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4. A grande descoberta..!


Fic: A conquista de um grande amor..! (RL/NT) ~~* capítulo 07 postado..! *~~


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A viagem transcorreu calmamente, embora parecesse que o trem ia descarrilar algumas vezes devido à velocidade em que eles estavam e como estava toda planejada se tudo ocorresse em seus conformes eles estariam de volta em menos de três semanas. Eles iriam dizer que estavam de férias e ficar em uma pousada trouxa e se separar para fazer tudo mais rápido. Na Escócia seria como se eles não se conhecessem, até porque seria muito suspeito.

Estava realmente tudo planejado, Moody diria que era um cientista, com o nome de Mário, em busca de novas espécies de plantas que supostamente só existiam na Escócia e Lupin daria o nome de John e diria que estava querendo conhecer o lugar porque pretendia se mudar com sua esposa para lá.

Eles iriam ficar até em pousadas diferentes para que ninguém, principalmente Comensais, realmente não suspeitasse do verdadeiro motivo que eles estavam ali. Olho-Tonto ficaria em uma pousada mais, digamos, chique, afinal ele supostamente era um cientista bem sucedido. Lupin ficaria com uma menos cara, afinal, ele não tinha tanto dinheiro assim para pagar por conforto, Minerva até ofereceu ajuda financeira para a viagem, mas eles não podiam se dar ao luxo de usar aquele dinheiro para interesses pessoais.

Os dois não conseguiram dormir durante grande parte da noite, estavam preocupados como que poderia acontecer.

- Remus, eu estou começando a ficar com muito sono, vamos fazer o seguinte, eu durmo primeiro porque não estou em condições de ficar acordado por mais vinte minutos e depois de duas horas você me acorda para trocarmos. – falou Moody com os olhos já se fechando.

Lupin concordou, ele não estava com a mínima vontade de dormir, só conseguia pensar no que fizera horas atrás, ele beijara Tonks! Isso foi um grave erro, pelo menos, na cabeça de Lupin. Ele tinha acabado de dizer que não queria Tonks e minutos depois a beijou, tudo bem que foi sem querer, mas ele a tinha beijado.

“Meu Merlim... Não acredito que fiz isso! Como pude? E ela antes tinha dito que doía muito quando eu dava esperanças e depois fugia e o que eu fiz? A beijei e agora estou indo para a Escócia para descobrir o que Voldemort quer por lá e vão existir inúmeros Comensais e posso nem voltar vivo. Errar uma vez é humano, persisti no erro é burrice. Eu então devo ser um grande idiota! Vivo errando e fazendo a Tonks sofrer.”

Lupin passou o resto da noite acordado, ele viu que Moody estava dormindo de boca aberta e roncava muito alto, então achou melhor o amigo dormir mais um pouco, e esse mais um pouco se estendeu pelo resto da noite.

Lá para as 9 horas da manhã Moody acordou:

- Remus... Você não dormiu? Por que você não me acordou? – perguntou Moody depois de perceber que já era de manhã.

- Não estava com sono, mas agora que você acordou, acho que vou tirar um cochilinho. – e dizendo isso Lupin se acomodou e dormiu deixando Moody sem entender nada.

Quando foi por volta do meio dia Lupin foi acordado.

- Acorda Remus, já estamos chegando. – falou Moody cutucando o amigo.

- Já? – perguntou Lupin atordoado.

- É já... Vamos.

Em poucos minutos eles estavam desembarcando na Escócia. E por precaução eles já fingiram que não se conheciam. Moody pegou sua mala e foi para o lado oposto de Lupin que foi para onde ele achava que se pegava um táxi. Ele nunca tinha ido para a Escócia antes e estava totalmente perdido.

Depois de longa procura ele finalmente achou um táxi , foi até a pousada que ele iria ficar e em mais ou menos 30 minutos ele chegou.

- Obrigada, tome aqui. – Lupin pagou o táxi e entrou na pousada.

Era um lugar muito aconchegante, não era o sinônimo de total conforto, mas dava para quebrar um galho. As paredes passavam uma sensação de calma, paz e tranqüilidade. Eram um tom ameno de coral e do chão para cima (1,30m) era de madeira.

--- Boa tarde, eu tenho uma reserva aqui no nome de Cryn, John Cryn. – falou Lupin para a recepcionista.

--- Boa tarde Sr. Cryn, espero que goste da Escócia, seu quarto é o de número 203. – falou a mulher loira entregando a chave do quarto para Remus depois de conferir se o nome constava.

--- Obrigado. – Lupin respondeu.

Ele subiu e quando chegou ao quarto 203, abriu a porta e se deparou com um quarto pequeno mais bem aconchegante, tinha uma pequena varandinha e um banheiro, uma cama de casal, um guarda roupa, uma escrivaninha e na varanda tinha uma mesinha com duas cadeiras. Era tudo muito decorado, com flores e quadros por toda parte.

Ele entrou no quarto observando tudo, Lupin nunca pensou que ia ficar em um luar assim, tão arrumado e decorado, era estranho, mas ele logo se acostumou. Arrumou todas suas roupas no armário e foi ver a paisagem da varanda.

Era tudo tão calmo, parecia um vilarejo antigo, tinha um gramado verde, alguns salgueiros e mais pra trás tinha uns pinheiros. Ele estava meio que no interior da Escócia, perto da natureza. Da janela podia ver um lago e várias montanhas. Foi ali naquele vilarejo que os Comensais mataram o casal Botheller.

Lupin estava realmente exausto, ele sabia que tinha que começar a agir o mais cedo possível, mas o sono falou mais alto, ele se deitou na aconchegante cama e em questão de minutos estava dormindo no mais profundo sono.

Lá para as 5 horas da tarde ele acordou, se ajeitou e desceu para a sala de estar da pousada. A intenção dele era fazer amizade com o maior número de pessoas possíveis para saber pela boca de cada uma tudo o que realmente aconteceu.

Chegando lá ele pegou um livro da estante, sentou-se em um sofá e começou a ler, parando de vez em quanto para observar a movimentação. Existia um homem lendo sentado no sofá à frente e duas mulheres conversando sentadas em umas grandes almofadas espalhadas pelo chão. Lupin não podia chegar e falar um “oi” sem mais nem menos, então ele estava esperando uma oportunidade, oportunidade que não chegou até o fim da noite.

Lá para as 8 hora ele saiu da sala de estar e foi para a sala de refeições, onde fez seu primeiro contato com o homem que antes estava na sala de estar.

--- Olá, posso me sentar aqui? – perguntou um Lupin totalmente educado.

--- Claro, é meio chato jantar sozinho mesmo, me chamo Digllef, Augustus Digllef. – respondeu o homem.

--- Prazer, sou Cryn, Jonh Cryn. – Lupin então apertou a mão do novo amigo.

O jantar foi calmo, eles conversaram sobre assuntos banais, Lupin não queria ir direto ao ponto, até porque não sabia se Digllef tinha conhecimento do ocorrido, então apenas falou do “motivo” da sua viagem.

Quando terminou Lupin foi para seu quarto e sentou na varanda. Ele observava o pequeno povoado com muita atenção e não tinha noção do que Voldemorte queria com aquele povo tão humilde, eles aparentemente não tinham nada de valioso.

*****

A quilômetros de distancia dali e um pouco mais cedo, na sede da Ordem da Fênix existia uma bruxinha muito triste, Tonks estava com muitas saudades de Lupin, nem se completaram 24 horas que ele havia viajado e ela já estava com muitas saudades. Coração apaixonado é assim mesmo, uma voszinha em seu inconsciente dizia.

Mais tarde iria haver uma reunião da Ordem, como havia em todo sábado, a srª Weasley estava preparando o almoço que ela sempre servia, o Sr. Weasley e os gêmeos estavam conversando na sala e Tonks estava em seu quarto enrolando para não ter que sair dali tão sedo. Ela estava se sentindo muito solitária, ela já tinha se acostumado com Lupin sempre ali, perto dela, mesmo que às vezes ele a ignorasse, mas ela se sentia feliz apenas com a presença dele.

Depois de um tempo ela notou que faltavam poucos minutos para a reunião começar, então logo se levantou e se arrumou com pressa. Então Tonks desceu estabanadamente derrubando o maior número de coisas possíveis. Quando chegou na sala se deparou com alguns rostos bem familiares de Rubeos Hadrig acompanhado por Olímpia Máxime e Kingsley Shacklebolt.

- Olá pessoal! – cumprimentou ela feliz por ver seus amigos e logo em seguida sentou-se em um lugar ao lado de Kingsley.

- E aí Tonks, beleza? – perguntou seu amigo.

- Beleza, e você, como vai?

- Bem...

Eles conversaram um pouco sobre coisas banais e em poucos minutos a sede da Ordem estava cheia, e quando Minerva chegou todos se calaram e foram para a cozinha, que não era um lugar muito apropriado mais era o mais espaçoso da casa.

- Bom dia a todos. – cumprimentou Minerva e depois da resposta ela continuou: - Bom, primeiramente eu queria falar de fatos recentes, creio que...

Então Minerva falou tudo que sabia sobre os Botheller e explicou o por quê da ausência de Moody e Lupin. O resto da reunião foi cheia de dúvidas e constatações, todos queriam saber todos os detalhes. Tonks comunicou da falta de ataques (o que não era necessário porque todos estavam acompanhado pelo Profeta Diário), e isso deu mais certeza ainda de que existia alguma coisa muito importante na Escócia, pois aparentemente não existia nenhum Comensal na Inglaterra.

Quando já era 01:13 da tarde, todos resolveram fazer uma pequena pausa para o almoço, eles gostavam muito da comida da Sra. Weasley que toda semana fazia alguma coisa especial. Todos foram para sala para que as mulheres pudessem pôr a mesa.

- Ôh minhas queridas, não é preciso, podem ir, eu ajeito tudo sozinha. – falou a srª Weasley, e depois de muita resistência elas deixaram a Sra. Weasley sozinha na cozinha.

Em poucos minutos a mesa já estava toda posta:

- Pessoal, o almoço está servido. – avisou Molly.

Pareceu que um tornado tinha passado por ali, foi quase que uma corria geral, a srª Weasley teve certeza que todo mundo estava com muita fome.

Ao contrário que minutos antes, na hora do almoço, as conversas não foram voltadas para Voldemort. Podmore, Hagrid e Mundungo eram os mais falantes da mesa, além de serem também os que comiam com maior ferocidade. A Sra. Figg ensinava para Minerva, Molly e Tonks como que se fazia um bolo de abóbora com cobertura de chocolate. E o resto do pessoal conversava sobre diversos assuntos.

Aquele foi um dos almoços mais agradáveis que Tonks teve, ela se divertiu muito com os poucos amigos (com a volta de Voldemort todos desconfiavam de todos, então só os verdadeiros amigos continuaram com a amizade), aprendeu a fazer um monte de coisas gostosas, ouviu piadas dos gêmeos e histórias engraçadas de quando eles eram crianças contadas pela srª Weasley. Foi tudo muito bom, mas Tonks queria dividir aquela alegria com Remus.

Quando todos finalmente acabaram, todas as mulheres arrumaram rapidamente a cozinha para que a reunião pudesse continuar, ainda tinha muita coisa a ser dita e esclarecida.

Depois de duas horas todos já estavam exaustos de todos aqueles detalhes e observações, até Minerva aparentava está cansada. Então finalmente ela disse:

- Alguém tem alguma dúvida? – depois da resposta negativa de todos, ela continuou: - Bom, então acho que acabamos por hoje.

Tonks se sentiu de volta à Hogwarts, parecia que aquilo era o fim da aula de História da Magia. Ela não agüentava mais ouvir sobre Voldemort e seus Comensais, tudo que ela queria era sair daquela cozinha, sair daquela casa, sair da Inglaterra e ir para a Escócia. Pouco lhe importava o fato de perder o emprego e ser perigoso, ela só queria era ver Lupin.

Já estava escurecendo quando todos começaram a sair, Tonks foi cordial e agradável com todos, como sempre, ela deu atenção, conversou, ofereceu café e tudo o que estava em seu alcance. E ficou até um pouco mais tarde conversando com Kingsley.

- Pô, ta um saco lá no trabalho, né? – comentou Tonks.

- Nem fala, já estou de saco cheio de fazer relatórios idiotas. – respondeu Kingsley virando os olhos.

- Pelo menos na segunda agente vai fazer a ronda, sair um pouco na faz mal a ninguém.

- Já que não estão tendo ataques, eles bem que podiam dar umas férias para agente. – disse Kisgsley com um ar de felicidade.

- Acho que ainda é muito cedo para pensar dessa forma, afinal só foram dois dias sem ataques.

- Mas nós sabemos que esses dois dias vão se estender por muito mais tempo.

- Pena que só nós sabemos disso... – comentou Tonks sem entusiasmo.

- Você está preocupada com que pode acontecer na Escócia? – perguntou Kingsley se referindo a Voldemort, mas depois que ele terminou a pergunta,percebeu que não foi uma boa idéia. Ele, como todo mundo sabia do sentimento de Tonks por Lupin, mas Tonks não comentava sobre isso com ele.

Claro que Tonks estava preocupada, preocupadíssima, o seu grande amor está lá praticamente vulnerável e ela não podia fazer nada.

- Claro! Talvez Voldemort consiga o que realmente quer, e mesmo eu não sabendo exatamente o que seja, eu não quero que ele consiga porque com certeza isso não é bom. – respondeu Tonks depois de longos instantes de silêncio.

E a conversa continuou por alguns minutos, mas eles pararam de falar de Voldemorte, afinal, já tinham falado sobre isso o dia todo, então ficaram discutindo sobre quadribol por um tempo até que Kingsley disse:

- Tenho que ir agora Nynph...

- Olha Kingsley, você me conhece há muito tempo e sabe que eu odeio quando me chamam pelo meu primeiro nome, então é bom você parar por aí a não ser que queira levar uma azaração.

- Calma... Desculpe-me Srta. Tonks, não foi minha intenção ofendê-la! – falou Kingsley em um tom cômico e se levantando.

- Tchau meu amigo, tome cuidado. – disse Tonks o abraçando.

- Até segunda e eu tomarei...

Dizendo isso ele se encaminhou até a porta e saiu deixando Tonks sentada na poltrona, pensativa.

“Como essa semana foi agitada... No início o Lupin parecia nem saber da minha existência, depois agente quase se beija, aí depois eu pego ele fazendo carinho em mim e logo após ele me xinga aí ontem agente se beija sem querer. Isso parece aquelas novelas mexicanas trouxas.”

Tonks então se levantou e foi procurar por Molly, a encontrou na cozinha, ela estava conversando com Arthur e parecia muito nervosa e estava chorando, Tonks achou melhor não interromper, até porque sabia do que se tratava, desde que Harry, Rony e Hermione desapareceram ela ficava assim, triste pelos cantos.

Tonks então procurou pelos gêmeos, não demorou para achá-los, eles estavam em uma salinha de leitura, então ela entrou para conversar mais um pouco, afinal, era muito sedo para dormir.

- Tonks... Minha cara Tonks... – cumprimentou-a Jorge assim que a viu, levantando-se e indo até onde ela estava.

- Nós estávamos querendo conversar com você. – falou Fred.

- Para dar os parabéns, por você está com o Lupin. – complementou Jorge.

- Mas queremos uma explicação. – disse Fred com um tombem sério.

- Se você está com o Lupin, - começou Jorge.

- O que você tanto conversa com o Kingsley? – completou Fred.

Tonks adorava os gêmeos, eles eram espontâneos igual a ela, só que eram muito mais inconseqüentes e inconvenientes.

- Bom, eu não estou com o Lupin e o Kingsley é só um amigo de trabalho... – falou Tonks pela primeira vez já que eles não deram uma brecha para ela antes.

- Como assim não está? – perguntou Jorge.

- Nós vimos a “despedida” de vocês na estação. – falou Fred com um sorrisinho que parecia que ele tinha acabado de ganhar uma grande quantia em galeões.

- Nem adianta nos enganar Tonks... – complementou Jorge.

- Não, não estou enganando vocês, eu não teria nem motivos para isso. Er... aquele... aliás, aquela “despedida” foi meio que sem querer, sabe? – falou Tonks meio envergonhada.

- Ah, fala sério Tonks, você gosta do Lupin e o beijou “sem querer”? – perguntou Fred gargalhando.

Tonks ficou muito envergonhada, não pela pergunta de Fred mas com o fato de se eles estarem pensando desse jeito é porque realmente parecia que ela tinha feito de propósito e Lupin devia está achando que ela era uma atirada.

- Er... Foi sem querer mesmo, eu juro! – falou Tonks cruzando e beijando os dedos.

- Bom, se você diz... Mas me diga o que você vai fazer amanhã? – perguntou Jorge.

- Nada...

- Então fica com agente lá na loja? Vai ser legal... – convidou Fred.

- Claro! Claro que sim, eu vou com vocês.

Tonks não queria ficar curtindo fossa. Ela realmente precisava fazer alguma coisa no domingo.

Eles ficaram conversando sobre quadribol e outros assuntos banais madrugada a dentro. E quando Tonks olhou o relógio já era 01:46.

- Caramba... Já ta tarde eu tenho que ir dormir - então todos se despediram e foram para seus quartos.

*****

O dia amanheceu muito quente na Escócia. Lupin acordou com um raio de sol particularmente forte em seu rosto, resmungou alguma coisa e virou-se. Depois de alguns instantes ele se levantou, tinha muita coisa para fazer naquele dia, iria visitar o pequeno vilarejo para buscar informações úteis.

Em vinte minutos ele estava devidamente vestido e descendo as escadas da pousada.

- Bom dia Sr. Cryn, você gostaria de tomar café agora ou mais tarde? – perguntou uma moça responsável pelas refeições dos hóspedes, chamada Dora Volthin.

- Não, muito obrigado, estou com pressa.

- Ah, que isso, não acredito que você vai sair sem comer uma torradinha, vamos venha. – falando isso Dora o puxou pelo braço e o levou até a sala das refeições.

- Tá bom, eu vou... – respondeu Lupin sem escolha, afinal, ele já estava sendo carregado a força.

- Olha se sente com o Sr. Digllef, ele está sozinho e sei que vocês fizeram amizade.

Lupin então sentou-se ao lado do novo amigo.

- Bom dia Digllef.

- Bom dia Cryn, mas pode me chamar de Augustus. – respondeu Digllef educadamente.

- E você pode me chamar de John.

- Mas me diga John, quando que sua esposa vai vim para cá também, afinal ela também vai morar e precisa conhecer o lugar. – falou Augustus puxando assunto.

Lupin ficou estupefato, como ele não pensou nisso antes? A sua suposta esposa também teria que vir para a Escócia. Então ele pensou rápido:

- Daqui a duas ou três semanas eu vou buscá-la.

- Ah, eu iria gostar de conhecê-la.

- Você vai, até quando você vai ficar aqui na Escócia? – Lupin mudou de assunto abruptamente.

- Não sei, até quando me der vontade de ir embora.

Lupin achou aquilo meio estranho, como uma pessoa viaja e fica até “dar vontade de ir embora”, e o trabalho, a família?

- E a sua esposa, por que não veio? – perguntou Lupin displicente.

- Ela morreu há dois anos, agora estou morando com meus filhos, mas acho sou um estranho naquela casa, eles tem uma própria família agora, e então eu resolvi viajar por algum tempo.

- Desculpe por lembrar... – disse Lupin meio sem jeito.

- Não se preocupe, mas me diga, o que você pretende fazer hoje?

- Vou visitar aquele vilarejo aqui perto, quero conhecer as pessoas, quer vir comigo?

Remus não via mal algum em ir com o novo amigo, ele parecia tão solitário e talvez ele soubesse um pouco sobre os Botheller.

- Claro! Não tenho nada pra fazer mesmo...

Então, a dupla terminou de tomar café e saiu em uma caminhada gostosa pelos campos em volta da pousada, o sol estava um pouco forte mas não insuportável pois a brisa era fresca.

- Esse lugar é lindo, não é John?

- É... A quanto tempo você está aqui? – Lupin começou a querer saber o que realmente interessava.

- Quase duas semanas.

- Você deve está adorando, não? É tão tranqüilo. – comentou Lupin como se não soubesse de nada.

- Não é tão tranqüilo assim...

Pronto, Lupin chegou no ponto que queria.

- Por que? – perguntou ele tentando parecer espantado.

- Depois de uns dias que cheguei, houve um duplo assassinato, mataram um casal.

- Que horror! – Lupin tentou fazer uma expressão de espanto e assombro.

- Mas não fique achando que o tempo todo a Escócia é assim, pelo que me falaram foi a primeira vez que isso acontece, e foi tudo muito esquisito.

- Como assim muito esquisito?

- É que os vizinhos do casal viram várias pessoas vestidas de preto e alguns raios de luz coloridos que pareciam fogos. – respondeu Augustus como se estivesse contando uma história de terror para crianças.

- E você, viu alguma coisa? – perguntou Lupin tentando parecer apenas curioso.

- Não, a janela do meu quarto não dá vista para o vilarejo, mas no dia seguinte os comentários sobre isso foram incessantes. Isso não foi estranho?

- Foi, muito... – respondeu um Lupin distraído absorto em seus pensamentos, era óbvio que foram Comensais que mataram os Botheller, mas a questão era: “Por que?”

- Mas vamos falar de assuntos mais agradáveis, me conte, você tem filhos? – perguntou Augustus.

Lupin estava se arrependendo de ter convidado Augustus, ele não queria ficar respondendo esse tipo de pergunta, que falta de cordialidade da parte dele, ficar querendo saber de toda sua vida. Remus respondeu que não e mudou o rumo da conversa.

Quando chegaram, Lupin ficou observando tudo atentamente, todas as pessoas, todas as barraquinhas, todas as casas. Tudo parecia normal, o pessoal era humilde e aparentemente honesto, Remus não tinha a mínima idéia do que Voldemort queria com aquelas pessoas.

- Aonde nós vamos primeiro? – perguntou Augustus.

- Não sei, você conhece esse lugar? – perguntou Lupin.

- Não muito, só vim aqui umas duas vezes.

- Qual o lugar por aqui que tem a maior concentração de pessoas? – perguntou Lupin.

- Bom, acho que é na feira.

- Onde fica?

- Por ali. – respondeu Augustus entrando em uma rua.

Lupin teve a certeza de que ali era onde tinha a maior concentração de pessoas, era difícil de andar, tudo era uma confusão total.

- Er... É bem cheio aqui, né? Cheio de mais... Você conhece algum lugar mais calmo?

- Sim, conheço, vai andando em frente que agente chega lá.

E entre empurrões e tropeços ele seguiu em frente, mas enquanto estava andando ouviu uma voz familiar, olhou para traz, não viu nenhum conhecido, continuou, depois de um instante ele ouviu de novo, olhou para traz e viu que a voz era de uma mulher que estava comprando frutas.

Lupin virou-se bruscamente assustando Augustus que não entendeu nada, e foi até a mulher e tocou no seu ombro, então ela se virou.

- He-Hermione? – ele a reconheceu, ela estava com uma maquiagem forte, mas ele tinha dado aula para ela e conhecia aquela voz.

- Não, você deve está me confundindo. – falando isso ela pegou suas maçãs apressadamente e saiu.

- Não, espera... – Remus falou mas já era tarde demais, a mulher já tinha se integrado no meio da multidão e Lupin a perdeu de vista.

- Quem era a moça? – perguntou Augustus.

- Uma a-amiga... – respondeu Remus procurando ela sem obter sucesso.

- Vamos, ou você quer ficar aí olhando para o nada? – perguntou Augustus.

- É... Vamos...

Eles continuaram andando em frente e depois de algum tempo chegaram em uma praça, ela era bem bonitinha, tinha uma barraquinha de sorvete, outra de balões, outra de algodão doce e outra de flores. Tudo muito rústico.

- Er... John, o que nós viemos fazer aqui exatamente? – perguntou Augustus depois de um certo tempo.

- Bom, eu queria conhecer as pessoas desse lugar, queria saber como elas vivem, afinal, não posso me mudar para um lugar desconhecido.

- Ah... Mas como você vai fazer isso? Parar uma pessoa na rua, se apresentar e perguntar o que ela acha da Escócia? – perguntou Augustus meio sarcástico e curioso.

- Não, pretendo fazer amizade e depois explicar minha situação. – respondeu Lupin se arrependendo verdadeiramente de ter levado Augustus junto com ele, ele não parava de fazer perguntas e além do mais era perigoso, se um Comensal os encontrasse ele não teria nem como se defender.

Eles ficaram sentados na praça conversando, Lupin estava esperando uma oportunidade para puxar assunto com alguém, mas era bastante difícil já que Augustus não parava de falar. Até quando surgiu uma oportunidade perfeita, uma senhora estava passando com um cesto cheio de laranjas, só que pelo cesto está muito cheio, ele cedeu e todas as laranjas caíram.

Lupin foi correndo ajudá-la, e quando todas as laranjas já estavam dentro de uma outra cesta:

- Muito obrigado querido, são poucas as pessoas agem dessa forma. – agradeceu a senhora.

- Que isso, não fiz mais que minha obrigação. Prazer, me chamo Cryn.

- Prazer, meu nome é Odeth. Vem meu filho, me acompanhe até minha casa para nós tomarmos um chá.

- Er... Tem algum problema se meu amigo também for? – perguntou Lupin se lembrando de Augustus.

- Claro que não, quanto mais gente, melhor. Chame ele.

Lupin então foi até Augustus que não tinha se levanto do banco.

- Vamos, venha, acabei de fazer amizade com uma senhora, ela nos chamou para ir até a casa dela.

- Seria uma desfeita se eu não fosse?

Remus não entendeu o porque que o amigo não queria ir, mas logo em seguida percebeu que ele estava olhando de um jeito especial para uma mulher que estava do outro lado da praça. Lupin ficou espantado com aquilo, ele aparentava está sentindo falta da viúva e já estava de olho em outra mulher, mas não falou nada.

- Ah... Sim, entendi... Não, não seria desfeita nenhuma.

Falando isso ele voltou para onde a velhinha o esperava.

- Bom, ele não vai poder ir...

- Não tem importância meu querido, vamos só nós dois.

Então eles caminharam por uns 10 minutos e chegaram em uma casinha bem humilde mas muito bem arrumadinha.

- Meu filho, sente-se. – a senhora falou depois de colocar a cesta em cima da mesa e de sentar em uma poltrona.

Lupin se sentou, estava meio sem graça de ter ”invadido” a casa de uma senhora, mas isso era necessário.

- Você mora por aqui? Eu nunca te vi antes.

- Ah, não, não ainda. – Lupin queria chegar logo no assunto.

- Como assim, “ainda” ? Você vai se mudar para cá?

- Sim, só estou conhecendo o lugar para depois ir buscar minha esposa.

- Ah, o senhor tem uma esposa? Qual o nome dela? – perguntou Odeth.

Lupin achava que tinha pensado em tudo, mas na verdade ele tinha esquecido todos os detalhes, um grande erro. Então ele pensou em diversos nomes e falou:

- Amélia.

- Amélia? Que nome lindo, vocês tem filhos?

- Não. – ele já estava se cansando de responder sobre sua suposta vida.

- Que pena...

- A senhora mora aqui há muito tempo? – perguntou ele mudando de assunto.

- Desde que nasci.

- E aqui é um bom lugar para se morar?

- Bom, aqui é sempre calmo, o custo de vida é baixo... Não vejo nada de ruim por aqui. – respondeu a senhora pensativa.

- Mas eu fiquei sabendo que na semana passada assassinaram um casal por aqui.

- Bom, é... Mas essa foi a primeira vez que aconteceu algo desse tipo aqui, e foi tudo muito estranho, aparentemente foi uma morte sem motivos...

- Mas, o que você sabe dessa história toda? Ninguém sabe quem os matou?

- Bom, como eu disse, foi tudo muito estranho, os vizinhos do casal disseram que durante a noite viram pessoas vestidas de preto, e raios coloridos, eles acharam esquisito mas não foram ver o que era, quando amanheceu, o casal estava morto. Nós todos estamos abalados ainda...

- Muito estranho mesmo... – falou Lupin. Dessa parte ele já sabia, ele queria saber os detalhes e onde a casa ficava.

- Mas não mude seus planos de se mudar para cá só por causa disso... – disse Odeth apressadamente.

- Não, não mudarei, mas me diga, onde esse casal morava? Não gostaria de morar perto...

- Bom, é próximo daqui, quase ao lado da fazenda “Toca dos Gados”, mas vamos mudar de assunto, deixa eu te falar de coisas interessantes sobre aqui.

E Odeth começou a tagarelar sobre as crenças e lendas daquele povo, Lupin parecia que não estava ali, olhava para ela e pensava em como iria chegar até a casa dos Botheler sem ser visto pelos Comensais que provavelmente estavam por ali, ele pensava também em Harry, se Hermione estava aqui é porque Harry e Rony também estão e então eles também sabem que Voldemort está procurando alguma coisa. Lupin estava preocupado com os meninos, ele se sentia o responsável por Harry depois que Sírius morreu e não queria que mal algum acontecesse com o garoto. Remus precisava escrever para a Ordem imediatamente.

- Meu querido, estou te cansando com minhas histórias, não? Vou preparar um chá, já volto. – falou a senhora depois de minutos e minutos tagarelando.

Lupin apenas acenou, ainda estava absorto em seus pensamentos. Depois de alguns minutos, Odeth entrou na sala com uma bandeja, eles tomaram o chá e Lupin resolveu ir, ainda tinha muita coisa para fazer hoje.

- Sra. Odeth, fico muito grato pelo chá e pela conversa, mas infelizmente tenho que ir...

- Ah, já? Ainda ta cedo! – disse ela com simpatia.

- Mas tenho muita coisa para fazer hoje.

- Bom, então ta, mas me promete uma coisa?

- O que? – Lupin não fazia a mínima idéia do que ela poderia falar.

- Um dia você trás sua esposa aqui para mim conhecê-la?

- Claro, trago sim, tchau. – ele já estava na porta, e saiu meio que rapidamente.

- Tchau.

Lupin sentiu uma vontade imensa de desaparatar, mas ele não podia correr o risco, então ele saiu de lá as presas, tentando lembrar do caminho, e em menos de uma hora ele estava de volta à pousada. Subiu para seu quarto e se trancou.

“Ótimo... Ótimo... Ótimo... O que eu faço? Harry, Rony e Hermione estão aqui e eu nem sei onde. Tenho que procurar pela casa dos Botheller e está cheio de Comensais rondando por lá. E ainda tem esse povo que não para de perguntar sobre minha vida! Como será que Olho-Tonto está se saindo? Acho que vou mandar uma coruja para ele hoje a noite.”

Lupin então sentou-se em sua mesa e começou a escrever, ele tinha que manter a Ordem informada sobre tudo que está acontecendo.

*****

N/A: Bom, esse capítulo demorou muito para ser postado, mas... pronto! Ele foi..! Minhas aulas começaram dia 12, eu não posso mais ficar no pc durante a semana, até pq eu estudo o dia todo..! E além do mais eu fiz uma promessa de não chegar perto do pc durante essa semana..! E consegui..! Hoje eu esperei dá 00:00 para entrar..! Fiquei de segunda a sexta sem meu bebê..! Mas pronto, o capítulo 04 está terminado, hoje eu começo a escrever o 05..!

Bom, Mymin, não deu para a Tonks tomar nenhuma atitude nesse capítulo, afinal, o Lupin viajou.. Mas no próximo ou quem sabe no 6º ela vai... ah, não tem graça se eu contar, mas vai ser algo bem, digamos, inesperado! Para mim, pelo menos... Eu realmente não sei quando as coisas vão acontecer, pq um fato vai puxando outro e no final vira uma história, eu não tenho nenhum roteiro então não posso te dizer quando exatamente vai acontecer.

E... Valeu Marcela, muito obrigada mesmo, fico feliz que esteja gostando..!

Bom, é isso, até o capítulo 05..!

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