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3. Forsaken


Fic: Your Blood In Me


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Parte 2: Forsaken


You see I cannot be forsaken
Because I'm not the only one
We walk amongst you feeding, raping
Must we hide from everyone?


Korn – Forsaken – Queen Of The Damned

I'm over it
You see I'm falling in the vast abyss
Clouded by memories of the past
At last I see


Respirou fundo pela quarta vez, fazendo Potter olhar em sua direção e ficar fitando-a, afinal, fazia alguns momentos que ele não tirava os olhos da mulher à sua frente.

-Se a quer tanto, precisa parecer um adolescente? Coma-a! – as palavras saíram no mesmo volume que um sussurro, mas alto suficiente para que todos os vampiros no ambiente escutassem. Weasley por um momento esperou que Potter andasse até a morena e desse um tapa em seu rosto; porém o moreno sorriu pelo canto da boca, mostrando o canino afiado.

-Vou comê-la quando achar que devo. – a resposta fui suficiente para que a vampira mostrasse os dentes e virasse as costas, saindo da sala.

-Insolente!

O grito fez todas as paredes tremerem, uma fina poeira branca desprendeu-se do teto; era sempre assim, Potter gostava de irritá-la, deixá-la nervosa. Depois vinha todo carente pedindo perdão, os olhos cinza brilhando para ela. Estava farta das atitudes de criança dele, tinham a mesma idade, afinal foram feitos no mesmo dia. E ainda assim, Jean parecia mais velha, agia como mais velha, mais madura.

Subiu no parapeito da janela do corredor e, com um simples pulo, bateu os pés no jardim dos fundos, pouco importou-se com a voz de Potter na janela, apenas continuou a andar, a mente vagando para os lados mais quentes do cinza; deixou os braços penderem para baixo e, balançando os ombros, fez seu casaco cair na grama molhada da fina garoa que caía.

Continuou andando e sentindo que Potter vinha em seu encalço; sorriu. Era sempre assim. Parou no meio do grande campo gramado e olhou para cima, a lua cheia iluminando tudo. Uma mão deslizou por sua cintura, puxando-a na direção do outro corpo frio.

-Mania que tem de deixar roupas espalhadas. – os dentes anormais à mostra, deixando-a irritada pelos lábios vermelho sangue que ele tinha.

-Já comeu e agora vem me perturbar? – soltou-se das mãos dele, pegando o casaco que ele trazia na mão e jogando-o no chão novamente. – E tem mais: eu costumava catar suas roupas, não você, as minhas.

-Pare de lembrar do passado. – a voz dele tornou-se séria, mas ela continuava a olhá-lo sem medo algum. – Soube que nos arranjou um novo brinquedo.

Sorriu. A pequena Ginny já havia contado sobre o rapaz loiro, porém ele não era brinquedo de todos, era somente dela; virou o rosto para o lado da casa e sorriu ao ver uma jovem ruiva os olhando da janela.

-Está enganado. – ela deu alguns passos na direção da casa. – Arrumei pra mim.

-Não vai dividi-lo? – segurou-a pela cintura outra vez. – Ora, mas veja só, é o rapaz da festa?

-Não vá pensando que sabe o que sinto e penso. – soltou-se mais uma vez da mão dele, os olhos transformados e os caninos pontiagudos levemente pressionados contra o lábio inferior.

-Sei sobre você mais do que qualquer outra pessoa. – começou a rodeá-la, sorrindo ao olhá-la nos olhos.

-Não se engane ao achar que porque temos o mesmo dono é que vai conseguir dizer algo sobre mim. – ela inclinou a cabeça e riu. – Tenho os brinquedos que quiser, faço o que bem entender. Acredite, não preciso de sua autorização.

-E quando será que olhará entre os seus para que ache o que procura? – a pergunta fez o sorriso dela sumir, deixando somente o frio que ela conseguia emanar; por alguns minutos só fitaram-se, deixando Jean cada vez mais irritada. Ora, era culpa dele que fossem eternos, que fossem imortais; ela nunca havia pedido para ser assim.

-Logo chega a policia, temos que voltar. – com apenas um rápido movimento pegou o casaco do chão, olhou-o e o jogou novamente. – Preciso de um casaco novo.

-No quarto à esquerda da sala. – Potter não terminara a frase e ela já havia desaparecido; qualquer pessoa normal que estivesse vendo aquela cena, teria visto a mulher sumir, mas para Potter, não. Conseguia vê-la como se estivesse em câmera lenta, ela corria calma, o rosto sério, os poros ainda exalando frio; com um salto ela jogou o corpo na janela do primeiro andar, sumindo de sua vista.

Entrou no quarto e foi na direção do guarda-roupas, sorriu ao afastar as portas e ver a quantidade de casacos que lá tinham; escolheram a casa certa para arrombar. Somente os empregados estavam, e aniquilaram todos, um a um; era hora de trocar seu guarda-roupas. Puxou uma grande mala e começou a jogar algumas peças de roupas dentro, escolhendo as mais bonitas.

Por um momento parou analisando a peça em suas mãos, um belo vestido sem alças, preto, curto; sorriu, levaria aquele com toda certeza. Jogou-o dentro da mala e fechou as portas, sorrindo e arrastando a bagagem pelo quarto. Iria para casa tomar um belo banho, colocar sua mais nova aquisição e fazer uma visita para um certo rapaz.
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I hear it fading, I can't speak it
Or else you will dig my grave
You feel them finding, always whining
Take my hand now be alive


-Draco, cara. Vamos logo. – gritou um rapaz moreno no andar de baixo; Draco se olhou mais uma vez no espelho e saiu do quarto. Não estava muito feliz de ter que sair de casa e deixar o livro de lado, mas já estava lendo-o por algumas horas; tinha que sair, se distrair ou ficaria louco.

O ferimento ainda estava com os pontos, mas já não usava mais a bandagem; usava uma camiseta preta, calça jeans azul escura e tênis preto, os cabelos ainda no mesmo tamanho. Não tinha passado no barbeiro, ficara procurando sobre vampiros na biblioteca até que ela fechou; mesmo que não fosse admitir, estava obcecado por ela. Foi andando com os amigos até o prédio ao lado, onde a festa seria; certo, poderia ter qualquer garota dali, sabia disso.

Era um rapaz bonito, alto, forte, cabelos loiros e lisos, olhos cinza.Ali estava o seu trunfo, olhos únicos. Não conhecia outra pessoa, a não ser seu pai, que tivesse os mesmos olhos cinza; entretanto, agora conhecia mais uma pessoa que tinha olhos cinza. Olhos que Draco rezava para ver outra vez, mesmo que por alguns segundos.

-Oi, Draco. – uma garota pousou a mão em seu ombro e abriu-lhe um belo sorriso. Draco percebeu que já estava na festa e que a garota ao seu lado era a mesma que lhe oferecera a droga da outra vez.

-Clara, tudo bem? – ele tentou sorrir, mas sabia que parecia um falso; não sorria, não estava com vontade de sorrir, precisava beber. Precisa esquecer dela, tirá-la de sua mente. Passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás, apertando os olhos.

-Já sei do que precisa. – ela puxou-o pela mão e o levou para o andar de cima. A garota abriu a porta do quarto e puxou o loiro para dentro, fechando a porta a seguir. – Você quer o mesmo que da outra vez?

Draco não respondeu, apenas balançou a cabeça, jogando-se sentado em uma poltrona no canto, enquanto via a loira pegar um pequeno frasco dentro de um baú no fundo da primeira gaveta do armário. Pegou a carteira no bolso de trás, nem ao menos sabia o preço da droga, mas pagaria; não importava o preço aquela noite, pagaria qualquer preço para tirá-la de sua mente.

A garota pegou uma bandeja de prata e colocou-a nos joelhos do loiro, abriu o pequeno frasco com o pó branco, espalhando-o; Draco viu-a preparar três carreiras e lhe entregar uma nota de dinheiro. Pensou por um momento que não queria platéia, queria ficar sozinho em sua loucura.

Clara não ficou muito feliz de ter que deixá-lo sozinho, mas calou-se ao ver o dinheiro que ele estava oferecendo; a porta fechou-se devagar e Draco encarou o pó na bandeja, três perfeitas carreiras feitas e arrumadas por uma gilete. Aquilo era ilegal, viciante e perigoso, igual a ela, mas não dava importância, iria continuar. Tarde demais para voltar; enrolou a nota e puxou a primeira carreira.
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You see I cannot be forsaken
Because I'm not the only one
We walk amongst you feeding, raping
Must we hide from everyone?


-Vai sair? - a pergunta fez com que parasse na porta da sala e olhasse na direção da ruiva ao seu lado.

-Sim, algo contra? – os dentes à mostra demonstravam que ela não estava feliz com o questionamento.

-Potter... – a ruiva não terminou a pergunta, as mãos dela estavam em sua garganta; Jean estava cansada de ser atrapalhada por Potter. Cansada. Ela havia feito tanto Weasley quanto Ginny, porque por Potter os dois estariam mortos, e eles ainda ficavam lambendo o chão que o moreno pisava. “Patético.”, ela pensou sorrindo enquanto começa a levantá-la do chão.

-Mas de onde vocês tiram a idéia de que preciso de autorização de alguém para fazer as coisas? – o grito ecoou pelas paredes de pedra, todos os vampiros no grande castelo ouviram. – Ninguém manda em mim.

-Solte-a, Jean. – a voz de Potter chegou serena até seus ouvidos, porém ela sabia que ele não estava tão calmo assim.

-Minha cria. – ela jogou Ginny contra uma parede, fazendo-a bater a cabeça e escorregar até o chão; olhou a garota por um momento, escolhendo entre deixá-la viva ou não. – Vai viver hoje, pois quero sair e não vou sujar minha roupa com você. Me questione outra vez e, tenha certeza, vai passar a eternidade implorando para morrer de vez.

Jean virou e ia saindo quando Potter falou.

-Eu que pedi para que ela perguntasse aonde você estava indo. – o moreno parou ao lado dela, olhando-a.

-Vou sair, devo-lhe explicações? – ela o viu balançar a cabeça dizendo que não. – Vê, nunca mandará em mim. Nem antes, nem agora, nem nunca. Aproveite a noite.

Caminhou para fora do velho castelo sabendo que deixava Potter furioso quando falava assim, mas não conseguia parar, gostava de mostrar para ele que qualquer homem poderia ter o corpo dela; menos ele. E tudo era culpa dele. Ele sabia bem porque nunca a teria. Olhou para a lua, ainda faltavam duas horas para a meia-noite, teria tempo de sobra para brincar com o rapaz loiro.

Olhou-se, vestia o belo vestido sem alças que pegara algumas horas mais cedo, bota de cano longo até seus joelhos, sobretudo preto, cabelos soltos caindo pelas costas em cachos; sua pele ficava ainda mais pálida quando exposta desse jeito à luz da lua, lábios vermelhos, como se tivesse acabado de beber sangue, olhos pintados de preto. Seria bom ver o rapaz andando e conversando, era diferente de vê-lo deitado em uma cama de hospital, quase morto; sim, deveria tê-lo matado, mas não tivera tempo nem vontade.

Correu alguns quilômetros, os pensamentos presos à parte quente daqueles olhos cinza dele; algo estava definitivamente errado se um humano estava lhe atiçando os sentidos. Mas não conseguia negar, ver tudo aquilo que poderia ter e já não tinha, sentir a pele quente dele, os olhos cinza iguais aos seus; tudo a deixava confusa, mas não admitiria que ele soubesse. Brincaria, sugaria a vida e pronto, mais um para sua lista.

Viu a Universidade, cercada por muros altos e portões imponentes, riu-se; eles realmente achavam que estavam protegidos com aquilo? Impulsionou o corpo e estava na parte de cima do muro, logo após bateu os pés no chão, suavemente, sem fazer um ruído. Deu alguns passos, sua mente procurando a dele. Não demorou muito para achá-lo, e ficou feliz de saber que ele estava em uma festa.

I'm over it
Why can't we be together embrace it?
Sleeping so long taking off the mask
At last I see


Olhou para o prédio à sua frente, muitos jovens dançavam ao som da música alta, outros bebiam e riam; sorriu, todos alheios ao mal que ela podia fazer. Eles não sabiam, mas do lado de fora do prédio, do lado de fora da festa estava uma assassina por natureza; uma mulher que gostava de morder jugular, rasgar pele, arrancar carne, sugar sangue. Matar.

Entrou pela sala e deixou o casaco em uma poltrona, olhando em volta. Todos a encaravam, mas não se importou em descobrir se era por causa de sua pele pálida ou por estar atraente; afinal, sabia que era bela para todos os olhos, que se lhe desse vontade teria todos os pescoços daquela festa, incluindo os das moças. Riu-se e olhou mais algumas vezes ao redor, não, ele não estava ali; passou para o cômodo seguinte.

A cozinha estava cheia de copos vazios, garrafas de todos os tipos de bebidas, dois grandes barris de cerveja; muitos ali bebiam, outros jogavam cartas. Sorriu, aquela era sua vida, o estilo de vida que gostava. Música, bebidas, drogas, pessoas e sangue, muito sangue. Passou os olhos pela cozinha, ele também não estava ali. Concentrou-se um pouco e o localizou, no andar superior.

Foi na direção da escada, sorrindo para cada rapaz que virava o pescoço para lhe olhar, e começou a subir, prestando atenção em cada ruído que se passava no andar de cima. Uma garota veio ao seu encontro quando alcançou o último degrau, achou que ela estava somente de passagem, mas ela tentou barrar seu caminho; olhou-a por um segundo, antes que ela desse um passo para o lado e saísse de sua frente.

Sorriu, era tão fácil controlar a mente deles que às vezes nem tinha graça, era mais simples matar e pronto; parou na frente da porta do quarto em que ele estava, e foi abrir, porém uma mão a impediu.

-Deixe o garoto curtir a onda dele. – um rapaz moreno e alto disse sorrindo e cambaleando um pouco por causa da bebida.

-Sério? – disse sem o olhar.

-Sim, deixe que ele curta, vem você curtir comigo. - Hermione o olhou alguns segundos, decidindo se o empurrava escada a baixo ou arrancava seu pomo de adão. Decidiu pela segunda opção.
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My fear is fading, I can't speak it
Or else you will dig my grave
You feel them finding, always whining
Take my hand now be alive


Draco escutou alguém falando do lado de fora do quarto e por um momento seu sangue gelou nas veias; era a voz dela. Tirou a bandeja vazia de seus joelhos e levantou-se num pulo, abrindo a porta logo em seguida, as costas de alguém estavam na sua frente; tentou entender o que acontecia, mas a droga já estava agindo em seu sistema.

Forçou a visão, escorando o corpo no batente, e pôde compreender alguém segurava aquele rapaz daquele jeito; tentou empurrá-lo para que saísse de seu caminho, e então a viu. Viu Hermione segurando aquele rapaz moreno pelo pescoço, suas unhas dentro da carne dele, fazendo sangue escorrer; tentou entender o que se passava, por que ela estava fazendo aquilo. Mas sua voz não saía, não consegui pedir que ela parasse o que estava fazendo.

Via as pernas de Carl balançando no ar, cada vez mais devagar, indicando que estava morrendo; olhou-a, ela parecia ter esquecido da presa em sua mão, olhando para ele, dentro de seus olhos.

-Hermione. – ele chamou, buscando o máximo de concentração que conseguia; ela parecia não escutar, apenas apertava cada vez mais a garganta do garoto.

-Do que me chamou? – o barulho do corpo de Carl batendo no chão foi terrível, parecia que tinha quebrado alguns ossos; ela não tirou os olhos do olhos do rapaz loiro, dando um passo em sua direção.

-Hermione, é seu nome. – queria ter dado uma resposta mais inteligente, mas naquele momento sentia-se tudo, menos inteligente.

-Ora, que bom que procurou por mim. – ela sorriu, e tudo pareceu ficar bem outra vez na vida de Draco; talvez não estivesse mais sobre o efeito da droga, mas não importava. Agora só importava o sorriso dela.

-Alberth já me disse algumas coisas. – ela inclinou a cabeça para trás rindo, ele apreciou tal atitude; perderam-se nos olhos um do outro quando ela ficou séria. Cada parte do corpo dele pediu por ela, queria que ela viesse até ele, que pedisse por ele; mas sabia que seria ao contrário.

-Carl! – alguém gritou e correu até o corpo do rapaz, Draco e Hermione olharam; ela sorria, ele parecia acordar de um sonho. Muitas pessoas subiram e foram se amontoando ao lado do rapaz no chão, milhões de perguntas sendo feitas; as pessoas começaram a apontar para Hermione, pois ela tinha sangue na mão.

-Foi ela! – uma menina gritou, Hermione apenas riu, inclinando a cabeça para o lado; três rapazes foram na direção da vampira, porém Draco postou-se na frente dela, como se precisasse defendê-la.

-Entre no quarto. – o loiro falou, tentando ao máximo não deixar mais ninguém escutar, e não precisou abaixar muito a voz; as pessoas falavam alto, tentavam ajudar Carl e ligavam para a policia.

Jean não iria entrar em quarto algum, mataria todos e iria embora, estava cheia dos vivos, iria ficar entre os seus; apesar de que até eles estavam lhe perturbando. Colocou a mão no ombro do loiro, virando-o, mas o olhar que viu desconcertou-a; os olhos cinza brilhavam. Brilhavam de um jeito que ela não entendia.

-Entre. – ele repetiu e virou, encarando os três homens que se aproximavam devagar. Sentiu que ela saía de perto e ouviu a porta do quarto fechar, algumas pessoas tentaram ir até a porta, mas Draco entrou antes e se trancou.

You see I cannot be forsaken
Because I'm not the only one
We walk amongst you feeding, raping
Must we hide from everyone?


Escorou-se na porta escutando as vozes lá fora, mas elas foram diminuindo conforme olhava para ela, parada no meio do quarto, encarando-o, um sorriso perturbador nos lábios, o jeito quente e frio de ser. Tinha certeza de que ela estava ali por ele, não tinha outra explicação.

-Eles logo vão entrar. – comentou sarcástica.

-Eu sei. – a voz dele era urgente, olhava-a da cabeça aos pés, pouco acreditando que ela era mesmo uma vampira; porém ali estava a prova, as presas como de um animal selvagem. Presas prontas para matar, atacar e dilacerar toda e qualquer carne que estivesse disponível; tremeu ao lembrar que ele era a carne disponível.

-Deixe que entrem. – ela falou, dando um passo na direção dele.

-Não. – a voz dele estava séria, não deixaria que eles a pegassem.

-E por que não? Acha que eles podem comigo? – Hermione inclinou a cabeça para trás e riu, Draco sorriu outra vez apreciando a atitude dela; a pele alva do pescoço da vampira estava convidativa, assim como tinha certeza que a sua estava para ela.

-Não mate mais ninguém. – o pedido deslizou por seus lábios antes que pudesse impedir, agora a olhava a dois passos de distancia de si; uma das presas estava pressionada contra o lábio inferior, sangue apareceu e o tingiu.

Ela ouviu o pedido, porém não achara um insulto um humano pedir que não matasse, na verdade, decidiu aquiescer ao pedido do rapaz; ficou olhando-o, a respiração acelerada, por breves momentos os olhos cinza dele desviavam-se dos dela, e ele só fazia isso para apreciar o corpo curvilíneo.

-Por quê?

-Você tem olhos cinza. – ela respondeu, avançando mais um passo, e, então, percebeu que estava indo até ele, que estava rastejando pelo humano. Não, era ao contrario; afastou-se alguns passos e sentou na cama, cruzando as pernas lentamente.

-Só por isso? – perguntou quando conseguiu se recuperar da visão dela cruzando as pernas.

-E também porque preciso de alguém pra brincar. – a risada dela poderia ser considerada de deboche, mas para ele era séria, verdadeira; gostou de ouvi-la rir.

-O que faço para te ver outra vez? – o loiro desencostou da porta, caminhando na direção dela, parando a sua frente.

-Nada, eu te procuro. – ela se levantou, deixando que ele visse seus olhos cinza transformados; por um momento Draco desejou que Hermione deixasse que ele visse a cor verdadeira de seus olhos. – Castanhos.

-Posso vê-los? – ela riu outra vez, abrindo um pouco a boca, as presas aparecendo e fazendo um arrepio de medo passar pelo corpo do loiro; Draco não conseguia se entender, em alguns momentos aquela mulher lhe dava medo, e em outros o excitava a ponto de achar que tentaria agarrá-la.

-Não. – pressionou novamente a ponta do canino contra o lábio; era impossível negar que ele a queria, e não conseguia negar que o queria também. Estava louca por querer um mero humano, mas naquele momento, nada mais importava.

Draco sentiu as frias mãos dela em sua nuca, um arrepio de medo outra vez, ela deveria mordê-lo; porém os lábios dela fizeram outro caminho, foram se aproximando dos deles. Mãos quentes seguraram sua cintura, o calor humano contra o frio sobrenatural era quase gostoso, segurou com força a nuca dele com uma mão; aos poucos se aproximaram. Estranhou o fato dele estar olhando diretamente para os caninos transformados e não ter outra reação; normalmente quando mostrava suas presas, as pessoas corriam e gritavam. Algo engraçado de se ver.

Tocou os lábios frios dela, sentindo o gosto que eles tinham, não soube o que fazer no momento seguinte; beijar vampiros e pessoas normais era a mesma coisa? Descobriu que não assim que aprofundaram o beijo; a língua dela brincava com a dele bem devagar, primeiro somente com a ponta, descobrindo jeitos de beijá-lo. Logo após, as presas bateram contra os lábios dele, gotas de sangue saíram, mas isso não impediu o beijo de continuar, os dois ignorando os gritos e vozes do lado de fora do quarto.

Draco não via, mas a mão de Hermione estava estirada na direção da porta, impedindo que ela abrisse. Violento. Era assim que podia descrever o beijo dela; um beijo violento. Assim que parou para buscar ar, Malfoy percebeu que os lábios dela estavam vermelhos, sujos de sangue, seu sangue; passou a ponta dos dedos por seus lábios e viu que eles sangravam. Deu de ombros, indo na direção dela outra vez, beijando-a de jeito tão violento e quente que feriu a língua, gemendo brevemente, enquanto ela ria.

Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses ou anos, ele não sabia dizer, apenas sabia que não fora tempo suficiente beijando aquela boca manchada de sangue, aqueles lábios grossos; não fora tempo suficiente beijando Hermione.

-Saia pela janela, vão acabar por te pegar em meu lugar, se ficar. – ela comentou, indo na direção da janela, sorrindo e limpando os lábios com a ponta da língua.

-Quando te vejo outra vez? – ele a seguiu, assustando-se ao vê-la com as unhas fincadas no parapeito, enquanto estava sentada na parede abaixo da janela. Riu ao vê-la sorrir.

-Lembre-se da frase, cria. – ela disse soltando o corpo e caindo de costas; Draco soltou uma exclamação de susto e até esticou o braço para tentar pegá-la. Viu quando ela bateu os pés contra o chão, sem barulho algum, um belo sorriso brincando nos lábios frios.

“Lembre-se da frase, cria.” ele repetiu para si mesmo, mas não entendeu; o que ela queria dizer com aquilo? Balançou a cabeça e começou a procurar um jeito de descer pela janela, lidaria com a confusão em outro momento. Por hora, iria para seu quarto cuidar de seus lábios feridos e tentar entender a frase de sua vampira.

You see I cannot be forsaken
Because I'm not the only one
We walk amongst you feeding, raping
Must we hide from everyone?
Everyone
Everyone

--

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Kiss

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