.
-Muito bem, vejo que sua coragem persiste. - Voldemort concluiu rindo enquanto os comensais o seguiam na risada.
-Ainda não me respondeu o que veio fazer aqui. - Disse ela com a respiração acelerada, tentando ganhar tempo e olhando com desespero o corpo inerte de sua mãe a alguns metros do seu.
Lilian olhou pela sala, haviam pelo menos cinco comensais junto com ele, queria por tudo correr até sua mãe e ver como ela estava, mas não podia, não poderia tomar atitudes impensadas naquele momento, precisava pensar, precisava pensar na melhor maneira de se livrar daquilo tudo.
-Não há como se livrar, estão todos ocupados.
Olhou surpresa para o homem a sua frente, ele estava lendo seus pensamentos, legilimência.
-Então isso foi uma armadilha? - Viu um movimento nos lábios dele, aquilo deveria ser o que ele chamava de sorriso. - Como sabia que eu estava aqui?
-Tenho informantes meus Lilian.
-O traidor... - As palavras saíram de sua boca antes mesmo que tomasse consciência. Então era mesmo verdade existia um traidor no meio deles. Lilian decidiu que precisava ganhar tempo. - Porque se deu tanto trabalho para vir atrás de mim?
-Já disse minha cara, me admira pessoas corajosas ainda mais sendo trouxas, e convenhamos, você me desafiou da última vez que nos encontramos.
-Ah sim, mas você não teve coragem de fazer algo daquela vez, apenas agora que estou sozinha e você com alguns guarda-costas. Agora entendo porque admira tanto pessoas corajosas, deve ser porque lhe falta coragem. - Lilian viu que havia avançado demais naquele terreno.
-Trouxa insolente, sangue-ruim. Crucius!
Dessa vez ela não foi pega desprevenida, estava preparada e antes da maldição lhe atingir Lilian desviou-se rapidamente.
-Petrificus Totalus! - Gritou ela vendo Voldemort desviar-se do feitiço e alguns comensais sacarem as varinhas.
-Não, deixem que eu acabo com ela sozinho. - Sentenciou Voldemort, sendo obedecido no mesmo instante. - Imperius!
Mesmo Lilian tentando desviar do feitiço não houve tempo suficiente.
-Agora Lilian se curve diante de seu mestre.
Com o olhar abobalhado e sentindo seu corpo ser invadido por uma felicidade instantânea Lilian começou a curvar-se perante o Lord. Sentia-se em um mundo completamente feliz, flutuava perante as nuvens e ouvia ao longe a voz que lhe dizia o que fazer, mas também começara a ouvir uma voz incomoda que lhe falava exatamente o contrário. Lilian curvou-se perante Voldemort que gargalhou deliciado.
-Agora Lilian você será minha serva, tenho certeza de que se saíra muito melhor nesse papel.
Lilian ouvia a nova ordem e levantou-se pronta para seguir seu mestre, porém continuava a ouvir que algo estava errado, que não deveria obedecer a voz que lhe comandava, sentiu seu corpo retesar.
-Vamos mulher tola. - Voldemort irritou-se perante a relutância.
A ruiva deu um passo a frente, mas a sua outra perna não parecia disposta a obedecer, ela não deveria ir, mesmo se sentindo tão bem e feliz, algo dizia que ela não deveria ir.
-NÃO! - Gritou colocando as mãos na cabeça em sinal desespero.
-Sim. - Voldemort falou com a voz sedutora.
-NÃO, EU NÃO VOU! - Gritou mais alto e logo sentiu seu corpo relaxar e sua visão desfocada ver apenas uma imagem embasada de um homem a sua frente.
-Muito bem Lilian, resistindo a maldição Imperius. - Voldemort elogiou porém seu tom era de alguém contrariado. - Você seria uma boa seguidora Lilian.
Demorou algum tempo para digerir as informações e sair totalmente do torpor provocado pela maldição.
-Mesmo? - Perguntou ela falsamente interessada, o que valia naquele momento era conseguir sair dali, ganhar tempo. Mantinha as mãos na cabeça ainda segurando a varinha.
-É agil, inteligente, perspicaz...
-Sinto-me honrada pelos elogios. - Ironizou.
-Sabe jogar. - Seus olhos faíscaram.
-Hum... digamos que me esforço. - Disse ela ainda com a varinha em punho, já estava bastante atenta para qualquer movimento dele.
-Venha para o meu lado Lilian, você com certeza seria melhor aproveitada aqui. - Falou com firmeza na voz.
-Não sou mercadoria para ser aproveitada. - Retrucou.
-Você é inteligente Lilian, não se deixe levar pelos conceitos do Potter.
-Andou pesquisando sobre minha vida? - Perguntou ela olhando pela sala a procura de alguma escapatória, sabia que aquela conversa não a ajudaria em nada.
-Não precisei pesquisar, sou uma pessoa bem informada, os Potter são uma antiga família bruxa, apesar de serem amantes de trouxas. - Voldemort inclinou a cabeça apontando para Lilian.
-E porque será que mesmo tendo uma grande aversão a trouxas você me quer do seu lado? - Perguntou ela.
Lilian olhou a sua volta e nem sequer prestou atenção na resposta de Voldemort, apenas olhou para o lustre da sala que estava longo embaixo dos comensais e sem mais pensar ergueu a varinha para cima.
-BOMBARDA!
O grande lustre despencou levando consigo grande parte do teto, Lilian viu que conseguiu atingir alguns comensais e correu em direção a sua mãe. O ambiente havia se enchido de fumaça e pó devido ao desabamento.
-Acorde, acorde por favor! - A ruiva sacudia o corpo inerte.
-Avada Kedavra!
Lilian ouviu a voz soar alta e cheia de ódio, desviou-se do raio e o viu bater contra a parede que minutos antes estava atrás de si. Correu pela sala enquanto ouvia os feitiços serem arremessados contra si. Um raio verde passou veloz perto de seus cabelos, sentiu um frio na barriga, logo depois uma pequena pontada. Colocou as mãos na barriga em uma reza silenciosa.
-ESTUPEFAÇA!
Lilian parou com a respiração vacilante ao ouvir a voz que tanto conhecia soar no ambiente. Olhou em direção ao moreno de cabelos rebeldes o viu com o rosto em chamas e a varinha em punho, percorrendo a sala com o olhar a sua procura.
Tiago olhou desesperado pela sala, ele sabia que havia algo de errado e logo que todos os comensais começaram a bater em retirada chamou os amigos para que fossem até a casa dos pais de Lily e qual não foi sua surpresa ao deparar-se com o total caos no local. Entrou na casa que já começava a despertar a atenção dos trouxas e mesmo com a grande fumaça e a enorme quantidade de escombros devido aos feitiços que batiam nas paredes e destruíam cada vez mais a casa, Tiago visualizou um homem envolto em uma capa negra. Mentalizou o feitiço e disparou contra a pessoa que se virou para ele imediatamente desviando-se.
-Potter. - Se não estivessem em plena batalha qualquer um poderia acreditar que Voldemort estava apenas saudando o recém-chegado devido o tom de sua voz.
-Onde está a Lily? - Perguntou Tiago em desespero.
-CRUCIUS! - Foi a resposta de Voldemort.
Pego de surpresa Tiago sentiu seu corpo arder e a sensação de várias facas estarem sendo cravadas em cada mínimo pedaço de seu corpo era pequena para representar o tamanho da dor que sentia. Tão logo como ela veio a dor passou.
-Ti levante-se!
Tiago levantou-se com o suor descendo pelo rosto e a cabeça a ponto de explodir, o barulho de feitiços e duelos sendo travados logo ao lado deles não ajudava muito. Olhou para a cena e viu Lilian com a varinha erguida para Voldemort.
Lilian arfava, o esforço que havia feito para chegar até o local onde Voldemort e Tiago duelavam havia sido grande, principalmente pelo comensal que tentou impedi-la, mas foi facilmente tirado de seu caminho. Porém era tarde, quando chegou Tiago se contorcia no chão atingido pela maldição, sua sorte foi que Voldemort estava tão deliciado olhando sua vítima que não notou sua presença e nem o feitiço que o atingiu para desarmá-lo.
-Então Lilian, volto a fazer minha proposta. - Disse ele ainda com a voz segura.
-Está em desvantagem agora. - Lilian apontou a varinha para o peito do bruxo que não se amedrontou.
Tiago pegou sua varinha que estava no chão e seguiu o gesto da ruiva.
-Vocês são fracos, não me matarão. - Disse ele erguendo a mão.
-Como tem tanta certeza? - Tiago empunhou ainda mais a varinha cheio de ódio.
-Se fossem me matar já teriam o feito. - Concluiu gargalhando.
Lilian continuou a fitá-lo, porém não havia mais nada no lugar onde Voldemort estivera, apenas ela e Tiago apontavam a varinha para o nada.
-Desgraçado! - Xingou Tiago.
-Aparatou. - Concluiu Lilian finalmente olhando ao redor e vendo o caos geral da casa, logo viu o rosto de Laís no meio da fumaça.
-Onde estão os outros? - Perguntou Tiago.
-Não sei... - A loira tossiu devido ao excesso de fumaça que havia inalado. - Eu estava duelando, de repente o comensal aparatou, não consegui achar os outros, está muito escuro.
-E Rabicho? - Perguntou Lilian.
-Não... sei... - Laís tossiu novamente.
-Essa fumaça não é boa para você Lily. - Tiago segurou no ombro da esposa.
Lilian não respondeu, largou-se com fúria dos braços dele e entrou nos escombros a procura dos amigos e da mãe. A ruiva correu até o lugar em que havia deixado sua mãe e dessa vez, um pouco mais calma constatou que ela havia sido apenas imobilizada, agradeceu mentalmente a quem quer que regesse o destino do mundo. Fez um feitiço e carregou a mãe até o sofá, devia procurar os amigos.
-DEISE! - Gritou a ruiva.
-REMO!
Lilian ouviu a voz de Laís.
-SIRIUS!
Dessa vez havia ouvido Tiago, mas não podia vê-lo a fumaça dos entulhos realmente estava embaçando sua visão e já começava a se sentir tonta, decidiu continuar, não poderia desmaiar, não agora. Após o momento de desespero a raiva havia voltado a tomar conta de seu corpo e a lembrança do que Tiago havia feito, fez seu sangue ferver de ódio, não se sentia assim em relação ao moreno desde os tempos de escola.
-AQUI! - Lilian ouviu a voz de Remo no meio dos escombros.
Logo a ruiva percebeu que com um sopro de vento a fumaça se anuviou e ela pode ver o rosto pálido do maroto a sua frente com diversos arranhões e um enorme corte no braço esquerdo.
-Fiz um feitiço para afastar a fumaça. - Esclareceu ele aproximando-se.
-Remo! - Laís correu de encontro ao marido. - Você está bem? - Perguntou segurando com as duas mãos o rosto dele.
-Sim, estou. - Ele sorriu fraco.
-Onde estão Sirius e Deise? - Perguntou Tiago que estava logo atrás da ruiva.
-Saint Mungus. - Remo respondeu apoiando-se em Laís.
-Porque não nos esperaram? - Perguntou Lilian temendo ouvir a resposta.
-A Deise, ela não estava nada bem.
-O que aconteceu? - Perguntou Tiago aflito.
-Não sei... Sirius prendeu um comensal... - Remo apontou para o chão onde um homem estava amarrado e desacordado. - Quando fomos procurar por Deise ela estava no chão, não haviam cortes, apenas não respondia, estava com o olhar vidrado e ficava cada vez mais pálida. Sirius a levou e me pediu para mandar o ministério pegar o comensal.
-Vou ver como ela está. - Disse Lilian.
-Remo, é melhor você ir para o hospital também, eu entrego o comensal ao ministério. - Disse Tiago abaixando-se para averiguar o estado do homem.
-Mas... - Remo tentou argumentar.
-É melhor você ir para o hospital Remo. - Laís convenceu o maroto e os dois aparataram.
-Lily... - Tiago chamou olhando em direção a ruiva.
-Vou levar minha mãe ao hospital também. - Informou com a voz fria.
-Lily me escuta. - Pediu ele levantando-se.
Lilian não respondeu apenas aparatou levando a mãe consigo.
Tiago olhou cansado para a casa destruída, estava realmente encrencado.
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-Sirius, como ela está? - Perguntou Lilian assim que avistou o maroto apoiado em uma parede no corredor do hospital com a cabeça baixa. Havia acabado de deixar a mãe tomando algumas poções revigorantes na enfermaria e após certificar-se de que ela estava bem foi procurar o maroto.
-Não sei, ninguém me diz nada nessa droga! - Bufou indignado.
-Se acalme, vai ficar tudo bem. - Disse Lilian abraçando-o.
Sirius não respondeu ficou apenas calado admirando os próprios pés. Depois do abraço Lilian olhou o maroto e achou estranho demais o novo Sirius que ela estava vendo, angustiado, tenso, nervoso e acima de tudo calado demais, resolveu falar algo para interromper o silêncio.
-Remo e Laís estão na enfermaria, ele está com alguns arranhões.
-Hum... - Respondeu Sirius e voltou a ficar calado.
-Como ela está?
Lilian ouviu a voz da amiga, virou-se e viu Laís e Remo aproximarem-se. Remo estava completamente curado.
Sirius soltou um bufo de indignação e Lilian respondeu.
-Não sabemos.
-É, não sabemos de nada! Inferno sangrento! - Xingou o maroto saindo, pisando duro pelo corredor e chutando uma lata de lixo a sua frente.
-Sirius! - Lilian chamou.
-Deixe-o Lilian, acredite ele precisa ficar sozinho. - Falou Remo.
Sirius caminhou sem rumo pelo hospital. Porque não lhe davam notícias de Deise? Sentiu seu peito contrair-se em desespero ao lembrar-se dela em seus braços, o rosto aparentando não ter uma gota de sangue, os cabelos tomando uma cor acinzentada, os lábios roxos, a respiração quase inexistente, os olhos vidrados e sem vida... Droga! Que espécie de maldição haviam lançado nela? E porque estavam demorando tanto para resolver? Passou as mãos no cabelo com força exagerada e chutou a parede do corredor a sua frente que havia chegado ao fim sem saída, chutou novamente com mais força fazendo com que uma dor excruciante mas ao mesmo tempo reconfortante tomasse conta de seu ser, ele queria sentir dor, queria que a dor lhe ajudasse a colocar para fora tudo que estava sentindo, não queria ser fraco e segurando seu pé que latejava sentiu as lágrimas rolarem por seu rosto, no fundo sabia que não estava chorando por seu pé, mas por outra coisa muito mais dolorida, que ninguém poderia ver, que ele não conseguia ver, apenas sentia. E como sentia. Deixou-se cair no chão do corredor e continuou a segurar o pé com força.
-Vai acabar quebrando o pé desse jeito.
Sirius virou-se enxugando as lágrimas e fitou o amigo que estava no fim do corredor olhando-o.
-Ei Pontas você demorou. - Sirius forçou um sorriso.
-É. - Tiago caminhou até o amigo e estendeu o braço. - Levanta Almofadinhas.
-É... eu bati... o pé... - Sirius falou desconcertado tentando rir.
-Sim... eu sei... - Tiago fingiu acreditar nas palavras do amigo, mas tanto ele quanto Sirius sabiam que aquilo não o convenceria.
-Eu... eu... - Sirius tentava dizer desviando os olhos vermelhos do amigo.
-Você é um idiota Almofadinhas, não vai acontecer nada com ela e eu vou encher seu saco por isso. - Disse Tiago puxando o amigo para um abraço apertado, ainda pôde ver um sorriso torto sair dos lábios de Sirius.
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-Alguma notícia? - Perguntou Tiago caminhando ao lado de um Sirius cabisbaixo.
-Ainda nada. - Laís falou desanimada.
-Onde está a Lily? - Questionou Tiago.
-Foi levar a mãe dela na casa da irmã, ela disse que tinha que dar um jeito na situação. - Respondeu Laís.
Depois de algum tempo a ruiva apareceu mais irritada ainda no corredor.
-E então? - Perguntou Laís.
-Tudo bem, mas a Petúnia me tira do sério como sempre. - Lilian bufou e antes que Tiago pudesse lhe dirigir a palavra ouviram um barulho.
Um estralo produzido pela porta ao lado sendo aberta, fez Sirius correr em direção ao homem vestido com uma roupa verde clara e quase bater de encontro a ele com ansiedade.
-E então? Posso entrar pra vê-la? - Falou o maroto tentando olhar para dentro da sala.
-Você é parente dela? - Perguntou o curandeiro.
-Sou namorado dela.
O curandeiro pareceu avaliar por alguns instantes a aparência de Sirius que tinha a roupa suja e muita poeira pelo corpo.
-Acho melhor vocês sentarem na recepção e aguardarem até ela ser transferida para a ala de feitiços em estudo, ai vocês poderão vê-la.
-Feitiços em estudo? - Indagou Remo.
-É, já melhoramos o fato dos olhos estarem desfocados, ela parece estar melhor em relação a isso, mas existe alguma coisa impedindo que ela respire normalmente, ainda não conseguimos curar isso, mas não é nada grave. - O curandeiro encarava o grupo constrangido.
-Nada grave? Nada grave? - Sirius repetiu incrédulo. - Ela apenas não respira, mas temos que ficar calmos, porque não é nada grave.
-Sirius acalme-se, você pode piorar as coisas. - Falou Laís segurando no braço do maroto.
-Eu quero vê-la! - Exigiu ele.
O curandeiro pareceu disposto a negar, porém percebendo a cara de fúria de Sirius ele pareceu desistir.
-Tudo bem, você pode nos acompanhar até a ala dos feitiços em estudo. - Falou para Sirius e logo depois se dirigiu ao grupo. - Podem sentar na recepção, depois vocês vão entrar.
Sirius entrou na sala seguindo o curandeiro e viu uma única cama que existia no local que devia ser algo como apenas para casos críticos, pois ele viu um grupo de curandeiros examinando a mulher deitada na cama. Aproximou-se e viu novamente o rosto de Deise, mas dessa vez ele aparentava um pouco mais de vida, seus cabelos já estavam negros como de costume e seu coração se aqueceu ao ver um sorriso de viés dado por ela quando o viu. Pegou sua mão e beijou-a delicadamente.
-Vamos. - Ordenou o curandeiro.
Sirius viu o corpo de Deise flutuar alguns metros e ser conduzido por uma passagem interna que provavelmente teria fim na tal sala de feitiços em estudo. Caminhou com o grupo mantendo sempre os olhos na mulher que vez ou outra arfava.
Assim que Deise se acomodou na cama da pequena sala Sirius segurou sua mão novamente e ficou um longo tempo olhando-a.
-Está melhor? - Perguntou o maroto.
-Sim... - Deise respirou fundo e voltou a falar. - Apenas me sinto cansada.
O curandeiro aproximou-se deles e entregou uma poção a Deise.
-Beba isso enquanto procuramos algo mais eficaz, estamos estudando. - Falou ele saindo.
-Que coisa ruim. - A morena fez uma careta ao beber a poção.
Sirius passou a mão pelos cabelos negros e continuou a fitá-la.
-Está me deixando sem jeito Black. - Disse ela sorrindo.
-Sei. - Sirius sorriu debochado. - Senti sua falta. - Ele falou sentando-se na beira da cama.
-Foram apenas algumas horas. - Ela respondeu sorrindo do jeito desconcertado dele.
-Sim eu sei, mas o que eu quis dizer foi que senti medo que você pudesse não estar mais aqui... comigo. - Abaixou a cabeça e beijou-lhe as mãos.
-Você não se livraria de mim assim tão fácil Sirius. - Deise sorriu e deliciou-se com o sabor dos lábios dele nos seus.
-Já está melhor. - Falou Laís fazendo o casal se desgrudar e olhar para o grupo que chegava.
-É, estou melhor, apenas esperando que descubram que troço me dar pra poder passar a falta de ar e ir embora. - Respondeu Deise arfando mais ainda.
-Sei, mas acho que dessa vez a falta de ar não foi devido o feitiço. - Falou Remo sorrindo.
Todos riram, porém um certo casal parecia um tanto quanto sério.
-Brigaram novamente? - Questionou Deise olhando para uma Lilian de braços cruzados e um Tiago que não parava de passar a mão nos cabelos.
-Vocês sabiam? - A voz de Lilian soou grave tamanha a raiva.
Os amigos entreolharam-se em espanto.
-Eu não sei de nada! - Deise levantou as mãos. - Do que você tá falando?
-Da brilhante idéia de me trancar na casa da minha mãe. - Lilian encarou Sirius e o viu desviar o olhar.
-Trancaram você na casa da sua mãe? - Laís levou a mão à boca, no meio da batalha eles não haviam tido tempo de perguntar porque Lily não estava, apenas agora haviam discutido o assunto.
-Lily... - Tiago tentou falar mais a ruiva deu as costas.
-Você está melhor Deise? - Perguntou Lily para a amiga.
-Sim... estou... - Deise respondeu olhando assustada para Tiago.
-Então, eu já vou. - A ruiva terminou abraçando a amiga e saindo a passos largos pelo corredor do hospital.
-Eu também já vou. - Tiago tomou o rumo da saída tentando alcançar Lily.
-Eu avisei. - Disse Remo.
-Você sabia? - Laís bufou.
-Bem... ele nos contou e... - Remo sentiu seu rosto esquentar.
-Você sabia Sirius? - Deise encarou o maroto ao seu lado.
-Erh...
-Você sabia! - Deise bateu no ombro do maroto. - Não acredito que vocês fizeram isso.
-Epa, nós não fizemos nada, apenas sabíamos. - Defendeu-se Sirius.
-Foram cúmplices. - Falou Laís com raiva.
-Ei, isso ainda não é um tribunal. - Remo interferiu exasperado.
As duas mulheres apenas bufaram irritadas enquanto Remo e Sirius trocaram olhares de súplica.
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Lilian aparatou em frente a casa rodeada de flores e pintada de um tom azul claro. Tudo o que sentia naquele exato momento era raiva, muita raiva. Sacou a varinha desfazendo o feitiço de proteção e entrou na casa. Logo ouviu o barulho de alguém do lado de fora e sentiu seu sangue ferver.
Tiago entrou e fechou a porta atrás de si, encarou a ruiva que estava na sala em frente a lareira, ela tirava com pressa as luvas que usava.
-Lily... eu... - Tiago contorcia as mãos.
-Você o que Tiago? - Perguntou com a voz fria e a mágoa contida nos olhos marejados.
-Eu apenas queria lhe proteger. - Ele tentou chegar mais perto.
-Acontece que eu não sou uma boneca de porcelana. - Lilian recuou.
-Eu sei... mas...
-Mas você viu? Viu que estou inteira? Viu que eu estava sozinha com Voldemort naquela casa que você me trancou? - Lilian apontou para o peito dele com força.
-Eu não tinha como saber que ele ia para lá.
-Não tinha como saber, mas deveria levar em consideração o que eu quero. Eu não quero e não vou ficar em casa enquanto você luta Tiago. Você quer uma mulher que fique em casa e isso eu não vou ser, NÃO VOU! - Ela gritou caminhando exasperada pela sala.
-Lily acalme-se, eu apenas quero que você esteja bem. - Ele falou tentando alcançá-la novamente.
-Mas eu não estou, eu não estou entende? Por causa da sua atitude idiota e infantil eu fiquei lá, ao invés de estar lutando ao lado de vocês, você não entende que é justamente isso que Voldemort quer? Que nós nos separemos? Temos que nos ajudar.
-Desculpe. - Ele murmurou baixo.
-Não Tiago, não. Nós temos que agir de outra forma, não estamos mais em Hogwarts, não estamos em uma brincadeira, isso é sério, muito sério. - Lilian subiu batendo os pés com força e Tiago subiu logo atrás.
-Eu não acho nada disso uma brincadeira. - Falou em tom ofendido.
-Não é o que parece. - Retrucou ela enquanto batia com força a porta do quarto.
Tiago tentou abrir mais a porta estava trancada.
-Você e nosso filho são minha família Lily, eu tenho que protegê-los, amo vocês. - Disse ele batendo na porta.
-Eu deveria ter esse mesmo direito. - Gritou ela. - Por você ser tão mimado e querer que as coisas aconteçam sempre do seu jeito, eu fiquei trancada em uma casa, com Voldemort dentro e minha mãe foi estuporada.
Aquelas palavras caíram como uma grande bomba em cima do moreno, fazendo o chão aos seus pés sumir rapidamente. Apenas depois de um longo tempo conseguiu pronunciar algo.
-Não pensei que você visse meu amor por você como coisa de menino mimado.
Lilian ouviu as últimas palavras de Tiago e logo depois seus passos se distanciando. Era ele que estava errado e não ela, então porque agora ela sentia seu coração pesar e uma vontade louca de correr atrás dele? Jogou-se na cama frustrada e cansada, tudo nela doía mais tinha uma grande certeza de que não era proporcional comparar a dor de seu corpo com a dor que estava sentindo em seu peito.
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-Já chega, acho que você deve ir ao médico! - Disse ele demonstrando irritação.
-Não tenho que ir a nenhum médico, é apenas um mal estar. - Respondeu a loira saindo do banheiro e caminhando para o interior do quarto.
-Que vem se repetindo. - Entrou no quarto juntamente com ela.
A loira pareceu sem resposta e sentou-se pensativa na ponta da cama.
-Laís... - Remo pegou no rosto da mulher delicadamente. - Você está com medo de que?
-Eu... eu... não estou com medo de nada. - Respondeu ela virando-se, era sempre impossível esconder algo daqueles incríveis olhos amarelados.
-Está, eu sei que está. - Disse ele enfático.
Laís continuou de costas para Remo e soltou o ar com força dos pulmões. Ela sabia, sabia o que estava acontecendo, mas não saberia qual seria a reação dele ao saber. Ele gostaria? Acharia loucura? Decidiu parar de imaginar e falar de uma vez, afinal, aquilo era o tipo de coisa que não se podia esconder por muito tempo.
-Você... - A mulher fungou, mas puxou o ar com força. - ... você... não queria ter filhos agora...
Remo digeriu por algum tempo a força daquela afirmação e logo que sentiu ser capaz de pronunciar alguma palavra ele o fez.
-Você... você está grávida!? - Encarou a massa de cabelos loiros a sua frente, ela permanecia de costas.
-Eu... eu sei que você não queria... porque... - Laís contorcia nervosamente suas mãos. - ...porque queria ter certeza de que sua maldição não poderia ser passada...
Remo chegou mais perto da mulher e abrindo as pernas encaixou o corpo dela ainda de costas no dele, passou os braços pela cintura dela e encaixou o rosto na curvatura alva do pescoço.
-Shffffff... - Foi o único som que ele conseguiu emitir, fazendo com que Laís se cala e ficaram o dois em silêncio, durante um longo tempo.
Laís sentia a respiração morna e vacilante dele de encontro ao seu pescoço, ela continuava contorcendo as mãos e olhando para a cabeceira da cama com o olhar vago. Porque ele não dizia alguma coisa? Porque para eles as coisas tinham que ser mais difíceis? Uma notícia que deveria ser feliz trazia angústia, medo... era tudo tão injusto.
-Por Merlim Remo, fale alguma coisa. - A Loira ordenou baixinho, com seu jeito característico de exigir.
-Eu te amo. - Ele sussurrou com seu jeito único.
Laís sentiu seu coração aquecer com aquelas palavras, era óbvio que ele já havia dito isso milhões de vezes para ela, mas sempre que o ouvia repetir era maravilhoso. Ela deslizou as mãos até chegar nas dele e as entrelaçou em um gesto de cumplicidade. Pôde perceber quando a respiração dele se tornou mais amena e a voz saiu calma e controlada.
-Não vou dizer que isso não me assusta, ao mesmo tempo que me alegra imensamente, tenho medo de que aconteça alguma coisa com a criança por causa de minha maldição, nós já havíamos conversado sobre isso. Nada é sua culpa meu amor. - Ele apertou-a mais de encontro a si.
-E nem sua. - Sua voz subiu umas oitavas, ela sempre se irritava quando Remo colocava a culpa de tudo para ele.
-Sim, eu sei, você já me convenceu sobre isso. - Ele sorriu. - Mesmo que a maldição nos preocupe, vamos fazer de tudo para que nosso bebe nasça bem.
Laís sentiu seu coração se encher de algo quente e acolhedor, ouvi-lo falar assim era maravilhoso. “Nosso bebe”, aquelas palavras se repetiam em sua mente e ela sorriu.
-E sabe porque? - Ele perguntou sorrindo junto com ela.
-Porque? - Laís virou para encará-lo enfim.
-Porque nos amamos, e o amor por vezes provou ser mais forte que qualquer maldição. - Remo concluiu enquanto sentia os lábios quentes e doces dela encontrarem os seus.
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-Eu falei pra você... que isso não ia dar certo. - Sirius falou arfante enquanto desviava de uma azaração.
-Sei, mas a Lily... não me entende! - Tiago respondeu dando um salto fazendo a azaração passar a poucos centímetros de seu corpo.
-As nossas mulheres não gostam de ser poupadas... - Sirius correu para o lado esquerdo enquanto Tiago corria para o direito. - ...isso é um fato.
-Sim... elas tem muita opinião... - Tiago jogou-se no chão impedindo outra azaração de lhe atingir e lançando mentalmente outra.
-Tudo bem, vão tomar alguma coisa e logo voltamos. - Falou o instrutor.
Tiago e Sirius saíram da sala de treinamento totalmente suados e cansados. A sala era retangular, havia um vidro na frente onde atrás dele ficava o instrutor lançando diversos feitiços para que eles conseguissem desviar, aquele era o curso de resistência. Havia dezenas de salas iguais aquelas apenas para esse tipo de treinamento, os alunos se dividiam em duplas e adentravam nas salas para treinar.
-Onde ela está? - Perguntou Sirius após beber um enorme copo de água.
-Deve estar em alguma sala treinando, não nos vimos muito hoje. - Falou o maroto desanimado. - Com quem ela deve estar formando dupla?
-Não sei, mas com a Deise é que não é, ela ainda está no hospital e muito irritada por sinal. - Sirius sorriu, a namorada estava totalmente irritada por ainda não terem descoberto o que se passava com ela, mas estava ficando melhor.
Tiago bebeu um gole de água e com o semblante carregado falou:
-A Lily pegou pesado ontem.
-Sei, você me contou, mas acho que você também pegou pesado. - Sirius colocou uma mão no ombro do amigo.
-É... - Tiago respondeu triste e desviou a atenção do amigo ao ver um bela ruiva de olhos verdes sair de uma das salas.
Lilian saiu da sala tão ou mais suada e cansada do que Tiago e Sirius, é claro que o instrutor estava avisado de seu estado, mas os treinamentos estavam sendo bem árduos mesmo assim. Logo avistou os dois marotos encostados em um balcão na sala de descanso.
-Oi. - Disse ela totalmente sem jeito, estava se sentindo uma boba, sabia que havia errado, mas Tiago também estava errado. - Como está a Deise?
-Está bem, um pouco irritada, mas está melhorando. Vou ao banheiro. - Respondeu Sirius saindo com um sorriso nos lábios.
-Lily...
-Ti...
Os dois pararam e riram.
-Erh... como foi seu treinamento? - Perguntou Tiago lembrando-se do homem loiro que havia saído da sala junto com Lilian e sentindo uma pontada de ciúmes.
-Foi bom... estou apenas um pouco cansada. - Respondeu a ruiva. - Temos que conversar com os outros sobre o ataque de Voldemort à casa dos meus pais, ele deixou claro que existe algum traidor entre nós e...
-Vamos, estão chamando! - Sirius gritou do corredor.
Lilian e Tiago caminharam em silêncio até a sala que havia sido modificada para a próxima sessão de treinamentos, mesmo com os problemas entre eles Tiago fixou o pensamento nas últimas palavras da ruiva, existia um traidor entre eles.
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Sentia a água cair em seu rosto e rolar por seu corpo, fechou os olhos e uma sensação de relaxamento se espalhou. Lilian estava no chuveiro e analisava a pequena saliência em sua barriga, passou a mão devagar pelo local, pensando em cada passo de sua vida dado ao lado de Tiago. A vida de brigas que haviam levado em Hogwarts, a sua teimosia em não aceitar que o amava, depois o namoro as escondidas dos dois, a sua insistência em terminar, as magoas que provocaram, ela sempre acabava fazendo algo para afastá-los um do outro. Suspirou alto e voltou a afundar a cabeça dentro do chuveiro. Ficou algum tempo daquela forma, mas logo sentiu uma mão carinhosa se pôr sobre a sua que permanecia em cima de sua barriga. Fechou os olhos com mais força e sentiu o corpo dele colar-se ao seu.
Tiago havia ficado um longo tempo admirando sua ruiva que passava a mão pela barriga delicadamente enquanto deixava a água rolar por seu corpo. Daquela forma ela ficava ainda mais linda.
-Me perdoa... - O pedido dele soou baixo e rouco.
Lilian sentiu os braços dele se fecharem sobre o seu corpo e encostar o rosto no seu a centímetros da água do chuveiro.
-Me perdoa... - Foi a vez dela falar.
Tiago virou-a de frente para ele e tomou-lhe os lábios cheio de paixão. Não haveria mulher no mundo que pudesse fazê-lo sentir um terço do que Lily conseguia fazer. Apertou o corpo nu dela de encontro ao seu, mas logo depois afrouxou o aperto com medo de machucá-la, porém a vontade quase que insana de apertá-la contra si sempre prevalecia e ele imprensou o corpo dela contra a parede gelada do banheiro.
Lilian sorriu de encontro ao lábios de Tiago, sabia que ao lado dele seria feliz. Ela era feliz. Brigas poderiam acontecer, Voldemort poderia atacá-los quantas vezes quisesse, mas eles continuariam juntos e felizes. Ela, Tiago e o time de quadribol que o moreno tanto queria. Passou as mãos pelo peito do maroto que contraiu a musculatura em reação.
Tiago sentiu as mãos dela em seu peito, arfou, mas continuou a beijá-la. Deslizou as mãos para as pernas da ruiva e passeou por elas enquanto descia os lábios pelo pescoço alvo. Sentia seu corpo queimar e uma sensação conhecida se apossar sem pudor algum de seu ser.
Lilian levou as mãos até o cabelo rebelde do moreno e acariciou enquanto ele encontrava seus seios. Soltou um gemido ao sentir a língua dele deslizar por toda a extensão e logo depois mordiscar de leve. Cega, era isso que estava pensando estar, já não conseguia ver nada na sua frente a não ser os carinhos de Tiago cada vez mais ousados, sua visão estava embaçada devido a fumaça que saia da água que se derramava sobre os dois e seu sentidos cada vez mais atentos a cada passeio que a língua e as mãos dele faziam sobre seu corpo.
Tiago segurou firme na cintura da ruiva que se agarrou aos seus braços com a perna bamba devido as carícias. Seu membro pulsava de encontro as pernas dela e sentia Lilian mexer-se provocando-o cada vez mais.
Lilian gemeu alto ao sentir Tiago em um gesto rápido puxar-lhe as pernas fazendo com que ela as cruza-se em torno de sua cintura. Fitaram-se durante um tempo em que tudo poderia ser visto naquele olhar e traduzido apenas para uma palavra: Amor.
Depois de algum tempo olhando para a sua ruiva, Tiago a segurou pela cintura e caminhou com ela ainda com as pernas entrelaçadas em volta dele. Saiu do box do banheiro e capturando com vontade o pescoço dela a colocou sentada em cima da pia.
Lilian deixou sua cabeça pender para trás ao sentir os beijos em seu pescoço e logo depois o corpo de Tiago pressionando o seu.
-Ti... - Deixou escapar enquanto sentia-o cada vez mais dentro de si.
Ao ouvir o som de seu nome sendo chamado daquela forma, saindo dos lábios dela como um pedido para que a toma-se, Tiago sentiu seu corpo encher-se de algo novo, de uma vontade incontrolável de amá-la, amá-la como se não existisse outra coisa no mundo para se fazer, e foi isso que ele fez. Puxou o corpo dela para mais perto fazendo-a ficar na beira da pia e gemeu alto ao sentir-se envolvido por ela.
O corpo quente de Tiago próximo ao seu e a respiração cada vez mais acelerada de ambos fazia seu corpo quase implorar para que ele continuasse. Depois de alguns míseros segundos, Lily pôde desfrutar da incrível sensação de senti-lo.
Tiago afastou-se um pouco da ruiva, fazendo seu corpo ordenar que volta-se, ele voltou, mas logo depois precisava sair, ele saiu, mas depois necessitava voltar, ele voltou...
Lilian ouvia claramente os gemidos dele por entre seus lábios, enquanto os seus próprios também poderiam ser ouvidos.
Tiago percebeu que logo Lilian chegaria ao seu limite, então apertou-se ainda mais contra ela, mergulhando mais fundo no corpo dela que pertencia apenas a ele.
Lilian sentia que ondas se espalhavam por seu corpo, trazendo uma série de sensações inusitadas e dessa vez a cegando totalmente.
Tiago deleitou-se com o gemidos e sussurros desconexos da sua ruiva e os espasmos que sacudiam o corpo dela. Logo percebeu o seu próprio corpo se sacudir e apertou o dela ainda com mais força.
Logo que pôde conseguir enxergar alguma coisa Lily visualizou as feições de prazer contidas no rosto de moreno a sua frente, segundos antes dele enterrar o rosto em seu pescoço e apertá-la ainda mais contra seu corpo. E ela teve certeza, absoluta, que nada no mundo poderia separá-los.
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Bem pessoal esse foi mais um cap. da minha fic, vou postar as respostas dos comentários e depois comento embaixo:
Priscila Louredo – MANA LINDA DO MEU CORAÇÃO!!! Vc sabe que eu te amo? Hauhauahauha... (olhar malicioso) gostou do Reminho do outro capítulo né? Safada hauahuahaua... e a Alice tá grávida sim, não deixei isso muito explícito, mas ela está, afinal, sabemos que o Neville nasce próximo a Harry né? Rssssssssss...
Julinha Potter – Não sei se foi o Pedro que contou hauhauahuah... esse rato nojento, idiota imbecil, imundo, sujo... tá bom, já parei rssssssss... Beijos e obrigada por comentar.
Cah Black – Oi, primeiramente obrigada pelo comentário rssss... e fico muuuuuuito feliz que tenha gostado do capítulo!!! E não fique preocupada viu? Vamos ver o que acontece. Vamos as respostas para as suas perguntas: 1 – Eu sempre uso esse nome para escrever minhas fics e não posta e nem leio em nenhum outro canto a não ser aqui na floreios. Ah, realmente eu postei minhas fics uma vez na ff.net e no A3V, porém tirei pq não gostei de nenhum dos dois, mas sempre uso o mesmo nome. 2 – Não, não foi eu que escrevi Nc-17 de Sirius e Bella, nunca escrevi nada sobre eles e não gosto nem de ler. 3 - Bem, eu não copiei Nc de nenhum canto, acho que vc deve ter se confundido, a última Nc do Sirius e da Deise eu já havia escrito a algum tempo, apenas postei nesse capítulo, eu sempre falo para minhas amigas que costumo escrever várias Nc's quando tô inspirada rsssssssssss... elas ficam soltas, fora de qualquer capítulo, ai depois eu vou só incluindo entende? Já havia pensado em escrever sobre os filhos deles, então essa Nc surgiu, o que não significa que realmente haverá filho rsssssss... talvez realmente essa autora que vc tá falando pode ter colocado uma Nc parecida com a minha ou eu ter colocado parecido com a dela, dependendo de quem postou primeiro, acho que é apenas uma conexão estranha hauhauahuahauh... Eu não estou chateada de maneira nenhuma, sempre leio fics e as vezes acho uma idéia parecida com de outra autora, mas sei lá, de repente é coincidência... Beijos e obrigada por gostar da minha fic!!!
Bia Black Potter – Tadinha da Lily mesmo rssssss... mas se bem que o fim desse capítulo ela não tava tão tadinha assim rsssssssssss... vamos ver o que acontece e não chore antes do tempo hauhauahau... beijos.
Npotter – Gostou do que aconteceu? Espero que sim, vamos ver o que acontece com aquele cara de rato rsssssssss... beijos.
Ahavene – Nem sou tão má, viu que a Deise tá fazendo o curso para auror com eles rsssss... beijos e desculpe pela demora.
Beca Black – Desculpe pela demora e obrigada pelo comentário rsssssss... vamos ver o que acontece com eles, vou pensar na sua proposta. Pena das suas unhas? Hauhauhauahau...beijos.
Pamela Marul – BETA LINDA!!!! hauahuahauah... volta os momentos para Remo e Laís é espertinha? Acho que realmente o Tiago quer que a Lily durma sem calcinha hauhauahuahauah... beijos mana e obrigada por tudo!
Gina W. Potter – Estão começando a ficar perigosas mesmo rssssss... falta apenas mais um confronto entre Voldemort e nosso casalzinho. Beijos e obrigada pela compreensão.
Eleonora – Mostrou mesmo que o perigo ronda mana rsssssssss...
Bruh Ternicelli – Foi mal te deixar curiosa! Hauhauahauhauha... obrigada pelos elogios e sempre que der eu passo na sua fic, só penso que entenda a minha falta de tempo blz? Ah, eu entrei no seu forum. Beijos.
Evoluxa Black – Obrigada pelo comentário e que bom que gostou do capítulo, assim que der passo na sua fic. Grande beijo!
Maria Lucinda Carvalho de Oliveira – Eu de maneira nenhuma quero que ninguém infarte, eu não fiz nada sou inocente (levanta as mãos) hauhauahauhauah... beijos e obrigada pelo comentário!!!
tatimione – Vc queria ver briga é? Hauahuahauahu... menina, menina, até teve uma briga pequena nesse capítulo, mas nada de vasos voando rssssssssss... achei melhor fazê-los mas maduros depois do casamento, espero que tenha gostado. Relamente com o Sirius tudo de bom do lado não existe mulher nenhuma que fic triste. Gostou do Reminho lindo? Hauahauhauah... obrigada pelo comentário enorme e espero que tenha gostado do cap.
Sônia Sag – MANA LINDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (abraça apertado) EU TO LENDO SUA FIC lalalalalala... rsssssssssssss... Gostou da cena do Remo foi? ASSANHADA!! hauahuahaua... só vc mesmo, falando coisas do capítulo e depois me brigando hauahuahauah... bem feito para vc, pq se eu tivesse lendo sua fic enquanto vc tava escrevendo ainda eu ia te matar por acabar os capítulos daquele jeito, muita aventura e emoção parabéns!!! Beijos.
Sally Owens – AMIGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (abraço de Molly) Mana eu respondo os comentários olhando o que cada uma escreveu. EU ESQUECI DE VC??? Como assim? Então vc não tinha comentado, MENINA MÁ! Ai vc tinha comentado? (cara de envergonhada) DESCULPE !!! Como eu pude esquecer de vc? (coloca as orelhas no forno) hauhauahauha... Beijos enormes!!! ME DESCULPE DE NOVO!!!! Só tiro minhas orelhas do forno quando vc deixar hauhauahau...
Carline Potter – Menina vc tá sumida? Obrigada por ter realmente passado aqui na minha humilde fic rssssssssss... Gostou do Sirius e da Deise? Hum... menina assanhada!!! hauahauhauah... sei que vc se identifica com a Deise e a Endria rssssssss... fico feliz por isso. Fico mais feliz ainda por vc ter gostado das cenas quentes (sorriso de orelha a orelha) BEIJOS NA SUA BUNDA TB E OBRIGADA!!!
Biank – Nossa quanta reclamação, só pq terminei o capítulo assim? Hauhauahuahauh... não me mata, não me bate eu sou inocente rssssssssss... morri de rir com seu comentário o tempo todo falando de como eu parei o capítulo hauhauahauhahu... obrigada pelos vários comentários e obrigada pelos ATUALIZAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! E desculpe por não ter dado o seu presente de natal rssssssssss... Beijos.
Tattyy Potter – Pois é o Tiago está preocupado demais rsssssssss... e o momento Laís e Remo gostou? Rsssssssss.... beijos.
Tonks Butterfly – Ai Merlim vou ter que pagar várias contas de hospicio hauahuahauahau... beijos e obrigada por comentar.
Srta. Potter – (autora se desvia da maldição) rsssssssssss... pois é, foi uma maldade com a Lily, não sei quem fez isso (cara de santa). Concordo com vc em relação ao Sirius, ele é tudo de BOM e mais um pouco hauhauahaua... assim que tiver um tempo passo na sua fic, me desculpe pela demora e pela falta de tempo. Beijos.
Lola Potter – Obrigada por comentar e fico feliz que tenha gostado do capítulo mesmo a Lily correndo perigo rssssssss... assim que puder passo na sua, tô em dívida com todos vcs rssssssssss.... Beijos.
Mymin – Desculpe por ter demorado. Beijos.
Jhonatas Tiago Potter – Sei que poderia detalher mais as batalhas, é que acho não sou muito boa nisso, sou mais de romance mesmo, espero que vc tenha gostado dessa outra que escrevi, acho que ficou um pouco mais rssssssssss... Ai Merlim, todo mundo querendo me azarar hauahuahauah... Até vc??? rssssssss... Beijos e obrigada por comentar.
Georgea – MANA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Obrigada por ter comentado mana, mil beijos para vc!!!
Black Angel – Gosta do Tiago cheio de cuidados é? Rsssssssss... que bom que gostou do Reminho e da Laís (suspiro) já falei que tb amo o Remo? Ah, já rsssssss... BEIJOS NA BUNDA TB!!!
Gude Potter – Obrigada pelos elogios e passe aqui quando der. Um grande beijo!!!
Luana – Desculpe pela demorar viu? Beijos, e obrigada por comentar!!!
N/B: Nossa! A coisa mais difícil de escrever os comentários depois de ler é quando a fic termina assim, quente! Fico sem saber o q falar sabe? Parece q se eu falar alguma coisa quebra o clima! Então, para n estragar o momento vou falar baixinho. *Pamela fala sussurrando * Amiga, adorei esse cap! A batalha foi dificil, mas a Lily mostrou o quanto é corajosa. E o Sirius,lindo, tentando não mostrar o quanto estava doendo ver a Deise lá, toda quebrada! Eba, vem um lobinho por ai! Ai imagina q cute vai ser o filho do Reminho?! Bom, vou terminar esse comentário usando uma frase sua: Fazer a pazes é bom de mais! Amo-te Beijos
NOTA DA AUTORA: Bem pessoal eu acho que a minha previsão de capítulos para essa fic foi para as cucuias hauhauahauh... é o seguinte: Eu tento fazer uma coisa, mas os personagens acabam fazendo outra, é sério, eles tem vida própria, apenas se apossam das minhas mãos hauhauahauh... Falando sério agora, eu sinceramente não quero dar mais nenhuma previsão de quantos capítulos a fic terá, mas digo uma coisa apenas, toda ela falando do geral já está programada e eu já sei como ela acabara, até a última cena, mas isso é segredo de Estado hauahauhau... contei apenas para uma pessoa que é a minha Beta, fico triste por isso, pq terei de matá-la agora que ela sabe hauahuahauahau... Beijos NA BUNDA DE TODOS e compreendam minha demora ok? De maneira nenhuma abandonarei a fic!!! Ah quero apenas mais uma coisinha de vcs rssssssssss... é claro que se vcs não fizerem não terão capítulo novo (desvia de azarações) hauahuahau... uma leitora muito boa e caridosa fez uma comunidade para mim e o endereço está logo embaixo para quem quiser entrar:
https://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25567175
Agradeço de coração a todos!!! Fuiiiiiiiiiiiiiiiiii...
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