- “Uma vez”- disse Gina com lágrimas de tanto rir- “um camarada quis que eu me sentisse “exposta e vulnerável” para poder ter empatia com a personagem que estava morrendo de câncer de mama. Vocês podem imaginar o que ele queria que eu expusesse!”
- “Não brinca!”- exclamou Harry- “Essa droga existe mesmo?”
Hermione estava ficando enjoada.
- “E você, Hermione?”- perguntou Harry, brincando.- “Já foi vítima do teste do sofá com diretores de elenco?”
- “Não seja ridículo”- cortou ela.- “Os diretores só armam essa droga com atores desesperados. Aquele tipo que eles sabem que fará qualquer coisa para conseguir um papel. Eu não me encaixo nessa categoria.”
-“ Ah, e eu me encaixo, suponho?”- desafiou Gina, cujo rosto estava vermelho de constrangimento.
Hermione deu de ombros.
- “Namorar o Draco não foi propriamente ruim para a sua carreira, não é?”
A voz de Gina era calma, mas ela se levantou , claramente furiosa.
- “Sua filha-da-mãe”
-“Para onde você vai?”- perguntou Draco, desesperado, levantando-se para ir atrás dela.
- “Para casa”- disse ela, sem diminuir o passo.
-“Querem um pouco de merengue?”- perguntou Hermione, feliz da vida.
Naquele momento, Hermione aproximou-se da mesa com uma torre oscilante de framboesa, suspiro e creme. Harry, que estava de costas para ela, levantou os braços, batendo em Hermione. A travessa espatifou-se no chão. Harry caiu na gargalhada.
-“Desculpe”
-“Não é engraçado!”- gemeu Hermione- “Sabe quanto tempo eu passei fazendo essa sobremesa? Tanto trabalho, tanto esforço.”
Draco pegou as chaves do carro e foi embora com Gina.
- “Quer parar?”- disse Harry.
- “Se tivesse derrubado uma sobremesa feita pela Gina, você estaria se lamentando. Quer transar com ela, não é, Harry? Adoraria ver aqueles lábios envolvendo seu sexo.”
Harry sentiu o estômago retorcer, como se fosse vomitar. Ele queria faze-la parar.
- “Cale a boca!”- gritou ele, agarrando o pulso de Hermione e sacudindo-a violentamente.
Ele a segurou e sentiu a pressão suave dos seios contra o seu tórax. O desejo tomou conta de seu ser. Subitamente, tudo o que sentia por ela explodiu. Ele começou a beija-la.
Então ele a queria. Hermione se esforçava para reprimir os sentimentos poHarry, por estar convencida de que ele não correspondia. Mas ele correspondia, sim.
Harry começou a beijar seus seios nus. Ela soltou um gemido.
- “Diga que me quer”- sussurrou Harry, mudando para o outro seio, enquanto sua mão descia pelas coxas dela, e em seguida subia, parando antes de chegar à virilha.
- “Por favor, Harry, vai.”
- “Ir aonde?”- caçoou ele, descendo as mãos para abrir o zíper e abaixando a calça dela até o joelho
Ele pegou o creme com framboesas na tigela e começou a besuntar as coxas e a barriga de Hermione, evitando calculadamente o lugar que ela ansiava que ele tocasse.
A moça fechou os olhos e entregou-se às sensações maravilhosas que a inudavam. As mãos quentes e ásperas de Harry estavam em seus seios, enquanto ele a torturava lambendo o creme das suas coxas, o calor de sua língua misturando-se se aos seus próprios humores, que já começavam a molhar a calcinha.
Depois do que pareceu uma eternidade, e ainda sem ter se aproximado um dedo do seu sexo, ele se livrou do jeans, e Hermione sentiu a pressão do membro enorme contra seu corpo. Ela desceu uma das mãos para toca-lo, mas ele levantou-as acima da cabeça, prendendo-lhes os braços de uma forma que ela não conseguia se mexer.
- “E então...”- ele riu para ela.-“Mione. Diga. O que você quer?”
Ela o queria dentro dela com tanta intensidade que poderia gritar, mas não conseguia dizer em palavras. Não para Harry.
- “Eu quero você”- gaguejou ela. Ele sacudiu a cabeça.
- “Sinto muito, meu anjo.”- sussurrou ele no seu ouvido.- “Acho que não é o suficiente”
Hermione começou a choramigar.
- “Me diga o que quer que eu faça com você. Quero ouvir você dizer”
- “Nossa, Harry, não consigo!”
- “Verdade?”- ele caçoou, passando a língua no seu lábio inferior.- “Não consegue? Mas poucos minutos atrás não estava tão tímida. Não foi você que disse que eu queria a boca da Gina envolvendo meu sexo?”
- “Me desculpe, está bem?”
- “Não se deculpe”- disse Harry soltando suas mãos e tirando sua calcinha. Por mais que quisesse ouvi-la implorar por ele, não tinha como se controlar.- “Agora pode me mostrar o quanto você sente.”
E ele penetrou o membro fundo dentro dela, e logo sentiu os espasmos fortes do seu orgasmo quase imediato. As mãos de Hermione estavam em suas costas, em seu cabelo, em suas nádegas, puxando-o e arranhando-o, beliscando seus ombros na mais total demonstração de abandono e desejo que ele já sentira em uma mulher. Se for possível, pensou Harry, Hermione parecia desejá-lo mais do que ele a ela.
Harry tentou segurar seu próprio clímax, mas era como nadar contra a maré. Quando ele gozou, foi como se uma vida inteira de tensão estivesse sendo gloriosamente liberada.
Ele não trocaria aquele momento por nada no mundo. Fora o momento mais mágico de toda sua vida.
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