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15. O fio da meada


Fic: Nove Meses Para Amar


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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NOVE MESES PARA AMAR


 


CAPITULO
XV


 


O
FIO DA MEADA


 


 


O crepúsculo de sábado invadia lentamente o
quarto de Gina. Dormindo encolhida na cama se achava Hermione. Ela emitia
suspiros e gemidos, como se estivesse sofrendo muito. E realmente estava.


“Ela sentia uma dor excrucitante no ventre. O pequeno ser que estava
dentro dela, se virava e mexia, lhe dizendo que sua hora de sair chegara.


Mas ela não queria que ele saísse!


Não compreendia, mas tinha toda certeza que não seria uma boa idéia seu
filho nascer naquele lugar imundo e fétido. Mais uma dor, e Hermione se curvou
para frente, gritando.


Quando a dor passou, ela pode ouvir dois homens gargalhando; eles a viam
sofrer e nada faziam para minorar a dor. Mais uma contração, e elas vinham
cada vez mais fortes e em espaço de tempo menor.


- Faça respiração de cachorrinho... como a medica ensinou – Hermione
repetia isso, a cada vez que as contrações davam um tempo.


Os homens, que assitiam tudo e nada faziam, riam
dela por respirar assim.Quando veio mais uma contração, forte e latejante,
Hermione viu uma porta se abrir atrás dela.


Mas não conseguiu ver quem chegava: uma luz muito forte, depois de todo o
tempo que passara no escuro, não lhe deixava ver.


A ultima coisa que ela viu, foi um raio verde passar acima de sua cabeça.”


De um pulo, Hermione acordou. Ela tinha a face banhada de suor e lágrimas
de desespero molhavam seu rosto.


- Oh merlin – ela sentiu um arrepio gelado descer por sua espinha –
estou começando a me apavorar.



Balançou a cabeça, e tentando não se
lembrar do sonho, Hermione foi para o chuveiro. Precisava muito disso.



 


- Boa noite Sra. Weasley.


- Boa noite Harry – apesar de ser cordial, Harry notava uma estrema
frieza na voz da mãe de Rony.


- Hum... eu... o Rony está Sra. Weasley? – ele queria falar com
Hermione, mas pelo jeito não conseguiria mesmo.


- Está lá fora – Molly parou de mexer o caldeirão de ensopado e ainda
de costas perguntou – vai ficar para jantar conosco?


Harry ate queria dizer sim, mas sabia que ela o convidava apenas por educação.



- Obrigado Sra. Weasley. Mas Sirius e Lupin estão me esperando.


Com isso ele saiu em busca de Rony. “ela nem ao menos insistira!”


Abriu a porta do galpão com força, assustando Rony e fazendo ele furar o
dedo com a ferramenta que estava na mão.


- Quer me matar do coração cara! – ele colocou o indicador na boca –
achei que era um Comensal pelo jeito como entrou aqui.


- Sua família também tem raiva de mim Rony? Porque nunca fui tratado com
tanta frieza por sua mãe.


- Ah! Bom... – Rony deu a coçadinha atrás da orelha, sinal que estava
nervoso – eu não sei dos outros, mas mamãe esta danada com você Harry. Diz,
humm... bem, ela diz que isso não é atitude decente. E que Hermione não
merecia isso.


Harry fez um ruído grosseiro pela boca.


- Ei! Nem me olhe assim cara – Rony passou a ponta da varinha pelo dedo
chupado. Fazendo o pequeno corte sumir – as mulheres sempre se unem com
qualquer coisa. E... bem... você concorda que sua atitude é mesmo infantil não
é?


- Infantil? Eu... – Harry se sentia mal. Estava com raiva, viera para
tentar concertar as coisas e era chamado de infantil! – eu lutei contra
Voldemort! Perdi o meus pais, e um monte de pessoas legais nessa guerra. Lutei,
e perdi nessa luta a liberdade de ser eu mesmo! De fazer o que quisesse. De ser
quem quisesse.


Ele passou a mão em cima de uma mesa e jogou tudo no chão. Rony deu um
pulo e arregalou os olhos.


- E, justamente quando posso fazer o que quero, Hermione me faz o favor de
ficar grávida! E então eu tenho que sempre assumir as mer** das
responsabilidades! – deu um soco na mesa – droga eu só quero ser comum! –
ele terminou gritando.


- Com certeza esta fazendo tudo que um adolescente comum e irresponsável
faria Potter – ele se virou bruscamente. Hermione se achava parada na porta do
galpão. Pela roupa justa que ela usava, dava para ver a barriga crescida. Harry
sentiu um aperto no coração. – e caso não saiba Potter, eu não fiz nenhum
favor ao engravidar! Apenas assumo minhas responsabilidades.


Ela nem deixou ele acabar de falar. Olhou-o como um verme e desaparatou do
galpão.


- Você está bem Harry? – Rony falava baixinho.


- Não, eu não estou nada bem. – Harry tirou a varinha do bolso – Reparo!
– ele disse para as coisas que jogara no chão. 
Elas voltaram como antes para cima da mesa. – vou embora Rony. Afinal não
consigo mesmo falar com Hermione.


Rony viu o amigo desaparatar, mas assim mesmo gostou do que vira nos olhos
dele: angustia e medo.



- Quem sabe...? – disse sozinho para o galpão.




 


Eram oito horas e Draco continuava enfurnado na biblioteca. Usava todo o
tempo livre para arrumar o lugar. E finalmente ele conseguia ver algum
resultado.


Estava analisando uma basta que se intitulava “documentos fiscais”,
mas ate o momento ele não vira uma fatura sair do meio das folhas.


- Ola Draco! – disse Henri da porta.


- Entre e fique a vontade Henri. – Draco ainda lia os documentos da
pasta – Quero só analisar mais essa aqui. Depois nós saímos.


- Sempre o trabalho. E na escola eram sempre as maldades. – Henri fez
uma cara desolada – quando arruma tempo para se divertir Draco?


- Maldades são uma forma de diversão – ele riu do choque do amigo –
você devia praticar. – puxou mais uma folha da pasta.


- Não obrigado. Me contento em fazer o bem, gosto de ser anti-Sonserina,
nesse sentido.


Até que Draco ia rir, mas o documento a sua frente realmente lhe chamou a
atenção.


Em uma letra meio apagada e num pergaminho envelhecido constava:


 


Termo de adoção número 7.589.532


 


Declaro, para os devidos fins, que Richard Edward Malfoy, compareceu a esse
cartório e de posse de todos os documentos concedeu a guarda definitiva, e seus
pátrios poderes, de seu filho Alexander Boris Malfoy para George Ian Jonas...


 


                                                   
Da data...


 


Dessa verdade dou fé,


 


Terencius Peter Weasley


        Escrivão


 


Draco ficou olhando para o papel por tanto tempo e
de olhos tão arregalados, que Henri foi forçado a tomar uma atitude. Pegou o
documento e leu: também ficou estático.


- Como isso é possível? Esse... quem é esse Malfoy, Draco?


- Meu... meu avô – responde pálido. – ele teve um filho e o deu em
adoção. – ele olhou para Henri – mas porque fez isso com esse e não com
meu pai?


- ‘Num’ sei cara – Henri devolveu o papel à pasta – e a data tá
tão apagadinha aqui... poderíamos ter alguma idéia por ela né?


Draco o olhou confuso.


- Saberíamos se seu pai era mais velho ou mais novo. Isso podia clarear
as idéias...


- Esse deve ser bastardo! – disse Draco tão de repente que Henri quase
caiu da cadeira. Havia uns cinco minutos que os dois estavam em silêncio –
lembro-me perfeitamente de Lucio xingando minha mãe: “- só um filho Narcisa?
É tão imprestável como a que meu pai arrumou!”, minha vó só teve um
filho. Disso tenho todas convicções do mundo.


- Faz sentido cara. Faz mesmo. Então, seu avô teve um bastardo, mas sua
avó não aceitou o moleque. Daí o velho teve que se desfazer dele...


- Sabe? – disse Draco pensativo – ate que para uma besta quadrada que
nem você, essa sua teoria pode estar certa.


Ele se abaixou bem na hora que um feitiço zuniu por cima de sua cabeça,
e espatifou um vidro atrás de si. De debaixo da escrivaninha Draco riu.


- Nossa que nervosinho...


Mas foi quando eles já subiam para Draco trocar de roupa (a janela já
concertada) é que Henri deu o troco:


- Nossa como a doninha esta sorridente...



Draco fechou a cara e mandou, rispidamente, um
quadro de um ancestral calar a boca (o velho ria muito da “doninha”).



 


- Ande Harry! – insistiu Rony pela milésima vez – é sábado. E vamos
nos divertir. Ficar nessa marafunda não vai fazer Hermione se esquecer de nada.


- Vá contar piada a dementadores Rony! – retrucou Harry com sarcasmo
– não estou a fim de por** nenhuma!


- Ótimo! Por mim tudo bem, seu ignorante – Rony perdera a pouca paciência
que tinha – se quer ficar choramingando pelos cantos o problema é seu! Não
meu. Nós vamos nos divertir.


Ele saiu do quarto, deixando Harry sozinho. Encolhido em um canto o garoto
pode escutar:


- Vamos embora – ele ouviu a voz de Rony – se ele quer ficar que nem
velha, não faremos mais nada.


- É uma pena – a voz de Sirius – porque essa boate tem umas dançarinas
realmente gostosinhas... 


- Pois é bom mesmo que ele não vá – disse Lupin maliciosamente – não
queremos nenhum empata fora nessa noite.


Harry ouviu a porta bater, mas não se importou. Estava destroçado por
dentro. Depois de ver aquele vídeo, ele finalmente se tocara que estavam
falando de uma pessoa. Uma pessoa feita por ele.


- Mas agora tudo esta perdido! – disse ele com selvageria.


Hermione nunca mais ia querer ele. A magoara, ofendera, tripudiara e
escarnecera demais em cima dela. Com um aceno de varinha trouxe para perto de si
um pergaminho, tinta e pena. Faria uma lista de todas as besteiras que já
falara com ela:


 


1 – dera a idéia de aborto.



2 – ofendera-a de todas as
maneiras possíveis,


3- acusara de
engravidar de propósito


4- fora egoísta


5- a pedira em
casamento de forma estúpida


6 – acusá-la de
fingir ser expulsa de casa...


7 – usara do fato
dela ama-lo, para leva-la para cama. 


 



Quando Harry leu o que tinha
acabado de escrever no item seis, um sorriso luminoso encheu seu rosto. Ele
agora tinha uma boa idéia para reconquistar Hermione.



 


A musica alta continuava sem parar na boate.
Hermione, Gina, Carol (as duas com utilíssimos feitiços para ficar mais
velhas) e Vanessa estavam sentadas em uma mesa do canto.


Mesmo o lugar estando enfumaçado, estava divertido
ficar ali. Por uma ou duas horas podia esquecer quem era e o que era.


- Hei Vanessa – gritou
Gina curvada para frente – acho que o dono da boate esta dando em cima de você.
É a quarta vez que ele vem aqui, sem motivo especial.


Vanessa fez um gesto vago com a mão esquerda,
sinalizando que era bobagem, mas Hermione tinha que concordar com a Gina: Mattew
Scofield estava de olho em sua chefa.


- Venha Gina – gritou Carol se levantando – tem
dois gatinhos ali que seria bom dar uma investida.


Gina riu e foi. Vanessa mudou de posição e se
sentou do lado de Hermione. Estavam começando o assunto que as obcecava
(Alexander Jonas) quando Hermione olhou para porta e soltou um suspiro
debochado, rolando os olhos para cima.


- Que? – gritou Vanessa.


- Esta vendo lá na porta? – ela apontou o dedo – Rony, o irmão da
Gina, mal acabou de chegar e já esta brigando.


O que era completamente verdade. Por um azar do destino, Rony e Draco
chegaram ao mesmo tempo. E se rosnavam como dois grandes cachorros.


- Eles se conhecem?


- Se odeiam! Weasleys e Malfoys são como... – mas Hermione parara de
falar. Uma idéia realmente boa acabara de surgir na sua mente.


- Accio! – disse ela, apontando a varinha para Gina. Em meio
segundo Gina estava sentada na cadeira.


- Já disse o quanto odeio que faça isso Mione? – ela tinha uma cara
aborrecida. – o que é?


- Quero que faça um favor para mim Gina – Hermione chegou no ouvido da
outra e murmurou a grande idéia que tivera. O olhar malicioso de Gina foi a sua
resposta.


 


 


- Ora vai se danar Malfoy. – disse Rony saindo de perto – espero nunca
mais encontrar essa sua cara na minha frente.


A discussão ate poderia ter continuado, não fosse o fato de Sirius e
Lupin empurrarem Rony para poder entrar e de Carol, num justíssimo vestido
verde chegar e levar Rony para a pista de dança.


Depois de ver o caminho limpo, ou seja: Sirius e Lupin na mesa de Hermione
e Rony esquecido do próprio nome, Gina chegou perto de Draco. Ele estava no bar
e conversava algo realmente importante com o seu acompanhante.


- Pode nos dar licença? – ela pediu melosa a Henri. Embora não tenha
adiantado muito, tivera que gritar mesmo.


- Será que não me esquece? – perguntou Draco ao ver o “traidor” ir
ao banheiro.


- Seria impossível não é mesmo? – disse Gina – afinal trabalho com
você agora – ela chegou mais perto dele, puxando o colarinho da camisa.


- Não faça isso comigo Gina – pediu Draco desesperado – será que não
vê como estou ocupado?


- Podemos discutir isso mais tarde... – ela tinha um brilho muito
malicioso no olhar – em um lugar mais reservado.


Draco quase gemeu ao vê-la molhar os lábios provocativamente com a língua.
Aquilo era muito golpe baixo para seu corpo torturado.


- Quer isso mesmo Virginia? – ele devia estar louco.


- Não insinuaria se não quisesse, não é? – Gina morria de rir por
dentro. “como é um imbecil!”.


- Onde? – “agora sei que perdi o juízo de vez”


- Na sua casa? – ela sugeriu casualmente – na minha
você sabe que não dá...


- Te encontro lá fora em dez minutos. – ele disse em
um arranco. E lasco um beijo de tirar o fôlego nela.


- Uma boa amostra... excelente na verdade – ela se
afastou piscando um olho.


 


- Vamos Rony, me perdoe vai – Carol disse no ouvindo dele, enquanto dançavam
Can’t Take My Eyes of You. 


- Eu... eu... espere... – ele ainda tentou
resistir, mas ficava humanamente impossível. Carol grudou os lábios nos dele.
E isso era o paraíso.


- Te perdôo claro. – disse por fim. Mas afinal ele queria aquilo mesmo.



 


 


- Ola Sirius. Remo – os dois deram olá’s de volta – está tudo
certo Hermione. E não se preocupe comigo. – ela disse quando a amiga ia
protestar – sei o que estou fazendo. Onde esta Vanessa?


- Ela foi buscar uma coisa que tinha esquecido – Hermione falava
vagamente, e aquilo despertou a curiosidade dos outros ocupantes da mesa.


- Só tenho dez minutos – avisou Gina antes de virar um copo de cerveja
amanteigada. Depois do ultimo porre, Hermione não lhe deixou beber nada mais
forte.


Passou um tempinho, e Gina viu Draco seguindo para fora da Boate. Rony e
Carol de mãos dadas voltaram da pista de dança. Sirius “descolou” uma gata
e foi dançar. E Lupin dando uma desculpa qualquer saiu também. Logo eles viram
ele conversando com uma mulher no balcão.


Vanessa chegou quando Gina já se desesperava. Draco devia estar furioso
de esperar.


- Me desculpe Gina – disse ela meio arfante – mas tinha esquecido de
onde estava. - E passou um potinho para a mão da garota -  um deve bastar. E lembre-se: a vida não é feita só de missões.



Gina riu e foi andando para porta. Rony nada reclamou porque nada viu:
estava beijando Carol nesse momento.


- Estou pronta – disse ela do lado de fora – vamos?



Sem dizer palavra Draco pegou na mão dela e
desaparatou dali.



 


A mansão Malfoy era ainda mais sombria do que Gina podia imaginar. Eles
aparataram na sala de visitas, que era escura demais para seu gosto.


Draco fez um sinal para ela fazer silencio, ao que Gina prontamente
obedeceu. Eles seguiram para outra sala, que Gina imaginou ser a sala da família.
O ambiente tinha a pretensão de ser aconchegante, mas parecia mais decorado
para o dia das bruxas.


Mas decoração à parte Gina viu o que queria. O aposento que procurava
era bem de frente para a sala da família.


Eles saíram em um corredor e no final dele subiram uma escada. Tudo o
mais silenciosamente possível; no segundo andar, eles avançaram por outro
corredor e Draco entrou em uma porta à esquerda.


Era o quarto dele.


Gina viu que era decorado com as cores da Sonserina, e tinha uma colcha de
cobra em cima da cama. “Não pense na cama!” ordenou a si mesma.


- Aqui estamos – disse Draco antes de agarrar ela pela cintura e começar
a beijá-la furiosamente. Gina ainda tentou resistir, mas quando ele passou a
acarinhá-la perdeu por completo a resistência.


A boca dele explorava a dela, a língua quente irrompia lugares secretos,
as mão deslizavam pelos cabelos vermelhos. Só quando ela ouviu ele baixar o zíper
do minúsculo vestido vermelho que usava é que voltou a realidade.


- Vamos devagar – pediu ela descolando a boca. – eu... se você não
se importa, gostaria de alguma coisa para beber.


Draco não disse nada, mas em um aceno de varinha um balde com champagne
apareceu no quarto.


“- Assim que jogar o comprimido ele vai sumir Gina. Ele não deixa
gosto também”
– dissera Hermione.


- Aqui – disse ele rouco, entregando a taça. Gina viu ele tomar um
golinho da dele. Quando Draco se virou para jogar a camisa numa poltrona do
outro lado do quarto, ela jogou dois enormes compridos verdes na bebida.


“oh ele vai ver!”  gemeu
ela em pensamento.


Draco se virou, o lindo peito desnudo e pegou a taça novamente. Sem olhar
para ela. Gina sentia borboletas voarem em seu estomago de nervosismo. Os
comprimidos ainda não haviam sumido.


- Um brinde a nós Virginia. – eles ergueram a taça e elas se tocaram.
Foi nesse momento que Draco olhou. Mas os compridos haviam mesmo sumido.


Os dois beberam outro golinho e largaram as taças. Draco andou como um
leopardo, devagar, mansamente para assustar a vitima.


Gina se deixou levar pelo abraço dele. Os dois se beijavam com ânsia e
logo estavam deitados na cama. Draco por cima.


Ele começou a espalhar beijos por todo o colo dela, tentando
desesperadamente tirar o vestido, e Gina há muito esquecida de remédios e
favores, beijava o tórax dele.


A coisa estava realmente esquentando, quando de repente Draco desabou em
cima dela.


- Draco – chamou baixinho. O peso morto dele a esmagando – Draco? –
cutucou ele.


Quando viu que ele não acordaria, Gina empurrou-o de cima de si e se
levantou. Fechou o zíper traseiro do vestido se controlando para não rir.


- Que pena hein? Você sempre deixa as mulheres na mão? – ela zombou
para o rosto dormindo. – você não perde por esperar Malfoy!


Ela saiu do quarto e pé ante pé foi em direção a sala da família no
primeiro andar. Ela deu sorte de não encontrar ninguém lá.


“Procure qualquer papel com o nome de Jonas nas coisas dele Gina”
– Hermione lhe pedira.  


Ela tinha o coração na boca ao invadir a
biblioteca. Parecia para si que os saltos faziam barulhos terríveis que
acordariam toda a casa.


Pela réstia de luz da lua ela pode ver uma mesinha atulhada de papeis.
Com medo de acender uma vela e atrair a atenção de alguém começou a procurar
no escuro.


Estava ali há dez minutos quando duas coisas aconteceram ao mesmo tempo:
achou o papel e ouviu um barulho na sala ao lado. Gelada de medo, ela se abaixou
atrás da escrivaninha na hora que a porta abriu.


Pode ver uma mulher entrando; a barra da camisola aparecia rastejando no
chão.


- Lucio? – ela chamou baixinho – você está ai querido?


O silencio respondeu a ela. Gina evitava ate de respirar.


A barra da camisola foi chegando mais perto da escrivaninha, cada vez
mais, e Gina sabia que se ela desse a volta no móvel a descobriria ali. Então
estaria perdida.


Quando a camisola já começava a desaparecer de um lado, sinal de que sua
dona dava a volta na escrivaninha, a porta se abriu novamente.


- Vamos Sra. Malfoy – era a voz de um elfo-doméstico – agora é hora
de dormir.


- Eu ouvi barulho aqui Huny – a mulher se voltou em direção à porta,
se olhasse para baixo veria Gina agachada ali – achei que poderia ser Lucio.


- Não Sra. – disse a elfo em voz cansada – não pode ser. O Sr.
Malfoy esta esperando pela Sra. no lugar de sempre. Vamos, eu a levo ate lá.


Narcisa Malfoy foi embora. Quando Gina já respirava aliviada, a mulher
parou na porta.


- Espere Huny – disse ela – qual é mesmo o lugar de sempre?


- O quarto secreto não se lembra Sra? – a elfo tinha uma voz suave e
bondosa. Mas Gina imaginava que ela devia estar de saco cheio daquela louca.


As duas foram embora. Gina esperou o barulho sumir de vez ate se levantar
e sair da biblioteca.


De novo pé-antepé ela foi ate a porta e saiu, carregando o papel
precioso, para o ar fresco da noite. Correndo (depois que tirou os sapatos) ela
foi ate o muro da propriedade. Hermione e Vanessa a esperavam do lado de fora.


- Pegou? – murmurou Hermione.


- Sim, mas me tire daqui.


- Vingardium leviosa – disse ela e Gina começou a flutuar.
Seguindo os comandos da varinha conseguiu passar por cima do portão.



Mas o que nenhuma das três viram, por causa
da euforia do dever cumprido (e passar a perna em Malfoy) foi que havia uma
sombra escura, na janela mais alta da casa, olhando tudo o que elas faziam.



 


O domingo ia à metade quando Draco finalmente acordou. Uma dor lancinante
apertava-lhe a cabeça. Ele tentou levantar, mas não foi uma boa idéia: o
mundo girou e rodopiou, fazendo-o ter vontade de vomitar.


Ele voltou a deitar e esperou a tonteira parar. Respirava em fortes
arquejos, tentando por tudo não ficar enjoado. Mas estava sendo difícil.


E tudo piorou quando ele sentiu a claridade do sol bater em cheio no seu
rosto.


- Vamos Draco – disse Henri que tinha livre acesso à mansão – é
hora de voltar à vida.


- Henri faça-me um favor? – pediu Draco com a voz rouca e a boca
pastosa – cale a boca!


Henri riu, mas uma risada escandalosa, somente para provocar. Recebeu como
troco uma travesseirada na cabeça.


- A notada com a Weasley deve ter sido boa hein? – debochou Henri –
desde que assumiu sua empresa, você nunca mais dormiu ate essa hora...


- Espera... Espera... Espera – interrompeu Draco – esta me dizendo que
a Gi... – se corrigiu – a Weasley passou a noite comigo?


Henri se virou da janela. – Esta me dizendo que não lembra nada do que
aconteceu ontem à noite?


Draco confirmou com a cabeça.


- Eu não acredito! – riu de novo – é a primeira vez em trezentos
milhões de anos que um Malfoy pega uma Weasley e você se esquece?


- Vá te catar Henri! – Draco se levantou penosamente e foi para o
chuveiro. Precisava muito disso.


- Achei que ia se afogar lá no chuveiro Draco – disse Henri apontando
para as coisas espalhadas no quarto – eu chamei a Huny para limpara a bagunça,
mas seus elfos estão cada vez mais relapsos. Parece que ela sumiu.


- Deve estar se acabando de chorar nas coisas de Lucio.- ele disse com
desdém - Ela amava ele mais que tudo nessa vida. 


- Vamos comer alguma coisa – chamou Draco acabando de se pentear –
estou faminto.


Eles já estavam na porta quando o dono do quarto virou para trás e olhou
novamente para a bagunça; colcha no chão, champagne, suas roupas espalhadas.


- É a noite deve ter sido boa hein? – zombou Henri.



- Muito boa...Melhor ainda se eu lembrasse alguma coisa -
disse Draco baixinho.



 


Harry olhou o endereço mais uma vez. Custara a arrancar a informação de
Rony. O amigo parecia somente querer falar de Carol Blair!


- Rua Gonewish, 785 – ele olhou para o numero de bronze da casa – é
aqui mesmo.


Ele respirou fundo e abriu a pequena cerca de madeira branca. Aquilo lhe
fez se lembrar horrivelmente dos Dursleys. A casa era teoricamente igual: alias,
todas as casas de subúrbios do país são iguais.


Harry entrou na varanda e bateu a campainha. Um silencio enorme atendeu a
ele. Quando ele ia toca de novo, escutou passos do lado de dentro. Pelo vidro
fosco da porta ele viu uma figura se aproximar estranhamente.


- Pois não? – atendeu a mulher formalmente. Ela usava roupas pretas.


- É a Sra. Granger? – Harry perguntou usando de toda a sua educação.


- Sou eu sim. – ela franziu o rosto – eu o conheço?


A mãe de Hermione não arredou o pé da porta. Parecia ter medo de deixar
Harry entrar.


- Na verdade não Sra. Granger. Meu nome é Harry Potter e gostaria de
trocar umas palavrinhas com a Sra. Está ocupada?


Ela fez um gesto que não estava ocupada e deu passagem para Harry. 
A casa de Hermione era bastante simples e arrumada. À esquerda da porta
ficava a sala de visitas e tv. Uma escada na frente pro segundo andar e no fim
do corredor a cozinha.


A Sra. Granger recebeu Harry na sala de visitas. Ele se sentia
estranhamente desconfortável: ficar de frente para a mãe de sua ex-namorada não
era um teste fácil para as pessoas.


- Hum... bem – ele pigarreou de novo e chegou para frente na desconfortável
poltrona de madeira – eu gostaria de falar de Hermione, Sra...



Harry nem acabou de falar: ao ouvir o nome da
filha a mulher desatou a chorar.



 


- Bem... eu estive pensando sabe – disse Rony querendo chamar a atenção
de todos. Eles estavam na sala, depois do jantar, e a escuridão da noite
lentamente invadia o lugar. – e gostaria que vocês me dessem atenção!


- E o que é Rony? – disse Gina que fazia um complicado dever de
transfiguração.


- Bom, vocês sabem que já estamos no meio de julho...


- Ora ‘num’ é excelente que o Rony tenha aprendido os dias do mês?
– debochou Jorge que jogava Snap Explosivo com Fred.


- Muito engraçado você Jorge – zombou Rony.- mas o que quero dizer é
que no fim do mês, mais precisamente no dia trinta e um, temos um amigo que faz
dezoito anos...


- Sabe Carol – declarou Hermione – perdi a vontade de aprender a jogar
xadrez. Eu vou dormir. Boa noite pessoal!


- Ei espere Mione... – começou Rony.


- Não se preocupe. Estou seguindo ordens medicas: dormir sempre que tiver
sono. Ate amanha.


- Meus parabéns Rony! – debochou Gina – você consegue ser mais
idiota que uma porta cega!


- Não vai me defender Carol? – ele pediu numa suplica.


- Não. – ela riu da cara feia dele- 
sinto muito Rony, mas sua irmã esta coberta de razão: você é mais
tapado que uma porta cega.


Ela saiu da sala dando um ultimo beijo nele. Gina logo fechou o livro e
bufando para Rony foi também para o quarto.


- Hei! Não riam vocês dois. – exclamou Rony – eu só queria promover
uma reconciliação... – disse amuado.



- Pra burro só falta as penas Rony! – disse
Fred. Ele e Jorge caíram na gargalhada ao ver Rony sair indignado da sala.



 


Harry aparatou em seu quarto. Não queria mesmo falar com ninguém. A
conversa que tivera com a mãe de Hermione não surtira nenhum efeito. E a coisa
piorara depois que o pai dela chegara.


Nem mesmo ele dizendo que se casaria com a filha deles, o homem quisera
lhe ouvir. Só faltara ser escorraçado como cachorro, porta afora.


E o pior é que agora que passara, ele sentia que fizera besteira. Talvez
se não tivesse se metido, Hermione poderia ter tido uma chance. Mas agora ele
achava muito difícil a reconciliação entre pais e filha.


Ele começou a dar voltas no pequeno quarto, cada vez mais infeliz com a
“Grande Idéia da Salvação” que tivera.



- Burro! Burro! E burro! – ele disse em voz
alta. “porque é que me meto onde não sou chamado?”



 


A segunda-feira chegou e encontrou uma Hermione em completa expectativa.
Ela tinha certeza que o dia seria bom.


- Vamos Gina! – ela gritou no pé da escada – estou atrasada já!


- Vocês vão aonde Hermione? – perguntou a Sra. Weasley servindo mais
torradas na mesa.


- Gina pediu que eu lhe desse uma carona. – ela desconversou – mas do
jeito que esta demorando não sei se espero.


- Pare de reclamar como uma velha Mione – disse Gina ao descer dez
minutos mais tarde – estou pronta está vendo? E vamos aparatar de qualquer
modo!


- Está pronta é? – duvidou Rony sentado na mesa – achei que tinha
colocado só o cinto e esquecido a saia.


- Ra! Ra! Ra! – riu Gina forçadamente – vamos embora Hermione, antes
que tenha que escutar mais coisas... 


Hermione passou o cinto em volta de Gina. Quando estavam prontas
desaparataram dali.


 


- Certo – disse Vanessa eficiente enquanto elas subiam os elevadores do
prédio em que a empresa de Malfoy ficava – não quero que você entre com a
gente Gina. É uma investigação federal, e não adianta fazer essa cara.


Gina fechou ainda mais a expressão.


- Quando entrarmos deixe que eu fale com ele, Hermione – ela deu uma
risadinha – quero ver ele dizer que não tem nada a declarar.


Hermione sorriu intimamente. Vanessa estava assim porque Malfoy se
recusara a recebe-las na sexta-feira. Agora elas tinham um mandado expedido pela
Suprema Corte Bruxa.


Parecia cena de filme a saída das três do elevador. Quando chegaram à
mesa de Dora Hawkis, o trio tinha um aspecto intimidante.


- Queremos falar com o Sr. Malfoy  -
anunciou Vanessa secamente.


A mulher nem discutiu. Apressadamente foi falar com Malfoy, cinco minutos
depois veio outra secretaria falar com elas. Sally olhou nojentamente para Gina.



- Em que posso ajuda-las? – ela tinha o tom de voz firme e polido.
Vanessa sacou que intimidar não daria certo.


- Sou Vanessa Wolf e essa é Hermione Granger – ela disse no mesmo tom
da mulher – viemos falar com Malfoy.


- Infelizmente o Sr. Malfoy está... – Vanessa não deixou ela acabar de
falar.


- Nós podemos entrar por bem ou por mal. – ela empinou o queixo
arrogantemente – você é que escolhe.


- Lamento – retrucou Sally com polidez fingida – mas terei que chamar
a segurança caso insistam.


- Temos um mandado da Suprema Corte, Srta. Mansfields. Agora podemos
entrar? – o tom de voz suave, escondia uma profunda irritação.


A secretaria de Malfoy teve que engolir o que disse. Levou-as ate a sala
de espera da Presidência.


- Podem entrar – disse Sally depois que as anunciou.


- Gina nem tente. – advertiu Vanessa.


A sala de Malfoy pareceu a Hermione o lugar mais contraditório que já
vira. Tudo cheio de equipamentos trouxas ultramodernos. Isso vindo de alguém
que odeio tudo aquilo que não é puramente bruxo.


- O que vocês querem? – ele perguntou ainda sentado na cadeira. Deu a
entender que não queria uma longa conversa.


- Vamos direto ao ponto – Vanessa disse de pé. Hermione se sentou. –
conhece um homem chamado Alexander Boris Jonas?


- Nunca o vi – o que era uma verdade, pensou ele.


- Já viu ou ouviu falar nesse nome?


- Também não – outra verdade técnica.


- Quer jogar duro Malfoy? – falou Vanessa andando para perto da mesa
(Hermione ficou quieta no seu canto) – Nós sabemos que seu avô deu em adoção
o filho mais novo dele. Sabemos que foi para George Jonas. Agora, conte-nos a
sua versão dos fatos.


Malfoy pulara como se houvesse um espinho em sua cadeira.


- Vocês não podem saber disso! –ele mesmo viu que dera bandeira.
Tornou a se sentar, e perguntou o mais frio que pode: - como foi que souberam
disso?


Vanessa soltou um ruído grosseiro pela boca. Ela dizia que aquilo era uma
risada sarcástica, mas Hermione ainda não conseguira se convencer do fato.


- Vamos Malfoy. Fale e iremos logo embora.


Draco se viu falando. Aliás, nem tinha alternativa já que ele próprio
se entregara com palavras impensadas.


E de todas as coisas que ele contou, a única que acrescentou alguma coisa
foi o fato da criança adotada ser bastarda.


- E você chegou como a essa conclusão? – perguntou Hermione.


- Por conversas antigas que eu via Lucio e minha mãe trocando. Ele sempre
falava que minha mãe era tão ruim quanto a minha vó paterna: somente
produziram um filho.


Vanessa nem fez muita força para não parecer chocada, já se acostumara
com esse tipo de atitude. Já Hermione não foi bem sucedida na tarefa. Sua
expressão era um misto de pena e solidariedade.


- Mas vocês sabem qual foi a data de adoção? – perguntou Draco.


- Dois meses depois do nascimento de Alexander. – explicou Vanessa -
Como o escrivão que lavrou o documento era um Weasley, nós fomos lá e
descobrimos o que faltava.


- Você sabe se Lucio Malfoy e Alexander Jonas mantinham contato Malfoy?
– foi à vez de Hermione falar.


Ele pensou um tempo antes de falar; como se quisesse puxar todas as memórias
ate ter certeza.


- Eu não sei. Mas imagino que não. Afinal esse Alexander foi criado por
trouxas não é mesmo? E Lucio não gostava nem um pouco de trouxas.


As mulheres concordaram, e depois disso só uma ou duas perguntas foram
feitas. Elas foram embora, dizendo a Draco.


- Não suma malfoy – avisou Vanessa na porta – podemos precisar falar
com você.


Elas acharam que ele não tinha escutado. Malfoy olhava de um modo
estranhamente vago e rapidamente voltou para dentro da sala.


- Nada muito esclarecedor não é mesmo? – perguntou Hermione quando já
estavam dentro do elevador.


- Ahhh.... mas eu achei muitíssimo esclarecedor.


- É mesmo? – Hermione fez cara de espanto – e o que você pegou que
eu não levei em consideração.


- Que seja qual for o plano, Draco Malfoy não esta metido – ela
declarou quando o elevador chegou no térreo, saindo da maquina.


- Fala sério Vanessa! – ainda gritou Hermione – se ele não esta
metido, eu quero me chamar...



Mas Hermione nem teve tempo para inventar um
nome suficientemente dramático. Vanessa desaparatou no hall, sem deixar
marcas de onde ia.  



 


Tudo agora parecia uma grande festa para Rony e Carol. Sempre que podia
ele fugia da linha de montagem das motos e ia trocar dois ou três beijos com
ela.


Estava simplesmente tão feliz, que nem se importava de onde Gina pudesse
ou não estar.


Enquanto ele e Lupin estudavam um diagrama, para melhor colocar um feitiço
de invisibilidade na moto, Rony assobiava alegremente uma canção d’ As
Esquisitonas.


- Hey! Assobiando é Rony? – gracejou Lupin – sexta-feira você não
estava de tão bom humor assim.


- É num é que eu melhorei? – ele tentou desconversar – acho que se a
gente lançar o feitiço nessa direção aqui “ô” – ele apontou no
diagrama – vamos ter todo o efeito que...


- Vamos Rony não enrole. – riu Lupin – você está apaixonado por
Carol não é mesmo?


- De onde tirou essa maluquice Remo? – mas a orelhas vermelhas dele,
contrastavam diretamente com a cara indignada.


- Talvez do fato, de só agora de manha, você ter visitado a administração
quatro vezes. Ou o modo como fica olhando para as janelas de vidro...


- Rá! Rá! Rá! – Rony fingiu achar graça no tom debochado do outro
– depois de velho ainda me vira alcoviteiro. É mole?



E com isso saiu de perto de Lupin. Mas o mais
velho não se enganava: sabia que ele ia de novo na sala de Carol.


 



 


- Vamos Draco. É hora de você para de agir dessa maneira. Me ignorar não
vai adiantar nada.


- E desde quando você me chama pelo nome, Weasley? – Draco estava
sentado na mesa do computador. Mas a cada vez que Gina ousava se aproximar ele
fugia, indo para o outro lado da sala.


- Bom... – e aqui Gina nem precisou fazer força para corar – depois
do que aconteceu sábado, achei que tinha ganhado esse direito...


Draco a olhou desconcertado. Não se lembrava do que acontecera sábado, e
isso o deixava apavorado. E o pior é que, pelo rubor de Gina, a noite fora
realmente quente.   


- Eu já havia lhe dado esse direito antes Virginia – ele a lembrou, só
para irritar – mas você disse que não queria...


- Ah sim! – Gina bateu a mão na testa dramaticamente – eu tinha mesmo
que usar esse nome, quando você estava me chantageando... É claro. Mas como
sou tapada!


- Vai me lembrar pelo resto da vida isso não é mesmo? – ele perguntou
aborrecido.


- Não Draco – contradisse ela. – não vamos estar juntos pelo resto
de nossas vidas.


- Nossa... Você está aprendendo a ser cínica rapidamente Virginia. –
ele disse em admiração – gosto disso. 


Ela riu.


- Tenho um bom professor nessa área – Draco a encarou – e em outras
áreas também... – disse Gina sugestivamente; coisa que fez os olhos cinza
faiscarem.



- Tenho que ir agora – disse ela já na
porta – um bom almoço para você Malfoy.



 


Poções era definitivamente melhor de se estudar, agora que estava fora
de Hogwarts e longe de Snape. A professora do Centro, era a mulher mais simpática
e estranha que Harry já conhecera.


Helen Brooks era tão baixa quanto à prof. Umbriged, mas as semelhanças
paravam por ai. Brooks tinha um sorriso simpático e um rosto, que guardadas as
proporções, era muito bonito.


- Esse antídoto, que prepararemos na aula de hoje, é muito usado para
combater picadas de aranhas e alguns tipos de escorpiões - começou ela na sua
voz doce e no jeito calmo que usava para falar. (se ela tivesse algum defeito a
primeira vista era esse: falava tão mole, que o aluno corria o risco de sentir
sono). – então eu quero que olhem com atenção a receita que lhes dei, e façam
tudo certo. Testaremos o que fizerem em camundongos.


Rapidamente a turma se pôs a trabalhar febrilmente. Sempre que algum
aluno deixava um animal morrer eram colocados em detenção. Afinal, como os
instrutores sempre diziam, a função de um auror é deixar pessoas e animais
vivos e não mortos.


Harry estava numa parte bastante complexa da preparação (mistura-se 1g
de Pedra da lua e deixe cozinhar por 30 segundos, depois mais 30g de Hemoróbius
e deixe cozinhar por 1 minuto) quando alguma coisa o distraiu da poção.


Era Neville, que agitava os braços freneticamente, tentando chamar a sua
atenção.


Harry olhou para o colega desesperado e para a poção que queria fazer
bem feito. Em menos de um minuto tomou a decisão: se abaixando, fingido que
pegaria a folha de instruções, ele comeu a parte roxa do Nugá Sangra-Nariz
dos Gêmeos.


Num piscar de olhos, o sangue começou a escorrer livremente por seu
nariz. A professora Brooks, horrorizada, o mandou imediatamente para a
enfermaria.


Já do lado de fora da sala, Harry comeu a outra parte do doce, e quando
encontrou Neville tentava limpar as manchas de sangue no rosto.


- Que foi Neville? – perguntou aborrecido.


- Harry, vem comigo cara. Tenho uma coisa seria para te falar – Neville
parecia ate meio branco.


Rapidamente os dois saíram da alameda onde estavam e partiram para um
pequeno beco entre dois pavilhões. Não era seguro, mas pelo menos tinham menos
chances de serem vistos.


- Agora conte. – disse Harry – o que aconteceu?


- Bom eu tava saindo da minha aula de vigilância e rastreamento e tipo,
passei em frente a uma sala aparentemente vazia...


Harry fez um gesto para que ele falasse mais rápido. Dispunham de pouco
tempo.


- Calma... Então, eu passei em frente à sala vazia e escutei o
Woodcrofth berrando e xingando uma mulher, e quando ela saiu da sala, falou
assim: “vai me pagar por isso imbecil. E será na sua família que irei
descontar”.


- Ela falou exatamente assim Neville? – Harry estava muito pensativo –
você sabe quem é a família dele?


- Não. Cara, eu só conheci o homem quando entrei para cá. E não sei
nada sobre ele.


- Talvez –disse Harry devagar – talvez esteja na hora de mandar uma
carta para Hermione.


- É concordo com você.



Os dois se despediram e no fim da alameda,
cada um tomou seu rumo. Harry ainda pensava como escreveria essa carta.



 


Quando Edwiges chegou n’ A Toca, Rony obviamente pensou que a carta era
para ele. Por isso causou-se um grande reboliço, quando a coruja foi em direção
de Hermione.


Todos a olhavam esperando uma atitude, então ela simplesmente largou o
garfo e pegou a carta. Não sabia o que fazer, por isso a solução mais lógica,
e também a que o coração mandava, era abrir a carta.


Foi o que Mione fez, mas no quarto que ocupava com Gina e sozinha. 



Ela lia a carta, sem ter a mínima consciência que Harry gastara todos os
seus pergaminhos tentando escreve-la.


 


Querida Mione,


Infelizmente, eu sei que por minha culpa, talvez você não queira ir ate
o fim dessa carta.


Mas eu peço que vá. É muito importante que você saiba o que se passa
comigo.


No sábado, por um acaso do destino, eu vi a copia da fita que mandou para
Sirius e Lupin. Jamais havia dado ao bebe mais que dois minutos de meus
pensamentos, e desde então aquela fita ocupa todos os meus momentos livres.


Ver você sorrindo, foi de uma emoção tão grande para mim, que sempre
que posso me recordo dos seus mais doces sorrisos. Sempre são um balsamo para
qualquer problema que eu esteja passando.


Hoje, eu tenho vergonha das monstruosidades que falei para você, das idéias
horríveis e as calunias que te disse. Hoje, eu entendo que estava, como sempre,
com toda a razão.


Um filho é responsabilidade demais, e vejo agora, que também pode ser
muitas as alegrias.


Essa carta não é um pedido de perdão, e muito menos um gesto para nos
reconciliarmos (vejo que ainda tenho que amadurecer, para que possamos ter novas
chances). Só queria que soubesse, que agora vejo a mesma questão com outros
olhos Mione, com olhos de quem vê o futuro, e não se agarra ao passado.


Escrevo-lhe também, para pedir uma ajuda da profissional que sei que é!


Têm ocorrido estranhas conversas, e também há atitudes muito suspeitas
em torno de um instrutor meu. Seu nome é Marcus Woodcrofth e receio que sua família
tenha sido ameaçada de morte.


Seria possível verificar esses dados e, será que poderemos nos encontrar
para analisar esse assunto?


Espero resposta sua,


 


Com todo meu amor,


                      Harry


 


Quando acabou de ler, Hermione estava chorando.
Sentia-se mais confusa do que quando descobrira estar grávida. Afinal, Harry
gostava ou não do filho deles?



Essa era uma pergunta que ele não lhe
solucionara.



 


 


A meia noite chegara e trouxera com ela um vento gelado, que dava a
impressão de não estarem no verão e sim no inverno.


Dois homens encapuzados e de roupas pretas avançavam furtivamente pela
rua. O mais alto deles tirou um isqueiro de prata do bolso, e com ele apagara
todas as luzes dos postes. Seria impossível ver um milímetro à frente do
nariz na escuridão que se formou.


Apressando o passo, eles chegaram na casa de numero 100. Ali morava três
pessoas que poderiam por em risco o plano deles.


Em apenas um gesto, o mais alto entrou na casa e foi pronto para tirar a
vida de mais três seres-humanos.


O mais baixo ficou do lado de fora, vigiando, embora achasse isso
desnecessário: estava tão escuro que os vizinhos não poderiam ver nada mesmo.



Cinco minutos depois de entrar, o mais alto voltou.


- Pode ir é a sua vez – havia um riso debochado na voz dele. Como se
achasse tudo muito engraçado.


O mais baixo entrou na casa e viu três corpos deitados no chão da sala.
Estavam sem nenhuma ferida, mas inconfundivelmente mortos.


Com o bastão de beisebol que trazia junto de si, ele rapidamente quebrou
tudo que viu pela frente. Tanto na sala, como nos outros cômodos.


- São patéticos não é mesmo? – perguntou o outro quando o mais baixo
saiu da casa.


- Até perde um pouco a graça... Nunca oferecem a menor resistência não
é?



Os dois homens encapuzados riram e novamente
se esgueiraram pela rua escura. Quando chegaram ao final dela, o mais alto
pegou o isqueiro e devolveu a luz à rua. Os dois homens baixaram seus
capuzes, e calmamente, como se não houvessem acabado de assassinar três
pessoas, eles discutiam animados às jogadoras gostosas do Arpias Sagradas.



 


N/A: Bom, galera como prometido o cap esta no ar sábado!!!! Finalmente
consegui o que prometi!!!! Hehehehe... eu espero que vcs gostem desse cap, pk eu
suei pacas pra ele sai!!!


Agradecimentos especiais para Tia nina, que sem ela a Dg não teria saído
desse jeito (entaum se vcs gostaram mande b-jos pra ela... se não tb mandem
reclamações pra ela) hehehehehe..


E tb para a Livinha, que me cobrava todos os dias da semana pela atualização...
hihihihihi... e hj ela nem tah on! (que azar!).


N/A2: queri agradecer de montão à Maira Granger (minina, as famílias
deles se odeiam a séculos... eles naum podem simplesmente se amara né); Anaisa
(e ai matou a curiosidade ou se encheu mais dela?); a Stella (infelizmente eu
estou escrevendo a trama ainda... soh tenho o final pronto... entaum, guenta soh
mais um poço tah?); kagome-LilyPaum-de-Mel (ainda bem que vc persistiu na
historia e gostou.... mas o que do inico que vc naum gostava?); Lady Bunce (sabe
que a idéia de apartamento não é má? Vou pensar nisso com carinho!); _Mi_
(ateh que nem demorou o próximo cap! E o Harry é bem assim, na OdF... então...
num to taum distante da “realidade” né?); Fernanda Mac-Ginity (e ai, gostou
da carta? A Mione vai dar um gelo nele... ele ainda tem muito que aprender, pra
ficar com ela de novo...); **Bruna Black** (tentei não demorar na atualização,
uma semana só...e o cap esclareceu ou complicou?); Rafa ( eu num tenho a intenção
de demorar naum... mais uns dez cap só [e isso num é demorar], mas espero que
isso naum te desanime...)


N/A3: bem, eu tenho uma importante má noticia! Eu devo viajar nessa
semana ou na próxima, entaum o dezesseis vai demorar mais um pouquinho pra sair
(pra onde eu vou num tem pc)... mas se eu soh viajar na outra semana, depois do
dia 11, entaum é o dezessete que vai demorar mais pra sair... 
mas tb é importante relaxar né? Preciso de férias tb!!!


N/A4: Um beijo pra todo mundo que leu e ainda naum comentou... e gente façam
propaganda da fic!!! Isso é muito importante!!! ;)


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