Os dois senhores Malfoy
Draco saiu da enfermaria com um olhar capaz de matar qualquer um. Harry e Dumbledor observavam a cena de um canto mais afastado. Draco seguiu para o corredor, quando se aproximou de uma porta. Num instante, saiu o Sr. Malfoy, com um cara de amargura incontrolável, olhou para Draco, mas era como se ele fosse invisível e seguiu em direção a escadaria.
Draco partiu na direção dele, puxou seu braço e disse com um tom quase que triste:
-Ele vai ser um Malfoy, o senhor queira ou não. Isso você jamais poderá impedir. - Draco largou o braço do pai e se afastou alguns passos.
-Cuidado garoto, com o que você fala. - Lúcius se virou para Draco com um olhar malicioso - Eu posso acabar me convencendo disso. - Voltou a descer as escadarias, fazendo sua capa negra farfalhar.
Draco parecia transbordar de ódio, mas se controlou quando percebeu que Dumbledor e Harry estavam assistindo a cena. Ignorou os dois e entrou novamente na enfermaria.
Harry virou para o diretor e falou:
-Se eu não fizer nada, coisas terríveis vão acontecer.
-Nós não devemos mexer no destino de ninguém, principalmente do nosso.
Harry voltou a abaixar a cabeça e entrar na enfermaria. Preferia não comentar aquilo de novo. Pareceu que estava fazendo algo quase que maligno, pelos olhares de Dumblendor, mas logo que entrou, sentiu que alguém lhe abraçara com força. Era Gina, seus olhos brilhavam de alegria, pois acabara de descobrir o sexo do bebê.
- Harry! É uma menina!
Nessa hora Hermione e Ron, foram abraçá-la e todos esqueceram do acontecido, até mesmo Draco, que já fazia planos para os nomes que a criança teria.
Os dias foram passando e como isso a barriga de Gina também crescia assustadoramente, era natural seus desejos totalmente fora da realidade mágica. Harry, Draco e Rony eram acordados no meio da madrugada para colher cogumelos da floresta proibia. Depois do quarto mês de gravidez, Gina foi intimada pela senhora Weasley para passar os meses restantes na Toca junto dela, assim ela poderia receber o cuidado exagerado de sua mãe e ficaria segura longe de possíveis visitas de Lúcius. Harry tentava de qualquer jeito esquecer as visãos. Ele tinha certeza que aquilo deveria ter sido apenas um pesadelo e ficava aliviado por ela estar distante dali, protegida.
Gina não podia esconder o quanto estava feliz, Hermione e Dobby enviavam pelo correio lindos sapatinhos de bebe tricotando, Harry e Rony tentavam ajudar o Sr weasley a montar o berço e todos os móveis do quarto da criança nos finais de semana em que eram liberados para poderem visitar Gina. A Sra. Weasley sempre que cruzava com Harry no corredor, dava um sorriso e em seguida resmungava alguma coisa do tipo "porque não o Harry? aquele garoto vai destruir a vida da minha Gina."
Draco era o único que não estava animado com tudo, na verdade parecia muitas vezes preocupado.
Dois meses se passaram, a barriga de Gina estava ainda maior. Ela constantemente recebia a visita de um curandeiro por causa dos enjôos constantes. Enquanto isso, em Hogwarts, todos pareciam ansiosos com a chegada do bebê. As garotas da Grifinória perguntavam por Gina a todo o momento e Harry, Ron e Draco pareciam se entender quando o assunto era Gina.
Nada parecia abalar a felicidade geral que contagiava a turma, até uma tarde, quando Harry percorria os corredores do primeiro andar para ir à cabana do guarda-caças, Hagrid, quando ouviu uma voz fria vindo de uma das salas de aula.
-E como está o bebê?
-Ele está bem, pai.
-Eu já te falei que você deixou de ser meu filho quando se casou com aquela...
Harry pode ver claramente Lúcius e Draco conversando.
-Porque esse interesse no meu filho?
-Como você já disse, ele é um Malfoy, eu querendo ou não.
Draco parecia borbulhar de raiva.
-Pelo menos você não se casou com aquela sangue-ruim - continuou Lúcius - espero que ele não seja igual a você, Draco.
-É uma menina - falou Draco olhando pro chão
-Uma menina? – Lúcius falou indignado - Se sua mãe estivesse viva, você já a teria matado.
Draco estava agora com os punhos fechados, parecia que a qualquer momento ele pularia em cima do pai. Harry sentiu pela primeira vez, pena de Draco. Percebeu o quanto eles tinham em comum. Apesar de Draco ter um pai, ele estava só, assim como Harry.
Lúcius ajeitou a sua capa e disse quase como um sussurro:
-Quando essa criança nascer, me avise.
-O que você pretende fazer com a minha filha?
-Ora Draco, o que acha que eu vou fazer? Matar? Roubar?Sacrificar? - vendo a cara de assustada de Draco, Lucius continuou - deixe de ser tolo garoto.- e saiu da sala, se esbarrando com Harry.
-Escutando a conversa dos outros, Potter? Deveria ficar mais atento a sua vida...
Harry não tirou os olhos dele e nem pareceu preocupado.
-Fique longe da Gina, se você encostar em um só fio de cabelo dela, eu...
-Eu não sujaria minhas mãos com uma weasley, e mesmo que sujasse, o que você iria fazer? O seu padrinho não está mais aqui para te defender.
Harry levantou sua varinha e apontou para Lucius, quase que imediatamente.
-Limpe sua boca quando for falar de Black!
Lucius sorriu maliciosamente - E nem a sua mãe.
-Expeli...
-Parem! - ordenou Dumbledor que se aproximava deles. - acho melhor ir para casa, Lucius. Harry você não estava indo visitar Hagrid?
O coração de Harry estava acelerado, estava pronto para atacar.
-Veja como o tempo voa, adoraria ficar e conversar, mas tenho compromisso. - disse Lucius, agora virando-se para Harry – nós continuaremos em outra oportunidade.
Harry entrou na sala onde estava Draco.
-O que ele vai fazer com a Gina? O que ele te disse? -gritou Harry
-Eu não sei...não sei – Draco estava absorto em seus pensamentos - mas acho que Gina é o menor de seus problemas.
-Então com quem mais?
Draco estava com as mãos mais frias que os fantasmas, e elas tremiam a medida que ele tentava dizer alguma coisa.
-Ele pareceu interessado ...na...na...minha filha. Eu não sei o que fazer. Não sei do que ele seria capaz.
Harry sentou-se ao lado de Draco e os dois passaram a tarde inteira ali, parados, sem dizer uma palavra, mas entendendo o que o outro estava pensando.
O tempo em Hogwarts flutuava suavemente sem controle, a primavera havia chegado lentamente, alguns alunos pareciam concentrados com a proximidade das provas. Draco por sua vez, parecia nervoso por outros motivos, Gina já completara os nove meses de gravidez e nenhum sinal de contrações ou desejos loucos. Pelo contrário, parecia linda, sua pele estava rosada e seus cabelos pareciam ter um viso que jamais tivera, seus olhos pareciam brilhar toda vez que sorria e nunca estava de mal humor. Por um lado, Draco parecia não querer deixar de lado os seus companheiros da Sonserina, mas sabia que sempre que Gina se distanciava dele, poderia ter a compania de Harry. Algumas desavenças acabaram, desde a discussão de Lúcius e Draco, Harry viu que ele a amava acima de tudo, e viu sua expressão de terror quando Lucius demonstrou o seu interesse na criança.
Como era o ultimo mês de gravidez de Gina, as garotas da Grifinória (Corvinal e Lufa-lufa também!) fizeram uma pequena festa para a chegada do bebê. Com havia muita gente, seria quase impossível conseguir permissões de todos os pais para irem a Toca, seguindo o conselho de Dumbledor, Hermione pediu a Profª McGonagall uma das salas vazias para organizar a reunião e convidou todas as professoras presentes. Tudo ocorria bem, a festa estava sendo uma maravilha para Gina que havia aparatado junto com a Sra. Weasley. Até a chegada de uma aluna que não foi devidamente convidada. Pansy Parkinson.
-Hum, vejo que estão dando uma festinha. - Ela olhou irônica para uma aluna da Lufa-lufa e voltou a olhar sínico para Gina - E sem mim? Pensei que eu fosse amiga do casal?
Hermione se levantou e foi até a garota.
-Acho que você não entendeu Parkinson, é uma festa para amigos de Gina - Mione apoiou as mãos na cintura e falou- Acho que você não se encaixa no perfil de amigo de ninguém aqui!
- Mione - Gina se levantou e foi de encontro a as duas - Se Pansy quer ficar, acho que não há problema algum. - Gina segurou na mão de garota que logo a soltou.
-Eu não sou sua amiga Weasley!
Sem pensar muito Mione fechou o punho e acertou um soco direto no rosto de Pancy, que caiu no chão desorientada.
-Sua sangue-ruim! – Ofegou a sonserina com raiva - Vou ficar com o olho roxo.
Antes que Pancy sacasse sua varinha, havia trinta varinhas em sua direção.
-Suas ....suas
Uma voz brandiu na sala:
-Já chega senhoritas! - A profª Minerva se aproximou de Parkinson ajudando-a a se levantar, agora olhava para ela com severidade - Acredito que a senhorita não está bem. - Olhou para as alunas como se nada tivesse acontecido. - Vou levá-la à enfermaria. - Saiu da sala ajudando a garota a caminhar.
As garotas esperaram a professora fechar a porta, para soltar gritos de alegria.
-Uhu! Valeu Mione! - Um grupo de meninas correram em direção a ela para abraçar. Gina se encontrava sentada numa das poltronas, com um sorriso gigantesco. Não poderia negar que ela desejava aquilo mais do que qualquer uma naquela sala.
Mesmo assim a festa continuou. Alegre e sem lembranças desagradáveis de Pansy.
Gina estava muito animada, já havia devorado umas 5 fatias de torta de abobora e oito garrafas de cerveja amanteigada.
-Estou um pouco enjoada, acho que vou ao banheiro. - disse Gina depois de um tempo.
-Quer que eu vá com você?- perguntou Mione com a boca suja de farelos de bolo.
-Não - respondeu Gina rindo da amiga e vendo toda a agitação das garotas na sala.
Assim que saiu da sala, percorrendo o corredor, a escola parecia vazia, estava tudo silencioso. Ela tentou andar o mais rápido possível, mas pela sua condição não conseguia caminhar suficientemente rápido, pois seus pés doíam por causa da gravidez. No final do corredor, deu de cara com uma figura estranha, um homem alto, com vestes pretas, cabelos incrivelmente negros e olhos cinza, ele era magro e muito branco, segurava sua varinha na direção de Gina, e antes que ela pudesse se defender, foi atingida por um feitiço.
Enquanto isso na festa, Hermione estava preocupada com a demora de Gina.
- Não se preocupe, Mione, ela já deve estar voltando - falou Luna - vai ver ela se ...ai esta ela , Não disse? - falou a garota apontando para a porta que se abria, mas não era Gina, era Dobby que entrava desesperado.
-Srta Granger...algo terrível aconteceu - disse Dobby quase chorando.
Hermione levantou-se desesperada.
-O que foi Dobby? O que aconteceu?
-A... Aquele homem.... Homem horrível, Senhorita... Dobby não poder fazer nada! Meu antigo senhor muito mau.
-Não estou entendendo, tente se acalmar.
A música parou e todas olhavam para Dobby.
-Srta Granger, a menina Weasley... Um desastre! – Soluçava o elfo com a voz esganiçada
As pernas de Hermione tremiam, ela segurou Dobby pelos ombro e começou a balançá-lo.
-O que aconteceu com a Gina? Quem é esse homem? Fala alguma coisa Dobby!
-Um homem levou a meninaWeasley! Um homem assustador...Dobby não fez nada, Dobby não podia! - e agarrando uma garrafa, Dobby começou a batê-la em sua cabeça.
-Para onde ele a levou Dobby?
-Dobby não saber.
-você já falou para alguém? já avisou ao Dumbledor?
-não, só pra srta!
Mione se levantou com um olhar misturado de assombro e raiva. Voltou-se para Luna e falou:
-Luna, ache a professora Mc Gonagall o mais rápido possível. - Luna nada fez, ficou parada olhando para mione, que acabou se irritando com ela. - Anda! Vai!
A garota correu sala a fora. Mione agora se voltava para uma quintanista da Grifinória, com um tom de comando.
- Vá até a Torre e ache Harry e Rony, eles precisam avisar ao senhor Weasley. - A garota saiu em direção à porta quando Mione falou. - "Peça pra eles avisarem a Draco!" - Fez uma cara de poucos amigos.
Ela agora vasculhava o olhar para as garotas e falou:
- Ele ainda deve estar no castelo. Sextanistas venham comigo. Vamos vasculhar o castelo. - Todas as sextanistas das casas acompanharam Mione.
Hermione vasculhava os corredores do 3º andar, junto com duas alunas da Corvinal e uma Lufana. Ela dividiu os grupos e determinou os locais de busca para cada um.
Quando já estava terminando o corredor, viu a silhueta de dois vultos se aproximarem delas, empunhou as varinhas na direção e brandiu:
- Expeliar... - Antes de terminar o feitiço outra voz brandiu dos vulto se mostrando claro quem era.
- Senhorita Granger. - disse Dumblendor vindo para luz acompanhado de Minerva. - Eles não estão aqui. Harry e Draco já estão em minha sala, - Falou com uma voz que transparecia cansaço - Eu preciso que a senhorita volte para o salão comunal da Grifinória e olhe o Senhor Ronald, ele parece abalado. - Minerva agora tomava a frente da conversa.
- Senhoritas, já para seus dormitórios! - Ordenou.
Cada uma seguiu o seu caminho para seus dormitórios. Quando Hermione chegou na sala comunal não avistou Ron, ficou preocupada por ele tentar fazer uma loucura, mas antes de fazer alguma coisa foi até o dormitório dos meninos.
A porta do dormitório rangeu, fazendo Ron olhar para a porta:
- Quem está ai? - Falou com uma voz barganhada mirando a fresta da porta, Até que Mione pos a cabeça para dentro do dormitório e vendo uma cena nada agradável.
Ron encolhido na cama mirando a porta com uma cara de desespero. Mione sem pensar duas vezes foi em sua direção e o abraçou.
- Ron, tudo vai dar certo! - Ela falou com esperança.
- Mione eu não queria que acontecesse isso. - Agora abraçava forte a namorada e soluçava. - Eu não gostava do Malfoy, mas não queria que isso acontecesse.
Mione olhou para ele. Estava com o rosto da cor dos cabelos de tanto chorar. Lembrou de quando foi a ultima vez que o viu chorar daquela forma, foi quando quebrou o braço numa partida de quadribol no verão com os irmãos dele.
Mione olhou nos olhos do namorado e viu uma tristeza que nunca tinha visto nos olhos de Rony.
No 7º andar do castelo
Os professores de Hogwarts se encontravam reunidos na absoluta compenetração.
Dumblendor estava sentado em sua cadeira de espaldar alto com os dedos cruzados na altura dos olhos, em uma expressão profunda. Afinal, uma estudante fora seqüestrada no segundo lugar mais seguro do mundo bruxo.
A professora Minerva anda de um lado para o outro de forma impaciente. Snape estava afastado em um canto, ouvindo tudo. Hagrid tamborilava seus dedos gigantes no braço da cadeira onde estava.
- ...Mas Professor, as passagens secretas estava sobre o seus feitiços, como alguém conseguiria passar por ele, os fantasmas me garantiram que elas estavam intactas. - Disse a profª Minerva para Dumblendor.
- Não sei Minerva - Falou suspirando - Não sei.
- Talvez não seja alguém de fora... - Falou Snape caminhado para a área mais clara da sala. - Talvez alguém de dentro da escola - Ele olhou para Dumblendor como se quisesse falar. Dumblendor se levantou de um salto e foi para frente da mesa, de encontro aos professores.
- Minerva, vá até a ala hospitalar e assegure que a senhorita Parkinson não sai a de lá. Severo, venha comigo. - olhou para Hagrid com preocupação. - Hagrid, eu preciso que você impeça que Draco saia do castelo, mas se Harry tentar escapar... - Como se hesitasse o que iria falar - ajude-o.
Minerva estava na porta da sala quando parou de chofre, não acreditava o que estava ouvindo.
- ...Mas prof. Dumblen... - Ela não conseguiu terminar.
- Vá Minerva, não deixe que ela fuja.
A professora girou nos calcanhares e saiu rodopiando a capa saindo do recinto.
Harry estava transtornado, sua cabeça rodava, ele sabia o lugar, mas onde era aquela masmorra? Sentiu-se responsável pelo acontecido já que ele sabia de tudo o que iria acontecer, mas ele tentou avisar, e por que Dumbledor não tomou providencias quanto a isso, quando Hagrid chegou só vira Harry.
-Onde esta o Draco?
-Ele estava aqui agora a pouco - disse Harry saindo da sala.
- Dumbledor não vai gostar disso – Hagrid balançava a cabeça negativamente - e para onde você esta indo, Harry?
-Eu sei que você vai tentar me impedir, mas eu vou procurar a Gina.
-Se encontrar o Draco, mande ele voltar. - disse Hagrid para a surpresa de Harry
-você não vai brigar comigo?
-Se eu brigar você vai sair do mesmo jeito, então boa sorte.
Harry saiu desabalado com sua vassoura na mão. Enquanto isso, na ala hospitalar, Minerva encontrou Pansy e Draco aos gritos.
-O que você fez com Gina?
-Eu já disse que não tenho nada a ver com isso, eu não fiz nada.
-Você esta mentindo. – Draco apertava o braço da garota cada vez mais forte.
-Você sabe muito bem quem fez isso- Ela sorriu maliciosamente - admita!
-Do que você esta falando?
-Seu pai, Draco!
-Ele não seria capaz...
Pansy deu uma risada alta.
-Admita, você sabe muito bem que foi ele.
-E você o ajudou? Para onde ele levou a Gina? O que ele vai fazer com ela? - Draco levantou sua varinha e mirou no rosto da garota. - sempre fomos amigos, você era minha melhor amiga, porque fez isso comigo?
-Amiga? Nunca fomos amigos, Draco. Sempre te vi com outros olhos e você sempre soube. eu te amei Draco, eu te amei.
-Isso não é motivo.
-Agora parem vocês dois. – ordenou Minerva nervosa.
-Eu já estava de saída professora - disse Draco saindo da ala hospitalar.
-Para onde o senhor... - mas quando terminou de falar, Draco já estava longe.
A chuva cai fortemente, os trovões e os raios brilhavam no céu. Gina só ouve o barulho da chuva caindo lá fora. Seus olhos estão vendados e suas mãos amarradas a cama. Seus punhos doem. O lugar e fétido com muita umidade, ela não faz a mínima idéia onde ela está. De repente a porta se abre, uma voz conhecida ecoa em todo ambiente, uma voz que seu timbre causava de medo .
- Confortável? - Diz Lucius com uma cara de satisfação
-Me solta! Por minha filha me solta!
- Mas e por ela mesmo que estamos aqui! Eu criarei minha neta como uma verdadeira Malfoy.
-Me solte, me solte... - gritava Gina.
-Não grite, pois ninguém vai te escutar.
Lúcius chega perto da cama e passa a mão na barriga de Gina o bebê pula fortemente
- Acalme-se minha menina, acalme-se. Logo, logo estaremos juntos - sussurra Lúcius.
Um estrondo muito forte fez Gina gritar, parecia que um raio havia caído bem próximo daquele lugar.
Ela estava com muito frio, suas mãos tremiam e a chuva parecia piorar a cada instante.
quando percebeu que Lucius estava afastado, fez de tudo para que a venda caísse, mas o Maximo que conseguiu foi deixar apenas um dos olhos descobertos. Ela pode perceber que era uma sala feita de pedras, com um lustre muito sujo no teto e o chão estava coberto de água devido à chuva.
Gina pode ouvir uma conversa entre Lucius e alguém que ela não conseguia ver, era uma voz feminina e fria.
-Eu não vou servir de baba. Prefiro ficar em Azkaban a cuidar de uma criança nojenta.
-Acho que você ainda não entendeu.
“O que é isso? você acha que pode me comprar com essas moedas? Eu não preciso disso, mas é muito dinheiro – um barulho de metal tilintando ecoava pela masmorra – bem, eu pensarei na sua proposta, não pelo dinheiro, mas por nossa amizade, afinal é só uma criança...”
Gina ficou horrorizada, o que aquele monstro estava pensando em fazer com o bebê? Ela sentiu a cama ficar molhada, sua bolsa havia estourado.
Uma dor dilacerava seu corpo pelo baixo ventre, não poderia agüentar por muito tempo se não tomasse nada para sanar aquela dor. Seu corpo se contorcia, arqueando a coluna para cima e emitindo alguns gemidos sofríveis de dor e medo. A voz de Lúcius parecia cortar seus ouvidos, a cada palavra que ele falava parecia uma promessa de morte e aquela futura criança, que mal nascerá já era fruto de uma vingança.
A mulher caminhava pela sala, preparando uma poção de resistência para Gina. Era comum esse tipo de porção para que o paciente resistisse a cirurgia. Lúcius foi até a mulher furiosamente, segurou o punho dela que estava com a poção e falou com a maior frieza do mundo.
-O que pensa que está fazendo?
-Um poção de resist... – Ela nem conseguiu terminar a frase.
-Ela não precisa disso.
-...mas ela vai...- Lúcius tomou o frasco da mão dela e atirou na parede, fazendo-a gritar.-Você é louco!
-Ela não precisa disso. – falou com frieza olhando agora para Gina, que estava meio inconsciente pela dor que sentia. – O que me importa é a criança, eu não preciso da mãe.
A mulher continuava a observar com espanto aquela cena de terror. Algumas contrações e a criança já estava pronta para nascer, havia muito sangue nos lençóis, Gina mexia as pernas como se tentasse empurrar o corpo para a cabeceia. Uma dor pungente se alastrou pelo tronco inferior dela, fazendo-a gritar de dor. Os olhos de Lúcius brilharam quando ouviu o choro da criança. Agora ela seria uma autentica Malfoy e não seria criada por um filho renegado. Ele segurou a criança e seus braços e com um olhar frio entregou-a a mulher.
-leve-a daqui!
-NÃO! - gritou Gina desesperada e quase sem forças - por favor, não faça nada de mau com a minha filha. Deixe-me vê-la, eu imploro!
-não preciso mais de você, Weasley, por que não dorme um pouco?
-por favor, só o que eu te peço!
-Madame Readman - a mulher parou na porta do quarto.
-sim?
-leve essa criança agora mesmo!
-NAO! Por favor, nao...-gritou Gina desesperada e já sem forças.
-Você não achou mesmo que ela ficaria com você, não é?
Gina chorava e gritava, fazia força mas as cordas que prendiam suas mãos pareciam apertar cada vez mais.
-Tente pensar pelo lado positivo minha querida - continuou Lucius - ela será uma Malfoy, será respeitada por todos e principalmente, será rica! Ou achou que deixaria morar naquela espelunca que você chama de toca.
Gina juntou toda sua força que restava e cuspiu na cara de Lucius.
-COMO OUSA SUA...- E levantando a mão, deu um grande tapa em Gina, que desmaiou logo em seguida.
Outro raio parecia ter caído bem próximo dali, Lúcius caminhou em direção a janela e lá viu um grande clarão. Draco olhava a silhueta da mansão do jardim, um pouco maltratada para uma mansão com o nome Malfoy. Já era difícil estar ali, e imaginar de estar ali por para salvar sua filha e sua mulher era algo que ele jamais poderia imaginar. Um nó na garganta se formou, demonstrando o seu ponto fraco, tentou se compor para não demonstrar sinais de fraqueza e caminhou até a porta imponente da mansão.
Era obvio que estava abandonada por algum tempo, parecia inabitada por alguns meses deixando a mostra um fina camada de poeira nos móveis de fino trato. Draco caminhava pelo hall de entrada, vendo as duas entradas, cada uma para um ambiente diferente e logo no final, havia uma estátua grega que era iluminada por um grande lustre de cristal, que com o tempo foi coberto pelas teias de aranha, atrás da estátua uma imponente escadaria de mármore branco e com um corrimão de ferro escuro, que levava ao segundo andar. Draco deu mais uma olhada para o ambiente e se dirigiu a sala.
Os archotes se ascenderam assim que Draco entrou na grande sala de estar, o ambiente por mais familiar que aparentasse, podia-se sentir sua frieza e distância, Draco ignorou suas lembranças e continuou a caminhar pela mansão aparentemente deserta.
Em meio ao silêncio da mansão, Um grito cortou o ar, fazendo Draco sentir o seu estômago afundar de medo. "Gina!" pensou, "Só pode ser ela!" era como se o cérebro de Draco gritasse. Ele correu desesperado pela mansão, parecia que suas pernas tinham perdido o controle delas de tanto correr, depois de subir e descer escadas chegou a biblioteca da casa, mas logo um raio de luz verde lampejou em seu peito, fazendo ele voar pelos ares e cair inconsciente no chão. Um dos capangas de Lucius estava de guarda, protegendo a passagem para as masmorras, suas ordem eram para qualquer pessoa que se aproximasse era para ser eliminada.
Um grande clarão se formou no jardim da mansão dos Malfoy, acompanhado de um cântico quase choroso de uma ave, Logo que a luz se dissipou, podia-se ver a silhueta de um velho e um rapaz, que já chegava a sua altura. Logo encima de suas cabeças estava uma ave vistosa, com grandes asas vermelho-dourado, até que depois de sobrevoar eles pareou no ombro do velho. Quando se aproximou da luz que a mansão emitia pelos lustres externos, pode-se ver o rosto nítido de cada um, Dumblendor com a Fênix em seu ombro e Harry com sua varinha em punho. Parecia nada sensato entrar pela porta da frente da mansão, mas ela aparentava total abandono de seus proprietários.
Dumblendor passou a mão na maçaneta do grande portão de madeira nobre da casa, e logo pode perceber que estava entreaberta, olhou para Harry como se já dissesse a resposta.
-Acredito que alguém se antecipou – falou com os olhos colados no ambiente, como se procurasse alguém. – Vá por aquele lado, Lucius não está tão distante quanto nós pensamos. - Dizendo isso cada um rumou para um lado da mansão.
Harry caminhou pela sala de estar, estranhamente fria e impessoal, caminhou mais alguns cômodos adentro e logo se reencontrou com o diretor. Fez um sinal de que tudo estava bem e continuou a caminhar pela mansão. Muitos quadros de familiares estavam estáticos, Dumblendor olhou um tanto assustado, e logo pensou “O segredo que ele esconde é pior do que eu imaginei”.Voltou a caminhar bem atrás de Harry, que parecera não notar isso.
Harry desce as escadas e observa o lugar que ele só vira em visões, Harry se lembra de onde Malfoy deveria estar caído e corre a procura dele. Um grande tremor percorre o corpo de Harry e a todo o momento aquela sensação de já ter vivido aquilo. E exatamente onde ele havia visto em seus sonhos Draco estava desacordado.
Harry ajoelhou ao seu lado e segurou sua cabeça. O rapaz abriu os olhos, queria falar e sua voz não saia. Então apontou para um corredor um pouco distante do local onde eles estavam. Harry tirou seu casaco o cobriu tampando o seu ferimento e saiu correndo em direção dos gritos. No corredor das masmorras Lucius e Dumbledor duelavam. Harry corre até a cela onde Gina havia dado a luz a sua filha, mas a curandeira, vendo toda a agitação, fugiu sem esperar por Lúcius.
-Não - grita Gina
Lúcius olha para traz e sorri triunfante para Gina e lança um feitiço estuporante em Harry.
Dumblendor assistia a cena sem reação, não poderia corre ou saber onde Lucius tinha aparatado, apenas podia dar instruções e socorrer os feridos. Gina estava exalta pelo parto e Draco estava inconsciente na biblioteca. O Diretor enfeitiçou a maca onde Gina estava e a fez flutuar pelo corredor a levando até a biblioteca da mansão onde Harry parecia atordoado pelos acontecimentos e mal pronunciará uma palavra.
O diretor olhou para Grifinório e falou.
- Harry, preciso que você olhe a Sra. Malfoy para mim.
- S-sim. - Falou involuntariamente.
Dumblendor transformou uma das cadeiras da sala em uma maca, levitou Draco até a maca e o amarrou para que não caísse na viagem. Harry segurava a mão inerte de Gina, estava fria e podia-se ver as veias azuladas se destacarem. Depois que estavam todos seguros, o diretor e Harry foram para os jardins da mansão Malfoy levitando as macas de Gina e Draco, Tocaram em um chafariz e em dois segundos foram sugados em um turbilhão brilhante, pousando em um piscar de olhos nos jardins de Hogwarts, sendo observados pelos professores Snapes e McGonagall e a enfermeira Pomfrey esperando com anseio pelo casal Malfoy.
- Severo, Papoula acompanhem o Sr. e a Sra. Malfoy até a enfermaria. – Olhou Dumbledor caminhando até a Professora Minerva. - Minerva, acompanhe-nos.
Dumblendor, Minerva e Harry seguiram até a sala do diretor e sem muitos rodeios o diretor sentou em sua cadeira de espaldar alto e cruzou os dedos em uma demonstração de preocupação. Suspirou fundo e olhou para Harry e Minerva, que pareci ansiosa.
-Diga-nos Alvo, o bebê? – Falou se sentado com o olhar fixo no diretor – Estava bem, não está?
Dumblendor não respondeu, respirou fundo mais uma vez e olhou com certa tristeza.
-O bebê – Suspirou e deixou escapar um sorriso fraterno – É uma linda menina, muito parecida com a mãe.
A professora Minerva sorriu e falou com emoção.
-Então Alvo, onde está? Onde está a menina?
Harry olhou apreensivo para a professora e logo deixou cair uma lagrima, abaixou o olhar e soluçou.
-Lucius a levou. – Falou o diretor com uma expressão de derrota e cansaço. – Não tivemos como impedir. – Voltou os olhos para Harry. – Era o destino dela. E nos devemos respeitar o destino das pessoas, mesmo que isso faça sofre muito os nossos amigos. – O diretor se levantou devagar e caminhou pela sala – A essa hora o Ministério já deve estar ciente da situação, Lucius é muito influente e deve estar a milhares de quilômetros daqui. O bebê será muito bem criado, ele não tem intenções de matar. Ele quer um herdeiro puro sangue – Falou o professor como se chegasse a uma conclusão obvia – E ele conseguiu. Os Weasley são a linhagem de bruxos mais puros sangue que existem, seguida pelos Black, Malfoy e Longbotton. – Olhou para Harry com expressão familiar e falou – Mesmo que ele fosse preso, acredito que Lucius jamais deixaria uma pérola dessas voltar para a mão dos Weasley, então ele deve ter arquitetado bem o plano e mais cedo ou mais tarde o plano ira falhar e nos devemos ficar atentos aos seus movimentos.
-Mas Alvo... – Minerva tentou impedir.
-Não. – falou o diretor com energia e depois voltando a sua expressão de derrota – O que está feito, está feito. O destino dessa criança está na mão de Lucius, e só ele ou a criança poderá voltar por vontade própria.
Um silêncio assustado ser proferiu na sala, quando a professora Minerva e Harry pediram licença para se retirar. Dumblendor estava muito cansado e parecia que a idade estava chegando, mas aquilo não impedia o diretor de lutar mais uma vez até a sua missão está completa, ele resistiria.
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N/A.: Olá!!
Eu sei que pode ser repetitivo mas eu estou com sérios prblemas pra entrar no FeB, mas tudo bem, como eu passei tanto tempo sem postar... esse capítulo foi realmente garnde, comparado aos outros. Mas valeu a pena!
Próximos capítulos: a 2º fase da fics vai começas. Como você imagina Draco e Gina daqui a cinco anos? E Harry, Ron e Mione? Você vai saber logo, logo.
Agradecimentos a Bárbara e a todas que estão lendo essa fics e estão adorando (e as pessoas que não não gostaram também, um grande abraça por pelo menos terem olhado a fics)
Sorte à todas,
Miss Moriart.
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