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16. XVI • Ironia do Destino


Fic: A Honrosa Face do Desejo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Blaise parecia estranhamente calado. Em certo momento, su¬geriu que os homens fossem conversar no escritório enquanto as mulheres falavam sobre moda e outras banalidades.
— Eu poderia matá-lo — Joyce grunhiu.
— Ele está apavorado — Gabby comentou. — Parece um garoto. Acho que você o intimida. Sente-se diminuído devido a sua origem pobre, J.D. era muito parecido com ele antes de nos casarmos. Agia como se me odiasse. Nada que eu fazia parecia agradá-lo. Resistiu até o fim.
— Talvez eles sejam todos iguais — aventurou Dani. — Pre¬cisam de um incentivo para se tornarem maridos e pais.
Melissa assentiu.
— Draco é muito bom com Matthew e eu nunca imaginei que ele gostasse de crianças quando vivemos na Guatemala.
— Deve ter sido excitante crescer na América Central — Gabby comentou.
— Eu era vizinha de Draco. Ele era meu mundo.
— No entanto, vocês ficaram separados por um longo tempo.
— Não foi um casamento normal. Agora estamos tentando reconstruí-lo. Não é fácil.
— Ele é um bom homem — Gabby afirmou. — Salvou minha vida quando eu e J.D. tentávamos resgatar minha cunhada. Sob o fogo, Draco é uma das pessoas mais frias que já conheci.
Joyce escolheu aquele momento para olhar para o chefe, sem tentar ocultar seus sentimentos. Ele fez o mesmo e o ar ficou carregado de eletricidade.
— Com licença — a sra. Albright veio em socorro a Joyce.
— O jantar está servido.
Melissa agradeceu e sorriu.
— Vamos jantar, querido? Draco estremeceu sob seu toque.
— Em todo o tempo que estivemos juntos, é a primeira vez que você me chama assim.
Ela deitou a cabeça em seu ombro e saboreou a nova sensação de intimidade. Atrás deles, os outros maridos e esposas trocavam sorrisos significativos.
O jantar teria sido calmo e relaxante não fosse a tensão existente entre Blaise e Joyce. No final, enquanto tomavam café e licores, os dois começaram a brigar, como sempre faziam. Joyce, com lágrimas nos olhos, acabou apanhando a bolsa e indo embora. Blaise a seguiu. Depois de alguns minutos, veio se despedir dos amigos, sozinho, e com uma marca vermelha no rosto.
Os demais permaneceram mais um pouco e se foram. Draco convidou Hermione para mais uma xícara de café.
— Deu tudo certo, não acha? — ela perguntou.
— Entre Blaise e Joyce, você quer dizer?
Ela riu.
— Parece que ele levou um tapa. Notou seu rosto?
— Notei. Notei também que os lábios dele estavam manchados de batom. — Draco se recostou na cadeira. — Pobre Blaise. Antes do que imagina, estará casado.
— É isso que pensa sobre o casamento? — Hermione quase derrubou a xícara. — Que as pessoas que se casam são dignas de pena?
— Houve uma época em que pensava assim.
— Eu sei. Jovem e ingênua que era, acreditei que pudesse fazê-lo mudar de idéia.
— Se eu tivesse lhe dado alguma chance, provavelmente teria conseguido. Não me lembro de ter pensado em crianças e em um lar, quando saía com mulheres. Mesmo com você, foi seu corpo que me atraiu. Então perdi a cabeça e me vi atado da maneira mais permanente possível. Detestei você e seu pai por isso. Por estranho que pareça, foi só quando você perdeu o bebê que comecei a me dar conta do quanto precisava tê-la a meu lado. Arrependi-me amargamente por tê-la deixado com minha família. Na época, pensava que a frieza delas poderia obrigá-la a se afastar de mim. Era o que queria. Quando voltei de viagem, e você me procurou, disse que a desprezava, porque estava prestes a ceder à lembrança da¬quela tarde em que fizemos amor sobre um leito de folhas.
Draco respirou fundo.
— Quando me deixou como fez para sobreviver?
— No início, sobrevivi por pura força de vontade. Foi uma tarefa árdua permanecer nos Estados Unidos. Depois, quando Matthew nasceu, eu quase não tinha como sustentá-lo e pagar uma babá. Não fosse a sra. Grady, acho que não teria conseguido. Ele estreitou os olhos.
— Nunca mais pensou em mim?
— No início tinha medo de que você me encontrasse. Mais tarde, cogitei se você não estaria vivendo com outra mulher.
— Você me tomava por um homem superficial.
Hermione deu de ombros.
— Você mesmo afirmou que não me amava e que também não precisava de mim. O que mais eu deveria pensar?
Ele acendeu um cigarro e tragou profundamente.
— Quando vendi meus serviços a um país estrangeiro foi para salvar minha família da ruína financeira. Com o casamento com sua mãe, meu pai teria investido o dote e sanado os problemas da fazenda. Como ela fugiu com seu pai, eu tive de fazer alguma coisa. Depois de um período, comecei a gostar da excitação, do perigo.
— Sua família nunca soube de um detalhe. Minha mãe não tinha um dote.
— Não? — Draco estranhou. — Meu pai disse...
— Ele não sabia. Meu avô também estava atravessando uma crise. Ele queria unir minha família à sua, com vistas em sua plantação de bananeiras. — Melissa sorriu diante da ironia da situação. — Um dos motivos que levou minha mãe a fugir, foi a vergonha de estar sendo usada pelo meu avô. Se minha família conseguiu se estabelecer foi porque o pai do meu pai morreu e lhe deixou uma boa herança.
— E minha família culpou seu pai por todos esses anos por nossos problemas financeiros.
— Ele achou melhor não contar a você.
— Estou envergonhado, Hermione — Draco afirmou. — Parece que não lhe dei nada a não ser sofrimento e ingratidão.
— Também tive uma certa dose de culpa. Realmente escrevi aqueles poemas e aquele bilhete. Se não os enviei foi por falta de coragem. Era uma garota sem graça e você um homem vivido.
— Um botão de rosa. Quando senti seu perfume, fiquei em¬briagado. Lutei contra nosso casamento, é verdade, e ganhei al¬gumas batalhas, mas perdi quando você saiu correndo do meu quarto aquela noite. Corri também. Pretendia pedir perdão e uma chance para tentar uma reconciliação. Ao menos gostava de você e a desejava.
Draco não mencionou que aquele sentimento havia crescido com o passar dos anos. Não estava preparado para se abrir por inteiro.
— Eu teria exigido coisas que você não poderia me dar —Hermione reconheceu. — Você era meu ídolo, e não um ser de carne e osso. Eu era uma simples mortal, incapaz de atingi-lo. Prefiro como estamos agora. Homem e mulher. Sinto-me mais próxima de você agora.
Ele sorriu e o calor de seus lábios ecoou nos olhos.
— Então venha até aqui e me mostre.
— Aqui? No sofá? -- ela brincou. - Com a sra. Albright na cozinha e a porta aberta?
- Viu como você me deixa transtornado?
Dali a poucos instantes, a sra. Albright anunciou que a cozinha estava arrumada. Draco a dispensou com um cheque de agrade¬cimento. Quando fechou a porta, voltou-se para Hermione com os olhos escuros.
— Venha comigo, pequena. — Ele a sentou em seu colo. — Sem mais barreiras, sem subterfúgios. Somos marido e mulher. Uma só mente, um só coração, um só corpo...
Seus lábios se fecharam sobre os dela em um beijo possessivo. Hermione se entregou ao calor que a engolfava. Ele a possuiria. Agora não tinha mais vinte anos. Era uma mulher não muito experiente, mas apaixonada. E desejava-o muito. Por iniciativa própria, entreabriu-lhe os lábios e provou sua boca.
— Tem idade suficiente para experimentar o amor sensual. Não é isso que está tentando me dizer com seu beijo provocante? — ele sussurrou. — Prepare-se, querida, pois nesse sentido minha experiência é muito maior do que a sua.
Ela sentiu a respiração acelerar.
— Ensine-me.
— Não será tão sereno como da primeira vez. Sinto-me um selvagem.
— Selvagem é a palavra que descreve como me sinto por você neste momento. Selvagem e ansiosa.
Ele abraçou-a com força e sugou-lhe os lábios. Ela gemeu.
Em seguida sentiu as mãos de Draco se moverem em direção aos quadris, pressionando-os de encontro a sua masculinidade firme. Hermione começou a tremer. Sonhara com aquele momento durante anos. Draco a queria e ela o queria tanto que seu corpo chegava a latejar.
Levantaram-se quase que ao mesmo tempo. Quando começa¬ram a caminhar em direção ao quarto, Draco a deteve e ergueu-a nos braços.
— Sem reservas,querida. Esta noite não terei compaixão. Eu a satisfarei e você me completará. Amarei você como nunca sonhei amar uma mulher.
— Você não acredita no amor — ela sussurrou.
— Espere e descobrirá. Quando acordar, amanhã, saberá mais sobre mim do que imagina.
Ela o enlaçou por pescoço e ofereceu os lábios, mais uma vez. Quando chegaram à porta do quarto, ouviram um choro e uma voz infantil.

Matthew estava enjoado e chorava. Draco com a longa prática adquirida após quase cinco anos, o levou ao banheiro, lavou-o e depois trocou a roupa de cama.
— Sinto muito.
— Por quê, meu filho? — Ela o beijou na testa. — Todas as pessoas passam mal de vez em quando. O neto da sra. Albright teve os mesmos sintomas que você e logo ficou bom. Estou certa de que amanhã levantará novo em folha. Vou chamar o papai para lhe fazer companhia enquanto apanho um copo de água ge¬lada na cozinha.
— Aproveite e faça um café para nós, querida.
— Você precisa descansar para ir ao escritório. O café atra¬palhará o sono.
— Para que existem os pais? Só para as horas boas? Que tipo de homem iria dormir tranqüilamente enquanto a esposa cuida sozinha do filho doente?
A emoção quase a fez chorar.
Quando voltou para o quarto, Hermione ouviu o último trecho de sua história favorita: A Bela e a Fera.
— Eles viveram felizes para sempre? — Matthew quis saber, ainda pálido.
— A felicidade não é automática no mundo real. É uma mistura de compromisso, comunicação e tolerância. Não pensa o mesmo, sra. Malfoy?
Hermione deu a água a Matthew e sorriu. Em poucos instantes o menino adormeceu.
— Um rapazinho encantador. Você o educou muito bem.
— Ele era tudo que me restava de... — Ela se interrompeu antes de dizer "você". Mas Draco sabia.
— Esperei um longo tempo para que me contasse. Não acha que este é o momento,Hermione? Esta é a noite que escolhemos para dividir a privacidade do meu quarto e para derrubar todas as barreiras.
— Você soube desde o começo? — ela indagou, insegura.
— Não. Tinha um ciúme insano do pai de Matthew. Fui ríspido com ele e com você por causa disso. Com o passar dos dias, aprendendo a conhecê-la, comecei a ter suspeitas. Foi por isso que escrevi ao cartório pedindo uma cópia da certidão de nasci¬mento.
— Sim, eu a vi acidentalmente em sua escrivaninha.
— Mas antes, Matthew me descreveu uma foto do pai. A mesma que encontrei em sua gaveta, sob algumas roupas, quando estava no hospital. Foi ela que me deu a esperança de ainda restar um pouco de afeição dentro de você por mim.
Ela riu.
— Eu tinha tanto medo que você pudesse gostar mais de Matthew do que de mim. Afirmou, uma vez, que não acreditava no amor. Mas Matthew é seu filho, e os laços sangüíneos são muito fortes.
Ele se aproximou.
— Hermione, nós nos casamos pela pior das razões. Mesmo depois de reencontrá-la, ainda queria lutar por minha liberdade. Mas agora... Durmo tranqüilo, sabendo que está no quarto ao lado. Levanto-me ansioso por tomar o café-da-manhã com você. Saio para o trabalho, ansioso por voltar para casa e encontrá-la. Meu dia começa e termina com você. Nessas últimas semanas, você tem sido tudo para mim. Adoro meu filho, mas minha esposa é quem mais quero no mundo.
Ela mordeu o lábio.
— Eu queria lhe contar que não havia perdido o bebê, mas não podia permitir que Matthew nascesse e crescesse em um clima de frieza, desprezo e ódio. Ele era tudo o que restava de você e eu o queria desesperadamente. Foi por isso que vim para os Estados Unidos. Mas não houve um único dia ou noite que não pensasse em você. Nunca deixei de te amar. Nunca deixarei.
Draco segurou-lhe o rosto com ambas as mãos.
— Matthew é seu filho. Sinto muito não ter confiado em você o suficiente para lhe contar.
— E eu sinto muito por ter tornado sua confissão tão difícil. — Ele beijou-lhe a mão. — Fizemos uma linda criança. Matthew tem o melhor de nós.
Ele se levantou e tomou-a nos braços.
— Finalmente podemos recomeçar e construir uma vida, um futuro juntos.
— Nunca acreditei que este momento fosse se tornar realidade. Quase fugi outra vez. Foi Joyce quem me fez desistir dessa idéia e lutar por você.
— E você lutou com armas que eu não imaginava. Havia me casado com uma criança na Guatemala e encontrei uma mulher em Tucson.
— Não pude acreditar em meus olhos quando o vi.
— Por que não me contou a verdade desde o início?
— Porque tinha medo de que você fosse tirar Matthew de mim. Também queria que você descobrisse por si que eu seria incapaz de traí-lo, amando-o como amava.
— Envergonho-me de dizer, mas foi nisso que acreditei. Culpei-me tanto por tê-la maltratado ao ponto de obrigá-la a fugir.
— Eu também agi mal. Deveria ter ficado e lutado.
— Fui o maior errado. Não podia ter permitido que o desejo suplantasse minha responsabilidade de protegê-la. Tanta tragédia por termos nos abandonado ao prazer. Naquela tarde não pensamos nas conseqüências.
— Mas a principal conseqüência é adorável, não acha? — Ela olhou para Matthew com muito carinho.
Draco seguiu seu olhar e concordou.
— Sim, ele é tão adorável quanto sua mãe.
— Mamãe? — O menino resmungou como se tivesse ouvido. — Estou com fome.
Ela sorriu.
— Nada de comer por enquanto. Quer mais um pouco de água gelada?
Melissa foi até a cozinha e quando estava voltando, ouviu Draco contando a Matthew que era seu verdadeiro pai.
Foi uma longa noite. Ela dormiu nos pés da cama e Draco em uma poltrona. Foi assim que a sra. Albright os encontrou ao chegar, na manhã seguinte.
— Estou com fome — Matthew avisou ao vê-Ia. — Posso comer dois ovos?
Draco e Hermione acordaram.
— Por que não dormem de verdade, agora que cheguei? — a sra. Albright sugeriu. — Fiquem descansados que eu cuido do menino. Se o senhor quiser, também posso ligar para o escritório e avisar que só irá mais tarde.
Draco assentiu e se levantou.
— Quer me acompanhar, sra.Malfoy?
Hermione o seguiu e se atirou na cama enquanto Draco trancava a porta. Mal se deu conta de que ele tirou seu vestido e sapatos. O sol inundava o quarto quando Hermione acordou, disposta e surpresa ao notar que estava completamente nua. Logo depois, Draco saiu do banheiro, os cabelos ainda úmidos e uma toalha enrolada na cintura.
— Até que enfim acordou. Estava ansioso para terminar o que começamos ontem a noite.
Assim dizendo ele puxou os lençóis, jogou a toalha no chão e se deitou.
Hermione não cabia em si de vergonha. Fazia cinco anos. Mesmo assim, abraçou-o impulsivamente.
— É tão bom sentir seu calor, sua maciez.
Ele a tocou e a fez tocá-lo. Famintos, após a longa espera, mal podiam esperar pelo banquete sensual.
Draco a beijou nos seios e no ventre. Ela arqueava o corpo e gemia. Ele não parava de sussurrar. Descrevia o que sentia, o que estava fazendo e o que faria em seguida. Os olhos de Hermione refletiam as chamas da paixão que os incendiava.
No momento em que ele a penetrou pela primeira vez após tanto tempo, ela gritou de dor e paixão.
— Procure relaxar — ele murmurou, olhando no fundo de seus olhos, embriagado de prazer.
Ela fechou os olhos e respirou fundo. Seus músculos perderam um pouco da tensão. Draco estava parado, dando-lhe tempo para se ajustar a ele, para admiti-lo dentro do seu corpo. Ao senti-Ia relaxar, ele estremeceu e penetrou-a mais. Então, incapaz de se dominar, pediu que o perdoasse e acelerou o ritmo.
Mas ela estava pronta para acompanhá-lo, o corpo febril de desejo. Eles dois se pertenciam. Em poucos instantes conseguiu se ajustar a Draco, às suas necessidades e agora se glorificava em poder lhe proporcionar o êxtase que vinha em forma de es¬tremecimentos e gemidos. Sua própria satisfação aconteceu em seguida, logo após a dele, deixando-a exausta.
— Nunca tive outra mulher depois de você, Hermione — Draco confessou logo depois de fazerem amor. — Cumpri o juramento de fidelidade assim como você cumpriu o seu. A culpa e a angústia de perdê-la fizeram com que fosse impossível haver outra pessoa. Eu te amo. Não quero ter mais ninguém.
Hermione escondeu o rosto em seu ombro e chorou de alegria, dor e prazer.
— Sinto muito.
— Eu é que sinto. Queria que a dor ficasse esquecida no passado. Daqui para a frente só deverá existir prazer entre nós. Este doce interlúdio é só o começo. Não dividiremos apenas nossa cama, Hermione, mas também as alegrias e tristezas, os risos e as lágrimas. É isso que faz um casamento ser verdadeiro.
Ela se levantou e beijou-o no rosto.
— Eu te amo tanto.
— Eu também te amo.
Um beijo e logo estavam fazendo amor novamente, incapazes de se sentirem satisfeitos após tantos anos de separação, após tanto controle forçado naquelas últimas semanas.
Quando saíram do quarto, a sra. Albright estava terminando de preparar o jantar e Matthew assistia desenhos em seu quarto.
— Amanhã lhe trarei uma surpresa quando voltar do escritório. O que você gostaria de ganhar? — Draco perguntou.
— Só você, papai — o menino sorriu e ergueu os bracinhos, pedindo colo.
Draco foi para o trabalho com relutância na manhã seguinte. O ambiente entre Blaise e Joyce continuava pesado e elétrico. No final do dia, após as discussões de sempre, ele se aproximou e disse.
— Droga, não podemos continuar desse jeito. — Joyce mal chegava a seus ombros. Ela o fazia se sentir tremendamente másculo. — Depois do que houve entre nós, há duas noites, após o jantar na casa de Draco, acabarei enlouquecendo se não a beijar novamente.
— O que pensa fazer a respeito? — ela indagou, provocante. Ele a segurou pelo queixo e beijou-a. Ela correspondeu com paixão, pressionando o corpo contra o dele. De repente, Blaise apertou-a com força e murmurou em seu ouvido.
— Não irei machucá-la, prometo. Serei delicado... Ela mal podia raciocinar.
— Comprarei um apartamento para você no mesmo prédio em que moro. Passaremos quase todas as noites juntos. Mais tarde, se der certo, poderemos morar no mesmo apartamento.
Joyce pestanejou.
— Quer que eu seja sua amante?
Ele riu.
— Estamos na América. As pessoas vivem juntas sem se casarem.
— Na minha família não se vive junto — ela informou com orgulho. — Nós nos casamos e temos filhos. Minha mãe te mataria se descobrisse que está tentando me seduzir!
— Ouça, doçura. Eu posso ter a mulher que quiser. Não preciso ficar a perigo só porque minha secretária virgem não aceita dormir comigo.
O golpe que ela lhe deu no estômago o fez curvar sobre si mesmo.
— Estou me demitindo.
Enquanto Blaise lutava para respirar, Joyce limpou sua mesa e apanhou a bolsa. Não havia muito o que fazer. Era uma pena perder aquele emprego e principalmente desistir do homem a quem amava. Mas preferia isso a se tornar sua amante, quer essa atitude fosse moderna ou não.
— Adeus, chefe. Espero que tenha mais sorte com a próxima secretária.
— Ela não poderá ser pior do que você!
Joyce bateu a porta ao sair. No elevador, cedeu às emoções e chorou. Ainda estava chorando quando tocou a campainha do apartamento de Draco e Hermione.
Draco lhe serviu um uísque e em seguida a deixou a sós com a esposa.
— Conte-me tudo — Melissa pediu, quando a amiga conseguiu parar de chorar.
— Ele queria que eu fosse sua amante.
— E o que você disse?
— Não foi tanto o que eu disse quanto o que eu fiz. Dei-lhe um soco no estômago.
— Bem, acho que ele mereceu.
— Claro que mereceu! Ficou se divertindo à minha custa só porque sou virgem. Minha mãe morreria se o ouvisse falar comigo naqueles termos. Ela é uma pessoa muito religiosa e me criou em seus moldes.
— Eu também. Por experiência própria, posso garantir que é mais prudente guardar a intimidade para depois do casamento. Podem me chamar de pré-histórica, mas a lição que tive foi muito amarga. Diga-me, o que pensa fazer?
— Tornar-me pré-histórica como você, especialmente com re¬lação a Blaise. Eu pedi minha demissão antes de vir aqui. Nunca mais o verei.
— Eu não apostaria nisso. Jante conosco. Mais tarde, conver¬saremos com Draco. Quem sabe ele pode ajudá-la a conseguir um outro emprego.
— Você é uma boa amiga, mas eu acho melhor voltar para Miami. Ou para junto de minha mãe. Não vou conseguir me adaptar a este mundo moderno.
— Não terei mais ninguém com quem conversar e fazer com¬pras —Hermione se lastimou. — Vamos jantar?
— Desculpe, mas eu não conseguiria engolir. Quero ir para casa, chorar, e ligar para minha mãe. Falarei com você amanhã, está bem? Obrigada por ser minha amiga.
— Obrigada, também. Se precisar de alguma coisa, telefone.
Joyce se levantou e Hermione acompanhou-a até a porta. Em seguida suspirou.
— Problemas? — Draco quis saber..
— Ela pediu demissão depois de dar um soco no estômago de Blaise.
Ele se aproximou e apoiou os braços em seus ombros.
— As coisas estão esquentando!
— E não apenas para Blaise e Joyce - ela sussurrou, mordiscando-o.
Acho que devo ordenar que nos deitemos bem cedo, esta noite. Temos muito o que recuperar.
— Sou obrigada a concordar plenamente — Hermione murmurou, antes que Draco a calasse com um beijo que se tornava mais faminto e profundo a cada segundo.
— Papai? Nós vamos ao zoológico no fim-de-semana?
— Vamos, meu filho. Espere até o jantar e combinaremos tudo, está bem?
O menino voltou para o quarto, mas o colóquio foi interrompido mais uma vez pela sra. Albright que anunciou o jantar.
— Que saudade daquela ruína maia escondida no meio do mato! — Draco brincou.
No dia seguinte, uma agência enviou uma nova secretária a Blaise, que parecia um outro homem. Pela primeira vez não discutia com uma nova funcionária. Ao contrário, estava calado e taciturno.
— Talvez esteja precisando de umas férias, amigo — Draco sugeriu.
— Não lhe faria mal — Dutch concordou.
— Para onde eu iria?
— Talvez para a Rua Ferris — Draco observou.
Aquele era o nome da rua onde Joyce morava. Blaise o fitou com raiva.
— Eu era como você, lembra-se? — continuou Dutch. — Odiava as mulheres sensatas. Só que no final eu descobri que viver com uma mulher assim é muito interessante.
— Eu fiz uma proposta para que ela fosse morar comigo. Sabe o que ganhei? Um soco no estômago.
— Por que não faz uma proposta de casamento? — Dutch insistiu.
— Não quero me casar.
— Então esqueça a moça de uma vez. — Diego deu de ombros. — Joyce tem todo o direito de conhecer um outro homem que lhe dê filhos.
— Quer fazer o favor de calar essa boca? — Blaise se levantou e enxugou o suor da testa. — Está insuportável aqui dentro. Acho que vou caminhar um pouco.
A porta foi fechada com um estrondo. Dutch e Draco se en¬treolharam e sorriram.
— Vai passar. Comigo passou.
— No final, todos nós acabamos cedendo — Draco concordou. — Venha jantar em casa no sábado. Traga Dani e as crianças. Matthew e elas poderão ficar brincando.
— Está tudo bem agora entre você e Hermione, não é?
— Meu amigo, se a felicidade se contasse em grãos de areia, eu estaria vivendo em um vasto deserto.
— Eu tinha certeza de que Matthew era seu filho — Dutch comentou inesperadamente. — Hermione não é do tipo que gosta de aventuras.
— Você continua o mesmo dos velhos tempos: o mais sábio do grupo. E quanto a Dani? Ela se sente satisfeita em cuidar dos filhos apenas, sem trabalhar fora?
— Até as crianças irem para a escola, sim. Mais tarde, seus planos são de abrir uma loja de livros usados.
Draco ficou pensando nisso durante todo o trajeto para casa. Se Hermione quisesse trabalhar enquanto Matthew estivesse na es¬cola, não se oporia.
Naquela noite, com ela nos braços, na tranqüilidade da noite, contou a conversa que tivera com Dutch e ela sorriu e beijou-o.
Sinos começaram a tocar. Hermione escondeu a cabeça debaixo do travesseiro, mas os sinos conti¬nuaram. Estendeu a mão e levantou o fone do gancho. Os sinos pararam.
— Alô?
— Hermione ? Desculpe eu ligar a essa hora, mas é importante. O Draco está acordado?
Hermione resmungou alguma coisa e sacudiu o marido pelo ombro.
Draco atendeu sem abrir os olhos e quase sem abrir a boca. De repente empurrou o lençol e se sentou.
— Você o quê?
— O que foi? — Hermione quis saber, inteiramente desperta ao ouvir o tom perplexo com que Draco falou.
Ele tapou o bocal do telefone.
— Blaise e Joyce vão se casar daqui a dois dias e querem nos convidar para padrinhos.
Hermione bateu palmas de alegria.
— Diga que aceitamos. Providenciaremos os rojões e chama-remos os fotógrafos e a imprensa!
— Sim, teremos muito prazer. — Draco retomou a ligação. — Hermione está mandando um beijo para Joyce. Nos vemos no altar, então. Combinado. Parabéns.
— Casamento! — Ela olhou, matreira, para o marido. — Quem é que jurava que nunca iria se casar?
Draco sorriu e começou a discar um número no telefone.
— Preciso contar ao Dutch.
Dois dias depois, um juiz de paz uniu Blaise e Joyce em matrimônio em uma cerimônia simples, mas muito bonita, onde todo o grupo de mercenários e suas respectivas esposas se reuniu após três anos.
Blaise, em um terno escuro, e Joyce, de vestido branco, fizeram os votos com muita alegria. Os dois se entreolhavam o tempo todo. Hermione, de braço dado com o marido, sentia como se suas esperanças para o futuro estivessem sendo renovadas.
A recepção aconteceu em um restaurante local, com a presença de um grande número de fotógrafos. Blaise estranhou essa par¬ticipação em massa.
— Não sou uma pessoa curiosa, mas o que esses caras estão fazendo aqui, além de comer e beber sem parar?
— Evidência — disse Dutch.
— No caso de você tentar desistir no último momento — Draco completou. — Dutch e eu havíamos combinado de chan-tageá-lo, enviando fotos para todos os jornais e contando que lhe faltara coragem para subir ao altar, caso você tivesse resolvido desistir.
— Quero continuar amigo de vocês para sempre! — Blaise balançou a cabeça, rindo.
Joyce abraçou-o e beijou-o no rosto.
— Eu ajudei a pagá-los — confessou. — Era a maior inte-ressada.
Blaise sorriu. Estava apaixonado e feliz demais para se importar com brincadeiras.
Hermione e Draco saíram cedo, após desejarem felicidades aos noivos e se despedirem do grupo, prometendo um jantar de co¬memoração assim que Blaise e Joyce voltassem da lua-de-Hermione .
— Foi um lindo casamento — ela suspirou.
— Tão lindo quanto o nosso?
— O nosso também foi bonito, mas faltava alegria.
— O que acha de nos casarmos novamente? — Draco propôs. — E se chamássemos um padre e pedíssemos para repetir os juramentos?
— Cada dia com você é uma renovação do nosso casamento, meu marido, e uma reafirmação do que sentimos um pelo outro. As palavras são vazias sem a convivência diária. E isso nós já temos.
Draco a fitou com os olhos brilhantes de emoção.
Ela beijou-o.
— Recebi uma carta ontem. Não a mostrei a você, mas creio que a esperava.
Draco franziu o cenho.
— Uma carta de quem?
— De sua avó. Dentro do envelope, havia uma nota de sua irmã, também.
— Votos de felicidade? — ele duvidou.
— Um pedido de perdão pelo passado e uma mensagem de otimismo e amizade para o futuro. Elas querem que as visitemos em Barbados e insistem para levarmos Matthew. Sua avó quer conhecer o bisneto.
— Você quer ir?
— Você disse que talvez fôssemos para o Caribe no verão, não disse? Por que não combinamos os negócios com o prazer? Eu gostaria de fazer as pazes com sua família. Não seria bom para todos?
— Admito que sim, mas há tanto a perdoar, querida. Seu co-ração ainda é capaz de tanta generosidade?
— Eu te amo. Faria qualquer coisa por você. O perdão é pouco em comparação com a felicidade que me deu.
— Não está arrependida?
— Claro que estou! — Ela o segurou pela lapela. — Estou arrependida por ter vivido tantos anos longe de você. Rezei tanto. Agradeço, agora, por Deus conceder milagres. Nosso casamento certamente é um.
Draco segurou-lhe a mão e levou-a aos lábios.
— O que acha de levarmos Matthew a um piquenique? En-quanto ele alimenta os patos, poderemos planejar nossa viagem a Barbados.
Hermione pressionou o corpo contra Draco, todos os pesadelos dos passado perdidos no brilho do presente.
— Seria ótimo.
Conforme caminhavam pela calçada, assustaram um bando de pombos, que revoaram ao redor das árvores. Assim como a última de suas dúvidas, eles desapareceram sem deixar sinais.

Fim.

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Desculpe pelo atraso! E Está aí o final...
Em breve minha próxima Fic!
Comentem.

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Comentários: 2

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por RiemiSam em 30/07/2013

Faço minha as palavras da Yasumii vc merece mais que 05. Conheci agora em 2013 e simplesmente não parei de ler. Aliás li freneticamente até o final. Estou sem folego, mas extremamente satisfeita. Obrigada.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Yasumii em 26/07/2011

É uma pena que a nota máxima seja cinco.

Parabéns a fic é linda e envolvente, adorei a história e o rumo a qual tomou. Quanto a Hermione, adorei a forma como descreveu suas inseguranças em relação ao Draco faz com que o leitor se identifique com a personagem. Quando der poste esta fiic na nyah tenho certeza que o grupo dramione irá lhe receber muito bem, pois a história merece estar nas indicaçoes e favoritos :D

 

Até a próxima fiic ;3

Nota: 5

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