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3. O Primeiro Passo


Fic: O Mistério dos Sonhos.


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Capítulo 3 - O Primeiro Passo.


O silêncio, só era interrompido pelo barulho do malão, sendo arrastado pelos degraus da escada. Os dois não trocaram uma palavra sequer desde a chegada a pousada.
Estavam confusos, e presos demais em seus próprios pensamentos, para tentar conversar, ou mesmo voltar brigar.
Malfoy se adiantou a recepção e fechou sua estadia, não demorou muito e os dois já se encontravam a caminho da casa de Hermione, mais uma vez.
O loiro ia logo atrás da castanha, arrastando o próprio malão e observando o nervosismo da garota.
“Umff... Não sei porque estou tão preocupado. Ela parece mais perturbada do que eu.” , pensou com um pequeno sorriso.
A garota o mirou desconfiada, Malfoy sorrindo era para ela, sempre, um mal sinal.
- Perdi alguma coisa? – perguntou sarcástica.
- Além da dignidade, inteligência e beleza...Nada que eu saiba. – disse ele fingindo seriedade
- Há...Há...Há... – ela riu sarcástica.
- Me desculpe. – ele disse em um meio riso.
Ela o encarou erguendo a sobrancelha em desconfiança. “Desculpa” não era uma palavra muito presente no vocabulário do sonserino.
- Não, é sério. Não quis ofender. – ele disse, sem mais rir.
Ela o mirou desconfiada, ele apenas sorria.
- Ok, tudo bem. – disse voltando se para frente.
- Só tentei ser sincero. – o loiro soltou, voltando a rir.
A menina o mirou sem palavras... “Como consegue ser tão insuportável???”.
- Ahhh... Não vou perder meu tempo com você! Mesmo, porque não vale a pena. – ela voltou sua visão para o caminho, enquanto o garoto tentava abafar os risos.
- Não sei porque está tão zangada. Achei que defendesse a sinceridade e a liberdade de expressão de qualquer ser. – dizia ele com um semblante sério.
Estava logo atrás da garota, e com o peso do malão, apertava o passo para alcança-la.
- Ahhh... Você Malfoy?... Um ser sincero? – ela riu-se. – Eu mal te considero um ser.
O loiro incomodou-se com o comentário feito, e com as risadas que a castanha soltava. Subitamente parou de caminhar, e estacionou o malão ao seu lado. A garota notou a ausência do som dos passos do sonserino, então virou -se para ele.
- Ahhh...Qual é o problema Malfoy? Magoou? - exclamou, sarcasticamente, a menina.
- Não Granger. Só fiquei me perguntando... Quem é você para me falar de sinceridade?
A garota congelou. Não sabia ao certo se com a pergunta, ou se com o olhar do garoto, que era frio e acusador. Não compreendia do que ele falava, e demorou, para recompor-se e dirigir-se ao loiro.
- O que quer dizer Malfoy?
- Quero dizer... Que estou realmente curioso em saber, em que momento você iria me contar sobre a futura visitinha do Weasley?
Ela calou-se. Não conseguia acreditar no que ouvia.
“Se ele sabe... O que está fazendo aqui?” . – pensou exasperada.
- Ele vem te buscar amanhã...Não vem? – interrogou- a, atrapalhando os pensamentos de Hermione.
- Bem... Ele...
- O que pretendia fazer Granger? Me entregar? Se vingar de mim? – ele dizia com raiva.
- Eu... Eu... Não pensei ao certo. – sussurrou envergonhada.
Não sabia o porquê, mas... Sentia vergonha de sua atitude.
- Você é patética. – as palavras saíram com nojo da boca de Draco.
Hermione sobressaltou-se. Como se de repente tivesse lembrado com quem estava falando. Toda sua vergonha sumiu, e já não sentia peso algum em sua consciência.
A raiva tomou conta da garota. Já não agüentava, tanta pressão. Os problemas, a futura partida em busca dos Horcruxes, a guerra iniciando, os sonhos estranhos... E agora, Malfoy. Ela estorou... E soltou toda a sua fúria.
- Patética... Eu?! Ora, Malfoy...E você? Foi traído por todas as pessoas que te conheciam! Não pode confiar em ninguém. Não tem nada. Vive de sorte, e da caridade dos outros que não te conhecem. Se julga tão esperto, mas foi passado para trás por todo mundo. É tão tolo, que sabia do meu plano, e mesmo assim se enfiou em minha casa, se eu nem me esforçar para isso. Acha mesmo que eu sou a patética?!
Ela havia dito tudo muito rápido, mas Malfoy pode captar cada palavra. E pode também sentir a vergonha e dor que cada uma trouxe para si.
Os dois se encaravam, com um misto de sentimentos.
Raiva...Vergonha...Rancor...Ódio. E um outro,que nenhum dos dois soube reconhecer.
Malfoy procurava em sua mente, algo que pudesse livra-lo da humilhação. Não podia ficar calado, e engolir as ofensas que a menina lançará. Entretanto, por maior que fosse o seu esforço...Ele nada encontrava.
Ele recordou de suas brigas anteriores com a castanha... Ela sempre o derrotara.
Tinha sempre uma resposta para cada ofensa que ele fazia. Ele normalmente desviava-se a xingando de “sangue-ruim”. Porém, isso não bastava dessa vez.
Ele sorriu anormalmente conformado.
- Umff... É sempre você não é Granger?
A garota o encarava sem compreender.
Estava com a respiração exaltada, devido a rapidez com que falara. E agora, se repreendia internamente, vendo o estrago que suas palavras causaram no íntimo do sonserino.
- Malfoy...Eu...Não tive a intenção. É que...Você ...
- Não precisa se explicar. – ele a interrompeu. – Não quero suas desculpas. Posso ter caído... Mas, ainda tenho meu orgulho.- ele disse sem focar os olhos da castanha, que neste momento, estavam petrificados. – Além disso,... – o loiro voltou a falar. - ...tudo o que disse é verdade. Não há porquê negar.
O silêncio permaneceu entre os dois.
Malfoy remoia-se por dentro, com a vergonha que passara. Enquanto, Hermione se sentia cada vez mais culpada pelas palavras que usara.
Demorou alguns minutos para que Hermione tentasse quebrar o silêncio. Quando ela falou, sua voz era clama e lenta... Como um sussurro apaziguador.
- Eu... Realmente, não. Não pensei no que fazer. – ela dizia seriamente. – Desde o momento em que você apareceu que... Eu venho tomando atitudes rápidas e... Sem pensar. Eu... Não planejei tudo isso. – ela disse, como se pedisse desculpa.
O garoto a mirou nos olhos após muito tempo. Podia ver algo diferente... Uma espécie de sentimento. Não era a comum raiva ou o tão normal ódio. Não era pena ou dó. Era algo que ele não conseguia reconhecer, mas ansiava em saber o que era.
Sem chegar a conclusão alguma, ele se pronunciou interrogativo:
- Você quer dizer que agora... Pensando com calma... Você não me entregaria? Tomaria uma atitude diferente?
A castanha tentou pensar sobre o assunto, mas antes que conseguisse, a resposta saiu. Espontaneamente. Acompanhada por um sorriso involuntário.
- Por que não?
Malfoy não compreendia. O que a castanha pretendia? Ela não poderia ajudá-lo! Jamais faria isso! O que ela queria afinal?! Faria parte de seu plano parecer amigável?
Ele não conseguia tirar os olhos dela. Estava por demais surpreso com tal resposta. E totalmente encantado, com o lindo sorriso. Um sorriso puro... Sincero.
Ela não poderia fingir aquele sorriso... Poderia?
Ele avançou até a garota, abandonando o malão. Chegou o mais perto possível, desmanchado o sorriso da garota que se espantou com tal proximidade.
- O que você vai fazer Granger?
- Como... Como assim?
- O que vai fazer a meu respeito? Não vai me entregar?
- Eu... Eu não sei Malfoy.
- O que você quer fazer? – ele dizia cada vez mais próximo. Como se tentasse manipular a garota.
Entretanto, esta não era tão ingênua quanto aparentava. Afastou-se do loiro, logo que este pronunciou a última frase. Virou-lhe às costas e se recompôs, tornando a mira-lo alguns segundos depois, de forma decidida.
- Em meu íntimo... Minha real vontade era te entregar. – disse pausadamente. – Mas, não a Ordem. A Voldmort. – disse, enquanto estremecia levemente. – Ele o trataria como realmente merece. – ela finalizou, ainda encarando o rapaz, que se encontrava petrificado com tais palavras.
Ele virou as costas para ela e encaminhou-se em direção ao malão, parando somente quando a voz da menina voltou a soar em seus ouvidos.
- Contudo... No momento... – ela dizia pausadamente. – Não acho que seja o que merece.
Ele virou-se rapidamente para ela, porém não tomou nenhuma iniciativa.
Seu cérebro demorava a processar tal informação. E ele se recusava a tomar qualquer atitude que pudesse estragar o que ele acreditava ser... Uma chance?
- O que mereço? – ele perguntou com cautela e sem sarcasmo.
Hermione segurava-se por dentro. Estava louca para sorrir.
Nunca vira Draco Malfoy tão desnorteado e confuso. A não ser em uma certa ocasião em seu quarto ano, quando o professor Alastor Olho-Tonto-Moody o transformara em doninha, na frente de todos os alunos. Bem no meio do Salão Principal.
- Talvez, uma oportunidade para mudar. – ela dizia. Contendo um meio sorriso nos lábios.
- Acha que poderia me arrumar essa oportunidade? – o loiro perguntou. Ainda preocupado em não nem demonstrar desespero, nem arrogância.
- Se você estivesse disposto a mudar. Talvez, eu pudesse sim te ajudar. – disse a castanha, que já não sentia vontade alguma de rir. Uma vez que sentira a firmeza e a maturidade na voz de Malfoy.
- O que poderia fazer por mim? – ele disse se aproximando novamente. Dessa vez, sem nem ao menos reparar nos próprios movimentos.
- Depende. – a garota soltou. – Está disposto a mudar Malfoy? Disposto a largar o seu passado podre? – perguntou decidida.
O loiro a observou por um instante, enquanto seu cérebro produzia pensamentos a respeito. Apesar da falta de especificação de Granger, ele sabia o que ela queria dizer com “podre”. Se referia a Voldmort, aos Comensais e até mesmo... Ao seu pai. Pessoas que nem mesmo ele, confiava mais.
Ele mirou a garota. Odiara ela a vida inteira. E fora totalmente correspondido em relação a esse sentimento. Entretanto, ela agora lhe oferecia ajuda, sem nenhum bom motivo aparente. Ele não conseguia encontrar uma razão para confiar.
Porém, na situação que se encontrava... Não tinha muitas escolhas. Era a primeira mão que lhe estendiam. E se ela lhe levaria aos céus... Ou o empurraria no abismo mais profundo... Ele não sabia.
A única certeza que tinha, era que devia que segura-la com todas as suas forças.
- Estou. – ele finalmente disse, com um ar decidido.
E nesse mesmo momento, a primeira gota de uma forte tempestade, tocou o chão.
- Vamos correr. – exclamou Hermione, com um leve sorriso no rosto.
Draco agarrou rapidamente o malão e saiu disparado atrás da garota.
Estava confuso...Mas, de certa forma. Se sentia feliz.

Passaram-se apenas alguns minutos e eles chegaram a casa dos Grangers, totalmente encharcados.
Hermione abriu a porta às pressas. Entrou e abriu passagem para Malfoy, que entrou arrastando o malão com dificuldade.
- Grrrr...Que hora para chover, hein? –exclamou a castanha, retirando o casado e depositando-o no cabideiro da entrada.
Malfoy mirava atentamente a camiseta molhada, colada ao corpo de Hermione. Porém, desviou atenção com o rosto levemente corado, assim que percebeu o interesse involuntário.
- Espera um momento que eu vou buscar uma toalha para você. – a castanha disse, sem ao menos perceber o ocorrido.
- Ahhh...Claro.
Ela subiu as escadas, e não demorou a voltar com a toalha prometida.
Malfoy secou o rosto e os cabelos. Depois retirou o pesado casaco, e jogou a tolha por cima dos ombros. Entrelaçando a em seus braços.
- Ahhh... Eu vou te mostrar o seu quarto. Lá você pode tomar um banho e trocar de roupa. Se é que sobrou alguma seca, né. – riu-se a castanha, observando o pesado malão coberto de água.
Eles subiram as escadas arrastando o malão do garoto. Atravessaram um corredor e adentraram em uma das portas.
O quarto era médio. Possuía uma larga casal e uma estante com livros e televisão.
As paredes eram brancas, sem nenhum detalhe ou gravura. E nelas se encontravam alguns retratos da menina. Só, ou acompanhada dos pais.
- Aqui está. Esse é o seu quarto. - disse a garota, lhe mostrando o local. – O banheiro é ali... – disse apontando para uma porta que se encontrava no centro de uma das paredes, no lado esquerdo da cama. – Você pode se instalar aqui. Apesar deu não te aconselhar a desfazer as malas. Ainda precisamos conversar. – ela sorriu. – O meu quarto é logo ali...- ela apontou para um a porta, no fim do corredor. - ... E o do s meu pais fica ao lado. – ela mudou a posição do dedo indicador. – Eu vou tomar um banho. Depois, te encontro na sala, ok? Fica à vontade.
O loiro não teve tempo de responder, pois a garota o deixara só muito rapidamente. Ele apenas pudera ver seus cachos esvoaçando, enquanto ela fechava a porta no final do corredor.

Malfoy estava sentado em dos sofás da sala, com a cabeça apoiada na mão direita, esperando pela castanha que ainda não descera as escadas.
Por mais que tentasse, não conseguia esconder, com perfeição, o seu nervosismo.
Queria saber o que ia acontecer. Precisava saber.
Teria feito besteira? Cometera um erro aceitando ajuda da sangue- ruim? Por que confiar?
Ela nunca, me sã consciência, o ajudaria. Ele nunca dera motivos para isso. Nunca fora legal com a grifinória. E não se lembrava de nenhum momento, em que ao menos tentara ser.
Antes que o loiro tentasse compreender toda a situação, a castanha apareceu, despregando-o de seus pensamentos.
- Ahhh...Bem, melhor agora. – disse ela enquanto descia os últimos degraus, analisando o semblante de Draco. – Está preocupado?
O loiro levantou-se, ainda um pouco distante.
- Ah...- pensou rapidamente - Não...Não estou. Por que? - ele fez uma pausa. - Deveria? – lançou a pergunta com malícia.
A menina sorriu discretamente.
- Não... Acho que não. Afinal... – ela fez uma pausa, e se sentou de frente para o garoto. - Nós só vamos conversar. – terminou com um sorriso.
Draco a encarou, e sentou-se de forma vagarosa. Impressionado com a determinação e desinibição da menina.
Houve um momento de silêncio, em que ambos se analisaram.
Castanho e azul acinzentado, despiam um ao outro, em busca de respostas. Tinham a mesma intensidade e o mesmo objetivo. Procuravam mutuamente, por algo que lhes desse...Confiança.
Hermione apressou-se a desviar, quando notou que se perdera no azul claro e intenso, dos olhos do sonserino.
- Bem... Isso não vai ser fácil... - disse rapidamente a castanha, a fim de disfarçar a vergonha. - Principalmente porque não teremos muito apoio. – ela fazia breves pausas para pensar. – Acho que poderemos contar com o Prof º Lupin, e talvez com McGonagall, mas... Não consigo enxergar mais possibilidades.
Draco a observava cismado. Não compreendera uma só palavra que a castanha dissera. Tinha sido acordado tão subitamente de seu devaneio, que perdera o senso.
E para piorar... Hermione não estava sendo muito clara.
- O Sr. Weasley nunca, mas a Sra. Weasley... - ela se levantara já concentrada no assunto.
Caminhava de um lado para o outro a procura da solução perfeita. Malfoy estava acompanhando seu trajeto, ainda descabido de informação, quando ela parou de repente.
- E o Harry! Ele seria perfeito. – disse com um largo sorriso que desmanchou assim que ela recomeçou a caminhar. – Seria muita esperança de minha parte, mas... Quem sabe? Depois, do que ele me disse, talvez ele possa ajudar.
Malfoy levantou-se rapidamente, notando pela primeira vez o significado das palavras de Hermione.
- Eu?! Receber ajuda do Potter?! Nunca! – reclamou o loiro com nojo.
- Ahhh... Deixa de ser criança Malfoy. – ela disse como se estivesse dando uma de suas costumeiras broncas, em Rony. – Você já está recebendo ajuda da sangue-ruim da Granger, lembra? – a menina sorriu com descaso.
Draco engoliu a seco. Em outra situação, teria azarado a menina. Mas, dessa vez não podia. Precisava dela.
Ele resmungou algo baixinho e se sentou novamente, observando Hermione, que rodeava a sala com suas conclusões.
- Harry seria de grande ajuda se eu o convencesse. Vai ser difícil, mas...Vou ter que tentar. Afinal, vai ser a melhor forma...
- Para que preciso da ajuda de Potter, afinal?! – Malfoy interrompeu a garota, tentando descobrir do que ela falava.
Hermione surpreendeu-se com a interrupção, não gostava quando tal coisa acontecia. Mesmo assim, virou –se para Malfoy.
- É óbvio, não é? – exclamou exasperada. – Todos acreditam na palavra de Harry. A Ordem inteira estaria disposta a te dar um voto de confiança, se ele lhes dissesse que podem. – disse ao loiro, como se explicasse que 2+2 são 4.
Esse por outro lado, ainda não compreendia um fator.
- Por que eu iria precisar da confiança de seus amiguinhos?
- Ahhh...- exclamou a castanha indignada. – Pretende fazer parte da Ordem como?! Não somos como os Comensais que vigiam um ao outro dia e noite. Precisamos de confiança! – terminou com irritação.
- VOCÊ QUER ME POR NA ORDEM?! – fora a vez de Malfoy, exclamar com indignação. E levantar-se com pressa.
- Queria que eu fizesse o que? Te chamasse para passar as férias? – disse sarcasticamente.
- Você deve estar maluca! – suspirou o loiro. - O que te faz pensar que eles me aceitariam?
- Eu não sei.- resmungou a castanha. - É justo esse o argumento que estou procurando. Preciso de algo em você que faça com que eles permitam sua admissão. - esclareceu-se.
- Isso é... Loucura! – Malfoy repetia para sim próprio. - Não tem como eu entrar! Lá não é o meu lugar!
- E onde é?! Ao lado dos Comensais? Perto das pessoas que te traíram e querem te matar? – Hermione perguntou com raiva, sem nem ao menos notar a intensidade de suas palavras.
- Não sei. Desde quando você se importa?! – o loiro perguntou com um misto de raiva e vergonha.
Hermione, ao ser novamente capturada pelos os olhos do rapaz, percebeu o impacto que causara os seus argumentos. Suspirou com vergonha. E sem ao menos pensar, respondeu em um murmúrio.
- Eu também não sei.
Malfoy, que a muito se encontrava perdido em tantas informações, não conseguiu processar aquela pequena frase.
O que ela significara? Por acaso, ela quis dizer que agora se importa?
Não houve tempo para perguntas... Nem para respostas.
Pois, naquele exato momento, a porta da frente se abriu, deixando que ambos notassem a chegada do Sr. e da Sra. Granger.
- Olá, Mione! Chegamos! – exclamou o Sr. Granger.
- Olá papai. – disse a garota, removendo-se do surto.
- Ficou tudo bem por aqui? – perguntou ele, enquanto depositava o casaco no cabideiro da entrada. – Como vai Draco?
- Estou muito bem Sr. Granger. Obrigado. – o loiro disse, ainda sem retiras os olhos da castanha.
- Vocês foram até a pousada? – perguntou a Sra. Granger, depositando um beijo no rosto da filha.
- Fomos. – Hermione respondeu em voz baixa.
- Ah, ótimo. – exclamou. – Creio que já mostrou o quarto a Draco.
- Não se preocupe Sra. Granger já estou instalado.
- Que bom. – ela sorriu. – Bem... Eu vou subir para me trocar. Depois, irei preparar o jantar.
- Eu vou com você amor. – disse o Sr. Granger, seguindo a mulher que subia as escadas. – Depois, que eu descer nós podíamos continuar aquela conversa do almoço, não é mesmo Draco?
- Claro Sr. Granger. – Malfoy respondeu sem muita emoção, e observou o vulto do homem sumir.
Assim, que isso aconteceu, ele se voltou para Hermione, que se encontrava ligeiramente encabulada.
Ele deu passos lentos em direção a garota, parando perto o bastante para ouvir o barulho da sua respiração.
- O que você quis dizer? – ele perguntou com sincera curiosidade, ansiando por um resposta rápida.
A menina, que já estava envergonhada, sentiu seu rosto corar quando o hálito do garoto invadiu suas narinas. Ela afastou-se ligeiramente do rapaz, parando em a uma distância considerável, apenas para responder-lhe.
- Nós falamos sobre isso depois Malfoy. – disse com determinação. - Ainda preciso pensar em um meio de fazer dar certo.
Então subiu as escadas, deixando loiro só. Com seus pensamentos.
“ O que foi aquilo???”

Depois, da improdutiva conversa de Malfoy e Hermione, a Sra. Granger não tardou a chamá-los para o jantar, que fora particularmente... Estranho.
Hermione e Draco não trocaram uma palavra sequer, embora seus olhares sempre se cruzassem ocasionalmente.
A garota ainda estava visivelmente envergonhada. Se perguntava porquê dissera aquilo. Por que simplesmente deixara escapar? O que estava pensando? Ela não se preocupava com Malfoy. Preocupava?
Do outro lado da mesa, o loiro se perguntava a mesma coisa. Ainda não entendera o porquê das palavras da castanha. E entendera menos ainda, o porquê delas significarem alguma coisa para ele.
Os únicos sons perceptíveis, era o barulho dos talheres batendo nos pratos.
O Sr. Granger tentou por muitos, manter novamente um assunto com Draco, mas o garoto não se prendia as suas palavras. E sempre acabava perdendo o rumo da conversa.
A Sra. Granger por outro lado, não se manifestara em momento algum. Embora, parecesse notar, que algo acontecera.
- Pode deixar que seu pai e eu recolhemos. – disse a Sra. Granger, para Hermione, que começara a retirar os pratos da mesa, assim que o jantar terminara. – Acho melhor ir dormir. Ron virá cedo amanhã. – disse a mãe.
Draco modificou a feição imediatamente ao ouvir o nome do ruivo.
- É melhor que acorde cedo. – disse sensatamente. – Leve Draco para o quarto dele. Também, terá que acordar cedo, não é mesmo.
- Claro, mamãe. – a castanha disse se aproximando para receber o beijo da mãe.
- Boa noite querida.
- Boa noite mãe.
- Boa noite minha filha. – disse o Sr. Granger, depositando o beijo na face da garota.
- Boa noite.
- Boa noite Draco. – exclamou a Sra. Granger. – Sinta-se a vontade para nos chamar se precisar de algo.
- Obrigado Sra. Granger.
- Boa noite, Draco. – disse o Sr. Granger.
- Boa noite, Sr. Granger. – o loiro disse, já seguindo a castanha para fora da cozinha.
Ele a acompanhou em silêncio enquanto subiam as escadas.
Hermione também nada dizia. Na verdade, ela até mesmo evitava olhar para o garoto, estava por demais desconcertada.
Eles chegaram ao corredor, e Hermione se viu sem ter como fugir.
- Bem...Você já sabe aonde é o seu quarto.- disse com a voz baixa. - Fique a vontade e se precisar de alguma coisa, é só chamar.- ela terminou rapidamente, dando as costas para o garoto.
Ele porém, a fez retornar a vista para si, segurando- a pelo braço.
- Eu preciso de alguma coisa agora. – disse firmemente.
A castanha o encarou com receio e timidez.
- O que? – fingiu-se de desentendida.
- Preciso de algumas respostas.
- Olha, Malfoy. Sei que não te dei muitas informações sobre o plano, mas...- ela falava pausadamente, devido ao nervoso. - É que nem eu sei ao certo o que vou fazer. A única coisa que posso dizer, é que pretendo dar um jeito te aceitarem por lá. Só preciso achar alguns argumentos que os incentivem a isso. Os únicos que tenho no momento são o possível apoio do Harry e o fato de que você pode nos passar informações.- ela suspirou - Então... Até que eu pense em algo mais... Não há nada para falarmos. – finalizou nervosa.
- Por que está fazendo isso? – o loiro perguntou diretamente, sem ao menos se dar conta. Tamanha era a sua curiosidade.
A garota gelou.
“Do que ele está falando? O que deu no Malfoy?”
- Isso o que? – tremeu disfarçadamente.
- Me ajudando.- ele disse pausadamente. -Por que está me ajudando?
A garota não respondeu. Apenas permaneceu a mirá-lo, enquanto pensava.
Não sabia porquê estava ajudando-o. Sempre fora assim... Ajudara todo mundo, sempre que podia. Não tinha para ele um motivo especial.
Ela afastou o punho da mão do garoto, que o segurava levemente, sem fazer uso de nenhuma força.
- Eu preciso dormir Malfoy. Amanhã conversamos.
E assim saiu em direção ao seu quarto.
Malfoy a viu entrar no quarto.e acordou no mesmo instante.
“ O que eu estava fazendo?” , pensou com raiva.
E logo depois adentrou em seu quarto, batendo a porta com violência.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

“ Uma menina de seus 16 anos, encontrava se em um lindo campo. O vento forte fazia seus cachos castanhos se esvoaçarem, enquanto o seu vestido branco balançava.
Hermione estava alegre, como a muito tempo não estava. Sorria feliz, admirando tudo a sua volta. Enquanto caminhava, fora surpreendida por um rapaz, que entrelaçara os braços ao redor de sua cintura.
Ela virou-se para ele, a procura de um rosto... Mas, nada viu.
Só podia sentir .
Sentir o forte e carinhoso abraço, que recebia.
O abraço que foi ficando cada vez mais forte. E menos carinhoso.
Foi se tornado sufocante, dolorido. Ela podia sentir aqueles braços quebrando-lhe os ossos. Sua respiração ia se perdendo. Lhe faltava o ar.
Podia sentir o último suspiro lhe chegando. Várias vozes lhe tomavam os ouvidos.

“ Você será a responsável”
“ No fim... A culpa será toda sua!”

“ Não teria acontecido... Se não fosse você”



O abraço a consumia...


Iria matá-la”



~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Hermione acordou nervosa.
Mais uma vez. O sonho. Já estava se tornando freqüente.
Ela não agüentava mais. Precisava compreender.
Levantou da cama irritada, e dirigiu-se até a porta. Precisava de um copo da água, ou não voltaria dormir. Atravessou o corredor, evitando fazer barulho.
Passou os olhos mais atentamente pela porta do quarto de Draco, chegando a diminuir a velocidade do caminhar.
“Ahhh... As coisas definitivamente não são mais as mesmas.” , pensou. Ao se tocar do fato de que Draco Malfoy estava dormindo em sua casa.
Suspirou indignada, e desceu as escadas em direção a cozinha. Prestes a adentrar no aposento, ela ouviu alguns sons peculiares.
Caminhou vagarosamente, a procura de algo que pudesse ajuda-la a defender-se... Afinal, quem estaria a cozinha a uma hora dessas?
Alcançou um vaso, próximo ao balcão e acendeu a luz com receio.
- Bichento! É você seu gato sem vergonha! – exclamou Hermione, largando o vaso em cima da mesa, e abaixando-se para acariciar o bicho. – Não te vi o dia inteiro! Onde esteve? Se escondendo?
O gato ronronou, enquanto a menina fazia carinho atrás de suas orelhas.
- Tem razão. Com Malfoy aqui, eu também me esconderia se pudesse. – sorriu divertida para o pomposo laranja.
- Isso não foi muito linjonseiro.
A menina sobressaltou-se ao ouvir uma voz atrás de si.
- Malfoy? – exclamou surpresa.
- Eu mesmo. – disse com riso. – Desapontada?
- O que está fazendo aqui? – disse ela abaixando a cabeça, tentando não reparar no peito nu do menino.
- Ouvi um barulho e acabei acordando. Então, decidi tomar um copo d’água antes de dormir. – disse ele se indo até o filtro. – E você?
- Também acordei.
- Ouviu o barulho? – perguntou ele curioso.
- Não. Apenas tive um sonho ruim.
- Pesadelo?
- É, mais ou menos. Não foi nada demais.
- Se você diz. – o loiro se sentou em um dos bancos do balcão, e puxou outro ao lado para a garota.
- Obrigada. – disse ela, sentando-se e pegando o copo que o garoto lhe entregara.
Ela tomou um gole, enquanto o loiro apenas a observou curioso. A menina reparou assim que tocou o copo no balcão novamente. E imediatamente corou.
- É... Bem. – ela tentou pronunciar, mas não encontrava assunto. – Eu pensei em agirmos por impulso. – disse, finalmente encontrando. – Quero dizer, será muito mais sincero. Ron vem me buscar amanhã, junto com o Sr. Weasley. Nenhum dois ficara feliz em te levar...
- Nem eu ficarei feliz em ir
- ...mas o levarão mesmo assim. Até porque vamos para Toca, ainda tem o casamento da Fleuma.
- Fleuma? – perguntou intrigado.
- Fleur. Vai se casar com Gui. Mas, isso não vem ao caso. O que acontece é que com isso, não terão medo de você descobrir o nosso esconderijo. E ainda poderemos aproveitar o casamento para que criem confiança em você. Falarei com McGonagall, quem eu acho que pode nos apoiar. Contarei o que me disse, depois você fará o mesmo. Depois, tentarei convencer o Harry a ajudar, se conseguir isso, tudo dará certo. – ela disse séria. – Eu tenho grandes esperanças. Creio que vá demorar... Mas, acho que você pode conquistar a confiança deles. – ela sorriu.
- Bem, se eu conquistei a sua... Por que não? – ele disse malicioso.
- Quem disse que você tem minha confiança? – ela disse séria.
- Ninguém... Eu sinto.
- Hahahahah.... Malfoy, você é mesmo muito engraçado. Faz só um dia que começamos a tentar conversar. Isso não significa que confio em você. – ela sorriu para o garoto. – Ainda te detesto, e você ainda acha que sou apenas uma sangue-ruim.
- Tem razão... Mas... Faz apenas um dia que tentamos começar a conversar e eu já estou na sua casa... - ele se aproximava a cada frase - Já sou amigo de seus pais... - podiam sentir a respiração um do outro. - Você já está bolando um plano para me ajudar... - eles sentiam o cheiro do hálito um do outro. - E eu sei que você já se preocupa comigo... - os lábios quase se tocavam.
Foi quando Bichento pulou violentamente no balcão, fazendo com que ambos cambaleassem e caíssem no chão. Ele por cima dela.
Malfoy afastou o peito da garota pra que pudesse ver o rosto dela, estava corada.
- Acho que seu gato gosta de mim também. – sorriu maliciosamente.
- Não gosta não. Por isso pulou em cima...Você estava perto demais – resmungou a garota.
- Minha proximidade te incomoda Granger? – ele matinha o sorriso.
- Deveria incomodar a você, não é Malfoy. Ou esqueceu que sou sangue-ruim?- alfinetou a garota.
- Sabe que no momento... Eu não estou ligando muito para isso. – disse ele aproximando–se da face da garota.
- O que quer dizer? – ela disse nervosa, enquanto o garoto chegava cada vez mais perto. – Acho melhor você levantar Malfoy...
- Que isso Granger. Não foi você mesmo que disse para agirmos por impulso? – ele disse com os lábios prestes a tocar os dela.
Foi quando ambos ouviram um estrondo. Tão alto e agudo que soava como se metade de algum cômodo da sala tivesse descido abaixo.
- O que foi isso?! – surpreenderam-se juntamente.
Eles levantaram rapidamente, e correram em direção a sala.
Havia uma enorme cortina de fumaça, que assim que desapareceu, revelou um baixo e gordo homem de cabelos ruivos, acompanhando por um outro ruivo com o dobro de sua altura.
- Sr.Weasley?! Ron?! – exclamou Hermione.
- Ah, olá Hermio… - o Sr. Weasley tentara dizer, mas Ron o interrompera com um grito estridente.
- MALFOY?!!

Fim do Capítulo.


AGRADECIMENTOS:

* _}i{_Laura_Malfoy_}i{_
* Laís Potter Black
* stefanihp
* joy malfoy
* taaa_hp
* Viviane





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