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18. Azkaban vem Abaixo


Fic: Espada dos Deuses - Episódio 1 Azkaban


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍULO 18: Azkaban Vem Abaixo



Harry assistiu Hermione ser tragada pela gigantesca onda branca e sumir de sua vista, junto de Voldemort. A avalanche ainda demorou uns bons dois minutos para passar. Ele continuou imóvel, alheio ao terremoto que sacudia o templo e ao barulho ensurdecedor da neve descendo abismo abaixo. Continuava ajoelhado na borda do lugar, as mãos pousadas no chão e os olhos vidrados no último lugar em que viu Hermione antes dela desaparecer.

A avalanche terminou e os bruxos puderam respirar um pouco mais aliviados, pois o risco de serem tragados e tudo ir ladeira abaixo havia sumido. O templo até que tinha resistido muito bem. Sirius olhou dos lados como se não tivesse certeza de que tudo aquilo havia acontecido. Lupin foi o primeiro a esboçar uma reação: correr até Harry, contornando com um pouco de dificuldade o lugar, passando pela neve que havia descido. Agora ela tinha formado uma gigantesca "rampa" até o fundo do lugar, que sumia numa imensidão escura, 600 metros abaixo. Hagrid pôs a mão no peito, ofegante, olhando o chão sem parar, e em seguida também correu até Harry, junto de Sirius. Os alunos estavam estáticos no mesmo lugar.

Lupin chegou em Harry:

- Harry?... Tudo bem?...

Harry continuou olhando a montanha de neve que descera pelo buraco escuro, sem mover um músculo. Hagrid e Sirius chegaram.

- Harry? - perguntou Sirius, assustado com aquilo tudo.

O garoto desceu mais o olhar, para as mãos. Os seus olhos se encheram de água e ele parecia se esforçar muito para fazer a voz sair:

- Eu... A perdi... Ela estava... Nas minhas mãos... Mas eu... Eu deixei escapar...

- Harry, eu...

- Como eu pude fazer isso?... Eu deixei ela ser levada...

Sirius pôs a mão no ombro de Harry e tentou consolar o afilhado:

- Harry, você... Fez o que pôde, você agüentou até o...

- Voldemort atingiu o objetivo dele... Ele queria... Ele conseguiu...

- Como?... - perguntou.

- Ele conseguiu tirar Hermione de mim... Ele riu na minha cara...

Em seguida Harry respirou com muita força balançando a cabeça inconformado, tentando engolir o nó que estava em sua garganta:

- Eu perdi minha melhor amiga... E não pude fazer nada...

Em seguida ele juntou toda a força que tinha e com as duas mãos deu um soco no chão, e uma onda de energia azulada percorreu o lugar, como uma série de ondas quando se joga uma pedra num lago, chacoalhando o templo e despregando mais uns montinhos de gelo.

- ISSO É IMPERDOÁVEL!!!!!!!

Hagrid mordeu a boca com força e deu uma audível fungada. Rapidamente passou o braço no rosto para enxugar as lágrimas e falou para Harry, soluçante, mas firme:

- Não se preocupe, Harry, nós vamos achar Hermione...

Nisso Snape, que continuava de braços cruzados próximo aos alunos, sentiu o ar do lugar mudar bruscamente, e olhou para Leah, pouco a sua frente. A energia vinha dela, que estava de cabeça baixa, os longos e negros cabelos lhe cobrindo o rosto, e a espada pendente na mão esquerda. Snape a continuou olhando com demasiada incredulidade, porque notou, era quase imperceptível, mas ela estava tremendo. Mas não era de frio, nem de medo, era de ódio. A energia voltou a se intensificar e Snape deu um passo para trás.

Leah ergueu os olhos estreitados, um lilás muito mais brilhante que o normal, o mesmo olhar que Harry notou quando ela abriu a passagem para o templo. Ela fechou os punhos e segurou a espada com uma força capaz de quebrar a bainha de ferro, e disse entre os dentes:

- Eu não vou ficar aqui esperando pacientemente que o pior aconteça. Ele não vai levar a melhor dessa vez... Eu juro que vou fazer Voldemort pagar muito caro por isso...

E arrancou em uma corrida até a grade do templo. Saltou a grade e pulou em cima da gigantesca rampa de neve. Sacou a varinha e apontou para a montanha ladeira abaixo. Murmurou alguma coisa, e ela praticamente "soldou" a descida, transformando a neve em gelo liso. Antes que saltasse para a pista disse, sem olhar para os demais:

- Quem vem comigo?

E saltou para a pista, deslizando montanha abaixo sem olhar para trás ou esperar a opinião dos outros.

O segundo a saltar para a pista de gelo foi Rony. Ele estava tão cheio de ódio quanto Leah, e ignorou Gina completamente, gritando com ele.

- Eu vou devolver Voldemort pro além-vida PESSOALMENTE, e ninguém vai me impedir de fazer isso! - Disse Rony.

Leah, seguida de Rony, sumiram de vista, deslizando como se estivessem esquiando. Sirius e Lupin se olharam. Hagrid voltou a segurar a besta com firmeza:

- Eu também preciso descer.

- Todos nós vamos. - Disse Sirius, pronto para saltar.



*



Voldemort saiu debaixo da massa branca como um morto vivo que se levanta do túmulo. Chacoalhou a cabeça para tirar a neve e olhou dos lados. Estavam em mais uma galeria de cavernas. Sorriu:

- Ahá... Que ótimo. Estou onde queria estar. Melhor andar logo.

Ele se ergueu da neve e saiu andando por cima dela, olhando para baixo como se procurasse algo próximo. E achou, apesar de não ter nada a vista.

- Ah, você está aí. Saia, não é hora de cochilar. - Ele enfiou a mão na neve novamente e puxou alguém pelo colarinho. Obviamente, Hermione.

Assim que tirou ela do gelo largou seu corpo na neve. Ela estava congelada, a pele branca e os lábios roxos, o corte da testa e da cintura mal sangravam.

Voldemort ainda a examinou minuciosamente, resmungou e abriu a palma da mão em sua direção. Uma esfera amarela luminosa saiu e atingiu Hermione, que quase imediatamente voltou a corar e a ter as feridas cicatrizadas. Uma repuxada na mão esquerda fez Voldemort cruzar os braços bravo e chutar com toda força a menina pelo lado. Hermione gemeu de dor e acordou, mole, como se estivesse dopada. Ela ergueu os olhos e viu tudo aquilo. Pôs-se sentada com dificuldade, olhou as feridas e levantou os olhos para Voldemort, sem entender.

- Você... - Murmurou - Você salvou minha vida?

- Não, eu não salvei sua vida - Respondeu, agachando-se ao lado dela com um malicioso sorriso - Eu apenas adiei o dia da sua morte. E acredite, isso tem uma grande diferença...

- O que você quer de mim? - Perguntou ríspida. Voldemort saiu de cima da montanha de gelo, e ao chegar no chão alguns dementadores surgiram das trevas e cercaram Voldemort. Hermione parou olhando os dementadores. Voldemort suspirou e pôs a Mão na cintura, sem sequer se incomodar com os bichos.

- Eu só quero um favor, senhorita Granger. Não precisa ficar assustada. "Não sou nenhum bicho papão."

Hermione levantou-se, mas ficou onde estava, os punhos fechados, olhando Voldemort sem piscar.

- Eu não vou ajudar você em nada. - Murmurou.

- Ah, não? - Perguntou, apenas olhando para ela, sem virar o corpo. - Tem... certeza?

- Nunca. Você pode me matar, mas eu nunca vou mover um dedo para te ajudar.

- E você realmente acha que se você fizer birra eu vou matar você? Eu não só vou matar você... Como vou subir e acabar com os seus patéticos amiguinhos.

Hermione parou, olhando o bruxo, que de repente sorriu, tendo uma idéia melhor.

- Aliás, eu não vou me dar ao trabalho de acabar com sua asquerosa vidinha não. Vou subir de encontro aos seus amigos... E vou matar um por um. Sirius, lupin, Hagrid... Depois o Weasley, e,claro, não podia faltar, Potter. E vou deixar você, para ficar o resto da vida com esse pesadelo, com a dor de ter perdido todos os seus amigos... Todas as pessoas que mais amava. Uma vida só de sofrimento, uma escolha sua. Seria divertido, não?

Os dementadores começaram a caminhar até Voldemort, que continuou sem mover um músculo. Hermione também não. Eles estavam perto, perto, perto...

- Parem. - Ordenou Hermione, como se aquilo fosse uma apunhalada no peito.

Os dementadores pararam, e Voldemort virou-se gentilmente:

- É assim que eu gosto. - E foi caminhando em frente. Hermione o seguiu, com os punhos ainda fechados.



*



Leah e Rony foram os primeiros a chegarem no lugar. Rony olhou dos lados.

- Onde está Voldemort?! - Perguntou, ofegante.

- Fique quieto. - Murmurou Leah.

- Eu preciso saber onde está aquele asqueroso duma figa...

- Shhhht...

- Eu nunca vu perdoar pelo que ele fez com a Her...

- Eu mandei calar a boca! - Berrou Leah. Rony deu um pulo para trás de susto. Nunca tinha visto a professora daquele jeito. Ela voltou a olhar as pegadas do chão - Ele não matou Hermione. Ela está viva.

- V... Viva?...

- Hum-rum. E, pelo visto, muito bem acompanhada...

Sirius e os outros vieram descendo logo atrás. Draco não conseguiu frear a tempo e carregou Gina a uns bons cinco metros mais para frente. Ela levantou empurrando ele impaciente e mal humorada:

- Mas será possível, seu babaca!?

Draco levantou e continuou com ar de superior, com o cabelinho todo atrapalhado, sem dizer um "A".

- Voldemort levou Hermione - Começou Leah - ele precisa dela para andar em segurança. Ele não parece estar disposto a gastar energia contra dementadores.

- Como?... - Perguntou Sirius.

- Ahm... Deixa pra lá. - Disparou, esquecendo de um mínimo detalhe: ninguém sabia do pacto das duas. - Vamos nos separar de novo.



*



Hagrid e Rony ficaram novamente juntos, dessa vez com Gina e um mal humorado Draco. Não haviam dementadores pelo caminho, e eles apenas se entretiam em andar de um lado para outro nas cavernas. Até que avistaram um salão muito parecido com o do pedestal em forma de garra de dragão. Mas, dessa vez, ele era menor e mais baixo, e no centro dele haviam duas espadas cravadas na rocha. Duas espadas muito bonitas, uma negra e outra azul, um azul petróleo, quase preto também.

- Uau... Exclamou Rony baixinho. - Olhem essas espadas! Será que... Uma dessas é a Espada dos Deuses?...

- Hum... - Resmungou Hagrid, estreitando os olhos e com cara de quem já tinha visto elas antes - não é a Espada dos Deuses, são... As Espadas das Trevas. Uma de um Auror Supremo, outra de um Cavaleiro do Apocalipse...

- Auror Supremo, você disse? - perguntou Rony, com cara de safado - Bem... Então... Acho que não vai haver problema se eu pegar uma delas, não?...

Rony se aproximou das espadas, mas Hagrid parecia preocupado:

- Rony, essas espadas são enfeitiçadas... Elas devem soltar alguma armadilha para a gente se você a tocar...

Rony parou bem em frente às espadas, mas nenhum feitiço o atacou, nenhuma armadilha apareceu. Ele ficou em dúvida qual pegava.

- São muito bonitas. Rá! Se eu fosse pobre ainda... - disse, olhando Draco de esguio - Eu poderia vendê-la e ganhar um trocadinho, mas quem sabe... Colocar ela na parede do meu gigante quarto na mansão Weasley para enfeitar?...

Gina balançou a cabeça resmungando. Draco cruzou os braços de mau humor, Hagrid deu de rir mas segurou. É verdade, com Arthur com um importante cargo no Ministério, eles não eram mais tão pobres assim. Mas não deixaram a Toca de lado. Ainda estavam naquele adorável muquifo.

Rony foi pôr a mão no cabo da espada quando ouviram um barulho que vinha da caverna à frente.

- Ops?... - Murmurou Rony.

Um longo e brando rugido correu o ar. Hagrid apertou a besta com força, Rony ficou estático. Um grande vulto veio se aproximando. Da escura caverna apareceu a grande pata de um gato. Não um gato, um tigre, muito maior do que um normal, parecia do tamanho de um pônei, de um bezerro, e alguém poderia tranqüilamente montar nele. Ele vinha cautelosamente, a cabeça baixa, como se fosse atacar, olhando Rony fixamente.

- Ai... Meu... Pai...

- Não se mova, Rony! - Disse Hagrid, apontando a arma para o tigre - Calma aí, tigrinho. A gente não vai machucar você, mas saia de perto do meu amigo.

O tigre olhou Hagrid nos olhos, para em seguida passar os olhos por Gina e Draco. Draco parou o olhar no tigre e deu um sorrisinho. O bicho voltou a ficar em posição de ataque.

- Acho que ele é o guardião das espadas... - Murmurou Gina.

- Eu tenho um plano. - Disse Hagrid. - CORRAM!!!!

O tigre soltou um grande rugido, e todos os quatro correram para a caverna à esquerda, sumindo de vista.

- Adorei o plano! – Disse Rony, correndo feito doido - Adorei MESMO!

- Foi o único que veio em mente - Disse Hagrid encantado - Eu não ia matar aquele animal, ele era lindo!

- Hagrid - Disse Gina ofegante - Você e sua mania de animais grandes e assassinos... Ainda vamos nos ferrar com isso...

- Ninguém reparou o porquê do tigre estar tão bravo? - Murmurou Draco, correndo pouco atrás. - Era uma fêmea.

- Aquela caverna junto às espadas devia ser a ninhada dela. - Concluiu Hagrid, olhando para trás, correndo na frente. - Uma jogada esperta de quem a colocou lá para guardar as Espadas, não?

- Fêmea? - Exclamou Rony - Com um a pata e uma boca com dentes daquele tamanho... Quem se importa se é macho ou fêmea?

- Quero voltar lá depois pra pegar um filhote. - Disse Hagrid.

- Nem vem - Pediu Gina.

Ao fazerem uma curva deram de cara com os outros.

- Algum problema? - Perguntou Sirius.
- Não - Disse Hagrid.
- ...Não?... - Gemeu Rony, parando e apoiando-se nos joelhos para pegar ar.
- Encontramos as Espadas das Trevas - Confirmou Hagrid. - de onde nós viemos.
- As espadas... Das trevas? - perguntou Sirius, espantado. Ele virou-se para Leah, pouco atrás. - Vamos lá.
- Bem, mas tem um gigantesco tigre guardando as espadas. - Continuou.
- ...Tigre? - perguntou Leah.
- É. Um tigre. Enorme! - Murmurou Rony.
- Vamos buscar as espadas, Sirius,.. - Disse Leah, passando a frente e indo para o lugar de onde os quatro vieram correndo.
Sirius confirmou com a cabeça. Os outros os seguiram.
Ao chegarem no lugar, Sirius e Leah abriram um largo sorriso.

- As Espadas das Trevas... - Disse Sirius, encantado - Puxa... Há quanto tempo não as via...

Leah apenas confirmou com a cabeça. Ela olhava a mais escura, Sirius, a azul petróleo. Os dois foram até elas.

- Mas... Cadê o tigre? - Perguntou Rony, escondido atrás de Hagrid.

- Que tigre? - Resmungou Harry, sem acreditar na história.

- Aquele tigre - Sorriu Hagrid, apontando a besta para a caverna de onde o tigre saia novamente.

O animal mais uma vez veio próximo dos bruxos, mas Leah e Sirius não recuaram. Ele os olhava fixamente.

- Muito bem... Tigre - Disse Leah, olhando o bicho fixamente - Estas espadas que estão na nossa frente... São minha e de Sirius Black. Agora com licença, nós temos de pegá-las antes que Voldemort as encontre.

O tigre pareceu abrir mais os olhos ao escutar o nome de Voldemort, e mexeu as orelhas. Soltou um breve rosnado e se sentou.

- É isso aí. - Sorriu Leah.

Sirius e Leah ficaram de frente para as espadas. Harry e os outros ficaram apreensivos.

- Depois de tanto tempo... - Murmurou Sirius.

- Sem lamentações, homem. - Resmungou Leah - Agora estas duas espadas vão servir ao mesmo lado. A não ser que Voldemort consiga as demais antes de nós, temos uma leve vantagem em relação a ele.

Em seguida os dois bruxos respiraram fundo olhando as espadas, para, em seguida, as segurarem pelo cabo ao mesmo tempo.

- Pronta? - Perguntou Sirius, ansioso.

- Há muitos anos.

Os dois puxaram as espadas. Elas saíram sem nenhuma dificuldade, e ao romperem a ligação com o altar, uma grande onda de energia azul e preta correu toda a caverna, varrendo todos como um vendaval. A energia se dissipou e os dois guardaram as espadas numa bainha. Leah virou para Sirius.

- Pronto, nossas amiguinhas estão conosco.

- Sim. - Confirmou com a cabeça. - A partir desse momento eu voltei a ser Sirius, o segundo Auror Supremo.

- É. A partir de agora, eu sou Leah, primeira Cavaleiro do Apocalipse. Rá-rá. Ainda sou melhor que você.

Leah abriu um simpático sorriso e Sirius fez o mesmo, esticando a mão para ela:

- E, desta vez, jogamos do mesmo lado. Não jogamos?

Leah ainda o olhou, olhou a mão dele. E apertou fortemente, confirmando:

- Sim. Jogamos.

O tigre deu um grunhido olhando os dois.

- Agora, poderia nos mostrar onde encontramos a Espada dos Deuses?

O tigre virou-se e desapareceu de vista, correndo para a caverna de onde havia saído. Os bruxos se olharam.

- Vamos? - Perguntou Leah.

- 'Bora. - Disse Sirius, correndo na frente. - A bola de pêlos está do nosso lado.

- Não, só acho que ele pensa que a espada está melhor em nossas mãos do que nas de Voldemort.



*



- Ah, que bom que te achei. - Resmungou Voldemort, chegando atrás de Hermione, que estava sentada na base da estátua de um dragão. - Pare de sumir da minha vista. Você não acha que poderia escapar de Voldemort, acha?

- O trato foi vasculharmos o lugar. Não necessariamente juntos. E não tem mais dementadores por onde passei.

- Ótimo, mas se você não sabe, Leah e Sirius acabaram de recuperar as espadas das trevas. Isso pode atrapalhar meus planos se não pôr a mão na Espada dos Deuses logo.

- Se você acha que eu vou deixar você pegar essa Espada e ir embora facilmente está enganado. O combinado só se restringe aos dementadores.

Voldemort ergueu ao olhar e o estreitou, focalizando os olhos de Hermione. E deu uma risadinha abafada, como se estivesse adorando aquilo tudo. Hermione ergueu-se e foi em direção a uma outra caverna.

- Agora, com licença, tenho mais o que fazer nesse lugar.

- Isso vai ficar mais divertido... - Sorriu Voldemort, dando também as costas e se afastando.



*



Harry sentiu uma pontada na cicatriz.

-AI!

- Harry? - Parou Sirius. - Sua cicatriz?...

- Maldição...

Harry esfregou a cicatriz e lançou um olhar para uma das bifurcações do lugar, uma estreita caverna, que Hagrid teria de andar quase de quatro para passar. Sem pensar ou dizer nada, ele saiu em disparada por ela. Sirius não teve tempo de agarra-lo.

- Harry, espere!

- Vamos atrás dele, ele deve ter sentido a presença de Voldemort. - Disse Lupin.

- Snape, fique com Draco e procurem em outro lugar - Disse Sirius, indo para a estreita caverna.

Snape fez cara de quem comeu e não gostou, mas ficou com Draco. Harry corria sem parar, costurando entre as várias quebradas e passagens da estreita caverna. Às vezes ele achava que não iria caber lá dentro. Quando viu uma luz no fim da passagem, ele apertou o passo. Mas, de repente, alguém escondido num vão mínimo da caverna o agarrou e o puxou para dentro, tampando sua boca e o apertando contra a parede.

- Shhhh... - Fez Hermione, com o dedo na boca. - fique quieto.

Não precisou mandar, ele ficou em estado de choque ao vê-la. Por causa do escuro ela não desconfiou, e continuou olhando a passagem, ainda da pequena gruta.

- Tsc. - Resmungou, olhando os lados. - Não é tão fácil enganar aquele imbecil do Voldemort. Parece que... Que ele sabe onde eu estou...

De repente lhe veio um leve desespero. E se ele soubesse?... Se ele, não se sabe como, soubesse do pacto com Leah? E se ela tivesse a ligação que Voldemort tem com os outros Comensais, sem saberem de nada? Se o plano de Leah tivesse dado errado e ele soubesse? Seria perigoso. Hermione deu um longo suspiro pondo a mão na parede e olhando o chão desanimada.

- Droga... Ele não pode conseguir o que quer...

Hermione voltou e ergueu os olhos para Harry. E sentiu um frio correr na espinha ao ver Harry. Parecia que ele tinha morrido olhando para ela, porque ele não se movia, estava boquiaberto. Ela ficou muito sem graça.

- Que... Que foi?...

- Você... Está viva.

- Hum... Estou...

- De verdade.

- Mas é claro, Harry...! - Foi aí que caiu a ficha dela: ela havia sido tragada pela avalanche, e tinha se ferido profundamente. Harry e os outros provavelmente achavam que ela estava morta debaixo da montanha de neve. - Ah, bem... Digamos que...

Harry então soltou a respiração, que havia prendido desde a hora em que a viu bem, e ficou aliviado.

- Estou bem, tá vendo? - Disse Hermione, tentando encurtar o assunto, puxou Harry pela mão - Então vamos, acho que o pessoal se perdeu nesse labirinto.

Foi aí que Harry viu o que havia no fim do labirinto estreito. Mais um salão.
Mas dessa vez esse salão não era qualquer um. Havia o pentagrama, havia o altar, cinco entradas vindas de cavernas circulando o lugar. Dessa vez seis grandes colunas, grandes pilastras sustentavam toda a estrutura do templo, toda a estrutura de Azkaban. Era o coração do lugar. No centro do altar uma estátua de um dragão sentado, de três metros de altura, e, em suas patas, uma linda espada verde em forma de cabeça de dragão.

Harry e Hermione desceram as longas e rasas escadas até o centro do lugar, encantados com tudo. Era muito claro lá dentro, apesar de ser bem fundo. Pelas paredes inscrições e gravuras. Hermione deu um passo à frente de Harry, examinando todo o lugar.

- Uau... Esplêndido... Esse salão... É o sustento de toda Azkaban... Essas colunas...

- Parece que tudo foi construído em cima daqui. - Disse Harry.

- Azkaban e o templo é um gigantesco funil. Se essas colunas quebrarem, tudo vem abaixo e a gente fica soterrado. - Ela sorriu e pôs a mão na cintura - E, realmente... Não é uma situação muito agradável.

Hermione foi rir, mas ficou apreensiva ao lembrar o que Harry podia ter passado. Afinal, foi das mãos dele quem ela escapou, e deve ter sido horrível ver um amigo ser praticamente morto nos seus olhos. Ela virou o rosto para ele e Harry mantinha os olhos no chão e os punhos fechados, como se culpasse a si mesmo.

- Ei, Harry... Eu esqueci de te agradecer... Você salvou minha vida.

- Salvei?... - Resmungou Harry, olhando o chão - Era para você estar soterrada debaixo daquela montanha de gelo agora. Eu sou um imprestável...

- Não diga disso! Olha, eu estou bem, estou viva, olhe só - Disse, balançando as mãos - Assim não está bom? Eu dei sorte, muita sorte mesmo.

Harry ergueu os olhos para ela, que sorriu mais uma vez.

- Se quer saber, foi graças a você sim que estou viva. Você me segurou tempo suficiente para a neve não pesar muito e eu não ficar muito por baixo dela. Se eu tivesse caído sem que você me segurasse eu morreria, sem sombras de dúvida. Acho que você já pagou a sua dívida lá do trem fantasma.

Harry ficou olhando Hermione com um tímido sorriso, sem saber o que dizer. Era bom vê-la tão bem depois de tudo aquilo. Ela deu as costas e olhou a estátua do dragão. Harry a puxou pelo pulso.

- Que foi? - Perguntou Hermione, olhando o amigo.

- Será que... Eu posso de dar um abraço?

- Como?... - Ela não esperava por aquilo, mas deu de ombros e sorriu meio se jeito - Bem... Como queira...

Harry passou os braços por baixo de Hermione e abraçou com força, pousando o rosto em seu pescoço, respirando aliviado.

- Você não imagina com eu fiquei assustado... Quando Voldemort tirou você das minhas mãos e desapareceu de vista.

- Acabou tudo bem, Harry, não precisa se preocupar. - Disse, passando a mão nas costas de Harry, achando graça na preocupação do amigo. Harry suspirou longamente e se aninhou mais nos braços de Hermione.

- Eu nunca irei me perdoar se Voldemort mais uma vez tocar em alguma pessoa com quem eu me importe.

Hermione afastou Harry e pôs a mão em seu rosto, rindo:

- Não se preocupe, menino, da próxima vez eu prometo que irei saber me defender e vou dar uma coça naquela coisa asquerosa. Agora vamos pegar essa espada e ir para casa.

Ela deu as costas e se aproximou da espada.

- Será que não tem nenhum feitiço? - Perguntou Harry, afastado da estátua.

- A gente só vai saber se pegá-la - Riu, esticando a mão. Quando foi tocar nela...

- Ora, onde fica o nosso trato, Granger?

Os dois ergueram os olhos. Voldemort dava as caras, na frente deles, vindo de uma caverna, de braços cruzados. Harry fechou os punhos e cerrou os dentes ao vê-lo. Hermione ainda ficou olhando Voldemort sem saber o que fazer. Ele a olhava fixamente. Então ela respirou fundo:

- Sinto muito. Nosso trato está desfeito. Agora.

E pegou a espada. Voldemort descruzou os braços, mas antes que levasse a mão para pega a varinha, Hermione, com a espada nas mãos, deu um salto para o lado.

- Expelliarmus! - Harry havia puxado a varinha e lançado o feitiço. Hermione desviou, e Voldemort foi jogado de costas na caverna de onde viera. Ela correu de encontro a Harry. Voldemort se levantou.

- Maldita garota... Já havia previsto sua atitude. Agora... Vocês acham que vão conseguir se livrar de mim?

- Eles não, mas nós temos certeza que sim. - Era Sirius, chegando no lugar acompanhado de Lupin.

Voldemort ficou muito bravo, tudo indicava que o seu plano havia falhado.

- Me dê essa espada, garota! - Gritou olhando Hermione - Você não pode usá-la! Você não teria coragem de libertar a maldição!

- Eu não vou usá-la e muito menos dá-la! - Resmungou, segurando a espada firme nas mãos.

- Vocês estão pedindo... - Murmurou Voldemort. Imediatamente dois pilares explodiram, obrigando os bruxos a saltarem para o chão.

- Ele vai destruir a sustentação! - Berrou Lupin.

Voldemort saltou até Hermione, que se ergueu em meio a poeira, correndo para o outro lado. Voldemort fez um movimento com as mãos e ela tropeçou em alguma coisa invisível, fazendo a espada cair para longe de seu alcance.

- Ah, droga! - Ela foi se levantar, mas Voldemort foi mais rápido e a ergueu pelo colarinho. Todos se puseram de pé.

- Ninguém se move, ou sobra para a menina aqui - Disse Voldemort. Mais uma vez ela estava nas mãos dele, e Harry não pareceu contente.

- Largue ela, Voldemort! - Berrou. - É a mim que você quer!

- Você? - Riu Voldemort - Quem disse que eu quero você?

- O quê...?

- No momento necessito de algo que pertence a esta garota aqui.

Hermione segurou o braço de Voldemort sem saber o que fazer. Ele a olhou sorrindo:

- Não preciso mais de você. Agradeço os serviços prestados.

Com a outra mão, Voldemort segurou o rosto de Hermione no ar, com força. Ela gemeu tentando tirar a mão dele, mas não conseguiu.

- Largue-a agora! - Gritou Harry, avançando em Voldemort. Mas ele trombou em uma barreira invisível. Até Sirius parecia impotente.

Dos dedos da mão de Voldemort saíram uma série de raios azuis, como se sugasse algo do corpo inteiro de Hermione, ao mesmo tempo em que a eletrocutava. Ela agarrou o braço dele com força, gritando de dor.

- Hermione! - Berrou Harry, esmurrando a barreira.

- Ele está tirando toda a energia dela... - Murmurou Lupin.

- Maldito... - Sirius sacou a espada e destruiu mais três colunas. Todo o teto rachou e começou a ameaçar a ruir. Mesmo assim ele não parou. Os gritos de dor de Hermione atraíram Leah, que parou abruptamente na porta ao ver o que Voldemort fazia.

- Ah, não... - Murmurou.

De repente Voldemort parou. A barreira foi desfeita, mas ninguém se moveu. As mãos de Hermione escorregaram dos braços de Voldemort. Ele sorriu em êxtase.

- Aaaahhhh... Isso foi maravilhoso...

O bruxo largou o corpo de Hermione no chão, e ela caiu mole, desfalecida aos pés de Voldemort. Ele olhou as mãos, animado.

- Agora sim... Vai ficar divertido. LEVANTEM-SE!

Voldemort fez isso e fez um gesto. Imediatamente dementadores surgiram do chão, cercando todos.

- O que ele fez?... - Murmurou Sirius.

- Isso é mal... - Murmurou Leah.

- Acabem com eles - Disse Voldemort - Enquanto eu pego a...

Ele olhou em volta e não viu nada. E ficou muito mal humorado.

- Onde está?! Onde está Espada dos Deuses?! Vocês a pegaram!

Os bruxos se olharam, ninguém havia tocado na espada. Ela simplesmente... Desapareceu do lugar.

- Acho que ela não está a fim de fazer parte da sua coleção! - riu Harry.

- Moleque, você vai... - Resmungou Voldemort cheio de ódio, avançando em Harry.

Leah apareceu na frente dele. Eles se encararam um instante.

- É a vez na nossa festa, Lorde Voldemort. Flippendo!

A explosão laranja jogou Voldemort longe, quebrando a penúltima coluna de sustentação. Só faltava a última, próxima à estátua do dragão. Leah aprontou-se para sacar a espada.

- Saiam daqui, eu cuido dele! - Ordenou.

- Não vamos deixa-la sozinha! - Disse Sirius.

- Vão logo, rápido! Encontrem Hagrid e os outros, Sirius! Eu vou logo atrás e levo Hermione!

Sirius ainda hesitou. Mas Lupin o puxou pelo casaco.

- Vamos confiar nela.

Ele suspirou fundo e ordenou que Harry os seguisse.

- Na caverna onde vocês me encontraram, à esquerda, há uma grande escadaria que sobe direto para Azkaban! - Gritou Leah - subam por lá!

Os outros correram para a caverna. Voldemort ficou muito bravo.

- Ninguém vai sair vivo daqui! - E atacou o último pilar. Antes que atingisse, Leah defendeu o ataque, fazendo o feitiço ricochetear pelo salão.

- Eu Não vou poupar você dessa vez, Leah. - Murmurou Voldemort.

- Eu também não tenho essa intenção. - Disse Leah, disparando em um battoujutsu, sacando a espada - Agora, desapareça! Expelliarmus!

Voldemort saltou.

- Você está lenta. - Disse - e eu sei porquê.

Leah parou assustada ao ouvir as palavras e levou um golpe no pescoço, caindo de cara no chão.

- Isso quer dizer que você não é mais párea para mim. - Sorriu.

- Tem certeza?... Patronus Totalus!

O feitiço de Leah fez seu corpo explodir em uma gigantesca energia branca, como um patrono. Voldemort recuou, com a vista embaçada, e Leah ergueu-se com a espada nas mãos.

- É hora de dar tchau, Voldemort! - E golpeou o último pilar.

A estrutura inteira do lugar começou a ruir.

- Maldição! - Gritou Voldemort, olhando o teto vir abaixo. Em seguida olhou Leah carregado de ódio - Você ainda vai me pagar caro por tudo isso, mulher! Escreva o que estou te dizendo!

- Vou esperar ansiosa por isso.


*


Harry, Lupin e Sirius corriam escada acima. Fazia uns cinco minutos que eles só subiam, as pernas já doíam e a caverna estremecia, caindo aos pedaços.

- Espero que Leah e Hermione saiam logo daqui! - Disse Lupin.

- Elas vão sair. - Disse Sirius - elas têm que sair.

Chagaram ao fim do corredor. Uma grande rocha havia caído do subsolo e tampado a saída.

- Ah, não... E agora? - Murmurou Sirius, pondo-se a empurrar a gigantesca pedra.

Alguns instantes depois e ela se moveu com extrema facilidade.

- Mas... - Perguntou Lupin.

- Alô - Disse Hagrid, puxando a pedra do caminho. - Vamos sair daqui?

Os três se juntaram a mais Gina e Rony. Não tiveram tempo de se falar, tinham que correr logo. Sirius ia guiando todos pelo subsolo. Em pouco tempo estavam de volta ao saguão de entrada. Mas outra surpresa desagradável os aguardava: uma dezena de dementadores cercava a saída.

- Mais essa? - Murmurou Lupin.

Mas no mesmo instante, vindo do lado de fora, um grande flash branco iluminou o saguão, fazendo os dementadores sumirem. Para espanto de todos era Snape e Draco, esperando por eles no portão de entrada.

- Saiam logo, ou virarão purê de batatas. - Resmungou Snape.

Todos saíram, enquanto Azkaban desmoronava. O terremoto chacoalhava o chão, toda a estrutura afundava no lugar, uma gigantesca nuvem de poeira se erguia.

Azkaban vinha abaixo. Desaparecia de vista, deixando apenas a montanha de cascalho no lugar. A poeira se confundia com a névoa do lugar, já era noite, e a lua crescente iluminava tudo.

Sirius olhou o lugar, ofegante:

- Leah... Ela não saiu... Será que ela...?

Todos ficaram em silêncio olhando entre a nuvem de poeira.

Foi quando um vulto apareceu, saindo do que restou de Azkaban. Era o tigre, arrastando Leah do meio dos escombros. Ele chegou até os bruxos e deixou ela no chão, desacordada, com o corpo imundo de poeira e toda arranhada e cortada. Lupin a ergueu:

- Ela ainda está viva... Só machucada...

Harry ergueu os olhos para o tigre:

- Hermione. Onde está Hermione?

O tigre ergueu os olhos para ele. Rony olhou Harry.

- Diga que ela conseguiu sair... Por favor...

O tigre ergueu o nariz no ar e farejou. Olhou para Azkaban e saiu correndo, contornando o que sobrou da gigantesca prisão. Harry correu atrás, seguido de Rony e dos outros.

Demorou um pouco para que chegassem ao lado oposto a Azkaban. Em meio às arvores retorcidas e a uns vinte metros dos escombros do lugar estava Hermione, recostada em um tronco de árvore, também muito suja. Harry agachou-se ao lado dela. Lupin também se aproximou.

- Ela está bem. - Disse Lupin, respirando aliviado. - mas, assim como Leah, está desacordada.

- Como ela saiu? - Perguntou Rony.

- Olhe! - Disse Sirius, olhando os pés de Hermione - Há uma trilha vindo de lá do meio das ruínas. Ela foi arrastada até aqui.

- Onde está o tigre?... - Perguntou Harry, olhando os lados. Não havia nada em meio a penumbra e às arvores retorcidas.

- Bem... - Disse Hagrid - Acho que nossa outra garota cumpriu seu dever. Protegeu o templo de Voldemort. Não ficamos com a Espada dos Deuses. Mas ele também não.

- É... - Disse Sirius, erguendo-se, com Leah nos ombros.

Todos se levantaram. Lupin pegou Hermione.

- Trabalho feito. - Disse - Podemos voltar para casa. Quem sabe no próximo Templo? O problema vai ser achar.

- Não se preocupem, eu resolvo o patético problema de vocês. - murmurou Malfoy. Todos o olharam, e Snape murmurou:

- Enquanto vocês quase se matavam eu e Malfoy achamos coisinhas muito interessantes pelo lugar... Vocês vão gostar. Agora vamos.

Todos os bruxos deram as costas, rumando para o porto abandonado de Azkaban. Harry e Rony ainda ficaram parados, olhando as árvores retorcidas. Rony ergueu o braço e gritou, dando tchau para a escuridão.

- Obrigado pela ajuda, tigre! Você foi um grande amigão! De verdade! Valeu por tudo! Adeus! - Rony virou-se rindo para Harry. - Eu gostei dele. Dela, quer dizer. De verdade. Pena que ela não quis vir conosco. Adoraria ter um tigre no lugar de um rato. Pelo menos ela iria devorar o chato do bichento.

Harry riu e olhou a escuridão novamente, sorrindo.

- Alguma coisa me diz... Que ainda vamos nos reencontrar. Quando isso acontecer, eu quero agradecer pessoalmente pela sua ajuda, tigre.

-Você não vem? - Berrou Rony, já lá da frente, junto dos outros bruxos, entrando nos barcos que usaram para chegar à ilha da prisão.

Harry deu as costas, pondo as mãos no bolso, andou alguns passos e virou o rosto para a escuridão pela última vez.

- ...Mas enquanto esse dia não chega, ‘tigra’... Eu só lhe deixo meu "Até logo".

E se afastou do que sobrou da famosa prisão de Azkaban.



Espada dos Deuses

Episódio I: Azkaban

FIM


*******



N.A1 : Muito bem, chegou a fim a primeira fic das 5 fics da série Espada dos Deuses. Se você leu até aqui, MUITO OBRIGADA. Se você leu, gostou, e quer continuar, nos vemos no próximo Episódio da fanfic. Se você leu e não quer continuar, eu agradeço por ter vindo até aqui, e lamento não ter lhe agradado. =)

N.A 2: Eu muitas vezes pensei em nõa publicar a fic aqui, e volto a pensar se vale a pena continuar. Primeiro, porque eu sou HHr, e tanto o Potterish quanto a Floreios e Borrões são sites voltados unicamente pros 'cannon'. E não há nenhuma fic HHr que tenha realmente peso, exceto a Perfeito e Proibido, que está parada em sua revisão há séculos, infelizmente.

N.A 3: Ainda que eu seja HHr antes de tudo o que tem na série Espada dos Deuses é aventura e ação, romance é só um tempero a mais, e ele ainda nem apareceu. Na Quadribol começa a surgir o romance, mas ainda assim quem protagonisa ele é Gina (mas NÃO é com Draco). O problema é que hoje em dia o que está em alta são fics de shippers bizarros, ou, como aqui é forte o cannon, o que faz sucesso são as RHs e HGs, sempre com NCs.

N.A 4: Isso hostiliza bastante a minha série, porque hoje em dia o pessoal não tem a mesma mente aberta que tinham antes, na época do livro 4, que foi quando comecei a publicar a EdD. São poucos os RHs e HGs que lêem uma fic que não seja do seu shipper, bem como é difícil ter um HHr que leia fic que não tenha desde o começo um romance entre Harry e Hermione.

N.A 5: Claro que, se você leu a EdD Azkaban até aqui, e está querendo continuar a ler a série, obviamente que você não se encaixa na maioria de hoje! Entãoa, eu espero sinceramente continuar agradando. Ou ainda, se você for um leitor mais fanático, mas que ainda assim quer continuar lendo a EdD e descobrir que gostou dela msm sendo diferente do que você sempre gostou, eu também foi ficar muito feliz, porque eu não quero "converter" ninguém, apenas agradar com uma fanfic legal. Ok?

N.A 6: Então, até o próximo Episódio, quem sabe! =)

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Comentários: 1

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Enviado por meroku em 15/11/2012

AAAAAAADDDDDOOOORRREEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sua fic foi 1000!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
to doida pra ler o proximo episodio da EdD!!!!!!!!!!!!!!!  

Nota: 5

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