Harry chegou ao quarto onde Ryan estava dormindo, ao lado do quarto deles, e observou Hermione cantar baixinho uma canção de ninar, debruçada sobre o berço e fazendo carinho nos cachos castanhos do filho.
-Oi, dormiu há muito tempo? –Harry sussurra no ouvido da esposa, observando ternamente seu garotinho dormir.
-Não muito, estava agitado hoje. –Hermione fala já pegando o marido pela mão e saindo do quarto com ele. –O jantar em comemoração ao nosso casamento terminou tarde e do jeito que todos queriam brincar com ele, não me surpreendeu que ele demorasse a dormir. –fala sorrindo e depois dando um selinho no marido, que a abraçara e beijara no pescoço.
-Se aqui ele já ta fazendo esse sucesso, imagine em Hogwarts! Todas as garotas vão querer ficar em volta dele. –Harry fala rindo enquanto se sentava com Hermione na cama.
-Pelo menos não faltará quem cuide dele quando estivermos com a AD ou trabalhando em algo pra frustrar os planos de Voldemort. –Hermione fala se aconchegando nos braços de Harry.
-Falando nisto, já pensaram no que farão contra Voldemort? –Maat aparece sentada na cama, de frente pros dois, que se surpreendem.
-Ainda estamos pensando, aliás, há quanto tempo, devia aparecer mais! –Harry fala cumprimentando Maat e Hermione faz o mesmo.
-E de mim, sentiram falta? –Ak fala com um grande sorriso ao aparecer sentado ao lado de Maat.
-É claro Ak! Vocês são sempre bem-vindos! –Hermione fala se afastando de Harry e beijando Ak na face.
-Então fica aqui comigo. –Ak pede a ela, abrindo os braços, mas Harry lança um olhar mortal a ele, enquanto abraça Hermione fortemente.
-É nossa noite de núpcias, ela não vai sair de perto de mim! –Harry fala determinado e ainda sustentando o olhar nada amigável.
-Estávamos falando sobre Voldemort, não é? –Hermione tenta voltar a o assunto, chamando a atenção dos outros.
-Ah, sim. Trataremos logo disso e depois eu arrasto o Ak pra longe, não se preocupem. –Maat fala em tom cúmplice ao que Harry agradece com um sorriso.
-Não precisa me arrastar, eu terei imenso prazer em ir pra longe com você. –Ak fala de modo charmoso, fazendo Maat respirar fundo e contar mentalmente de dez a um.
-Ele é o único ponto negativo do casamento de vocês. –Maat fala lançando um olhar frio a Ak, que não se intimida.
-Não devia trata-lo assim, não é em qualquer lugar que você encontra um cara tão forte, gentil, carinhosos e ainda tão gato assim! –Hermione fala em apoio a Ak, que um sorriso enorme pra “neta”.
-Falávamos de Voldemort, não é? –Harry corta o assunto, em uma atitude protetora. Ak, surpreso, lhe lança um olhar mortal, percebido por todos.
-A questão é, o que pretendem fazer contra Voldemort? –Maat pergunta de modo sério, fazendo o clima também ficar tenso.
-Não temos muitas opções no momento, então temos que esperar e ir frustrando os planos de Voldemort, pelo menos até ter uma pista concreta de onde ele está. –Hermione fala mordendo o lábio inferior em sinal de nervosismo.
-E quando o acharem o que pretendem fazer? –Maat volta a inquirir, mas desta vez olhando diretamente pra Harry.
-Lutar o mais seriamente possível até matá-lo. –Harry fala com os olhos baixos, e apertando as mãos de Hermione, como sinal de insegurança.
-Nunca matou um homem e está receoso quanto a isso, não é? –Ak pergunta e Harry confirma timidamente com a cabeça. –Já vi este olhar muitas vezes em vários jovens, antes de importantes batalhas.
-O problema não é só matar em si, o que mais me deixa furioso é que ele merecia muito mais do que a morte. Matou muitas pessoas, destruiu famílias inteiras, incluindo a minha! Se eu não houvesse visto que prisão nenhuma poderia segurá-lo, o mandaria pra Azkaban. –os olhos de Harry ficam escuros e sem brilho, evidenciando o desejo por vingança.
-Nesse caso, você ainda tem uma opção. –ao ouvirem a voz de Maat, ao mesmo tempo certa e receosa, todos a olham em confusão. –Sitra Achra.
-A prisão Marrilin?! –Ak fala surpreso, apesar da idéia não lhe parecer tão absurda assim.
-Prisão Marrilin? Onde fica? –Harry pergunta interessado.
-Sitra Achra não é uma prisão tão simples pra ser definida desse modo. Quero que me ouçam com atenção e então vocês vão entender. Na época em que os Marrilins viviam aqui, junto com os humanos e demais seres, eram eles que de certa forma regiam as condutas.
Os homens e mulheres normais eram presos durante o tempo justo de acordo com a gravidade de sua infração e perdia o direito a sua liberdade.
Os bruxos eram amaldiçoados, às vezes tão severamente que esta maldição atravessava gerações. A lei que “criou” os abortos é um bom exemplo.
No entanto, os Marrilins não eram tão fáceis de punir, pois rapidamente conseguiam arranjar um meio de se curar das doenças e se livrar das maldições. Essa “impunidade” obrigou o Conselho de Regentes Marrilin a criar uma “prisão” para os Marrilin e outros seres poderosos que não conseguiriam punir do meio “tradicional”.
-Mas afinal de contas, onde fica e como ela funciona? –Hermione pergunta muito interessada, andara estudando sobre a história Marrilin, mas nunca havia lido nada sobre esta prisão.
-É difícil de explicar, mas a definição que mais se aproxima é a de que Sitra Achra é uma dimensão paralela. –Ak fala pensativo, os conceitos trouxas de Hermione muitas vezes eram difíceis de compreender.
-Vocês fizeram um mundo para os criminosos? –Harry pergunta tentando entender o que acontecia.
-Não exatamente. É uma região mais ou menos do tamanho da Grã-Bretanha, na verdade é um imenso pântano rodeado por gigantescas montanhas. Lá não há lei, nem nenhum outro ser além dos banidos. –Maat fala pensativa, como se aquela informação a muito não fosse usada.
-Seria um ótimo lugar pra mandar Voldemort e ele não teria poder pra voltar, não é? –Harry pergunta empolgado.
-Não, em geral, apenas o conselho pode abrir a passagem entre as duas “dimensões”. –Maat fala com o semblante mais sério e preocupado, deixando-os confusos.
-O conselho não vai se envolver com um assunto da Terra, além do que Voldemort é bruxo e não trouxa, apesar de ter infringido leis trouxas, bruxas, marrilins e as mais elementares da natureza. –Ak fala mostrando descontentamento sobre aquela postura rígida dos marrilins.
-Não adianta protestarmos e sim nos empenharmos em encontrar um modo de abrir o portal pra Sitra Achra. –Maat fala determinada, olhando pros demais esperando por uma decisão.
-Eu acho uma ótima idéia! –Hermione fala com um grande sorriso, não só por poder castigar Voldemort devidamente, mas como também por ter a chance de mergulhar a fundo em pesquisas sobre os marrilins.
-Eu concordo, vai um castigo mais que merecido! –Harry fala satisfeito.
-Então amanhã conversamos com Amon sobre isso. Boa noite! –Maat deseja uma boa noite aos dois, lançando um olhar significativo a Ak.
-Certo, mas lembrem-se que vocês têm que acordar cedo amanhã! –Ak fala lançando um olhar desgostoso a Harry, que só não responde porque Maat já pegara Ak pela mão e desaparecera.
-Harry, não quero você e o Ak brigando! Quantas vezes vou ter que dizer que os dois parecem duas crianças teimosas e mimadas com essas discussões e provocações? –Hermione o repreende seriamente, ao que Harry fica ainda mais irritado.
-Eu não acredito que você vai brigar! Hermione, ele é um chato, que não me respeita enquanto seu marido! –Harry fala se deitando sem paciência pra discutir.
-Ok, ok, não vamos brigar justo hoje. –ela fala se aproximando lentamente dele. –Eu prometo que vou conversar seriamente com ele, agora você vai ter que prometer que vai fazer um esforço pra tudo ficar bem. Concorda? –pergunta aos sussurros, perto dos lábios dele.
-Está se esforçando pra me convencer, não? –Harry retruca ainda mal humorado.
-Estou me esforçando pra ter a minha noite de núpcias. –ela fala com um sorriso que faz Harry estremecer.
-Pois saiba que vai ser castigada severamente por não ter me defendido! –Harry fala enquanto inverte as posições, ficando por cima dela. Deixando-a confusa sobre aquilo ser algo bom ou não, já que o olhar malicioso estava acompanhado por seu sorriso mais travesso.
Voldemort entrou elegantemente vestido em seu salão de mármore negro, onde fazia suas reuniões com seus aliados. Lá estavam Adolph, Lilith e Caius, sentados confortavelmente.
-Desculpem-me a demora, mas sabem como é a guerra, sempre traz novidades urgentes! –Voldemort fala em tom ameno, enquanto se dirigia a eles e se sentava na cabeceira da mesa. –Mas é bom vê-los bem e recuperados. –fala a Caius e Adolph, os quais haviam se ferido na batalha em Hogwarts.
-Aquele maldito Potter... –Adolph começa, mas rapidamente é interrompido por Voldemort.
-Sinto em lhe dizer, mas ele é meu. –Voldemort fala com um brilho frio, mas intenso em seus olhos negros.
-Mas antes que o mate, deixar-me-ia divertir-me com aquele belo de moreno de olhos esmeralda? –Lilith pergunta a Voldemort com o olhar malicioso e predador.
-Vejo que assim como eu, sentiu o poder que ele emanava, estou certo? –Voldemort pergunta a ela, que apenas sorri acenando afirmativamente.
-Também não exageremos, ele é apenas um garoto, deveríamos esmagá-lo de uma vez por todas! –Adolph fala de modo furioso, pois há muito tempo não era ferido com tanta gravidade.
-Não fale besteiras cão imundo! –Caius fala mostrando sua intolerância a ignorância do lobisomem, seu grande inimigo natural. –O garoto tem uma freqüência de poder que se assemelha a de Dumbledore. –a última frase fez Adolph, que tencionava revidar a provocação, abrir a boca em choque e olhar rapidamente pra Voldemort e Lilith em busca de confirmação.
-Dumbledore possuía uma energia assustadoramente forte, mas também muito envelhecida, já o jovem Harry tem um poder também assustador, mas ainda em estado muito bruto. –Lilith explica deixando Adolph preocupado e carrancudo.
-Por isso convoquei esta reunião. Mas antes de começarmos, quero confirmar a aliança de vocês comigo. Creio que tendo Caius e Lilith sugado a energia vital de Dumbledore, e Adolph comido seu coração cessando a maldição que Dumbledore havia lançado sobre sua raça, limitando a transformação às noites de lua cheia, todos vocês estejam satisfeitos e nosso acordo de exigências cumprido satisfatoriamente.
-Sim, você até nos surpreendeu, o que fez meu pai ficar bastante interessado em manter a aliança. –Caius fala com um discreto sorriso, seu sangue se aquecia na iminência de guerrear como nos velhos tempos.
-Eu também manterei a aliança, terá o apoio de meu clã e dos que dominamos. –Adolph fala com um sorriso vitorioso, não havia ficado parado depois da batalha em Hogwarts.
-Eu também darei meu apoio, se eu puder ficar por aqui, gosto de estar ciente de tudo que acontece. –Lilith fala lançando um olhar significativo a Voldemort, que assente.
-Nesse caso, eu lhes darei os relatórios de nossos avanços, onde poderão acompanhar nossas ações e poderão analisar os futuros ataques. –Voldemort fala e com um gesto, faz os relatórios surgirem à frente de cada um.
-Por que os ataques são tão discretos e você não declara logo uma guerra aberta? –Caius pergunta curioso, depois de uma rápida vista nos relatórios.
-Porque eu me surpreendi muito ao lutar com Dumbledore, todo aquele poder não é nem um pouco normal e o Potter também demonstrou estar cultivando algo semelhante. –Voldemort fala ficando mais sério, com seus olhos perdendo o brilho, como se a escuridão dos orbes negros sugasse toda luz.
-Mas como disseram, ainda é um poder bruto, o garoto não vai saber usá-lo. –Adolph fala como se fosse óbvio.
-Já não sei se isso é verdade. Ano passado, nesta mesma época, minha ligação mental com ele ficou muito complicada, quase não podia senti-lo, depois soube que Dumbledore havia feito o feitiço temporal e justamente por estarmos em “tempos” diferentes, esta ligação ficou tão frágil. Foi após este treinamento dado por Amon-há que ele ficou tão poderoso. –Voldemort fala pensativo, ciente de que todos o olhavam atentamente. –Uns dias depois da batalha em Hogwarts, ele voltou a sumir e desta fez eu não consegui sentir nenhuma ligação com ele, como se esta ligação houvesse se quebrado de algum modo, o que me deixou receoso já que com o aumento de meu poder eu deveria estar mais presente que nunca na mente dele. Há quase uma semana, a ligação voltou, foi de repente, mas tentei aproveitar pra interferir, tentar vasculhar a mente dele, mas apenas encontrei uma muralha intransponível. –a voz de Voldemort tinha um pequeno tremor, quase imperceptível, mas que demonstrava que o bruxo das trevas estava com um pouco de medo.
-Então acha que após esse novo treinamento, o garoto está ainda mais poderoso, talvez tenha aprendido a manejar melhor seus poderes? –Caius fala e Voldemort confirma com um aceno. –Mesmo que ele treinasse dez anos, não seria tão forte quanto Dumbledore, então não vejo por que todo esse receio. –Voldemort não gostou nem um pouco da insinuação de Caius, de que ele estivesse com medo.
-Vi uma foto dele no Profeta Diário. –Adolph fala e pega algo em seu sobretudo –Ele não parece muito mais velho, talvez tenha treinado por mais um ano. –diz parecendo tranqüilo e pondo a página do jornal sobre a mesa. A foto tomava quase metade da página e mostrava Harry com Hermione e nos braços dele um bebê.
-Quem são a morena e o bebê? –Caius pergunta olhando a foto e dando atenção especial a morena.
-A mulher e o filho dele. –Lilith fala olhando o jornal e lembrando da morena montada no unicórnio.
-Harry Potter ganhou uma fraqueza. Aquele irresponsável provavelmente não imagina o que se pode fazer com bebês, quando se usa magia negra. –Voldemort fala quase cantarolando.
-Pretende fazer algo com o bebê? –Adolph pergunta confuso, não entendendo onde o bruxo queria chegar.
-Primeiro vou avaliar o Potter, se ele for tão poderoso quanto parece, arranjarei um modo de ‘roubar’ esses poderes pra mim. –Voldemort fala de modo simples, gargalhando alegremente no final.
Na manhã do dia seguinte, Gina entra no quarto de Harry e Hermione com Ryan nos braços e fazendo uma bandeja flutuar. Ao chegar encontra o quarto arrumado e ouve um barulho no banheiro, indicando que Hermione deveria estar ali, então pôs a bandeja com o café da manhã na cama e ajeitou Ryan nos braços de modo a dar a mamadeira que também estava sobre a bandeja.
-Não acredito que meu filho trouxe o café da manhã pra mim! –Hermione, que acabara de sair do banheiro de roupão, fala de modo divertido, feliz ao ver o filho e a amiga. –Bom dia, Ryan! –ela fala pegando o filho nos braços e beijando sua face, gesto correspondido por ele, que fica feliz em ver a mãe. –Bom dia , Gina.
-Bom dia, Harry me disse que você havia acordado e me pediu pra trazer Ryan e o café da manhã. Aliás, isso que vocês andam fazendo me assusta! Porque ele não tinha como saber que você já tinha acordado. –Gina fala olhando-a com curiosidade.
-Eu já disse que tem muito haver com nosso casamento, mas um dia eu te explico melhor. –fala em tom divertido, dando mamadeira ao filho e depois pegando algumas frutas pra comer, enquanto observava-o segurar a mamadeira, sozinho.
-Ok, mas então me conta tudo que aconteceu ontem para o Harry ter chegado com aquele sorriso e aquela cara de feliz, apesar de ter dado teste surpresa pra todos. –Gina fala maliciosamente no inicio, mas depois faz uma careta incompreensível ao falar do teste.
-Você já fez o teste? –Hermione pergunta um pouco preocupada.
-Não, pedi dispensa hoje. Quase virei à noite fazendo aqueles relatórios pra reunião com a tonks, o Lupin e o Amon, hoje. –Gina fala deixando um bocejo escapar, enquanto passava geléia em algumas torradas, pras duas comerem.
-Ah, que bom! –fala aliviada. –Mas como estão os relatórios? –pergunta usando um tom mais sério.
-Não mude de assunto, estávamos falando do motivo que fez você levantar a essa hora! E quero detalhes. –Gina fala ansiosa e curiosa.
-Eu já te disse que não falo sobre essas coisas! –Hermione se mostra irredutível.
-Deixa de ser boba vai! Nós fazemos uma troca, você fala de como é com Harry e eu falo de como é com Draco. –Gina propõe não querendo desistir.
-Então você e Draco realmente têm transado. –Hermione fala mais pra si que pra Gina.
-Sem sermões Hermione, nós estamos muito bem juntos, além do que, meus irmãos são uns chatos nem dá pra namorar direito com eles em cima o tempo todo, então quando ficamos sozinhos não tem como segurar tudo aquilo que acumulamos o dia todo! –Gina tenta se justificar, mas estranhando o olhar de Hermione, o qual parecia indecifrável no momento.
-Vocês se encontram todos os dias? –pergunta surpresa.
-Não, na verdade nos encontramos quando abre uma brecha, o que pode demorar uns dias ou não, mas eu diria que é mais ou menos de dois em dois dias. –fala pensativa. Hermione pegou o copo com suco e bebeu um longo gole, tentando tomar coragem pra dizer tudo o que devia.
-Gina, você se lembra de quando contei como descobri que estava grávida? –pergunta a amiga que responde com um aceno afirmativo, a boca cheia com torradas. –Bom, é difícil dizer isto, mas do mesmo jeito que Amon sentiu que eu estava grávida, eu posso sentir a vida crescer dentro de você. –Hermione fala olhando a amiga, que por sorte havia acabado de engolir a torrada e não se engasgou, limitando-se a fita-la fixamente com a boca aberta, parecia surpresa e incrédula, apesar de Hermione saber que havia muito mais passando pela cabeça da amiga no momento. –Eu me interessei em aprender a sentir estas coisas, mas o Harry não então ele não sabe, mas o Amon também sentiu, nós falamos sobre isso e eu pedi segredo a ele, dizendo que queria falar com você primeiro. –ao ouvir Hermione, Gina parece mais aliviada ao saber que a amiga havia garantido que ninguém soubesse ainda.
-Então é ce-cer-to? –Gina fala gaguejando e baixo, sua voz parecia não querer sair, provavelmente com medo da resposta que ouviria.
-Daqui uns meses nascerá uma princesinha Malfoy pra brincar com Ryan. –Hermione fala com um sorriso doce, mas que passava apoio pra Gina, que simplesmente se joga nos braços da amiga, tomando cuidado pra não machucar Ryan, e chora.
Após vários minutos chorando bastante, Gina se afasta parecendo mais aliviada e vai ao banheiro lavar o rosto, enquanto Hermione põe Ryan pra dormir, “trazendo” o berço dele pro seu quarto.
-Está se sentindo melhor? –Hermione pergunta ao ver a amiga vindo em direção a cama.
-Sim, na medida do possível. –fala baixinho, observando que Ryan dormia.
-Não precisa falar baixo, coloquei um feitiço no berço que não deixa que ele nos ouça, mas permite que nós escutemos se ele chorar ou fizer barulho. –Hermione fala sorrindo, deixando Gina surpresa.
-Acho que você vai precisar me ensinar isso. –fala com um ar um pouco triste.
-Não fique assim, eu sei que é uma situação assustadora, mas você pode superar, tem a mim, ao Amon, ao Harry que certamente te apoiará quando souber, e ainda tem o Malfoy, que bem ou mal vai ter que assumir essa criança. –Hermione fala olhando pra Gina de modo a deixar claro que Draco não teria muita escolha.
-Obrigada por tudo Mione, você é a melhor amiga que alguém poderia ter! –Gina fala mais uma vê abraçando a amiga.
-Certo, sem problemas, agora temos que combinar o jeito como você vai contar ao Draco. –Hermione fala voltando a tomar café, o qual foi interrompido pelo choro de Gina e pelo cuidado com o filho.
Depois de conversarem bastante a respeito da gravidez e de Gina ter enchido Hermione de perguntas, as duas se juntaram a AD pros treinos. Gina marcara uma conversa com Draco para aquela noite, logo depois do jantar, no antigo quarto de Bicuço.
Gina estava aflita e Hermione apenas a observava, imaginava que não estava sendo nada fácil pra amiga. Quando ouviram uma batida na porta, sinal de que Draco iria entrar, Hermione rapidamente vestiu a capa de invisibilidade de Harry e se pôs num canto do quarto.
-Oi, ruivinha! Não sabe como fiquei feliz com o convite! –Draco fala sorrindo maliciosamente e indo até a namorada, beijando-a com paixão.
-Também estava com saudades. –Gina fala se aconchegando nos braços fortes do loiro, sentindo-se amparada.
-Aconteceu alguma coisa? Você não parece normal. –fala preocupado, afastando-a o suficiente apenas pra fitar-lhe os olhos azuis.
-Sim, preciso lhe contar algo muito importante. –fala sentando-se na cama e fazendo-o se sentar também.
-Seus irmãos fizeram ou falaram algo? Porque se eles estão te pressionando só porque o Potter está por aqui...
-Não é nada disso, Draco. –Gina o interrompe e depois respira fundo antes de continuar. –Eu estou grávida. –fala de uma vez, sentindo que se demorasse mais, perderia a coragem.
-Grávida? Como assim? –pergunta estranhando, afinal não estavam juntos há tanto tempo assim.
-Hermione, assim como o Amon, podem sentir a vida crescendo em mim, ela me disse hoje que eu estava grávida e que havia pedido para o Amon não comentar nada com ninguém antes dela me falar. –fala com os olhos marejados, mas lutando pra não chorar.
-Foi do mesmo jeito que descobriram que ela estava grávida, não é? –ele pergunta e ela responde apenas com um aceno afirmativo. Draco respira fundo e passa a mão pelos cabelos. –Quem mais sabe? –pergunta visivelmente nervoso, sem saber como agir.
-Só Hermione e Amon por enquanto, mas ela vai contar ao Harry, só estava esperando eu contar pra você. –responde temerosa, sem saber o que esperar da reação dele.
-Tudo bem, mas antes de falar com sua família eu preciso ver meu advogado. –Draco fala mais pra ele que pra ela.
-Advogado? Pra quê? –pergunta assustada, pensando no pior.
-Pra liberar a fortuna dos Malfoy pra mim, já que eu sou maior de idade, Lucius é um comensal fugitivo e minha mãe está incapacitada, talvez pra sempre. Aliás, pensando por esse lado, é bom ter um filho agora, minha mãe pode conhecer antes de... morrer. –Draco fala ficando um pouco emocionado, mas logo disfarçando pra não demonstrar.
-Então você não está zangado comigo? Vai assumir o bebê? –Gina fala não acreditando no que ouvira.
-Mas é claro! Por que tipo de homem você me julga? Assim que eu tomar posse da minha fortuna nós nos casamos! –Draco fala firme e um pouco decepcionado pela dúvida dela.
-Eu te amo! –Gina fala se jogando sobre ele e o beijando mais apaixonadamente que nunca.
-Acho bom realmente me compensar pelo que você me disse, porque me deixou muito ofendido. –Draco fala de modo charmoso e a olhando com malícia, ambos já deitados na cama pelo beijo que ela dera nele.
-Eu vou compensar, hoje você merece tudo o que quiser! –fala já começando a beijá-lo e despi-lo.
N/A: Oi, desculpem a demora, mas o pc do meu irmão está com defeito, então estamos dividindo o meu, o que me deixa menos tempo no pc, então apenas quando o pc dele estiver legal eu retorno a postar mais rápido.
N/A²: Então o que acharam das novidades? Acredito que todo mundo devia estar curioso sobre o nome da fic, espero que não tenham se decepcionado com a idéia.
N/A³: Quero muitos comentários! Vocês andam ficando muito economicos com eles, então comentem, mesmo que seja pra dizer que a fic está um lixo!
Próxima Atualização: O Príncipe de Avalon