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9. Quebrando


Fic: BEFORE THE DAWN- NC18 - Continuação de Save Me - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 Leona Lewis - Bleeding Love



Leona Lewis – Bleeding love


Closed off from love
I didn't need the pain
Once or twice was enough
And it was all in vain
Time starts to pass
Before you know it you're frozen

But something happened
For the very first time with you
My heart melts into the ground
Found something true
And everyone's looking round
Thinking I'm going crazy

But I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vein
That I keep on closing
You cut me open and I

Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open

Trying hard not to hear
But they talk so loud
Their piercing sounds fill my ears
Try to fill me with doubt
Yet I know that the goal
Is to keep me from falling

But nothing's greater
Than the rush that comes with your embrace
And in this world of loneliness
I see your face
Yet everyone around me
Thinks that I'm going crazy, maybe, maybe

But I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vein
That I keep on closing
You cut me open and I

Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open

And it's draining all of me
Oh they find it hard to believe
I'll be wearing these scars
For everyone to see

I don't care what they say
I'm in love with you
They try to pull me away
But they don't know the truth
My heart's crippled by the vein
That I keep on closing
You cut me open and I

Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open and I

Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
I keep bleeding
I keep, keep bleeding love
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love
You cut me open and I
Keep bleeding
Keep, keep bleeding love




Leona Lewis – Bleeding love (tradução)


Fechada para o amor
Eu não precisava da dor
Uma ou duas vezes foi suficiente
E foi tudo em vão
O tempo começa a passar
Antes que você perceba, você está congelada

Mas alguma coisa aconteceu
Pela primeira vez com você
Meu coração derreteu pelo chão
Achei alguma coisa verdadeira
E todo mundo está olhando
Achando que estou ficando louca

Mas eu não me importo com o que dizem,
Eu estou apaixonada por você,
Eles tentam me afastar
Mas eles não sabem a verdade,
Meu coração está danificado na veia
Que eu continuo fechando
Você me corta e eu

Continuo sangrando,
Continuo, continuo sangrando amor
Continuo sangrando,
Eu continuo, continuo sangrando amor,
Continuo sangrando,
Continuo, continuo sangrando amor
Você me corta

Tentando o máximo para não ouvir
Mas eles falam muito alto
Os barulhos irritantes deles enchem meus ouvidos
Tentam me encher de dúvidas
Embora eu saiba que o objetivo
É evitar que eu me apaixone

Mas nada é maior
Do que a sensação que vem com seu abraço
E nesse mundo de solidão
Eu vejo seu rosto
Entretanto todo mundo ao meu redor
Acha que estou ficando louca, talvez, talvez

Mas eu não me importo com o que dizem,
Eu estou apaixonada por você,
Eles tentam me afastar
Mas eles não sabem a verdade,
Meu coração está danificado na veia
Que eu continuo fechando
Você me corta e eu

Continuo sangrando,
Continuo, continuo sangrando amor
Continuo sangrando,
Eu continuo, continuo sangrando amor,
Continuo sangrando,
Continuo, continuo sangrando amor
Você me corta

E está drenando tudo de mim
Oh, eles acham difícil de acreditar
Eu carregarei essas cicatrizes
Para todo mundo ver

Mas eu não me importo com o que dizem,
Eu estou apaixonada por você,
Eles tentam me afastar
Mas eles não sabem a verdade,
Meu coração está danificado na veia
Que eu continuo fechando
Você me corta e eu

Continuo sangrando,
Continuo, continuo sangrando amor
Continuo sangrando,
Eu continuo, continuo sangrando amor,
Continuo sangrando,
Continuo, continuo sangrando amor
Você me corta




Capítulo 8



Quebrando



Mil imprecações cruzaram a mente de Harry enquanto ele caminhava velozmente pelos corredores do St. Mungos. O prédio o deixava desconfortável...estava cheio de lembranças que prefereria esquecer. Não ajudava que as inúmeras pessoas o reconhecessem e começassem a cochichar umas com as outras enquanto ele passava. Não havia dúvida de que o Profeta Diário já rodara por ali. Uma enfermeira berrou e se afastou quando o viu, antes de corar e apressar-se na direção oposta. Isso o recordou quase que vivamente a época em que Justino Fitch-Fletchely fugiu dele quando as pessoas pensavam que Harry era o Herdeiro da Sonserina.

Ele só queria encontrar Gina e se mandar daquele lugar.

Lembrando-se de que ela estaria na ala das crianças aquela tarde, Harry caminhou até as portas duplas, seus olhos imediatamente buscando por um familiar cabelo flamejante. Duas curandeiras estavam paradas no lado oposto da ala, ambas examinado um pedaço de pergaminho. Muitas crianças jaziam em suas camas enquanto elas liam...outras estavam à mesa, jogando um entusiástico Snap Explosivo.

Uma das curandeiras, uma mulher de aparência orgulhosa, com cabelo escuro preso em um coque apertado, ergueu o olhar e espiou Harry. Ela sussurrou algo para a outra mulher e apontou na direção dele, sua expressão severa.

- Sr. Potter.

- Estou procurando a Gina Weasley. – Harry explicou, relanceando o olhar ao redor. – Ela me disse que estaria nessa ala hoje.

- Seu plantão mudou essa manhã. – A mulher respondeu, seus olhos cinzentos observando Harry apreensivamente.

- Onde ela está então? – Ele perguntou, com pressa.

- Você terá que encontrar o superior dela, o sr. Clark.

Ela estremeceu nervosamente, fazendo Harry erguer uma sobrancelha em curiosidade. Ele controlou a raiva...havia crianças ali, apesar de tudo.

- Você pode me dizer onde fica o escritório dele?

- Desça o corredor e vire à esquerda. – Ela moveu-se para a porta. – Por favor.

Ela estava escorraçando-o, louca para que ele deixasse a ala. Retraindo um comentário mordaz, Harry virou-se e foi para o corredor. Ele dera apenas um passo, quando ouvira seu nome.

- Neville - Harry cumprimentou, observando um sorriso expandir-se no rosto de Neville quando ele apareceu. – O que faz aqui?

- Estou trabalhando no departamento de poções nos meus dias de folga de Hogwarts. Estamos desenvolvendo algumas novas poções medicinais. – Neville jogou a cabeça para o lado e franziu as sobrancelhas em preocupação quando Harry relanceou o olhar por sobre o ombro impacientemente. – Há algo errado?

- Não sei ainda. – Harry suspirou. – Viu a Gina?

- Bem, é...eu a vi há cerca de uma hora. Ela estava indo embora.

- Indo embora?

- Suponho que sim. Ela estava com a bolsa e a capa. Por falar nisso, ela parecia doente. Talvez tenha ido para casa por isso.

Harry correu uma mão pelo cabelo:

- Valeu, Neville. Tenho que correr.

- Está tudo bem? – Neville parou, mordendo o lábio inferior. – Não tem nada a ver com o Profeta Diário, tem?

- Não sei. Espero que não. – Harry disse brevemente.

- Ei, Harry, não acredito em uma palavra sequer do que ele diz...

- Eu sei, Neville. – Harry suspirou, as janelas estreitas o sufocando. – Só preciso chegar até a Gina.

- Claro. Mande uma coruja se precisar de qualquer coisa. – Neville disse com um sorriso de conforto. Harry assentiu e passou por ele, descendo o corredor para as escadas. Ele sacou a varinha no momento em que parou do lado de fora e rapidamente desaparatou.

A casa estava quieta quando ele chegou com um abatido “pop”. A bolsa de Gina estava próxima à porta. Harry tirou as vestes devagar antes de largá-las perto da capa dela. Com passos quietos, quase cautelosos, ele caminhou para a cozinha.

Ele a encontrou vazia, a não ser por uma chaleira e o Profeta Diário sobre a mesa de madeira.

- Merda. – Ele murmurou, pegando o papel e encarando a ainda inerte Susana Bones.

- Quando ia me contar?

Harry virou-se e encontrou Gina, ainda em suas vestes cinzentas de Curandeira. Ela estava apoiada no batente da porta com os braços cruzados e a boca formando uma linha firme. Ele podia sentir a raiva controlada irradiando dela.

- Você acreditaria se eu dissesse que eu tentei?

- Não muito, Harry.

Harry suspirou e largou o jornal de volta à mesa.

- Eu não tinha muito o que te contar...

- Então o Mundo Bruxo inteiro sabia mais do que você? – Gina perguntou, fazendo menção ao papel. – Eu acho difícil de acreditar.

- Eu só descobri pelo jornal hoje de manhã. – Ele disse, pegando uma cadeira e sentando-se. – As fotos e a estória vazaram ontem à noite. – Harry franziu as sobrancelhas quando ela fechou os olhos e esfregou a testa. Neville estava certo, ela parecia doente.

- Você saiu mais cedo do trabalho.

- Tive que sair.

- Está doente?

Gina balançou a cabeça e abriu os olhos para olhar para Harry antes de adentrar na cozinha.

- Eles me suspenderam por algumas semanas.

- Por quê? – Harry perguntou, incrédulo.

Gina abaixou-se para pegar o Profeta Diário.

- Aparentemente não é adequado à equipe eu viver com um suspeito de assassinato.

- Não sou suspeito...

- Aqui diz que você é. – Gina interrompeu, levantando a primeira página para Harry ver. – E não importa se é ou não verdade, as pessoas falarão e acreditarão no que quiserem.

- Eles não podem te suspender por causa do que o Profeta Diário diz.

- Eles podem fazer o que bem entenderem. – Ela respondeu com um pequeno suspiro enquanto ela deixava a página cair na mesa. – Mas não estou preocupada com isso agora. Quero saber porquê não me contou.

- Gina, eu te disse que tentei. Na outra noite quando você foi convocada ao trabalho. Eu tinha te dito que precisava falar com você sobre algo importante.

- Deveria ter me contado no momento em que chegou em casa...

- Desculpa, mas ser seduzido pela minha noiva me distraiu. – Harry falou ríspido, seus olhos verdes se estreitando quando ela se virou e saiu da cozinha. Ele ficou de pé para seguí-la, agarrando seu braço antes que ela pudesse dar mais um passo.

- Gina, isso não te interessa.

- Eles me suspenderam do trabalho por causa do meu relacionamento com você. – Gina choramingou, puxando o braço. – Não se atreva a me dizer que isso não me interessa.

- Você acha que fiz isso?

- NÃO! – Gina disse, consternada. – Como pôde me perguntar isso?

- Porque, - Harry disse entre dentes. – Eu chego em casa para conversar com você e você me trata como se eu, intencionalmente, tivesse colocado seu trabalho a perder.

- Tudo o que estou dizendo é que, se tivesse me contado primeiro, eu poderia ter me preparado. Teria sabido que a equipe de Curandeiros queria falar comigo, considerando o fato de que nosso relacionamento não é um segredo. Você tem idéia de como foi ser chamada no escritório do diretor do St. Mungos e me ser oferecido um jornal cuja manchete dizia que o homem que eu amo é suspeito em uma série de assassinatos repulsivos?

Harry recuou quando Gina esfregou os olhos e sua voz se encheu de emoção. Ela jogou os cabelos para trás dos ombros e o encarou, seus olhos subitamente secos.

- Eu tentei te defender. Tentei dizer a eles que o Profeta Diário era uma porcaria. Eles não quiseram me ouvir. Tudo o que queriam era me mostrar as fotos.

- Então eles são uns idiotas*...

- Você sabe, - Gina pressionou, ignorando-o. – O que é olhar para o corpo de Susana Bones com a sua cicatriz? Sua cicatriz, Harry.

- Você está certa. É minha. É problema meu. – Harry disse raivosamente. – Se eu achar que te envolte, te deixarei saber. E, a menos que você trabalhe para o Ministro, não tenho obrigação de te contar nada.

Ela pareceu magoada por um breve momento enquanto a descrença e a dor nublavam seus olhos âmbar. Então eles brilharam com fúria antes de ela virar-se e irromper pelo corredor,até o quarto. Ele estremeceu quando a porta bateu, antes de deixar sua raiva reinar. Ele pensou em derrubar a porta, mas, ao invés disso, catou suas vestes. Se ela queria ficar de mau humor, ele a deixaria ficar de mau humor. Mas ele não precisava ficar e compactuar com isso. Com um rápido giro de pulso, Harry tinha ido.


****



- Pensei que tivesse ido por hoje.

Hermione ergueu o olhar do livro que estava estudando e sorriu:

- Só saí um pouco e fui dar uma volta. Precisava de ar.

- Compreensível. – Sirius relanceou o olhar para trás. – Na verdade, vou sair, mas podemos conversar por um minuto?

- Claro! Entre, por favor.

Sirius entrou e fechou a porta do escritório. Hermione fechou o livro lentamente quando ela o ouviu murmurar um Feitiço Silenciador.

- Tudo bem?

- Bem , depende do ponto de vista. – Sirius disse, correndo uma mão pelo cabelo escuro antes de se sentar em uma cadeira de frente para ela. – Peço desculpas pelo comportamento do Rony hoje.

Hermione exprimiu uma risada curta:

- Por favor, Sirius. Você não tem que pedir desculpas por ele...

- Ele não foi profissional. – Sirius disse simplesmente. – Mas se preocupou com a sua segurança.

Enquanto ela abria a boca para responder, ela encontrou a si mesma sem palavras. Sirius tomou o seu silêncio como um incentivo a continuar:

- Apreciamos que esteja se arriscando para nos ajudar, apesar do que ele ou Harry possam dizer.

- Eu sei.

Hermione inclinou a cabeça para analisá-lo quando ele caiu em silêncio. Seu rosto estava exaurido, seus olhos cansados. Entristecia-a que a jovialidade dos olhos que ela conhecera quando era menina estivesse desaparecendo.

- Sirius, o que foi?

Ele pareceu sair do torpor em que estava e sacou um pedaço de pergaminho do bolso de suas vestes, deslizando-o pela escrivaninha:

- Temos um dedo-duro, obviamente, no departamento. Com esse tipo de caso, envolvendo o Harry, dentre todas as pessoas, Arthur e eu, junto com muitos membros sênior do Departamento, discutimos quais medidas tomar.

- Que são?

- Haverá mais cautela que o usual. Os membros formados da Ordem estão todos em alerta e de olhos e ouvidos bem abertos. Os Aurores do Departamento de Mistários estão aumentando sua patrulha e investigações para qualquer atividade incomum e Penélope e seu departamento estiveram aqui por horas noite adentro tentando detectar a varinha, ou varinhas, que matou ou mataram aquelas pessoas.

- Desculpa por não ter ajudado mais. – Hermione franziu o cenho. – Eu estive tentando...

- Está fazendo o melhor que pode. – Sirius interrompeu. – Você é mais do que valiosa para nós.

- Mas não fui capaz de ver nada até agora, ou sentir qualquer coisa. – Hermione esfregou as têmporas. Ela tinha deixado muitas coisas distraí-la. – Não estive tentando o suficiente.

- Hermione, é tudo o que pode fazer. Não force. Mas quero perguntar se você poderia patrulhar com Harry e Rony mais freqüentemente. Se eles toparem com alguma coisa, gostaria que você estivesse lá.

- Estarei. Só me diga quando. – Apesar de seu estômago comprimido com o pensamento de passar algum tempo com Rony.

- Não estou mais fixando um horário no departamento de Aurores. Cada Auror receberá seus horários da Tonks ou diretamente de mim. – Sirius sacou dois envelopes. - Já que amanhã é Halloween, não acho que verei o Rony ou o Harry, mas tenho certeza que você sim, então estava imaginando se você poderia entregar isso por mim.

A mão de Hermione tremeu levemente enquanto ela pegava os envelopes:

- Claro...- Ela guardou-os no bolso das vestes e ergueu o pedaço de pergaminho. – E isso?

- Oh, desculpe. – Sirius sacou a varinha e inclinou-se – Aperio!

Faíscas amarelas dispararam sobre o pergaminho e lentamente desapareceram enquanto muitos números apareciam em um rabisco ilegível e negro.

- Ainda não entendo. – Hermione disse com um pequeno sorriso e um aceno de cabeça.

Sirius hesitou antes de lançar-lhe um sorriso simpático. Por um momento, ela imaginou se ia recuperar o sorriso maroto que ele aprimorara em sua juventude. Ela não pôde evitar retribuir seu sorriso.

- Sei que não pode forçar suas habilidades, mas você disse que algumas imagens ou fotos podem ajudar...

- Geralmente. – Hermione olhou para os rabiscos novamente. – Você precisava que eu olhasse para algo?

- Muitas coisas, na verdade. – Sirius disse. – É o feitiço da combinação dos arquivos do Departamento, no subsolo. Três pessoas têm o feitiço, Arthur, eu e agora você.

Sentindo-se tola, Hermione sentiu a importância daqueles rabiscos atravessá-la como um raio.

- Imagino que se você olhar os arquivos de todo o pessoal deste Departamento, você poderia nos ajudar a descobrir quem está passando informações.

- Quer que eu olhe os documentos deles?

- Todos têm fotos. – Sirius explicou.

- E você acha que se encontrar a pessoa certa, sentirei isso?

- Alguma coisa ao longo daquelas linhas. Imagino que seria menos sutil do que
enfileirar todos no corredor para você olhar cada rosto. – Sirius ergueu uma sobrancelha e a observou em expectativa. – O que acha?

- Poderia tentar. – Hermione disse com um pequeno sorriso. – Não posso prometer nada.

- Não estou pedindo por promessas. – Sirius disse com um sorriso aliviado e inclinou-se para beijá-la no topo da cabeça. – Não se sinta pressionada a descer lá agora. Tire o dia de amanhã de folga...

- Sirius, não preciso de um dia de folga...

- Tire um dia de folga. – Sirius insistiu, antes de se dirigir à porta do escritório. – Merlin sabe que você provavelmente precisa...

Antes que ela pudesse protestar, ele já tinha ido. Hermione guardou o envelope de Harry e o pergaminho dentro da bolsa. Ela demorou-se no de Rony por um momento, seu dedo deslizando sobre seu nome. Estava ficando tarde e não havia dúvida de que ele já saíra. Olhando de relance para o relógio, Hermione imaginou se estava muito tarde para dar uma passada no apartamento dele. Ele ficara furioso com ela aquela manhã na reunião com Sirius e ela com ele...mas Sirius tinha lhe dito que ele se preocupara com ela...talvez...

Hermione rapidamente guardou o envelope de Rony na bolsa. Ela não podia negar que queria vê-lo. Talvez ela pudesse dar uma passda a caminho de seu próprio apartamento. Não havia dúvida de que ela ainda queria falar com ele...

Resolvendo dar um pouco mais de tempo antes de se decidir, Hermione afastou os pensamentos em Rony de sua mente, e abriu o livro que ela estivera estudando antes de Sirius interrompê-la. Não demorou muito para ela jogar o livro na bolsa e pegar suas vestes. O desejo de ver Rony era muito e Hermione moveu-se com pressa para pegar suas coisas.

Seu coração não começou a disparar até vinte minutos depois, quando ela se encontrou em frente ao apartamento de Rony. Por que ela estava tão nervosa? Era o Rony, apesar de tudo. Além disso, ela tinha uma desculpa perfeita por ter aparecido nos degraus da entrada. Alcançando sua bolsa, Hermione tirou o horário de patrulha dele e bateu levemente na porta.

Muitos momentos antes de Hermione decidir bater mais uma vez, tão logo seu punho deixou a madeira, a porta se abriu e revelou Imelda.

Hermione estremeceu violentamente contra o ar gélido, mas sorriu tremulamente. Por que ela não considerara o fato de que Imelda poderia estar lá?

- Desculpe, te acordei? – Ela perguntou rapidamente, apertando o pergaminho no punho.

- Não, não, eu estava acordada. – Imelda respondeu com um pequeno sorriso, enquanto amarrava o robe muito grande. – Você...quer entrar?

- Oh, eu não...

- Mel, você disse o tinto ou o branco? – Rony entrou no lounge e sua voz morreu enquanto ele erguia o olhar da garrfa de vinho que carregava. Hermione encontrou o seu olhar, seus olhos se arregalando em surpresa quando ela viu o seu torso nu e suas calças largas nos quadris.

- Hermione.

- E-eu só dei uma passada rápida aqui. – Ela empurrou a carta e evitou olhar para ele. – Isso é para você.

Rony colocou a garrafa de vinho na mesinha e foi até a porta. Ela sentiu o olhar dele nela enquanto ele pegava a carta:

- O que é isso?

- Sirius decidiu não fixar os horários de patrulha mais, então ele me pediu para vir aqui e entregar o seu horário da semana. – Forçando um sorriso, Hermione ergueu os olhos e o observou analisar o envelope antes de olhar para ela. – Não percebi que estava tão tarde. Desculpe se interrompi alguma coisa.

Oh, Merlin....

- Digo, vocês estavam ocupados...- Hermione quebrou e fechou os olhos enquanto uma segunda onda de humilhação a percorria. Abrindo os olhos, ela soltou um rápido suspiro e manejou um sorriso. – Estou indo agora.

- Obrigado, Hermione. – Rony disse baixinho enquanto enfiava o envelope no bolso traseiro. Talvez fosse sua imaginação, mas ela imaginou ser culpa inundando os olhos dele quando seus olhares se encontraram.

- Certo, de nada. – Hermione respondeu antes de virar-se e sacar sua varinha. Enquanto ela desaparatava, ela ouviu a voz de Imelda antes de fechar a porta.


****



No momento em que apareceu em frente ao seu apartamento, ela percebeu a coruja em tom amarelo tostado pousada sobre o parapeito. Ela pareceu estar esperando pacientemente, movendo as asas rapidamente quando ela subiu os degraus de pedras. Atada à sua perna havia o nome de Hermione em um garrancho. A coruja voou para seu braço antes de Hermione desatar a carta e a coruja voar na noite.

Hermione olhou para o céu, grunhindo para as nuvens cinzentas que começavam a se formar. Ela girou a maçaneta com a varinha e murmurou o feitiço de destrava. A porta se abriu e Hermione fechou-a rapidamente atrás de si antes de se permitir expirar.

Seu coração parecia estar na garganta. As imagens de Imelda no robe de Rony, Rony descalço e carregando vinho. Seus olhos se encheram de lágrimas antes de ela piscar para afastá-las e tirar suas vestes. Os Deuses tinham visto a oportunidade de humilhá-la quando Sirius lhe pediu para entregar o horário de patrulha para Rony. Ela gaguejara como uma imbecil e corara mais do que qualquer Weasley, ela tinha certeza.

Hermione encostou-se na porta e fechou os olhos. Ela não queria imaginar Rony namorando Imelda com o fogo e o vinho. Ela especialmente não queria imaginar Imelda namorando Rony com o quer que estivesse usando por debaixo daquele robe. Quando seu peito começou a apertar com o desconforto, Hermione respirou profundamente para acalmar os nervos. Ela lembrou da carta e abriu os olhos para olhar para o fino envelope em sua mão.

Afastando-se da porta, Hermione rumou para o quarto enquanto abria o envelope e puxava um pequeno pedaço de pergaminho para ler.


Hermione,

É um recado tardio, mas tive uma idéia. Haverá uma festa amanhã, sem dúvida você já ouviu falar. Se não, bem, agora você sabe, certo? Se não estiver ocupada, gostaria que fôssemos juntos...Não gostaria de ser o único Weasley sem uma mulher de boa aparência ao lado. Não esperarei que você envie uma resposta pelo Ricochet (minha coruja), porque vou compreender que aceitará. Te pego em seu apartamento às sete.

Jorge


Hermione virou o pergaminho à procura da piada, mas o verso estava em branco. Ela releu a carta. Ela ouvira falar da festa, para ser honesta, e ela imaginara vagamente de quem era a festa. Ela teve o pensamento de escrever para Jorge e educamente não aceitar o convite, mas enquanto sentava na beirada do colchão, ela imaginou que mal teria em se divertir um pouco. Certamente uma noite com um gêmeo Wealsey seria uma aventura divertida.

Grunhindo, Hermione caiu na cama e encarou o teto. Tudo o que ela precisava era de um banho quente e uma boa noite de descanso. Resignada, Hermione sentou-se e se despiu, antes de ir para o banheiro.

Infelizmente faltava meia hora para meia-noite quando a tempestade começou. Muito para uma boa noite de descanso, Hermione satirizou enquanto se sentava na cama e encolheu-se com o estrondo de um trovão que eventualmente morreu com um leve ruído. Seus dedos agarraram as cobertas enquanto ela encostava a cabeça na cabeceira e respirava lentamente.

Normalmente ela rolaria e escorregaria o braço pela cintura de Rony. Então ele a traria para perto e a seguraria firme até ela pegar no sono. Isso fora há dois anos, desde que ela voltara para cama e encontrara Rony lá... e ainda, sempre que o som da chuva ou de trovão a acordava, ela ainda o procurava...

Hermione fechou os olhos, sentindo a familiar dor fluir por ela. Ela era tão tola em pensar que Rony poderia mudar a vida dele assim que ela entrasse nela? Ela era tão cheia de si para pensar que com um olhar nela, ele esqueceria Imelda?

Era humilhante ela se permitir ser completamente devastada depois de interromper a noite romântica deles. O que ela esperava? Rony estava envolvido com uma mulher pequena, forte e linda. Ela realmente pensava que ele iria viver em uma vida de celibatário depois que ela partisse, dois anos atrás?

Você certamente viveu, ela lembrou a si mesma com desgosto.

Deslizando para debaixo das cobertas, Hermione virou de lado e observou a janela. Ela estivera dizendo a si mesma por dias que iria superar Rony. Ela estava perto de fechar aquele capítulo de sua vida e seguir em frente.

O que estava errado com ela? Não deveria machucar assim... a dor deveria ter passado. Mas uma poção ajudaria. Algo assim, que quando ela pensasse em Rony dissolvesse a decepção amorosa antes que ela a destruísse completamente. Ou talvez um feitiço anti – amor... Algo que a fizesse se encolher sempre que visse Rony nos corredores do Ministério.

Hermione temia ficar doente. O estresse que estava acontecendo ao seu redor estava começando a atingí-la. Ela não preocuparia Sirius ou mais alguém, mas as imagens que ela via, as sensações... Elas estavam quase intoleráveis. Isso, junto à tensão entre ela e Rony... estava se tornando muito coisa. Ela sentia que partiria em duas.

O trovão subitamente sacudiu seu apartamento, fazendo Hermione tremer sob as cobertas e fechar os olhos. Com um choro de frustração, Hermione esfregou impacientemente as bochechas úmidas. Quantas vezes ela ia dizer a si mesma que ela não ia mais derramar lágrimas por Rony?

Com um suspiro longo e profundo, Hermione deixou-se relaxar. Sua cabeça começara a latejar, mas ela ignorou e entregou-se ao sono.

****

Como ela viera parar ali? Ela não sabia. Talvez mais tarde ela se questionasse sobre isso. Agora ela se encontrava no banheiro dos monitores. No masculino, é claro. Seria o cúmulo a escola permitir que os sexos masculino e feminino se encontrassem em um único banheiro. Rony e ela estiveram fazendo a habitual ronda, entre salas escuras e empoeiradas e beijos roubados. Tinham se separado há poucos minutos, quando ele decidira tomar banho e ela ir para o dormitório das meninas. Entretanto, uma sensação nem tão desconhecida assim, de ansiedade e calor, a assaltara de repente, quando ainda estava a caminho do dormitório. E se ela fosse ao banheiro, apenas para checar que ele estava bem? Se ele estivesse debaixo do chuveiro, ela poderia se juntar a ele. Esse pensamento pouco inocente a fez sorrir e corar ao mesmo tempo. Certamente já o vira nu. Inúmeras vezes. Em suas escapadelas pelo castelo ou comprimindo –se na cama de solteiro de Rony, na Toca. Mas a visão da água morna escorrendo por seu corpo deveria ser no mínimo tentadora.

Aproximou-se devagar, na ponta dos pés, e abriu a pesada porta de madeira do banheiro com muito cuidado. A porta rangeu um pouco e ela fechou os olhos, implorando para que ninguém houvesse escutado, principalmente o velho Filch e sua escudeira, Madame Nora. Seria bastante constrangedor ser pega bisbilhotando o banheiro dos monitores, ainda mais seu namorado tomando banho, totalmente inconsciente de ser o objeto de sua adoração.

Lentamente, ela adentrou o banheiro. Era idêntico ao das monitoras: espaçoso e com paredes de pedra visivelmente gastas e muito úmidas. O banheiro estava esfumaçado e um aroma de sabonte pairava no ar, mas ainda era possível visualizar Rony a alguns passos de distância. Sua vontade foi de tocá-lo e beijá-lo incasavelmente, mas a visão de seu corpo a fez arquejar, como geralmente acontecia. Ela manteve-se à distância, apenas admirando, memorizando cada centímetro da pele retesada e rosada pela temperatura da água. Ele estava de costas para ela e Hermione atreveu-se a deixar seu olhar hipnotizado vagar por seu corpo. A altura dele agora parecia proporcional aos ombros largos e fortes, às costas igualmente largas e musculosas. Ela baixou o olhar. Sorriu sedenta. Ele possivelmente deveria ter o traseiro mais belo do mundo bruxo, em sua opinião. Era malhado e arredondado. E ele nem sabia em como essa parte de sua anatomia em especial podia enlouquecê-la. E o que dizer de suas coxas? Eram grossas, macias, cobertas por pêlos ralos e ruivos, num tom mais claro que seus cabelos.

Em um gesto impulsivo, ela se aproximou, sua respiração cada vez mais falha. Parou próxima ao box e retirou as vestes de inverno, pesadas e incômodas, que deslizaram com um pequeno ruído para o chão molhado e escorregadio. Rony virou-se, assustado, e o encanto subitamente cessou. Seus olhos azul – cobalto encontram os olhos castanho-escuros dela. Hermione novamente maravilhou-se com a visão. A água escorria por seu peito másculo, claro e desprovido de pêlos, que subia e descia rapidamente por conta da respiração arfante. Ela baixou o olhar para a sua parte mais íntima e sua boca, antes úmida, tornou-se seca. Essa parte sempre a hipnotizara também. Seu membro estava quase que completamente teso. Hermione podia se lembrar perfeitamente da primeira vez deles, que acontecera naquele mesmo ano. Lembrava-se do medo e de como ele se preocurara e a confortara com palavras desajeitadas, porém afetuosas. E ela cedera à dor e depois ao prazer de senti-lo profundamente dentro de si.

Rony sentia a água deslizar por seus músculos doloridos pelo árduo treino de quadribol quando ouviu um ruído de algo roçando e caindo no chão. Virou-se imediatamente, alarmado; em tempos tão perigosos, todo cuidado era pouco. Seus olhos encontram com os de Hermione. Demorou pouco mais de um segundo para ele perceber que ela o estivera vigiando. E a percepção mais atordoante: ela estava nua. Ele adorava seus seios pequenos e empinados, os mamilos pequenos e delicados, que cabiam perfeitamente em suas mãos e em seus lábios. Ele voltou sua atenção aos mamilos dela: levemente mais escuros que os dele. À luz da lua, ele percebia que estavam eriçados e essa reação não tinha nada a ver com a noite fria e nebulosa que fazia. Ela se aproximou mais ainda, o suficiente para suas pernas longas, torneadas e macias encostarem em sua pele deliciosamente arrepiada.

Com as pontas dos dedos, ele contornou seu rosto oval e de traços suaves. Beijou a pontinha de seu nariz arrebitado, molhando-o levemente. Ela riu baixinho como se sentisse cócegas e entrou totalmente debaixo do chuveiro. Seus corpos agora emitiam um brilho perolado com as gotas d’água, que escorriam livremente para o chão. Rony puxou-a pela nuca, enterrando seus dedos longos em seus cabelos encaracolados, que recendiam a jasmim, e a beijou superficialmente, tocando apenas o lábio superior. Hermione inclinou um pouco a cabeça para trás, permitindo que ele aprofundasse a carícia. Ele pressionou seus lábios contra os dela com mais intensidade e mergulhou lentamente a língua quente em sua boca, arrancando-lhe um gemido prolongado. Primeiramente suas línguas se tocaram com amenidade, para depois iniciarem movimentos sincronizados e rápidos. Separaram-se quando lhes faltou fôlego. Com os lábios ainda intumescidos e vermelhos, ele traçou uma linha de beijinhos por todo o rosto dela e desceu para o pescoço, sugando-o até deixar profundas marcas arroxeadas. Ela mordeu o lábio a fim de abafar um gemido quando sentiu os lábios dele pousarem em sua nuca, realizando um carinho vagoroso.

Já com as pernas bambas, ela desviou-se de seus carinhos. Afinal, já era hora de assumir o controle, o que ela almejara desde que invadira o banheiro. Rony franziu as sobrancelhas, totalmente confuso. Ela não viera até ali para seduzi-lo e, conseqüentemente, aceitar suas carícias? Ele viu o sorriso mais malicioso se formar nos lábios dela e então um pensamento fugaz cruzou sua mente. Não poderia ser. Secretamente ele queria que fosse, mas ela nunca se mostrou propensa a fazer “aquilo”.

Hermione desviou o olhar do dele e beijou seus ombros com força, marcando-os levemente com os dentes. Encostou-o na parede gelada e sentiu-o tremer sob suas mãos. Senti-lo vulnerável aos seus toques despertava sua sensualidade. Encostou os dedos nos mamilos dele, sentindo-os rígidos. Afastou os dedos, torturando-o e forçando-o a soltar uma lamúria frustrada. Ela tinha um brilho promíscuo no olhar e Rony imaginava o que poderia significar. Mas aquela espera iria matá-lo de desejo. E ela tinha plena consciência disso e parecia se divertir. Molhou as pontas dos dedos e contornou os lábios macios dele, por dentro e por fora, explorando com lentidão e minúcia.

Umidecendo novamente os dedos com a saliva, deslizou-os pelo tórax dele, chegando próximo aos pelinhos quase imperceptíveis que envolviam seu membro. Ávido, ele acompanhou os movimentos dela e arqueou os quadris. Com os lábios entreabertos, percorreu com delicadeza seu peito, descendo ao nível de sua virilha e dobrando os joelhos. Mais uma vez, ele agarrou seus cabelos, agora enegrecidos pela água e gemeu baixinho, em expectativa. Sim, ela faria o que estava imaginando. Não havia mais dúvida. Hesitante, ele a segurou pelos ombros:

- Tem certeza? Não precisa fazer, se não quiser.

Ela sentiu o ar escapar de seus pulmões e seu coração derreter de ternura por aquele garoto. Garoto, não. Ele já era um homem feito, não só em seu físico robusto, mas em suas atitudes compreensivas, brandas e maduras. Mas ela já tomara sua decisão. Lera muitos livros a respeito e estava certa de que queria proporcionar tanto prazer a ele como ele vinha lhe proporcionando.

Ela ergueu -se, graciosa, beijou-o na boca com cumplicidade e lhe sorriu:

- Tenho certeza. Não se preocupe. Relaxe e sinta.

Ele fechou os olhos e assentiu, grudando as costas na parede gélida. Uma onda de calafrios percorreu sua espinha quando sentia-a se aproximar de sua intimidade e envolvê-la com cuidado. Ela percorreu a extensão de seu membro com a língua, experimentando o sabor e a textura. Era diferente de tudo que já provara, mas, de certa forma, era bom, porque era o gosto do homem que amava, que a fazia se sentir a mulher mais bela do mundo sempre que a olhava, beijava, tocava e quando faziam amor. Com os lábios entrebertos, friccionou as áreas mais sensíveis, arrancando gemidos altos de Rony. O som doce daqueles gemidos a incentivou. Beijou-o muitas vezes até abocanha-lo, iniciando movimentos leves ao mesmo tempo que o acariciava com os dentes. E sentiu-o enrijecer, prestes a se derreter.

À beira do precipício, ele a puxou pelos braços, erguendo-a com desespero e colando os lábios aos dela, sentindo seu próprio gosto. Beijaram-se longamente, suas línguas se esfregando com sofreguidão. Ele tocou-a com um dedo e soube que ela estava pronta para recebê-lo.

Rony curvou-se o suficiente para colar seus corpos e encostar o ventre no dela. Seu cabelo ruivo, escurecido e pesado pela água, cobria-lhe a testa e derramava-se em seus olhos, contrastando com a pele corada das maçãs do rosto. Ele agarrou a perna esquerda de Hermione, descansando-a acima do osso do quadril e sustentando-a com apenas uma mão por debaixo do joelho. Hermione afastou ligeiramente o outro pé e fixou-o no chão, apoiando parte de seu peso. E suas mãos circundaram suas costas úmidas e quentes. Ele deslizou a outra mão por sua pele macia, desde a lateral de seu pescoço, passando por suas costas e parando em sua nádega, apertando firmemente e a trazendo para mais perto de si. Ela sentiu-o roçar entre suas pernas e penetrá-la com profundidade e de uma única vez.

Ele baixou cabeça e alcançou um de seu seios, sugando-o cadenciadamente. Hermione gemeu baixinho, jogou a cabeça para trás, seus cabelos compridos caindo como uma cascata por toda a extensão de suas costas, e arqueou o torso, oferecendo o colo, e colando mais os quadris nos dele. Ele gemeu com o contato e arremeteu com investidas longas e alternadas, enquanto lhe sugava o outro seio, estimulando-a, e suas mãos lhe apertavam a carne.

Ela cravou as unhas em suas costas e em seu pescoço quando as investidas aumentaram até tornarem- se quase violentas e acompanhou o rítmo que ele impunha, enquanto ele se retirava quase que inteiramente, para depois preenchê-la novamente.

O jogo de carícias e estímulos a trouxe para perto do orgasmo. Seu corpo se retesou, seu coração disparou e ela ficou cega. Seus sentidos se expandiram e se sedimentaram ao mesmo tempo. Ela tremeu com violência e não conseguiu evitar um gritinho. Um formigamento irradiou de sua intimidade e de seus seios, deixando- a extasiada e ligeiramente tonta.

Rony afastou a boca dos seios dela e continuou os movimentos, até sentir a familiar sensação de alívio. Seus batimentos cardíacos aumentaram, até suas costelas doerem e, apesar da água que jorrava do chuveiro, ele sentiu as gotas de suor brotarem em suas mãos, costas e em sua testa. Seu corpo inteiro se retesou, os músculos longos de suas pernas tremeram e, com um gemido abafado pelos lábios dela, ele se derreteu dentro dela.

Ela se aninhou em seu peito, sorvendo o ar deseparadamente e sentindo o coração dele bater com tanta força a ponto de quase quebrar as costelas. Ela ainda estava trêmula, as pernas mal agüentando o seu peso, quando ele se retirou de dentro dela e a abraçou, sentando-se no chão encharcado e deixando a água deslizar por seus corpos. Rony beijou sua têmpora e sorriu contra sua pele. Ela sempre o surpreendera das melhores formas possíveis, mas ser surpreendido no banheiro e praticamente “agarrado” por ela, tinha sido a melhor de suas surpresas. Aquela era e não era a Hermione que ele conhecia. Era forte, decidida e capaz de atos espantosos como este, mas também era uma garota, ou melhor, mulher, sua mulher, que sempre tentava ser a melhor em tudo o que fazia, e não era diferente quando eles faziam amor. Ele sabia que pertenceria a ela para sempre, assim como ela seria sua, incondicionalmente.


*****



Os olhos de Rony se arregalaram enquanto um gemido escapava de seus lábios. Seu corpo estava suado, seu coração batia loucamente em seu peito. Por um momento, ele ficou em estado de confusão. A escuridão o cercou até seus olhos se ajustarem, agradecidos ao rápido flash de luz dentro do quarto.

Sua ereção era dolorosa, sua rigidez sob os lençóis. Com um rápido olhar para Imelda, ele suspirou com alívio ao encontrá-la dormindo. Afastando as cobertas, Rony se sentou, seus pés tocando o frio piso de madeira, enquanto ele enterrava a cabeça nas mãos.

Ele podia sentir as mãos dela em sua pele, a essência de vapor e sabonete enchendo suas narinas. O que diabos estava errado com ele?

Rony levantou-se da cama e alcançou as vestes que ele pendurara na porta do quarto. Sacando o maço de cigarros trouxa que Gui lhe dera, Rony acendeu um com a varinha e tragou-o sofregamente para os pulmões.

Imediatamente ele começou a relaxar. Rony atravessou o quarto e abriu a janela, permitindo que o ar fresco e a chuva carregassem e fumaça.

Fumar era um hábito imundo.

Hermione lhe ensinara as conseqüencias disso, então Rony era muito bem educado no que os Trouxas chamavam de câncer de pulmão. Ele nunca tocara num cigarro depois disso, e rejeitara as ofertas de Gui quando ele tirara um maço de suas vestes. E então Hermione partira para Roma, e toda a amargura e o ressentimento emergiram. Ele fizera quase tudo que ele sabia que ela odiaria. Transara com mulheres desconhecidas, bebera muitas garrafas de Uísque de Fogo do Velho Odgen, jogara mais do que alguns poucos palvrões em cada frase, e começara a fumar.

Fumar era o pior de tudo...o fizera tossir e cheirar mal...mas o que importava? Então ele encontrara Imelda e desistira...exceto em raras ocasiões como esta noite quando a tensão em seu corpo e em sua mente crescia muito.

Dando uma lenta tragada, Rony relanceou o olhar para Imelda, que dormia enroscada nos lençois. Ela ainda estava nua, seus seios visíveis aos olhos dele. Seu corpo, ainda cheio de desejo insatisfeito, mandou-o tomá-la, mas sua mente permaneceu desinteressada. Mesmo com seu corpo mandando-o acordá-la, emocionalmente...ele simplesmente não estava no clima.

Com um suspiro minúsculo, Rony exalou a fumaça e voltou-se para a janela que ele tinha aberto. A chuva estava barulhenta, o trovão quase surdo. O vento do outono estava mais fresco que o usual, fazendo-o tremer levemente enquanto várias gotas de chuva caíam no parapeito e espirravam em seu torso nu.

Ele imaginou como Hermione estava...se estava bem. Ele sabia que ela detestava tempestades, especialmente se ela estivesse sozinha. Mas talvez ela não estivesse sozinha.

Segurando um grunhido, Rony esfregou as têmporas. Cristo, ele não precisava pensar nisso. Ele já se torturara mais cedo com imagens de Hermione e daquele sujeito, Ethan. O pensamento de Hermione ser fisicamente íntima de outro homem o deixou doente. Furioso. Não deveria... ele sabia disso. Ele também sabia que isso era ridículo e hipócrita. Droga, ele não transara com Imelda metade da noite?

Dando outra rápida tragada em seu cigarro, Rony jogou-o na chuva e fechou a janela. A culpa era um sentimento que Rony aprendera a afastar. Os dois anos da partida de Hermione o consumiram. Cada vez que ele beijava outra mulher, um pensamento ressentido invadia sua mente, e era seguido por remorso. Mas ele se tornou expert em bloquea-los, até quando Hermione o visitara com a carta de Sirius.

Quando ele entrou na sala, meio nu e segurando o vinho, os olhos de Hermione se arregalaram enquanto ela olhava dele para Imelda. Ela pareceu embaraçada, magoada e perturbada. Instintivamente, ele quisera dizer a ela que não era o que parecia, mesmo que fosse exatamente o que parecia, e ele não tinha motivo para se explicar. Ao invés disso, ele a observara sair graciosamente e então fingira que aquilo não o tinha atingido, quando Imelda fechou a porta atrás de si.

E ele pensara o tempo todo em Hermione enquanto fazia amor com sua noiva.

Ele era um bastardo, isso, sim. E ele se odiava por isso.

- Rony?

Sobressaltando-se, Rony deparou-se com Imelda, que tinha se erguido nos cotovelos. Seu cabelo estava embaraçado e seus lábios ainda vermelhos e inchados de mais cedo. Ela o observava curiosa.

- O que está fazendo de pé? – Ela perguntou com um pequeno bocejo.

- Não consegui dormir. – Ele disse simplesmente antes de escorregar de volta para debaixo das cobertas. Ele passou um braço ao redor dos ombros dela e a trouxe para perto quando ela descansou a cabeça em seu peito.

- Está tudo bem? – Imelda perguntou, sua voz já pastosa enquanto ela começava a cair no sono.

- É, - Rony respondeu, erguendo o olhar para o teto enquanto seu estômago se revirava dolorosamente. – Tudo bem. – Com um rápido olhar para o relógio perto da cama, ele viu que passava da meia- noite. Rony beijou o topo de sua cabeça gentilmente.

- Feliz aniversário, Mel.


* Twats - Era um palavrão bem pesado. Pedi a Flávia para me ajudar, ela jogou no Google e lá apareceu esse significado, que eu desconhecia. A Pam também deu algumas sugestões. Thanks, Flávia e Pam!


N/A: Mais um capítulo, gente. Espero que gostem da NC. Tentei caprichar, mas não sei se o resultado ficou bom. Bem, é isso. PS: O próximo capítulo só sai depois que eu chegar aos 380 comentários, no mínimo. *Risada maléfica*



N/B[Henrique]: O capítulo se resume apenas em uma única palavra: Nossa! A NC estava perfeita. A carol se superou. Como estou com um pouquinho de pressa não posso escrever muito. Se os erros existirem, por favor me perdoem. Hoje não pude revisar mais de uma vez. Então é isso.Temo que no próximo capítulo não poderei betar por causa de provas. É isso... inté! =D



Resposta aos comentários entre os dias 29/03 e 06/04:



Saula Weasley: Olá, Dona Saula! Espero que leia este capítulo várias vezes também. E tem mais uma NC, desta vez R/Hr. espero que você morra de calor aí na cadeira e leia de janelas abertas! Beijos!


CARINE GONÇALVES:Com certeza a Hermione carrega mais segredos, mas vocês vão descobrindoa aos poucos. Não dá para revelar tudo de uma vez, né? Então, gostou da NC? Depois que você disse que tinha pensado em uma injeção, eu reli o capítulo e você pode estar certa. Lembra mesmo. Quem sabe? A fic parou antes de revelar o que aconteceu no escritório... Agora talvez o Rony acorde. O Jorge está investindo pesado para conquistar a Hermione. E essa festa, hein? E se o Rony descobre? Veremos nos próximos capítulos. Beijos e o que achou da NC?


Mica Caulfield: Outra quebra no tempo. Desta vez uma lembrança mais caliente. Tentei usar o que você escreveu no último comentário: escrever uma NC que usasse e despertasse todos os sentidos. Espero ter conseguido. Beijos e muito obrigada!


Priscila Louredo: Todos estão começando a ter suas suspietas. Até eu. Mas não posso revelar, obviamente. Obrigada pelo coment!


Camylla Martiniano: O Ethan vai aparecer mesmo. Logo nos próximos capítulos e aí o Rony vai ficar louco. Desejo realizado: NC R/Hr. Agora que agora você entendeu como a coisa “engata”, não? Não sei se a Hermione vai pegar todos, mas, se isso acontecer, vou dizer que ela é muito sortuda. Três homens bonitões na cola dela!


jacgil:Não houve respostas aos mistérios, mas quem sabe com a ajuda da Hermione elas apareçam? Beijos!


Anna Nogueira:A Gina não sumiu da estória. Está sã e salva e muito furiosa com o Harry. Eita, cara mais atrapalhado. A briga entre eles foi feia. Será que ele vai conseguir amolecer a ruiva?


Viviane:Quem sabe tenha alguma NC do Jorge e da Hermione? Naq minha opinião, um homem desses não deve ser desperdiçado. Mas só lendo os próximos capítulos para saber. Beijos!


Flávia Marques Carneiro:Que comentário mixuruca, principlamente vindo de você. Mas eu sei que fui apressadinha e não te dei tempo de comentar direito.


Yasmin Prado Marinho:Fazendo miojo? É a única coisa que sei fazer. Sou péssima na cozinha. Sabe uma daquelas pessoas que não conseguem nem esquentar água quente sem fazer m*? Pois é, essa sou eu. Agora o clima esquentou. Está certo que foi uma lembrança, mas não deixa de ser uma NC, né?


Clara: A Gina descobriu e você viu o quebra pau que teve. E o Harry sutil como sempre. Quando penso que ele tomou jeito, ele apronta uma dessa. Já pensou se a Sra. Weasley descobre que o Fred está morando com a Patil? Ela infarta! Mas antes arrnaca as orelhas dele.


Ara Potter:É totalmente irônico. A Hermione toda cética e centrada, agora tendo que lidar com esses poderes de ver o passado e tudo mais. Vamos ver como ela vai se sair.


Renata Martins:Um clima? Será que esse convite responde a sua pergunta? O Harry e a Gina se estranharam mesmo nesse capítulo. Vamos ver como é que eles vão fazer as pazes, isso se fizerem.


Oraculo:Climinha entre Jorge e Hermione, sim, sim, sim! E suas fics não são bestas. Espero que tenha curtido esse capítulo.


Lana Weasley:O legume vai pirar quando ver o imrão e a Hermione juntos. Não quero nem imaginar a cenina de ciúmes. O Harry não toma jeito mesmo. E ainda piorou as coisas nessa “conversinha” com a Gina. Vai ter que se matar para reconquistá-la.


Lady Eldar:O Harry sem tato de Save Me ataca novamente! Como será que os Weasleys vão reagir quando verem o Jorge e a Hermione juntos? Só lendo os próximos capítulos para saber.


Tina Weasley Potter!:Não foi impressão sua, não. Pintou um clima mesmo. E agora tem esse convite, que a Hermione já acitou, e que vai causar muita confusão ainda. Não fui eu que decidi que o Fred ficaria com a Padma. Foi a autora, a Sara EK, eu só traduzi. Agora vê se comenta a NC. Quero saber se você precisou comprar um freezer maior ou um ventilador mais potente, ok?


Eleonora:E se a Gina não estiver grávida? Talvez seja só cansaço ou estresse. E agora que não vai ter conversa mesmo, pelo menos não depois dessa briguinha. O Rony e a Hermione ainda não se “pegaram”, só nas lembranças mesmo. Não sei quando eles vão cair em tentação.


jessica nascimento: Olha, depois daquele climinha e do convite, é bem capaz que haja algo entre o Jorge e a Hermione. Afinal, ele não é de se jogar fora e a Hermione está super decepcionada com o Rony... Mas tem o Ethan também, para colocar mais lenha na fogueira. Veremos como essa situação vai se desenrolar nos próximos capítulos (soou muito novela mexicana, não? Vou tentar controlar esse meu lado Maria do Bairro, prometo)


Tamires: A amiga da Mylla! Não vou fazer dancinha da vitoria porque um leitor já reclamou aqui porque ele não teve dancinha da vitória. Mas seja muito bem vinda! E aí? Gostou da NC?


Mickky:Conto com seus comantários nesse capítulo também. Beijos e atá a próxima!


Jessica M. Adams: Oi, Jess, entendo o que você quis dizer. A autora seguiu a mesma linha de Save Me, afinal essa fic é a continuação. Mas não está ruim, né? Não sei se vai haver um relacionamento de verdade entre o Jorge e a Hermione, mas seria té interessante essa disputa entre os irmãos.


L**F**M**:Não fiz a dancinha da vitória. Esqueci, desculpe. Não sou tarada, ok? Os leitores queriam NCs mais apimentadas, e eu tentei escrever. Só isso. Obrigada pelo coment!


Aninha Weasley: O clima entre o Jorge e a Hermione aumentou, hein? A lembrança da NC já está aí. Agora estou ansiosa para saber o que você achou. Não sei se foi você que me mandou um convite para te adicionar como amiga, num site, mas é que eu ainda estou meio atrapalhada. Não consigo acessar.


Lady Lyns Malfoy: Pronto, capítulo postado!


Kamy Potter: Viu só? Você mesma admitiu que é tarada. Agora espero que a taradice não te impeça de comentar essa NC também rsrs.


Kelly:Chefe é um verdadeiro carma. Cruzes! Então, gostou desse capítulo?


Luciana Martins: Já está rolando algo entre o Jorge e Hermione, né? Ele pelo menos ficou bastante interessado. O tal amigo de Roma vai aparecer logo nos próximos capítulos, não se preocupe.


Liz Negrão (LiLi): Que bom que você já se recuperou! Não estava dengosa, né? A faculdade exige mesmo. Quase não tive tempo para traduzir esse capítulo. Muito obrigada pelo coment e espro que tenha gostado desse capítulo!




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