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8. Capítulo VII


Fic: Batalhas e Honras


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CAPÍTULO VII



“Cinco meses! Cinco meses nesta viagem infernal!” Pensou Isabella furiosa, sacudindo no cavalo junto com sua mãe. “E eu sequer tenho um cavalo só meu!”
Ela olhou cheia de rancor para Jim, que possuía um belo cavalo baio, muito manso, só para si. Enquanto isso, ela tinha que cavalgar com um e com outro. Isso era a injustiça da vida, pensou ela desolada.
Em princípio, ela achara que aquela viagem seria uma aventura, com surpresas a cada dia. Mas, depois de perceber que a maior emoção que eles teriam seria como armar uma boa barraca para dormir, Isabella imaginava se não teria sido melhor se eles permanecessem na velha e boa cabana. Ela gostou de morar naquela vila, perto do mar. E a viagem no meio de trilhas dentro da floresta era por demais entediante...
Se a menina achava tudo entediante, os pais e a madrinha agradeciam a cada quilômetro percorrido sem problemas. Conforme iam se aproximando do Reino de Atalaia, as histórias ficavam cada vez mais negras e a sensação, de que iam direto para os braços da morte, mais intensa.
Cada um, dos três adultos, tinha motivos diferentes para explicar suas feições fechadas e seus corações pesados.
Draco temia que seu segredo, tantos anos enterrado, pudesse ressurgir na próxima curva da estrada e que Pansy viesse saber de suas origens e de seu passado. Ele ficava cada vez mais distante da esposa e da filha, o medo embotando-lhe os nervos, e afastando o bom humor.
Pansy irritava-se com a distância que Draco impunha entre eles. Há anos que ela desconfiava de certas coisas da vida dele, por detalhes que o marido dissera sem perceber. Agora, ela começava a perguntar-se a que tipo de homem havia entregue seu coração. Mas, se ele pensava que poderia desfazer-se dela como de uma meia velha, ele estava muito enganado. Pansy o seguiria ao inferno, se fosse necessário, e o traria de volta, para só então ajustar as contas pendentes à maneira Pansy.
Hermione tinha duas sensações conflitantes entrechocando-se no peito. Primeira era o pânico de estar colocando a vida de Jim em perigo, caso todas as informações que eles estivessem recebendo fossem corretas. A outra era uma sensação de que agora estava fazendo o certo e de que algo incrível e maravilhoso iria acontecer.
Jim, em sua ingenuidade doce e infantil, estava excitado demais com a possibilidade de reencontrar sua família para dar-se conta do clima entre os demais viajantes. Cada trilha cumprida, para ele, era um passo em direção à felicidade. Nada mais importava. Nem o frio, nem o desconforto, apenas seu pai e sua mãe e o reino que era seu lar.
Naquela tarde, eles chegavam à fronteira com Atalaia, depois de cruzarem três reinos. Por isso, Draco os incitou a apressar as montarias. Eles deixaram a trilha principal e seguiram por dentro da mata fechada.
O sol encontrava-se na posição de quatro horas, quando o grupo parou e resolveu preparar o acampamento.
Com mais cuidado que o normal, Draco e Pansy espalharam armadilhas sonoras de defesa, num raio de dez metros entorno do acampamento. Isabella, irritada por não fazer nada por tantas horas, acompanhou os pais e equilibrava-se nos galhos mais altos das árvores com uma leveza e graça típicas da infância, feliz em apreciar um pouco de liberdade.
Enquanto isso, Jim acendia a fogueira que não fazia fumaça e Hermione armava as tendas onde eles se instalariam. Ainda teriam de pescar no riacho próximo ao acampamento, e abastecerem os cantis antes de banharem-se.
— Madrinha, a senhora acha que meu pai vai gostar de mim? — Indagou Jim depois se sentar-se todo encolhido junto ao fogo.
Hermione parou o que fazia e respondeu muito séria:
— É claro que sim, meu querido. Por que me pergunta?
O menino suspirou e continuou encarando a fogueira.
— A Isabella me disse que ter um pai que é um rei é muito difícil, e que os reis esperam que seus filhos sejam perfeitos. E eu estou longe de ser perfeito, madrinha.
Hermione terminou de amarrar a ponta da última tenda e foi sentar-se ao lado do afilhado o abraçando pelos ombros. Então, pronunciou-se:
— Meu querido, seu pai apenas o quer perto de si, isso será perfeito o suficiente para ele. Rei Ronald sempre foi um homem bondoso e gentil, e tenho certeza que o amará assim que o vir — ela pausou e o olhou com cuidado enquanto deslizava os dedos entre as mexas lisas e finas dos cabelos vermelhos do afilhado. — Tem os cabelos de seu pai, sabia? E os olhos iguais aos de seu tio.
Aquela informação aqueceu o coração do menino, mas ainda restava uma dúvida: sua mãe. Como seria com ela?
— E minha mãe, madrinha? Sou parecido com ela?
Hermione encarou o rostinho sardento do garoto e escorregou o dedo pela testa dele, pelas sobrancelhas, pelo nariz e pelas maçãs do rosto, num carinho tão suave que o fez fechar os olhos.
— Sim, tem o nariz dela, e as mãos. Suas mãos são como as de sua mãe, dedos longos e aristocráticos, unhas bem feitas... Sua mãe o amará, pequeno, ela já o ama, mas o amará ainda mais quando o tiver em seus braços.
A confiança expressa na voz doce da sua madrinha o acalmou e deixou-o relaxado contra o corpo dela. Senti-la perto de si era como sentir sua mãe. Pelo menos ele esperava que fosse. Ele queria que seu coração encontrasse paz junto dos pais, assim como ele encontrava paz junto de sua madrinha.
Foi assim que a família Malfoy encontrou os dois: abraçados junto ao fogo.
— Bem, estou vendo que estamos muito cansados hoje — pilheriou Pansy, antes de bagunçar os cabelos do príncipe. — Mas, antes de nos aconchegarmos junto do fogo, temos que comer, e para comer temos que...
— Pescar — completou Isabella com um olhar superior ao menino. — E aqui só come quem pesca. Portanto, Alteza, levanta o seu traseiro real e vamos pro rio, eu achei um ponto ótimo para pescarmos robalos — completou ela com um brilho ansioso no olhar.
Isabella amava pescar, era capaz de ficar horas e horas pescando. Por isso, Jim soltou um gemido sofrido, enquanto se erguia e a menina o arrastava pela mão. Isabella já havia deixado o equipamento de pesca próximo do rio, precavendo-se de que alguém teria de acompanhá-la, e ninguém melhor para isso que seu futuro marido.
Os mais velhos sorriram ante o quadro, e, quando teve a certeza de que não era ouvido pelas crianças, Draco completou:
— Isabella sabe se impor quando quer... Jim que se cuide, ou ele acabará casando com a menina sem nem perceber. Ele faz todas as vontades dela...
— Oh, sim, olha quem falando? — Retrucou Pansy. — Você faz todas as vontades da nossa filha também.
Draco deu um sorriso culpado e suspirou. Mas não replicou. Ele não queria brigar com a esposa, ainda que esta fosse a forma mais corrente de conversa entre os dois. Ele temia que ela o deixasse, que o abandonasse assim que descobrisse toda a verdade. O melhor era ficar calado e apreciar a felicidade que ainda tinha.
Hermione notou o silêncio e se retirou a uma das barracas para fazer qualquer coisa. Seus amigos precisavam conversar, e para isso, deveriam ficar sozinhos.
Pansy percebeu que a amiga se eclipsava providencialmente, e encarou o marido por um longo tempo. Ambos estavam de pé, próximos do fogo, como se estivessem prestes a combater.
— Draco, não acha que está na hora de me dizer o que está incomodando você nesta viagem?
— Não é nada, Pan — respondeu ele desviando o olhar.
— Infernos, é claro que há alguma coisa! Está cada vez mais distante de mim e da sua filha. Como se agora não fossemos boas o suficiente para ficar próximas de você! — Esbravejou ela entre dentes, com o rosto se colorindo de raiva. — É isso?! Agora que estamos voltando para perto de seus amigos, uma mulher sem dote que se vestia de soldado não é digna de estar com você?!
Draco a impediu de continuar o discurso, puxando-a contra o corpo e esmagando a boca tão sensual com a sua. Lutou com ela da única forma que podia, demonstrando todo o seu desejo e seu amor da forma mais segura. Palavras podiam perder o valor se lançadas contra o vento, mas os atos não.
Pansy estava com muita raiva, não cedeu na primeira investida do homem, que a agarrava como se sua vida dependesse disso. Ela tentou se libertar do abraço asfixiante e da boca poderosa que se movia ardentemente sobre a sua.
— Pan, me beije, me beije e me mostre que me ama e que não irá me deixar — sussurrou Draco, com a voz embargada, contra os lábios magoados da esposa.
A dor contida naquela voz tão marcantemente masculina desarmou Pansy. Ela abriu a boca e pressionou-se contra o marido querendo aliviar aquele sofrimento. A resposta imediata da boca e do corpo de Draco a sua ação a fez gemer baixinho, agarrando-se a ele com mais paixão.
Como nem tudo são rosas, a morena lembrou que ainda era dia, e eles estavam cercados por uma donzela e por duas crianças hiper ativas e superdotadas. Apenas uns poucos beijos a deixariam doente de um desejo que não poderia ser saciado. Não ali, não agora. Mesmo assim, ela não estava totalmente segura se queria interromper aquele ato desesperado de união.
A consciência de Draco lentamente voltou. Tremendo, ele abraçou a mulher e colou o rosto ao pescoço dela, engolindo a respiração em sorvos irregulares. Ele não suportaria se Pansy o abandonasse, a dor seria grande demais. Somente agora, depois de quase dois meses sem tocar a esposa, ele notara como sentia falta de segurá-la entre os braços e provar o gosto apimentado de cravo que só ela tinha.
Agarrado a ela, procurava fundir os corpos num só, apertando-a mais e mais forte, sentindo os músculos firmes e delineados das costas femininas e a pressão dos seios em seu tórax. Naquele instante, ele decidiu que iria aproveitar os últimos momentos de felicidade. Ele possuía a certeza de que, quando Pansy soubesse de toda a verdade, ela o abandonaria sem olhar para trás. E ela não precisaria dele, nunca precisou. Draco sempre soube que a parte mais fraca da relação era ele.
A morena não entendia o marido. Por dois meses ele se negara a tocar nela, e agora todo aquele ardor... Ele a beijou como se fosse a última vez, e a abraçava como se ela fosse partir. Mas ela jamais partiria, será que Draco não sabia a extensão do amor que ela nutria por ele?
Tanto para tranqüilizá-lo, como para se tranqüilizar, Pansy começou a deslizar as mãos suavemente pelas amplas costas do loiro e então sussurrou:
─ Eu amo você. Eu não vou deixá-lo. Nunca!
Ela sentiu-o tremer e suspirar.
Depois de alguns minutos, os corpos de ambos relaxaram da febre que os abrasava. O loiro levantava a cabeça no instante em que eles ouviam um sussurrar de sinos.
Era o alerta dos intrusos que fazia poucos minutos haviam instalado. Antes que o casal pudesse falar alguma coisa, ouviram o sussurrar de tecidos.
─ Temos estranhos perto do rio ─ afirmou Hermione saltando de dentro da tenda com a expressão apavorada.
Todos eles estavam assustados. As crianças estavam pescando, completamente desprotegidas.
Numa velocidade única e com economia de movimentos, Draco, Pansy e Hermione pegaram as armas e esgueiraram-se pelas árvores. A longa prática em fugas servira de alguma coisa. Se antes Hermione era silenciosa, agora ela era uma leoa, caçando, mantendo o filhote a salvo. Draco e Pansy tinham o preparo militar necessário. Eles eram os caçadores, os intrusos, a caça.
Pouco tempo depois, já próximos do rio e dos garotos, os três perceberam o movimento nas moitas próximas das crianças. Querendo alertá-las, Draco fez sinal para Hermione disparar uma flecha de aviso, junto ao tronco caído onde Jim e Bella estavam agradavelmente acomodados.
Jim estava relaxado. A primeira vez em meses, para ser franca. Naquele instante, ele não se preocupava mais com o encontro com os pais, ou se estaria dentro das expectativas destes, ou se sua madrinha o abandonaria quando ele voltasse para sua família de sangue.
Ali, agora, ele estava apenas apreciando o suave ruído das águas nas rochas, e a sensação gostosa que a água fria fazia nas plantas de seus pés, algo como uma carícia fugidia, fugazmente deliciosa.
Isabella também estava relaxada, talvez fosse o único momento do dia em que ela realmente ficasse quieta e apreciasse o silêncio, pois, mesmo dormindo, ela murmurava coisas incongruentes, como se não pudesse deixar de conversar.
Isabella estava com boa parte das pernas mergulhadas na água gelada. Ela gostava, especialmente, de esfregar as pequenas algas contra os pés, isso provocava cócegas. A água gelada jamais a perturbara, e, ao contrário da maioria das pessoas, Isabella gostava de banhos gelados. Eles eram necessários para acalmar sua natureza efervescente.
Foi naquele silêncio tranqüilo que os dois perceberam um barulho pouco característico, vindo de um amontoado de pequenas árvores. Com a certeza de que se tratava de um animal, nem um nem outro se alarmaram. Segundos depois, ouviram os sinos.
Os dois tomaram cuidado para não trocar olhares preocupados, mas Jim cutucou a perna pequena da amiga com um dos pés, deixando-a em alerta. Se fosse um animal, eles não iriam se preocupar à toa. Se fossem homens, os dois se atirariam no rio e nadariam até a margem.
Continuaram ali, puxando as linhas tentando pescar mais alguns peixes, eles já tinham cinco.
E então...
Uma flecha zuniu se alojando ao lado de Jim. Ele sabia que este era o sinal de que sua madrinha e os tios estavam por perto. Ele pegou a mão de Isabella, enquanto aguardava o ataque.
Primeiro, Isabella sentiu um calor se espalhando pelo braço quando Jim pegou em sua mão. Isso sempre acontecia, e ela não podia evitar a sensação morna e gostosa. Depois ela ouviu um gemido masculino, seguido de alguns resmungos. Então, dor e escuridão.


Neville e Teo estavam o dia inteiro perseguindo os rastos de cavalos que não pertenciam ao bando do Dragão. Finalmente, quase à noitinha, encontraram pegadas pequenas que levavam o rio. Nenhum dos dois percebeu que havia encostado, sem querer, num galho que acionou um suave ruído de sinos.
Tão desacostumados estavam com armadilhas alheias, eles ignoraram o barulho e seguiram até o rio, onde observaram duas crianças pescando.
Neville franziu a testa e olhou interrogativamente para Teo. Obviamente as crianças deveriam estar acompanhadas por adultos. Eles teriam muito que procurar.
Com uma série de sinais, Teo avisou a Neville que iria capturar as crianças e levá-las para o Acampamento do Dragão. O outro rapaz, de rosto arredondado e gentis olhos azuis concordou.
Porém, no instante em que se ergueram, Neville teve a faca arrancada da mão com uma flecha e a manga da camisa presa na árvore atrás dele, por outra.
Ao ouvir o companheiro, virou-se e percebeu que ele acertara uma pedra na cabeça da menina junto ao rio, e ela deslizara caindo, com um baque suave, nas águas turbulentas. O menino atirou-se à correnteza tentando salvá-la. Neville começou a entrar em pânico.
Logo, duas mulheres e um homem saltaram das árvores. A moça, de longos cabelos castanhos, pulou no rio atrás do menino e da menina. O homem alto e forte, com cabelos loiros faiscantes e olhos prateados, desferiu um único golpe que atordoou Teo Boot. Em seguida, a outra mulher, de cabelos negros e expressão homicida, avançou sobre Neville, que foi, imediatamente, nocauteado.
Quando acordou, ele percebeu que estava num acampamento isolado. A dor em sua cabeça o deixou meio grogue, mas ele podia ouvir a menina resmungando próxima do fogo:
─ Chega de me apertar, mamãe! Eu to bem! A madrinha me tirou do rio e já cuidou do meu galo.
Ele percebeu que a mulher de cabelos negros abraçava a menina com adoração. Abriu melhor os olhos e viu que as duas, na verdade, estavam no colo do homem loiro, e que ele as embalava com expressão irreconhecível. Olhou ao lado e viu o menino ruivo encolhido sob uma manta marrom, sorvendo um longo gole de uma caneca fumegante.
A dor de cabeça persistia, mas ele estava mais desperto. Ou pelo menos pensou que estava, até sentir um toque suave em seus cabelos, e um cheiro de camomila, seguidos de uma voz suave e hipnotizante:
─ Você está bem? Seu amigo acordou há algumas horas e eu estava preocupada. Pansy sabe nocautear um homem como ninguém.
Ele ergueu os olhos para encarar a desconhecida. Ela usava uma touca escondendo os cabelos de cor desconhecida. Tinha os olhos grandes e dourados, como os de um gato, e a boca carnuda estava desenhada num sorriso. Era um anjo, sem dúvida nenhuma. Neville levou algum tempo para responder ante a aparição daquele anjo:
─ Sim, estou. Quem são vocês? Onde está meu amigo?
Ouviu a risada musical dela, antes dela trocar a atadura que fizera na mão arranhada por uma flecha.
─ Esta pergunta somos nós quem lhe faremos, rapaz. Fique tranqüilo. O homem que acertou minha afilhada está em segurança... Enquanto permanecer próximo de minha barraca, é claro. Os pais dela quase o mataram, e eu tive de contê-los. Porém, não os julgo. Se tivesse acertado o meu menino, a morte seria a coisa pela qual ele imploraria.
Neville não podia acreditar que aquela doce moça, pois parecia demasiado jovem para ter um menino tão crescido, realmente pudesse agredir alguém. Mas algo na sua voz doce, uma ameaça velada, junto com um olhar mortiço ao mencionar o menino, o alertou que ela poderia ser muito perigosa.
Aquecido pela manta e pelo fogo, e ainda enfraquecido pelo golpe, Neville deixou-se cair no alívio do sono, embalado pela voz doce do anjo que cuidava de seus ferimentos.
Ao despertar novamente, percebeu que amanhecera há muito tempo, e, até mesmo a suave neblina que cobria a mata naquele horário, já havia desaparecido. Olhou à volta e deparou-se com os olhos cinza muito curiosos de uma menina de sete ou oito anos.
─ Ah, você acordou! Bem que a madrinha disse que iria demorar mais para acordar que seu amigo, aquele imbecil que me lançou no rio ─ ela cobriu a boca com ambas as mãos e deu um olhar culpado a Neville, que fez com que ele se encantasse com ela no ato. ─ Por favor, não diga pra madrinha, ela vai me deixar horas e horas de castigo. Ela disse que uma dama não pronuncia xingamentos. Mas eu sou pequena e ainda não sou uma dama. É claro que devo treinar para quando crescer e realmente for uma dama... A propósito me chamo Isabella, mas todo mundo me chama de Bella mesmo. É claro que o fato de eu ser incrivelmente bonita contribui para o apelido e...
─ Isabella, chega ─ interrompeu uma voz masculina muito grave.
Neville temporariamente agradeceu, porque a simpática menina o estava deixando tonto ante a velocidade com que proferia as palavras. Porém, logo ficou com dó da pequena, que fez um olhar triste e abandonado antes de murmurar:
─ Sim, papai.
O homem loiro se aproximou de Neville e lhe deu um olhar enigmático.
─ Eu sinto muito por sua filha ter sido atingida ontem. Nós, do Bando do Dragão, jamais atacamos crianças ─ afirmou Neville.
Ele concordou com um gesto seco antes de interpor:
─ Eu sinto muito por minha mulher. Ela perde o controle quando vê a mim ou a nossa filha em perigo.
Neville assentiu, um pouco assombrado.
─ Que horas são?
─ São aproximadamente nove horas ─ respondeu o loiro sem mudar o olhar, ou transparecer qualquer emoção. Ao perceber que o homem escancarava os olhos numa expressão de pânico, ele adicionou: ─ Minha comadre o medicou ontem. As ervas dela podem fazer um homem dormir por muitos dias. Fique tranqüilo, ela é a melhor curandeira que já conheci.
Neville se sentiu tranqüilizado. Apesar de tudo, o grupo desconhecido não parecia nenhum bando de assassinos. Eram uma família que se defendia, e ele sentiu-se ainda mais culpado pela forma como as coisas se desenrolaram. Dom Sírius ficaria furioso ao descobrir que seus melhores batedores foram negligentes e quase mataram duas crianças indefesas.
Alguns minutos depois, ele ouviu novamente aquele som de sinos que ouvira no dia anterior antes de visualizar os garotos junto do rio. Viu o casal e o menino se encarar preocupados. Notou que eles armavam-se: o menino com uma espada própria para o seu tamanho reduzido, o homem uma espada mais larga, como a que ele vira Harry e os soldados usarem milhares de vezes, e a mulher uma série de punhais e uma espada mais fina.
─ Isabella, sua obrigação é vigiar os visitantes e o acampamento ─ decretou o homem loiro.
─ Sim, papai ─ respondeu ela depois de fazer uma cara de desapontada extremamente fofa.
Neville viu os três sumirem entre as árvores com perícia, e pensou que aquela família seria muito útil no Bando do Dragão.
Passados alguns minutos, ele viu onde estava Teo, que ostentava um grande hematoma negro na fonte. Meio tonto, ele observou a menina andar de lá para cá, arrastando um punhal pelo solo.
Espantado, Neville percebeu que a menina desistira de caminhar e livrava as pernas dele e do companheiro das amarras. Ela logo afirmou:
─ Sinto muito, mas eu tenho que ir ver o que está acontecendo! Vocês dois podem me seguir ou me fazer machucá-los. Eu aviso que não gosto de sangue, mas, se for necessário, eu verei. E então?
Sem duvidar um minuto que a alegre menina usaria o punhal, tanto Neville como Teo levantaram e passaram a andar em direção ao rio. Ao chegar lá, a cena que viram os deixou de boca aberta.



“Você!”
Sim, o choque dos dois ao se reconhecerem impediu Harry de raciocinar por um breve momento. Seu coração batia descontrolado, ante a série de lembranças que deslizavam em sua mente, principalmente a última. O beijo mais maravilhoso que já compartilhara com alguém.
Hermione perdeu a sensação de dor nos cabelos, enquanto sua respiração falhava. De todas as pessoas, a última que ela esperava encontrar era ELE. A boca ficou seca e a garganta apertou, e todo o seu corpo pareceu reconhecer a presença do moreno.
Era uma sensação de irrealidade. O corpo continuava musculoso e extremamente quente, ela queimava-se no calor que ele emanava, assim, como ficara tonta ante o cheiro dele, o cheiro de couro e homem, misturado com anis. Ela lembrava-se daquele cheiro. Assim como lembrava do gosto da boca poderosa que agora permanecia levemente aberta, talvez pelo susto.
Harry esta hipnotizado pelo olhar atordoado e extremamente sexy que ela lhe enviava, e aproximou a boca dela, quase antecipando o sabor e a textura do beijo. Quase...
─ Largue a minha madrinha, neste momento ─ disse uma voz ainda infantil.
Aquela frase quebrou o encanto e Hermione voltou a sentir o puxão nos cabelos e a dor que aquela mão lhe causava, enquanto Harry maldizia a própria má sorte e sentia a ponta de uma espada em suas partes mais sensíveis.
O guerreiro baixou os olhos para enxergar seu algoz. Era um menino ruivo, de olhos espantosamente verdes, tais como os seus. O menino lhe lembrava o irmão mais velho, e, ao mesmo tempo, tinha algo de sua cunhada. Harry segurou a respiração enquanto reconhecia, naquele pequeno soldado, seu sobrinho exilado.
─ Largue-a ─ exigiu Jim pressionando a espada contra a genitália do homem gigantesco que machucava a mulher mais importante de sua vida.
Ele não tinha medo por si, mesmo sabendo que o moreno era muito maior e mais forte e poderia esmagá-lo com um simples safanão. Porém, ver Hermione com lágrimas de dor nos olhos, totalmente indefesa, o fez ver fagulhas vermelhas, e tudo o mais perdeu o sentido. Ele tinha de soltá-la, custasse o que custasse.
Harry sentiu a espada. Ele estava impressionado com a tenacidade do garoto, e com a frieza que aqueles olhos tão idênticos aos seus, emanavam. Desviou a visão para a mulher que ainda segurava pelos cabelos e notou que a magoava.
Ela mantinha os dentes cerrados e os olhos úmidos de lágrimas de dor, mas não soltava um único gemido. Aquilo o impressionou. Assim, ante a ameaça física do menino, e a dor estampada da mulher, Harry resolveu soltar levemente, os cabelos sedosos. E decidiu, num último momento, que conservaria aquela touca horrorosa consigo.
“Por que, infernos, aquela mulher mantinha os cabelos escondidos, mesmo depois de tantos anos?”, perguntou-se ele.
Porém, aquilo não era suficiente e Jim estava perdendo os últimos momentos da consciência que o impediam de afundar a espada no desconhecido.
─ É a última vez que eu direi que a...
─ HARRY?!?!?!
Jim, Hermione e Harry voltaram as cabeças para o dono daquela voz. Draco saltava de um galho com os olhos arregalados e um sorriso confuso.
─ Draco? ─ Retrucou Harry, ainda prendendo Mione e sendo ameaçado por Jim.
Ele logo notou que ele estava acompanhado de uma bela mulher de cabelos negros, que lhe era estranhamente familiar. Viu-a dar um meio sorriso, mas franzir o cenho ao observar o ruivinho.
Ela preparava-se para abrir a boca quando foi interrompida por uma voz infantil, mas muito feminina que exclamou:
─ Benjamim Ronald Potter de Atalaia, baixe imediatamente esta espada! E o senhor largue minha madrinha antes que eu tome alguma providência!
Todos encararam extremamente espantados a menina de oito anos, que colocara as mãos na cintura e batia o pé direito impacientemente. Com as sobrancelhas franzidas, ela continuou:
─ E então? Vamos ficar aqui o dia todo? Benjamim, eu já disse que é para baixar esta bendita espada, e eu estou falando muito sério. E o senhor, senhor gigante, eu falava sério com o senhor também!
A voz autoritária e o olhar gélido no estilo Malfoy de ser, fizeram com que Harry soltasse totalmente os sedosos cabelos de Hermione. Jim baixou a espada e ficou rubro antes de retrucar:
─ Você não manda em mim, Bella. Este homem estava machucando a madrinha.
─ Ora, eu não estava mandando, e sim pedindo com veemência. Quando nos casarmos espero que ouça com atenção quando eu lhe disser alguma coisa! ─ Replicou ela. ─ Odeio ficar repetindo. E tem mais, você havia prometido que não usaria esta espada contra ninguém, a madrinha o fez prometer! E este homem terá muito tempo para se acertar com papai, ou mamãe. Pessoalmente eu digo que mamãe bate mais forte...
Os adultos ainda observavam a altercação entre os dois. Os batedores de Sírius e Harry estavam espantados com a audácia e altivez da garotinha. Hermione aproveitou e esgueirou-se para longe do campo magnético que o corpo de Harry possuía. Ela quase sucumbira ao brilho daquelas íris verdes. E ela teria que roubar aquela touca de volta, era a sua última, e ela sentia-se nua com os cabelos soltos.
Neville percebeu o movimento e deixou o queixo cair. A curandeira tinha os cabelos mais belos que já vira. O castanho raiado de fios dourados aumentava o ar selvagem do rosto anguloso e perfeito. Ela era, sem dúvida nenhuma, a mulher mais bela que já vira. Era um anjo!
Harry seguiu o olhar do companheiro de bando e fechou o cenho. Hermione não era para olhares comuns. Ela era dele.
Ele mesmo se espantou ao descobrir que sabia o nome daquela mulher depois de tanto tempo. Aliás, espantou-se ainda mais com o sentimento feroz de posse que ardeu em seu peito. Ele, que jamais lembrava das mulheres que usava, a não ser que tivessem alguma utilidade real, como Lady Cho, sua espiã; que jamais sentira coisa alguma por uma mulher, a exceção de sua mãe, acabara de fazer as duas coisas por aquela pequena, concluiu com espanto. E ainda por cima pensara na curandeira como sua... Aquele, com certeza, não era o momento mais apropriado para estas divagações, mas não conseguia tirar os olhos da pequena mulher que aproximava-se da outra com movimentos graciosos.
Draco, alheio a todas estas trocas de olhares, avançou em direção do amigo e o abraçou dizendo:
─ Harry, seu safado! Eu deveria matá-lo pela missão que me impingiu! Só não o mato porque minha família existe por causa dela. Devo confessar que teve momentos em que estaria muito feliz em espancá-lo.
Harry sorriu e o abraçou de volta, com o mesmo entusiasmo.
─ É mesmo? Eu me diverti muito, pensando na sua volta. E quem é a sua adorável esposa?
Eles afastaram-se e Draco sorriu malicioso enquanto puxava Pansy para junto de si e fazia sinal para Isabella aproximar-se.
─ Você conhece minha esposa muito bem. Inclusive nomeou-a Guardiã Real do Príncipe de Atalaia. Pansy Marie Malfoy, Duquesa de Parkinson. E esta é Isabella Narcisa Malfoy, nossa filha.
Harry ficou chocado ao reconhecer a bela morena. Era nada mais, nada menos que o soldado Parkinson! Como, em dois anos liderando o exército de Atalaia, ele não percebera que o soldado franzino, em verdade, era aquela mulher de curvas bem feitas e traços aristocráticos?
Visualizou, em seguida, a pequena rainha. Era, com toda a certeza, uma Malfoy. Lembrava em tudo a pose arrogante e pretensiosa do pai, mas tinha uma delicadeza de traços, típica da mãe. Seria uma mulher lindíssima, com certeza.
─ Então, soldado, como conseguiu enganar a todo o exército de Atalaia? ─ Perguntou o príncipe com o cenho franzido.
Mas a expressão, que outrora causava pânico na jovem que ela fora, hoje, a fez sorrir com ironia e retrucar:
─ Vocês nunca fizeram revistas íntimas.
Harry explodiu em gargalhadas, sendo acompanhado por Draco e Pansy.
Frisa-se que, até aquele momento em especial, nenhum deles havia se dado conta que os prisioneiros estavam lá, de pé, observando a tudo com um ar apatetado, de quem acabava de encontrar algo complexo demais para compreender. Quando eles soltaram risadinhas constrangidas, Draco virou para eles, e depois para Isabella. Estreitou os olhos e falou com a voz baixa e furiosa:
─ Isabella, qual era a sua missão?
A menina teve a decência de corar e baixar a cabeça antes de murmurar de volta:
─ Vigiar os prisioneiros e o acampamento, papai.
─ Então, por que você e os prisioneiros estão aqui, e o acampamento está lá abandonado?
Ela cutucou o solo com a ponta do pé e explicou:
─ Eu senti que tinha de vir, oras, e os soldados me prometeram que me respeitariam. E bem que eu fiz. Quando cheguei aqui, o senhor e a mamãe estavam paralisados, Jim estava ameaçando o homem que estava magoando a madrinha. Se não fosse eu, nada teria se resolvido pacificamente. E o acampamento está muito bem protegido. Por sinal, com as armadilhas que eu mesma pendurei durante a tarde! Como vê, precisa elogiar meus instintos e minha iniciativa de impedir o derramamento de sangue desnecessário!
Quando ela terminou este pequeno discurso, o qual falara numa velocidade além dos padrões normais, Isabella encarou o pai com um sorriso triunfante, e Draco não sabia porque, mas estava convencido de que a menina o manipulara e saíra ganhando.
Harry riu e exclamou:
─ Esta é bem tua filha! Agora, se puder soltar meus dois homens, eu ficaria muito agradecido, Draco.
─ Seus homens? Pois saiba que eles quase viraram cadáveres. Eles machucaram minha filha e a atiraram no rio ─ falou Pansy com o sorriso sumindo dos olhos e da face. ─ Se não fosse a Mione, você estaria recolhendo os dois por pedaços.
Harry olhou os dois com os maxilares apertados. Dom Sírius iria castigá-los muito ao descobrir que eles haviam violado uma das leis supremas do bando. A aparência doentia deles, junto com as marcas roxas que apareciam em suas testas e com certeza se alastravam pelo couro cabeludo, não iriam atenuar as punições. Mesmo assim, Harry se comprometeu a levá-los de volta ao acampamento.
Ao pensar que empenhara sua palavra de honra em resgatar os batedores, Harry perguntou-se porque Hermione havia violado seu juramento. Ele tinha certeza de que nem ele nem o irmão, enviaram uma mensagem a ela. Ela não era honrada o bastante para cumprir suas promessas?
Virou-se bruscamente para a curandeira, que o encarou impassível.
─ Por que, Diabos, você violou seu juramento justo agora?
Ela já esperava o ataque. E permaneceu fitando-o na imensidão verde de suas íris, enquanto respondia:
─ Há momentos na vida, Alteza, em que as escolhas que fazemos podem ir de encontro com as escolhas que fizemos. Decidimos, eu, o Guia e a Guardiã Real, que chegara a hora de voltarmos. Assim, voltamos. As decisões sobre a segurança do príncipe não lhe dizem respeito!
Oh sim, ele sentia como se não tivesse se passado nem um dia desde a última vez que discutiram. Os olhos castanhos dourados da mulher brilhavam com a mesma paixão, a voz suave ainda tinha a mesma firmeza. Será que ela ainda tinha gosto de morangos?
Naquele exato momento, seu maior desejo era arrastá-la para um canto e tirar suas dúvidas sobre as lembranças que tantas vezes o perturbaram. Queria beijá-la até que apagasse aquele jeito auto-suficiente da pequena mulher e a fizesse gemer e implorar por alívio. Durante aquele mar de pensamentos e sensações, Harry havia pegado um dos braços de Hermione e apertava-o sem perceber.
─ Meu sobrinho pode estar em perigo ─ rangeu ele entre dentes.
Hermione estava prestes a retrucar quando outra voz se manifestou:
─ Eu não estou em perigo. Agora o senhor pode ficar se não parar de agarrar minha madrinha ─ afirmou Jim aproximando-se e começando a se interpor entre o tio e a castanha.
Harry olhou-o surpreso e soltou o braço da curandeira. Nunca esperara que o menino fosse tão parecido consigo e com seu irmão. Viu o pequeno abraçar a curandeira pelos ombros, num gesto que denominava posse e carinho, enquanto ela lhe dirigia um olhar doce e agradecido, que Harry invejou. Ela nunca lhe dirigira um olhar daqueles. Em seguida ela o olhou com desdém, que o deixou estranhamente desiludido, e afirmou:
─ Viemos para ajudar na libertação de Atalaia e a Rainha. Acho melhor irmos ao acampamento. Queremos saber o que ocorreu há doze anos, e o que está acontecendo agora.
Harry apertou ainda mais os maxilares e estreitou os olhos ante aquela demonstração de arrogância, que ele havia esquecido, ingenuamente, fazer parte daquela adorável criatura. Olhou para Draco e Pansy que encolheram os ombros:
─ Ela é a madrinha do príncipe, e é ela quem costuma tomar a decisão final ─ explanou Draco com tranqüilidade. ─ Mais uma vez, ela está certa.
Dizendo isso ele conduziu Neville e Teo, que ainda estavam amarrados, pela trilha, sendo seguido pela esposa e pela filha.
Depois de relutar um segundo, Harry acabou seguindo Hermione e Jim, que continuavam abraçados. O menino sussurrava qualquer coisa para a curandeira que lhe respondia no mesmo tom. Harry sentiu-se estranho. Imaginando quantas vezes Hermione falara com outros homens com aquela voz suave, quantas vezes beijara outros homens com aquela boca tão macia e como teria sido vê-la com um bebê nos braços.
Notou, com impaciência e indignação, que gostaria de fazer estas coisas com ela. Com uma completa desconhecida, de olhos doces e temperamento selvagem.
Hermione confortava seu afilhado dizendo que Harry não a machucara e que estava tudo bem. Entretanto, nada estava bem. Bastava que o príncipe guerreiro chegasse à distância de um metro, que suas pernas amoleciam, sua respiração alterava e ela sentia os seios incharem. Tudo ante a lembrança do único beijo que dera em toda a sua vida. Seu braço ainda formigava onde, instantes antes a mão de Harry a agarrara, ela sentira o calor expandindo-se pelo corpo a partir daquele ponto. Seria uma agonia ficar tão perto de um homem tão perturbador...



A noite estava mais fria que de costume, entretanto as estrelas cintilavam com uma alegria poética.
Rei Ronald admirava o céu por uma das janelas da sala do trono. Entretanto, ele não sentia a poesia da noite. Seu olhar melancólico deslizava sobre o reino, maltratado depois de doze anos de pesados impostos e de uma tirania cruel. Ele sentia-se miserável por não poder salvar nem sua esposa, nem seu povo, muito embora, praticamente, todos do reino soubessem que quem estava por trás daqueles atos despóticos era o rei Voldemort.
Mesmo assim, a sensação de incapacidade torturava sua mente. As lembranças da esposa e do filho estavam o assombrando com mais força nos últimos dias, e, por diversas vezes, pensou se não seria melhor morrer, do que sofrer tanto com a incerteza.
Aquela noite, em particular, fazia-o sentir o aroma sutil de margaridas que a esposa destilava quando estavam juntos. Isso não o ajudava em nada a exorcizar as preocupações constantes. Ele estava angustiado, ou melhor, ele estava mais angustiado que o normal.
Perdido nesses pensamentos torturantes, Rei Ronald não sentiu que o Padre Severus Snape deslizava, com sua batina negra, pelo piso brilhante da sala do trono, e se postava a seu lado. Apenas aquela voz profunda e fria o despertou, quando sussurrou:
─ A preocupação adianta tanto quanto esperar que um cavalo seja domado sozinho, Majestade.
Sobressaltado com a súbita aparição, Rei Ronald replicou:
─ Se nós pudéssemos não nos preocupar com nosso reino, tenha certeza de que estaríamos descansados, Excelência. Entretanto, como Rei, nós temos obrigações, e essas obrigações geram a pré ocupação.
Padre Snape deu uma risadinha sem cor. Os soldados que estavam a volta deles eram todos, sem exceção, partidários do Rei Voldemort. Aquela, sem dúvida, era a pior hora para confissões. Mas o Padre sentia que seu protegido estava vacilando. E ele não poderia vacilar.
Depois de tantos anos de preparação, de tão meticulosa vingança planejada pela Igreja Católica, que o enviara para aquele reino, com um propósito apenas, Padre Snape não vacilaria, e não permitiria que o Rei vacilasse. Sua missão era clara. As ordens, que recebia com regularidade de Roma, também eram: ele tinha que destruir a ameaça, destruir o Lobo de Penedo, antes que outros reinos sucumbissem, e com eles, o poder da Igreja. Para isso teria que manter a família real de Atalaia a salvo, a fim de garantir que o Reino tivesse governantes depois da morte de Voldemort.
Padre Severus Snape não ligava para a política. Ligava muito menos para as ligações interpessoais. Quando fora admitido na Abadia Dominicana dos Alpes, aos seis anos, ele apenas sabia que passaria a obedecer as ordens de uma irmandade e de Deus, ao invés de passar fome e obedecer ordens de um pai bêbado e violento. Naquele momento, toda a sua vida fora traçada, sem ele suspeitar.
Sua grande capacidade de ocultar segredos, de se mover silenciosamente, de descobrir os mistérios, rapidamente o levara para as investigações da Ordem. Ele era um padre espião, em outras palavras, contrariando seu desejo ferrenho de clausura. Talvez, por este motivo, o Padre Snape fosse tão anti-social, o que, por certo, não o impedia de seguir à risca todo e qualquer desejo da ordem Dominicana, e do Papa.
─ O tempo de dias claros está por chegar ─ comentou o Padre com sua voz inexpressiva de sempre.
Rei Ronald entendeu o recado e respondeu:
─ Sim, espero que sejam dias de muito calor e muita luz.




N/A Carla Ligia: Oiiiii!!!!!!*-*!!!!!! *descansadamente atirada numa poltrona tomando uma xícara de chocolate quente porque no sul chegou o outono*... Vocês viram minha porção Corvinal do Mal neste capítulo, não é???*-*???? Chantagem, ahhhh, a doce arte da chantagem... ahsuhsuhushushushuash. *Carinha muito satisfeita de má*... Amados, muito obrigada pelos comentários... Eles me fazem sorrir sozinha no meio das manhãs gélidas de outono... Hoje não estou particularmente inspirada para escrever N/As...oO.. Não sei, acho que me esgotei na última que era gigantesca... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk=)kkkkkkkkkkkkkkk. Enfim, eu, sinceramente, pensei que seria apedrejada por dar umas amantezinhas de nada pro Harry, fiquei muito feliz quando meus temores se demonstraram totalmente infundados...*+*.. Tá certo que vocês não gostaram, mas também não o julgaram com muita ferocidade... A primeira vez que mencionei isso pra Jan, ela quase saltou por dentro do msn para me esganar...*+*... Ela pode ser violenta às vezes...u.u... mas é um amor na maior parte do tempo.. =)... Bem, estou emocionada com as mudinhas que resolveram se manifestar..o//\\o... Valeu gurias!!!!*-*!!!! E estou triste com minhas leitoras sumidas.. u.u... Mas enfim, a vida é um ciclo, não é verdade...*-*... O que acharam da Isabella neste capítulo???*-*??? Ela é muito fofa, não é??? E o Jim obedecendo a todas as ordens dela..*-*... Isso foi muito bom de escrever... O Neville vai ser o escravo particular da Mione... Eu já adianto isso, porque ele vai protegê-la muito, ainda que eu afirme que a Hermione é muito brava e auto-suficiente. Eu não ficaria no caminho dela nos dias de TPM...¬¬... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. O Teo, coitado, é um tapado, mas enfim... O Dom Sírius vai cuidar dele...õÔ... rsrsrsrsrsrsrsrs. Sim, eu mostrei o Rei Ronald, judiaria, preso dentro do próprio castelo, preso dentro dos pensamentos negros...u.u.. E apresentei o Severus pra vocês!!!!\o/!!! Ele é, sem dúvida nenhuma, o anti-herói da JK... E será assim por aqui também. Na verdade ele não se importa muito em matar um ou outro, ele participou de algumas guerras santas em nome da Igreja... Mas não vou contar mais nada, isso faz parte do passado. O que importa, agora, é que o dia da Rebelião está chegando...*-*... Mas ainda vai demorar. Tenho uma boa e uma má notícia para vocês...¬¬... A má é que, por causa do problema de continuidade e coesão, talvez os momentos calientes H/H demorem um pouquinho. A boa é que a fic vai crescer uns capitulozinhos de nada...*-*... É... o problema da continuidade é cruel... Eu não posso deixar as coisas sem explicação, mas me empolgo nas ditas cujas...¬¬... E não quero deixar capítulos desemparelhados... *suspiros*... Mas prometo H/H.. eu juro!!! Afinal neste capítulo já teve sensações.. no próximo terá... Bem, terá muitas coisas que eu não revelarei aqui para não estragar a surpresa, obviamente...=)... Beijinhos nos mudinhos e nas minhas leitoras que viraram mudinhas... Beijocas estreladas para os seres de intelecto superior que comentam e me fazem muito feliz. E até o próximo capítulo.
PS: Agora que os H’s se encontraram, não vão se soltar tão cedo... =)...



Anna: Ai, ai... Tanta muvuca, e agora nada de comentários...¬¬.. Acho que deveria ter uma Gangue das Autoras...oO... Para ameaçar as leitoras que cobram capítulos e não comentam...*-*.. haushaushaushauhaush. Depois vem fazer chantagem em Vodox 2...¬¬... Acho que deveria te retalhar lá.. Aguarde-me... Espero que tenhas gostado deste capítulo e do último....*-*... Beijocas estreladas.

Jan: Que pena que seu comentário se foi...u.u.. A gente deu um azar naquele dia, não é???oO??? Postamos capítulo novo para, em seguida, a Floreios sumir.. Só os VIPS podiam vir aqui.. ahsuahsuashuashaush. Pena que minha resposta não te deu “uma luz”.. kkkkkkkkkkkk. E os capítulos nem são enormes assim...*-*... O IV foi bem mais...=)... E opino que estás certa. Há uma sabotagem!!!! Estamos sendo perseguidas pelos ETs que não querem que tu postes os comentários reais! É isso!!! No mínimo é isso que está impedindo algumas leitoras de comentarem..oO... Teremos que averiguar... ahsuhsauhasuhasuhasuhasuhsuashuashaus. Espero que o capítulo da novela tenha valido a pena. Dedos mexidos e remexidos, logo será tua vez de rever o capítulo e postar...*-*... Não te despeça então..¬¬.. Gente maluca com quem compartilho minha amizade...*-*... Beijocas estreladas.
PS: Além de Mulher do Diabo, Corvinal do Mal, agora sou Flor do Diabo..u.u.. Realmente a minha moral anda meio negra por aqui... kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Assim, acabarei sendo a Vingadora e não a Pensadora da Wild...;P...

Mione03: Espero que esta atualização também seja uma surpresa maravilhosa...=)... Sim, as baixas foram importantíssimas para o reencontro. O Harry ficou mais que balançado, no próximo capítulo vou tentar mostrar como Hermione está reagindo a tudo isso...*-*... O Jim tem antipatia imediata pelo tio. Afinal ele ameaça a Hermione de diversas formas, e o menino não gosta disso. A lady Cho vai ser importante ainda, tem coisas que não deu para explorar nestes dois capítulos sobre ela, mas nos próximos serão explorados. Obrigada pelos parabéns, eu fico muito contente com os elogios.. E quanto as outras fics, bem.. rsrsrsrsrs. Só escrevo esta e Meu Adorável Cunhado, deves estar me confundindo com a Jan, essa sim é uma escritora fantástica. E saber que és fã dela, assim como eu, nos torna almas afins...=)... Espero que gostes deste capítulo. Ahhh, chantagem faz parte...=)... Beijocas estreladas.

Imogem: Obrigada... Sabes.. Eu fico vermelha quando leio os elogios...*-*... Mas a Amor me disse que deveria aceitá-los porque são merecidos.. Então estou tentando não me tornar extremamente presunçosa...=)... Realmente o encontro foi um pouquinho turbulento.. Mas eu poderia ter sido má e matar mais alguém.. Confesso que me contive a muito custo...*-*... Agora, WOW! É sério que estou lhe fazendo infringir suas regras...=)... Legal!!! Adoro incentivar os outros a ultrapassar os limites... Eu tive que superar alguns também...=)... Adorei o capítulo final da tua fic lá no teu site... Vou dar uma passadinha lá novamente...*-*... Para me atualizar e tal...=)... Espero que este capítulo continue no padrão de qualidade “Carla Ligia”, e que ele tenha sito tão bom quanto os outros. Beijocas estreladas.

Jessy: =)... Eu Sabia que irias gamar no Sírius... Eu também tenho uma quedinha por ele... Ai, e ela só aumenta.. ahsuahsuahsuahuashaush. O Harry com certeza é o melhor!!!*-*!!! E coitado do Fred, ele teve só quatro filhinhos...*-*... o George com certeza teria mais, se a esposa dele ficasse mais tempo no Acampamento do Dragão...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Sim, o Harry quase teve uma síncope ao encontrar a Morena dos seus sonhos, aliás ele já está tendo uns desejos safadinhos... que vão passar a ficar safadãos, me aguarde...*-*... Não teve lá muitas emoções H/H...u.u.. Eu expliquei lá na N/A, é a maldita da continuidade e da coesão...u.u... O seria bendita???oO??? Enfim, terão momentos H/H, e os demais casais vão ficar mais de lado...*-*... É claro que poderíamos disputar o Harry e o Sírius e mandar a Hermione pro espaço...oO... São opções a serem consideradas....=)... Amei seu comentário, espero que ames o capítulo VII também, com ou sem ressaca... Beijocas estreladas.

Binks: Guria!!!O_O!!!! Amei seus comentários gigantes...=)... De vez em quando faz bem pro ego da gente, não é verdade...=)... ahsuashuashuashuash. E concordo contigo, nós podíamos fazer isso...oO... Eu tenho comentado num outro documento enquanto leio quando os capítulos são muito intensos ou muito extensos...=)... Apollyon recebeu oito comentários meus estes dias, mas o capítulo tinha 48 páginas de word...¬¬.. Quase morri... ahsuahsuashaushaush. Como fiz com a Dy e com a Anna, vou responder seu comentário por partes, ok???*-*?? Então vamos lá. Parte 1: Sim, a Tia Jô feriu profundamente meu pobre coraçãozinho Corvinal, quando matou o Fred (foi ele quem morreu, querida...u.u...). Sim também achei a morte do Sírius mal explicada..¬¬... Mas enfim, eu não sou ruiva-que-se-tornou-loira e nem moro em Edimburgo e nem escrevi a saga HP, portanto... ahsuhasuhasuahsuah. E o pobre George ficou sem a orelha.. aff...¬¬.. no coments, concordo contigo... Sim, o Fred e o George casam...*-*... Alguém tem que ser feliz também, não é verdade???*-*??? Aff...¬¬... O Carlinhos morreu, mas era um personagem quase terciário (isso existe???oO???)... Eu não quis me aprofundar muito porque no msn já estava sendo vaiad por ter matado um ruivo.. Mas alguém tem que morrer, as pessoas morrem todos os dias e não tem um parágrafo especial para elas.. o importante da morte do Carlos é que demonstra as ações confusas do Padre Snape... o Ron deu o ar de sua graça neste capítulo.. Mas bem rapidinho...u.u... É que seu eu fosse escrever tudo de tudo, ficaria dias e dias num capítulo de quase cem páginas... =)... Ele está vivo, e razoavelmente bem. Espero que tenha sido o suficiente para matares a saudade... Parte 2: Que bom que adoras minhas N/As...*-*... Dá muito trabalho pensar nelas.. cof, cof, cof.. (faz de conta que não sou totalmente louca, ok???*-*).. Sim o Harry é... *suspiros*.. o Harry é GOSTOSO!!!1 Ele é QUENTE!!!!! Ele é TUDO DE BOM!!!!!! Passado o momento tiete do próprio personagem, eu devo dizer que amo a palavra másculo... ahsuahsuashuashuashasu. Aliás toda a Wild ama esta palavra, então não te surpreendas ao descobrir que todos mundo está a usando em suas próprias fics...*-*... Começaste um movimento revolucionário, guria... ahsuahsuashaushaushaushaushaus. Atalaia não é longe de tudo, mas os Mafoy, Hermione e o príncipe estavam longe pra dedéu (que expressão do fundo do baú...¬¬). Até eles voltarem demorou um pouquinho... ahsuahsuahuash. Sim, podes ficar assustada, as mortes acontecerão, assim como os nascimentos e tal... É o ciclo da vida. Outra alma afim, eu concordo em grau gênero e número contigo no quesito Snape... Neste capítulo eu demonstrei como ele sofreu na infância... quase um plágio da Tia Jô...=)... E tenha calma, acho que o Harry não terá mais nenhum momento íntimo com outra mulher... Ele vai começar a perseguir o seu objetivo.. Que é ter Hermione numa cama, toda nua, subjugada a ele...*-*... Só quero fazê-lo sofrer um bocadinho antes de lhe dar o que ele tanto almeja... Teve algumas brigas.. não muitas...oO... Eu tinha planejado mais, mas daí o capítulo ficaria com vinte e cinco páginas e a Jan me mataria porque ela tem que revisá-lo e tal...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. As armas são para o pessoal da gangue das leitoras.. A gente nunca sabe o que esperar delas... Então não te preocupes, a não ser que faça parte deste honorável grupo...*-*... Parte 3: A (in)sanidade da Dy jamais foi questionada por esta autora....=)... e não desiste não... quem sabe um dia tu consegues???*-*??? Eu vi a Pansy inteligente em algumas fics D/G, mas a personalidade da minha não foi baseada nestas fics. Quanto ao Harry se divertir contigo, bem...u.u... Terás que disputar com a Dy.. Afinal ela tem a preferência por causa do vovô Voldinho e tudo mais, vocês devem se entender... E sei lá...oO... O Harry sente a química pela Hermione, se ele sentirá o mesmo por ti, só o tempo dirá..;P... ahsuahsuashuashuahsuashushuash. Perdão flor, mas a resposta ao comentário é diretamente proporcional ao tamanho deste.. Como pedes perceber, este está sendo tri grandão...=)... Parte 4: haushaushaushaus. Sim, finalmente.... Pena que não conseguistes ser a primeira, mas teus comentários estão sim, muito originais. Cada leitora é única, não generalizo os comentários, mas certos episódios (como a história de não perceberem que o soldado Parkinso era a Pansy...oO... Até agora eu me parabenizo por ter sido tão inteligente a ponto de confundir algumas das mentes mais brilhantes de floreios...*-*). Ainda bem que postaste.. ashushuashaush Eu também detesto desperdícios...=)... Flor, amei cada comentário, espero que as provas tenham sido um sucesso. Eu vi que tinhas muito trabalho pela frente...OO... Mas enfim.. Passei lá na tua fic e estou te acompanhando na campanha, faça seu amigo escritor feliz, comente em prestações....=)... Beijocas estreladas.

Letícia: Obrigada, eu disse na N/A anterior que a lady Cho é necessária.. hasuhasuhasuhasuhas. Mas prometo que ela não colocará os dedinhos dela no Harry tão cedo, talvez, nem tão tarde.. Mas não vamos exagerar. Prometo H/H de agora em diante.. A não ser que nenhum dos dois apareça no capítulo...oO... Eles vão andar meio grudados.. ahsuahsuashuashuash. Beijocas estreladas.

Pah Potter: Fico feliz que o capítulo tenha te agradado..*-*... Desculpa a torturazinha, mas é que certas leitoras do Mal que comentavam a fic sumiram...¬¬... Estou tentando trazê-las para a Luz, sabes como é...=)... Eu demoro geralmente duas semanas para atualizar.. Então estou torturado dentro do prazo...*+*... Beijocas estreladas e aproveite os H’s.

Teresa: Eu sei...*-*... Eu parei no exato momento... E só para torturá-los um pouquinho mais, H/H só aconteceu bem depois do início deste capítulo...*+*... Corvinal do Mal!!!!\o/!!!! hasuahsushuashuash. Olha, eu sei que H/C não é lá muito agradável, mas pensa bem, eu sequer escrevi das intimidades deles...*-*... Só o depois.. ahsuahsuashuashuash. A Mione sentiu o coração saltar uma batida, eu tenho certeza... kkkkkkkkkkkkkkk. O Sírius vai aparecer sim, mas ele não vai se interessar desta forma pela Hermione, até porque.. bem.. isso é segredo..*-*.. Leia os próximos capítulos e entenderá o que eu quero dizer... ashuashuashasuhaush. O Harry vai sim ter trabalho para conquistá-la, mas não tanto.. Eles precisam recuperar o tempo perdido, oras...*-*... Amo os gêmeos e espero que tenha amado este capítulo também... Não é pitaco, são sugestões, e sempre são bem vindas...;P... Beijocas estreladas.

Amor: Chantagem??*-*??? Acho que é um meio coercitivo de análise textual... ahsuahsuashuashuashaushuashaus. Onde comentaste???oO??? Acho que a Floreios engoliu teu coment... u.u... pobre comentário pedido para sempre no limbo da floreios...u.u... ou tu engolistes um capítulo...oO.. Enfim, nada disso vem ao caso...=)... Estou aqui, respondendo ao teu apelo, e atualizando...;P... Estou sendo boazinha, não é verdade????*-*???? Beijocas estreladas.

Alais: eu sei que estás quase de cabelos brancos de tanto estudar... ahsuhasuashuashaushasuh. Então, como garantia de que a N/A tenha teu nominho cá estou eu, ahsuahusahaushasuha. Eu to postando... viu só...=).... Beijocas estreladas e ansiosas pelos teus coments.

Nath: Ah... Uma mudinha!!!*+*!!! Muito obrigada pelos parabéns... E considero um grande elogio saber que os deixo ansiosos pelos próximos capítulos, a idéia é esta..=)... Como tu já deves ter reparado eu procuro postar a cada duas semanas, a idéia de pedir comentários foi apenas para que as leitoras que comentam se antenassem e comentassem o pobre capítulo que ficou prejudicado coma história da floreios sair do ar...u.u.. Mas fico muito feliz que tenha lhe trazido para a “Luz”...=)... Espero que este capítulo tenha te deixado ansiosa também... Beijocas estreladas.

Proserpine: Outra mudinha...*-*... Eu entendo como é a “falta” de tempo (porque a gente não adquire mais ou menos tempo, ele é sempre igual, nós é que nos ocupamos demais). Estas últimas semanas têm sido terríveis para mim também...=)... A Chantagem é uma arte, como diz uma personagem da fic Apollyon, e eu mal comecei a explorar meus limites...*-*.. Fico feliz que adore a fic, e que acertaste muitas coisas, por favor, apenas me responda: Tu também foste enganada com a história do soldado Parkinson???oO??? Só a título de curiosidade é claro. Estou postando dentro dos padrões..=).. Beijocas estreladas e ria muito, porque agora tu estás na “Luz”... ahsuahsuahsuashaushasuh.

Dy-Sumida: Finalmente.. Já estava quase enviando uma equipe de buscas, com o BOPE e sei lá mais quem... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu sei dos espirros.. Mas eles hão de passar.. tudo nesta vida passa...=)... Não teve sabor de morangos de novo...¬¬... Enfim, vai ter, eu prometo que vai... Estou esperando os comentários poderosos...*-*... Pára com esta história, eu só te disse que não precisaria postar se não tivesses feito nadica de nada.. EU QUERO MEUS COMENTS!!!!!! *autora estressada*!!!!! Eu poderia te tirar da minha N/A como resposta a tal ato vândalo e sem coração!!!òó!!!! Ahsuhasuahsuashuash, eu já te disse ontem: não sobrou mandioca pra contar história... ahsuahsuashaushaushaushaushaushasu. Manda um beijão pra tua tia, ela é demais. Beijocas estreladas apenas quando me enviares o resto do comentário...¬¬....

oficial- ricardo: É claro que é chantagem, ainda não sabes que sou uma Corvinal do mal???*-*??? Espero que a chantagem tenha valido a pena. Beijocas estreladas.



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Comentários: 1

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Enviado por shay Granger Potter em 25/01/2015

Que droga! A mione devia ter descido a paulada no Harry uheuheuhe
Adorei a Fanfic 

Nota: 5

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