Capitulo 5
Foi lá, ainda no quarto de Lílian, que Harry a encontrou horas depois e ficou acompanhando a respiração dela e admirando seus cabelos castanhos, brilhosos e soltos sobre os ombros. Ela estava com as pernas dobradas e a cabeça apoiada no encosto da poltrona.
Ele tinha tido um péssimo dia, pensou. As reuniões foram boas, era verdade. Exceto pelo fato de ele ter encontrado Cho Chang no mesmo restaurante em que havia combinado de almoçar com um colega de trabalho.
Um suspiro escapou dos lábios dele. Cho tinha seus contatos e os usava bastante, sempre dando um jeito de chegar até ele.
E invarialmente ela tinha uma desculpa esfarrapada para dar. Dessa vez, ela não só apareceu no aeroporto na mesma hora que Harry, como também conseguiu ficar com o assento ao lado dele. Foi o cúmulo.
Como se já não fosse bastante, ela o acompanhou até o estacionamento, deixando óbvio que esperava que ele lhe desse uma carona para casa, que o deixou sem opção.
O convite sedutor de “você não quer entrar para tomarmos um café” feito por Cho quando ele parou o carro em frente à casa dela recebeu um “não” educadamente como resposta... O que não a agradou nem um pouco, obviamente.
E para completar seu dia, alguém ainda havia tentado invadir sua casa.
Ele precisava era de um bom drinque para relaxar. Foi o que se prometeu ao afrouxar o nó da gravata.
Por um bom tempo ele ficou parado pensando. Sua filha estava dormindo e Hermione também tinha adormecido na poltrona do quarto de Lílian.
Ele tinha duas opções. Poderia deixá-la onde ela estava ou acordá-la sem fazer barulho.
Ele escolher a ultima opção, mas não estava preparado para a reação de Hermione, que deu um pulo da cadeira defensivamente.
Ela sentiu umas mãos firmes segurarem seus punhos e começou a se esquivar e a dar chutes no ar. Em questão de segundos, viu-se pendurada nos ombros de um homem e sendo carregada para fora do quarto.
No corredor, ele a deixou ficar de pé e foi só aí que ela reconheceu quem a estava *atacando* .
“Meu Deus, Harry Potter”
Ela chegou a ficar de boca aberta.
— Desculpe-me — disse envergonhada. — Eu pensei que fosse...
— Tenho que admitir que admiro seu estilo — brincou ele.
Ela ainda não estava acreditando a própria reação.
— Desculpe. Eu não sabia que ra você — disse sem graça. — Lílian dormiu bem. — Era raro ela não encontrar as palavras certas para dizer. — Nós tivemos um bom dia.
— Foi o que me contaram.
Ela estava presa em um estado de espírito que não compreendia muito bem. Talvez fosse por causa da hora, ou o fato de Harry ter aparecido de surpresa... Droga, era areação instintiva dela.
Mas havia algo no ar. Ela podia perceber, podia sentir.
O corpo dela inclinou-se para o lado... por causa do cansaço, talvez, ou do susto? Hermione levantou uma das mãos tentando equilibrar-se e sentiu as mãos dele sobre seus ombros.
— Fique calma — falou ele com a voz baixa.
— Estou bem — disse ela na mesma hora percebendo a preocupação dele. Ele chegou a pensar que ela fosse desmaiar. Algo que nunca havia acontecido com ela.
Ele deu um passo para trás. Já estava nervosa com as mãos dele sobre seus ombros.
— Pegaram o invasor?
Harry tirou uma das mãos dos ombros dela.
— Ele fugiu pelo muro. As câmeras de segurança registraram a fuga. Mas isso não ajudou muito, pois ele estava usando uma máscara de esqui.
Hermione sentiu o rosto empalidecer. “Calton? Mas ele não iria...”
— Posso assistir à fita. Talvez eu possa...
Harry deixou claro que sabia o que se passava na cabeça dela.
— O invasor é menor que seu ex-marido. Não era ele, não.
Mas Calton poderia ter contratado alguém para fazer aquilo. como uma forma de chegar até ela ou apenas para mostrar do que ele era capaz.
Também havia a possibilidade do ocorrido não ter absolutamente nada haver com Calton.
“Claro, e os porcos podem voar” pensou ela sem acreditar em tal possibilidade. É claro que Calton devia estar metido naquilo. Havia grandes chances.
“Se ela tivesse juízo, voltaria para seu apartamento e para sua vida normal. Lá, a perturbação de Calton resumir-se-ia a umas duas ou três mensagens por dia. Claro que ela não ficava nada satisfeita, mas pelo menos poderia lidar com aquilo. Pelo menos assim não botava em risco a paz de ninguém”.
— Não — ele disse.
Ela ergueu o queixo e arregalou os olhos.
— Por quê?
— É isso que ele quer. Não entre na dele.
— Você é algum especialista em perturbações psicológicas, por acaso?
Ele havia testemunhado seus efeitos no passado. A raiva, frustração, o ódio que levavam a um comportamento incontrolável.
Já era tarde, ele estava cansado e aquela conversa não estava levando ninguém a lugar nenhum.
— Vá dormir.
Os olhos dela cintilaram.
— Não me diga o que eu devo ou não fazer.
Ela estava disposta a discutir com ele?
— Essa na era a minha intenção. Só queria ajudar — ele disse, sincero.
De repente a visão dela ficou levemente embaçada e Hermione começou a piscar.
As mãos dele pousaram no rosto dela, ele abaixou a cabeça e beijou-lhe os lábios.
Foi uma atitude que deixou ambos surpresos. Mas Hermione, assim como ele, não se afastou.
Meu Deus, ele era bom nisso! “Só mais alguns segundos”, ela prometeu a si mesma. “È apenas um beijo, não significa nada. Só mais um pouquinho...”.
Harry não se mexeu e ela também não, embora à vontade de deixar o corpo colar no dele fosse esmagadora. Já à vontade de se afastar era zero.
“Afaste-se agora”. A advertência soou como um grito em silêncio em sua cabeça, ao qual ela tentou obedecer com todas as forças. Mas já era tarde demais, a língua dele havia invadido sua boca e era impossível tentar falar ou fazer qualquer coisa para impedi-lo.
Ninguém nunca havia mexido com ela desse jeito. O calor transformou-se em fogaréu dentro de si enquanto seus sentidos foram despertados radiantes e vibrantes com todo aquele prazer imenso que só ele era capaz de despertar nela.
Embora *prazer* talvez não fosse o suficiente para descrever o que acontecia ali. Era muito mais que isso. Estrelas pareciam girar em volta dela, assim como arco-íris coloridos... Os planetas, a galáxia inteira.
E isso tinha que acabar antes que eles perdessem o controle. E já estavam muito próximos de perdê-los totalmente.
Harry sentiu a resistência dela e soltou-a lentamente.
Ficaram parados por alguns segundos, e nenhum deles disse uma palavra sequer. Ele passou os dedos carinhosamente pela bochecha dela e sussurrou:
— Deus... você é...
Hermione virou-se de repente e pôs-se a andar pelo corredor em direção ao seu quarto, em choque, nem notou que ele falava e nem percebeu que ele permaneceu imóvel até perdê-la de vista.
— ... linda — concluiu Harry, em um sussurro quase inaudível ao ouvido humano.
“Diabos! O que foi isso? O que foi isso que acabou de acontecer entre nós?” pensou ela.
Harry também foi para o quarto dele, fechou aporta e começou a se despir, consciente de que uma certa parte de seu corpo estava bastante alerta.
“Esqueça o uísque” pensou ele indo tomar um banho frio para se acalmar...
Não havia nem sinal de Harry quando Hermione desceu de manhã para tomar café, e ela se sentiu extremamente aliviada quando Santos informou que ele já havia saído para o escritório.
Teria ele dormido tão mal quanto ela? Hermione praticamente não havia dormido. Não depois do que aconteceu entre ele. Não conseguia tirar da cabeça a lembrança daquele beijo, que foi analisado por tantos ângulos diferentes em sua cabeça, que era capaz de formar um quebra-cabeça geométrico dos mais complicados.
Foi um ato impulsivo, ela tentava convencer a si mesma enquanto agitava o suco de laranja em uma das mãos e segurava um prato com ovos sobre a torrada.
Sentiu que precisava de um pouco de ar fresco e, por isso, foi até a varanda e sentou-se na mesinha pequena para comer a refeição sossegada.
Havia duas mensagens de Calton naquela manhã, mas nenhuma delas dava qualquer dica em relação a possível ligação dele com a invasão ocorrida na casa na noite anterior.
Lílian era um amor. Ela abria um sorriso enorme cada vez que sua mais nova babá a pegava no colo, o que enchia Hermione de uma felicidade sincera e profunda.
Felicidade essa que acabaria em poucos dias, pois, brevemente ela retornaria a sua vida normal, e nunca mais botaria os pés naquela casa ou teria razão para ver Harry e sua filha novamente. Ela, sem dúvida,sentiria muitas saudades de Lílian.
Tendo isso em mente, Hermione fez de tudo para aproveitar ao máximo cada momento com a menina e até preferiu naquele dia jantar no quarto de Lílian, com a desculpa que queria passar mais tempo ao lado dela.
Se ela pensou que tal desculpa a ajudaria a evitar Harry, enganou-se, pois, assim que ela acabou de dar a mamadeira a Lílian, ele entrou no quarto.
Hermione passou o dia todo com os nervos à flor da pele, imaginando como seria esse momento, o que era ridículo, porque ela precisava apenas sorrir e agir como se nada tivesse acontecido. Não havia por que se sentir envergonhada.
No entanto, ela se sentia impotente diante da velocidade que seus batimentos tomaram só de olhar para ele. Era ridículo, pensou. Também não conseguia controlar o calor, que se apossava de todo o seu corpo, nem seus pêlos, que se arrepiavam, nem a sensação que a dominava por dentro... Era melhor nem pensar nisso.
Ela estava sentindo tudo aquilo por causa de um simples beijo? Não fazia o menor sentido.
Ele abriu um sorriso ao olhar apara a filha.
— E você, minha pequena querida, teve um bom dia?
Lílian também sorriu quando ele a pegou no colo. Ela parecia gostar muito de harry. E ele era, sem dúvida, um pai dedicado e carinhoso.
Hermione levantou da cadeira e deu um passo em direção à porta. foi aí que se assustou ao sentir a mão de Harry em seu braço.
— Precisamos conversar, Hermione — disse ele olhando fixamente nos olhos dela.
— Lílian deve pegar no sono em meia hora. — Ela engoliu um nó que ameaçava se formar em sua garganta. — Tenho algumas coisas para fazer enquanto você passa esse tempo com ela.
Ele percebeu pela veia no pescoço dela o quanto seus batimentos estavam acelerados, e conseguiu conter a vontade de acalmá-los deixando-a sair do quarto sem dizer mais nada.
Hermione foi para seus quarto e checou mais uma vez as mensagens do celular... três eram de Calton, com o mesmo conteúdo de sempre. A mesma ladainha irritante e doentia de sempre. Uma era de Ted, só para saber se ela estava bem, e a última era de sua mãe, contando as novidades na semana, ao que ela respondeu com uma mensagem de texto, dizendo que estava tudo bem com ela. Ted recebeu uma resposta parecida.
Harry estava cobrindo Lílian com um cobertor fino quando Hermione retornou ao quarto, e ela ficou sem saber direito o que fazer enquanto ele apagava a luz e a chamava para fora do quarto.
— Vamos conversar em meu escritório. — Ele precisava tomar banho, fazer a barba, comer e ainda passar um bom tempo no computador, trabalhando.
Mas antes havia algo que ele queria resolver logo com ela e, por isso, conduziu-a ao escritório, apontando uma cadeira para Hermione se sentar.
— Recebi uma ligação da agência dizendo que eles conseguiram uma babá com disponibilidade para começar amanhã de manhã.
ela devia ficar aliviada, mas...
— Eu partirei depois do café da manhã. — Por que diabos ela sentia essa pontada no estomago? Devia ficar feliz e aliviada, não devia?
— Quando for melhor para você – disse Harry com um levantar de ombros.
Seria melhor assim. Ela iria embora e continuaria com sua vida normal. Esqueceria que isso havia acontecido. Apagaria esses dias e essas pessoas de sua mente por completo.
— Que queria lhe agradecer por ter aceitado ficar aqui durante esses dias. — Ele retirou um cheque do bolso e estendeu-o a ela. — Aqui está seu pagamento. Sou muito grato por você ter aceitado cuidar de minha filha. Fiquei muito feliz mesmo.
— Eu não quero os eu dinheiro Harry.
Os olhos dele fecharam-se um pouco.
— Mas nós fizemos um acordo e...
— Não — corrigiu ela. — Você se ofereceu para me pagar, mas eu não me lembro de ter aceitado.
— Hermione... Por favor....
Ela se pôs de pé, encarando-o.
— Você será avisado quando o documentário estiver editado. Uma cópia será então enviada a você para a aprovação final, de acordo com suas instruções.
Orgulho, percebeu Harry. Ele admirava isso em uma pessoa.
— Farei com que Santos mande o cheque para você depois, então.
Chamas pareciam sair dos olhos dela. Eram olhos castanhos lindíssimos, pensou ele fascinado. Ela era esguia, tinha a postura de uma bailarina ou de um lutador de artes maciais pronto para dar o golpe fatal a qualquer momento. Ao lembrar o jeito com ela o havia atacado na noite anterior, acabou ficando com a última alternativa.
— Faça isso se quiser — disse Hermione. — E vou mandá-lo de volta,s em nem abrir a correspondência.
Não haveria um momento mais propício na conversa para que ela saísse dali. e foi justamente o que Hermione fez: andou calmamente e fechou a porta antes de sair.
Lágrimas eram para fracos e ela se recusou a derramá-las. Chegando ao quarto, ela arrumou suas coisas com tristeza, levando alguns poucos minutos, e foi tomar um banho.
“Você é uma tola”, pensou Hermione consigo mesma no chuveiro e também depois na cama, antes de dormir.
Hermione acordou com o choro de Lílian, deu-lhe mamadeira e deixou-a no berço cercada por brinquedos enquanto voltava ao seu quarto para trocar de roupa e acabar de arrumar suas coisas para ir embora de uma vez por todas.
A casa estava em silêncio. Ela ouviu apenas os barulhinhos do bebê pelo monitor e decidiu voltar ao quarto de Lílian e escrever uma tabela com os horários da neném para facilitar o trabalho da nova babá.
Havia sido a última vez que dava a mamadeira a Lílian. A brincadeira chegara ao fim. E ela sentia-se ainda mais triste do que imaginara.
Dali a algumas horas ela levaria sua mala até o carro e partiria.
Se ao menos ela pudesse ir embora sem ter que encontrar Harry... Mas os deuses pareceram não ouvir suas preces.
“Aja normalmente” pensou ela. “Sorria. Finja que nada aconteceu e que aquele beijo não passou de imaginação, afinal, parece que não significou nada mesmo. Como se pudesse ter significado alguma coisa, sua tola”, disse a si mesma.
Mas até parece que ela conseguiria fingir que nada tinha acontecido! Bastou Harry entrar no quarto de Lílian para ela começar a se lembrar da sensação de ter os lábios nos seus. ficou tensa e teve a impressão de que suas bochechas haviam ficado rosadas.
Devidamente barbeado, com os cabelos ainda molhados do banho, vestindo uma calça preta e uma camisa azul-escura, ele parecia mesmo o homem poderoso e dinâmico que diziam ser.
Como amante, ele devia saber todos os truques, que botões apertar, onde o toque de sua língua era mais eficiente que o do seu dedo...
Definitivamente, ele tinha tudo para deixar uma mulher louca.
“Droga! O que havia de errado com ela? Por que estava pensando naquelas coisas?”.
— Bom dia. — Para sua surpresa, a voz dela soou calma e normal.
Será que o olhar dele não ficou mais tempo do que devia fixado nela? Ela esperava que não.
— Vou tomar café da manhã enquanto você fica com Lílian.
Ele não tentou impedi-la, e alguns minutos depois ela entrou na cozinha, tirou uma banana da fruteira, pegou o jornal e dirigiu-se à varanda.
O calor do sol acariciava sua pele enquanto ela tentava se concentrar nas manchetes, mas só conseguia ver um grande borrão ao passar os olhos rapidamente pelas páginas do jornal. Não conseguia concentra-se em nada.
A banana devia estar suculenta, mas ela mal sentia seu gosto.
— Você esqueceu de pegar o café? — disse Santos.
Hermione olhou para ele, que colocou uma xícara de café preto na mesa em frente a ela.
— Obrigada — ela disse com um leve sorriso no rosto.
Ele fez uma pausa e de repente perguntou:
— Você ficará até que a outra babá chegue?
— vocês acham que ela chegará a que horas? Ela avisou?
— Acho que por volta das nove horas.
— Então eu fico. Posso ficar, sim. — Dessa forma poderia dizer um “oi” a ela e entregar-lhe pessoalmente a tabela com os horários de Lílian antes de partir.
O café estava quente. Ela acrescentou açúcar e mexeu-o enquanto fingia estar interessada nas noticias do jornal.
Quanto tempo Harry passava com sua filha pelas manhãs? Quinze, vinte minutos? Isso significava que ele desceria para tomar café da manhã a qualquer momento.
ela desejava não ter mais que olhara para a cara dele. “Seria tão bom se pudesse evitá-lo”, pensou.
Mas os dois encontraram-se quando Hermione estava indo para a cozinha.
— Você foi um ótimo anfitrião, Harry. — Ela o encarou e conseguiu sorrir. — Obrigada por tudo. — Ser educada foi uma coisa que seus pais sempre a ensinaram, desde pequena.
— Não há por que agradecer. foi um prazer, Hermione.
Mas algumas noites ali, sob aquele teto, e havia grandes chances de que ela virasse o prazer dele, o que iria totalmente contra qualquer regra de bom senso. Definitivamente não podia ficar ali. “Que bom que eles conseguiram logo uma outra babá”, pensou, tentando convencer-se de que ir embora era mesmo a melhor coisa que ela podia fazer. O único detalhe era que não acreditava naquilo cem por cento. Não de forma verdadeira e sincera.
A nova babá chegou pontualmente às nove horas, o que foi bem visto por Hermione. “a pontualidade é uma grande qualidade”, pensou.
Em pouco tempo, Santos conduziu-a até a cozinha e apresentou-as.
Ela estava uniformizada, o que dava uma ótima impressão dela como profissional.
Eles ouviram um choro vindo do monitor, e Santos conduziu a nova babá até o quarto de Lílian. Hermione foi com eles.
— É bom que a babá de saída apresente a nova babá à criança. — comentou a moça.
Hermione não ficou convencida disso, já que Lílian começou a chorar ainda mais alto em protesto. Será que ela entendia o que estava acontecendo?
— O nome dela é Lílian — relembrou Hermione.
— Lílian, claro.
O rostinho da neném foi ficando vermelho.
— Não acho que isso seja uma boa idéia — opinou Hermione, recebendo em troca um olhar desgostoso da nova babá.
— Eu sou a profissional aqui, não sou?
Sem dúvidas, mas será que por causa disso elas não podiam chegar a um entendimento de uma forma pacífica e educada? Enfim...
O choro de Lílian ia ficando mais alto e estridente, seus olhos pretos moviam-se de um adulto para outro em desespero.
Hermione encarou o olhar de Santos por alguns segundos, depois se aproximou do berço e pegou Lílian no colo. O choro foi se desfazendo em soluços até cessar.
— A tabela com os horários de Lílian está aqui. — Hermione tentava agir normalmente. — Roupas, fraldas... — ela mostrou onde estavam as coisas do bebê. — Está na hora de tomar a mamadeira e depois dormir um pouco.
A babá olhou para o relógio.
— Hum... Essa tabela precisa de alguns ajustes. — Ela sorriu. — Dê-me a criança. — Então ela sorriu para Santos. —você providenciará para que minhas malas sejam trazidas aqui para cima e, depois que eu tiver dado a mamadeira dela, pode mostrar-me meu quarto? — O sorriso desapareceu quando ela pegou Lílian no colo. —Seria melhor que vocês dois saíssem agora. A criança precisa se acostumar comigo.
A pequena Lílian berrou muito alto.
Hermione teve vontade de agarrar Lílian e mandar a babá voltar para o lugar de onde havia saído. Mas é claro que ela não podia fazer uma coisa dessas.
O choro de Lílian ia ficando cada vez mais baixo à medida que Hermione descia a escada ao lado de Santos.
Será que Santos tinha noção do esforço que ela fazia para conter as lágrimas que ameaçavam brotar em seus olhos a qualquer momento? Será que ele podia perceber? Meu Deus, esperava realmente que não.
Sua mala já estava no carro. Ela só precisava agora se despedir de Santos, entrar no carro e dirigir de volta para sua casa. Hermione mal podia acreditar...
Umas poucas palavras, um sorriso amarelo, e ela passou dirigindo pelos portões da casa sentindo-se muito triste. Muito triste mesmo.
Será que corações podiam se partir? Há uma semana ela teria dito que não. Mas agora, sentindo-se do jeito que se sentia, já não tinha mais tanta certeza assim.
COMENTÁRIO: Aí, o capitulo 5, eu passei dia todo escrevendo ele, mas agora às 00:12 nós o terminei, não vou me alongar hoje nos agradecimentos, porque não quero que enjoem de minha melação com açúcar mascavo.
Mas... Obrigada a todos por não esquecerem de mim, domingo eu posto o capitulo 6 e devo confessar que estou com medo de não conseguir escrever um capitulo intenso como é minha vontade.
Lílian Granger Potter: Você merece todos os elogios e muito mais. Há minha linda eu planejo muitos momentos HH que vão partir da atração para a explosão! E você vai gostar cada capitulo menos de ver o nome Cho Chang, ela vai tentar arranhar a Mione, e fisgar o Harry, é claro.
Robert´s: O Calton é mais do que chato, ele é um psicótico, e vai trazer muitos problemas para Mione. E não se preocupe, sou uma romântica, que adora “felizes para sempre”, ou seja, esse é o último capitulo em que Mione e Harry não estão como devem sempre estar de fato, juntos.
Pan Potter: Que bom que esposa por acaso está na sua lista de fics favoritas, a atração do Harry e da Mione é intensa e vai se aprofundar cada vez mais. Quem me conhecer notaria que estou dando a Hermione tudo o que eu desejo pra mim. Mas, que mulher não deseja um Harry Potter desses!
Fafa: Espero que este capitulo também tenha valido a pena, o que achou do beijo?
Mila Helcias: O que achou do capitulo 5? Será que foi o Calton que entrou na casa? Por enquanto deixemos essa pergunta no ar e nos preocupemos com uma certa Cho Chang.
Sâmia Carvalho: Espero que esteja melhor de sua tendinite. Tomara que goste do capitulo 5, obrigada pelo carinho. Sinto-me feliz por fazer parte desse mundo HH, é bom dividi-lo com todos vocês.
Nayara Sampaio: E eu adorei, simplesmente amei saber que você adorou e amou o capitulo... E então, o capitulo valeu sua ansiedade? Eu espero que sim.
Amor: Obrigada pelos mil beijos, eu te mando um milhão de beijos a mais. E você não é suspeita não, obrigada por ser tão doce e prestativa comigo. Cursinho não é difícil, difícil é cuidar de casa, sobrinho e ainda ter que lidar com química e física. huahuahua
Ah Amor, beijos, beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos beijos
Pink Potter: A mana mais mana de todos os tempos, oh mulher arretada, te adoro de mais, mais isso você já está cansada de saber não é? Gostou do beijo? E não se preocupe, esposa por acaso vai tentar agradar a gregos e troianos, ou seja, sim vai ter um dramão, um desfecho, mas nada de final triste na minha fic, entendeu mocinha? Ah, o Calton já fez muito mal a Mione, mas, ele vai fazer muito mais ainda. Vemos ver Harry Potter muito desesperado... e apaixonado.
Raquel b.: A Mione e a Lílian são fofas mesmo né! O romance já deu sua engrenada agora, no capítulo seis racha de vez... hahahaah.... E sim a fic é uma adaptação de um livro que leva o mesmo nome da fic. Beijos e não esqueça de mimmmmmmmmmmmm
Ahhhhh, atualize logo suas ficssssssssssssssssssssssssss
Talita Lima: Que bom que está adorando a fic. O que achou do capitulo cinco? Beijos e volte sempre, a casa é sua.
Monalisa Mayfair: Que bom que não me abandonou. E... Será que foi o Calton que entrou na casa? Acho que nesse momento exato, a inimiga na arena de Hermione atende por outro nome, mais espere os próximos capítulos... E menina linda e preciosa que já ganhou meu coração, meu nome é Edilma e não Edilmara. Hei isso parece com: Leviossa não leviossá. hahahaahahhaih Beijos preciosa, e não se esqueça de me dizer o que achou do capitulo, e o beijo?
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