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9. CAPÍTULO 7


Fic: “CHIROPTEROS, CANÍDEOS E BRUXOS À BEIRA DE UMA ATAQUE DE NERVOS!”


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 7

Hermione acordou sentindo um gosto estranho na boca. Parecia que tinha dormido com um cabo de guarda-chuva-bruxo enfiado goela abaixo. O que será que Severus fizera com ela na noite anterior? Ele sempre tinha umas idéias mirabolantes. Mérlin sabia que algumas vezes ele ultrapassava o limite do bom-senso com suas estrepolias. Puxando pela memória, Hermione não conseguiu lembrar de nada depois que chegara em casa. A última lembrança que tinha era de Severus perguntando a ela se tinha estragado tudo. Pobre bruxo. Emma havia sido muito dura com ele.
Virando-se na cama, aconchegou-se mais debaixo das cobertas. Iria dormir só mais um pouquinho e levantaria já, já...

Snape lia tranquilamente em sua poltrona favorita quando um barulho na janela chamou sua atenção. Uma coruja trazia a correspondência. Abrindo a janela, pegou o pergaminho do bico da ave. Pela caligrafia, era de Emma. Snape precisava ler o que a menina escrevera antes de Hermione. Se ela tivesse algum conhecimento sobre o episódio daquela manhã com os dois sarnentos, certamente teria escrito na carta. A coruja não fora embora. Olhava fixamente para ele. Snape fez um gesto, espantando o animal, que piou alto.
“Vá embora sua ave idiota!” Ele sussurrou, empurrando a coruja do parapeito. A ave, raivosa, grudou nos seu nariz, bicando com força. Snape deu um grito de dor! Ótimo, além de um psicobruxo, um geribruxo, agora ainda teria que consultar um cirurgião plastibruxo!
A coruja saiu voando satisfeita, deixando Snape com o nariz ensanguentado. Pegando a varinha, ele murmurou um feitiço para estancar o sangue. Precisava ler a tal carta, depois veria o estrago causado pela coruja.
Abriu o pergaminho com os dedos ansiosos e sentiu uma pontada de remorso quando viu a letra da filha.
“Mamãe,
Espero que estejam todos bem aí. Aqui na Hungria tudo corre conforme planejado. Eu até estou me divertindo, sabe? David e Isa mandam beijos.
Mamãe, você teve notícias de Teddy? Tentei mandar uma coruja para ele, mas ela retornou com a carta. Será que aconteceu algo? Papai lançou algum feitiço nele? Por favor, mamãe, você precisa me contar! Estou muito ansiosa aqui... não poderia suportar se algo tivesse acontecido a ele. Ainda mais depois de tudo que aconteceu entre a gente. Você me entende, né mãe?
Papai está muito zangado comigo ainda? Eu estou triste com o que falei. Tenho o maior orgulho em ser filha daquele bruxo teimoso. Se tiver jeito, se ele não estiver me odiando muito, você pode dizer a ele que o amo?
Amo você também, mamãe.
Beijos,
Emma.”

Snape dobrou o pergaminho e colocou sobre a estante de livros. A grifinória insuportável que era sua filha estava arrependida do que dissera! Ótimo. Ele a faria engolir aquelas palavras! Uma coisa entretanto, intrigava o bruxo. O que ela quisera dizer com ‘depois de tudo que aconteceu entre a gente’? E o que Hermione entendia? As duas andavam trocando confidências e sua esposa estava escondendo algo dele?
Sentindo uma pontada no nariz, Snape lembrou-se do ataque da ave insana. Foi ao banheiro ver o tamanho do estrago. Seu nariz estava inchado e o sangue que coagulara formara um desenho estranho. Ele precisava resolver isso. Murmurou um feitiço reparador, mas o nariz continuava inchado. Talvez uma poção resolvesse. Abrindo a porta do armário de poções, abaixo da pia, procurava por uma poção cicatrizante e murchante, mas aquilo estava uma bagunça! Eles precisavam de um elfo domestico com urgência, mas Hermione não admitia de jeito nenhum. E também não arrumava os armários. Bruxa teimosa!
“Severus! O que está fazendo com a cabeça enfiada aí embaixo?” A voz de Hermione o assustou e ele levantou a cabeça rápido demais, batendo-a no armário. A força da pancada o deixou tonto. Ele tentou segurar-se, mas caiu sentado no chão do banheiro. A mulher correu para ajudá-lo.
“Querido! O que aconteceu com seu nariz?” Ela perguntou assustada. Pelo visto, estava pior do que ele pensara. Fazendo uma cara de morcego ferido, ele falou: “A coruja com o correio de hoje pensou que meu nariz era um rato que ela devia caçar...” Explicou, fingindo dor.
“Oh... pobre maridinho. Deixa eu ver o ferimento...” Ela pediu ajoelhando-se ao lado dele no chão e levantando o queixo do bruxo para ver a extensão do ataque que ele sofrera. Ele fechou os olhos, agradecendo mentalmente a Mérlin. Hermione não lembrava de nada!!
A bruxa tocou o nariz dele com a varinha e sorriu. “Pronto, meu bem. Está concertado.”
Ele esboçou um sorriso sofrido. Ela beijou a ponta do nariz avantajado dele e Severus, se aproveitando do momento, puxou a mulher para o seu colo. Ela deu um gritinho, mas enlaçou o pescoço dele com os braços. Snape beijou-lhe os lábios com suavidade, mordiscando lentamente o lábio inferior e lambendo com sensualidade os cantos da boca de Hermione. Ela tentava capturar-lhe a língua com a sua, mas ele se esquivava rapidamente, provocando-a. Finalmente, em uma das tentativas da bruxa, ele aprisionou a língua rosada na própria boca, sugando-a com paixão. Segurando a língua da bruxa com os dentes, ele acariciava a ponta com a própria língua em movimentos circulares, como ele costumava fazer com um certo feixe de nervos mais abaixo. Hermione, alucinada, segurou a cabeça de Severus, tentando aprofundar o beijo. Se ele continuasse com aquela língua, ela gozaria e ele nem precisaria consumar o ato. Finalmente, Snape liberou a língua da bruxa, permitindo que ela o beijasse também. Ela penetrou a boca máscula com a língua sedenta, passando-a pelo céu da boca, pelos dentes, lambeu-lhe os lábios como se ele fosse seu doce preferido. Deu uma mordida, com mais força do que pretendia, no lábio inferior do bruxo, que gemeu de dor. Ela suavizou o ataque, descendo pelo pescoço do amado. Com a varinha, abriu as vestes negras dele. Não resistiu e deu mais uma dentada na junção entre ombro e pescoço. Ele estremeceu. Hermione continuou sua exploração. Lambeu o peito do marido, circundando os mamilos com a língua e deixando um rastro de saliva no abdomen levemente saliente, até chegar ao cós da calça. Mais um aceno da varinha e a calça desapareceu, deixando Snape apenas com a cueca negra, sem serpentes desta vez. Nunca mais ele passaria pela vergonha de ter suas cuecas sendo expostas para uma Potter, mesmo que Hermione jurasse que as cobrinhas prateadas a excitavam. Ela acariciou o volume saliente na cueca com os lábios, mordiscando-o levemente. Snape gemeu, levantando os quadris. Abriu as pernas e a mulher se encaixou entre elas. Arrastando-se pelo chão, com a ajuda das mãos apoiadas atrás dele, Severus encostou-se na parede, para ter maior apoio. Puxou a cabeça de Hermione de volta para o local onde estava anteriormente. A bruxinha, não se fazendo de rogada, voltou a mordiscar o membro através do tecido. Puxando o elástico da cueca para baixo, ela liberou o membro que, livre, apontava descaradamente para seu rosto. Sorrindo, a bruxa acariciou a cabeça avermelhada com a ponta da língua, lambendo a gota que saia de sua abertura. Snape gemeu em agonia, segurando a cabeça da mulher, porém sem guiá-la. Ela englobou a cabeça do membro rígido em sua boca, sugando-a com força. Severus ergueu os quadris num reflexo, empurrando o pênis mais profundamente na boca da esposa. Ela engasgou por um momento, mas logo acostumou-se e passou a movimentar a boca ao longo do membro pulsante. Uma das mãos acariciou a base do pênis, enquanto um dos dedos escorregava para o períneo do bruxo. Snape urrou de prazer. Ela retirou o membro da boca e, com a língua, traçou o caminho até o excesso de pele que se retesava na ponta do órgão túrgido. Ficou passando a língua no local em que a pele esticada se encontrava com a glande e Snape mais uma vez ergueu os quadris, numa tentativa de ter mais contato. Ele agora esquecera os bons modos e segurava com força a cabeça da bruxa, tentando mantê-la onde queria. Hermione obedeceu e num movimento rápido, sugou o pênis inteiro para dentro da sua boca. Severus, despreparado para o que se seguiu, explodiu em sua boca, gemendo num prazer alucinante.

Snape sentia a língua da esposa acariciando um ponto muito sensível de seu membro. Se ela continuasse, ele não duraria nem mais um segundo. Ergueu os quadris, tentando mostrar a ela que devia aplicar um pouco mais de pressão. Segurou-lhe os cabelos, esquecendo que ela detestava quando fazia isso. Snape só esperava que os primeiros tremores que anunciavam seu orgasmo começassem em suas entranhas, como uma serpente quente invadindo todo o seu ser. Ele pretendia avisá-la quando isso estivesse prestes a acontecer. Era uma regra entre eles. Não era sempre que Hermione sentia-se disposta a engolir a sua essência e ele pouco se importava com isso, desde que ela o fizesse atingir as alturas. Surpreendentemente, Hermione capturou-lhe o membro todo na boca, com um movimento ágil. A sensação abrupta o fez perder todo e qualquer controle e ele lançou-se na espiral do clímax, quase uivando com o prazer indescritível que se seguiu.

Snape voltou a si e deparou-se com um par de olhos castanhos que o olhavam lânguidos. Sua bruxa o havia feito o homem mais realizado do mundo bruxo! Ele mal podia acreditar que na noite anterior sofrera com um episódio de impotência-bruxa-temporária! Por sorte, fora um evento esporádico, que ele não pretendia reviver. Sorrindo, estendeu os braços para a mulher e ela voltou a sentar-se em seu colo. Ele limpou a boca da esposa com os polegares, removendo os indícios de seu prazer. Beijou-lhe carinhosamente e, deslizando uma das mãos para o seio de Hermione, apertou-lhe o mamilo túrgido. Ela estremeceu, mas segurou a mão do marido, imobilizando-o. Ele a olhou, estranhando a atitude dela. Hermione meneou a cabeça, removendo a mão dele. “Ah, querido... não estou com vontade agora... não estou me sentindo muito disposta hoje. Acho que foi algo que bebi ontem à noite... eu bebi algo, não foi?” Ela falou confusa.
Snape sentiu um aperto no peito. Fechou os olhos por alguns segundos e, na sua personificação do marido mais prestimoso do universo, sorriu e mentiu para sua amada esposa. “Sim, meu bem. Você bebeu algumas taças daquele vinho dos elfos que nós reservamos para ocasiões especiais. Nem percebeu quando me deitei ao seu lado, louco de desejo. Tive que me contentar em abraçá-la, esperando que meu corpo se acalmasse, para só então conseguir dormir...”
“Oh querido... me perdoe... prometo que depois, se eu estiver me sentindo melhor, deixo você fazer o que quiser comigo...” Ela falou, com um leve tom de inibição.
“Não se preocupe, meu anjo... eu posso esperar o tempo que for necessário...” Ele mentiu mais uma vez.
Ela sorriu, encostando a cabeça no peito dele. Snape suspirou. Quem diria... Um obliviate de vez em quando operava milagres em um relacionamento! Com uma risadinha maliciosa, Snape acariciou os cabelos da bruxa em seu colo. “Querida, estava pensando... que tal se a gente tentasse aquela posição que vimos naquele livro indiano?”

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