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6. Aproximação


Fic: Papai


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O dia anterior tinha sido longo e cansativo para Harry, que além de estar sofrendo com o fuso horário, se encontrava no meio do triangulo Hermione- Ron- Miranda... que havia se transformado em um quadrado quando descobriram a existência de Hannah.

Ao retornar ao Largo Grimmauld, passou horas discutindo com Remus, que parecia bem melhor do que quando Harry partiu, sobre a vida na Inglaterra e a que levara na América. Após uma boa noite de sono, esperava que tudo voltasse ao normal, e que, no novo dia, o anterior não parecesse tão ruim quanto imaginara.

Mas assim que Ginny abriu a porta da Toca e lhe explicou o que ela e Hermione estavam planejando, Harry soube que as coisas não voltariam ao normal por um bom tempo.

“Não estou muito certo disso,” admitiu, olhando para Ginny e Hermione.

“Não está certo de que?” perguntou Ginny olhando de um amigo para o outro. “É simples, Hermione passa um tempo junto com Ron e Hannah, e ele percebe o quão idiota e egoísta ele é, e eles viram uma família.”

Harry ainda estava hesitante; claro, Ron era meio tapado quando se tratava de mulheres, mas estava certo de que Miranda daria um basta em qualquer ‘momento família’ antes que fosse longe demais.

Harry virou-se para Hermione e a examinou com expressão séria. Estava surpreso por ela levar aquilo adiante; ela sempre foi mais sensata sobre esses assuntos do que Ginny.

“O que você acha disso?”

Hermione respondeu, tímida, “Tudo o que eu quero é que Hannah tenha uma família.” Baixou o olhar para as mãos, que unidas e largadas sobre a mesa da cozinha, onde o trio se encontrava.

Harry conhecia Hermione há nove anos e poderia dizer quando ela não estava sendo completamente honesta. Querer um pai para sua filha era apenas a ponta do iceberg, na sua opinião. A olhou, imaginando se ela iria se abrir.

“E?” insistiu, quando ela parou de falar.

“E nada,” Hermione confirmou, apoiando as palmas das mãos na mesa em ênfase. Harry sabia? Como ele poderia saber? Ela havia decidido que chorar por Ron não a ajudaria e que deveria seguir em frente. Era isso que vinha fazendo... até ele voltar para casa, claro. Ao vê-lo, algo impediu seus sentimentos de desaparecerem.

Imagino se Ron tem o mesmo problema?

“Ele está com a Miranda agora, e eu... eu sou apenas a mãe da filha dele,” explicou desapontada, suspirando pesadamente. De repente, o plano de Ginny pareceu fútil, e tão bobo quanto parecera no início.

“Como você pode dizer isso como se fosse uma coisa ruim?” Ginny perguntou, surpresa com o estado da amiga. Ela não era assim, mas novamente, desde que Ron trouxera Miranda, a confiança de Hermione havia ido por água abaixo.

“Porque aos olhos de um rapaz jovem, é. Miranda é jovem, bem atraente e pode divertir bastante o Ron, e eu? A cada dia pareço mais velha, tenho estrias na barriga e quadris largos, e minha única diversão é preparar mamadeira e lanchinhos para a Hannah quando os gêmeos saem com ela toda terça-feira, enquanto estou no trabalho.” Baixou o olhar mais uma vez para as mãos, sentindo-se mais depressiva do que antes.

Ginny hesitou, e então puxou Hermione para um abraço. “Não se diminua, você vale mais do que cem Mirandas. Ela é apenas uma vadia que pensa que pode piscar e esperar que os homens caiam aos seus pés. Você é real e não se dá o devido crédito. Ron é um idiota se não consegue enxergar isso,” disse.

“E veja bem,” Ginny acrescentou, afastando-se para encarar Hermione, que enxugava os olhos com a manga da blusa. “Mamãe tem aquela regra que não permite que meninos e meninas dividam o quarto, então eles não podem transar.”

Hermione riu, ajeitou os cabelos. “Obrigada, Gin. Mas você não pode afirmar isso.”

“Oh, posso sim. O Harry me disse. Eles não fizeram nada ainda. Parece que a Miranda está segurando. Com certeza sabe que os caras fariam qualquer coisa pra conseguir,” disse Ginny, fazendo careta pelo papo sobre a vida sexual de seu irmão. Mas valeu a pena, pois um pequeno sorriso se formou nos lábios de Hermione.

“Ei!” Harry disse, abismado com a traição de Ginny. “Eu disse que isso era segredo!”

Ginny rolou os olhos, “Não, não disse. Você sabia que eu iria contar a Hermione. Você apenas não queria falar sobre sexo com ela, por que não consegue.” Ginny mostrou a língua. Era verdade, Harry mal conseguia dizer a palavra, imagine conversar sobre o assunto. Os Dursleys não lhe ensinaram nada e ele não teve amigos na escola para conversar, então foi forçado a aprender o básico no 6º ano e os detalhes um pouco mais tarde.

Harry corou. “Eu consigo falar sobre... você sabe,” disse calmamente, seus olhos fixos em um gancho na parede, onde estava pendurado o avental de Molly, com uma mancha que pareceu muito interessante. Ele rezou para que Ginny parasse de olhar para ele de um modo tão divertido e terno.

“Hum, eu acredito, Harry,” disse Ginny, cruzando os braços contra o peito. “Agora, de volta ao plano...”

“Sabe... não me sinto muito a vontade com isso,” Hermione a cortou, sem graça.”Eu não quero coloca-lo em ação. Não sou boa nisso, não quando se trata... dele.” Levantou, e dirigiu-se às escadas. “Hannah vai acordar logo; acho que vou levá-la pra brincar lá fora.

Após deixar o casal, começou a pensar na última hora. Quando Ginny estava explicando o plano para Harry, pôde ver que ele não parecia muito confiante, e se ela fosse honesta consigo mesma, sentiria o mesmo. Ela realmente queria voltar com Ron dessa maneira? Usando a própria filha como arma para ajudar a arruinar o relacionamento dele com Miranda? Isso parecia extremamente ruim, quando analisado dessa maneira.

Estou tão desesperada assim?

Essas palavras ecoavam em sua mente e independente do que fizesse, não conseguia impedi-las. Claro, antes ela estava desesperada. Desesperada para tirar boas notas, desesperada para não deixar o fato de ser mãe tão nova afundasse sua vida profissional, mas não estava desesperada por isso.

Hannah já estava acordada quando Hermione aproximou-se de seu berço. A pequena estava brincando com seus dedos para passar o tempo, já que seu ursinho havia caído em algum momento durante seu sono.

“Mamaa!” Hannah disse alegre, levantando os braços para que a mãe a carregasse.

“Vamos lá pra fora um pouco. Acho que nós precisamos de um pouco de ar fresco.”

O ar de Setembro estava agradável, com uma leve brisa que movimentava as folhas caídas. Essas eram a única coisa que lembrava que o tempo mudaria logo, que Setembro chegaria e traria baixas temperaturas e dias mais curtos.

Hermione levou Hannah para fora e observou os olhos da filha brilharem ao verem seu destino: o balanço.

Esse foi o presente que Fred e George deram para Hannah em seu aniversário, o qual eles, juntamente com Arthur, montaram naquele dia. Ginny supervisionou, ou melhor, aborreceu, na opinião dos gêmeos, enquanto Hermione e Molly brincavam com Hannah, que explorava seus novos brinquedos.

Aquele dia foi muito difícil para Hermione; ela se sentiu extremamente culpada por privar Ron desse momento tão importante. Para impedir-se de desmoronar, escreveu uma carta para Ron, detalhando a festinha, desde a cor das meias de Hannah até cada um dos presentes recebidos.

O dia fora agradável, apesar dos momentos embaraçosos de silêncio, quando a ausência de Ron era notada. Isso fazia com que os olhos de Hermione ficassem constantemente vermelhos e à beira das lágrimas. Ela não teria conseguido enfrentar o dia sem os Weasleys e seus pais; foram eles que lhe deram força e confiança de que quando Ron retornasse, a família de Hannah estaria completa.

No final daquela noite, ela teve uma conversa com Molly, que revelou que sabia como Hermione se sentia. Molly explicou que quando Bill nasceu, Arthur estava fora, treinando feitiços para seu trabalho, e não pôde comparecer ao primeiro aniversário do filho.

Foi Molly quem deu a idéia de Hermione escrever uma carta a Ron, assim como ela havia feito. Molly entregou a Arthur uma carta e várias fotografias, que ele ainda guardava.

Hermione sorriu ao ver o balanço e dirigir-se com Hannah até ele. A garotinha sempre gostou do balaço, e protestava se alguém a tirava de lá, sem que ela tivesse terminado de brincar.

Sentando Hannah cuidadosamente, Hermione começou a balançá-la. As mãozinhas de Hannah seguravam firmemente as barras de segurança a sua frente e ela ria toda vez que sua mãe empurrava.

“Mais alto!” disse Hannah, balançando as perninhas para frente e para trás.

“Você quer ir mais alto, é?” Hermione perguntou, empurrando um pouco mais forte, fazendo com que a menina risse alto. “Merlin, quando você aprender a voar, não vou consegui te fazer descer.”

Igual ao Ron.

“Eeeeee!” Hannah gritou, balançando os braços no ar, como se estivesse em uma montanha russa em queda.

“Hannah, o que eu lhe disse? Segure-se, não quero que você se machuque.”

“Dicupa,” disse a menina, segurando-se novamente nas barras.

Hermione sorriu para a filha, pelo menos ela parecia não ter herdado o descaso de Ron para com as regras.

O que as duas não perceberam foi que estavam sendo observadas. Ron estava no quarto, olhando pela janela, enquanto secava os cabelos com uma toalha. Ele as estava observando a algum tempo, sem saber se deveria ou não ir até lá dizer oi. Descobrir que era pai pegou Ron de surpresa. Ele não dormira bem a noite; ficou remoendo as mesmas perguntas em sua mente.

Como minha família pôde mentir pra mim por tanto tempo?

Correu tudo bem no parto? Houve alguma complicação?

Hermione deu conta de cuidar de um recém-nascido sem mim?

Se eu estivesse aqui, eu teria sido útil em alguma coisa?
Ela tem os olhos da Hermione, mas sua risada é igual a minha. No que mais ela se parece com a Hermione? E comigo?

Quando ela crescer, será que será tão bonita quanto Hermione? Tão carinhosa e inteligente?


A maioria das perguntas não tinham respostas, e outras ele não queria saber a resposta. Tudo o que sabia era que agora que estava ali, queria fazer parte da vida da filha.

Jogando a toalha na cama, Ron dirigiu-se para os jardins. Parou diante da porta, respirou fundo aproximou-se delas.

“Olá, como estão as minhas garotas?” perguntou, sorrindo levemente e se sentindo muito nervoso.

Hermione olhou para ele e corou violentamente. “Eu não sou sua garota, Ron,” disse, em um fio de voz.

Ron recuou.

Boa, pensou. “Eu só estava dizendo...”

“Eu sei o que você estava ‘apenas dizendo’,” Hermione respondeu rapidamente, desviando os olhos de Ron e voltando a atenção para Hannah.

Ron abriu a boca para dizer algo, mas pensou melhor. Ao invés disso, abaixou-se em frente a Hannah, mas não tão próximo a ponto de ser atingido pelo balanço.

Levantando o olhar para Hermione, disse, “Me desculpe.” Seu tom de voz indicava que não estava se desculpando pelos últimos minutos, e isso aliviou um pouco o coração de Hermione.

Os momentos seguintes foram de silêncio, exceto pelo som do balanço. Foi Hermione quem quebrou o silencio, perguntando. “Você quer empurrá-la um pouco?”

Vendo que ela falava sério, Ron sorriu e levantou-se. “Tá, ta, tudo bem,” disse dirigindo-se para trás do balanço.

Hermione ficou ao lado, observando Ron empurrar a filha. Ela havia sonhado com isso; ela, Ron e Hannah agindo como uma família. Ele poderia estar apenas empurrando Hannah no balanço, mas a imagem era perfeita na opinião de Hermione.

“Ela só está tentando ser sua amiga, sabe,” Ron disse casualmente após um tempo.

O olhar sonhador de Hermione se dissipou, e ela olhou para Ron com uma expressão aborrecida. “Como é que é?” disparou, pondo as mãos nos quadris.

Sem perceber os sinais de alerta, ele continuou. “Miranda. Ela me disse que queria que vocês fossem amigas.”

Hermione duvidava muito daquilo e imaginou quantas pílulas de idiotice Ron havia tomado naquela manhã. “Mesmo,” respondeu, revirando os olhos.

“Ela acha que você não gosta dela,” Ron disse calmamente, começando a se preocupar com o modo como Hermione o olhava.

“O que a fez pensar isso?” perguntou sarcástica, empurrando Ron para o lado, para que ela pudesse empurrar Hannah.

Pego de surpresa por essa, Ron soltou um suspiro indignado. “Ah, pára com isso, Hermione!” disse exaltado. “Sou seu amigo a nove anos e sei dizer quando você não gosta de uma pessoa.”

Hermione parou de empurrar o balanço e carregou Hannah. Com a mão livre, pegou a varinha do bolso de trás da calça e sussurrou Accio Vaca. A vaca de brinquedo de Hannah veio voando pela janela da cozinha diretamente para suas mãos. Hermione caminhou até a árvore e deixou a filha lá, segurando a vaquinha, dizendo para a menina brincar ali um instante enquanto ela conversava com o rapaz ruivo.

Beijando a menina, Hermione voltou para onde Ron estava. Ao alcançá-lo, suas mão dirigiram-se novamente para os quadris. “Você acho que sou tão óbvia assim, pra dizer quem ganha o selo de aprovação da Hermione?” perguntou, os olhos cerrados.

Ron olhou para Hannah, que brincava alegremente com o brinquedo; então, voltou a atenção a Hermione. “É, eu acho,” disse, seu rosto ficando vermelho. “Lockhart lhe diz alguma coisa?”

Com este comentário, as bochechas de Hermione adquiriram um tom rosado. “Eu tinha doze anos, você esperava o que?” disse, baixando os olhos.

Ron ergueu as sobrancelhas, contente com o efeito que seu comentário causou em Hermione.

Sem querer desistir, ela adicionou, “Sentimentos verdadeiros, sentimentos fortes, não são óbvios. Você, mas do que ninguém deveria saber disse.” Ela levantou a cabeça, e seus olhos castanhos se encontraram com os azuis dele. Ron parecia não ter entendido, fato que ela notou não ser novidade tratando-se dele. Sem esperar que ele descobrisse do que ela estava falando, disse, “Eu gostei de você por quase quatro anos antes que você percebesse. Você era tão...tão garoto.”

“Verdade? Por que eu tinha a impressão de que eu era uma garota!” Ron rebateu, zombando, corando levemente.

“Oh, cala a boca, Ron,” Hermione exclamou.

“Tudo bem, não vou falar mais nada,” disse Ron, fazendo como se fechasse a boca com um zíper, trancasse com um cadeado e jogasse a chave invisível fora.

O silêncio se instalou, um encarando o outro, como se desafiassem um ao outro a falar primeiro. Foi Ron quem começou, “Você sempre tem que ter razão, não é?”

Hermione suspirou pesadamente.

Revirou os olhos novamente. “Ron”, disse. “Será que dá pra você esquecer isso e deixar a mim e a minha filha em paz?”

Ron deixou escapar uma baixa e curta risada. “Como é? Sua filha? Você não quer dizer nossa filha? Eu acho que tive uma participação na concepção dela, e por participação eu quis dizer...”

“... Eu sei o que você quis dizer, e você é nojento, Ronald Weasley,” Hermione disparou, aborrecida, lutando para manter a voz baixa, no caso de Hannah estar por perto. Olhando ao redor, viu que a garotinha a encarava com interesse. Hermione ofegou, mas com um rápido movimento de sua varinha, um feitiço silenciador envolveu o casal. Virou-se para encarar Ron.

“Tudo pra você tem que estar relacionado com sexo, não é?”

“Você faz eu parecer um maníaco sexual!” Ron respondeu, indignado. “E de qualquer maneira, foi você quem tocou no assunto no nosso sétimo ano, ou você esqueceu?” seus lábios se inclinaram em um sorriso.

“Eu posso ter tocado no assunto, mas você se comportava como um idiota excitado desde o sexto ano,” Hermione respondeu calmamente. “Ou você esqueceu daquela vez que eu encontrei minha calcinha no seu quarto?”

Ron corou, tentando pensar em uma resposta. “Você não teria encontrado... aquilo se não fosse tão enxerida,” respondeu, torcendo o nariz para a lembrança. Hermione o estava ajudando com o dever de História da Magia, quando teve a infeliz idéia de procurar por um pote de tinta em uma das gavetas de Ron.

“Eu sou enxerida? E quanto todas aquelas vezes em que você me perguntava sobre minha relação com o Viktor?” perguntou, seu cabelo, que havia sido preso em um rabo de cavalo de manhã, agora estava se soltando, e seus cachos caiam sobre seu rosto corado enquanto ela encarava furiosa o pai de sua filha.

“Eu tinha que perguntar!” Ron insistiu. “O Vicky tinha dezoito anos e você apenas quinze quando se conheceram! Ele era um pervertido nojento!” gritou, seus olhos adquirindo um brilho perigoso.

“Ele não era um pervertido e não havia motivo para você nos seguir!” Hermione gritou, e ao ver a expressão de choque de Ron, adicionou, “É, eu sabia que você estava nos seguindo. Vou te dar uma dica, quando você pegar a capa do Harry emprestada... CERTIFIQUE-SE DE QUE SEUS PÉS ESTEJAM COBERTOS!”

“Eu só fiz isso por que eu me importava com você- ao contrário de certas pessoas!” respondeu, dando vazão aos antigos sentimentos.

“O que quer dizer com isso?” Hermione perguntou, com a voz mais calma, mas confusa.

“Se você realmente se importasse comigo, como eu pensava antes de ter viajado, você não teria mentido pra mim!” ele respondeu, com a voz um pouco rouca.

“O q...”

“Você mentiu sobre a gravidez- todas aquelas cartas e nada!” Ron a cortou, querendo extravasar seus sentimentos antes que Hermione tivesse a chance de responder. “Eu fui deixado de lado enquanto toda a minha família sabia! Todos vocês estavam rindo de mim?”

“Não, nós...”

Oh, não vamos contar nada ao Ron! Ele provavelmente vai derrubar o bebê e ser um péssimo pai!” Ron imitou, com a voz mais aguda, mas parando lentamente pelas coisas que estava dizendo. “Eu teria sido um bom pai, se tivessem me dado a chance!”

“EU SEI,” Hermione gritou, não querendo ser interrompida novamente. “Eu sei que você teria sido, mas eu tive que fazer uma escolha.”

“Não essa maldita escolha de novo!” disse Ron, exaltado.

“Essa maldita escolha de novo, sim!” Hermione começava a se irritar com a ignorância de Ron. “Você teria odiado deixar o treinamento de Auror e acabaria me culpando por não ter se tornado algo que sempre sonhou!”

“Eu poderia ter pedido transferência! Tem uma escola de Auror aqui também! Pode não ser a melhor, mas eu teria isso pra lá se isso significasse poder ficar por perto- vendo minha filha crescer a cada dia!”

“Eu... eu pensei que estivesse te ajudando,” disse Hermione, tímida.

Ron suspirou e respondeu, “Não meinteressa se você pensou que estivesse me ajudando. Você nunca pensou que talvez eu tivesse voltado, não por que achasse que fosse preciso, mas por que eu queria?”

“Eu... er...”

“Exatamente, você não pensou,” disse Ron, seus lábios crispados. Passou os dedos pelos cabelos já secos e acrescentou, mais calmo, “Todo o que eu queria era vir aqui e fazer as pazes com você, e agora que a vi, fazer parte da vida da minha filha.”

Ron colocou as mãos no bolso e baixou o olhar. Sua respiração começou a voltar ao normal e quando lembrava de algumas coisas que havia revelado, uma onda de embaraço fez com que seu rosto corasse.

Hermione se sentia emocionalmente cansada. Seu coração doera com cada palavra de Ron. Seria tudo verdade? Eles estariam juntos neste momento se fosse?

Não houve tempo para e se e o que teria acontecido, quando uma pequena fungada a despertou dos pensamentos.

Hannah havia se aproximado para ver o que estava acontecendo. Devido ao feitiço, ela apenas pôde ver a mãe gritando e parecendo triste, mas não podia ouvir o motivo. Mesmo assim, isso entristecia a criança.

Sentindo-se pior ainda, rapidamente Hermione retirou o feitiço e se abaixou para pegar Hannah. A última coisa que queria era que Hannah testemunhasse uma coisa daquela e embora não pudesse escutar o que estava acontecendo, ela era uma garota esperta e poderia perceber que não era uma coisa boa.

“Está tudo bem, Ursinha,” Hermione murmurou, abraçando a filha. “Está tudo bem.” Hannah parou de chorar e esfregou os olhos com os pequenos punhos. Abriu um grande sorriso para a mãe, mostrando seus dentes, o que fez Hermione rir também. Seus dentes começavam a aparecer, mas não haviam nascido todos ainda. Entretanto, eles pareciam estar em ordem, o que agradava muito a vovó e o vovô Granger.

Hannah virou-se para encarar Ron, que se assustou com o movimento repentino. A menina franziu o rosto, deixando a língua de fora. Parecia que ela estava em profunda concentração.

“Pa... pai,” disse Hannah, lentamente.

Ron respirou fundo, esperando que o oxigênio atingisse seu cérebro antes que ele desmaiasse.

“Papai,” Hannah repetiu, com mais segurança dessa vez.

“Como...?”

“Ela tem uma foto sua ao lado da cama. Ela a olha todos os dias, e eu lhe conto histórias à seu respeito,” Hermione revelou, meio tímida, vendo as feições de Ron suavizarem completamente ao observar a filha, que agora esticava os braços para ele.

Ele se sentiu extasiado com a informação, e de repente se rendeu ao desejo de segurar aquele pequeno ser que ele e Hermione haviam gerado. “Posso?” perguntou, indicando Hannah com a cabeça e incapaz de disfarçar o desejo na voz.

“Claro,” respondeu hermione, entregando a filha a Ron, certificando-se de que ele a estava segurando direito. Como se seus sentimentos já não estivessem confusos o bastante, isso tinha que ter acontecido. Ela estava feliz, claro. Isso era tudo o que Hermione mais queria desde que Ron aparecera na lareira da Toca no dia anterior.

“Estou segurado direito?” perguntou Ron. Ele lembrou do dia em que Ginny nasceu, e de como ele e seus irmãos queriam carregá-la. Como uma goles, dissera seu pai. Ron não teve a oportunidade de carregá-la até que ela fosse um pouco mais velha e maior que uma goles, momento em que ela chorou e esperneou para que ele a soltasse. Pelo menos Hannah não o estava chutando. Ele moveu seu braço para baixo para deita-la, e de repente... ela se encaixou direitinho.

“Você está indo bem,” assegurou Hermione.

“Que tipo de histórias você conta pra ela?” Ron perguntou, baixando o olhar para a filha, prestando mais atenção em suas feições. Ela tem o meu sorriso, pensou, ao ver Hannah sorrindo meio torto para ele.

E os olhos da Hermione, curiosos e profundos.

“Várias. A sua favorita é a do Xadrez Gigante da McGonagall, no nosso primeiro ano. Ela acha que você é um herói de verdade.”

E eu também, mesmo que você me enlouqueça às vezes.

Ron sorriu e olhou para Hermione. Parecia que haviam passado horas, enquanto um fitava o outro, admirando-se. Eles não se olhavam assim há anos; tudo estava calmo ao redor deles. Os olhos de Ron exploravam as feições de Hermione, que possuía algumas mudanças significativas desde a ultima vez que a vira.

Ela tem linhas de expressão na testa; elas se curvam como um lindo sorriso. Seus olhos possuem mais sabedoria, o que não é nenhuma surpresa.

Como alguém pode ficar mais bonita em tão pouco tempo?
i

Hermione não percebeu o leve espanto dele quando seus olhos o fitaram. Os braços dele pareciam mais fortes; ele havia se desenvolvido bastante com todo aquele treinamento. Sua pele possuía um brilho saudável, fazendo-o parecer bem e feliz. Porem, quando ela olhou em seus belos olhos azuis, pôde ver o mesmo garotinho do trem, com sujeira no nariz.

“Ronald?”

O som estridente de Miranda procurando por seu namorado quebrou o silêncio, assim que ela apareceu na porta da cozinha. “Estava procurando por você. Entre, amor.”

Os olhos de Ron nunca deixaram os de Hermione ao responder, “Já estou indo.” Devolveu Hannah para a mãe, sorrindo envergonhado. “É melhor eu ir...”
“Claro,” disse hermione, sentindo-se desconfortável pelo que havia acabado de acontecer. “Você não quer deixá-la esperando.”

“É,” disse Ron, esfregando o pescoço. “Te vejo no jantar.”

“No jantar será,” Hermione sussurrou no momento em que Ron caminhava em direção a cozinha, deixando os sentimentos da garota mais confusos do que nunca.



**ao som de Aburrida y Sola- RBD. cantando híper desafinada**

Er... Oi, people!!

Egua, gelei agora... ao invés de clicar em Inserir Novo Capítulo, cliquei em Apagar Comentários e pra piorar, depois ainda cliquei em Deletar Fic. Aff Maria, eu ia ter um treco se deletasse alguma coisa.

Bem, o cap demorou, mas saiu... desculpem os possíveis erros de digitação e português, mas fazer isso de madrugada, no escuro, sem óculos, com sono e sob efeito de remédio é ralado rsrsrsrs

Recebi muitos coments aqui, no ff.net e orkut de gente reclamando da Miranda, dizendo que ela é uma vaca, cachorra, vadia, p***... bem, preparem-se para odiá-la mais ainda apartir do próximo capítulo. =)

Por falar nisso, terá momento H/G.

bjoks amores

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