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8. Oito


Fic: Um novo sacrifício


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Ele se levantou preguiçosamente e abriu um largo sorriso.

- Aplausos a minha editora magnificamente linda, inteligente, esperta e teimosa! – brincou.

Hermione sorriu e laçou sua mão a dele quando elas se encontraram casualmente.

_****_

Era noite fria, nebulosa, e um tanto sombria. A neblina trazia o cheiro de algo novo e curioso para a atmosfera.

Ao leste dos arredores de Londres, onde a relva crescia quieta e silenciosa, um imponente castelo bem iluminado e chamativo erguia-se sobre a penumbra da noite.

Ao longe o silêncio era total, o cricrilar dos grilos era levado pelo vento gélido e a calmaria alastrava-se aos confins. Porém, em volto por uma áurea de magia que ocultava qualquer som ou qualquer percepção estava a magnífica estrutura.

A porta do castelo um tapete azul de bonitas estrelas prateadas se estendia pela ponte que dava ao belo saguão onde fadas brilhantes e pequenas davam as boas vindas enchendo o ar com seus belos e graciosos cantos.

A confusão dos repórteres bem ao inicio do enorme tapete era grande enquanto os mais famosos e importantes do mundo bruxo o pisava mostrando seus sorrisos amigáveis e encantadores.

Os gritos aumentaram absurdamente logo quando Harry e Hermione tocaram seus pés no tapete. Harry pode ver Hermione sorrir brilhantemente e ficou feliz por ela estar bem. Ele precisava que ela estivesse realmente bem.

O flash das fotos começaram a encher o lugar e os jornalista adiantaram-se a soltar perguntas que misturavam-se com outros e tornavam-se incompreensíveis.

Atravessaram a porte que os livrava de um vale repleto de água cristalina e deram ao saguão das fadas. Hermione as apreciou com cuidado e ficou encantada pela beleza que elas possuíam.

- Belas fadas. – comentou.

- Não acho. – disse ele.

Ela franziu a testa intrigada e indagou:

- Por que?

Ele sorriu marotamente.

- Nenhuma está vestida de vinho, tem cabelos castanhos cacheados e olhos brilhantes como os seus. – falou enquanto apertava seus dedos contra a mão dela que riu virando os olhos.

- Céus, Harry! – exclamou. – Você tem que parar de me elogiar! Sabe que não me cabe tanto ego!

Ambos entraram no hall do castelo. O piso era branco e extremamente limpo. As paredes que se erguiam eram douradas e bem desenhadas.

Havia um numero exorbitante de gente, porém, o salão que se seguia ao hall de entrada era demasiadamente gigantesco para o numero de pessoas. A frente um palco bem enfeitado era usado por uma orquestra de instrumentos que tocavam sozinhos. A iluminação era feita pontos brilhantes acima de milhares de velas que rodeavam um imponente e enorme lustre de cristais.

Desceram a enorme escada e logo que chegaram ao seu pé um homem rechonchudo vinha apressado, balançando seu buxo de um lado para o outro enquanto outra bonita mulher de social andava aos seus calcanhares cochichando de uma forma frenética e preocupada algo no ouvido do homem.

- Inacreditável! – exclamou o homem rechonchudo os abordando e estendendo a mão para Harry que a apertou. – Inacreditável, Inacreditável, Inacreditável! – disse e tornou a dizer pegando a mão de Hermione e dando-lhe um educado beijo. – Harry Potter acompanhando nossa estrela da noite.

Hermione ergueu as sobrancelhas.

- Estrela da noite? – perguntou curiosa.

O homem rechonchudo empurrou seus óculos para cima e apertou os olhos olhando Hermione melhor.

- Sim, querida! – disse convicto. – Hermione Granger. Está concorrendo ao troféu com o Francês Mardho Cardinalle e a Suíça Meg Honrrara.

Hermione olhou assuntada para Harry e ele somente sorriu para ela.

- Estou? – indagou surpresa.

- Deus! – exclamou o homem preocupado. – O convite não avisou?

- Bem... Não. – respondeu Hermione simplesmente.

O homem fez uma careta e voltou-se para a mulher atrás de si.

- Vou matar Kevin! – vociferou. – Mande-o chamar novamente! Quero ele aqui em cinco segundos! - A mulher sair apressada entre os convidados e sumiu. Voltou-se para Harry e Hermione e sorriu amigavelmente. – Espero que não se importe querida, Mardho ficou extremamente furioso de não termos o avisado antes.

- De forma alguma! – disse Hermione que continuava com as sobrancelhas erguidas dando um ar de choque. – Não me importo.

- Ah, com a pressa acabei esquecendo de apresentar-me. – disse o homem. – Sou Marlin Moon, responsável por boa parte da festa hoje. Há uma mesa para os que estão concorrendo ao troféu próximo ao palco, logo ali a frente. Caso precisem de algo estou as ordem rondando por ai. O castelo é uma boa área para um passeio também apesar de terem nos disponibilizado somente o térreo. Mas temos mais de quinze jardins.

Harry e Hermione agradeceram, se despediram de Moon e cruzaram o salão.

- Por Deus! Eu estou concorrendo ao prêmio mais almejado por um escritor ou editor! – disse Hermione sonhadoramente para Harry.

- Vai ganhar o prêmio. – disse Harry a ela.

- Não sei. Estou concorrendo com Mardho Cardinalle. Já ouvi horrores sobre como ele escreve bem!

- Você foi a garota mais inteligente de Hogwarts! Hogwarts é a escola de bruxos mais reconhecida no mundo! Fique tranqüila. Vai ganhar!

Ela mordeu os lábios inferiores nervosamente.

- Acho que estar entre os três concorrentes já é muito coisa para mim. – falou ela rindo.

- Estar entre os três concorrente é muito pouco para você! – exclamou Harry.

Hermione riu.

- Meu ego, Potter. – brincou e ele riu juntamente com ela.

A frente uma enorme mesa cheia de arranjos estava a postos. Numa bonita placa havia escrito “Hermione J. Granger” e a costas da sua havia outra “Meg A. Honrrara”. Um homem bem trajado de vestes vermelhas chamativas estava sentado ao lado de uma mulher de branco, tinha um ar aborrecido e cochichava vez ou outra do ouvido da mulher que parecia o acompanhar.

- Com licença. – falou Harry após pigarrear puxando uma cadeira na mesa.

O homem aborrecido ergueu o olhar para ambos e logo suas sobrancelhas ergueram-se num ar surpreso.

Harry viu Hermione sorrir nervosamente. Ela provavelmente conhecia o homem.

- Boa noite. – ela falou amigavelmente estendendo a mão.

O homem de trajes vermelhos se levantou num pulo e foi de encontro a ela.

- Hermione Granger? – indagou ele.

Ela assentiu orgulhosamente.

- Mardho Cardinalle, presumo. – disse ela incerta.

Ele sorriu galanteadoramente e tomou a mão da mulher passando a beijá-la educadamente.

- Céus! Não sabe o quanto me sinto honrado em te conhecer. – disse Mardho num inglês carregado de sotaque francês. – Faço meus empregados trazerem um exemplar do profeta da Inglaterra todos os dias para que eu possa ler seus textos. É incrível a forma como você disserta.

Hermione enrubesceu.

- Obrigada. Não sabe o quanto me sinto grata pelo elogio, mas não sabe o quanto sua experiência me inspira. – disse ela.

Ele revirou os olhos.

- Oras! Não seja modesta! O que me surpreende em você é o fato de ser tão nova e já estar concorrendo a esse tão almejado troféu! – virou-se para Harry. – Harry Potter, acredito. - Harry assentiu e apertou a mão do homem. – Melhor amigo dessa magnífica mulher! Quem não conhece a histórias dos dois, não é mesmo? – e riu.

- A mídia sabe exagerar. – disse Harry passando um dos braços em volta da cintura de Hermione. – Nunca acredite em um jornal.

O homem notou o gesto e fingiu não ter visto.

- Harry! – exclamou Hermione num ar brincalhão e falsamente aborrecido.

- Sei que não se deve acreditar em um jornal, afinal, já fiz muitos deles e ainda faço. – disse o homem passando a gargalhar estridentemente após o que havia considerado uma piada sua.

Harry olhou para Hermione e ela tinha um sorriso estampado nos lábios. Não era forçado, era mais encantado do que natural. Não era sobre o estúpido comentário de Mardho, era somente, feliz.

O homem a frente deles pigarreou e limpou os olhos cuidadosamente das lágrimas de riso que ao menos chegaram a ser derramadas.

- Lembro-me de ter publicado uma matéria sobre os dois logo após a queda de você-sabe-quem. A França vibrou com a possibilidade de estarem realmente juntos, afinal, sempre foram tão unidos, é quase impossível não acreditar que nunca tiveram nada a mais. – comentou Mardho. – Seria incrível. Harry Potter, o menino que sobreviveu e derrotou o mais temível Lord das Trevas com Hermione Granger, primeira aluna em Hogwarts e mais famosa escritora e editora do melhor jornal de toda Europa, Profeta Diário.

Harry viu o sorriso de Hermione tornar-se um amarelo e forçado. Ela passou, repentinamente a agir de uma forma desconfortável e virou-se para Harry.

- E vou ali. – disse olhando por cima dos ombros de Harry. Voltou-se para Mardho. – Com sua licença. – e saiu apressada.

Harry sentiu-se aborrecido. Ela provavelmente havia encontrado um algum convidado mais interessante que o homem de vestes vermelhas berrantes a sua frente. Abominou o fato dela tê-lo deixado sozinho com aquele traste.

Passou os olhos pelo salão buscando encontrá-la, porém, logo encontrou o real motivo pelo qual seu sorriso feliz havia se tornado um amarelo e forçado.

Ao pé da enorme escada uma magnífica mulher de cabelos loiros, olhos incrivelmente azuis vestida num belo longo prateado era acompanhada pelo mais famoso jogador de quadribol dos últimos anos, Victor Krum.

_****_

Harry caminhou sorrateiramente por entre as colunas Jônicas que erguiam-se para o sustento do distante teto. A essas alturas do castelo não havia muita gente e a iluminação era feita somente por velas que flutuavam ao lado das paredes e por algumas fadas brilhantes que vez ou outra apareciam voando e cantarolando.

Ninguém ousava se aventurar pelo espaço que os donos do imponente castelo haviam cedido para a festa. Embora Harry se sentisse perdido, ele continuava a acreditar que cada passo que avançava estava mais perto de Hermione.

Isso, de fato, foi comprovado quando ao fim do emaranhado de colunas ele deu-se num jardim pequeno e circular. Certamente seria um dos quinze ao qual Moon havia mencionado.

De uma mureta de pedras cinzas, ao norte do jardim, jorrava uma água cristalina que tornava-se colorida ao cair num pequeno laguinho ao pé da mureta repleto de peixes laranjas. A iluminação do jardim era feita pelos feixes coloridos da água e a distante valsa que tocava no salão chegava abafada até ali.

Frente a mureta e de costas para Harry estava ela em seu esplendido vestido de seda vinho. Ela tinha os braços cruzados sobre a barriga e parecia concentrada na água colorida do pequeno lago. O vento era frio e ela vez ou outra se encolhia devido a lufada de vento gélido.

Harry parou e somente a observou por um longo minuto. Seus olhos percorreram por todas as linhas de seu corpo que a seda do vestido era capaz de desenhar. Ela era linda. Chegava a ser quase uma miragem. Imaginou-se tocando-a e sentiu como se seu coração estivesse sendo massacrado por uma mão forte.

Fechou os olhos com força e respirou fundo esvaziando sua mente para dar espaço ao seu Harry de hoje, o Harry ao qual odiava.

Quando seus olhos se abriram um estranho brilho perpassou-se por eles e sua expressão era completamente séria, chegava a ser um tanto fria.

Ele caminhou calmamente e parou ao lado da mulher afundando as mãos no bolso e olhando fixo para a água cristalina que caia. Ele já tinha conhecimento sobre ela ter absoluta certeza de quem havia chegado ao seu lado somente pelo fato dele não ter dito coisa alguma.

O silêncio entre ambos avolumou-se fazendo somente o barulho constante da água perder-se no ar juntamente com o som da distante valsa vinda do salão.

- Pensei que não se sentisse mais mal por isso. – comentou ele repentinamente com sua voz profunda.

Silêncio.

- Não me sinto mal por mim. Sinto-me mal por ele. – ela disse depois de um longo tempo de silêncio.

- Acredita que a presença dele pode acabar com tudo? – indagou Harry.

Ela negou com a cabeça.

- Só vai ser um tanto estranho lhe dar com ele na mesma mesa que eu. Harry, ele está acompanhando Meg Honrrara!

Harry bufou.

- Eu estou acompanhado Hermione Granger. Que diferença faz?

- Não há diferença, somente vamos estar na mesma mesa! Sabe que o que mais evitei durante os últimos anos de minha vida foi cruzar com Victor em qualquer lugar que fosse. Pelo fato dele te odiar e pelo fato de eu tê-lo decepcionado. – ela disse alterando a voz. – Eu simplesmente não o vejo olhando para mim depois de tanto tempo. E... com o tanto de repórter que há aqui! O que vão dizer? Manchete, “Hermione Granger cumprimenta com um belo sorriso seu quase marido após cinco anos.”

Harry a olhou. Seu perfil era iluminado por um feixe azul e lhe dava uma brilho que a fazia parecer irreal.

Ela desviou o olhar do lago para ele e suspirou derrotada. Ele sorriu e passou seus braços pela cintura da mulher puxando-a para si.

Hermione amontoou os braços sobre o peito do homem e aconchegou sua cabeça em seu ombro escondendo o rosto no pescoço podendo aproveitar seu calor.

- Se realmente pensa que ele vá se sentir mal em te ver, ignore. Sabe. Não se foge de uma pessoa a vida inteira. – disse ele sentindo o perfume que ela exalava tão de perto.

- Isso tudo me faz lembrar meus pais. – ela comentou.

Ele fez uma careta sabendo no que tudo isso poderia se tornar.

- Não pense neles agora. – falou Harry. – Essa é sua noite! Concentre-se no seu sorriso. – cochichou para ela.

Ela sorriu e escondeu mais seu rosto no cheiroso pescoço de Harry. Era bom a forma como ele lhe trazia aquele alento. A fazia esquecer de qualquer coisa que fosse ruim.

Sem que ela percebesse, seus corpos começaram a se mover no ritmo da valsa tranqüila que chegava abafada ao pequeno jardim. Harry estava a conduzindo para uma dança. Não houve convite, mas ela havia gostado da iniciativa.

Fechou os olhos e deixou que Harry a conduzisse para lá e para cá. De um lado para o outro no ritmo da valsa.

Ele emanava calor e podia perceber que ela se aproveitava disso para aquecer-se. Ele conduzia a dançar e sentia que ela se alienava mais sobre isso a cada passo dado, sua respiração se tornava mais tranqüila e sua mente começava a vagar.

O fato de induzi-la a uma dança fora espontâneo, simplesmente começara e ele agradeceu a si mesmo por ter pensado em algo do tipo. O perfume dela era doce e isso não o impedia de raciocinar como seria bom senti-la mais de perto, isso somente ajudava. Nunca imaginara que Hermione fosse tão boa.

Ela sonhou? Sim. Na verdade, ainda sonhava. Sonhava com o que tê-lo tão próximo a fazia sonhar. A fazia reviver como era bom sentir a boca dele, os lábios macios dele as mãos dele sobre sua cintura de uma forma tão intima que a fazia estremecer. Isso lhe levava a querer mais.

Harry aproximou seu rosto dos cabelos dela fazendo com que ela sentisse sua respiração quente próxima ao rosto. Isso era muito baixo, mas na realidade ele ao menos notara que fizera isso.

Notou que a cabeça dela se erguia lentamente. A fina pele da bochecha dela roçou pelo lado de seu queixo e ele o enrijeceu naturalmente. Isso fez com que ela parasse hesitante.

Ele sentiu a respiração quente dela sobre seu ouvido e os pelos de sua nuca arrepiaram-se. A respiração dela tornando-se mais desconexa a cada segundo. Ela não parecia fazer isso sem a intenção de o provocar, ela parecia ao menos agir por si e ele sentia que a cada passo que dava sua mente entrava no mundo dela, o mundo irreal onde ela estava, onde o sã era não estar sã.

A respiração dela foi afastando-se de seu ouvido e a pele dela passou a roçar novamente seu queixo. Quando o contato de seu rosto e do dela cessaram ele pode sentir, finalmente, a respiração dela não mais em seu ouvido, e sim em seu rosto. Teve certeza de que a sua também batia na dela.

Notou que seus próprios olhos estavam fechados e que o ritmo de suas passadas não eram bem mais lentas. Ele os abriu e deparou-se com os delas fechados, mas não durou muito e os dela também se abriram.

Sentiu como se algo queimasse dentro de si quando os castanhos dela encontraram-se com os seus verdes. Os dela brilhavam. Como se Harry fosse irreal, uma miragem.

Sua mão tocou o rosto branco e limpo dela e ela levou seus dedos gélidos a nuca dele.

Harry se aproximou fazendo com que a distancia entre seus lábios se tornassem milímetros em vez de centímetros. Os olhos de ambos fecharam-se novamente ao mesmo tempo e seus lábios se tocaram entreabertos de uma forma hesitante.

Ele brincou com os dela enquanto ambos hesitavam em aprofundarem num beijo.

Ficaram nessa por pouco tempo até que a vontade de cada um os levasse a um beijo profundo e intimo.

Incrível como a sincronia entre os dois era natural e espontânea. Como seus lábios se moviam e como suas línguas exploravam. Era algo novo, algo bom, realmente bom. Algo singelo e não mecânico, como ele imaginara.

Seus lábios se desgrudaram devido ao protesto de seus pulmões por oxigênio, embora a única coisa que quisessem era manter seus lábios unidos até que se cansassem.

Ela pode sentir a testa dele grudar-se na sua enquanto uma lufada de vento frio veio fazendo-o apertá-la quando ela se encolheu.

Hermione abriu os olhos e encontrou os dele a focando daquela forma tentadora, aquela ao qual de inicio ela não foi capaz de distinguir, mas que agora ela conhecia muito bem. Abriu um sorriso inconsciente e percebeu que a linha distante de outro se formava do rosto dele.

Tornou a fechar os olhos em meio a um suspiro sonhador e sentiu que os lábios dele estavam novamente junto aos seus quando ele selou o dele rapidamente no dela seguindo para um beijo na testa logo depois.

Ela mordeu discretamente o lábio inferior e recostou a testa no peito do tórax do homem. Ele a abraçou firme descansando a ponta de seu queixo sobre o topo da cabeça da mulher. Seu peito subiu e desceu num suspiro e seus pés tornaram a dar passadas no ritmo da valsa.

Ele deu m meio giro num solavanco agarrando-a firmemente fazendo com que os pés dela deixassem o chão por um segundo. Ela riu e ele a acompanhou rindo juntamente com ela.

- Acho que temos uma bela manchete para amanhã se alguém tiver visto isso. – ela comentou.

- Você se importa se alguém comentar? – indagou ele.

Silêncio.

- Não.

Ele sorriu.

- Então está tudo bem.

Silêncio...

- Queria ficar aqui para sempre. – ela disse baixo, quase num sussurro, como se não quisesse que ele escutasse.

- O frio não te incomoda? – perguntou ele casualmente.

Ela riu e passou os braços por dentro do paletó dele.

- Seu bobo! – exclamou e tornou a rir. Harry riu. – Eu tenho você para me esquentar.

- E se eu não estivesse aqui? – supôs.

- Não teria graça ficar aqui para sempre. – falou ela.

_****_

Hermione podia sentir suas pernas tremerem enquanto subia as escadas do palco. Os aplausos ao redor do salão, vindo por parte de cada pessoas ali, ecoavam em seus ouvidos como se fossem mágica.

Ali, a frente, estava seu nome em todas as primeiras paginas de jornais, revistas, rádios de toda a Europa e do resto do mundo bruxo. Seu coração pulsava e ela ainda acreditava que não havia processado corretamente o nome que havia sido anunciado com toda a veemência possível após todos os imensos, milhares, diversos elogios.

Como se estivessem lhe dando um safanão o homem nomeado Sr.Moon apertou-lhe a mão com toda a força exibindo um sorriso radiante. Ela ao menos sabia que expressão havia em seu rosto.

Ele lhe apontou o púlpito e ela aceitou a oferta pondo-se de trás dele observando por um instante a brilhante pena de ouro que flutuava acima de uma plaqueta de mármore que tinha bonitos dizerem dourados numa plaquetinha de metal.

Os flashes aumentaram por todo salão enquanto ela passou os olhos por ele.

A sua esquerda havia ninguém mais ninguém menos que Slug, seu professor de poções dos seus dois últimos anos. Ele batia palmas com força, seu sorriso era extremamente largo.

A sua direita ela viu Harry. Ele não a aplaudia como os outros, ele somente tinha as mãos enfiadas no fundo do bolso. Em seu rosto havia um discreto sorriso, um de admiração, de orgulho. Ao vê-lo ela pode notar que em seu rosto havia também um sorriso, exagerado. De ponta a ponta.

Os aplausos cessaram e ela sentiu-se nervosa embora insistia em manter a pose. Era Hermione Granger. A primeira aluna de Hogwarts em seu ano, a determinada Hermione, que agora para ela parecia um distante passado perdido.

Todos os olhares de apreensão caíram sobre ela que sorriu e abriu a boca hesitante.

- Bem... – começou e reprimiu a vontade de recuar devido a sua voz ter soado por todo o salão. Respirou fundo e continuou. – Agradeço os elogios e sinto-me honrada por ver o quanto meus textos são bem aceitos. – olhou para Harry e manteve seu olhar sobre ele. – Acredito que ninguém é tão inferior quanto eu somente pelo fato de estar com o prêmio em minhas mãos. Nem Meg, muito menos Mardho. – percebeu que olhar para Harry tornava tudo mais fácil. - O sucesso deve-se basicamente ao aprendizado e a sua personalidade, acima disso está o dom da critica, o que creio que seja mais importante após sua inspiração. – tornou a respirar fundo e sorriu. – Torno a agradecer.

Ela pegou a placa de mármore e a pena dourada a acompanhou. Cumprimentou novamente o Sr. Moon e mais duas pessoas que ela ao menos fazia idéia de quem eram. Desceu as escadas do púlpito e quando chegou ao chão do salão haviam mãos estendidas a ela e sorrisos amigáveis vindo de pessoas que ao menos conhecia.

As apertou com pouca vontade, porém manteve o sorriso. Perguntas soavam, mas ela não as respondia. Eram desconexas e embaralhavam-se com diversas outras. Ela se sentiu novamente a entrada do tapete azul no castelo.

Cumprimentou quem conseguiu, embora espremesse para sair do emaranhado de pessoas e parabéns. Sentia-se feliz, no entanto ela queria receber os cumprimentos de outra pessoa, não exatamente daquelas, ela ao menos os conhecia.

Respirou o oxigênio quando finalmente saiu do pé das escadas do palco e deu-se para o salão aberto. Todos a olhavam e isso a incomodava, mas ela não deixou ser abalada.

Viu Harry e quase correu em sua direção. Ele a recebeu num abraço caloroso.

- Eu disse que iria ganhar. – falou ele a apertando em seus braços.

- Ainda não sei se posso acreditar. – disse sorridente ainda abraçado a ele.

Ambos se soltaram e Harry passou uma das mãos pelo cabelos da mulher ziguezagueando os olhos por todo o seu rosto contemplado cada milímetro de alegria que ali havia.

- Parabéns. – disse ele em tom baixo.

Ela riu.

Harry tornou a abraçá-la, porém, um pigarreio as suas costas a fez soltar.

Krum, Honrrara, e os Cardinalle esperavam a sua vez de cumprimentar a ganhadora do prêmio.

- Parabéns, Granger! – disse Meg animada estendendo a mão.

- Há, obrigada! – agradeceu Hermione apertando a mão da outra mulher podendo contemplar seus olhos incrivelmente azuis.

- Andei lendo seus textos, Hermione. – Krum disse e Hermione sentiu como se seu coração quisesse pular para fora de seu corpo. – São realmente bons. – e estendeu a mão para ela.

Hermione sorriu, teve certeza de que saíra um extremamente amarelo.

- Obrigada, Victor. – sua voz saíra fraca.

- Não era de se surpreender que Hermione Granger, a primeira aluna da famosa Hogwarts, tenha ganho o prêmio. – tornou a falar Krum ainda com sua mão colada a dela. Aproximou-se um pouco e Hermione sentiu medo. – Está linda. – disse quase um cochicho casual dirigindo um olhar profundo a ela.

O sorriso de Hermione murchou. Ela viu Harry aproximar-se e sentiu a mão dele envolver sua cintura de uma forma ameaçadora a Krum. Desviou o olhar para Meg e sentiu pena da mulher que estava alienada ao cumprimento de Krum a ela.

Viu Victor erguer os olhos e encarar Harry por um longo segundo ao qual ela pudera sentir-se extremamente apreensiva. Ambos os homens trocaram olhares ameaçadores e raivosos até que Krum abrisse um sorriso maroto soltando a mão de Hermione e voltando-se para Meg que já tomara o rumo da mesa.

- Granger! Granger! – exclamou Mardho – É inspirador ver você com essa idade carregando esse troféu! – disse e Hermione tornou a sorrir. – Eu e eminha mulher lhe damos nosso sinceros parabéns!

Hermione apertou a mão de ambos tentando inutilmente deixar Krum extremamente distante de sua linha de pensamentos.

- Com licença. – uma voz feminina foi seguida de um pigarreio e todos voltaram seu olhar para a mulher. - Desculpem-me a interrupção, mas gostaria de saber se a ganhadora nos cederia um curto tempo para uma entrevista rápida. Somos do semanário bruxo.

A mulher que carregava consigo uma caderneta e uma pena estava acompanhada de um homem alto e desengonçado de longos e lisos cabelos negros que carregava uma rústica maquina de tirar fotos.

Hermione olhou para Harry como se esperasse que ele fosse lhe autorizasse, porém, a única resposta que teve foi um olhar intrigado dele para ela por tê-lo olhado.

- Hum... – disse ela pensativa voltando-se para a entrevistadora. – Claro. – e sorriu.

Hermione se foi e não bastou segundos para que Slug se aproximasse aletricamente um assunto com Harry. Ela voltou somente depois de meia hora. Uma longa meia hora ao qual Harry somente assentia com a cabeça sobre os antídotos ao qual Slug havia criado para doenças aparentemente incuráveis.

Slug deu parabéns a Hermione cerca de cinco vezes. Ele já estava ficando um tanto quanto caduco. O aspecto do homem estava desgastado e cansado, entretanto, seu sorriso radiante por estar em uma festa realmente importante o fazia parecer bem mais jovem.

Mias pessoas chegaram para pedir que Hermione lhes cedesse um tempo para uma entrevista rápida, porém ela já se mostrava extremamente cansada de estar ali.

Harry sugeriu que saíssem de forma discreta e Hermione concordou embora soubesse que jamais sairiam dali sem que não fossem sequer notados.

Quando entraram no carro ela já se sentia zonza pelos malhares de flashes. Ambos riram quando perceberam que já era duas da manhã sendo que haviam previsto sair antes de meia noite e meia. Focaram o breu a frente deles por uns segundos até que Harry ligou o carro e pôs-se a dirigir.

A casa dela era um pouco longe, ficava em uma rua de trouxas aos arredores de Londres. Embora tivesse descoberto que haviam mais três casas com bruxos em sua rua ela continuava agir como se fossem trouxas.

Já era tarde, mas nenhum dos dois sentia sequer uma linha longe de sono. Boa parte do caminho eles trocaram comentários, mas nenhum se firmou em uma conversa longa.

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