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33. Verdades e incertezas


Fic: Quatro faces - H.Hr - D.G


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap. 33

Na: Antes de mais nada, eu tenho que admitir uma falha minha. Uma falha de cálculos. Por que, sabe o que é, no fim das contas, esse não deu pra ser o último capítulo.
Hehe
Mal aí. Bom, é que ele já estava meio grandinho. Se eu escrevesse até o fim, ia ficar enorme.
E demorar bem, bem mais.
Então, desculpem mesmo a propaganda enganosa rsrs. Não me processem. Eu posso viver sem um processo. Sem problemas.
^^
Draco acabara de receber mais uma carta muito mal criada de Lucius. Se isso não tivesse se tornado tão repetitivo e sem graça, ele até poderia ficar preocupado. Mas ele já se acostumara. Isso não o afetava mais.

O fato é que as últimas cartas o faziam sempre lembrar de Narcisa. Da mãe pedindo que ele fugisse. Da bolsa de dinheiro. Ocasionalmente, ele tirava de baixo da cama a bolsa e ficava algum tempo olhando-a, como se ela pudesse trazer respostas às suas perguntas. O que Narcisa queria dizer quando mencionou que Draco não fazia idéias dos planos do pai. Ou algo do gênero. Draco já não se lembrava.

O ouro reluzia, piscava para ele. E ele ficava pensando se Gina estava realmente segura no castelo.

Era apenas mais uma carta que ele recebia e mais um tempo que passava revirando o ouro na bolsa de dinheiro. Mas alguma coisa estava o deixando mais incomodado. Era algo como um pressentimento. Algo que quase o deixava com... Medo.

Se ele não fosse tão arrogante para sentir medo. Claro.

Cansado de se preocupar sozinho, saiu do dormitório e começou a se pavonear sem rumo pela escola. Desviou de Pansy e de um grupinho de sonserinas inoportunas, subiu as escadas e passou em frente a algumas janelas que davam para o campo de quadribol.

Contra o sol, viu uma cabeleira ruiva sentada a sombra de uma árvore, lendo um livro. Um pequeno sorriso iluminou seu rosto pálido e ele voltou pelo mesmo caminho que fizera.

Em poucos minutos já estava do lado de fora, atravessando o gramado.

_Ei, Virgínia. _ele chamou quando se aproximou o suficiente para ser ouvido. Gina ergueu os olhos, sorriu e fechou o livro. _Sabe que o fato de você ser uma Weasley e ler me surpreende enormemente? _Gina estreitou os olhos e inclinou a cabeça, cruzando as pernas no chão.

_Você veio só atrapalhar minha leitura ou você tem algo mesmo para fazer aqui?

Draco sentou-se bem perto dela e encostou a testa a sua. Assumiu um ar grave antes de dizer: _Quero conversar com você.

_Você ser um Malfoy e falar me surpreende enormemente. _ela respondeu sem se afastar. Draco fez uma expressão indicando que estava falando sério e ela o encarou com um olhar que dizia com todas as letras que estava ali para ouvi-lo.

_Meu pai continua me mandando cartas. _ele contou com uma sóbria frieza _Ameaçadoras.

Gina então se afastou, para olhar seu rosto de longe. _Você está preocupado?

_Se eu dissesse que não, estaria mentindo. _Gina mordeu o lábio _Mas não por isso. Pelas cartas, quero dizer. Foi uma outra coisa que aconteceu.

Ele fez uma pausa e Gina arqueou as sobrancelhas, indicação óbvia de que estava impaciente. Então ele continuou: _Minha mãe veio me ver a alguns dias. _displicentemente, ele dobrou um joelho e jogou o cabelo para trás, olhando para o sol. _Ela sabia sobre nós e veio me dizer que meu pai não estava muito contente.

_Bom, nada muito novo até aí. _Gina comentou. Draco desviou os olhos do céu.

_Ela me deu dinheiro, Gina. Para fugir. Ela acha que meu pai pode, sim, nos atingir aqui.

_Ela lhe deu dinheiro? _Gina repetiu franzindo as sobrancelhas. Draco fez que sim. _E... Você está pensando mesmo em fugir? Quer dizer, você ia me deixar aqui e fugir? _ela perguntou com um leve toque de desespero.

_Não! _ele respondeu fazendo uma careta _Se fosse para ir embora, e não diga fugir, porque fugir é muito feio, eu iria com você. Eu nunca ia deixar você aqui.

_Draco, eu não posso fugir. _ela retrucou com ênfase especial ao fugir. _Não posso abandonar minha família. Meus estudos.

Draco puxou o ar com força e deu um suspiro, como se estivesse voltando à razão. _Bom, se você não se preocupa, então tudo bem. Se você está bem, eu estou bem. _deu um beijo na testa da garota e levantou-se. Já tinha dado alguns passos pela grama quando Gina levantou-se e foi atrás dele.

_Draco, é sério. _ela chamou-o e ele virou-se _Está tudo bem. Aqui é Hogwarts. _e deu um sorriso encorajador _Eles não podem fazer nada.

Draco deu um pequeno sorriso forçado. _É. Você tem razão.

E voltou pensativo para o castelo.

Gina ficou parada no gramado, com o livro fechado nas mãos.

***

_Queria falar comigo, profº? _Harry colocou a cabeça para dentro da sala de Dumbledore. O diretor pediu que ele entrasse e se sentasse.

_Harry, eu fiquei sabendo que você coisas muito surpreendentes na sua última... Hãn... Escapada.

_Como? _Harry perguntou curioso.

_Como explodir as varinhas dos comensais da Morte. E isso sem usar nenhum feitiço específico.

Harry deu de ombros. _Eu... Meio que quis que elas explodissem. E elas explodiram.

_Foi o que me disseram. _o diretor sorriu _Isso é um avanço muito grande nos seus poderes, Harry. Eu acho que... Que podemos trabalhar isso.

_Podemos? _Harry repetiu. Gostava de ouvir palavras no plural vindo de Dumbledore.

_Podemos. E podemos trabalhar legilimência também. Você quer, Harry?

Harry sorriu constrangido. Talvez ele tivesse sido injusto com Dumbledore nos últimos tempos.

Apenas fez que sim com a cabeça.

***

Para Hermione e Draco, os dias se arrastaram pesadamente. Hermione sentia, habitualmente, ímpetos de contar a Harry o que estava acontecendo. Algumas vezes ela tomava fôlego, mas então olhava dentro de seus olhos verdes e se prometia que contaria assim que Voldemort estivesse morto. E torcia para que isso acontecesse logo. Ela não podia pedir para que ele se preocupasse com duas coisas tão sérias ao mesmo tempo. Ainda mais agora, que ele andava tão extasiado com as aulas que andava tendo com Dumbledore. Ele voltava sempre tão animado. Tão empolgado. E invariavelmente tão cansado.

Começara a ter enjôos. O cheiro de bacon na mesa do café da manhã a fazia querer colocar para fora todo seu jantar do dia anterior. Harry achava que ela estava doente. No fim das contas, ele estava preocupado de qualquer maneira, sem que ela quisesse ou soubesse.

Draco não se livrara da estranha sensação que vinha carregando desde o dia em que vira sua mãe. Olhava para Gina e a via tão frágil, tão pequena entre seus braços, que ficava pensando como alguém podia simplesmente querer fazer mal a ela, ainda que ele, por muito tempo, tivesse tido vontade de explodi-la.

Como podia?

_Você está bem? _Gina perguntou, durante um jantar de domingo nas portas do saguão de entrada. O ar noturno do lago invadia o castelo, e o vento agitava seus cabelos ruivos tão lisos. Tão leves. Ele a encarava com uma expressão distante.

_Nada. Tudo bem. _ele respondeu sacudindo a cabeça e parando de divagar. _Só estava lembrando da minha vassoura perdida no lago. _ele alfinetou sorrindo.

_Não seja chato. _ela retrucou emburrada _Você tem uma vassoura nova, não precisa ficar lembrando da antiga.

Draco apenas sorriu novamente. _As coisas mudaram tanto. _ele comentou enrolando uma mecha de seu cabelo com o dedo. Gina inclinou a cabeça.

_Draco, preciso dizer uma coisa... _Ele ergueu as sobrancelhas indicando que estava ouvindo _Estou com fome. _e entrou no castelo.

Encantado com a delicadeza e sentimentalismo da garota, ele apenas segui-a.

Hermione, enquanto isso, na mesa da ponta esquerda do salão principal, observava a mesa principal com interesse. Não via Marisa desde manhã, e Severo nem percebera. Ele sempre agira como se não a conhecesse. Rony destampou, nesse momento, um delicioso pernil, respirando o ar com força e dando um sorrisinho de satisfação.

_Parece delicioso. _Harry comentou rindo da expressão do amigo. Hermione, no entanto fez uma careta.

_Acho que perdi a fome. _ela respondeu tampando a boca com uma das mãos e levantando-se de súbito da cadeira.

_Hermione!

Harry gritou, levantando-se também. Atravessou o salão comunal correndo, passando por Gina na porta e deixando-a com uma expressão surpresa. Subiu as escadas dois degraus de cada vez e alcançou Hermione no patamar do terceiro andar. Ela corria bem rápido quando queria. Já estava fazendo a curva do corredor quando Harry segurou-a pelo braço.

_O que foi? O que está acontecendo com você?

Hermione não soube o que responder. No lugar disso começou a chorar. Ela nunca soube se era verdade, mas estava começando a acreditar que grávidas ficavam mais sensíveis.

Harry abraçou-a pelos ombros. _Fala comigo. O que você tem?

Ela afastou o rosto da curva do seu pescoço e inspirou fundo mais uma vez, como tantas vezes ela fizera antes. _Tem... Uma coisa... Uma coisa aconteceu, Harry... Eu acho que já devia ter contado para você antes... Não consegui...

_Hermione, você pode me contar tudo. _Ele falou segurando seu rosto com as duas mãos. _Qualquer coisa.

_Eu sei... É que... As coisas parecem tão difíceis agora... _ela começou a gesticular meio desesperadamente _... Que... Eu não sabia... _então deu um suspiro profundo e parou de agitar as mãos _Harry, é que eu...

Mas um estampido alto não a deixou terminar de falar. Harry e Hermione olharam para cima no mesmo momento, supondo que o barulho viera do andar de cima. Então, as coisas aconteceram muito rapidamente. Gargalhadas e um estampido ainda mais alto, como uma explosão, soou vindo realmente do andar de cima, e um clarão iluminou as escadas.

_Droga! _Hermione exclamou passando a mão no rosto molhado de lágrimas _Que hora para esses alunos resolverem duelar. _e sacou a varinha, determinada, já que era monitora chefe e isso era responsabilidade sua. Mas quando ela foi passar por Harry, ele ouviu, mais em sua cabeça do que no mundo real, uma risada maléfica, cruel, de congelar os ossos, e entendeu. Agarrou Hermione pela cintura e puxou-a para longe das escadas.

_Não são alunos! _ele gritou, segurando-a pela mão e começando a puxa-la para um atalho que os levava de volta ao salão principal _É Voldemort! Tenho certeza!

_Voldemort? _ela repetiu como um eco, com os olhos assustados _Do que está falando, Harry?

_Comensais. Na escola. _ele corria o mais rápido que podia. Hermione corria atrás dele. _Tenho certeza. Eu o escutei. Na minha cabeça, Mione. Dumbledore tentou me ensinar a ler mentes. Eu não sei se foi isso. Será que eu posso ler mentes sem querer?

_Comensais? _ela repetiu novamente. Mas ele não respondeu. Já estavam novamente no térreo. Mas quando avistaram as portas do salão principal, viram que o caos já se instalara.

Pessoas tentavam entrar correndo no salão. Todos gritavam ao mesmo tempo. Alguns professores tentavam ordenar a bagunça. Harry tentou achar Dumbledore no meio do tumulto, mas não conseguiu.

Vendo tudo aquilo, Hermione percebeu que Harry tinha razão.

***

Do salão principal foi possível ouvir o estampido alguns andares acima. A princípio ninguém se importou. Estampidos eram uma coisa habitual demais em Hogwarts para que todos se levantassem e corressem. Então, o barulho foi mais alto. Alguns alunos viraram o rosto para a mesa dos professores. Alguns dos professores se curvaram para olhar a reação de Dumbledore. E, instantes depois, Snape fez uma careta, levantou a manga da blusa e ficou mais branco do que já era.

Mais barulho se seguiu e, a essa altura, o salão já estava silencioso o suficiente para ouvir Snape falar para o diretor: _Eles conseguiram.

Os mais espertos e informados entenderam o que acontecera. Gina, entre eles, olhou em volta e viu que Harry e Hermione não estavam na mesa. Puxou o pulso de Rony, que avançava distraidamente para uma coxa de galinha, e sibilou urgentemente:

_Onde estão Harry e Hermione?

_Eu não sei. _ele respondeu puxando o pulso de volta _Hermione passou mal e eles saíram do salão.

Gina empalideceu. Nesse momento, Dumbledore levantou-se, com um olhar endurecido. _Quero pedir que nenhum aluno saia do salão principal. Comensais entraram de alguma forma no castelo, e é necessário que todos os alunos mantenham-se em segurança. Não é preciso pânico. Alguns professores irão ficar guardando as portas do salão. Vamos resolver a situação rapidamente. _e saiu, acompanhado de perto por Snape, Minerva e Hagrid.

Todos os alunos se mantiveram em silêncio, sentados em sua cadeira, mas a barra da roupa de Dumbledore mal acabara de passar pela porta e quase todos os alunos começaram a gritar ao mesmo tempo. Alguns alunos começaram a se levantar, totalmente em pânico. Alunos de casas diferentes começaram a se procurar no meio da multidão. Todos queriam se certificar de que seus parentes e amigos estavam a salvo, dentro do salão.

_Merlim, Hermione e Harry! _Rony gritou, jogando no prato a coxinha que comia e levantando-se também. _Temos que avisar Dumbledore!

Mas quando ele olhou para o lado, percebeu que estava falando sozinho. Gina já tinha saído correndo, entre a multidão que se formava nas portas do salão.

_Acalmem-se. Acalmem-se! _a voz fininha do prof Flitwick gritava tentando chegar a porta. Gina chegou antes que ele, saiu disfarçadamente por entre um grupo de sonserinos grandes e bobos que pareciam se divertir muito e chegou do lado de fora. Que, diga-se de passagem, não estava melhor do que o lado de dentro. As pessoas praticamente se atropelavam para entrar.

Gina passou agilmente entre elas e começou a subir as escadas. Precisava encontrar Dumbledore e avisar. Ou então encontrar Harry. Talvez eles nem soubessem ainda que o castelo estava sendo invadido. Talvez eles estivessem em perigo.

Então, enquanto entrava em um corredor escuro, sentiu uma mão forte e fria segurando seu braço e virando-a. Deu um pequeno grito de susto e sacou a varinha.

_Não seja idiota. Você ainda vai furar meu olho com isso. _era Draco. E ele não parecia muito contente.

_Oh, Draco, que susto, você me deu. _ela exclamou colocando a mão sobre o bordado da blusa.

_O que você tem na cabeça, Virgínia?! _ele sibilou sacudindo seu braço. Ele parecia realmente bravo. _Comensais entram no castelo e a primeira coisa que você faz é sair correndo de encontro a eles?!

_Harry e Hermione não estavam no salão. _ela respondeu à guisa de desculpas.

_E meu pai está no castelo! _ele sibilou ainda mais baixo, com os dentes rilhando. Então ela percebeu. E se sentiu muito estúpida por não ter pensado nisso antes _Você devia estar lá embaixo, escondida.

_Olha bem para minha cara, eu não sou o tipo de pessoa que se esconde enquanto meus amigos estão em perigo.

_Meu pai quer matar você. _ele abandonou o tom irritado. Sua voz tinha algo como súplica _É tão difícil entender? Ele veio até aqui para isso. Era disso que minha mãe estava falando. Será que você pensou nisso antes de sair correndo daquele jeito?

_Não! Não deu tempo de pensar em muita coisa. _ela retrucou estreitando os olhos.

_Você é uma irresponsável!

_E você é um egoísta!

_É. _ele concordou cruzando os braços _Tão egoísta que vim atrás de você. Mesmo sabendo que meu pai quer me matar também.

Um clarão laranja brilhou por cima do ombro do loiro, seguido de uma explosão. Draco olhou para trás e fez uma expressão aflita. _Vamos sair daqui. _ele resmungou agarrando-a pelo braço e começando a correr para o lado oposto.

Foi quando um comensal se dispersou do grupo que atacava Hogwarts. Seu objetivo naquela noite era outro. Ele estava cego de ódio e queria vingança. Lucius Malfoy surgiu na ponta, exatamente quando Gina e Draco sumiam na outra ponta.

Lucius sorriu, identificando a cabeleira ruiva que acabara sair de seu campo de visão.

Gina e Draco caminharam apressados até a metade do corredor, quando ele sentiu um rumorejo às suas costas e, mais por pressentimento do que por ter consciência de que era um feitiço, cobriu Gina com os braços e a fez se curvar para frente. Uma luz passou por cima de suas cabeças e explodiu uma janela na parede. Draco olhou para trás e se deparou com Lucius sorrindo, com a varinha erguida para eles. Gina olhou para trás assim que se endireitou novamente, mas não teve tempo para sentir medo. Draco segurou sua mão e começou a correr com ela pelos corredores.

_Vocês não podem fugir de mim. Nem têm para onde ir. O castelo está infestado de comensais. _Lucius provocou caminhando rapidamente atrás deles.

Gina se sentiu uma estúpida. Como podia ter feito Draco se arriscar daquela maneira? Como podia não ter pensado em Lucius quando se precipitou daquela maneira?

Eles corriam sem examinar exatamente para onde. Sentiam feitiços explodirem por onde passavam. Até que, abandonados pela sorte, acabaram em um corredor desmoronado.

Comensais certamente já haviam passado por ali.

_Ok. _Draco falou sacando a varinha e virando-se para Gina _Agora, uma vez na sua vida, seja boazinha e fique quietinha.

_O quê? _ela perguntou sem entender o que ele ia fazer. Draco encostou a varinha no topo de sua cabeça e Gina sentiu como se algo gelado escorresse por suas costas. Olhou para suas mãos e se viu camuflada. _Draco, eu não posso. Não posso me esconder e deixar que...

_Por Merlim, Virgínia, se você me ama, fique. Quieta. _e a fez abaixar-se contra a parede.

_Então me deixe camuflar você, também. _ela suplicou. Ele virou-se para a ponta do corredor, ficando de costas para ela.

_Ele não ia desistir de nos procurar aqui.

_Draco, não faz sentido... Eu... _mas Draco não a deixou terminar. Virou-se, fez um feitiço silenciador, e tornou-se a virar. Gina viu algo em seus olhos que nunca tinha visto antes. Algo desesperador. Algo que a fazia ter vontade de correr e abraça-lo. Ela viu que seus longos dedos apertavam com força a varinha e começou a chorar silenciosamente.

Lucius apareceu na ponta do corredor.

***

Harry não soltava a mão de Hermione nem por um segundo. Não conseguia entender. Simplesmente não imaginava como os comensais tinham conseguido entrar no castelo. Hogwarts era uma fortaleza. Aquilo era... Impossível.

E o castelo cheio de alunos. Todos acordados. Harry não conseguia pensar na idéia de voltar para o salão e esperar obedientemente que as coisas acabassem. Céus, primeiranistas se preparavam para seus primeiros testes na biblioteca. Quintanistas tinham aulas extras em diversas salas do castelo por causa dos NONS. Alunos do segundo ano iam ter aula de astronomia naquele momento. Como ele podia simplesmente voltar para o salão com tantas pessoas correndo perigo.

Tentou pedir que Hermione voltasse. Mas ela foi irredutível. Ela ia com ele, aonde quer que ele fosse.

Ele olhava para todos os lados, tentando ver um sinal de Dumbledore. Qualquer coisa. Um feitiço que fosse. Um comensal. Só para ele não sentir uma falsa sensação de segurança. Pois todos os corredores por onde eles passavam estavam desertos, apesar de apresentarem evidentes marcas de depredação.

Quando começou a imaginar se tinha sonhado com tudo isso, virou na curva em L de um corredor e encontrou Dumbledore, apressado, vindo de encontro a eles.

_Profº! _Harry exclamou quase cuspindo as palavras de tanta preocupação _Onde foram todos? O que... ?

_Eu acho que pedi a todos os alunos que ficassem no salão, Harry. Sem exceção.

_Eu não estava no salão quando o sr disse isso. _ele respondeu meio rispidamente. Por que Dumbledore continuava a trata-lo como criança?

Dumbledore ia responder alguma coisa, quando todos ouviram passos soando no corredor de onde vieram e se viraram para olhar. No instante seguinte, Marisa surgiu, esbaforida, apertando com força a blusa, no lugar do coração.

_Dumbledore! _ela exclamou puxando com força o ar _Tem alunos! Na Torre de astronomia! E um grupo deles foi para lá. _ela endireitou-se com um olhar preocupado _Eu não pude detê-los.

Dumbledore não respondeu. Apenas se encaminhou a passos rápidos na direção que Marisa dissera. A passos rápidos demais para alguém de sua idade. Marisa acompanhou-o e Harry e Hermione correram para não perde-los de vista.

Harry ficou pensando quantos comensais a ordem já teria expulsado. Isso, é claro, levando-se em consideração a certeza que ele tinha de que os membros da ordem haviam ido para o castelo.

O castelo estava tão menos barulhento naquele momento.

Logo dos pés da escada, Harry voltou a ouvir os estampidos e estouros. Luzes se tornaram visíveis através da porta de madeira fechada. Clarões de diversas cores. Harry sacou sua própria varinha. Hermione imitou-o. Dumbledore foi a frente e abriu a porta, saindo para o ar livre. A batalha ainda estava fora de seu campo de visão. Harry e Hermione seguiram-no. Marisa atrás deles.


Mas quando eles chegaram no meio da torre, de onde a vista era completa, encontraram fogos filibusteiros encostados à parede. E era isso que causava o barulho e as luzes.

_Accio varinhas. _eles ouviram uma voz suave atrás deles e a porta bater.

Não precisaram se virar para saberem que era Marisa quem falava.

***

_Onde você a escondeu?_ Lucius perguntou com desprezo na voz _Eu só vou perguntar uma vez, e espero que você já tenha recuperado juízo suficiente para responder.

_Meu juízo nunca esteve melhor. _Draco respondeu sem se alterar.

_Como você pode ser um filho tão idiota, tão desprezível, tão ingrato? _Lucius ergueu sua varinha _ELA É UMA WEASLEY! COMO VOCÊ PODE SE ARRISCAR PARA A DEFENDER?!

_Isso porque eu a amo. _ele respondeu com calma. Lucius contorceu o rosto de ódio.

_E a EDUCAÇÃO QUE EU LHE DEI DURANTE TODOS ESSES ANOS?!

_Em ALGUNS MESES ELA ME ENSINOU MUITO MAIS DO QUE VOCÊ! Em todos esses anos! _ele esbravejou. Todo seu corpo tremeu de fúria. Lucius apenas o encarou. Depois, gritou algo que Draco não absorveu, tamanha era sua raiva, e que o fez sentir que todo seu corpo queimava e se rasgava por dentro.

_Você é um DESGRAÇADO! _Lucius gritava ainda apontando sua varinha para Draco e torturando-o. _VOCÊ VAI SE ARREPENDER POR ISSO!!!

Draco tentou segurar dentro de si a dor que estava sentindo, mas ela foi liberada através de grito. Ele caiu de joelhos no chão e no segundo seguinte, Lucius cortou a azaração. No chão, o loiro ainda sentia como se seu corpo tivesse sido pisoteado. Não tinha uma parte de si que não estivesse doendo.

Lucius reativou a azaração. Draco voltou a gritar. Gina ergueu-se do chão. Não era boa em feitiços silenciosos, e, sem voz, sua varinha não tinha uso nenhum. Draco sentia os nervos de seu corpo se esticarem ao máximo. Sua cabeça parecia que ia estourar. Gina não pensou em mais nada, pulou na frente de Draco, e o garoto parou de sentir dor.

Gina sentiu seu corpo todo arder instantaneamente. Jogou o pescoço para trás, vidrada de dor. E a dor foi tanta, que rompeu o feitiço que Draco fizera e a permitiu soltar um grito angustiante. Draco entendeu o que tinha acontecido. Caído, ele ergueu o rosto do chão e viu que Lucius parara, surpreso, o feitiço.

Gina caiu no chão. Draco quis levantar, mas não pôde. A tortura o deixara fraco. Ele ergueu-se com dificuldade sobre um cotovelo, mas Lucius foi muito mais rápido que ele.

_Ora, ora. _ele comentou ajoelhando-se no chão. Gina teve plena consciência de algo quente escorrendo por suas costas e, ao abrir lentamente os olhos, viu sua própria mão. Lucius desfizera o feitiço. A próxima coisa que Gina sentiu, foi seu cabelo sendo puxado e seu rosto sendo afastado do chão. Lucius aproximou seu rosto do dela e sua respiração bateu na face da garota. _Como vocês são idiotas!

Lucius ergueu a ruiva pelo braço e a jogou contra a parede mais próxima. Ela resmungou e fez uma careta dolorida. Lucius se afastou novamente e mirou diretamente em seu peito.

_Cruccio. _e mais uma vez ela sentiu todo o corpo arder, como se fosse dilacerado. Fechou os olhos, apertando-os com força, como se barrando a imagem que tinha, de um bruxo a torturando, ele fosse parar de tortura-la. Gritou. Gritou com a alma. Gritou com todas as forças. Gritou como se alguém pudesse a ajudar. Como se isso fosse diminuir a dor que estava sentindo. O pulso de Draco tremia ligeiramente, quando ele forçou-o contra o chão para se levantar.

Lucius baixou a varinha e aproximou-se novamente dela. Segurou-a mais uma vez pelo braço. _Vou levar você para o Lord. Ele vai gostar de ter com que se divertir. _e puxou-a. Ela ia deixar-se levar, molemente. Mas uma voz vinda de trás o fez parar.

_Não. Vai. Não. _Draco levantara-se do chão e segurava sua varinha em posição de ataque. Lucius arqueou uma sobrancelha, como se achasse graça e soltou novamente a garota. Levantou-se e virou-se para o filho.

_E quem vai me impedir?

_Eu. _ele respondeu ficando totalmente reto, como se isso não estivesse custando cada grama de força que ele tinha. _Eu não sou mais uma criança. Eu não vou deixar mais você me dominar.

_Você não tem que deixar nada! _ele exclamou com arrogância _Cruccio! _ele gritou novamente.

Mas com um gesto transversal da varinha, Draco fez um feitiço de defesa e bloqueou a tão poderosa magia negra.

_Talvez eu tenha aprendido coisas demais com você, papai. _Gina teria gostado de ouvir o tom irônico com que Draco dissera “papai”, mas a carga de magia negra que a atingira fora tão forte que ela perdera os sentidos.

_Não o suficiente para me derrotar! _Lucius esbravejou, quase rosnando. Com um gesto brusco, brandiu a varinha e um feixe de luz vermelha saiu de sua ponta na direção de Draco. Ele saltou agilmente por cima de uma pedra desmoronada, desviando.

Isso foi o suficiente para irritar Lucius. Despeitado, ele começou a lançar uma série de feitiços, da mais poderosa magia negra. Draco não deixou por menos. O corredor ficou cheio de luzes coloridas que Lucius lançava e que Draco, longe de se intimidar, retribuía.

Mas o pai era mais experiente. Draco era ágil. Esperto. Mas não podia, invariavelmente, evitar que alguns feitiços passassem raspando por ele.

Sua blusa já se rasgara. Seu rosto tinha um corte profundo e feio. Seu braço direito estava sangrando. E foi então que um cruccio atingiu-o e ele caiu no chão.

_Não entre em brigas que você sabe que vai perder, Draco. _Lucius comentou com um tom de voz irônico, enquanto ele se levantava do chão. Ele não desistia. Ele simplesmente não ia desistir. _Você vai morrer e não vai ser grandiosamente. Vai ser no chão. Ao lado de uma Weasley asquerosa.

_O que é morrer grandiosamente para você, pai? _Draco perguntou em pé novamente. _É morrer a serviço de alguém que não está nem aí para o fato de você estar vivo ou não. Para alguém que talvez nem saiba seu nome direito? Isso é ser idiota. Não é ser grandioso.

Lucius deixou seu rosto se contorcer em fúria, tomo fôlego e esbravejou: _ Avada Ked... _Draco reconheceu o que ele ia dizer, mas não chegou a sentir medo. Apenas revolta. Por saber que antes de conhecer Gina ele nunca fora amado de verdade. Que pai mataria o filho, mesmo que ele tivesse feito algo muito errado, o que sequer ele fizera?

Isso apenas nutriu a raiva que ele já estava sentindo. E tudo isso unido com uma desesperada vontade de proteger Gina, fez Draco lançar o feitiço estuporador mais forte que já lançara em alguém.

Lucius não pôde terminar o que dizia e foi lançado, violentamente, para trás. Bateu em uma coluna e quicou de volta para o chão. Com muito esforço, ele tentou se levantar, mas não conseguiu. Draco caminhou até ele, lentamente, olhando-o de cima, com uma expressão que demonstrava asco e revolta. Ainda segurava sua varinha em posição de ataque, mirando-a diretamente no rosto do pai.

Lucius ainda tentou avançar para sua varinha, que caíra longe de si. Mas Draco pisou nela, garantindo que ele não ia pegá-la. Então, ele meramente se arrastou para perto da parede e sentou-se. Parecia apenas um velho cansado agora. _O que foi? Vai me matar?

Draco não respondeu. Seus dedos apertaram com mais força a varinha. Seu olhar ficava cada vez mais endurecido.

_É assim que você diz que mudou tanto? _Lucius perguntou com um tom irônico. Você acha que não é mais como um Malfoy e vai acabar como um assassino de qualquer jeito? Por uma Weasley? Uma droga de uma Weasley qualquer?

_Ela não é uma Weasley qualquer. _ele respondeu com um olhar de desprezo _É minha namorada. A namorada que me transformou na pessoa que eu sou hoje. E não em um assassino. _abaixou-se e pegou a varinha de Lucius do chão. Ergueu-se novamente e encarou o pai. Então, quebrou a varinha em dois pedaços, como se quebrasse um fino gravetinho. _Você não vale a pena. _ele sibilou com uma voz baixa e sibilante. Lucius parecia chocado.

Então, ele meramente jogou os pedaços quebrados sobre ele e virou-se novamente para Gina. Lucius continuou no chão, derrotado. Draco ergueu a garota nos braços, sem esforço, e começou a caminhar com ela em direção a ala hospitalar. Soberanamente. Curado totalmente do medo que sentia antes. Ele não era mais um garotinho. Estava absolutamente preparado para enfrentar o que quisessem.

Por Gina.

Ela teve a leve consciência de estar em braços fortes que ela conhecia. Sentiu um perfume deliciosamente familiar. Sentiu-se segura, aninhou-se mais nos braços do garoto, escondeu o rosto na curva de seu pescoço e apertou com força sua camisa.

***

_Eu imaginei, Marisa, mas achei que precisava ouvir de você. _Dumbledore comentou com uma voz calma, com as mãos nas costas, como se dissertasse em um congresso _Quer explicar isso agora?

Hermione não sabia como ele podia estar calmo. Ela não estava. Cada milímetro de seu corpo tremia de raiva. Ela confiara na professora. Ela gostara dela. Ela chegara até a sentir pena de Marisa quando ouvira a história de seu filho. E agora só podia se perguntar quanto daquela história era verdade.

Marisa também tremia. Visivelmente. Quase tanto quanto Hermione. O braço que segurava a varinha chegava a estremecer e seu rosto formava uma expressão de angústia que nem Harry nem Hermione podiam entender.

_Eu não tenho que explicar nada!! _ela gritou como resposta fazendo todo seu corpo se contrair com o grito. _Eu só... _ela respirou profundamente, tentando ficar calma _Só tenho que fazer uma coisa. Só. E tudo vai ficar bem novamente.

_Nada vai ficar bem, Marisa. Nada está, nunca esteve, e não vai ficar bem.

_Você NÃO ENTENDE! Você se acha poderoso demais, mas não é! Você acha que pode controlar tudo a sua volta, mas não pode. Nunca pôde! Eu passei o ano todo espionando para o Lord das Trevas e você NEM se deu conta!

Harry sentiu o estômago contrair. Hermione acompanhou essa sensação. Então era ela. Todo. Esse tempo. Era ela.

Dumbledore não mudara sua expressão calma.

_Fui eu quem contou ao Lord quando Harry destruiu a primeira Horcrux. Eu contei ao Lucius quando o filhinho dele começou a sair com aquela ruivinha. Eu dava informações a ele, quando ele disse que precisava se vingar. Era eu quem os vigiava. E fui EU quem deixou os comensais entrarem na escola essa noite! _ela completou triunfante. _E agora. Eu vou. Matar vocês. _e soltou uma risadinha curta. _Como ele vai gostar de mim depois disso. Eu. Vou ter matado de uma só vez o famoso Harry Potter, que tanto o importunou. A Granger, que tanto lhe exibiu seus conhecimentos. E Alvo Dumbledore.

Harry deu um passo involuntário à frente. Mas, dentro de sua cabeça, ele ouviu a voz de Dumbledore dizendo “não”. Somente. Um simples não. Mas ele soube que era o diretor conversando mentalmente com ele, e simplesmente confiou nele.

_E... Você nem percebeu que eu estava trazendo todos eles para dentro de Hogwarts.

_E como você fez isso sozinha, Marisa?

Marisa deu de ombros. _Foi algo que eu ouvi de um dos alunos da sonserina. A princípio eu achei o fato bem engraçado, mas depois, quando eu comecei a pensar melhor naquilo, me soou meio estranho. Quer dizer, como alguém pode realmente se perder em um armário? _Harry, a princípio, não entendeu. Mas depois se deu conta do que ela estava falando. Montague. Da sonserina. Os gêmeos o prenderam certa vez em um armário e ele ficara um bom tempo sem aparecer na escola _Então, eu fui procurar o armário. E descobri que ele fazia ligação com uma peça idêntica. Da travessa do tranco. _seus olhos se desfocaram levemente. Ela já não os encarava diretamente. Parecia falar mais para si mesma do que para os outros. _o armário estava meio quebrado. Uma pessoa podia realmente se perder dentro dele. Mas eu o consertei. E... O Lord teve a idéia. De traze-los até aqui. Assim. _voltou a olhar para eles. _E ele disse que eu vou ser um deles agora. Depois que... Conseguir matar você.

_E você quer ser um deles?

Marisa não respondeu. Seu olhar parecia temeroso. _Ele não vai gostar de mim, se eu não for... _ela respondeu finalmente, com uma voz fraca. _Ele nunca gostou.

_Eu diria o contrário. Eu diria que ele só quis proteger você.

_Você NEM SABE DO QUE EU ESTOU FALANDO! _ela explodiu, novamente, com um grito _Você não FAZ IDÉIA DO QUE ACONTECE A SUA VOLTA! Uma das pessoas que você mais confia nessa escola é um dos servidores mais FIÉIS do Lord das Trevas. Ele é...

_Severo Snape é o espião mais eficaz que eu já tive até hoje.

Marisa perdeu o ar. Ficou paralisada por alguns instantes, mas recuperou a pose rapidamente. _Ele é espião para o lado das trevas. Eu sei. Ele não sabe de mim, porque o Lord quis que ele só soubesse depois que eu passasse por esta prova, mas... Mas eu sei que ele é... VOCÊ NÃO PODE TER CERTEZA DE TUDO! VOCÊ NEM É TÃO PODEROSO ASSIM! Eu o desarmei, sozinha, sem esforço...

_Se você me conhecesse de verdade, Marisa, saberia que eu não preciso de uma varinha para fazer coisas pequenas como... _e ergueu a mão _Isso. _Marisa soltou as varinhas que segurava em uma das mãos, como se elas tivessem a queimado e, ao mesmo tempo, um tremor sacudiu a torre. Marisa olhou para os lados, assustada, e Harry apertou a mão de Hermione. _Ou de me comunicar com outras pessoas mentalmente, mesmo com alguma distância nos separando.

_Você está chamando reforços? _ela sibilou estreitando os olhos de frustração.

_Eu só chamei uma pessoa, Marisa.

Nesse minuto, a porta abriu-se com violência e todos se viraram para olhar. Mal tiveram tempo para identificar Snape, antes que ele, com um feitiço, tirasse a varinha de Marisa de suas mãos.

Marisa girou o corpo, encarando-o, assustada. _Não. _ela murmurou sacudindo os cabelos –Você não entendeu. Nós estamos do mesmo lado agora. _e sorriu _Eu mudei de lado, para ficar com você. _e estendendo os braços, deu alguns passos em sua direção. Snape deu um passo para trás e ela ficou paralisada no mesmo lugar. Com uma triste expressão de desespero.

_Acho que você não entendeu, ainda, Marisa. _Dumbledore falou _Snape não é mais um comensal.

Marisa virou o rosto novamente para Dumbledore. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e ela piscava tentando se livrar delas. _Ele não os largou quando... Quando eu pedi... Quando eu estava no hospital porque eles me atacaram. Quando... Eu perdi meu bebê... PORQUÊ AGORA?!

_Eu os larguei. _Snape respondeu com sua voz grave e séria. Marisa girou o rosto para ele. Algumas lágrimas se libertaram e escorreram por seu rosto. _O poder que Voldemort oferecia me atraía, e eu aceitei servi-lo em troca desse poder. Mas era para você ser mantida fora disso tudo. Não era para eles atingirem você. _ele completou com um tom rancoroso _Mas quando Ele soube que você ia ter um filho meu, achou que isso podia me afastar deles. E... Matou-o. E só então eu me dei conta do que estava fazendo. Eu não podia aceitar que eles haviam me recusado a única coisa que eu pedira a eles, que era protege-la. Então eu os larguei. Vim trabalhar em Hogwarts e... E voltei como espião, a pedido de Dumbledore. Eu estava disposto a me vingar deles.

Hermione lembrou-se do número de vezes que Harry se perguntara por que Snape resolvera abandonar o lado das trevas, se é que ele realmente abandonara. E ali estava a resposta. A mais pura de todas. Amor.

_Ele me disse que você nunca os largaria. Ele me disse que você só ia voltar para mim se eu me unisse a eles. Eu queria tanto que você gostasse de mim... _e começou a chorar de verdade, encostando-se ao parapeito e deixando o corpo estremecer a cada soluço.

_Ele mentiu para você, Marisa. Ele controlou você. _Dumbledore concluiu em um tom grave.

_Então você veio para a escola esse ano e tudo voltou de uma vez só. Você me deixou muito preocupado esse ano. _Snape continuou, virando-se de costas, incapaz de vê-la chorando _Você agia de um modo estranho. Você dizia coisas que eu não entendia. E coisas estranhas aconteciam. E eu só podia pensar que era você. _Virou-se novamente para ela, mudando totalmente o tom da conversa _E você sabe que vai pagar pela invasão sozinha, não é? Aurores expulsaram todos os comensais do castelo e eles a abandonaram aqui, sozinha, para pagar por tudo isso. Você devia imaginar que eles são traidores, Marisa. Você devia ter imaginado. _ele concluiu com um tom urgente. Marisa ergueu os olhos e chorou ainda mais. Hermione deixou uma lágrima silenciosa escapar. Como Snape podia ser tão áspero.

_Eu vou para Azkaban! _ela exclamou soluçando com mais violência _Oh, Merlim, eu não quero ir para Azkaban!

_Não seja tão terrível com ela, Severo. _Dumbledore pediu, com uma voz terna. _Todos nós sabemos que você nunca feriu nem matou ninguém. E que você está totalmente arrependida do que fez. _Marisa fez que sim _Eu posso resolver isso. Você não vai para Azkaban. _Hermione olhou para Severo e não conseguiu decifrar sua expressão _Você vai cumprir sua pena em uma cela especial no Ministério. _e estendeu a mão, indo até ela _Vamos. Temos muita coisa para cuidar lá embaixo.

Marisa aceitou a mão do diretor e se recompôs. _Eu não sei como pude ser tão idiota. _ela comentou ainda meio chorosa.

_Tom é o maio manipulador que já se teve notícia. _Dumbledore consolou. _Você não foi uma idiota. _e conduziu-a novamente para dentro do castelo. Snape não os acompanhou. Impassível, ele caminhou até o parapeito e se pôs a contemplar o horizonte. Hermione deu um passou a frente. Queria dizer alguma coisa.

_O que vocês estão esperando?! _Snape perguntou repentinamente virando-se para eles. _Vamos! Sumam daqui! _e virou-se novamente para o céu.

Mione deu mais um passo a frente, mas Harry segurou sua mão e puxou-a de volta. Quando Hermione encarou-o, interrogativa, ele apenas fez um sinal de “não” com a cabeça. Que indicava claramente que incomodá-lo não era a melhor idéia do momento.

Ainda olhando duas ou três vezes para trás, Mione deixou a torre com Harry.

Snape continuou olhando, compenetrado para o horizonte.



Na:
Kamikinha, Ops. Não foi o último no fim das contas. Acho que eu estou demorando muito para terminar logo, né? Bom, o próximo é o final. E agora vai. Ahá. Tadinha mesmo da Marisa. Bom, pelo menos eu ainda tenho dó dela. Quer dizer, quando eu comecei a fazer a fic, era pra ela ser má de verdade. Mas eu gostei dela. Gostei mesmo dela. Então, ficou assim. Rsrsrs. O que achou? Feliz 2007, também! Eu sei que é um pouco atrasado, mas é sincero ;) Bjsssss

LoLa Malfoy & LoLy Potter, sssiiiiim, um pouco de ação de D/G pra vocês rsrsrsrs. Não foi aquelas coisas que se diga, puxa quanta ação que ela colocou no capítulo, mas vocês gostaram? Não se esqueçam de comentar falando, hehehe.... AAAhá. Isso você vai descobrir no próximo capítulo. Sem falta. Continue por aqui, viu? Bjsssss

Lílian, você não acreditou que eu matei o filho do Snape? Então você deve estar até verde, agora, né? Pelo que eu fiz com a Marisa.... Aaaaahhhhh, mas eu gosto do Snape e dela... Eles vão ficar felizes no fim. ... ... ... Bom, mais ou menos hehehehehe.... Não pensei em nada interessante?? Bom, não sei se pode se chamar de interessante... Talvez não seja aquelas coisas que se diga, puxa que final interessante o daquela fic... Mas eu já pensei sim... Na verdade, eu pensei no final, antes mesmo de pensar no começo. Mas pode ser um clichê... Quem sabe? Continue deixando sua opinião, tah? Bjssssss

Larissa, dessa vez nem foi a inspiração : ( foi o modem da minha casa que queimou... Eu sou muito azarada rsrsrs... Bom, era pra acabar, né? Mas eu acho que eu calculei mal. Muito mal, na verdade. Hehe, meu forte não é cálculo. Uma vez eu falei que 1,5 vezes 3 era 3,5 ... ...ixiiii abafaa hauhauuha... Acho que é por isso que eu prefiro letras rsrsrsrs... Puxa, vida, obrigada pelo elogio. E pelo apoio. Mas, no próximo, siiiiim, todas as suas dúvidas serão respondidas. Então continue lendo, sim? Rsrsrs

Jack, sinta-se a vontade para usar a expressão que preferir... hehehe... você é da casa, rsrsrs. Você sabe que aqui, você pode td hauauhauauha... Só não me abandonar claro. Aaaahh, foi tão pokinhu assim que eu postei da outra vez? Ah, mas desta vez o capítulo ficou grandinho, né? Não pode negar... hehehehe... E desta vez, a culpa não foi minha. Sério, não foi mesmo. Eu não sei o que aconteceu direito, mas meu pc estava se recusando a entrar na net, então não dava pra postar... : ( Eu mereço ser desculpada desta vez, hehehe ... Feliz 2007 mais uma vez Jack!!!!!!! Continue aki, viu ^^ Mtss Bjsssss

Ahavene, Eu tramando? Será? Rsrsrsrs... Aaaahhhhh, nosso lindo, amado, idolatrado, salve, salve, Draco, não ia fugir, né? Ele é muito corajojo ^^ hauhauhauha... A baba ovo mor falando rsrsrsrs... E o Lúcio, bom, acho que agora ele desiste, né? Né? ... ... ... Será? Hauhauhauha... ´´e verdade, o Draco tem aparecido pouquinho, tadinho. Aliás tadinhas de todas nós, privadas de sua aparição rsrsrsrs... Até eu sinto falta dele : ( ... E agora? Você ainda quer matar o Snape? Pq no fim das contas, ele tinha largado os comensais né? Hmmm acho que até o final eu faço ele conquistar o direito de continuar vivendo, rsrsrs ....Feliz 2007, viu? Atrasado, mas acho que vale... Bom, se bem que 2007 é o ano todo, vale um feliz 2007 pro ano todinho.... Deu pra entender? Acho que eu sou meio confusa de vez em quando, né? Rsrsrs Continua comentando, tah? Bjssssss

Magy, aaaaahhh postei postei postei postei, rsrsrsrs...Que bom q vc gostou!! Fico muito contente mesmo ^^ ooolha, a maioria das suas perguntas respondi nesse capítulo, né? O que o Lucius ia fazer... quem era o espião... Só faltou as que ficaram pro final rsrsrsrs.... Aaaii me diz o q achou das respostas que eu dei as suas perguntas, viu? E continua por aqui, ^^ Bjsssssss

Edilma, que bom que você está gostando. Fico feliz :D Opa, tortura? Adoro... me diz onde que eu passo lá... rsrsrsrs Brincadera... aaaahhh eu não torturo tanto assim ^^ *carinha de anjo* rsrsrsrs... Continue dexando sua opinião, viu? Bjsssssssss

Caroline, epa, desculpa de novo... hehehe... Acho que já tah virando hábito me desculpar pelo atraso rsrsrs... aaaahhh ficou pro próximo a reação do Harry hehehe... Mas e vc? Ainda tah com raiva do Snape? A da Hermione passou mais rsrsrsrs... Bom, pelo menos ele deixou os comensais. Né? Imagina a Mione de verdade se descobrindo grávida? O.o ... ela tinha um ataque msm rsrsrsrs... Não esquece de falar o que vc achou ; ) Bjssssssssss

Daniel, nouza, mto, mto ,mto, mto obrigada mesmo pelo coment... Verdade, eu fico muito contente por você achar isso. ^^ o que achou do cap? Dexa um coment contando, tah? Bjssssssss

Pan. Verdade???? Isso é um sinal de que você gostou? Eba!!!! Rsrsrsrsrs.. Ahhh não chora não! Atualizei. Demorei, mas chegou rsrsrs.... Espero que você tenha gostado desse cap. Continue por aqui ^^ Bjssssss

FABIANA, uau, obrigada de verdade pelo elogio. Fico Tri contente : D . Ei, sobreviva! Sobreviva e continue lendo... rsrsrsrs e gostando. Cooom certeza ajuda a inspiração, mas dessa vez quem não colaborou muito foi o computador : ( Ele resolveu não me dar o prazer de entrar na net esses dias rsrsrsrs...Não suma hein? Bjsssssssss

roma11, o que tenho a dizer é Romário, fuinha... hauhauhauha Novo admirador hauhauha... Ai ai, só vc msm... Vc sabe q eu t adoro, neh? Bjssssss

Archangel, sério? Já tah tão grande assim? Nouza eu nem percebi o tamanho que tava... só fui escrevendo rsrsrs... eeeeeeee obrigada pelo elogio, pelo coment e por ler :D :D Fico feliz por você ter gostado e espero que tenha gostado desse cap tbm... e que leia o próximo rsrsrs... Abusada eu, neh? Rsrsrsrs Bom, mais ou menos, não vai deixar ele fraco, maaaasss hehehe... não vou contar, senão estraga a graça nháááá... rsrsrsrs... Feliz 2007 tbm, meio tarde mas sincero... Bjsssss

Mah, sério que vc chorou qndo ela jogou a vassoura no lago? Eu ri! Nossa, serah que eu sou insensível? rsrsrsrs... Mas vc riu nos seguintes, neh? Nouza, e sério que essa eh a primeira fic H/H que vc gosta? Q legal!!! Eu lembro que eu comecei a gostar de H/H qndo li Harry Potter e o Perfeito e o Proibido... Eu chorei de me acabar rsrsrsrs... Mas eu fico mto feliz por saber que vc estah gostando ^^ Siiim, pode dexar que eu passo sim. Não passei ainda, pq meu pc tava com frescura pra entrar na net, por isso que eu demorei pra postar tbm, mas enfim, eu vou sim... Eh D/G? Eba, 24, espero que vá em frente e continue aki ateh o final, rsrsrs... Vlw msm pela força e pelos elogios :D Bjsssssssss

Raah, aaaahhh!!!!!! Brigada, brigada, brigada, brigada, rsrsrsrs... Vc me deixou mto feliz rsrsrsrs Aaahhh, ficou pro próximo a reação do Harry... eu fiz de propósito só pra ter certeza que vc ia ler ateh o final e que não ia me abandonar... rsrsrsrs brincadera ^^ eeeeeee, o primeiro eh sempre especial hein? Rsrsrsrs... Mas deixe mais comentando o que achou, viu? Demorei um pouko, neh? Mas Morgana não atendeu às minhas preces e às suas e não me arrumou um modem novo, aí demorei neh? Rsrsrsrs...Bjsss, bjsss, bjsss e teh a próxima ^^

Polyana, puxa, fico mto feliz por vc estar gostando e pelos elogios tbm, rsrsrsrs... Espero q vc continue lendo... Bjsssssss

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Comentários: 1

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Enviado por Isis Brito em 05/08/2012

Draco e Gina arriscando a vida um pelo outro... *---------------*
Snape mostrando o que ele tem de melhor... *--------------*
Capítulo lindo!!!
(Amanhã continuo!! xD)

Nota: 5

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