FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

13. VAMOS FUGIR


Fic: AMORES PERFEITOS


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPÍTULO 13: VAMOS FUGIR






Uma semana depois, Harry e Rony estavam em um sofá do salão comunal atolados em papéis do Ministério sobre Azkaban. Gina e Hermione dividiam uma mesa do outro lado terminando um dever de poções. Gina chamou a atenção dela falando baixinho sem levantar a cabeça.


-Mione, não olha para o Rony agora, nem pra mim, disfarça. Faz de conta que estamos falando da lição.


-Tá – ela repondeu sem levantar os olhos do papel – Que foi? – a pena continuava arranhando.


-Você está de saia, não está? - conferiu.


-Eu estou, porque?


-Porque eu estou de frente pra eles e o Harry está falando sem parar, mas o Rony não tira os olhos das suas pernas embaixo da mesa – Hermione estava sentada ao lado de Gina, ficando de lado para os outros dois também.


-Mas não está aparecendo nada, eu...


-Não, não arruma! E daí que não está aparecendo nada? Melhor, mexe com a imaginação – elas conversavam sem demonstrar nenhum tipo de emoção apesar de Hermione estar meio trêmula pensando nos olhos de Rony fixos nela. Mas não ia espiar – Toda hora ele olha, não está nem ouvindo o que o Harry está falando. – Gina apoiou a cabeça em uma das mãos e continuou escrevendo, ou fingindo que escrevia - Vou disfarçar, assim que ele olhar pra cá de novo eu te aviso e você se ajeita devagar na cadeira, cruzando as pernas.


-Não Gina – o pergaminho furou com a força que Hermione colocou na pena – Todo mundo vai ver.


-Vão ver você cruzando a perna pra mudar de posição porque faz tempo que está sentada estudando, mas se você fizer isso e depois dar uma olhadinha de canto de olho com um sorriso pro Rony ele vai perceber que é uma provocação só pra ele. Espera ...– ela pediu e levantou só os olhos, sem ao menos mover a cabeça, dando a impressão de que toda sua concentração estava no livro à frente. Percebeu quando Rony direcionou o olhar de novo para debaixo da mesa onde estavam sentadas – Agora... - avisou.


Sem parar de ler, ou pelo menos, fingindo que estava lendo, Hermione passou uma perna por cima da outra, cruzando-as de maneira lenta, deixando que um pedacinho de pele de seu joelho ficasse exposto entre a saia e a barra da meia. Encarou Rony diretamente nos olhos e sorriu, cobrindo devagar o joelho com uma das mãos, mas sem desviar os olhos dele. Sorriu de maneira demorada e voltou para seu dever. Gina espiou de novo.


-O que você fez com ele? – Gina perguntou ainda com os olhos fixos no pergaminho.


-Cruzei a perna, olhei pra ele e sorri. Porque? – Hermione não resisitiu encarar a amiga.


-AI! – Rony gritou do outro lado do salão – Você tá maluco cara?


-Presta atenção Rony! – Harry repetiu mais uma vez antes de dar outro coque na cabeça dele – Eu quero acabar isso logo!


-Isso o que?


-RONY! – Harry gritou e Gina e Hermione riram baixinho chamando a atenção dos dois – Ah, quer saber? – ele juntou alguns papéis – Pra mim chega! Já passa da meia noite e eu não consigo entender mais nada dessa montanha de papelada! – se levantou e foi até a mesa onde Hermione e Gina ainda escreviam – Vocês já acabaram?


-Quase – Gina respondeu – Mas eu também paro por aqui... Você já vai subir Mione? – ela lançou um olhar significativo à amiga e recebeu uma negativa como resposta – Vamos Harry, eu estou cansada. Boa noite para os dois.


O salão comunal continuava se esvaziando rapidamente, até que só sobraram Rony, Hermione e mais dois alunos do quinto ano desesperados com uma redação de transfiguração para a Prof. Minerva. Mais uma vez Hermione sentiu o coração acelerar, tinha provocado, mas e agora? Como seria encará-lo? “Chega Hermione” – ela se repreendeu mentalmente – “Larga mão de ser boba!” – ela se levantou e foi se juntar à Rony que terminava de organizar os papéis.


-Posso dar uma olhada nisso? – ela pegou algumas páginas da mão dele e se encostou na mesa, tentando ler as palavras que dançavam à sua frente, tentando ignorar o olhar malicioso de Rony ao perceber que os quintanistas haviam subido – Vocês adiantaram bastante coisa – ela levantou os olhos – Mas você não parecia estar prestando muita atenção – ela sorriu e voltou os olhos para o papel, mas antes prendeu os cabelos no alto da cabeça e se virou de costas pra ele, parecendo realmente muito interessada naquela papelada toda. Ela realmente estava, mas não naquela hora.


-Quase nada – ele riu e abraçou pelas costas, depositando um beijo em sua nuca – Eu fiquei olhando pra você e não consegui me concentrar – mais um beijo na nuca.


-Ah, desculpe! – ela pediu maliciosa – Prometo que não te atrapalho mais - ele a girou dentro do próprio abraço e a beijou de uma vez, sem que Hermione tivesse tempo de falar qualquer coisa.


-Você quase me enlouqueceu! – ele sussurou deslizando os lábios pelo pescoço dela – Eu tive que me segurar pra não te roubar e sair correndo – apertou-a ainda mais contra seu próprio corpo.


-Assim eu vou ficar com medo – ela riu e arrancou uma risada dele também, mas afastou os lábios dele e o encarou – Ou com vontade – sussurou e Rony a encarou sem entender por um instante, mas desistiu de tentar.


-Quer fugir? – ele voltou à beijá-la devagar no pescoço – Pra onde você quiser?


-É uma oferta tentadora – ela apertou o abraço – Mas pra onde você me levaria?


-Estufa? – ele levantou uma sombrancelha – Quer ir até suas flores?


-Como? A gente não pode... – ela o encarou como se tivesse começado à falar uma grande besteira – Tá... Vamos – Rony saiu correndo em direção ao dormitório e encontrou Harry ainda escovando os dentes.


-Me empresta a capa? – ele pediu afogueado, com pressa.


-Pega no meu malão – ele respondeu devagar e viu Rony buscar suas coisas – Mas... posso perguntar porque?


-Eu e Hermione vamos até as estufas – puxou o tecido e o colocou sob a blusa – Te devolvo daqui à pouco.


-Não tenha pressa – Herry riu da cara ansiosa de Rony – Só me devolva inteira e ... vê se não deixa ninguém pegar vocês porque isso vai dar uma confusão tremenda! Inclusive pra mim que emprestei a capa! – os dois se entreolharam e riram, como se tivessem pensado a mesma coisa – Profa. Minerva não vai aliviar pra nenhum de nós três, nem pense nessa possibilidade!


Rony desceu as escadas correndo sem nem ao menos responder à Harry e encontrou Hermione sentada em uma poltrona esperando. Não trocaram uma palavra sequer, ele só a pegou pela mão e saíram pelo buraco do retrato.


-Isso são horas dos pombinhos ficarem zanzando pelo castelo? – a mulher gorda inquiriu mas sem parecer muito disposta à bloquear a passagem.


-É uma emergência! – Hermione respondeu – Precisamos sair. O retrato deu passagem e assim que os dois viraram o corredor jogaram a capa sobre seus ombros, Hermione à frente e Rony abraçado às suas costas. Andavam devagar, olhando para todos os lados, tomando cuidado para que não fossem flagrados, mas mesmo assim Mme. Nora, a gata do zelador, miou alto para chamar a atenção do dono assim que cruzou com eles em um corredor cheio de salas de aula. Com certeza, os pés dos dois apareciam sob a capa. Hermione se assustou e com um feitiço mudo destrancou uma das portas, puxando Rony pra dentro da sala, trancando-a depois. Ficaram encostados à parede, mudos, esperando que os passos de Filch se afastassem mais e mais. Se entreolharam e caíram na risada ao mesmo tempo.


-Acho melhor a gente nem tentar sair do castelo, principalmente com essa neve toda – Hermione terminou de tirar a capa e andou até a frente da sala em silêncio, olhando em volta – Lembra Rony?


-O que? – ele entendeu ao olhar para a mesa à sua frente – Ah, sim... – ele se aproximou – Foi aqui que você me atacou com aqueles passarinhos.


-Esse lugar não me traz boas lembranças – ela olhou para a porta e depois o encarou – Mas eu acho que a gente pode mudar essa primeira impressão, o que você acha?


-Quer voltar? – ele a abraçou – Sair daqui?


-Não – ela corou, mas puxou Rony pela gola da blusa, ficando à centímetros dos lábios dele – Quero ter boas lembranças dessa sala.


-E você quer me dizer como é que a gente pode fazer isso? – passou os braços em volta da cintura de Hermione causando uma sensação de cubos de gelo derretendo em seu estômago.


-Vai me dizer que você não sabe? – desviou seu olhar dos olhos azuis para os lábios de Rony e deslizou os braços até seu pescoço, abraçando-o e mordeu levemente seu queixo – E então? – ela perguntou.


-Então ... – ele repetiu e venceu a pequena distância que separava seus lábios, mas ao contrário do que os dois esperavam, ou imaginavam que aconteceria, eles se beijaram de maneira carinhosa, abraçados, por um longo tempo, ao invés de “pegarem fogo” ao primeiro toque. Se olharam antes de se abraçarem mais uma vez – Você acha que essa vai ser uma boa lembrança?


-Acho – ela brincou – Acho que sim ... talvez .... – se afastou dele e caminhou até a mesa, sentando-se em cima dela e conjurando um bando de pássaros amarelos – Como você se livrou deles da última vez?


-Harry me ajudou – ele viu o rosto de Hermione se iluminar em um sorriso – Você não vai fazer com que eles me ataquem de novo, vai?


-Não... – com um aceno de varinha ela os fez desaparecer e desceu da mesa caminhando devagar em direção à Rony – ...não vou mais fazer isso.


-Que bom – ele a puxou pela cintura – Porque doeu.


-Você mereceu! – ela fingiu estar zangada – Mas agora não merece mais.


Rony voltou à beijá-la, mas dessa vez sentiam o tal de ... como é mesmo o nome? Controle! O controle da situação se esvaindo entre seus dedos. Dedos que Rony fazia questão de afundar nos cabelos de Hermione, pressionando ainda mais sua boca na dela, buscando por ar ou pela falta dele. Seus pés recuavam no mesmo ritmo em que Rony a empurrava em direção à parede, colando seu corpo no dela, descendo as mãos pela cintura até as pernas. Abaixou-se devagar beijando o pescoço de Hermione até que seus dedos encontrou a barra da saia do uniforme que ela usava. Voltou à beijá-la na boca, trazendo uma mão em direção às suas coxas, levantando o tecido junto, encontrando pele, enquanto a outra mão a segurava pela nuca. Subiu um pouco mais e encontrou o começo da curva dos quadris, as formas de Hermione se avolumando e desenhando o corpo dela em seus dedos. Receando que Rony continuasse o carinho em direção ao seu ventre, e também por uma vontade praticamente incontrolável, levantou um das pernas, dobrando o joelho, acariciando a perna dele com a própria coxa, que ele segurou com firmeza. Gemeram baixinho juntos e voltaram a se beijar, em um ritmo ainda mais alucinado. Rony se permitiu encostar-se ainda mais à ela, deixando que ela sentisse que seu corpo mostrava sinais de quanto ele a queria. Hermione levantou a cabeça, oferecendo o pescoço aos lábios dele e apertou-se ainda mais à Rony, trazendo-o para mais perto com as mãos dentro dos bolsos traseiros da calça jeans que ele usava. Rony entendeu que talvez pudesse prosseguir e levou as duas mãos aos quadris dela, por baixo do tecido da saia, mas Hermione se desvencilhou do beijo dele sem ar, sinal discreto que ela usava quando precisava “respirar um pouco”. Ele a abraçou pela cintura e beijou os dois lados do rosto dela, afogueados e vermelhos, os cabelos em desalinho e sorrindo. Ela nunca se aborrecia. Talvez porque ele não era louco de continuar quando Hermione dava sinais de que queria parar.


-Eu ... – Hermione não sabia o que dizer. Mais uma vez se sentiu insegura e se afastou dele. Olhou-o nos olhos e teve raiva de si mesma – Desculpe – ela se afastou e pegou a capa de Harry no chão.


-Você acha que já tem lembranças boas o suficiente dessa sala? – ele sussurou atrás dela, sem nenhum tom de pressão, mas de carinho.


-Tenho – ela respondeu e se virou para ele – Só eu sei o quanto eu tive que me segurar pra não ter lembranças ainda mais marcantes desse lugar – ela piscou e beijou de novo o queixo dele, bem mais alto que ela – Mas essa lembrança especial eu não quero que seja aqui, mas em um lugar bem confortável e sem riscos de sermos flagrados – ficou na ponta dos pés e beijou brevemente os lábios dele – Vamos? – ela jogou a capa em cima dos dois e abriu a porta, mas Rony a segurou pelo braço e beijou levemente sua nuca .


– Que foi?


-Eu te amo – ele sussurou em seu pescoço – Tanto, mas tanto, que qualquer coisa que você faça me faz te amar ainda mais.


Hermione se virou debaixo da capa, enlaçou seu pescoço com os braços e colou sua boca à dele, mas ouviram o miado da gata do zelador mais uma vez. Talvez ela tenha farejado alguma coisa e tenha montado guarda na porta da sala de aula. Rapidamente, mas com cuidado, saíram pelo corredor e pouco tempo de pois estavam dentro do salão comunal da Grifinória. Se despediram e rumaram para os dormitórios. Assim que adentraram seus quartos perceberam mais uma vez que tinham os melhores amigos do mundo: tanto Harry quanto Gina pareciam já estar em sono profundo, o que não era verdade. Iam ficar muito constrangidos em encarar qualquer um deles naquela hora e, pra falar a verdade, nem Hermione, nem Rony sentiam vontade de dividir com ninguém o que estavam sentindo. Em um pequeno ato de egoísmo, preferiam guardar só pra eles a fugida daquela noite. Rony devolveu a capa de Harry à seu malão, trocou-se e deitou com os braços debaixo da cabeça, olhando o tecido que cobria a cama de dossel, sorrindo como se pudesse ver o rosto de Hermione estampado nele. Ela se trocou rapidmente e se jogou na cama, soltando um longo suspiro antes de se aninhar entre as cobertas e sorrir bobamente, tentando lembrar se alguma vez na vida tinha se sentido tão feliz como vinha acontecendo desde que ela e Rony tinham se entendido. Mais um longo suspiro de cada um deles e uma noite bem dormida pela frente.


Logo na primeira aula da manhã seguinte, Rony e Hermione passaram por uma situação no mínimo constrangedora na aula de poções, mas que Rony acabou tirando de letra. O professor Slughorn havia distribuido pequenos frascos com diferentes poções em cima de sua mesa e pediu que os alunos formassem duplas e escolhessem uma das poções para estudarem. Cada dupla deveria identificar e aumentar corretamente seu volume em dez vezes, utilizando as proporções de maneira precisa.


-Nada de namorados trabalhando juntos – o professor sorriu malicioso quando viu Hermione e Rony formando uma dupla e Harry e Gina formando outra – Algumas dessas poções exigem muita atenção ou teremos acidentes. Faça dupla com seu irmão Srta. Weasley. Gina e Hermione se entreolharam decepcionadas por não poderem ao menos conversar um pouco. E Hermione teria que encarar Harry sozinha depois dele saber que os dois tinham saído na noite anterior, com a capa dele.


-Peguei essa... – Hermione voltou para seu caldeirão ao lado de Harry – Vamos ver – ela destampou o frasco e passou para as mãos do amigo. Em pouco tempo já tinham resolvido o problema e só precisavam esperar que a poção cozinhasse em fogo baixo por mais quinze minutos sem mexer. -Vocês conseguiram adiantar uma boa parte do trabalho ontem, né? – Hermione perguntou querendo iniciar uma conversa.


-É – Harry espiou o caldeirão despreocupadamente – Apesar do Rony estar mais interessado em você do que na papelada toda – os dois desviaram seus olhares para Rony e Gina trabalhando do outro lado da sala – E sabe o que eu acho? – Hermione o encarou de novo – Que apesar de tudo, nós tivemos sorte. No final, sabe?


-É. Encontrar os Weasley’s foi uma grande sorte. E eu estou feliz por vocês dois também. Eu acompanhei a paixão da Gina por você desde o início. E eu sabia que um dia você ia acabar percebendo que também gosta dela.


-Obrigada – Harry agradeceu e pousou uma de suas mãos sobre a dela – Você é minha irmãzinha querida ...


-Ah Harry – ela o olhou com doçura – Eu fico tão feliz em saber que você está bem agora. Eu fiquei tão preocupada com você.


-Eu sei – ele a encarou de novo e percebeu o professor se aproximando.


-E então? – ele perguntou analisando as anotações e o caldeirão fervente – Perfeito como sempre Srta. Granger e Potter – ele emendou.


-Obrigada professor – Hermione corou com o elogio e viu Slughorn levar Harry até a mesa dele, com a desculpa de que precisava tratar de um assunto.


Hermione observou o caldeirão mais uma vez antes de procurar Rony com o olhar e o encontrou sorrindo para ela. Devolveu o sorriso e manteve o olhar firme, mas o que aconteceu a seguir deixou Hermione sem palavras. Rony saiu da mesa em que trabalhava com Gina e foi até ela.


-Eu vou explodir a sala se você continuar me olhando desse jeito – sussurou enquanto fingia consultar um dos livros dela – Não consigo me concentrar se você estiver por perto – abraçou-a pela cintura e beijou sua nuca devagar, aproveitando que o professor estava distraído conversando com Harry em sua própria mesa. Mas nem todos estavam distraídos e um “hummmm....” e algumas risadinhas foram ouvidos. O professor passou os olhos pela sala e viu Rony parado ao lado de uma Hermione muito envergonhada – Desculpe professor – Rony pediu em alto e bom som – Mas é que eu não resisti e só vim dar um beijo rápido na minha namorada – segurou o rosto dela e beijou rapidamente seus lábios deixando Hermione ainda mais vermelha e sem reação – Já estamos terminando a poção, né Gina?


-Ok – o professor respondeu boquiaberto acompanhando Rony voltar para junto de Gina – Só espero que não se torne um hábito – repreendeu mas sorriu balançando a cabeça antes de voltar a conversar com Harry.




-O que ele queria? – Gina perguntou à Harry enquanto eles mais Rony e Hermione seguiam para a aula de feitiços. pouco tempo mais tarde.


-Vocês vão acreditar se eu disser que ele praticamente se convidou para o casamento? – os outros três pararam.


-Como assim? – Gina perguntou? -Ah, ele queria perguntar se você se zangaria se ele oferecesse à nós dois a casa de um amigo na França para passarmos a lua de mel. Se ele está pensando no presente, lógico que ele quer ser convidado.


-E o que você respondeu? – Gina estava com medo de que ele tivesse aceitado.


-Bom, eu disse que a gente ainda nem tinha marcado a data, mas que a gente resolveu não viajar. Agradeci e ponto – ele ignorou as expressões intrigadas de Rony e Hermione e continuou – Ele nem precisava fazer isso porque ele está na lista junto com todos os outros professores – Rony continuava boquiaberto– Que foi Rony?  - Harry achou melhor entender o que estava acontecendo.


-Vocês não vão ter lua de mel?


-Rony irmãozinho querido – Gina zombou – Ninguém precisa viajar para “ter lua de mel”.


-Ah! Vai me dizer que vocês vão ficar na Toca? – ele arregalou os olhos – Não... com todo mundo lá?


-Claro que não Rony! – foi Hermione quem respondeu – Eles vão pra casa deles, não é? – Gina confirmou – Mas vocês iam viajar, não iam?


-Nós deixamos a viagem pra depois. Harry só vai ter uma semana de folga, nós vamos aproveitar pra ficar junto sem transtornos – ela o abraçou – Pra gente ir se acostumando, não é? – ele assentiu – Pra terminar de arrumar tudo juntos, e em paz. Portanto, não apareçam para uma visita, ok?


-Não vamos aparecer – Hermione confirmou – Agora vamos que nós estamos atrasados.


Durante todo o resto do período daquela manhã Rony pensava em um assunto que precisaria conversar com Hermione mais tarde. Depois que as aulas terminassem, ele Gina e Harry continuariam morando na Toca até o dia do casamento. Depois disso, a irmã e o amigo se mudariam para a casa deles. Mas e Hermione? Não iam mais passar tanto tempo juntos. Estavam almoçando em silêncio quando Rony resolveu entrar no assunto.


-Para onde você vai depois da formatura, Mione?


-Pra casa – ela deixou o talher e o encarou – porque?


-Eu pensei que você fosse pra Toca porque ... bom, nós teremos um mês de férias depois do fim das aulas, não é?


-Parece que sim – Hermione voltou sua atenção para o prato novamente.


-Você podia ficar pelo menos um pouco com a gente, não podia? - ele insistiu.


Gina olhava de Hermione para Rony sem parar, boquiaberta. “E ela ainda fica insegura! Olha a cara dele!”. Rony praticamente não respirava esperando pela resposta dela.


-E porque eu deveria ir? – ela apoiou o queixo em uma das mãos virando-se de frente para ele – Quero um bom motivo – e sorriu esperando pela resposta. Rony não disse nada, só abraçou sua cintura e a beijou .– É um bom motivo, eu vou – eles riram e Gina continuava observando a cena enquanto montava na cabeça o discurso que faria à amiga mais tarde. Harry simplesmente almoçava despreocupado, olhando para Gina às vezes. Hermione quebrou o silêncio – Mas eu quero ficar um pouco na minha casa também. E você vem comigo! – ela disse como se desse um ordem já cumprida.


-Quero um bom motivo – ele a imitou, mas Hermione fez diferente. Aproximou-se do ouvido dele, escondeu a própria boca para que ninguém pudesse entender o que ia dizer baixinho, quase sussurado. -Nós vamos ficar sozinhos todos os dias da semana e vamos dormir abraçadinhos todas as noites – corou, respirou fundo, mas completou – Eu acho que não consigo mais ficar longe de você – passou a outra mão pela coxa dele por baixo da mesa – Você consegue? – Rony negou levemente com a cabeça e encostou sua perna à dela. Ainda um pouco vermelha, mas decidida, ela se afastou um pouco e o encarou, voltando à falar normalmente – E aí? É um bom motivo?


-E não é que você me convenceu? - ele riu.


-Rony! – ela ralhou com ele brincando e olhou para Gina que tinha o queixo caído .


– Que foi? – Hermione perguntou baixinho esperando pela resposta dela, que com certeza a deixaria encabulada.


-Nada – ela balançou os ombros e voltou à comer – Que aula a gente tem daqui à pouco?


-Transfiguração – Hermione respondeu prontamente – Vocês leram o texto da aula de hoje?


-Li ontem...– Rony respondeu prontamente se servindo de mais batatas – Tudo bem que o feitiço é bom, mas eu sinceramente acho que, ao contrário do que está escrito lá, a transfiguração de grandes objetos nunca dá certo se você não fizer o desilusório primeiro.


-Então é você que está com o meu “Transfiguração Hoje” do mês passado? Que tem a matéria sobre esse tipo de feitiço?


-Eu comecei à ler e levei para o dormitório. Não fica brava, eu já estou quase terminando, te devolvo amanhã – serviu-se de mais suco – E eu ainda acho que o ... como é mesmo... Luckley ... não é esse o nome do autor?


-Isso mesmo ...


-...então, ainda acho que ele tem razão. O feitiço desilusório torna a transfiguração mais eficiente e duradouro.


-Você leu todos os artigos, as pesquisas, tudo? – Hermione o encarou interessada.


-“Sempre o tom de surpresa” – eles riram e Rony continuou – Quase tudo. Pulei uma ou duas matérias, mas achei o resto interessante.


Gina engasgou com o suco e teve um acesso de risos difícil de controlar. Harry não aguentou e começou a rir também. Rony e Hermione só olhavam sem entender nada. Então, para ignorar a presença dos dois ela começou à conversar com Rony sobre o tal artigo e Harry e Gina começaram a chorar de tanto dar risadas. As pessoas já começavam à olhar pra eles tentando entender o que os dois podiam estar achando tão engraçado.


-Rony – Gina enxugou o rosto e segurou o estômago – Ai ... Mérlin! O que a convivência não faz com as pessoas! Hermione fugindo de madrugada com você, e agora os dois discutindo artigos de pesquisa em transfiguração? – voltou a rir.


-Bom, então resolvemos assim... - ele voltou a falar com a namorada, ignorando Gina completamente - ... ficamos as férias inteira juntos, alternando entre minha casa e a Toca. Certo?


-Perfeito! – Rony voltou à sorrir – E depois?


-Não sei. Resolvemos isso nas férias. Por enquanto, vamos aproveitar que a gente tem todo esse tempo pra ficar juntos. Mesmo estudando como malucos – ela olhou para Harry e Gina do outro lado da mesa – Nós quatro. Vou sentir falta de nós quatro juntos.


-Nós também Mione – Gina riu – Mas que coisa! Como estamos sentimentais! Vamos? Eu tenho que terminar um monte de coisa ainda hoje porque quero ficar livre no final de semana.


Se levantaram juntos para voltar ao salão comunal, mas assim que passou por Hermione, Gina sinalizou que precisava falar com ela mais tarde.


 


 



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Roxanne Prince em 07/12/2011

Vamos fugir!
Pr'outro lugar
Baby!
Vamos fugir
Pr'onde quer que você vá
Que você me carregue...

Não podia ter um nome melhor para esse capitulo... uau!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.