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2. Not Meant For Me


Fic: Your Blood In Me


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Parte 1: Not Meant For Me


I'm trapped in this world
Lonely and fading
Heartbroke and waiting
For you to come
We are stuck in this world
That's not meant for me
For me


Static-X – Not Meant For Me – Queen of the Damned

You think you're smart
You're not, it's plain to see
That you want me to follow
It's killing me let's see
You've got the gall
Come take it all


Abriu os olhos, sentindo um pouco de dor, tontura. Algumas vozes pareciam próximas, como se várias pessoas estivessem ao seu redor. Um velório, foi o primeiro pensamento. Afinal, aquela mulher havia lhe drenado o sangue, só tinha essa explicação; estava morto e ia ser enterrado logo mais. Mas então como conseguia ouvir as vozes, como sentia dor?

Não, deveria estar vivo, deveria estar em algum caso de coma por causa da perda de sangue recente. Uma mão pousou em seu peito e por um mero segundo sentiu-se arrepiar; a mão era gelada, igual à mão dela.

Um objeto gelado ficou sendo pressionado contra seu tórax, uma mão seguia o objeto de muito perto, fazendo o mesmo caminho; sua cabeça latejou ao tentar abrir os olhos. Deus, aquela sensação era horrível, não conseguir ver, não poder se mexer e ter alguém a mexer em seu corpo.

Forçou-se abrir os olhos mais uma vez e conseguiu. A dor pareceu aumentar consideravelmente, parecia que o simples movimento de suas pálpebras se abrindo gastava toda a energia que ainda tinha armazenada; algumas sombras passaram ao seu lado, tentou virar a cabeça para poder focar a visão em alguma coisa, mas não conseguiu, estava fraco demais.

-Dr. Jones, ele acordou. – uma voz feminina disse ao seu lado, e o objeto frio foi afastado de sua pele; um alivio. Pelo que aquela voz dissera, estava na presença de um médico, o que era extremamente agradável, afinal deveria ter perdido sangue em grande quantidade, e um médico saberia o que fazer.

Outras mãos geladas o tocaram, dessa vez ele conseguiu focar no rosto do homem logo acima de seu; o homem o olhava com alguma preocupação.

-Sr. Malfoy, consegue dizer que dia é hoje? – a pergunta soou ridícula, é claro que sabia que dia era aquele; ia começar a falar quando percebeu que não tinha a menor noção do que dia era. Começou a forçar a mente, era o mesmo dia que havia sido atacado? Seria o dia seguinte? Uma semana depois?

-Não sei. – sua voz soou como a de um estranho; a cabeça pareceu sacolejar ao sentir a cama onde estava ser movida, deixando-o quase sentado. Por alguns segundos, Malfoy viu o quarto girar, tudo se movia sem direção certa; a voz do médico prendeu sua atenção.

-Sr. Malfoy, duas noites atrás o senhor chegou com uma grande laceração no pescoço, no lado direito, perdeu muito sangue. – o médico olhou dentro dos olhos cinza do rapaz antes de continuar a falar. – Tem alguma idéia do que lhe aconteceu?

A palavra ‘vampira’ veio até sua boca, mas duas pessoas no quarto onde estava o fizeram calar somente com o olhar; seu pai e sua mãe o olhavam sérios. Talvez comentar que fora atacado por uma vampira em uma festa de universidade, regada a drogas não era uma boa idéia; melhor mentir.

-Não. – a palavra deslizou ligeira de sua boca, seus olhos ainda colados às figuras imponentes que eram seus pais; já estava ciente de que, quando fosse deixado sozinho com eles, deveria arranjar ótimas desculpas para explicar o que havia acontecido. O problema disso é que sua cabeça não estava funcionando direito para elaborar mentiras; aquela vampira o ferrara.

-Bom, vou deixá-lo com seus pais. Quando voltar, já trarei a papelada de sua liberação. – ao ver o olhar intrigado do rapaz, continuou. – Perdeu sangue, mas nesses dois dias em que ficou desacordado, conseguimos estabilizá-lo. Pode voltar a suas atividades normais.

Draco sentiu o leve tom de desprezo na voz do médico ao falar ‘atividades normais’, sabia bem o que ele queria dizer, afinal os exames deveriam ter acusado o tanto de química que rodavam em seu sistema quando chegou. Por um momento, desejou poder ir embora, assim iria direto para a fraternidade e não teria que explicar nada aos seus pais. Entretanto, a sorte não estava ao seu lado e, assim que o médico saiu, os dois se aproximaram da cama, cada um de um lado.

-Mas o que pensa que estava fazendo naquela festa? – a mãe perguntou, olhando severa para ele. Draco sabia que não iria adiantar tentar mentir, não conseguia formular nenhuma mentira, nenhuma situação que pudesse explicar sua ida àquela festa; também estava sem forças para mentir, sua mente só voltava a figura da vampira. “Hermione.”

O nome soava como uma bela canção. Iria procurar, saber se ela realmente existia ou tudo não passara de imaginação: poderia ser alguma coisa na droga e alguém que aproveitou seu momento de delírio e o feriu. Mentira, sabia que era mentira, mesmo que a realidade fosse absurda; respirou fundo, seus olhos focando os olhos de sua mãe.

-Fui na festa e me machuquei, pronto. – a resposta todos já sabiam, mas essa era a única que ele tinha; não falaria que havia sido atacado por uma mulher de olhos cinza, corpo atraente e caninos afiados. Não, o que acontecera ficaria entre ele e ela.

-Vamos embora. Não vou ficar escutando desculpas de adolescente. – Lucius disse, puxando Narcissa para fora do quarto, sem olhar duas vezes para Draco. O rapaz ficou aliviado ao ouvir o pai dizer que ia embora, porém não esperava as palavras que vieram a seguir. – Fique feliz de eu só te tirar o carro, moleque.

The jury is coming
Coming to tear me apart
All this bitching and moaning
Come on it's on


Draco sabia bem que era realmente para ficar feliz com essa punição, seu pai poderia tirá-lo da fraternidade, da universidade, tirar seu dinheiro, fazendo com que fosse obrigado a voltar para casa; um arrepio passou por sua espinha ao pensar em retornar para a casa deles.

-Sr. Malfoy. – uma enfermeira estava parada ao lado de sua cama, olhando-o como se esperasse que ele a notasse; focou seu olhar na mulher, ela parecia extremamente conhecida, mas não consegui lembrar de onde. Uma ponta de dor de cabeça, seria melhor não forçar a mente a ter pensamentos longos, só pioraria tudo.

-Já posso ir embora? – olhou fundo nos olhos da mulher à sua frente; por um momento sua mente não registrou o que havia acontecido. A enfermeira ruiva estava segurando o prontuário, olhando-o como se estivesse esperando ser notada, agora uma mulher morena ria e apoiava-se em sua cama. O sangue gelou em suas veias, a pele repuxada, devido à tensão, fizera seu pescoço doer; ela estava ali. – Quem é você?

A morena vestida de enfermeira ria, olhando-o, examinando-o mesmo que não demonstrasse. Afirmou para si mesma que ele estava bem e que deveria ir embora. Entretanto, não conseguia, passara as duas noites anteriores ali, somente observando pela janela o rapaz desacordado, agora ele a olhava; parecia bem.

-Por que fez isso comigo? – o medo era sentido por todo o quarto, passar a mão pelo curativo não amenizou a dor que já sentia; ela parou de rir, somente encarando-o.

-Quer outra vez? – sua voz era sussurro, veludo nos ouvidos dos humanos; gostava de caçar, torturar, se alimentar e descartar. Era essa sua rotina, sua vida, sua existência fora iniciada para isso, ser a máquina de matar que aquele homem que tanto desejou queria; não gostava de se sentir atraída por alguém que quase fora sua refeição. A idéia de envolver-se com alguém como aquele rapaz lhe dava nojo; não brincaria com comida, já havia aprendido isso com seu dono.

Não entendia por que se sentira tão atraída por aquele rapaz, poderia ter milhões iguais a ele a seus pés, bastava um olhar pela rua e pronto, eram seus; mas aqueles olhos cinza, vivos, ainda perturbavam sua mente, faziam-na ficar em alerta ao redor do hospital.

-Por quê? – a pergunta a fez olhar dentro das íris humanas, os caninos à mostra, fazendo o loiro se aterrorizar ainda mais; inclinou o corpo, aproximando-se dele, vendo que ele não se movia, apesar de exalar medo.

-Você realmente acha que terá resposta para isso? – foi a única coisa que precisou dizer antes de sentir vontade de abocanhar o lado saudável do pescoço dele; um gemido de dor. O rapaz não gritava, não pedia ajuda e nem se debatia, apenas gemia, um gemido rouco e baixo, quase prazerosos demais para ela. Sangue. Sua fonte de vida vinha para sua boca outra vez e o rapaz parecia estar fornecendo de bom grado.

Seus dedos se enroscaram nos cabelos dela, puxando-a contra seu pescoço, dor e prazer se misturando; já não conseguia entender por que aqueles caninos a rasgar sua carne, deixando sua vida escapar para dentro da boca dela, o deixavam excitado. Mas estava, estava excitado com a idéia dela lhe tirar a vida, do prazer que tal ato trazia; ela parecia tão feliz em beber seu sangue que aquilo era suficiente para que pontadas fracas de prazer fossem sentidas em seu baixo ventre.

Não abriu a boca para soltar-se do rapaz, trouxe sangue, pele e carne, abrindo um grande e doloroso ferimento; ele gemeu, dessa vez de dor. Suas mãos, ainda nos cabelos dela, puxaram-na para perto, buscando os lábios dela para junto dos seus. Sentiu o gosto metálico de seu sangue invadir sua boca. A força foi se esvaindo, não conseguia levantar os braços, a curva de seu pescoço latejava, as pálpebras não se abriam; era o fim.

-Sr. Malfoy. – ouviu a voz de homem chamá-lo com força, uma mão o balançando brevemente. – Acorde, Sr. Malfoy.

Draco abriu os olhos, achando que precisaria de força para realizar tal ato, porém acabou por fazê-lo com muita rapidez; viu o médico parado perto de si, uma enfermeira loira atrás dele. Fitou-a, esperando qualquer reação que lhe avisasse que ela estava lá, mas era somente a enfermeira, constatou alguns segundos depois. Olhou pelo quarto, na tentativa de achá-la espionando-o por alguma das janelas, mas sabia que não a veria; porém se perguntava o porquê do sonho. O que ele queria dizer? Que ela voltaria?

-Pode ir embora, Sr. Malfoy. E se cuide. – o médico entregou um papel verde para o rapaz. – Aqui estão alguns remédios para que a cicatrização seja mais rápida.

-Obrigado. – Malfoy se levantou da cama devagar e se dirigiu para o banheiro, iria se trocar e sumir dali, antes que tivesse a oportunidade de dormir e sonhar com ela, apesar de sua mente não estar desejando outra coisa.

I'm trapped in this world
Lonely and fading
Heartbroke and waiting
For you to come
We are stuck in this world
That's not meant for me
For me


-Se Potter descobre...

-Cale-se! – Jean disse, olhando severamente para os olhos cinza de Ginny, aquela garota deveria ser domesticada; virou os olhos na direção da janela do quarto onde o loiro estava. – Acredito que agora está mais incitado sobre descobrir quem eu sou. – inclinou a cabeça para trás, rindo. – Será a melhor caçada em anos.

-Mas Potter...

-Ora, Potter nada tem com isso, pare de me perturbar. – soltou-se do telhado do prédio vizinho ao hospital, caindo por quinze andares, batendo os pés no chão sem barulho algum; ajeitou o casaco preto no corpo, deixando a saia curta vermelha e o espartilho negro à vista. Sentiu que Ginny descia e olhou-a, a garota ainda era uma novata, aprenderia que nem todos tinham que obedecer Potter.

-Jean, ele vai descobrir. – Ginny só não esperava a reação que essas palavras causariam na morena: as unhas entraram na pele de sua garganta e, se precisasse de ar para viver, estaria morrendo nesse momento.

-Escute bem, garota. Não devo obediência a ninguém, fui feita como Potter. Temos o mesmo dono, então não me diga que ele não vai gostar do que faço. – soltou a ruiva, que caiu sentada no chão, olhando aterrorizada para sua dona. – Ele nada tem com isso.

-Desculpe. – por alguns breves momentos Jean só a olhou. Aquela garota poderia lhe trazer alguns problemas; mesmo que ela estivesse pedindo desculpa, sabia que a garota era apaixonada por Potter e que não deixaria passar a oportunidade de traí-la.

-Levanta-se, vamos! – a ordem foi obedecida com rapidez, logo continuavam a andar pela rua do hospital; Hermione sabia que usar os poderes na frente da ruiva não fora sua melhor idéia, entretanto estava adorando ter alguém para desafiá-la, há anos esperava alguém para fazer isso. Entrar na mente do rapaz fora divertido e ao mesmo tempo esclarecedor; ele estava curioso sobre ela, havia gravado seu nome na mente, pensando nela o tempo todo.
Anos demais sem caça a fizeram uma vampira sedenta de sangue, porém hoje estava calma, tinha um novo brinquedo, uma nova caça; iria usufruir de todos seus poderes para brincar com o rapaz. Seu último brinquedo havia morrido depois de um ano de ataques e sonhos, e ele documentara muita coisa sobre ela, deixando assim material de pesquisa para os futuros brinquedos; e ela havia achado o próximo.
--

So what you got
One last shot
It seems to me
That you're not needed
Come on
It's killing me let's see
You got the gall
Come take it all


Já fazia dois dias que estava naquela situação de ir até a porta da biblioteca e voltar para o ponto de ônibus; sabia que não seria fácil achar algo sobre ela, e que provavelmente não encontraria grandes coisas. Encostou-se no banco do ponto e olhou para o prédio do outro lado da rua, passou a mão pelo curativo e respirou fundo; a mochila pendurada no ombro direito e um cartão de passe na mão esquerda.

Claro, poderia dar a desculpa de que estava fazendo uma pesquisa para sua tese em História, afinal seu curso estava tratando de Paranormalidade, mas começar a caçar o nome Hermione nos livros não seria algo racional de se fazer. Deveriam existir milhões de Hermiones na História; lembrava-se de uma sem fazer grande esforço: Hermione era o nome da filha de Helena de Tróia.

Sorriu para a bibliotecária e desviou os olhos para as prateleiras de livros, milhões de livros, um ao lado do outro, capas grossas, finas, todas as cores possíveis. Respirou fundo outra vez e procurou uma das mesas do fundo, assim teria mais privacidade; colocou a mochila pendurada no encosto da cadeira, retirando uma prancheta e caneta.

Sentiu-se um perfeito idiota pegando papel e caneta para fazer uma pesquisa sobre uma mulher que quase arrancara seu pescoço fora; olhou outra vez para as prateleiras e respirou fundo. Teria que pedir ajuda da bibliotecária. Andou calmo até a garota atrás do balcão, tentando parecer sério.

-Oi, preciso saber onde posso encontrar alguns livros sobre... vampiros. – sentiu-se bobo por engasgar na hora de falar aquela palavra, afinal era uma palavra como qualquer outra, e era um assunto que muitas pessoas gostava de ler.

-Oh, sim. A seção de Vampiros é a última do corredor dez. – ela apontou para o último corredor, extremamente perto da mesa dele; o rapaz sorriu e saiu andando naquela direção apontada. Parecia estar carregando um peso gigante nos ombros; por que diabos estava naquela seção, daquele corredor, daquela biblioteca procurando por uma mulher que tentara matá-lo?

Chegou à seção e olhou a grande prateleira feita de madeira escurecida, quatro grandes divisões com etiquetas nas laterais da parte esquerda, indicando sobre o que as repartições falavam; enquanto examinava as lombadas dos livros começou a dobrar as mangas de sua camisa, provavelmente ficaria muito tempo ali. Olhou para o relógio em seu pulso, eram oito e meia da manhã, deveria estar na aula; mas que bem faria assistir à aula se sua mente voltava a todo segundo naquele rosto, naquele nome?

O melhor era descobrir quem era ela e depois conseguiria continuar com sua vida, ao menos era o que pensava; buscou no bolso da camisa os óculos de leitura, hastes finas de metal, um pequeno grau de miopia. Leu a etiqueta da primeira repartição na parte de baixo: Guerras. Ela não deveria estar ali, provavelmente deveria ser uma vampira mais delicada, algo como uma princesa pega por engano; Deus, o que estava pensando? Balançou a cabeça e partiu para a repartição superior: Relatos.

A vida dela deveria estar ali, se ela fosse uma vampira antiga, porque, se fosse uma vampira jovem, ele teria um problema; afinal, se fosse jovem não estaria documentada naqueles livros. Não estaria documentada em lugar algum. Deu de ombros, tinha que ao menos tentar, ou sabia bem que não ficaria em paz consigo mesmo; passou o dedo por alguns livros, lendo seus títulos.

-Grandes Vampiros, Sangue e Poder, Vitória da Morte. – dizia os nomes na tentativa de fazer alguma coisa despertar em sua mente; depois de andar alguns passos e nenhum dos títulos lhe chamar a atenção, passou para a repartição superior: Mitos.

O primeiro livro dessa parte de cara lhe chamou a atenção: capa vermelha, grosso e com aparência de antigo; puxou-o bem devagar, como se temesse que o livro fosse se desfazer em sua mão. Olhou a capa, o título escrito em preto: Criações e Criaturas. Por um breve segundo, não conseguia decidir se leria aquele livro ou não, mas deveria ao menos tentar, deveria ao menos procurar algum vestígio, afinal, precisava começar de algum lugar.
Sentou-se na cadeira onde sua mochila estava e puxou a prancheta e caneta para perto, abriu o livro com cuidado e leu a primeira folha; o nome do livro e abaixo uma inscrição:

Para os desavisados que pensam que procurar é achar, saiba , que nada do que procurar aqui vai saciar sua sede de respostas. Saia pela noite, chame pelo nome, vire criatura.


Leu mais duas vezes a inscrição. Aquilo parecia ter sido escrito para ele; sorriu: provavelmente todas as pessoas que leram aquele aviso pensaram a mesma coisa. Virou a página, mais algumas inscrições sobre as pessoas que escreveram o livro, uma grande adaptação de milhões de artigos que vinham desde antes de Cristo e iam até 1980. Não era um livro tão velho, mas parecia ser extremamente antigo: páginas amareladas, bordas comidas por traças.

Foi até o índice, passando o dedo pelas palavras, ajeitando o óculos com as pontas dos dedos e umedecendo os lábios; alguns capítulos tratavam sobre a aparição de vampiros durante a época dos egípcios, algumas na época de Jesus e, então, o sexto capítulo pareceu ser feito para ele: Vampiras. Pareceu fácil demais um capítulo estar dedicado a vampiras e ele ter achado no primeiro livro que havia pego; sorriu., Talvez a sorte tivesse ao seu lado.

Foi até a página indicada e deparou-se com o maior capítulo do livro, pelo menos oitenta e cinco páginas, enquanto os outros raramente chegavam a ter cinqüenta, mas não desanimou; iria ler todas, se fosse preciso, para achar algum relato sobre ela. Se é que existia algum relato sobre ela ali. Começou a ler a primeira página, falava sobre a primeira vampira que se tem noticia, Lilith; o texto dizia que Lilith fora feita do mesmo barro que Adão, querendo ter o mesmo poder, também ser vista por Deus como Adão era. Ao perceber que não era mais do que a companheira daquele homem, partiu para o Mar Vermelho, o lar dos espíritos malignos. Depois, Deus mandou alguns anjos para tentar fazê-la voltar, mas ela se recusou a voltar e viver da mesma maneira; sendo assim a fuga transformada em expulsão.

-Machismo! – surpreendeu-se ao ouvir a palavra saindo de sua boca, mas sorriu, afinal não era exatamente católico e não se importava muito sobre o que aconteceria depois de sua morte: já estaria morto. Voltou a ler. Lilith era a primeira vampira, porém uma vampira bem poderosa surgiu depois: Akasha, que teve longa vida como rainha no Egito, mas infelizmente desapareceu junto de seu rei, sem deixar vestígios ou filhos conhecidos.

The jury is coming
Coming to tear me apart
All this bitching and moaning
Come on it's on


Continuou lendo vampiras, crias e afins, mas nem registro de alguma vampira com o nome de Hermione. Começou a ficar frustrado e estava quase desistindo quando parou em uma página quase no fim do capítulo; era sobre Vampiras na época das Cruzadas, algumas crias que saíram do controle e acabaram por deixar relatos. Ajeitou os óculos outra vez e trouxe o livro para mais perto. Passou os olhos pelas linhas, falava sobre muitas mulheres terem sido queimadas vivas acusadas de bruxaria, e algumas delas por terem sido ligadas ao vampirismo. Uma data lhe chamou a atenção, 1099, data do fim da Primeira Cruzada; anotou aquele ano, pois os maiores aparecimentos de vampiras estavam naquela data. Na última batalha em Jerusalém houve muitos mortos e relatos sobre ataques de vampiros envolvendo mulheres; começou a procurar o nome dela entre os nomes que apareciam, mas não achava. Ela não estava ali.

Fechou o livro com força, empurrando-o para longe de si, nunca iria encontrá-la daquele jeito, sabia bem que nunca acharia o nome dela em livros; olhou para o relógio, eram quase dez horas. Respirou fundo e passou os olhos pela biblioteca, o segundo andar tinha maior movimento, e, por um segundo, pareceu perder-se em pensamentos, até ver uma garota puxar uma cadeira e sentar-se na frente de um computador. Era disso que precisava: um recurso mais rápido e objetivo para poder achá-la, se é que conseguiria achá-la.

Levantou-se e guardou o livro no lugar, tentando ao máximo não olhar os outros, mas seus olhos se prenderam em um livro de capa escura, com poucas páginas e de aparência velha; o pegou e, lendo o titulo, quase o devolveu à prateleira, mas resolveu que o levaria para ler, afinal tudo que lhe mostrasse sobre como ela levava a vida seria de grande ajuda. Jogo da Morte. Sob o nome do livro, o do autor Alberth Caim. Pegou a mochila e jogou a prancheta e a caneta dentro, segurando o livro junto de si. Foi na direção da bibliotecária.Tirou os óculos, passando a mão pelos olhos, enquanto a garota anotava no cadastro que ele estava levando o livro para casa.

Assim que ela devolveu o livro, ele foi na direção das escadas e subiu de dois em dois degraus, sentindo-se um bobo, afinal a informação não fugiria do computador. Arrumou um computador um pouco separado dos outros e sentou-se, deixando a mochila no chão ao seu lado. Olhou para o monitor e passou a mão pelos cabelos, lembrando-se de que deveria passar no barbeiro naquela tarde, seus cabelos estavam quase em seus ombros; fechou os olhos cinza por um momento e respirou fundo, estava quase esquecendo-se de viver para descobrir quem ela era. Tinha que comprar os remédios para seu ferimento, cortar o cabelo, ir às aulas, comer e dormir; mas nada disso parecia ter sentido sem antes saber dela.

I'm trapped in this world
Lonely and fading
Heartbroke and waiting
For you to come
We are stuck in this world
That's not meant for me
For me


Deixou as mãos caírem na calça jeans azul escura que usava, talvez estivesse indo longe demais para achar algo que não existia, procurar alguém que não queria ser achado; abriu os olhos e viu a tela do monitor à sua frente, somente esperando por ele. Devagar digitou o nome dela no site de busca, mesmo com poucas esperanças de que acharia alguma coisa que não estivesse relacionada com a filha de Helena de Tróia. O resultado apareceu quase que imediatamente, uma ponta de esperança queimou dentro dele, talvez conseguisse descobrir algo sobre ela.

Mais de cem mil resultados com o nome Hermione, isso era desanimador de se ver, mas ele decidiu vasculhar até a hora do almoço, caso não achasse nada, iria sair dali e esquecer sobre ela; inclinou-se um pouco e passou a ler os resultados, entrando em todos os sites. Ajeitou os óculos na face e voltou a ler, mas nada era nem parecido com o que ele lembrava dela, nada tinha aquela presença que ela tinha.

Já havia perdido o número dos sites que havia entrado e número de textos que já havia lido, quando um pequeno relato chamou sua atenção; um homem dizia ter sido vitima de uma vampira, e escrevera sobre isso, porém morrera antes de ver sua obra pronta. Aparentemente deixara para que o sobrinho laçasse o livro caso algo acontecesse com ele; Draco se imaginou na pele do homem, sentia que ela havia feito a mesma coisa consigo. Continuou a ler o pequeno relato, e assustou-se ao ler um trecho do livro:

Ela brinca comigo, adora me ver pedindo por ela, implorando para ser morto ou para que me deixe em paz. Mas não, ela não o faz, gosta de me ver sofrer, e já não tenho forças para dizer não; acho que nunca tive.
Pergunto-me se alguém teria forças para rejeitar tal mulher, tal tentação do Inferno, filha do Diabo. Ela é filha do Diabo, como gosta de dizer, mas infelizmente sei a verdade; toda vez que me ouve falar o nome “dele” transforma-se e me suga a vida, deixando-me à beira da morte.
Acho que faço isso para que Jean me mate de uma vez. A morena de olhos cinza consegue me fazer desejar dançar com a Morte; talvez a Morte seja mãe, enquanto o Diabo é pai. Jean é o Inferno, hoje sei disso.

Trecho retirado do livro: Jogo da Morte, de Alberth Caim.


Draco ficou observando aquelas últimas palavras como se não conseguisse acreditar no que estava escrito, estava com aquele livro na mochila naquele exato momento, e ele falava sobre uma vampira morena de olhos cinza; sabia que todos os vampiros tinham olhos cinza quando transformados, mas era estranho demais ter pego aquele livro e achar relato de uma vampira tão parecido com ela na pesquisa da Internet. Tentou procurar por mais textos sobre aquele homem, mas só achou seu perfil:

Alberth Caim nasceu em 1955 e faleceu em 1995, aos quarenta anos. No aniversário de trinta e nove anos Alberth começou a escrever sobre a misteriosa mulher com quem começara a se encontrar; os familiares acharam estranho no inicio, pois ele começou a emagrecer e parecia sempre muito doente, mas dizia estar bem. Não deixou filhos, pois nunca fora casado, apenas deixou o livro para ser publicado, contando seu romance tórrido com a misteriosa Hermione Jean Granger.

Draco prendeu a respiração ao ver aquele nome escrito.

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Lonely and fading
Heartbroke and waiting
For you to come
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That's not meant for me
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--
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Kiss

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