[...] Não é disso que você tem saudades? Dos velhos tempos?
_É... – ela ficou observando-o. – E muita...
Ele sentia o gosto amargo do Firewhisky queimar sua garganta. Lembrar-se das palavras de Hermione não ajudava em nada.
[...] empolgada com a possibilidade de rever um amigo...
A voz de Sophie se misturava à dela, e isso lhe causava ainda mais raiva.
_ “Se está com tanta saudade do Weasley, tomara que faça bom proveito!” – ele pensava, caminhando para lá e para cá, de cabeça baixa.
[...] Ela está achando que seu interesse pelo trabalho usa saias, entende?
Ele riu com vontade, inconformado.
[...] Não vai ter que se preocupar em chegar cedo em casa, porque não vai ter ninguém te esperando. Vai poder trabalhar sossegado, sabendo que não vai ter para quem explicar nada, você vai ficar livre de nós, de mim , por três semanas!
_ “Ela se cansou de mim!” - mais um gole do Firewhisky. – “Mas se ela pensa que eu vou ficar aqui me lamentando, é porque me conhece muito pouco!”
[...] Deve ter alguém bem mais interessante com quem falar lá na empresa, não é?
A bebida acabou, mas ele tratou de encher o copo novamente, dessa vez até a boca. Então voltou a caminhar, impaciente.
_ “Com certeza há, Hermione!” – ele sorria, macabro. – “E você não vai poder me culpar por ter me interessado por ela, porque a culpa foi sua! Toda sua! Foi você quem pediu por isso!”
[...] Um pouco de distância, já que a convivência não está mais dando certo...
_Desculpe a demora, querido, mas eu precisava de um banho... – Sophie entrou pelo corredor. – Aquela roupa estava me incomodando. – vestia um bonito robe vermelho de seda.
Draco relutou o quanto pôde no bar em que estava afogando suas mágoas, mas no fim se rendeu ao beijo de Sophie, tomado pela raiva e pelo ciúme. Aceitara o convite dela para acompanhá-la até sua casa, agora estava, nervoso, andando pela sala dela, com várias doses de Firewhyski no sangue, tentando justificar o ato que estava prestes a cometer. Surpreendeu-se ao ouvi-la chegar de repente, pronta para seduzi-lo, deixando bem claras as suas intenções. Mostrando partes do corpo e escondendo outras, apenas para deixá-lo mais perturbado, ou mais tentado.
[...] Uma separação, entende, só por uns dias... Para ter certeza de que ainda vale a pena continuar com isso.
_ “Foi você quem pediu, Hermione.” – repetiu para si mesmo, olhando para Sophie. - Não se preocupe. – ele sorriu. – Eu não tenho hora para voltar para casa. –colocou uma das mãos no bolso e ficou observando-a.
Sem dúvida estava magnífica. O vermelho do robe combinando com a cor forte do batom. O preto dos cabelos, caindo por sobre o colo descoberto, contrastando com a brancura de sua pele. E o cheiro de chocolate que exalava de sua pele deixando-o louco.
_ “Ela usa o mesmo creme que Hermione.” – sorriu, pensativo.
[...] Se você não quer que eu vá por causa do Rony, sinto muito. Vai ter que arrumar argumentos melhores.
_Ah... Como eu esperei ouvir isso, sabia? – ela sorriu e caminhou, rebolando, até ele. Jogou os braços em volta de seu pescoço e sussurrou em seu ouvido: - Venha! Quero te mostrar o meu quarto...
_Estou ansioso! – ele falou. Deixou a bebida, inacabada, sobre a mesa de centro e segurou a mão dela, seguindo-a pelo corredor escuro até a porta mais distante.
Flashback
_Eu odeio isso, sabia? Odeio essa falta de noticias! Odeio quando nos deixam esperando! Odeio ficar aqui, com o coração na mão, tentando imaginar o que está acontecendo agora! – Hermione falava, revoltada, sentada na grama do quintal dos fundos da Toca.
_Nem me fale... – Gina concordou, tristemente, encostada numa árvore e olhando o horizonte. – Odeio essa situação também. Sinto-me tão mal. Sinto-me protegida demais, quando ninguém mais está, entende?
_Entendo... – Hermione continuou. – Não sei por que não me deixaram ir junto. Harry, Rony e eu sempre trabalhamos juntos. Era sempre eu quem os tirava das encrencas ou os fazia lembrar de um feitiço essencial na hora do apuro!
_Não diga isso, Hermione! – Gina pediu, caminhando até a amiga e sentando-se ao lado dela, as mãos trêmulas. – Assim me dá a impressão de que eles nunca sobreviveriam sem você... Eu estou sempre com a impressão de que Harry não vai voltar, Hermione. É como se eu soubesse...
_Ele vai voltar, Gina. – Hermione forçou-se a dizer. – Ele vai voltar... – suspirou. – Não entendo por que agora, em plena guerra, onde meus conhecimentos poderiam ser imprescindíveis, sou obrigada a ficar em casa?!
_Porque eu não agüentaria voltar para casa e não te encontrar, Mione. – a voz de Rony, fraca, surpreendeu as duas.
_Rony! – Hermione e Gina levantaram-se num pulo.
Hermione jogou-se nos braços do namorado, emocionada e aliviada. – Graças a Deus! Eu estava tão preocupada! Vocês não podem nos deixar sem notícias desse jeito! E nunca mais vão me deixar em casa esperando, ouviu bem?!
_Calma Mione. – ele pediu, sorrindo. – Já estou aqui, não estou? Está tudo bem. – ele insistiu.
_Rony. – Gina chamou, timidamente. – Cadê o Harry? – perguntou com o coração na mão.
_Ele está bem, Gina. – Rony sorriu, tranqüilizando-a. Estendeu um braço para aconchegá-la também em seu peito. – Ele está na enfermaria, mas está bem.
_Eu vou vê-lo! – ela falou imediatamente, e correu para dentro da casa.
_E você? Como está?
_Mal! – Hermione falou, brava. – Isso não foi certo, Ronald! Nem um pouco! – ela se afastou dele, com os braços cruzados. – Sempre trabalhamos juntos! Eu fiquei preo...
Mas ela não conseguiu terminar a bronca que daria, pois Rony a puxou em direção a seu corpo e a beijou arrebatadoramente. Hermione ainda estava inconformada, mas se rendeu ao toque dos lábios dele nos seus, feliz por senti-los novamente. Livrou os braços para jogá-los ao redor do pescoço dele, ficando praticamente na ponta dos pés.
_Não... – ela afastou-se dele, ofegante. – Pense... Que... Não vai mais... Levar bronca, mocinho! – ela terminou, sorrindo.
_Eu imagino! – ele sorriu de volta, ainda enlaçado-a pela cintura. – Mas isso vai ter que ficar para mais tarde, futura dra Granger. – ele falou, sério. – Tem um paciente para você na enfermaria.
_Sério? – Hermione perguntou, preocupada. – É o Harry?
_Humpf! Antes fosse! Você nem vai acreditar. – falou. Segurou a mão dela e a levou para dentro da casa, em direção ao quarto que havia sido transformado numa pequena enfermaria.
Quando chegaram ao referido cômodo, Gina estava sentada ao lado da cama de Harry, enquanto ele recebia bandagens no braço. Hermione sorriu, contente em vê-lo, mas a surpresa ao perceber quem estava na cama ao lado a impediu de cumprimentar o amigo como deveria.
_Malfoy?! – ela exclamou. – Mas... Mas o quê...
_Que bom que chegou, Hermione. Venha me ajudar. – mme Pomfrey, que havia se oferecido como voluntária na guerra depois que Hogwarts havia fechado, a chamou. – O sr Malfoy precisa de cuidados.
_Mas o que houve com ele? – ela se encaminhou até ele, chocada. – Por que o trouxeram para cá? – ela pegou os paninhos úmidos que a enfermeira chefe a passou e sentou-se na cama para limpar o rosto de Draco.
_O encontramos num porão da mansão Malfoy. – Harry falou, soturno.
_Então vocês realmente foram até lá! – Gina exclamou. – Mas era perigoso demais!
_Eu tinha que ir, Gi! Havia uma chance de Voldemort ter se escondido lá. – Harry explicou. - Se havia uma chance de pegá-lo desprevenido eu tinha que aproveitar!
_Mas...
_Como ele ficou desse jeito? – Hermione perguntou, limpando com delicadeza as manchas de sangue do rosto dele só para notar os hematomas que haviam ficado escondidos.
_Temos que tirar essa roupa úmida, Hermione. Gina, talvez um de seus irmãos possa emprestar roupas limpas para ele. – mme Pomfrey falou.
_Eu vou falar com algum deles! – Gina se prontificou.
_Ele foi... – Hermione falou, fazendo careta ao abrir a camisa dele e notar as feridas em seu peito. – Torturado?
_É o que parece. – Rony respondeu, parecendo enojado a cada novo machucado que via.
_Mas por quê? – ela enxaguou o pano, que soltou uma água avermelhada, e em seguida passou-o pelo peito dele.
_Ai! – ela ouviu-o gemer.
_Está acordado, mme Pomfrey! – ela exclamou. – Malfoy? Você consegue me ouvir? – perguntou, gentilmente.
_Ai... – ele gemeu novamente, tentou se sentar, mas a dor não permitiu. – Onde... – ele tentou.
_Você está bem agora. – Hermione tentou tranqüilizá-lo. – Você está na Ordem da Fênix!
_Ordem...? – ele perguntou, confuso. Abriu os olhos para encontrar os olhos assustados de Hermione. – Granger?! – ele tentou se afastar, mas não pode. – Ai! – colocou a mão sobre o abdômen.
_Fique calmo, sr Malfoy. – mme Pomfrey interveio, pedindo para Hermione se afastar. – Lembra-se de mim? Eu era enfermeira em Hogwarts, até o senhor contribuir para o fechamento dela! – ela despejou. – Você está a salvo agora, mas precisa se acalmar e deixar a srta Granger fazer alguns curativos.
Ele fechou a cara, passando de uma expressão de dor para uma expressão de raiva: - Você não vai tocar em mim, Granger! – falou, agressivo, tentando ignorar as dores que sentia.
_Por mim, tanto melhor! – Hermione jogou o pano úmido sobre ele, com agressividade. – Mas eu te aviso que você vai morrer a mingua, Malfoy! Porque mme Pomfrey e eu somos as únicas aqui com treinamento suficiente, e ela está ocupada com casos mais graves que o seu!
_Eu prefiro morrer a mingua, Granger, do que ser tratado por uma san...
_Termine a frase, Malfoy, e eu juro que te mando de volta para aquela masmorra onde te achamos! – Rony deu um passo à frente, defendendo Hermione.
Os olhos de Draco se arregalaram diante da ameaça de Rony. Todos na sala notaram o terror que ele tentou esconder à simples menção do retorno para a tal masmorra.
_Esperamos que isso não seja necessário, sr Weasley. – mme Pomfrey interveio. – Tome esta poção, sr Malfoy, e suas dores vão passar. – ela praticamente enfiou a colher na boca de Draco. – Eu vou ver como está o sr Finnegan no outro quarto. – falou, severa.
_Posso?! – Hermione perguntou, ofendida.
Draco não respondeu. A poção estava fazendo efeito e deixando-o sonolento. Com algum esforço ele voltou a se deitar. Hermione pegou o pano de volta e o enxaguou novamente, voltando ao trabalho.
Fim do Flashback
_Um nuque pelos seus pensamentos, Mione. – Rony a surpreendeu olhando para o nada, e sorrindo.
_Hum? – ela se assustou. – Oh, nada! – ela falou. – Estava apenas me lembrando de alguns episódios. Quanta coisa passamos nessa casa, não?
_Muitas mesmo! – Rony sentou-se ao lado dela. – Saudades?
_De algumas coisas sim. – ela falou. – Mas não dá para sentir falta de tudo não é?
_Não mesmo. – ele baixou a cabeça.
_Será que eu posso me juntar a vocês? – Harry se aproximou também.
_É claro que pode! – Hermione respondeu, feliz. – Como nos velhos tempos!
_Eu senti muita falta sua, Mione. Nós sentimos! – ele se corrigiu. – Você não devia ter sumido por tanto tempo!
_Eu sei. Desculpem-me. – ela pediu. – É que foram tantas mudanças!
_Dos três eu achei que você seria a última a se afastar, sabia? Nunca imaginei que você iria para outro país um dia, ou deixaria de escrever. – Rony falou. – Se lembra, Harry, como ela ficava brava quando não escrevíamos durante as férias? – ele provocou.
_Ela ficava brava porque você não escrevia, Rony! – Harry falou depressa, arrependendo-se depois.
Hermione e Rony baixaram as cabeças, incomodados, mas Hermione tratou de mudar o assunto.
_E que história é essa de casamento, Rony? Eu nem sabia que você estava namorando! – ela falou.
_Como não sabia?! – ele se espantou. – Eu te mandei uma carta contando tudo!
_Eu nunca recebi carta nenhuma de vocês! - ela falou. – Cheguei a achar que todo aquele papo de ‘se você estiver feliz nós também estamos’ fosse só da boca para fora. Por isso tinham parado de escrever.
_Foi você quem parou de escrever, Mione! – Harry se defendeu. – A última carta sua que recebemos foi quando a Helena nasceu, depois mais nada!
_Nós até te mandamos um cartão, mas você não respondeu.
_Sério? – ela se perguntou, confusa. – Não pode ser... – ela murmurou.
_Malfoy! – Harry e Rony falaram em uníssono.
_Ele não faria isso! – Hermione falou, ressentida. – Esconder as cartas de vocês?
_Eu não ficaria surpreso! – Rony falou, emburrado.
_Hum... Ele nunca aceitou muito bem nossa amizade, não é? – ela justificou.
_Mas nos deixar sem notícias! – Harry continuou. – Ele não tinha esse direito!
_Eu sei... – ela suspirou. – Me desculpem, por ele.
_Vocês estão mesmo brigados? – Rony perguntou. – Helena falou...
_Exagero dela. – mentiu. – Ele não queria que eu viesse, só isso. – sorriu.
_Hum... – Harry fez, desconfiado.
_Mas afinal! – Hermione desviou o assunto novamente. – Com quem você vai se casar? Eu conheço?
_Conhece sim! – Rony respondeu, entusiasmado. – Com a Luna!
_Luna! – Hermione arregalou os olhos, quase tanto quanto a Luna faria. – Luna Lovegood?!
_É a única Luna que eu conheço! – ele respondeu.
_Eu disse que ela não ia acreditar! – Harry se acabava de rir.
_Por que não?! – Rony se ofendeu. – Não estou te entendendo!
_É que é tão... Inesperado! – Hermione falou, então. – Eu achei que você achasse a Luna... Esquisita... – falou, com cautela.
_Eu te achava uma chata, sabia?! – ele falou sem pensar.
_Hum... – Harry notou que estava sobrando. – Vou ver o que a Gina está fazendo!
_Bom... – Hermione começou, depois que Harry se afastou. – Como foi que isso aconteceu?
_Hum... Eu acho que ela já gostava de mim antes, sabe? – ele começou, encabulado. – Depois que você e o Malfoy começaram a namorar ela ficou bem mais próxima de mim. – ele explicou. – Depois que você foi embora ela realmente mudou. Duvido que você a reconheceria se a visse. Ou melhor... Talvez reconheça pelo olhar vidrado que ela tem de vez em quando...
_Puxa! – Hermione suspirou. – Hum... Embora seja... Inusitado... É bom. Luna é uma ótima pessoa!
_É sim. – Rony concordou. – Ela é incrível! Só precisa ter a chance de mostrar isso.
_Você está apaixonado? – ela perguntou antes que pudesse perceber. – Oh! Que pergunta idiota! – ela falou logo, sentindo-se estúpida. – É claro que está, senão não se casaria!
_Não é uma pergunta idiota. – Rony falou, sério. – Eu já me perguntei isso várias vezes... – confessou.
_E? – Hermione insistiu, sem saber exatamente por que aquilo seria importante para ela.
_Quando estou perto dela acho que sim, quando ela está longe acho que não...
_O quê? – ela riu.
_Eu sei... É confuso, mas já me disseram que é normal ter essas dúvidas quando estamos prestes a casar.
_Eu não tive essas dúvidas... – ela falou, mais uma vez, sem conseguir se segurar.
_Se você não entende por que eu estou me casando com a Luna, imagine como eu fiquei confuso quando você aceitou se casar com ele .
_Hum... Para você deve ter sido mais difícil, afinal, Draco nunca foi nosso amigo...
_É... – ele respondeu, vago. – Você está feliz? – perguntou então, depois de hesitar um pouco.
_Claro! – ela respondeu, com um tremor na voz.
_Se eu não te conhecesse... – Rony falou então.
_O que quer dizer? – Hermione tentou disfarçar.
_Hum... – ele balançou os ombros. – Que bom que você está feliz. – ele desconversou. – Ou então eu me sentiria culpado por não ter lutado mais por você... – falou, mirando os olhos dela.
Hermione se surpreendeu ao ouvir tal frase da boca dele. Rony não costumava ser tão direto. Sem dúvida o tempo o havia mudado, para melhor. Ela sustentou o olhar dele por um tempo, mas não agüentou muito mais. Baixou a cabeça sentindo o rosto esquentar. Sentiu a mão dele próxima da sua no banco que dividiam. Ficou perdida, mas foi salva por Apus.
_Quero ir embora! – ele parou na frente dela, resoluto, surgindo do nada.
_Tá. – ela concordou prontamente. – Vamos buscar a Helena e nos despedir dos outros.
_Ótimo! – ele respondeu então.
Hermione levantou-se, ainda perturbada.
_Você volta amanhã? – Rony perguntou. – Luna vai estar aqui. Vão fazer uma despedida de solteira, eu acho! Não entendi direito.
_Eu volto sim. – ela sorriu. – Até amanhã.
_Até... – ele respondeu, e ficou observando-a se afastar, de mãos dadas com Apus.
Poucas vezes Draco presenciara uma guerra tão intensa em sua vida. Uma guerra entre a razão e o desejo. A razão lhe dizendo que aquilo era errado, o desejo exigindo que ele continuasse a saborear os lábios carnudos de Sophie. E o desejo estava vencendo.
Ele já havia feito Draco arrancar o robe de seda que cobria parte do corpo de Sophie, e agora fazia com que suas mãos passeassem, insanas, pelo corpo dela, sentindo seu calor, sua maciez, suas curvas.
Draco beijava os lábios dela com furor, para então levar seus lábios até o pescoço dela, daí até a orelha, a qual ele umedecia com a língua, arrancando gemidos ansiosos dela.
Seus sentidos ainda mais sensíveis devido à bebida, e sua razão completamente dominada por eles. Sophie passeava suas mãos pelo corpo dele, enquanto lutava com botões e zíper para despi-lo de uma vez. O corpo de Draco reagindo a cada toque, enlouquecido.
_ “Finalmente posso senti-la de novo!” – ele pensava, enquanto tomava os lábios dela novamente. – “Ela sabe que eu adoro esse cheiro de chocolate!” –sorriu, ainda com os lábios colados aos dela. Abriu os olhos, pronto para despi-la, desejando apreciar o corpo que ele tanto desejava. – Sophie? – ele falou, ofegante, paralisando-se temporariamente, como se tentasse entender o que estava acontecendo.
_Não pare agora, meu bem. – ela pediu, sem perceber a confusão que se instalara nele.
_ “Por que eu estou fazendo isso?” – ele se perguntou.
[...] Vou sentir falta de vocês.
_As crianças também vão sentir sua falta... – respondeu, apenas.
_Não vou parar! – ele falou então, deslizando a mão direita sobre o seio dela, sentindo seu mamilo enrijecer-se a seu toque. – “Você vai pagar por não ter ficado comigo, Hermione! Vai aprender a não me desprezar nunca mais!” – pensou, vingativo, enquanto arrastava, com a mão esquerda, a alça da camisola dela.
A curva do seio fazendo-se visível. Draco sorriu, excitado, molhou os lábios com a língua, ansioso por sentir o sabor do corpo dela em sua boca. Sophie arqueou o corpo para frente, cheia de expectativa. Os olhos fechados, como para aumentar as sensações.
[...] _Humpf. Isso não está certo, sabiam? Não está! – brava, Helena pegou Apus pela mão e o puxou para dentro do trem.
_O quê?! – Draco perguntou, de repente, há alguns centímetros de sentir o seio de Sophie em sua boca.
[...] _Olha o desenho que eu fiz, pai! – Apus gritou, empolgado.
_O que foi, Draco? – Sophie perguntou, assustada.
Foi como se o tivessem jogado debaixo de um chuveiro com água fria, depois de um momento de embriaguez. Todo seu corpo respondendo imediatamente àquela sensação de culpa, interrompendo completamente o clima que o dominava há pouco.
_Eu não posso fazer isso! – ele exclamou, então. Rolou para o lado e sentou-se apoiando a cabeça nas mãos, envergonhado. – O que é que eu estou fazendo? – perguntou a si mesmo.
_Eu é que pergunto! – Sophie puxou, insultada, a alça da camisola de volta para o lugar, cobrindo seu corpo ainda trêmulo de expectativa, agora frustrada. – O que aconteceu?! Estávamos indo tão bem!
_Não estávamos nada bem! – ele se levantou, nervoso. Cambaleou um pouco antes de fechar os botões de sua blusa, apressado, e subir o zíper da calça. – Sinto muito, Sophie. – ele falou, então. – Me desculpe por isso! – ele pegou seu casaco do chão. – Eu me comportei como um canalha com você. Tentei te usar para me vingar de Hermione, mas eu não posso fazer isso! Sinto muito!
_Mas... – ela começou, estupefata. – Aonde você vai?
_Eu espero que você esqueça isso. Vamos fingir que nunca aconteceu, certo?
_Você ficou maluco? – ela levantou-se para segui-lo, revoltada. – Você não pode sair assim! Deixar-me jogada na cama como se fosse uma roupa que não serve mais! – gritou, ofendida.
Ele continuava andando em direção a saída, meneando a cabeça, inconformado.
_Draco! – ela gritou, impaciente. – Você não pode fazer isso comigo! Volte aqui!
Mas ele acabara de bater a porta, deixando-a falando sozinha, odiando Hermione ainda mais por aquilo, embora ela estivesse há quilômetros de distância dali, e não tivesse a menor idéia do que se passava.
N/A: Mais um cap, galera. Essa semana foi um pouco mais fácil de escrever, embora eu não saiba se o capítulo vá agradar. Eu gostei... Espero que gostem também. Espero os comentários, hein? Até o próximo!
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