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1. A quebra do Selo


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Assim que chegara a casa dos Dursley, Harry foi para o seu quarto, precisava pensar com calma em tudo que aconteceu no ano anterior, em tudo que descobrira sobre Tom Riddle, sobre os horcrux, sobre Snape e principalmente pensar sobre a morte de Dumbledore.

No início sentia uma grande revolta, não por Snape, de quem sempre desconfiara, ou Draco, que sempre fora um filhote de comensal. Sua principal raiva foi por sua incapacidade de juntar as pistas e descobrir o plano de Draco, por não poder provar que Snape era um traidor e principalmente por não poder fazer nada por Dumbledore.
Na caverna não pôde ajudá-lo, esquecera completamente que inferis temiam o fogo, também não pôde levá-lo em segurança pra um hospital, pro St. Mungus. Chegando a torre, onde Dumbledore foi emboscado, não pôde fazer nada e mesmo se quisesse não poderia, pois assim que foi liberto do feitiço de Dumbledore, correu até Snape e se Voldemort não houvesse dado ordens pra não matá-lo, Snape o teria assassinado.

“Eu sou um fraco, numa luta de igual pra igual não consegui vencer um comensal como Severo Snape, imagine Voldemort em pessoa!” –esse pensamento foi constante durante dias, nos quais ficava em seu quarto, saindo apenas pra comer e mesmo assim sempre mantendo silêncio, como se ficasse preso em si mesmo.

Perto do décimo dia em que estava na casa dos tios, Harry resolveu ir ao jardim, ficar um pouco sob o sol que pela primeira vez apareceu forte naquele verão. Ao sair de casa, retirou a camisa e a pôs na grama, pra logo depois se deitar sobre ela.

-Olha, o Potter esquisito resolveu sair da toca! –um dos amigos de Duda falou, assim que o grupinho liderado pelo primo de Harry chegou ao jardim a caminho da casa dos Dursley.

-Está achando que vai impressionar quem se exibindo, Potter? –outro dos amigos de Duda fala chutando um das pernas estendidas de Harry, o que o fez mudar de idéia e não ignorar as provocações.

-A sua irmã gostosinha, daqui a pouco ela deve aparecer por aqui com as amigas dela, mas não se preocupe, que saindo briga, eu dou prioridade a sua irmãzinha, ok? –Harry fala com um sorriso irônico, o que deixa o garoto rubro de raiva.

-Eu vou te ensinar a respeitar minha irmã, seu bastardo! –rosna, pisando com força no lugar onde Harry estava, antes de rolar pra esquerda e se levantar rapidamente.

-Se eu fosse vocês, entraria e iria brincar com vídeo-game que é mais seguro. –Harry avisa sabendo que uma briga lhe traria problemas com os tios.

-Falando assim até parece que você pode conosco, aberração! –Duda fala com asco, não admitia que alguém falasse assim com ele ou sua gangue.

-Eu avisei! –Harry fala se deixando provocar e avançando na direção de Duda, mas tendo que fixar a base pra se defender de um chute dado pelo garoto que provocara.

Aquele foi início de uma briga nem um pouco justa de Harry contra Duda e mais quatro. Em primeiro momento tentou se defender dos vários golpes, até sair do canto em que estava e ir pra uma área mais aberta, onde pôde começar a atacar um por um, começando com um chute na parte de trás do joelho de um dos amigos de Duda que logo depois ganhou um murro na cara, a seqüência, permitiu que Duda lhe atingisse um soco nas costas que o fez se ajoelhar, sendo alvo do chute de outro, mais conseguiu, segurar o pé dele e acertar um soco no estômago do mesmo, tirando o segundo da briga. Nesse meio tempo, Duda tirou um soco inglês do bolso lateral da calça e o pôs na mão direita, desferindo um soco na direção das costelas de Harry, que conseguiu defender com o braço e ao mesmo tempo, contra atacar com um soco no queixo de Duda, que o fez cambalear e cair devido ao seu peso.
Não deu tempo de Harry sorrir com o tombo do primo, porque logo depois os outros dois que estavam de pé e o haviam provocado no início, haviam pegado uma mangueira, usada pra lavar o carro, e rapidamente envolveram no pescoço dele, o enforcando e prendendo. Duda se levantou e foi andando com um sorriso vitorioso até os três, seguido pelos amigos que haviam sido golpeados, um com o nariz quebrado.

-Ainda se sente valente, Potter? –Duda fala com um ar doentio, encaixando melhor o soco inglês nos dedos gordos. –Quer implorar e pedir desculpas por tudo que falou sobre a irmã do Kevin? –pergunta falsamente piedoso, ao que Harry apenas cospe na direção de Duda, acertando seu tênis novo e importado, suas mãos estavam entre a mangueira e o pescoço.

-Acho que ele quer receber uma lição! –cantarola o rapaz que havia sido golpeado na altura do estômago.

-Pois eu tenho certeza. –Duda fala raivoso, acertando um soco forte nas costelas do lado esquerdo de Harry. –Então, onde está sua valentia agora, aberração? –Duda pergunta olhando-o ferozmente, sua voz saía fria e sádica, lembrando-o dos comensais contra quem lutava. Mais dois socos atingiram Harry, um no estômago e outro no rosto, cortando-lhe o supercílio. –Você é um fraco, Potter! Um verme fraco e metido a valente! –essas palavras foram seguidas de mais um soco no estômago e um cruzado de esquerda no rosto.

Aquelas palavras soaram em sua mente, despertando as dúvidas que o corroíam. Como um flash, viu um trasgo, um cão de três cabeças, o espectro de Voldemort, dementadores, o basilisco e o dragão, Aragogue, centauros, um comensal e inferis.

“Venci um basilisco e um dragão, não vou perder pra um gorducho e seus vassalos!” -pensa antes de pegar impulso e acertar os dois pés na barriga de Duda, fazendo-o cambalear e só não cair, porque fora seguro pelos dois amigos que olhavam a surra.

Aproveitando que os três estavam ocupados, Harry acertou um forte pisão no pé de um dos garotos que segurava a mangueira, sentindo-a afrouxar. Sem perder tempo, girou e torceu o pulso de Kevin, que caiu gritando de dor, girou novamente e desviou de um soco dado pelo outro garoto, aproveitando a força do golpe, pra derrubá-lo com força no chão usando um golpe de judô, que já havia visto Duda usar.

-Eu vou esmagar, você! –Duda falou e desferiu um soco em Harry na direção do rosto, mas este defendeu com o braço, como um boxeador, devolvendo o golpe com a mão direita que acertou a cara gorda de Duda.

Ainda sem parar nem pra respirar, acertou a esquerda na lateral do corpo de Duda, que se curvou ligeiramente, permitindo que Harry acertasse um soco de com a direita na orelha do primo, que desorientado, cambaleou, dando chance de Harry acertar lhe uma voadora na cara, causando no mínimo a quebra do nariz de Duda. Ao ver seu líder derrotado, os outros garotos saíram correndo, deixando os primos caídos, pois Harry estava de joelhos, sentindo dor pelo corpo, seu pulso devia estar quebrado pelo violento soco de Duda usando um soco inglês, fora o sangramento no supercílio que já manchava sua calça de sangue.

Duda foi levado pelos pais ao hospital e Harry teria ficado em casa todo quebrado, se a Sra. Figg não o levasse pro St. Mungus, onde em duas horas Harry fora liberado com o corte no supercílio fechado e sem cicatriz, seu pulso só estava um pouco dolorido assim como as costelas, que também haviam sido fraturadas. Chegou a casa sem nenhum hematoma, antes mesmo de Duda e os tios, mas ficou feliz por isso, assim poderia refletir sobre tudo o que agora flutuava em sua mente.

Aquele confronto com o primo fez Harry perceber algumas coisas, sendo a principal dentre elas, que não era um fraco, incapaz, como vinha se julgando e como Duda havia dito. Não que suas conclusões até o momento estivessem erradas, mas ele também possuía qualidades, era ágil, rápido e os anos de treino de quadribol, no qual por várias ajudou como artilheiro e batedor, lhe rederam músculos, deixando-o mais forte e resistente, claro que um pouco mais de exercício lhe daria resistência e mais fôlego pra encarar um duelo ou até vários.
Também precisaria trabalhar sua atenção e concentração, afinal na caverna fora sua falta de concentração que o fez esquecer que os inferis temiam o fogo, talvez trabalhar a leitura seria bom, até pra que aprendesse mais feitiços e talvez um pouco mais sobre seus inimigos. Iria escrever a Hermione pedindo sugestões de livros.
Por último, Harry decidiu parar de se culpar e de bancar o adolescente revoltado, ele faria 17 anos e seria considerado adulto no mundo da magia, portanto deveria se comportar como um homem, assumindo suas responsabilidades, que no caso implicavam na liderança na guerra e no duelo final com Voldemort, se pra isso teria que matá-lo que assim fosse, já havia sangue demais em sua vida pra que se importasse com um pouco dele em suas mãos.

Batidas na janela o tiraram de seus pensamentos, olhou na direção e, com algum esforço, viu Pchitinho bater na janela trazendo uma carta. Abriu a janela e deixou a corujinha entrar, pegando a carta em sua patinha e depois a pondo junto de Edwiges pra beber água e comer um pouco.
Ao ver o envelope, leu que a carta era de Gina e não de Rony, o que o perturbava um pouco, pois já havia pensado nela e percebido que o relacionamento deles não teria futuro. Apanhou o pergaminho e começou a ler.

Querido Harry,

Eu pensei muito sobre tudo que aconteceu e sei que tem medo de que eu, como sua namorada, vire um alvo pra você-sabe-quem, principalmente depois do que houve com Dumbledore, mas assim como Rony e Hermione eu quero estar ao seu lado, como quando fomos ao Departamento de Mistérios!
Eu sei que mesmo assim você se sente inseguro, mas pense bem e verá que não há lugar mais seguro que ao seu lado, em seus braços!
Eu te amo e sinto muito a sua falta, espero que possamos voltar assim que você vier aqui pra casa, pro casamento do Gui e da Fleur.
Com amor, Gina.


Harry suspirou pesadamente ao terminar de ler, olhou mais alguns segundos e decidiu que se era pra Gina esquecê-lo teria que ser duro com ela. Foi até sua escrivaninha e pegou um pergaminho, pena e tinteiro pra escrever uma resposta à garota.

Gina,
Eu acabei de ler a sua carta e sinto em te dizer que não há volta pra nós. Eu sei que irá sofrer mais é necessário, pois sei que não me ama de verdade, se apaixonou pelo herói que seu irmão descreveu após o primeiro ano dele em Hogwarts, sentimento que deve ter crescido ainda mais quando salvei sua vida, fato que teria feito por qualquer um em seu lugar, como no ano anterior havia feito ao salvar Hermione de um trasgo.
Eu realmente gosto muito de sua companhia, quero-te como uma grande amiga ou até uma irmã, pois considero os Weasley minha segunda família. Por todas estas razoes, peço que não insista mais em algo que não acrescentaria em nada pra nós, pois não terei uma segunda conversa com você.
De seu amigo, Harry.

Era uma carta fria e sem dúvida a faria chorar muito, mas assim seria melhor pra todos, até porque ele realmente sentia que não haveria futuro pros dois, apesar do namoro ter sido bastante estável. Aproveitou que já estava ali e pegou outro pergaminho, escreveria a Hermione pedindo alguns livros.

Cara Hermione,

Eu peço desculpas pela demora em te responder, mas estive refletindo muito sobre meus objetivos futuros e agora poso dizer que estou bem e bastante animado.
Gostaria de saber se pode me indicar livros que me ajudem a me manter mais concentrado, ou seja, algo que você ache que ao mesmo tempo possa me fortalecer e me ser interessante. Pedido complicado, eu sei, mas também sei que me conhece como ninguém e por isso confiarei em suas escolhas.
Espero sua resposta e também gostaria de saber o que anda estudando.
Afetuosamente, Harry.


Harry nem releu as cartas, apenas deu a resposta para Gina a Pichi e a carta para Hermione a Edwiges, que ficou feliz por finalmente entregar uma carta do dono. Ficou observando as duas sumirem no céu escuro e depois resolveu descer pra comer alguma coisa antes de dormir, pretendia acordar cedo no dia seguinte pra começar seus treinos.

Estava tomando um copo de suco e comendo um sanduíche quando os tios e Duda chegaram, trazendo seu primo que tinha um curativo no nariz, estava com o pulso imobilizado e o rosto bastante inchado e cheio de hematomas.

-Então você ainda está aqui seu assassino! –Valter fala furioso, seu rosto corando rapidamente e seus olhos esbugalhando ao vê-lo.

-Eu não sou um assassino, seu filho que me atacou com a gangue dele, eu só me defendi. –Harry fala normalmente, ainda comendo seu sanduíche.

-Não calunie meu frágil filhinho, você quase o matou! Passamos horas no hospital e ainda teremos que levá-lo ao dentista pra ver os dentes quebrados! –Petúnia fala com raiva, mas também demonstrando preocupação com o filho.

-Eu vou levar em consideração seu parentesco e por isso não chamarei a polícia, mas exijo que saia imediatamente da minha casa! –Valter fala atirando o sanduíche e o copo de Harry longe, após dar um violento tapa que passou rente ao seu braço.

-Eu não posso sair daqui até o meu aniversário... –não conseguiu terminar de falar, pois Valter o empurrou violentamente da cadeira, fazendo-o cair de mau jeito no chão.

-Você vai sair daqui agora, se não por bem, por mau! –fala respirando mal, o rosto muito vermelho, o que fez Harry pensar que ele poderia estar tendo um princípio de infarto.

-Eu não vou sair e se não quiser enfartar, é melhor se acalmar. –fala não conseguindo deixar de se preocupar com o tio.

-Eu te avisei, moleque! Vou fazer o que eu devia ter feito quando soube que era uma aberração!–Valter fala o pegando pela camisa e tentando arrastá-lo, o que deixou Harry furioso.

-Eu não vou a lugar nenhum! –Harry fala de modo firme e sua voz sai fria. Seu olhar ameaçador, por um momento, fez Valter hesitar, enquanto Duda tentava se esconder atrás da mãe.

Valter o puxou novamente e Harry fincou os pés em resistência, ao mesmo tempo em que a porta da cozinha, que dava pros fundo, explodiu. O barulho fez os Dursley saltarem assustados e se afastarem de Harry, que apesar de assustado, manteve o olhar frio e intimidador no tio, que olhava pra ele procurando um sinal da varinha do garoto.

-Como podem ver, eu nem precisei da minha varinha pra fazer a porta explodir, então eu acho melhor vocês não mexerem mais comigo. Eu fico no meu canto e vocês no de vocês. –Harry fala passando por eles e se dirigindo ao seu quarto, precisava pensar no que havia acontecido e se recuperar do susto, havia algum tempo que não realizava magia involuntária.

Na manhã seguinte, Harry acordou cedo e se trocou pra correr pelo bairro, no entanto ao tentar abrir a porta pra sair, ela pareceu trancada, achou que fosse sono e tentou de novo, empurrando com mais força, já que a porta emperrava às vezes. Deu certo e a porta se abriu, porém ao sair deu de caro com seu tio, que estava muito branco e encolhido contra a parede oposta.

-Você não pode usar você-sabe-o que fora da escola, então não poderia ter destrancado a porta! –ouviu o tio gaguejar e só ao final da frase, aquilo fez sentido.

-Eu não acredito que tentou me trancar! –fala sentindo o sangue ferver, mas se controlando, não ia ficar perdendo o controle por causa dos seus tios. –Eu já disse que não vou aceitar qualquer castigo por ter me defendido de um ataque do seu filho e dos amigos dele, que além de estarem em maior número ainda usaram uma mangueira pra tentar me enforcar, fora o soco inglês do seu filho. –Harry faz uma pausa respirando fundo antes de continuar. –Eu vou tomar café da manhã e de pois vou correr, quando eu voltar espero não ver meu quarto remexido e nem trancado. –fala em tom definitivo e depois sai andando calmamente pelo corredor em direção a escada.

Harry passou quase uma hora correndo e fazendo exercícios no Parque das Magnólias, voltando pro número 4 dos Alfeneiros bem mais calmo e relaxado. Entrou e subiu imediatamente a seu quarto, iria pegar umas roupas e tomar banho, mas ao chegar viu Edwiges com a resposta de Hermione, decidindo ler a carta antes do banho.

Querido Harry,

Eu gostei de saber que está melhor, isto me deixa muito feliz, também adorei saber que está animado pra estudar, já estava na hora de você se dedicar mais, só espero que o Rony siga o mesmo caminho.
Quanto aos livros que me pediu, estou te enviando os nomes de alguns livros de Defesa Avançada contra as Artes das Trevas, Transfiguração Avançada com enfoque em disfarce e um sobre a Era do Terror, que fala sobre a primeira ascensão de Voldemort, dando atenção aos principais ataques e assassinatos cometidos por ele ou a mando dele. Eu estou lendo alguns desses livros, eles estão marcados em vermelhos na lista, esses títulos foram indicados pela Tonks, que me disse que eram usados no curso de formação de Aurores.
Esperarei ansiosa por cartas suas informando sobre os estudos e não esqueça de que se tiver alguma dúvida é só me mandar uma carta ou me ligar. Meu telefone está no fim da carta, pra caso tenha perdido.
Com carinho, Hermione.

Harry passou os olhos pela lista muito bem organizada, tendo cinco títulos de cada assunto e o nome do livro sobre Voldemort em destaque, o qual ela marcou como um dos que estava lendo. Deixou o pergaminho na mesa e foi tomar seu banho, o que não demorou muito, pois estava com fome e queria aproveitar o silêncio da casa pra comer em paz.
Chegando a cozinha encontrou um bilhete na geladeira, assinado por sua tia.

Viajamos e ficaremos fora até a semana seguinte ao seu aniversário e esperamos não encontrá-lo mais. Nunca mais nos procure, pois senão chamaremos a polícia e te denunciaremos por tentar matar o Duda.
Ps: Não quero bagunça, sujeira ou as aberrações que chama de amigos em minha casa.

Petúnia Dursley

-Incrível como são carinhosos! –Harry fala sarcástico, jogando o bilhete sobre a mesa e abrindo a geladeira em busca de comida. –Pelo menos vou ter a casa só pra mim e a geladeira cheia. –Harry fala consigo mesmo, sorrindo ao ver que os tios não tiveram tempo de esvaziar a geladeira antes de sair, provavelmente às pressas.

Meia hora depois, Harry estava tomando seu café da manhã tranquilamente, quando ouviu a campainha, imaginou que fosse pros tios e deixou tocar, mas ao ver a insistência resolveu ir atender.

-Até que enfim, o que estava fazendo? –ele se surpreende ao ver Tonks ali, ao lado de Moody, na soleira da porta e em plena manhã.

-O que aconteceu? Algum ataque? –pergunta preocupado, dando passagem aos dois aurores.

-Isso nós é que viemos saber! Arabela nos contou que te levou ao St. Mungus com vários ferimentos. –Tonks fala olhando-o severamente.

-Venham comigo, estou tomando café da manhã. –Harry fala e se dirige com eles a cozinha. –Fiquem à-vontade. –Harry fala apontando lugares a mesa e pegando mais copos pra dar aos dois. –Duda e os amigos dele me atacaram, eu me defendi, houve uma briga de cinco contra um, Duda usou até soco inglês pra me acertar, mas eu ganhei deles e depois de uma briga, meus tios resolveram viajar até meu aniversário. –Harry fala apontando o bilhete que Tonks lê e depois passa a Moody.

-Se eu os visse, acertaria umas belas azarações neles! –Tonks fala parecendo bem irritada com o bilhete.

-Pelo menos agora você sossegará, não é garoto? –Moody pergunta o olhando com os dois olhos.

-Sim, eu estou determinado a me preparar melhor pra guerra e com a casa só pra mim fica mais fácil. Inclusive, Tonks, eu gostaria que você, se tiver um tempo, fosse ao Gringotes e retirasse uma quantia em dinheiro do meu cofre pra comprar uns livros, a Mione me indicou alguns. –Harry fala um pouco incerto com o olhar descrente que recebia da auror.

-Claro, apesar de eu estranhar muito essa sua vontade repentina de estudar. –fala quase que em tom divertido.

-Eu só quero estar preparado pra guerra, afinal se não fosse Voldemort dar ordens pra não me matarem, Snape tinha feito comigo o mesmo que fez com Dumbledore. –Harry fala seriamente, seus olhos ganhando um tom mais escuro de verde e sua mão pressionando mais forte o grafo que segurava, fazendo-o entortar um pouco.

-Se quer mesmo levar isso a sério, eu posso lhe dar um livro onde terá o necessário pra se tornar um grande auror. –Moody fala pensativo, fazendo Harry sorrir animado. –No entanto não pense que será fácil, no momento, você não tem capacidade pra fazer nem o feitiço mais básico do livro, mas se você se esforçar e trabalhar duro, em breve poderá usá-lo. –Moody fala com um olhar severo, passando a Harry a seriedade com que ele precisaria encarar o treinamento.

-Eu vou treinar bastante, ou melhor, eu já comecei hoje mesmo quando sai pra correr e fazer uns exercícios, e pretendo estudar magia, assim que tiver os livros em mãos. –Harry fala determinado.

-Então me dê a lista com os livros que quer e eu os trarei ainda hoje! –Tonks fala em apoio a Harry, que agradece.

Os três passam os vinte minutos seguintes conversando sobre como andam as coisas no mundo bruxo e depois se despedem, pedindo a Harry que evite sair de casa, agora que os tios dele não estavam, ao que ele assente, não queria arranjar briga e com a casa vazia poderia se exercitar por lá mesmo.

Nas semanas seguintes, treinou arduamente, apesar de não poder fazer os feitiços, só estudá-los. Estava mais determinado, se exercitava fisicamente duas vezes ao dia e uma vez ou outra, Tonks passava por lá pra dar a ele “aulas” de luta, além de indicações de feitiços e por ele por dentro do que acontecia no mundo bruxo, sem falar em Hermione, pra quem ligava quase todos os dias, pra tirar dúvidas e também conversar um pouco.

Foi na manhã do dia de seu aniversário, que um grupo de membros da ordem foi buscá-lo, levando-o pra Toca, através de uma chave de portal. Chegando lá, ficou feliz e surpreso ao ver alguns de seus amigos reunidos, dentre eles Hagrid, Lupin, McGonagall e todos os Weasley, incluindo Fleur que se casaria no dia seguinte com Gui e Percy, que havia feito as pazes com a família, depois que o ministério começou a colaborar com a ordem.

-Harry! Feliz aniversário! –Rony fala indo abraçar Harry assim que ele chegara.

-Oi, Rony. Cadê a Hermione? –pergunta olhando em volta e não vendo a amiga.

-Você fica todo esse tempo longe, vê uma festa pra você e a primeira coisa que faz é perguntar “Cadê a Hermione”? –Rony pergunta um pouco enciumado.

-Vai ver por que eu sou melhor companhia, sabe? –Hermione o provoca depois que aparata e ouve o comentário de Rony. –Feliz aniversário, Harry! –ela fala o abraçando.

-Obrigado, por tudo. –Harry fala fazendo referência a toda ajuda e até as conversas que às vezes aconteciam de madrugada.

-Não tem de que, era ótimo ter companhia nos estudos! –Hermione fala com um largo sorriso.

-Cara, ainda não sei como você pegou a doença da Hermione! –Rony fala em tom de desaprovação.

-Vocês vão ficar aí conversando ou vão participar da festinha? –Tonks pergunta aos três que depois de uma troca de olhares vão em direção aos outros, que estavam entorno de uma grande mesa cheia de guloseimas.

Pela primeira vez naquelas férias, Harry esqueceu a guerra, conversando apenas sobre assuntos leves e divertidos, que giravam principalmente entorno do casamento, que estava deixando todos malucos na Toca com as constantes mudanças de humor de Fleur.

Harry saía do banheiro e já voltava pro jardim, onde jogaria uma partida de quadribol com os Weasley e Tonks, quando Gina o intercepta no corredor.

-Oi, podemos conversar um pouco? –ela pergunta um pouco ansiosa.

-Claro, o que você quer me dizer? –Harry fala parando com os braços cruzados diante de Gina, olhando-a com uma expressão séria apesar de não ser hostil.

-Que eu não entendo por que me escreveu aquela carta, mas estou disposta a esquecer não só ela como tudo mais, pra nós recomeçarmos, então poderíamos corrigir tudo no que erramos...

-Não Gina, eu já disse e repito, não há chance de voltarmos. –a ruiva faz menção de argumentar, mas Harry a interrompe. –Eu não nego que me sentia atraído por você, afinal você é linda, mas no fundo não passou disso, uma mistura de atração física com a vontade de me refugiar de meus problemas. Não me interprete mal, ainda quero ser seu amigo, melhor, eu quero te ter como uma irmã assim como Rony é um irmão pra mim...

-Me poupe da sua pena e da sua “bondade”! Cretino! –Gina fala furiosa com a rejeição e acertando um forte tapa na face de Harry antes de sair correndo pro segundo andar.

Harry apenas passa a mão sobre a face no local atingido, enquanto se dirigia pro jardim, onde todos já o aguardavam.

-Ei Harry até que enfim... –Rony falava, mas pára ao ver a marca no rosto de Harry. –Encontrou a Gina no caminho? –pergunta olhando melhor a marca vermelha.

-Acho que ela tem problemas pra ouvir um não. –Harry fala com um sorriso fraco. –Eu vou dar uma palavrinha com Hermione e já encontro vocês. –Rony apenas assente já sabendo o que Harry pretendia dizer.

-Pelo visto sua conversa com Gina não foi muito bem, não é? –Hermione fala assim que o amigo se aproxima.

-Se importa de ir conversar com ela? Não queria que o clima entre nós ficasse ruim, já que vou passar um bom tempo aqui. –Harry pede um pouco sem jeito, não era exatamente algo fácil falar com um Weasley furioso.

-Pode deixar, eu vou ver o que consigo fazer. –Hermione fala já se levantando.

-Eu ajudo você! –Tonks se dispõe, se levantando também.

-Obrigado, vou ficar devendo a vocês. –Harry fala agradecido e as duas se despedem com um “Vou cobrar”.

O fim do dia transcorre muito bem, com o time de Harry, Rony e Gui ganhando o de Fred, Jorge e Carlinhos. Foi logo após o jantar que todos os convidados se despediram, gina apesar de presente não falava com Harry, que não se importou muito, sabia que seria daquela forma.
Todos foram se deitar cedo, já que o dia seguinte seria tenso com todos os preparativos pro casamento, que seria a noite. No entanto, Harry rolava na cama, havia perdido o costume de dormir cedo, resolvendo então descer e tomar um chá pra ver se o sono chegava.

Harry estava sentado no sofá, lendo o livro que Hermione lhe indicara sobre Voldemort, já havia feito diversas observações sobre possíveis locais que poderiam abrigar um horcrux, já que segundo Dumbledore, esses esconderijos sempre eram lugares que haviam marcado uma vitória importante pra Riddle. Ouviu passos próximo a si e se virou pra ver quem era, deparando-se com Hermione.

-Também perdeu o sono lendo? –Hermione fala apontando um livro idêntico, mas com um marcador que indicava que ela estava bastante à frente dele na leitura.

-Na verdade comecei a ler pra ver se conseguia dormir, perdi o habito de dormir cedo. –Harry fala pondo o livro sobre a mesinha à frente e dando espaço pra que Hermione se sentasse a seu lado. –Chá? –pergunta a ela que aceita.

-Não consigo deixar de pensar que logo iniciaremos a busca pelas horcruxes, isto me deixa ao mesmo tempo nervosa e ansiosa. –fala aceitando a xícara que Harry conjurara e na qual servira o chá pra ela.

-Eu também estou um pouco ansioso, mas não tanto nervoso ou receoso, creio que esteja bem preparado, ao menos pra isso. –Harry fala se sentando de frente pra ela e tomando um gole de seu chá.

-Você está diferente, um pouco mais confiante, determinado, o que fez você mudar? –pergunta curiosa, queria ter feito aquela pergunta antes, mas preferia ter aquela conversa pessoalmente, olhando-o nos olhos.

-Eu repensei minha vida, levando em conta tudo o que anda acontecendo e as mortes de Sírius e Dumbledore. –Harry faz uma pausa onde toma um gole de chá. –Sabe, é como se eu estivesse sendo preparado pelo destino pra lutar com Voldemort desde que eu nasci. As mortes prematuras dos meus pais e a prisão de Sírius me abrigaram a viver com uma ‘família’ que não me amava e me rejeitava, que tinham uma postura que me fez repudiar pessoas arrogantes, ambiciosas, que se julgam melhores que as outras, ou seja, aprendi a ter valores como humildade, perseverança e até esperança, o que acredito ter me feito capaz de ter amigos fiéis como você, Hagrid e os Weasley. As perseguições do Duda e dos amigos dele me tornaram mais forte, mais ágil e mais rápido, assim como o quadribol. Todos os desafios que venho enfrentando ano após ano desde que cheguei a Hogwarts foram uma preparação pra que eu soubesse pensar com rapidez, ter coragem, saber o momento de agir, aprender com os erros. Até a morte de Dumbledore veio pra me dizer que eu sou o responsável por derrotar Voldemort, se tem alguém que tem de enfrentá-lo, que tem que sujar as mãos pra isso, sou eu, e como o homem que sou tenho que assumir a responsabilidade que me foi incumbida pelo destino. –Harry fala de modo sensato e com uma tranqüilidade fora do comum, apesar de seus olhos mostrarem determinação e até um pouco de frieza.

-Nossa, você me surpreendeu! Está tão mais responsável e maduro, apesar de saber que o caminho será difícil, está encarando isso com responsabilidade e prudência, Dumbledore ficaria feliz. –Hermione fala sorrindo ainda surpresa com o tom de Harry.

-E você, está feliz por mim? –pergunta a olhando profundamente, quase como se quisesse ler a mente dela.

-Estou muito orgulhosa de você. –Hermione fala ainda presa naquele olhar, que parecia chamá-la, assim como o sorriso incrivelmente charmoso que se formou nos lábios dele diante da resposta dela.

Sem saber o porquê, ela apenas correspondeu o sorriso, enquanto ele lentamente se aproximava, movimento o qual também acabou por corresponder até seus lábios se tocarem. Os lábios se pressionaram em um movimento tímido, reflexo do nervosismo que os invadira no momento, mas logo dando margem a uma brincadeira entre as bocas, que se provavam tentando descobrir o gosto e a textura dos lábios do outro, assim como o melhor encaixe. Esse momento foi marcado com um aumento na temperatura dos dois, que começavam a sentir um calor atípico, suas mentes apagaram completamente e ao toque de suas línguas, um impulso elétrico inexplicável percorreu seus corpos, partindo ao mesmo tempo da cabeça e dos pés, e encontrando-se no centro do corpo deles e se acumulando em uma grande energia.
Agora o beijo tornava-se urgente, como se aquela energia pulsante e quente que estava no corpo deles exigissem maior contato, como se quisessem intensificar aquela ligação. As xícaras foram abandonadas no carpete e os corpos se encontraram em um forte abraço, depois dando liberdade as mãos, que percorriam o corpo do outro com a mesma intensidade que a energia pulsava e aumentava dentro deles.
Então, aquela esfera quente e eletrificada explodiu dentro deles, parecendo tomar seus corpos, fazendo seus corações e demais órgãos pararem, numa sensação muito semelhante à morte, no entanto, ao se afastarem e se olharem, o sopro de ar dividido entre eles trouxe lhes de volta a vida, fazendo seus corações pulsarem acelerados e suas respirações ficarem ofegantes, seus cérebros captando novamente os cinco sentindo principais. E em frações de segundos Hermione pensou ter visto os olhos de Harry brilharem mais verdes que nunca, ao passo que ele pareceu ver os olhos de Hermione tão negros que pareciam guardar as Trevas.

-Não devíamos ter feito isso. –Hermione fala retomando sua linha de raciocínio. –Melhor esquecermos tudo... Boa noite. –fala ainda confusa, mas se lembrando da amiga e de como Gina ainda gostava de Harry, resolvendo sair imediatamente dali.

Harry apenas ficou parado, ainda muito confuso com o que acontecera, mas voltando a si um pouco depois de Hermione subir. Pegou sua varinha e fez as xícaras se recomporem, depois limpou o chão com outro feitiço, pra depois tentar se acalmar com um pouco mais de chá, só que desta vez sem pegar o livro, já que não teria a mínima concentração pra ler depois do acontecido.

N/A: Oi! Fiquei feliz pelo grande número de leitores e de comentários, então estou postando um pouco antes do prometido!

N/A²: Agora a fic voltou ao tempo normal e acho que todos já entenderam quem são os Herdeiros, agora é ver como eles vão lidar com tudo.

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Comentários: 1

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Enviado por Mione Jean Potter em 05/06/2015

Nossa, os Dursleys me dão tantaaa raiva as vezes. Bem, eu quase nunca consigo gostar da Gina, sabe? Eu não sei. É uma coisa um tanto estranha, ou eu gosto muito dela ou eu a odeio depois. 
Bem, como o contato constante entre eles não desfez o feitiço é tanto curioso, mas creio que saberei logo
Gosto das suas fica porque alem de bem escritas, tem essa mistura de novos poderes e tudo o mais, e é tao emocionante. Gosto do seu Harry maduro 

Nota: 5

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