PRESA: BELLATRIX
De tocaia fico a espreitar a fera
Logo dou-lhe o bote certeiro
Já conheço seu dorso de gazela
Cavalo brabo montado em pêlo
Dominante, não se desembaraça
Ofegante, é dona do seu senhor
Hoje é o dia da graça
Hoje é o dia da caça e do caçador
Os relógios da Mansão Malfoy marcavam duas horas da madrugada quando um estampido vindo da sala acordou Lúcio e a sua mulher.
- O que foi isso? – perguntou a voz sonolenta de Narcissa.
Lúcio já se levantava, vestindo um robe azul marinho. Ele sabia bem que uma invasão em sua casa àquela hora da noite só podia ser uma coisa...
- Deve ser algum recado do Lorde das Trevas, Narcissa.
A loira sentou-se na cama, arrumando com os dedos os cabelos e ajeitando em seu corpo a camisola de seda.
- Eu devo descer?
- Sim.
Bufando, Narcissa levantou-se, vestiu também um robe e aproximou-se do marido. Lúcio sabia bem o quão ela odiava essas reuniões no meio da madrugada. Sendo educada como ela foi, era normal que achasse um total absurdo ter alguém invadindo a sua casa em hora tão imprópria. Mesmo assim, Lúcio nada podia fazer: o Ministério já vinha desconfiando dele há algum tempo – embora realmente não achasse que Fudge pudesse lhe ameaçar de alguma forma – e se manter discreto era a coisa mais prudente a se fazer.
Tomando educadamente o braço da sua mulher, deixaram o quarto e começaram a se encaminhar para a sala. Ter Narcissa nestas ocasiões sempre era muito útil. Apesar de fina e requintada, a sua esposa sabia bem como expulsar uma pessoa da sua casa: com uma óbvia expressão de desagrado em seu rosto, ela deixava os Comensais encabulados e eles acabavam por dar os recados do Lorde das Trevas tão rapidamente quanto possível.
No entanto, foi descendo as escadas que Lúcio percebeu que, naquela madrugada em particular, seria melhor ter deixado a sua mulher dormir em paz.
No hall, olhando-os cansada estava Bellatrix Lestrange. Lúcio imediatamente sentiu uma curvinha infame formar-se nos seus lábios. Ignorou quando a sua mulher o deixou e foi abraçar a irmã.
- Bella!
- Oi, Cissy. Olá, Lúcio.
Ele apenas acenou com a cabeça enquanto descia lentamente os últimos degraus. Aproximou-se da bela morena e examinou o seu corpo. Apesar de estar coberto por um vestido composto demais para o gosto dele, ainda era possível ver as formas delicadas, porém voluptuosas.
Galante, tomou-lhe a mão e encostou-a demoradamente aos seus lábios. Bellatrix rolou os olhos e bufou.
- O que lhe traz aqui, Bellatrix?
- Você sabe muito bem o que me traz aqui, Lúcio. Não viria pôr em risco a reputação da minha irmã se não fosse necessário. Tenho recados para você.
Narcissa sorriu.
- Muito bem, então vamos todos à biblioteca, onde teremos mais privacidade.
E, como a boa anfitriã que era, Narcissa guiou-os à biblioteca. Lúcio imediatamente sentou-se em sua escrivaninha de carvalho; Bellatrix acomodou-se num sofá.
- Você quer alguma coisa, Bella? Um chá, talvez?
- Quero apenas que você vá dormir, Cissy. Está tarde, você está cansada e os assuntos que me trazem aqui são confidenciais.
Narcissa suspirou e, visivelmente aliviada e agradecida, despediu-se da irmã e deu um beijo de boa noite em seu marido.
Lúcio sorriu abertamente quando viu a sua mulher abrir a porta da biblioteca e sair. Imediatamente, uma idéia bem suja começou a se formar em sua cabeça.
- Estamos sós, Bella.
A mulher, aparentemente tentando fingir um pouco de indignação pela insinuação de Lúcio, cerrou os olhos e ignorou as suas intenções.
- Ao que parece – disse aborrecida.
Lúcio quase riu. Ele tinha um tórrido caso com Bellatrix desde quando noivou com Narcissa, e ela sempre, desde o início, tentava se mostrar indiferente a ele. Algumas vezes até passava-se por ofendida, mas nunca, no entanto, resistiu aos seus avanços. Sempre, fizesse guerra ou paz, acabavam na cama.
Não havia amor. Nunca houvera e nem nunca haveria. Lúcio sempre fora seguro de que o sentimento que nutria por sua mulher era grande e verdadeiro. Mas Narcissa era a esposa, e não a amante. Narcissa, na cama, era como gelo. Bellatrix era fogo.
Com um sorriso se formando no canto dos seus lábios, ele trancou a porta e isolou acusticamente a biblioteca.
- Ninguém nos incomodará agora, minha querida.
Bella rolou os olhos.
- Você não vai conseguir nada, Lúcio. Desista.
- Desistir de que? – ele disse, fazendo cara de inocente. – De escutar o recado que o Lorde das Trevas mandou para mim? Porque isso é tudo que eu tenho em mente.
- Claro... – Bellatrix crispou os lábios enquanto via Lúcio usar mágica para fechar todas as cortinas da biblioteca, finalmente deixando-os livres de todo e qualquer olhar curioso. – Eu vim porque o lorde não lhe acha capaz de comandar sozinho a missão do Departamento de Mistérios.
Ele ergueu uma sobrancelha.
- Não?
- Não. Ele não confia mais em você. Já passou o tempo em que você era o Comensal de ouro dele...
- De fato, eu vejo que hoje em dia ele prefere uma companhia mais agradável aos olhos. – Os olhos dele cravaram-se nos dela de uma forma tão intensa que fez a pele de Bellatrix arrepiar. Lentamente, molhou os lábios e, com um sorriso lascivo, perguntou. – Eu imagino o que você teve de fazer para se tornar a favorita do Lorde das Trevas, minha querida?
Ela tentou conter o sorriso, mas seus olhos inegavelmente passaram a exibir um brilho mais intenso.
- Não imagine.
- Mas eu não posso evitar. Minha personalidade voyerista gosta de se excitar lhe imaginando na cama, Bella. Mesmo que seja com o Lorde das Trevas.
- Então você costuma me imaginar fazendo sexo enquanto se toca...? – A curva que Bella vinha tentando conter formou-se em seus lábios.
- Você não imagina quantas vezes eu já fiz isso...
- E por que a sua muito tarada “personalidade voyerista” não imagina a sua mulher dando pra um outro homem?
Lúcio deu de ombros.
- Simples: porque de Narcissa eu tenho ciúmes, de você não. E, claro, porque minha mulher não age como uma puta.
Bella bufou e rolou os olhos, quase não acreditando no que acabara de ouvir. Mas Lúcio apenas sorriu mais abertamente.
- Ora, Bella, tome isso como um elogio. Dama na mesa, puta na cama! E você domina isso muito bem. Especialmente a última parte.
- Podemos continuar com o assunto que me trouxe aqui?
Ele assentiu.
Com um sorriso satisfeito, Bella continuou com as suas observações sobre o Voldemort.
- Ao que parece, meu caro cunhado, o Lorde das Trevas não vem se impressionando muito com o seu desempenho como Comensal ultimamente...
Lúcio, mais uma vez, a olhou da forma sensual que bem sabia fazer. Bellatrix bem que tentava, mas, como todas as outras amantes que já tivera, não conseguia se livrar do seu despretensioso jogo de sedução.
Logo ele a viu parar o seu falatório prepotente e o olhar de forma igualmente libidinosa.
- Você poderia prestar atenção no que estou falando, Lúcio?
Era exatamente o que ele estivera esperando que ela perguntasse. Com o seu sorriso sedutor alargado, ele se levantou e começou a caminhar lentamente até Bellatrix. Os olhos dela pareciam ônix brilhantes o encarando com uma lascívia animal tão típica dela.
- É impossível me concentrar, Bella... – ele chegou bem perto. Suas mãos acariciaram o rosto dela levemente. Logo escorregaram para o seu pescoço e colo e, com precisão, começou a abrir os botões do seu vestido. – ...Quando você está usando um decote tão revelador.
Ela suspirou quando as mãos experientes começaram a acariciar-lhe os seios por cima do tecido. Fazendo o seu melhor para não deixar a voz rouca, Bellatrix respondeu:
- Eu não estava com nenhum decote até um segundo atrás, meu cunhado.
- Estava sim, em minha mente doentia.
Com um suspiro, Bella se rendeu. Os dedos finos lentamente desfizeram o nó do robe e o abriu, deixando o peito nu de Lúcio exposto. Os olhos dela desceram para as suas calças e um sorriso lânguido apossou-se dos seus lábios. As suas mãos femininas lentamente lhe foram aos joelhos e começaram a subir pelas coxas, deslizando pela calça do pijama. Encarando-o, ela enganchou as mãos no cós da calça e molhou os lábios.
A respiração de Lúcio ficou mais pesada com a antecipação do que ela tão claramente queria fazer para ele... E que fazia tão bem.
- Então é por culpa da sua imaginação suja – ela disse com aquele tom de voz tipicamente macio e sedoso que usava somente quando estava em brasas – que você está tão obviamente excitado?
Lúcio baixou os olhos, vendo que, de fato, a sua ereção era óbvia através do tecido fino.
- O que eu posso dizer? Estou feliz em te ver, Bella.
A mulher gargalhou maldosamente e se levantou, deixando os seus lábios a apenas alguns centímetros dos dele. Tão próximos que Lúcio teve de fazer um esforço sobre-humano para não tomá-los com os seus imediatamente.
- Não fique.
E, empurrando-o, ela se afastou.
A sua voz voltara a ser aquela dura e seca de sempre. Lúcio pensaria que ela não estava mais excitada, mas o brilho luxurioso nos olhos negros dela era evidente.
- Isso tem que acabar algum dia, Lúcio.
- Por quê?
- Por causa de Cissy, claro.
Ele rolou os olhos – ela realmente queria conversar sobre aquilo de novo? Despiu totalmente o robe, sentindo os olhos dela se cravarem em seu abdômen bem definido.
- Narcissa não tem nada a ver com isso, minha cara.
Ele se aproximou e começou a beijar levemente o pescoço dela, roçando a barba mal feita e arrancando-lhe inegáveis suspiros. Ela não resistiria por muito tempo.
- Apenas o fato que ela é... – Um tímido gemido interrompeu a sua fala quando as mãos de Lúcio voltaram a brincar com os seus seios. – Ela... Hmm... Ela é a sua mulher e minha ir-- irmã.
Ignorando totalmente à menção à sua esposa, ele abriu mais três botões do vestido de Bella. Ela não apresentou nenhuma resistência quando ele expôs completamente os seus seios. Admirou-os por um instante.
- Eu adoro os seus seios, Bella...
Eles não estavam exatamente como eram quando Lúcio os viu pela primeira vez, mas, ainda assim, continuavam fartos e suculentos... Ele não viu o sorriso satisfeito de Bella quando ele desceu para brincar um pouco com eles.
Os seus lábios tomavam-no e sugavam-no. Mordiam e acariciavam-no. Exatamente do jeito que ele sabia que a levava à loucura.
Com a sua respiração ofegante e entre gemidos e sussurros, Bella perdeu completamente o controle. Arqueou o seu corpo, entregando-se totalmente. Uma perna se ergueu, sendo logo segura por Lúcio. Os corpos se juntaram mais.
Logo as mãos despudoradas dela escorregavam até o cós da calça. Lúcio cerrou os olhos quando ela finalmente começou a acariciar a sua ereção.
Ele logo parou de dar atenção aos seios dela. Com um sorriso vacilante em seu rosto e com os olhos totalmente cerrados de prazer, ele ordenou:
- De joelhos, Bella.
Os olhos da mulher brilharam para ele. Depois, mirou a sua ereção. Molhou os lábios e, mais uma vez, o sorriso maldoso se apossou do seu rosto.
- Não.
Mas Lúcio bem sabia que isso aconteceria, não desanimou. Apenas viu, com crescente interesse, Bella caminhar até a mesa e sentar-se bem na beirinha. Ela abriu as pernas e ergueu o seu vestido quase numa carícia, deslizando-o pelas suas coxas. As mãos escorregaram até a cacinha que, pelo pouco que ele conseguia ver, era negra e acariciou-se por algum tempo.
A imagem o excitou tanto que se viu olhando-a faminto enquanto as suas mãos agarravam o seu membro num ato solitário. Lentamente, começou a encaminhar-se para ela.
- De joelhos, Lúcio – ela disse, imitando-o.
E ele não perderia por nada este convite. Ajoelhando na frente dela, ele segurou sobre os seus ombros a perna esquerda de Bella. Lentamente, começou a mordiscá-la e beijá-la. E subindo. Quando chegou à parte interna da coxa, quase na virilha, sentiu as mãos dela começar a acariciar a sua cabeça.
Finalmente, depois de dar uma atenção mais longa que o necessário à virilha – apenas para enlouquecê-la mais um pouco – Lúcio chegou ao seu objetivo. Sentiu a mulher se arquear e estremecer enquanto a sua língua trabalhava ávida...
O gosto dela... como ele sentia falta.
Ele estava com tanto tesão que chegava a doer. Tinha que acabar logo com aquilo. Para apressar o gozo de Bella, ele a penetrou com um dedo. Ela gritou – escandalosa como sempre.
Tão quente... tão molhada...
Os gritos exagerados de Bella apenas o excitaram mais e ele se viu aliviado quando ela começou a se contorcer num orgasmo.
Imediatamente, levantou-se. Os olhos dela, cegos de prazer, cruzaram os dele. Quase implorando, ela disse.
- Tire a minha calcinha...
- Não.
E, apesar do olhar confuso dela, Lúcio lhe tomou os lábios no beijo que há tanto esperava. Com uma mão ele lhe segurava a nuca, assegurando-se que não a deixaria fugir daquele beijo. Com a outra, ele lhe afastou a calcinha e, de uma vez só, ele a penetrou.
Sentiu em seus lábios o suspiro de Bella. Sentiu os movimentos que ela fazia com o quadril – e que apenas ela sabia fazer. Cerrou os olhos. Lentamente, Bellatrix se deitou sobre os livros e papéis da escrivaninha, abrindo os últimos botões do seu vestido e expondo os seus seios para ele, acariciando-os.
Com a voz rouca ela sussurrou.
- A su-- A sua personalidade-- hmmm... voyerista está send-- sendo satisfeita?
Exatamente como ele gostava... Lúcio não respondeu, mordendo o lábio com força. Apertou mais as nádegas de Bellatrix em suas mãos, acelerando os seus movimentos. Logo ele viu que não agüentaria mais se segurar.
- É melhor você gozar logo, minha querida.
Obedecendo, Bella decidiu ajudá-lo, levando os seus dedos finos à sua intimidade e estimulando-se. O orgasmo veio quase imediatamente para os dois.
Bella preguiçosamente se sentou, enlaçando Lúcio com os braços. Sem nunca quebrar o contato visual, colocou suavemente os seus lábios ao dele. Com a sua típica voz debochada – embora um pouco mais rouca e entrecortada pela sua respiração ofegante – ela disse:
- Não foi tão bom quanto na última vez.
Ele sorriu.
- De fato. Devemos repetir para tentar superá-la?
- Acho que seria o mais prudente, sim.
- Tudo bem. Mas dessa vez, você fica de joelhos.
XxXxXxX
fim
XxXxXxX
Ok... Talvez essa não tenha sido tão soft assim... Huheueheuheueheuheuh!
Mas enfim... Revisem! XD
Bjus e mais bjus para a Shey, maninha queridérrima que betou essa fic. E, claro, para as lindas que revisaram: DevilAir, BastetAzazis, Dori LeFay, Roxane Norris, Nandda, Shey e FerPotter