FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

9. St Mungo's


Fic: Papai


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Photobucket - Video and Image Hosting

Enquanto as cores esvaíam do rosto de Ron, seus olhos iam do corpo inconsciente de Hannah à varinha na mão da garota- a sua varinha. Como ela pegou a minha varinha? Eu nunca a deixaria brincar com isso! Virou-se para Hermione, que estava prestes a desmoronar.

Olhando de volta para Hannah, Ron pensou rápido. Lembrou que a mãe tinha uma Chave-Portal para Emergências em um dos armários, que levava direto ao St Mungo’s. Bolando um plano em sua cabeça, dirigiu-se rapidamente para o balcão e começou a procurar nas prateleiras.

“R- Ron, o que você— ?”

“Hermione, não fique ai parada! Embrulhe-a em alguma coisa! Oh, e pegue a minha varinha. Depressa!” disse Ron, pegando um termômetro trouxa e examinando-o atentamente.

Tendo Fred e George como irmãos, Ron acompanhou várias vezes seus pais ao Hospital Bruxo. Imagens de sua mãe introduzindo a ponta do termômetro na boca invadiram sua mente, e Ron lembrou como funcionava a Chave-Portal para Emergências.

Pegou uma pena e um pedaço de pergaminho e escreveu um curto bilhete.


Mamãe, Harry e Ginny: Hannah se machucou. A levei para o hospital, com a hermione. Encontro com vocês lá- Não se preocupem- Ron.


Hermione voltou a cozinha alguns minutos depois, com a varinha de Ron em seu bolso e Hannah enrolada em um cobertor. Seu rosto estava pálido e parecia que ela estava tremendo. Ron foi invadido por um forte senso de responsabilidade paterna, e percebeu que precisava assumir o controle da situação. Respirou fundo, inclinou-se para carregar Hannah e pôs o termômetro na boca.

Com a mão livre, indicou a outra ponta para que Hermione a segurasse e sentiram o conhecido puxão no umbigo. Alguns segundos depois, seus pés tocaram o chão da tumultuada recepção do St Mungo’s.

Guardando a Chave-Portal no bolso, Ron dirigiu-se para a mesa da recepcionista. Hermione o seguiu lentamente, ainda parecendo estar em estado de choque.

Na frente deles havia um bruxo, que explicava à recepcionista, as erupções em sua pele, enquanto coçava a barriga.

“Eu acho que melhorou um pouco com aquela poção que a minha neta me deu, ela disse que era chá, que Merlin a abençoe.”

“É uma história adorável,” disse a bruxa, com um sorriso sarcástico. “Mas o senhor não leu? Terceiro andar!”

Assim que o bruxo começou a se afastar, Ron se aproximou da mesa. Falou com uma voz calma, para sua surpresa. “Minha filha encontrou minha varinha e eu- nós achamos que talvez ela tenha se azarado ou enfeitiçado, ou algo do tipo.”

Hermione fungou e afastou uma mecha de cabelo do rosto de Hannah.

“Quarto andar; Danos Por Magia,” informou a bruxa com certo tédio. Ron percebeu que seus olhos voltaram para o artigo do mês da Semanário das Bruxas antes de pronunciar a última palavra.

“Er- obrigado,” respondeu, agarrando a mão de Hermione enquanto corria em direção às escadas. Hermione soluçava baixinho, e Ron sentiu-a apertar firme sua mão. Não demorou muito e chegaram ao quarto andar, lendo a placa em uma das portas: Medi-Bruxa Galena Asa, Chefe do Departamento de Danos Por Magia. Abaixo havia um pedaço de pergaminho, instruindo o leitor a dar um toque no aviso, com a varinha, para chamá-la.

Ron virou-se para Hermione, para pedir a varinha, que ela já oferecia. Ela parecia ter se acalmado agora que estava diante da porta de alguém que podia ajudar. Pegando a varinha, Ron tocou o pergaminho duas vezes e sugeriu que Hermione sentasse enquanto esperavam pela Medi-Bruxa.

“Deixe-me carregá-la. Seus braços já devem estar cansados,” disse Hermione, erguendo os braços para pegar a filha. Ron olhou para o rosto da menina, que parecia bem tranqüila. Entregou-a a Hermione, que segurou outro soluço.

De repente, a porta se abriu e uma bruxa alta e morena, vestida em roupas verde-limão surgiu, segurando uma prancheta em uma mão e sua varinha na outra. “Então, qual é o problema?” sua voz era suave e tinha um olhar bondoso.

“Nossa filha- ela encontrou a minha varinha... deve ter caído da mesa e ela pegou. Nós achamos que ela se azarou,” explicou Ron. Hermione levantou e caminhou até ele, embalando a filha lentamente.

A Medi-Bruxa examinou Hannah e disse. “Bem, Sr...”

“Weasley, Ron Weasley.”

“Bem, Sr Weasley, ao que parece ela não está sentindo nenhuma dor. Se vocês puderem me acompanhar, a examinarei melhor.” disse a Dra Asa, indicando a porta atrás de si.

“Ron, espere,” disse Hermione antes que ele entrasse. “Um de nós dois tem que ficar aqui e esperar pela sua mãe. Ela vai ficar muito preocupada.”

Hesitando, Ron deu um passo para trás. Como ele poderia ser útil lá dentro sem Hermione? A Medi-Bruxa iria perguntar sobre o histórico de Hannah, algo sobre o qual Ron não sabia nada. Ele nem tinha certeza de qual era a comida preferida da menina.

“Vai você; você sabe mais sobre ela do que eu.” Dizer isso em voz alta fez com que ele se contrair por dentro.

“Tem certeza?”

Ron fez que sim e sentou no lugar onde Hermione estava momentos antes.

A Medi-Bruxa segurou a porta e disse, “Por aqui, Sra Weasley,” antes que uma Hermione super corada entrasse. Voltou-se para Ron e antes de seguir Hermione, adicionou, “Vai ficar tudo bem, sua esposa lhe explicará tudo depois.” A mulher então virou-se e fechou a porta atrás de si.

Com essas palavras, Ron foi tomado por um inusitado e regozijante sentimento, fazendo com que ele se sentisse meio estranho por dentro. Ao ouvir passos, desfez o sorriso em seus lábios e virou-se para ver sua mãe marchando em sua direção, seu pai, Harry e Ginny logo atrás.

”Ron!” gritou Molly, balançando o bilhete em sua mão. “Porque você não me chamou?” seus olhos estavam vermelhos e o pedaço de pergaminho estava amassado e rasgando em alguns pontos, uma vez que ela veio apertando-o por todo o caminho.

“Não podíamos perder tempo,” lamentou Ron.

“O bilhete não dizia o que havia acontecido, apenas que tinha tido um acidente,” disse Arthur, pegando o pergaminho da mão da esposa, guardando-o no bolso e ajudando Molly a se sentar.

“Ela se azarou ou coisa assim,” disse, evitando olhar para sua família.

“Como ela conseguiu uma varinha?” perguntou Ginny. Encarando-a, Ron notou que Harry a abraçava pelos ombros. Deixando isso de lado, respondeu,

“Minha.... minha varinha estava na mesa... eu não sei... deve ter caído, sei lá... eu não vi.” Ron esfregava a nuca, sentindo-se culpado por ter sido a sua varinha a causadora de tudo isso.

“Não foi culpa sua,” disse Harry, como se pudesse ler os pensamentos do melhor amigo.

“Eu sei,” mentiu, sorrindo levemente. “Ela está lá dentro com a Hermione. Mas a doutora acha que ela está bem, quis apenas examina-la melhor.”
“Isso é bom, então,” disse Ginny um pouco mais aliviada, sentando ao lado da mãe.

Merlin... não posso ficar esperando aqui fora com eles, vou pirar. Como eu queria estar com a Hermione... lá dentro! Com a Hermione, lá dento.

“Hey, Ron, que tal irmos pegar algo pro pessoal beber?” disse Arthur, lançando um olhar curioso ao filho. “Café pra todo mundo?” Com a confirmação de todos, Ron seguiu o pai até o final do corredor onde havia um balcão, com apenas um pedaço de pergaminho em cima.

Lendo o pergaminho, Arthur fez os pedidos, “Dois cafés com um torrão de açúcar cada, um com três torrões e dois com nenhum, por favor.” Cinco copos de plástico surgiram no balcão quase instantaneamente. “Você acha que a Hermione vai querer alguma coisa?’ perguntou,virando-se para Ron.

“O que? Oh, erm, Gillywater*, talvez.”

“Certo - e uma Gillywater,” Arthur repetiu para o balcão e um sexto copo surgiu. Ao invés de levitar as bebidas até os outros, Arthur virou-se para olhar o filho, com expressões indecifráveis. “Muito bem, nós precisamos ter uma conversinha antes de voltarmos,” disse, pegando seu café e dando um gole.

“Sobre o que?” Ron perguntou rapidamente. Ele tinha a sensação de que seria alguma lição sobre responsabilidade paterna, ou coisa do tipo. Eu sou pai há apenas uma semana, ele deve estar imaginando o que farei em seguida.

“Sua mãe está preocupada com você,” declarou Arthur, oferecendo um dos cafés à Ron. Notando que o filho não entendera, continuou. “Ela escutou as duas versões sobre o ‘incidente’ entre Hermione e Miranda, assim como eu também escutei. Ela está preocupada— nós dois estamos— em qual delas você vai acreditar.”

Ron franziu o cenho e então compreendeu o que o pai quis dizer. Eu tenho que escolher um lado... Eu tenho que acreditar em uma das histórias. Com a raiva e a confusão que cobriram sua mente quando soube do que havia acontecido entre as duas, junto com a discussão com Hermione e o acidente de Hannah, o fato de ter que escolher um dos lados não havia sido registrado ainda. Esse pensamento o assustou. Independente do lado que escolhesse, iria perder uma das mulheres em sua vida.

“Eu... eu não sei,” admitiu. “Em quem o senhor acredita?”

Arthur balançou a cabeça negativamente. “Oh, não, você precisa decidir isso sozinho. Eu não posso lhe dizer o que acho, e sua mãe me assegurou de que também não dirá nada.”

“Mas como eu vou fazer isso?” perguntou Ron, exaltado. Pôs o café no balcão e correu os dedos pelos cabelos bagunçados. “Eu confio nas duas. Conheço Miranda há dois anos e nunca tivemos grandes problemas. Ela é uma das pessoas mais legais que já conheci; ela é gentil e prestativa e uma excelente Auror. Ela é uma das minhas melhores amigas.”

E também ajuda o fato dela ser muito bonita e de não termos que esperar seis anos para namorar...

“E Hermione?”

Ron respirou fundo. “Bem, nós temos as nossas diferenças, mas... eu conheço a Hermione. ela não mentiria sobre uma coisa dessas.”

Embora ela tenha mentido sobre a Hannah... mas isso realmente conta como uma mentira? Não é como se ela tivesse escrito uma carta dizendo ‘Ron, eu não tive um filho seu.’ Ela só queria que eu terminasse o treinamento e arrumasse um bom emprego antes de voltar. Foi a maneira mais estranha de demonstrar preocupação com o futuro de alguém que eu já vi, mas ainda assim, ela não mentiu na minha cara.

“Então, seria como tentar se decidir entre Fred e George?” perguntou Arthur, tentando amenizar os ânimos.

“Acho que sim, é só que...”

“Você perde muito coisa de qualquer maneira,” Arthur finalizou a sentença, acenando em compreensão. “Sua namorada ou sua filha e Hermione.” dito dessa maneira, parecia bem óbvio à Ron qual lado escolher, mas isso não era sobre ganhar ou perder— era a verdade que estava em jogo.

“Pai, se eu tivesse que escolher entre perder a minha escova de dentes ou a perna esquerda, ainda assim não conseguiria me decidir de imediato,” Ron admitiu, lançando um olhar confuso ao pai. “Não importa o que eu tenho a perder, tudo que me interessa é saber quem está mentindo pra mim.”

Levando em consideração o argumento do filho, Arthur adicionou, “Muito lógico.” Ele então pausou, hesitando. “Posso fazer uma última pergunta antes de voltarmos?” ante a resposta afirmativa de Ron, perguntou, “Você ama a Miranda?”

Se eu a amo? Nunca pensei sobre isso... não sei. Não? Talvez? Levou alguns segundos para Ron perceber que ainda não havia respondido.

“É divertido estar com ela,” disse não muito convincente.

“Não foi isso que eu perguntei,” Arthur o lembrou, arqueando uma sobrancelha.

“Eu gosto dela...” Ron tentou novamente. Antes que seu pai pudesse falar, acrescentou, “e muito!”

“Mais do que da Hermione?” Arthur perguntou cautelosamente. Ron abriu a boca para responder, mas antes que ele tivesse a chance de dizer alguma coisa, foi cortado pelo pai, “Pare— eu não me sentiria muito a vontade sabendo da resposta, seja ela qual for.”

Nem eu.

Ron evitou o olhar do pai, tentando entender seus sentimentos, tão confusos no momento. Ele já havia decidido que gostava de Miranda, mas amá-la? e quanto à Hermione? Ele a amou uma vez e sabia que uma parte dele sempre a amaria, mas isso não significava que estava apaixonado por ela naquele momento, significava?

“Não posso dizer o que eu acho disso tudo, mas posso lhe dar um conselho que o meu pai me deu uma vez, Ron,” disse Arthur, acenando a varinha sobre copos, fazendo-os levitar à frente deles. Olhando nos olhos do filho, para ter certeza de que ele estava prestando atenção, disse, “Ouça seu coração.”

“O que isso quer dizer?” perguntou Ron, seguindo o pai ao encontro dos outros.
“Apenas isso, ouça seu coração. Ele sabe o que você quer,” repetiu, com um brilho no olhar. Dando à Ron um olhar significativo, disse, “Eu segui esse conselho e olhe para mim: tenho uma bela e leal esposa, sete filhos maravilhosos e duas netas lindas de morrer**.”

Os dois pais haviam retornado há poucos minutos, quando a porta do consultório se abriu e Hermione saiu, parecendo cansada, mas bem. Ron foi imediatamente ao seu encontro.

“E então?” perguntou impaciente. Notando que Hannah não estava com ela, olhou para a sala atrás de Hermione. “Onde está a Hannah? Ela está bem?”

Soltando um suspiro cansado, Hermione fez que sim. “Ela está bem e não houve nada grave, mas a Dra quer que ela passe a noite aqui, em observação. Ela foi levada para a ala; vim aqui te procurar.” Sorriu para Ron, cujo estômago sentiu aquela familiar pontada de felicidade.

“O que mais ela disse?” perguntou Ginny, oferecendo seu lugar para Hermione sentar.

Ao sentar, o rosto de Hermione rompeu em um sorriso. “Depois de conversar bastante, ela concluiu que a Hannah burlou o Feitiço de Segurança da sua varinha, Ron.”

“Aurores devem ter Feitiços de Segurança nas varinhas, não tem?” perguntou Ginny. “Para impedir que os Comensais da Morte as peguem e usem contra seus donos.”

Hermione sorriu e respondeu, “Exatamente.”

“Por que diabos você está sorrindo?” questionou Ron meio irritado, achando que não era a hora nem o lugar para sorrir.

Hermione segurou as mãos de Ron, com os olhos brilhando. Ron, disse, como se dizer seu nome fosse ajuda-lo a entender. “Estou sorrindo por que o Feitiço não a atingiu. Ela o bloqueou antes que pudesse atingi-la e ele apenas ricocheteou nela e a derrubou.”

“E...”

“E esse foi o primeiro sinal de magia dela!” Hermione anunciou orgulhosa.

Ron sentiu como se um balão tivesse enchido dentro dele e estivesse e fosse explodir a qualquer instante. Quando as palavras primeiro sinal de magia saíram da boca de Hermione, Ron jogou os braços ao redor da mãe de sua filha, feliz da vida.

Posso ter perdido a primeira palavra e primeiros passos, mas não a primeira mágica! Não poderia estar mais feliz! Hogwarts daqui a dez anos e depois, quem sabe, Ministério da Magia! Já pensou? Minha filha, a primeira Weasley a ocupar o cargo máximo no Ministério!

Ron endireitou-se na cadeira, um orgulhoso sorriso ainda estampado em seu rosto, e Hermione o conduziu até a ala onde Hannah estava.

Já era tarde, e todos, exceto Ron e Hermione, tinham voltado para casa. Hannah dormia tranqüilamente na cama, enquanto que sua mãe estava ao lado, com a cabeça sobre os braços. Ron olhava ao redor da ala, onde havia mais duas crianças com os dois ou um dos pais. Havia um garotinho, de no máximo cinco anos, dormindo há três camas à frente, que soltava penas a cada soluço. Na cama oposta estava uma garota, cujo queixo estava coberto de pêlos que pareciam ainda estar crescendo.

Antes de Ginny ir embora, Ron pediu para que ela avisasse Miranda do acontecido e que ele iria passar a noite ao lado de Hannah. Ginny assegurou que daria o recado e deixou os jovens pais para que cuidassem da filha.

Incapaz de dormir, os pensamentos de Ron voltaram-se para os acontecimentos do dia.

Hermione parecia apavorada, o que teria acontecido se eu não estivesse lá?

Ron imaginou se Hermione sabia da Chave-Portal; onde estava guardada e como usa-la. Se Hannah se machucasse quando ela estivesse sozinha com Hermione, ela paralisaria como fez hoje? O coração de Ron apertou ao constatar que a saúde de Hannah poderia ter corrido sério risco sem ele por perto.

Se eu tivesse estado perto da minha filha— uau, filha ainda soa tão estranho pra mim!— quando ela nasceu, será que eu também teria paralisado?

Ele sabia que se tivesse estado lá desde o começo, sua relação com Hannah seria, sem dúvidas, muito forte. Quando as pessoas que ele amava estavam em perigo ou machucadas, Ron tendia a ficar bastante preocupado. No seu segundo ano em Hogwarts, quando Hermione foi petrificada pelo Basilisco; a única maneira de salva-la foi seguir as aranhas— ele tremeu com o pensamento— sua reação seria se esconder na cabana de Hagrid até que Harry voltasse. Entretanto, uma força desconhecida o ajudou a encarar o medo e entrar na Floresta.

Pensando nisso agora, deve ter sido aí que seu amor por Hermione começou.
Mas o que me fez assumir o comando hoje?

Deve ter sido meu instinto paternal se manifestando, de tanto observar meu pai nesses anos todos. Talvez por eu gostar tanto da Hannah, o medo se foi mais depressa que o habitual. Ou talvez eu apenas tenha amadurecido? Não sou mais aquele garotinho assustado— eu sou pai agora.


Enquanto observava a filha dormir, Ron notou novas características nela. Seus cabelos, apesar de serem tão vermelhos quanto os seus, o lembravam muito os de Hermione quando ela estava deitada; todo espalhado pelo travesseiro. Olhando bem de perto, Ron percebeu que as bochechas e o queixo de Hannah eram iguais aos da mãe, fazendo a pequena lembrar ainda mais Hermione.

Mas Ron não podia negar seus próprios traços nela. Além dos cabelos ruivos e das sardas, ele podia se ver na personalidade da garota. Assim como ele, ela dormia esparramada, com um braço sobre a cabeça, enquanto o peito subia e baixava lentamente. Quando ela acordou, horas antes, se agarrou nele, assustada por estar dormindo em um lugar estranho. Ele lembrava vagamente de ter feito a mesma coisa com seu pai quando era um pouco mais velho que Hannah, depois que os gêmeos disseram para que ele pulasse do telhado.

Sorriu e desviou seu olhar para Hermione, cujo cabelo cobria o rosto. Lentamente, Ron inclinou-se para arrumar os cachos, para poder ver seu belo rosto. Como se tivesse levado um choque, retirou a mão rapidamente.

Eu posso achar a Hermione bonita, não posso? É apenas uma observação de amigo. Quer dizer, a Ginny já disse que a acha bonita e não quer beija-la.
E nem eu quero. Realmente não quero. De verdade.


Sentindo-se ainda mais confuso, Ron tirou a capa e colocou sobre as costas de Hermione para aquecê-la. Como ele poderia descobrir quem estava mentindo para ele, quando confiava nas duas mulheres? Ele realmente tinha que escolher? Por outro lado, será que ele conseguiria viver sabendo que uma delas era desonesta com ele? Mentir— especialmente sobre uma coisa como essa— ia contra os princípios de Ron.

De repente, Hermione se mexeu e abriu os olhos. “Que— que horas são?” perguntou, sonolenta.

“Duas da manhã,” Ron respondeu. “Não consegui dormir.”

“Oh”, Hermione ajeitou-se na cadeira. Ela parecia tensa, e Ron não podia culpa-la, tendo em vista a posição em que estava dormindo. Hermione apertou a capa contra o corpo. “Ainda não te agradeci pelo que fez hoje,” disse, olhando para ele. “Não teria conseguido sem você.”

As luzes fracas davam um brilho ao seu rosto; Ron sorriu carinhosamente e respondeu, “Não diga isso. Eu fiz o que qualquer um teria feito.”

“O que qualquer pai teria feito, você quer dizer.” Hermione o corrigiu, levantando-se.

“É.” Ron ficou feliz pela claridade do quarto estar fraca, assim Hermione não poderia ver seu rosto corar.

“Vou pegar um chocolate quente, quer um?” perguntou Hermione, ajustando a capa de Ron, realmente vestindo-a, e não apenas usando como cobertor.

“Sim, obrigado.”

Hermione estava quase saindo da ala, quando virou-se. “Nunca de dei uma resposta,” disse suavemente.

“Sobre?”

“Você me perguntou hoje por que eu aceitei namorar com você,” lembrou. Ron corou novamente; a conversa vindo à tona.

“Pois diga,” encorajou.

“Você sempre esteve ao meu lado quando precisei, foi por isso.”




Notas:

* Gyllywater é Água de Gilly, mesmo?? Só sei que foi o que a Minerva pediu no PdA, mas no filme não fala nada, e o livro que eu tenho é em inglês... aí não ajuda muito, né??

** O Arthur diz que tem duas netas... pois bem, se trata da filha de Bill e Fleur. A menina era citava na primeira versão da fic, só que deletaram a conta da Dawn no ff.net e ela teve que reescrever. Nessa nova versão, algumas coisas foram cortadas, entre elas essa garotinha.

*** Esse não é nem de longe o St Mungo's que eu imagino... mas ainda estou procurando uma loja abandonada... Esse aí, na verdade, é o St Mungo's School, um colégio fundado no século XIX e que depois passou a ser St Mungo's Academy e está localizado em Glasgow (Escócia- Reino Unido ** hum, a cidade do He-man??!! "Eu tenho a força, sou invencível, vamos amigos... unidos venceremos a semente do mal..." dããããã ignorem esse momento retorno à infância... hehe **).

E aí, tchurma, Roniquinho tá perdoado?? vão pensar no caso dele?? rsrs

Próximo Capítulo: Ron e Miranda têm uma conversa, onde ela revela algo que faz Ron questionar seu futuro juntos. Enquanto isso, Hermione tem um almoço de pré-aniversário com a última pessoa que Ron desejava ver.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.