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10. Naquela estante


Fic: Jogo de sedução


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Draco olhava pela janela de sua casa. Ele morava sozinho na mansão Malfoy desde a morte de seus pais. Tudo ali continuava luxuoso e bonito.

Ele olhava o jardim da janela de seu quarto. Algumas plantas balançavam com o vento, o chafariz dourado jorrava água em direção ao seu azul sem nuvens.

Draco tinha saído mais cedo do trabalho. Não tinha mais conseguido trabalhar depois da breve visita da Granger.

Constantemente seu estomago se revirava quando ele se recordava de um pequeno detalhe daquela tarde. A pequena mecha caída sobre o rosto dela. A rendinha branca costurada a seu sutiã. A sua maneira de levantar a sobrancelha quando ele falava alguma coisa que a irritava.

Eles se conheciam desde adolescentes, mas ele nunca tinha realmente olhado para ela. Por mais que custasse a ele admitir, ela tinha se tornado uma mulher muito bonita.

Ele se repreendia por pensar tanto nela. Deveria desprezá-la, ser indiferente a ela como tinha sido às outras amigas dela, mas alguma coisa nela o fazia sempre desejá-la só para ele.

Ele pensou então que depois daquele encontro ela deveria detestá-lo ainda mais.

“E daí?” – ele se forçou a pensar. Não se deixaria ficar pensando nela por tanto tempo – “Isso é só uma atração física. Só to pensando tanto nela porque com ela não foi tão fácil como com as outras.” – esse pensamento o deixou satisfeito. Essa seria sua desculpa para toda vez que se pegasse pensando nela.

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Hermione acordou ainda com muito sono. Tinha ido dormir tarde na noite anterior relendo o contrato de compra da loja. Naquela tarde seria sua reunião com Mlafoy e ela queria estar bem preparada.

Depois de um banho rápido, encaminhou-se a Floreios e Borrões para analisar o espaço. Viu uma serie de imperfeições na estrutura do prédio antigo e anotou todas em um bloquinho para repassá-las a seu advogado.

Ela tinha escolhido Malfoy para ser seu advogado. Gina também era advogada. Será que a amiga ficaria chateada ao saber que havia sido trocada? E logo pelo Malfoy? Ela se forçou a acreditar que não.

Almoçou no Beco Diagonal e no horário marcado encontrava-se na sala de espera ao lado de fora do escritório de Malfoy.

A secretária mantinha o humor do dia em que Mione a conhecera. E, com muita má vontade, bateu à porta da sala do loiro e anunciou sua presença.

- Pontual, Granger. – ele disse sem olhar para ela, mexendo em uns papéis.

- Sempre, Malfoy. – ela respondeu se encaminhando em direção a mesa dele.

- Senta ai. – ele disse se referindo a uma cadeira ao lado dela.

Mione simplesmente continuou em pé, sem falar nada. Apenas levantou uma das sobrancelhas.

- O que houve? Por que você não quer sentar? Hemorróidas? – ele disse secamente.

- “Senta ai” não é a melhor maneira de se falar com uma cliente para se sentar. – ela também respondeu secamente, ignorando o comentário anterior do loiro.

- E o que você queria que eu falasse? “Queira fazer o favor de sentar-se, madame.”? – ele falou, sarcástico como sempre.

- Um pouco de educação não faz mal a ninguém, Malfoy. Mas você não deve saber disso, ne? Você nunca teve mesmo... Não sabe como faz bem ser educado às vezes.

- Eu fui educado muito bem. Minha família sempre teve dinheiro... – ele começou a dizer.

- Educação não tem nada a ver com dinheiro e você é a prova viva disso. Tem rios de dinheiro e não tem um pingo de educação. – ela disse, sentando-se finalmente.

- Você veio aqui para ficar me criticando ou para pedir minha ajuda? – ele disse com a cara fechada.

- Por mais que seja muito divertido ficar apontando seus muitos defeitos, eu tenho mais o que fazer. Então vamos logo falar do contrato.

Ele nada disse. Apenas pegou, muito mal-humorado, o bloco que Mione tinha dado a ele no encontro anterior e o abriu com má vontade.

Depois de bastante tempo discutindo algumas cláusulas, eles finalmente chegaram a algumas conclusões e separaram algumas reclamações a fazer para o proprietário.

- Mas você acha que ele realmente vai fazer essas concessões? – ela perguntou recostando-se na cadeira.

- Esse contrato me passou a imagem de que ele está desesperado para vender. Acho que ele vai fazer quase tudo que a gente pedir. Eu só não entendo o porquê desse desespero. Tem alguma coisa muito estranha... – essas últimas considerações foram feitas mais para ele mesmo do que para Mione. Ela resolveu interromper a divagação.

- Eu fui hoje lá na loja e andei vendo alguns defeitos estruturais. Será que eu consigo uma redução no preço de compra?

- Depende dos defeitos e depende se ele já os abateu do preço do imóvel.

- Acho que ele não abateu nada. Ele deveria, pelo menos, concertar antes de me passar a loja.

- De que tipo de problemas nós estamos falando?

Ela passou o bloquinho com suas anotações ao loiro, que o pegou e analisou cuidadosamente.

Enquanto ele lia as anotações dela, Mione pôde reparar o quanto ele pareceu concentrado. Notou, então, que eles passaram a ultima hora tendo uma conversa civilizada, sem provocações.

“Ele realmente é um bom advogado” – ela pensou dando um pequeno sorrisinho com o canto esquerdo dos lábios.

- Eu vou passar na Floreios com um corretor e ele vai fazer um orçamento para mim. Assim a gente pode ver se tem alguém querendo te enganar. – ele disse guardando os papéis na sua mesa e parecendo encerrar a reunião.

- Se precisar de mim, ajudo no que for do meu alcance. – ela disse sorrindo e se levantando devagar.

- Na verdade, eu preciso que você faça uma coisa pra mim, sim.

Ela apenas olhou para ele.

- Você pergunta pro dono da loja se nós podemos passar lá depois que a loja já estiver fechada. Não importa que ele esteja lá também, só acho melhor não ter nenhum cliente. Deve ser melhor pra a análise do imóvel.

Mione sorriu novamente.

- Pode deixar, Malfoy. Te mando uma coruja depois que eu falar com ele pra te dizer qual foi a resposta.

Os dois se encararam em um silencio típico de final de conversa.

- Então eu já vou indo. – ela disse ainda sorrindo – Obrigada pelo seu tempo. – disse estendendo seu braço para um aperto de mão.

Draco se levantou e apertou a mão da morena.

- Até breve. – foi a única coisa que ele disse.

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Mione não sabia o motivo de estar tão nervosa. Ela ia apenas escrever um pequeno bilhete para o Malfoy. Por que ela parecia uma besta sem saber quais palavras colocar no papel?

Mesmo que ela estivesse usando os serviços de Malfoy por uma causa real, ainda estava em uma aposta. Luna e Gina já estavam cobrando que ela pelo menos marcasse o encontro.

Aquela carta era fundamental para o seu plano de sedução. Aquele pedaço de papel tinha que fazer com que Malfoy a desejasse mais, que ele não resistisse a ela, mas ao mesmo tempo tinha que ser uma carta de trabalho.

Decidiu que não usaria a carta para seduzi-lo. Tinha bolado um plano melhor. Bem melhor.

Molhou a pena e escreveu:

‘Malfoy,
conversei com o proprietário e ele disse que o único dia disponível para essa visita será amanhã. Espero que essa data não seja muito inconveniente para você nem para o corretor.
Se você não se importar, gostaria de ir com vocês, para mostrar exatamente os lugares onde encontrei defeitos.
Beijos
Hermione Granger’

Ela olhou para o papel e se questionou se o “beijos” no final do bilhete era apropriado. Resolveu deixar como estava.

Pegou sua coruja-da-torre e a enviou a Malfoy. Será que receberia uma resposta?

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Malfoy estava parado na janela do seu quarto e reparou quando uma coruja veio voando em direção a mansão. Lembrou que a Granger tinha ficado de mandar uma coruja a ele e abriu a janela para esperá-la chegar.

Leu o pequeno bilhete e ficou admirado como o final daquele pequeno bilhete pôde mexer tanto com ele. “Beijos. Hermione Granger”.

Hermione. Ler o nome dela o fazia sentir uma intimidade que não tinha sentido antes. Um nome foi adicionado àquele sobrenome que ele conhecia há tanto tempo. E tinha sido para ele. Hermione.

Pegou uma pena e um pergaminho. Escreveu as primeiras coisas que passaram em sua cabeça.

‘Hermione,
amanhã está ótimo. Não me importo que você vá, pelo contrário. Vou adorar ter você por perto numa visita que seria tão chata.
Abraços
D.M’

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Às seis horas, Mione se encontrava sentada na sorveteria no Beco Diagonal. Não queria ser pontual, queria chegar um pouquinho atrasada. Queria que ele esperasse por ela. Assim, para enrolar um pouco, pediu um sorvete.

Chegou à “Floreios e Borrões” com dez minutos de atraso. Todos os homens já estavam à porta, esperando por ela. Malfoy, o dono da loja e um homem que ela imaginou ser o corretor. Depois de breves cumprimentos, todos entraram na loja, já fechada para os clientes.

Malfoy tinha razão na carta que escreveu. Aquilo realmente estava sendo muito chato. O corretor andava de um lado para outro fazendo anotações e pequenas exclamações incompreensíveis. O proprietário batia um dos pés em um movimento frenético e incansável, em um aparente estado de estresse elevado. Malfoy conferia o relógio de cinco em cinco minutos e Mione olhava para o teto. Literalmente.

Depois de intermináveis quarenta e cinco minutos o homem terminou o se serviço e disse que informaria o orçamento no dia seguinte. O dono da loja, completamente apreensivo, corria atrás do corretor, falando sobre as incríveis qualidades do lugar e do espaço maravilhoso que a loja tinha.

Quando o corretor informou que devia ir embora, o dono da loja começou a empurrar Mione e Draco para fora da loja, sem perder o outro de vista.

- Eu ainda quero mostrar umas coisas para o meu advogado. – Mione protestou, parando no meio do caminho.

- Outro dia você vem e mostra. – ele tentou puxar a morena para fora da loja.

- Eu acho que agora seria a melhor hora. É bom aproveitar agora que não tem clientes vagando pelos corredores. – ela continuou sem se mexer.

- Mas agora eu não posso mais ficar aqui. – ele tentava desesperadamente não perder o corretor de vista – Volta aqui amanhã depois que eu fechar a loja.

- Você não tinha me dito que hoje era o único dia disponível para que a gente viesse aqui? – a mulher cruzou os braços.

- Ah... É. – ele coçou a cabeça e viu o corretor saindo pela porta. – Escuta. Vocês fiquem ai, então. Eu volto daqui a pouco. – e saiu correndo em direção a porta.

Malfoy e Mione se olharam sem entender. O homem tinha acabado de deixá-los sozinhos na loja?

- Então... – o loiro começou, depois de um momento de silencio – O que você tem para me mostrar?

- Ah sim. O que me incomoda mais é um buraco na madeira de uma estante bem ali – ela disse se encaminhando para o lugar e sendo seguida por ele – que pode ser um indicio de que tem cupim aqui dentro.

Chegaram em um canto da livraria que estava quase totalmente escuro, só era iluminada por uma vela muito ao longe.

- Porcaria. – ela disse em um tom meio envergonhado – Não dá pra ver direito. Como eu vim aqui de manhã, o sol batia dali pra cá... – quando ela fazia os gestos, indicando o caminho da luz, sua mão esbarrou no braço de Malfoy.

Inexplicavelmente, aquele pequeno encontro entre os corpos deles os deixou em um silencio desconfortável.

Sem dizer mais nenhuma palavra, ele pôs as mãos nos ombros dela. Ela tremeu com o toque das mãos frias dele. Era simplesmente o frio ou era sentir a pele dele na dela que a fazia sentir pequenos choques elétricos por todo seu corpo?

Ao aproximar o rosto dele do dela, temeu que ela pudesse o empurrar ou lhe dar um tapa na cara. Mas ela não se afastou nem muito menos bateu nele, pelo contrário, pareceu corresponder. Os lábios dela eram quentes e macios.

Eles se separaram por um momento, então ele pôs seus braços em volta dela e eles se beijaram novamente, desta vez com mais confiança.

Quando o beijo se aprofundou mais, Mione não agüentou e deixou um pequeno gemido escapar por sua garganta.

Esse pequeno som fez com que Draco se sentisse livre para beijá-la da forma que quisesse, para começar a explorar o corpo dela com suas mãos.

Ele a empurrou com força contra o canto da estante, entre os livros. Enquanto eles se beijavam, ela puxava as roupas dele, tentando tirar sua camisa. Quando finalmente conseguiu, passou as mãos por seu peitoral musculoso e mordeu o ombro dele, não exatamente de brincadeira.

Ele tirou a cabeça dela de lá, beijando seu pescoço, forçando a cabeça dela de volta para as estantes. Ela puxou o cabelo dele e empurrou o rosto dele em direção aos seus seios.

Ela sentiu como se todo o ar a sua volta tivesse sumido. Levantou a cabeça num ato igual a de uma pessoa desesperada para respirar, desesperada por ar.

Ele baixou a cabeça dela de novo e a empurrou na direção de seu peitoral. Ela o mordeu de novo. A sensação era insuportável. Ele precisava possuir aquela mulher.

Os únicos sons que se ouviam eram suas respirações ofegantes, o som de suas peles roçando uma pela outra e por pedaços de roupa que ainda não tinham sido arrancadas. Eles suavam e gemiam. Os beijos se tornavam cada vez mais agressivos.

Ela tinha seus braços em volta do pescoço dele. Beijava sua orelha e mordia levemente seu lóbulo. Essas mordidas o estimularam, o encorajaram.

Ele passou uma mão por baixo do vestido dela e tentou dar lhe um pequeno tapinha, mas não havia muito espaço.

Draco então puxou a perna dela para uma estante mais baixa, onde ela se apoiou. Ela não estava pensando em nada. Naquele momento ela não se lembrava de aposta nem de mais nada. Ela queria aquele homem que a estava deixando doida, não importava qual era seu nome.

Ele tirou o cinto. Os dois sabiam que o momento se aproximava.

Então ela parou os beijos e se afastou dele. Draco olhou incrédulo para ela, sem entender o motivo da interrupção. Ela apenas sussurrou:

- Tem alguém aqui.

O choque do que quase tinha acontecido se instalou sobre eles. Eles estavam semi-nus em uma livraria. Alguém se aproximava e via toda a cena. Granger e Malfoy se agarrando em um canto da “Floreios e Borrões”.

Hermione se ajeitou e, sem dizer mais nenhuma palavra, passou por Draco e pelo dono da loja, que olhava tudo com uma expressão abobalhada.

Draco viu a mulher saindo pela loja e dirigiu-se ao homem a sua frente.

- Tenha uma boa noite. – ele disse com seu tom seco, como se nada tivesse acontecido. Como se o homem tivesse entrado na loja e não tivesse visto nada além de ele e Granger conversando.

Saiu sem olhar para trás.

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N/A: genteee.... ate que o capitulo ficou grandinho, ne? desculpa a demora, mas é que eu estou tendo varias provas na faculdade entao nao tenho muito tempo pra escrever... desculpa de novo!!!
mas entao? o que voces acharam do capitulo?? valeu a pena esperar?? comentem!
mil beijos para todas! e muito obrigada pelos comentarios!
Imogen, lindona, muiiiiittttooo obrigada pela critica que voce fez a minha fic! eu juro que fiquei muito emocionada! sao pessoas como voce que me fazem ter vontade de sentar no pc e ficar mais de 5 horas escrevendo um capítulo!
Tita ^.^
ps: cena final inspirada no livro "atonement" de Ian McEwan

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