FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

6. Redeemer


Fic: Your Blood In Me


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Parte 5: Redeemer

They say I cannot be this, I am jaded, hiding from the day.
I can't bare, I cannot tame the hunger in me...
Oh, I say I did it always searching, you can't fuck with fate.
So instead you'll taste my pain


Marilyn Manson – Redeemer – Queen Of The Damned

The hunger inside given to me, makes me what I am
Always it is calling me, for the blood of man


Os olhos castanhos dela brilharam e se tornaram cinza, o frio no cômodo se intensificou e as cortinas negras balançaram violentamente; Draco virou mais um pouco o corpo para poder observar o homem na porta. Viu que havia mais dois homens com ele agora, um moreno e um ruivo; deduziu que eram Potter e Weasley.

Observou Hermione, a morena estava com os punhos fechados, as unhas fincadas na pele da mão, o rosto prestava atenção ao homem que ela chamara de Sirius; o olhou novamente. Ele andou alguns passos para dentro do quarto, vestia um terno grafite, corte perfeito, camisa branca; as mãos nos bolsos da calça, os cabelos desciam ondulados e emolduravam seu rosto. Um breve movimento dele e pôde ver que seus cabelos era mais longos do que imaginava, desciam em uma cascata negra até o meio das costas.

Uma pequena barba por fazer, rosto claro, lábios vermelhos e um sorriso puxado para o lado esquerdo; o nariz levemente arrebitado, os olhos cinza como os de Jean, mas que pareciam mais atentos, fatais. O jeito lento e despreocupado dele deixou Draco curioso, ele parecia estar debochando dela, desafiando-a a fazer algum movimento para impedi-lo; mas ela nada fez.

-O que faz aqui, Sirius? – a voz dela estava baixa e firme; Malfoy olhou para os outros dois que entravam no quarto. Era o único humano ali.

-Oras, mas vejo que continua com o mesmo gênio. – a voz dele era calma, suave, baixa. Deu alguns passos na direção da morena, observando-a; virou na direção da poltrona e cumprimentou com um pequeno aceno de cabeça o mortal presente. – Quase um milênio e ainda tende a me atacar?

Weasley riu, fazendo Jean lançar um olhar mortal na sua direção; Sirius aproximou-se por trás dela, deslizando a mão pela cintura dela. A morena somente olhou novamente para Draco, não se moveu, não se afastou, apenas o olhou; o loiro não sabia o que fazer. Viu o homem abraçá-la, pousando o queixo no ombro dela, viu o sangue da mão dela pingar no chão; ela estava fincando as unhas nas palmas da mão com tamanha força e parecia nem perceber.

-Continue a narrativa, Hermione. – ele pediu, olhando com os olhos transformados na direção de Potter e Weasley. – Estamos curiosos para saber como você viu aquele dia tão único. – Hermione tremeu fechando os olhos, e quando os abriu Draco viu que eles estavam castanhos; ficou surpreso.

Ela fechou os olhos e pareceu respirar fundo, e Draco não soube o que ela sentia, não soube o que fazer; só temia por sua vida. Ele, Sirius, era, com toda certeza, o criador dela, ela estava baixando as guardas; ouviu a voz baixa dela recomeçar a narrativa.

-Eu pedi um tempo para Potter, tinha que pensar; tinha que esquecer o outro. – houve uma pausa, em que Sirius a soltou e sentou-se elegantemente no sofá, sorrindo para Draco; a morena olhava agora dentro dos olhos verdes de Potter, que parecia desculpar-se silenciosamente por aquilo. – Eu decidi me encontrar com Sirius, dizer para sair de minha vida, sumir de meus sonhos; mas não pude.

-E por que não pôde? – a voz de Sirius parecia divertida, como se realmente estivesse curioso.

-O fascínio. – a resposta foi seguida de um suspiro, o qual Jean não sabia se era de dor ou alivio; fechou os olhos, aliviando as mãos, percebendo que havia se ferido. Porém, ao abrir os olhos, viu a porta se fechando, Draco, Potter e Weasley haviam saído, somente Sirius estava com ela no cômodo e a olhava esperando qualquer reação. – Para onde o levaram?

-Foram mostrar o castelo. Não se preocupe, não vão matá-lo, nem mordê-lo, sabem que é seu brinquedo. – o moreno se levantou; e parou logo em frente à morena. – Continue.

They say I cannot be this, I am jaded, hiding from the day.
I can't bare, I cannot tame the hunger in me


-Você sabe a história muito bem, e eu já nem me lembro direito. – respondeu afastando-se dele; entretanto, ele a segurou pela mão, aproximando seus corpos.

-Você lembra de toda e qualquer sensação daquele momento. – ele afirma, a voz suave perto do ouvido dela; Hermione parecia pregada no chão. – Você sempre foi minha, Hermione.

-Sabe que odeio esse nome. – a morena estava de olhos fechados, os braços de Sirius rodeavam firmemente sua cintura.

-Mas ele te chama assim, não? – a risada de deboche de Sirius fez com que ela abrisse os olhos, tomando consciência do que estava fazendo; soltou-se dele e transformou-se.

-O que veio fazer aqui? – andou até seus scarpins vermelhos, calçando-os e virando-se novamente na direção de Sirius. O moreno a olhava com surpresa, Hermione não era de recusá-lo, afastá-lo como havia feito há pouco.

-Cuidar de minhas crias. – ela tombou a cabeça para trás, rindo graciosamente.

-Claro, agora a verdade, Six. – ele a olhou, seu rosto se tornou sério, já que a morena queria a verdade, ela a teria; sentou-se na poltrona e cruzou os braços no peito. Seus olhos transformados, os caninos levemente pressionados no lábio inferior.

-Você pretende tomar a essência do rapaz. – afirmou, fazendo o sorriso dela sumir; como ele poderia saber? – Sou seu dono, Hermione.

-Mas não tem minha essência, decidiu por me deixar só como cria. – a raiva dela fez o frio se intensificar, as cortinas se mexeram com mais violência. – O que faço de minha morte, é minha escolha. Você não...

-MANDO! – o grito a calou, e por alguns segundos só fitaram-se; a raiva de Sirius diminuía, porém a de Jean, não. Ela andou até a porta e, antes de abri-la, olhou para o moreno na poltrona novamente.

-Suas escolhas, Sirius. Viva com elas. – saiu lentamente, e seguiu pelo corredor, tinha que achar Draco o mais rápido possível.

Sirius ficou a fitar a lua pela janela aberta, sabia exatamente do que a morena falava; era culpa dele que Hermione não fosse sua parceira. Poderia ter feito dela sua parceira, sugado sua essência, mas o medo de prender-se a uma só mulher o fez transformá-la em cria; a única cria mulher que ele tinha. Desde que fora transformado, Sirius só mordia homens, mas a morena era diferente, tinha os mesmos sentimentos que ele tinha por Deus e pelos humanos; a cria perfeita, a máquina de matar perfeita.

E agora ela iria ter um parceiro para a vida, alguém com quem ela passaria a eternidade; e não seria ele. Observou o vaso com as orquídeas na mesa, ela ainda gostava das mesmas flores; o dia em que a escolhera para se tornar sua cria passando diante de seus olhos.

Abriu os olhos sentindo a leve brisa da noite passando por seu corpo, andou lentamente até a janela, observando a lua ainda começando a buscar seu lugar no céu; duas mãos abraçaram sua cintura. Sorriu e se virou, o jantar tinha chegado. Acariciou os cabelos loiros da garota à sua frente, buscando os lábios dela, dando-lhe o último prazer que ela sentiria na vida; poucos minutos depois ela estava deitada no chão, pouco sangue saía do ferimento no pescoço.

Sirius virou-se e olhou o vilarejo, os Templários já estavam lá, mas escondidos, não queriam guerrear; uma luz acessa na cabana perto do castelo onde estava hospedado, lhe chamou a atenção. Um vento morno bateu em seu peito nu, vestia somente uma calça de tecido fino, pés descalços no chão frio de pedras; uma garota apareceu na porta da cabana. Era “ela”. Era a garota por que ele estava encantado, e para não atacá-la antes do previsto, matava uma garota por dia; a morena saiu da cabana segurando um balde, cabelos balançando no vento morno.

Hermione estava com um vestido simples, estava indo para cama quando ficou com vontade de beber água, mas o balde estava vazio; teria que sair e pegar água no pequeno tonel. Não que ele fosse longe, mas aquela noite a estava deixando inquieta, como se avisasse que algo aconteceria; abriu a porta e olhou para os lados. Estava tudo escuro, as outras pessoas já dormiam, e somente alguns animais ainda estavam acordados; pegou a água no tonel e antes de entrar olhou na direção do castelo. “Ele” estava em uma das janelas. O homem que a fizera pedir para Potter esperar sobre o pedido de casamento, o homem que a olhava com tanta intensidade que parecia ver sua alma; estremeceu e virou-se. Iria entrar, tomar a bendita água e dormir, deveria parar de pensar naquele homem; entretanto, não pôde, mal havia se virado e sentiu alguém segurando seu pulso.

Oh, I say I did it always searching, you can't fuck with fate.
So instead you'll taste my pain.


Ela se virou assustada e Sirius sorriu pelo canto da boca, a morena olhou a janela do castelo onde ele estivera segundos antes e depois de volta para seus olhos cinza, sem entender sua rapidez; não a soltou. Pegou delicadamente o balde da outra mão dela e o soltou, fazendo a água espirrar em seus pés; ambos estavam descalços. A fitou por vários minutos, a luz da lua fazia a pele dela ficar mais clara, as veias pareciam saltar em sua visão; ela respirava aceleradamente, exalando medo, mas também curiosidade.

-Não me convida para entrar, Srta. Granger? – a voz dele era baixa, como um sussurro; Hermione puxou brevemente o pulso, mas ele não a soltou.

-Perdoe-me, mas não acho correto uma moça e um homem ficarem sozinhos em uma casa, durante a noite. – dessa vez soltou o pulso com um puxão mais forte; mas ele sorriu e por um segundo ela viu os olhos dele clarearem. O cinza característico ficou mais claro. Ela tremeu, mas não conseguia se mover.

-Perdoe-me se demorei a lhe dar a vida que merecia. – Sirius declarou andando na direção dela, enquanto ela se afastava entrando na casa; assim que fechou a porta, somente uma das quatro velas acessas continuou a queimar.

Hermione tremia de medo, mas não conseguia gritar, o lugar onde ele havia parado estava submerso na escuridão; a única vela que permanecia acesa iluminava seu corpo. Temeu por sua vida naquele momento, pois ele era um homem, e homens só buscam uma coisa nas mulheres; tinha nojo dos humanos com sede de poder. E aparentemente o homem que a tinha fascinado tanto também era um caçador de poder, um homem qualquer.

-Você não acha realmente isso. – a voz dele pareceu vir de todos os cantos da pequena cabana, assustando-a; pensou em correr para fora e para longe dele, mas tinha medo de sair do claro.

-O que quer de mim? – a voz tremida dela fez Sirius sorrir, não podia mais adiar; por dias a ficara observando. Ouvia seus pensamentos, seu ódio contra Deus, sua fúria contra os homens; a filha perfeita. A única, a primeira mulher a ser sua cria; primeira e única. Chegara a hora de transformá-la.

-Quero que seja minha. – a voz dele minou suas defesas, sentiu o corpo dele colado ao seu; as mãos deslizando lentamente por sua cintura. Tentou se virar, mas ele impediu e depositou breves beijos em seu ombro, fazendo com que tombasse a cabeça para a direita; a dor começou. Não conseguia entender o que estava acontecendo, mas parecia que ele havia espetado agulhas de fiar em seu pescoço.

Primeiro uma dor quase sem importância, mas depois ela aumentou, e a garota sentia seu sangue escorrer e molhar sua roupa, enquanto ele segurava seu corpo; foi quando começou a gostar. As mãos dele a puxavam na direção de seu corpo, a pele gelada dele batia de encontro com a sua quente, ele deixava breves gemidos escaparem do fundo da garganta; foi inevitável gemer quando uma onda de prazer a atingiu.

Não entendia aqueles sons, parecia que mais alguém estava na casa com ela, segurou com mais força o pequeno buquê de orquídeas que carregava na mão; havia colhido-as naquela noite e deixaria na porta de sua amada, na esperança de ela responder a seu pedido com mais rapidez. Aproximou-se em passos lentos e olhou pela janela, assustando-se com a cena que via; somente uma vela iluminava a cena. Hermione estava com a cabeça pendendo para o lado, enquanto um homem beijava seu pescoço, ambos gemiam; Potter começou a respirar fundo, tentando conter a raiva. Aproximou-se ainda mais, e foi então que viu a mancha vermelha no vestido claro da morena, e notou o quão pálida ela estava; mas não estava preparado para o que aconteceria a seguir. O homem levantara os olhos em sua direção, e o reconheceu de imediato, era o convidado de seu pai; ele estava fazendo algo com Hermione.

The hunger inside given to me, makes me feel alive.
Always out stalking prey, in the dark I hide.
Feeling, falling, hating, feel like I am fading, hating life.


Viu o jovem Potter abrir a porta com violência e soltou-se da jovem, deixando-a cair deitada na cama; ficaram encarando-se por alguns momentos. Sirius sentiu que o jovem tinha sentimentos nobres pela jovem Hermione, e uma perversa idéia passou por sua cabeça; sorriu mostrando os caninos e a boca inteiramente suja de sangue e sentou-se ao lado dela na cama.

-Jovem Potter, a ama? – perguntou puxando o corpo de Hermione para junto do seu, repousando a cabeça dela em seu peito; ela sussurrava coisas inteligíveis, os olhos cada vez mais fechados.

-Sim. – respondeu Potter olhando fundo nos olhos do homem a sua frente, desviando brevemente para olhar para Hermione, temendo pela vida da amada.

-Então a seguiria nos caminhos sombrios da morte? – mal havia terminado a pergunta e o rapaz já havia respondido que sim; Sirius sorriu outra vez, faria duas crias naquela noite. – Que assim seja.

Sirius sugou o sangue do garoto, mas não com a delicadeza que havia feito com Hermione, rasgava a pele e carne, puxando o buquê da mão dele, jogando-o pela cabana; as flores caíram em câmera lenta. Potter já não tinha forças nas pernas e se deixou ser segurado por Sirius, prensado na parede, sentindo a vida se esvair do corpo, mas, se esse era o caminho que Hermione seguiria, ele também iria.

Soltou o corpo do garoto, que escorregou pela parede e caiu sentado, os olhos quase fechados, a respiração fraca, a pele extremamente branca; andou lentamente até a cama, sentando e puxando o corpo da jovem que mal respirava para si. Sorriu ao vê-la com os olhos semi-cerrados e a vida acabando, sua primeira cria mulher, a primeira cria com um único propósito: odiar Deus e humanos. Com a unha, cortou seu pulso, abriu a boca dela e deixou algumas gostas caírem direto na garganta dela; sorriu ao vê-la tremer levemente e os olhos cerrarem de vez.

Levantou-se e repetiu o mesmo ritual com o jovem Potter, e então se sentou em uma cadeira de madeira que estava perto da porta; só teria que esperar suas crias acordarem. Presenciou a morte dos corpos, dos órgão, e da vida dentro deles, os gritos e gemidos de dor e prazer o faziam perceber que havia escolhido a garota certa para transformar em sua.

Poucas horas depois e Potter mexeu-se, levantando o corpo de modo sobrenatural do chão, olhando pela cabana, encontrando Sirius sorrindo e esperando por ele; procurou por Hermione, mas ela já não estava mais na cama. Estava parada perto da janela, olhando para o lado de fora parecendo perdida; ela segurava uma das orquídeas que ele havia levado.

Virou-se ao senti-lo acordado e viu que os olhos verdes que sempre a olharam com amor agora estavam cinza; um vento forte entrou pela janela, atingindo seu corpo. A chama da vela oscilou e quase apagou, o homem de olhos cinza ficou curioso com o poder da garota com o vento. A sede se fez presente e ela buscou os olhos mortos de Sirius.

-Saiam. Matem. – não era uma ordem, nem um pedido, era uma explicação; Hermione olhou a lua novamente e prendeu a flor no cabelo, abriu a porta e saiu pela noite. Potter ficou olhando para Sirius, tentando entender o que estava se passando, até ouvir um grito; grito de medo.

They say I cannot be this, I am jaded, hiding from the day.
I can't bare, I cannot tame the hunger in me...
Oh, I say I did it always searching, you can't fuck with fate.
So instead you'll taste my pain.


O homem gargalhou, levantando-se e andando na direção do mais novo, passando a mão por seus ombros e o levou para fora da cabana; o sorriso nunca abandonando seu rosto. Viu várias pessoas pelas ruas, procurando quem havia gritado, e logo se ouviu outro grito, e outro; teve certeza que a causadora era Hermione. Buscou os olhos cinza de Sirius, encontrou-os mais claros, caninos afiados despontavam de sua boca; assustou-se e se afastou.

-Você é um de nós. Divirta-se. – Sirius disse segurando uma jovem que passou perto de si, e a mordeu, sugando sua vida.

Potter olhava para os lados, e desatou a correr procurando Hermione, alguns minutos depois a achou, agachada perto do corpo de um homem; a boca suja de sangue, os olhos cinza, presas pressionadas contra o lábio inferior. A roupa bege dela agora estava escarlate, com manchas de sangue em todos os lugares. Ele a olhou, nenhum traço da Hermione que amava ali.

-Hermione...

-Jean. – declarou, levantando-se e limpando a boca com a mão; os olhos cinza pareciam pegar fogo. – A partir de agora é Jean.

-O que ele nos fez? – a risada dela o espantou, afastou-se um passo dela.

-Nos matou e nos deu a vida eterna. – ela tombou a cabeça para trás e continuou a rir, deixando que uma gota de sangue escorresse de seu queixo e descesse lenta por seu pescoço. – Vamos, ainda resta meio vilarejo.

Potter acompanhou o trajeto da gota de sangue na pele pálida da morena e sentiu que sua visão se tornava mais forte, conseguia ver melhor no escuro; sentiu que seus dentes estavam diferentes. A olhou nos olhos, ela parecia feliz com sua transformação; saíram juntos pela noite. Saíram juntos para matar.

Algumas horas depois, Sirius estava sentado em uma pedra no centro do vilarejo, tudo em um silêncio sepulcral, até que, ao longe, viu suas duas crias vindo em sua direção; mãos, pés, bocas e peitos sujos de sangue. Ela ainda levava a flor no cabelo, firmemente presa. Não pôde evitar um sorriso genuíno; eram crias espertas, aprendiam rápido. Os jovens param ao seu lado, o olhando esperando que ele falasse alguma coisa; virou-se, olhando o horizonte, e notou que o sol nasceria em pouco tempo.

-Não temam o sol, não os matará. Mas incomodará caso fiquem muito tempo recebendo seus raios. – levantou-se e andou na direção do castelo. – Temos que seguir em frente, alguém poderá chegar e ver que o vilarejo inteiro foi dizimado e seremos caçados.

Os jovens se olharam e o seguiram, saíram do vilarejo naquela mesma noite, seguindo para o vilarejo seguinte. Enquanto dormiam no dia seguinte, Sirius desaparecera, deixando suas crias àa própria sorte.


Sirius sorriu; não havia errado em deixá-los sozinhos, eles haviam aprendido a viver, matar e sumir; eram as crias perfeitas. Ela era a máquina de matar que sempre desejara, ele, o lado humano que ela já não tinha mais; sua parte ali estava terminada. Deixaria que seguissem a vida escura em paz.

You say your life I'm taking, always bothering me,
I can't take this anymore, I'm failing, always smothering me

--

Draco deixou o quarto com Potter e Weasley ao seu lado, ambos olhavam para ele sem dizer uma palavra; caminharam por todo o corredor assim. O moreno tomou a dianteira e entrou em um quarto, Draco o seguiu, mesmo que com receio, virou-se ao ouvir a porta se fechar e percebeu que o outro homem havia ficado para fora.

-O que você tem que tanto a fascina? – a pergunta pareceu estranha para ele, mas Draco sabia bem do que Potter falava; olhou pelo cômodo. Havia alguns sofás e um piano no centro. As janelas estavam abertas, as cortinas se mexiam brevemente.

-Não sei o que quer dizer. – respondeu, afastando-se do moreno, porém Potter o cercou, segurando-o pelo pescoço e pressionando na parede.

-Os olhos cinza, talvez? – aproximou a outra mão dos olhos de Draco, vendo que o loiro tremia, mas não demonstrava medo. – Ou será que ela sente falta da pele quente de um homem?

Draco sentia a pele fria de Potter contra a sua, via perfeitamente os olhos cinza dele próximos de si, o hálito frio dele bater contra seu rosto; deveria sentir medo ou nojo, mas não sentia. Via que o sentia pelos olhos de Potter mesmo fascínio que sentia pelos olhos de Jean , engoliu em seco ao ver a boca do moreno se dirigir para seu pescoço.

-Vamos ver se ela acha graça em você quando estiver com a pele fria como a nossa. – Draco fechou os olhos esperando a dor; de que adiantaria lutar? Sabia a força que eles tinham, que era perda de tempo tentar impedi-lo.

-Solte-o. – a voz dela estava baixa, ameaçadora; o loiro abriu os olhos ao sentir que Potter o havia soltado. Procurou Hermione com os olhos e andou até ela, ficando ao seu lado; percebeu que a morena não estava transformada. Olhou Potter, ele já não estava mais transformado, seus olhos verdes brilhando de raiva.

-Nunca vai procurar entre os seus, não é? – Hermione estava farta de ouvir aquela pergunta, mas daquela vez a resposta seria diferente; sorriu pelo canto da boca.

-Talvez a eternidade não seja tempo suficiente para você aprender... – declarou, olhando fundo nos olhos de Potter, talvez pela última vez. – Eu nunca procurei entre os meus por que o único que amei tem a pele fria, caninos afiados... – viu os olhos de Potter brilharem, o verde mais vivo que nunca, esperançosos. – Mas não pode me dar sua essência. Ele pode.

Draco a olhou, entendendo perfeitamente o que ela havia falado, mas ainda não acreditando; ela realmente iria pegar sua essência? Viu Potter fechar as mãos, olhando com raiva na direção da morena. Temeu que ele a atacasse, mas ele somente ficou fitando-a, enquanto ela o olhava, os olhos castanhos contra os verdes.

You look down on me, hey what you see,
take this gift from me, you will soon feed from me.


-Vamos. – ela declarou depois de vários minutos, saindo do quarto sendo seguida por Draco; saíram do castelo, muitos vampiros afastando-se do caminho dele. Desceu as escadas de pedra e olhou o horizonte, percebeu que o sol não demoraria a nascer. – O levarei de volta para casa.

-Não. – ele disse antes de entrar no carro, ela o olhou; ficaram se fitando de lados opostos do carro, cinza contra castanho.

-Como assim, não? – o tom de deboche fora forçado na voz dela, e a vampira entrou no carro ligando-o, esperando que ele entrasse.

-Durma comigo. – a morena o olhava, decifrando todos os significados daquelas duas palavras; demorou alguns segundos para que ela voltasse a falar.

-Onde descobriu sobre a essência? – ele sorrira e ela continuara séria, estava tomando uma grande decisão.

-Alberth. – declarou, pegando a chave da mão dela. Olhou-a nos olhos castanhos outra vez. – Durma comigo.

Hermione nada disse, apenas abriu a porta do carro, saindo e esperando ele sair, fechou os olhos ao passar por ele e sentou-se no banco do passageiro; ouviu o motor do carro ser ligado e o automóvel se mover. A decisão estava tomada, mataria o humano.

Nothing seems exciting, always the same hiding
It's haunting me.
It's haunting me.
It's haunting me.
It's haunting me.
It's haunting me...

--

Comentem??
Kiss

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.