Capítulo VI
─ Já vai, Alteza?
Harry estava terminando de calçar as botas, quando ouviu aquela voz meiga perguntar isso preguiçosamente. Lançou um olhar calmo para a grande cama onde, entre lençóis rosados, repousava um corpo voluptuoso de mulher.
─ Sim ─ concordou ele prendendo a espada na cintura. — Não posso me ausentar tanto, tenho obrigações com os dragões.
A mulher era morena e bela, tinha já trinta e cinco anos, os longos cabelos negros e lisos cobriam, parcialmente, os seios pequenos e rijos, mas o resto do corpo esguio estava completamente descoberto. Ela suspirou compreensiva, e falou:
─ Alteza, a situação da Rainha continua a mesma, como eu já lhe disse. A criada está muito doente, mas o Rei não quer saber de regalias com os prisioneiros, e Lady Lestrange ainda se diverte da mesma forma sádica de sempre ─ concluiu ela sombria. ─ Eu não consegui vê-la neste mês sem levantar suspeitas, o que sei é através dos criados. Mas temo que a Rainha Luna não sobreviva se Lady Minerva falecer. Vocês não têm muito tempo, Alteza.
Harry suspirou e balançou a cabeça negativamente. Fazia quase doze anos desde que sua cunhada fora feita prisioneira, sabia que ela sofrera fome, frio e desprezo por todo o tempo, ainda que, contrariando as expectativas, o Rei Voldemort não tenha torturado-a até a morte.
A resistência atalaiana estava formada, eles estavam quase prontos para resgatar o Rei e a Rainha, bastava que fizessem um plano de ataque adequado, já que teriam de atacar, concomitantemente, o Palácio de Atalaia e o Palácio de Penedo. Uma ação conjunta e letal.
Antes de sair, ele voltou a olhar para a mulher com quem partilhava a intimidade nos últimos oito anos. Sua amante e sua espiã na corte de Penedo. Viúva de um dos melhores homens que ele já conhecera, mas que acabara sendo vassalo de seu maior inimigo.
─ Lady Cho, continue de olho em minha cunhada, mas não se arrisque. Estamos quase prontos para iniciar a retomada. Se, por qualquer motivo, a senhora pensar que eles desconfiam de sua lealdade, por favor, saia do caminho. Não banque a heroína, nós já tivemos mortes o suficiente.
Ela sorriu sensualmente e enrolou-se no lençol antes de responder:
─ Não se preocupe, Alteza, eu sei me cuidar. Cuide-se também, meu querido.
Harry prontamente esfriou o olhar. Não queria ter nenhum tipo de relacionamento mais íntimo. Eles trocavam informações e carícias. E só.
─ Por enquanto é isso, Lady Digory.
Sentindo a mudança de humor do amante, ela falou:
─ Harry, eu...
─ Espero que se lembre, Lady Digory, que nossa relação é puramente física e comercial. Dormimos juntos e me passa as informações. Apenas isso. Só lhe disse para salvar a própria pele, não quer dizer que tenha algum interesse ─ cortou o príncipe de forma ríspida.
Os olhos negros dela luziram de mágoa, mas ela sorriu antes de falar com sua voz meiga e calma:
─ Eu sei que não tem um coração, Alteza, portanto, jamais esperaria que sentisse por mim qualquer outra coisa que não luxúria. Eu disse que se cuidasse apenas porque tenho interesse particular na morte de Voldemort.
O príncipe ficou desconfortável em ter tratado mal a mulher a sua frente, que sempre o tratou com carinho. E ele sabia que ela, além do marido, tinha perdido o filho não nascido, quando o Rei Voldemort a atirou escadaria abaixo por ela ter se recusado a dormir com ele. Ela não merecia ser tratada com tanto desprezo, pelo menos não por parte dele. Mesmo assim, não pode se impedir de soar frio e bruto quando disse:
─ Muito bem. Ver-nos-emos.
Dizendo isso, ele sumiu pela porta, esgueirando-se pela escuridão dos corredores do Castelo de Penedo até escapar por uma janela. Ares o esperava, amarrado numa árvore mais distante, por isso, o moreno teve que espreitar a noite, e caminhar silencioso, contra os muros do castelo.
Por fim, conseguiu montar Ares e galopar por entre as árvores até o acampamento do Dragão. Aonde chegaria tarde da noite.
Duas horas depois, no coração da floresta, Harry desmontava e levava Ares pelas rédeas até um local isolado por uma série de arbustos espinhosos. Era ali que os demais animais ficavam quando o acampamento do Dragão se recolhia à noite.
Enquanto dava três longos assobios ritmados, o príncipe se maldizia mais uma vez por ter destratado a única pessoa que lhe tratava amavelmente. A pobre mulher já havia sofrido tanto, e ele só lhe aumentava o desgosto por estar viva. Aquela não tinha sido nem a primeira, e com certeza, nem a última vez que ele diria palavras ásperas à Lady Cho.
Em poucos segundos, estes pensamentos foram afastados, quando uma escada de cipós descia a frente do moreno. Prontamente, ele subiu e logo escalava a plataforma de madeira de uma das entradas do Acampamento do Dragão.
Harry sorriu ao lembrar-se de como encontraram por acaso o chefe do acampamento, Sírius Black. Dom Black era um espanhol arrogante e pretensioso, que adorava seduzir, pregar peças e matar, não necessariamente nesta ordem, mas que os acolheu no pior momento de suas vidas.
****BeH****
Flash Back
Fazia três horas que Harry, os irmãos Weasley, Mclaggen, Finningan e o jovem Creevey havia fugido do calabouço quinze. Apenas o Rei e o príncipe sabiam que, no calabouço quinze, a porta ao ser trancada poderia ser aberta pelo outro lado apenas se retirando um único prego. Quando pequenos, os irmãos reais costumavam chamar o calabouço de “a cela do prego”.
Assim, os dois soldados inexperientes que estavam mantendo a segurança, foram surpreendidos e desacordados. Três minutos depois, os foragidos atalaianos recuperavam suas armas e fugiam pelo portão pequeno da ala Norte do castelo, levando suas montarias, que os alcançaram depois de alguns assobios muito bem treinados.
Eles conseguiram escapar em plena luz do dia com uma facilidade espantosa. Harry sorriu com escárnio ante isso. O Rei Voldemort na certa relaxara suas defesas ao sair vitorioso daquele embate. Ele ainda pagaria por ser tão arrogante. O príncipe só esperava que seu irmão e sua cunhada não pagassem junto.
Afastando os pensamentos negros, os seis cavaleiros galoparam em direção à floresta. Por ali teriam mais chances de se livrarem das perseguições, e contavam com certa vantagem sobre o inimigo, uma vez que usaram caminhos já pisoteados pela batalha horas antes, foram rápidos na fuga e, é claro, possuíam conhecimento geográfico superior do território.
Ninguém falou uma única palavra durante a fuga. Nem mesmo os gêmeos, sempre tão falantes, estavam dispostos a um diálogo. Todos se sentiam da mesma forma: Derrotados!
Toda sua vida militar, na qual eles juraram defender o Reino de Atalaia e seus Reis, parecia desmoronada. Eles foram incapazes de manter a Rainha a salvo, e por isso, agora, estavam escapando furtivamente como ladrões de cavalos. Esta sensação chocava as almas nobres daqueles seis homens, que, naquele instante, deixavam parte de suas vidas pra trás.
O anoitecer estava próximo quando eles diminuíram o ritmo e começaram a procurar, entre os galhos e raízes retorcidas, um local seguro para passar a noite.
Eles estavam parados, procurando um sítio seguro, quando foram interceptados por uma flecha, que zunira passando bem na frente dos gêmeos, os quais lideravam o grupo naquele momento, e se cravara na árvore mais próxima.
─ Que diabos… ─ começaram os dois a resmungar.
Mas antes que eles pudessem concluir a frase, estavam totalmente cercados por um grupo com mais de vinte arqueiros.
Os seis se encararam com um ar entediado. E iriam começar a reagir quando uma voz de barítono, profunda e aveludada, ressoou pela floresta:
─ Eu não faria isso se fosse vocês.
Harry arqueou uma sobrancelha e indagou:
─ Quem ousa atacar soldados reais de Atalaia?
Uma risada divertida ecoou pelo local e os arqueiros deram sorrisinhos convencidos, ainda em posição de ataque. Harry endureceu ainda mais o semblante apertando Camulus firmemente na mão direita, enquanto soltava levemente as rédeas de Ares, deixando o cavalo preparado para o combate.
─ Soldados de Atalaia? ─ Perguntou a voz sem rosto. ─ Pois ficamos sabendo que Atalaia sucumbiu. São desertores, então? Se o forem, são homens sem honra e covardes. Não nos revelamos a homens assim. Mesmo entre ladrões existe dignidade, sabem?
─ Não somos desertores ─ grunhiu Mclaggen, ainda abalado com a perda trágica do amigo. ─ E vocês não têm o direito de se dirigir de forma tão desrespeitosa ao nosso general!
O jovem Mclaggen já se preparava para desferir o primeiro golpe quando uma flecha atravessou sua mão com precisão, fazendo-o deixar cair a espada. Ele olhou surpreso para o ferimento e para os arqueiros que os cercavam, a flecha não tinha sido disparada por eles... Portanto, havia mais guerreiros escondidos pela escuridão das árvores.
─ Eu disse a vocês que não deveriam reagir ─ lembrou a voz sem rosto num tom divertido. ─ Mas está escurecendo rapidamente, então, por favor, queiram responder a duas perguntas.
Mclaggen já enfaixava a mão com um pedaço de couro, que retirara dos arreios, e esperou a decisão de seu comandante. Harry acenou afirmativamente com a cabeça. Eles estavam em menor número, e mal posicionados, pelo que o príncipe podia perceber. Seria melhor curvar-se, temporariamente, às vontades do inimigo. Um bom soldado era aquele que sabia qual era o momento de recuar.
─ Pois bem ─ concordou Harry com a voz gélida.
─ Primeira pergunta: Quem são vocês?
─ Nós somos soldados de Atalaia ─ afirmou o príncipe. ─ Entretanto, tivemos que fugir para poupar nossas vidas. Realmente Atalaia caiu nas mãos daquele que se intitula Rei Voldemort.
Ante esta afirmação, os seis soldados escutaram, atônitos, os gemidos de indignação que ecoaram de todos os cantos. Os bandoleiros pareciam sinceramente afetados com a notícia.
─ Que triste. É o fim do último reino onde podíamos viver tranqüilos nas cidades. Vamos sentir falta do Rei Ronald e sua benevolência ─ falou a voz novamente.
─ O Rei não morreu ─ afirmou Harry com fúria contida. ─ Mas a Rainha é prisioneira de Voldemort.
─ O que quer dizer que Rei Ronald não governará, então tudo fica igual ─ replicou a voz.
Intimamente, os seis cavaleiros concordaram com aquele bando que os mantinha cativos. Realmente, não seria mais o Rei Ronald quem tomaria as decisões sobre o reino, e sim aquele usurpador, o Lobo de Penedo.
─ Qual é a segunda pergunta? ─ Falou o príncipe, tentando afastar a idéia de que Ronald e Luna estavam em perigo de morte.
Ouviu-se a risada profunda novamente.
─ Como vocês, soldados de Atalaia, ficam quando estão amarrados?
─ O quê? ─ Falaram eles em uníssono.
No instante seguinte, os cavaleiros foram derrubados por homens que pularam das árvores. E não tiveram chance de lutar, pois o impacto contra o chão duro e irregular lhes roubou o fôlego, além, é claro, das armaduras terem impedido movimentos mais ágeis.
Amarrados como salames italianos, eles foram amordaçados e vendados. Depois, foram jogados em cima das próprias montarias e conduzidos por dentro da floresta.
A escuridão da noite estava completa dentro da floresta. Porém, isso não parecia importar muito naquele momento, aqueles homens e mulheres sabiam exatamente aonde ir: o Acampamento do Dragão.
Harry tentava descobrir qualquer coisa sobre o local ao qual era conduzido e sentia-se furiosamente frustrado. Aqueles bandidos tinham pés de pluma. O príncipe ouvia apenas os cascos dos cavalos quebrando galhos secos e esmagando folhas que estivessem cobrindo o chão.
Ele odiava a sensação de estar vulnerável como naquele momento. E, além de tudo, se sentia um completo “nada” por ter levado seus melhores homens à morte certa e sem nenhuma glória. A morte só valeria à pena se acontecesse numa batalha digna. E ser enrolado como um tapete velho, antes de morrer, não era exatamente a imagem da dignidade que um guerreiro tão poderoso como o Harry tinha em mente.
Tempo depois, que, para os seis soldados, pareceu uma eternidade depois, eles sentiram seus corpos serem amarrados novamente, antes de serem içados, como blocos de pedra em construções.
Depois de serem balançados pelo ar, sentiram o impacto contra o piso de madeira. Em seguida, todas as cordas foram retiradas. Porém, as vendas e mordaças permaneceram.
─ Anda, tirem estas vendas e estas mordaças que quero vê-los. Não recebemos muitos convidados por estas paragens ─ zombou a voz aveludada.
Os seis soldados as retiraram, furiosos e de cenhos franzidos. Eles sentiam como se estivessem sendo logrados.
Finalmente conheceriam seu captor, e que os céus o perdoassem, porque os cavaleiros de Atalaia não o fariam tão cedo. Os soldados queriam saber aonde haviam sido trazidos, e buscaram saciar a curiosidade observando atentamente o local.
Eles piscaram surpresos ao se verem numa extensa plataforma de madeira, entre os galhos de uma frondosa árvore. No centro da plataforma, dentro de uma espécie de escudo de metal, o fogo crepitava quente e colhedor, e, ao lado, viram a figura mais desconcertante de todas as suas vidas. O homem deu um sorriso ferino e disse, mostrando-se dono da voz profunda que lhes falara anteriormente:
─ Meu nome é Black, Dom Sírius Black. Sejam bem vindos ao Acampamento do Dragão. Aproximem-se do fogo, logo teremos cadeiras e vinho, só um minuto.
Dito isso, Sírius Black bateu palmas duas vezes. Em seguida, um séquio de dez homens apareceu, vindos de cantos diferentes da plataforma, colocando pequenos tamboretes em um semicírculo, ao redor da fogueira. Outro trouxe uma mesa e o seguinte uma jarra com sete copos de metal barato. Em seguida eles sumiram novamente.
Harry achou aquilo atordoante. Que espécie de líder tinha tamanho devotamento de seu povo? Ele nunca vira os servos de seu pai, ou de seu irmão, agindo de forma tão submissa, correndo ao menor estalar de dedos.
─ Vamos, não se acanhem. Sentem-se e me contem a história de suas vidas ─ disse Sírius com um sorriso preguiçoso. ─ Depois decidiremos se os matamos ou os adotamos. Vamos, não fiquem tímidos.
Quando se aproximaram do fogo, finalmente vislumbraram por completo as feições do captor.
Ele era alto, seguramente possuía quase um metro e noventa de altura, esguio, mas forte, os cabelos negros e crespos eram compridos até a altura do ombro; a boca, fina e torcida num sorriso irônico, ficava parcialmente escondida por uma barba cerrada, mas curta, que cobria a pele bronzeada. Black honrava totalmente seu nome. Usava calças de couro negro e uma camisa negra, coberta com uma couraça igualmente negra, para completar o estilo, uma capa brilhante, obviamente negra também. O único que se destacava, em realidade, eram os olhos azuis elétricos, que continham uma fagulha de zombaria.
Com aquele sorriso, um pouco debochado e muito matreiro, ainda mais alargado, Black sentou-se descansadamente num dos tamboretes e fez um gesto típico de convite com a mão esquerda antes de dizer:
─ As cadeiras realmente não vão atacá-los. Mas se preferem ficar de pé... — O tom da voz ficou ligeiramente ofendido: — Pessoalmente, estou achando indelicado da parte de soldados tão nobres de um reino tão famoso não se apresentarem depois que um Comandante se apresenta. É contra a etiqueta, sabem?
Aquele ataque sutil fez com que os guerreiros saíssem do torpor que os dominava. Principalmente Harry, que ocupou a cadeira mais antagônica que havia, a fim de observar Black de frente. Os dois encararam-se numa avaliação mútua e silenciosa. Azuis contra verdes, num reflexo dourado das chamas da fogueira.
Os demais não ousaram falar. Harry era seu general, seu comandante. Ele saberia como reagir naquela situação. E se tivesse chegado a hora da morte, fora um privilégio lutar e morrer ao lado de tal guerreiro.
Depois de longos minutos de silêncio e daquele duelo de olhares, Harry já havia formulado um ou dois planos para escapar, que não lhe pareceram nada promissores. Temporariamente derrotado, resolveu jogar o mesmo jogo do Black.
─ Dom Black, eu me chamo Harry James Potter Atalaia, e sou o Príncipe de Aires de Atalaia, irmão do Rei Ronald Billius Potter Atalaia, Rei de Atalaia. Estes são Sir Frederick e Sir George Weasley, filhos do Conde Weasley. Marquês Dennis Creevey, filho do Duque de Creevey e, finalmente, Conde Cormáco Randolph Mclaggen. Somos exilados. Meu irmão jamais me matará, mas Voldemort, aquele filho do demônio, não aceitará isso e me perseguirá até o inferno se for necessário. Se me mantiver prisioneiro estará condenando a todo o seu Bando, Dom Black. Nós agradeceríamos muito se fôssemos soltos, e nossas armas e nossos cavalos nos fossem devolvidos, neste momento.
Sírius em nenhum momento perdeu a postura descansadamente irônica, ou tirou o sorriso do rosto, em verdade, seus olhos até brilharam mais quando descobriram a verdade sobre seus ilustres convidados.
Dom Black deixou que o silêncio desse peso às palavras do príncipe, antes de levantar do tamborete e responder com a desenvoltura habitual:
─ Ora, mas nós somos caçados em cinco reinos, três ducados, dois condados e... Bem acho que é só. Com certeza vossa excelentíssima presença, Alteza, e a ilustre presença de seus soldados ─ disse ele fazendo uma reverência teatral ─ não piorará nossa situação fática. Creio que deixarei para decidir suas mortes semana que vem, por enquanto serão tratados como adotados.
Atordoado por ser ludibriado por um homem tão confusamente estranho, o príncipe falou com o cenho franzido:
─ Como assim, Dom Black?
Sírius Black ficou sério pela primeira vez. E, pela primeira vez, príncipe Harry de Atalaia respeitou aquele embusteiro de roupas ridículas, pois ele se assemelhou a um líder.
─ Vossa Alteza, eu peço que fiquem conosco por uma semana. Todos vocês, nobres soldados, ainda não entenderam a verdadeira e calamitosa situação em que se encontram. Meus espiões já me advertiram que Rei Voldemort estás fechando o cerco no reino. Se, de fato, o Rei capitulou para salvar a Rainha, bondosa seja, então vocês todos estão em mais perigo do que podem supor. Vocês não possuem mais reino, não possuem mais um exército, e estão sendo caçados, assim como todos os que compõem o Bando do Dragão. Fiquem conosco por uma semana e decidam.
Os soldados pareceram nervosos. Estavam tendo que lidar com uma realidade que mais se assemelhava a um terrível pesadelo. Porém, Harry manteve a mesma postura altiva e superior, ainda que aquelas palavras se lhe grudassem na mente, misturadas a todos os piores pensamentos que o príncipe formulara até então. Ainda sério, Sírius Black continuou o discurso:
— E vocês todos precisam ser avisados: minhas decisões são como as decisões de um rei, sou obedecido como tal, e existem regras que devem ser religiosamente cumpridas. ─ Ele fez uma pausa em que encarou um a um dos nobres de olhares arregalados, antes de acrescentar: ─ Não existem títulos entre nós, por exemplo. As mulheres e as crianças são nossos bens maiores; se formos atacados, abandonamos tudo, jóias e cavalos, mas não os abandonamos. Há ainda uma infinidade de outras regras de convivência, que vocês aprenderão durante a estadia.
Ele calou esperando a manifestação dos guerreiros. E, como previra, todos os cinco encararam Harry na espera da palavra final:
─ Ficaremos por uma semana. E tenho sua palavra de que poderemos partir ao final do prazo, com nossas armas e nossos cavalos?
A expressão zombeteira voltou ao rosto do bandoleiro quando ele retrucou:
─ Suas armas serão devolvidas agora ─ ele bateu palmas e três homens apressaram-se em trazer as armas pesadas dos seis cavaleiros. Elas estavam intactas. Novas palmas e os homens desapareceram. ─ Como podem ver, elas não foram danificadas. E sim, dou minha palavra que poderão ir, se assim desejar. Por enquanto, aproveitem, são nossos convidados, mas participarão das atividades do Bando do Dragão. E agora, se me derem licença, estou completamente exausto, e uma adorável mulher me aguarda em meus aposentos, pronta para relaxar todos os músculos tensos de meu divino corpo. Sinto que não tenhamos tido tempo de tomar deste fantástico vinho. Alguém os acompanhará até suas instalações. Uma boa noite, ver-nos-emos pela manhã.
Dito isso, ele bateu palmas e uma moça de, no máximo quinze anos, apareceu a seu lado, como que se materializasse.
─ Angelina, por favor, acompanhe os cavalheiros até o quarto de hóspedes, que, a esta altura já deve ter sido preparado.
Ela fez um gesto suave com a cabeça, concordando. E gesticulou chamando os seis para que a seguissem por um dos lados da plataforma. Fred a encarou embasbacado. A moça tinha uma pele de alabastro que parecia veludo. Os olhos muito negros eram grandes e gentis. A boca era carnuda e pequena, como se fosse um botão de rosa; os cabelos, do mesmo negro dos olhos, estavam trançados. Tudo isso Fred pensou quando e moça passou por ele, deixando um sutil aroma de madressilva.
George sorriu de forma compreensiva ao ver o irmão naquela situação. Ele já previa uma semana de sedução para Fred, e ele ficaria assistindo as investidas de camarote, pronto para transformar tudo em piada, todas as tentativas frustradas, assim que surgisse a oportunidade.
O grupo já se afastava do fogo quando Sírius Black ainda alertou, com sua voz risonha:
─ Lembrem-se de não se agitar demais.
Com aquele aviso muito esquisito, os cavaleiros chegaram à beirada da plataforma, notaram que havia uma série de pontes suspensas feitas de cipós e madeira. Adiante, as copas das árvores pareciam estar tomadas de pirilampos. Imediatamente perceberam que, na verdade, havia tochas iluminando casas nas árvores, que abrigavam todo o bando.
Seguindo Angelina, os seis cavaleiros passaram lentamente por uma das pontes suspensas. Eles temiam tal instabilidade àquela altura, mas mantinham os rostos impassíveis. Eram cavaleiros afinal! Não podiam demonstrar estas fraquezas mortais.
Depois de dois minutos suspensos por aquele amontoado de cipós, os guerreiros perceberam o porquê do aviso do Chefe do bando. Ele devia estar se divertindo muito com a idéia de que os seis soldados se sacudissem em cima de uma altura considerável, usando aquelas armaduras, que eles logo notaram serem desajeitadas para uma vida como aquela.
A tortura deles acabou em cinco minutos, quando Angelina abriu a porta de uma simpática casa da árvore. Lá dentro, haviam esteiras de uma espécie de planta, cobertas com duas mantas, para cada um deles.
Já colocando seu plano em ação, Fred indagou à moça tão bonita:
— Será você, menina bonita, quem virá nos acordar?
Ela pareceu surpresa com o fato daquele homem a abordar daquela forma. Ela havia sentido um pouco de medo quando recebera as ordens de Dora, a cigana. Todos aqueles homens de armaduras eram muito grandes e fortes. Ela os temia desde que era uma menina de colo, quando viu sua família ser dizimada num ataque do Lord Voldemort. Desde então, nunca pronunciou uma única palavra. E nunca se aproximara de um soldado.
Agora aquele homem grande e ruivo, de olhos risonhos e gentis, falava como se realmente estivesse interessado nela. Ela teria de afastá-lo. Sabia que jamais poderia ser uma esposa, embora muitas de suas amigas estivessem casando-se, e Dora lhe dissesse que era uma total besteira. Mesmo assim, não se sentia segura para devolver um olhar como aquele. Assim, respondeu apenas com um gesto negativo da cabeça e se eclipsou pela noite, voltando para a própria cabana.
Fred ficou paralisado ante o olhar assustado de sua musa, e depois diante do sumiço quase instantâneo dela, que sequer lhe respondera, apenas abanara a cabeça como se tivesse fugindo do maior dos monstros.
— Pois bem, irmãozinho, mais uma que você consegue espantar com esta cara feiosa — falou George.
— Mas nós somos gêmeos, nossas caras são iguais, imbecil — retrucou Fred irritado , enquanto os outros homens continham sorrisinhos.
— Claro que não somo iguais! Eu sou milhares de vezes mais bonito que você — afirmou George com um sorriso brejeiro. — E até poderia conquistá-la se...
A reação do outro ruivo foi imediata. Pegou o irmão pelas laterais da armadura e chacoalhou-o com violência, antes de alertar com uma voz baixa e fria:
— Nem tente, ou esqueço que é meu irmão.
Fez-se um silêncio entre os guerreiros. Nunca os gêmeos haviam discutido desta forma. Este era o maior exemplo do estado emocional daqueles homens duros e corajosos. A perda da guerra de forma tão traiçoeira, finalizando na perda do reino e de suas raízes, os deixou desestabilizados.
Como todas as vezes que as coisas fugiam do controle, Harry interpôs-se entre os irmãos. Ele igualmente sentia-se abalado, preocupado com a família sempre tão unida que, num único dia, se dispersou, ameaçada de forma vil. Porém, Harry era um soldado, um guerreiro, e seus homens teriam que superar a desgraça, e ele superaria junto. Era sua obrigação!
─ Os dois parem com isso. Já temos preocupações demais. Por hoje, iremos dormir. Amanhã, veremos...
Mclaggen e Creevey, ainda abalados com a morte de Colin, sequer murmuraram uma “boa noite”. Despojaram-se das armaduras e se enfiaram nas esteiras mais próximas da árvore. Finnigan acenou com a cabeça para Harry e os gêmeos, e tratou de se recolher. Ele não tinha nada o que perder, mas estava esgotado de pensar em como pudera facilitar tanto o seqüestro da Rainha. Afinal, era ele o encarregado da defesa dos quartos reais, era o comandante dos fracos soldados rendidos por uma criada. Isso se constituía num golpe terrível em seu ego.
Harry deu mais um olhar firme aos dois irmãos e recolheu-se à esteira mais afastada. Ele precisava pensar, precisava descobrir uma forma de libertar sua cunhada e seu irmão, além de escapar de Sírius Black.
Os gêmeos encararam um ao outro, enxergando as feições espelhadas. Ambos tinham a mesma altura, cerca de um metro e oitenta, tinham também o mesmo porte musculoso, os olhos azuis escuros circundados de um halo negro, a boca fina e larga, as covinhas nas bochechas ao sorrirem, o cabelo ruivo como cobre. Entretanto, suas almas eram totalmente diversas, apesar de compartilharem o gosto pelas piadas. Fred tinha natureza sensível e se apaixonava profundamente. George prezava sua liberdade, não gostava de perder o controle dos sentimentos mais profundos; era um boa vida, enquanto Fred era o eterno apaixonado.
Sem dizer uma palavra, eles retiraram as armaduras e deitaram nas esteiras restantes, próximas da porta.
Nenhum dos seis dormiu. Todos estavam deitados de olhos abertos, revendo seus fantasmas. Fantasmas de uma batalha sangrenta, fantasmas de uma rendição desonrosa.
Estava quase amanhecendo quando George sussurrou para o irmão:
─ Eu não vou fazer isso.
Fred concordou com um aceno.
A noite insone de todos pareceu mais leve depois daquelas palavras. Mesmo que pouco assemelhadas a um pedido de desculpas, elas mostraram que os irmãos estavam em paz, portanto, eles deveriam acreditar que encontrariam a paz também.
Aquele amanhecer nevoento de primavera lhes pareceu mais brilhante. Era a esperança que se lhes brotava na alma novamente.
Fim do flash back
****BeH****
Harry caminhou rapidamente entre as plataformas, pelas dezenas de pontes suspensas, logo chegando à maior cabana do acampamento, onde todos os setenta e cinco membros do Clã do Dragão faziam as refeições e se reuniam para decidir ataques e mudanças.
Nem sempre os setenta e cinco dragões estavam no acampamento. Havia um grupo de ciganos que ia e vinha, com mais de vinte pessoas. Eram os ciganos quem iam de cidade em cidade, descobrindo informações úteis sobre o reino e sobre carregamentos de ouro do Rei Voldemort, que eram interceptados pelo grupo de Sírius, se é que se pode utilizar esta palavra tão generosa. Este ouro serviria para manter o Acampamento do Dragão e para auxiliar os camponeses mais necessitados.
Ademais, o Acampamento do Dragão muitas vezes se igualava a um campo de refugiados, que iam e vinham de várias partes dos Reinos de Atalaia e de Penedo, fugindo da sanha gananciosa de Voldemort.
Harry e os seis guerreiros passaram a integrar o grupo na mesma semana que fora o prazo dado por Dom Sírius. Descobriram que poderiam ser úteis àquele povo sem reino e que, no futuro, o Bando do Dragão poderia lhes ajudar a resgatar Atalaia das garras do Lobo de Penedo.
O príncipe sentiu o cheiro bem vindo de sopa quente e vinho, assim que afastou a cortina que cobria a porta de entrada da cabana de reuniões. Ele sorriu novamente ao ouvir o ruído das conversas e das canecas se entrechocando, junto com a música que Dora e seu marido Remus, o mágico, faziam com uma flauta e um ataúde, num canto próximo de uma das janelas. Dentro da cabana, havia três longas mesas ladeadas por bancos inteiriços e tão longos quanto elas.
Harry cumprimentou alguns companheiros de bando, depois localizou os gêmeos e suas respectivas esposas. Foi para lá que ele se dirigiu.
Fred, depois de muita insistência, acabou casando com a jovem muda, Angelina. Eles eram muito felizes e já tinham três filhos, duas meninas e um menino, o quarto estava a caminho. George, depois de galinhar com várias mulheres diferentes, acabou casando-se com Katie, a dançarina, uma das ciganas, eles tinham filhos gêmeos. Katie era uma cigana legítima, vinda da mais alta linhagem, por isso jamais ficava muito tempo no Acampamento Dragão. George era virtualmente livre na maior parte do tempo, como ele sempre sonhara, mas seu coração fora laçado de tal forma que ficava permanentemente casmurro quando sua esposa não estava por perto.
Harry sentia um estranho ardor no peito ao pensar que todos os seus companheiros, à exceção de Finnigan, já haviam encontrado uma família para si. Ele não tinha nenhuma. Não que lhe faltassem mulheres, pois, além de Lady Cho, o príncipe mantinha uma ou duas mulheres do bando como amantes esporádicas. Porém, nenhuma delas lhe chegava ao coração.
E, muitas noites, quando estava sozinho de vigília, a imagem de uma morena, de olhos cor de âmbar e gosto de morangos, lhe assaltava a mente. As lembranças eram tão vívidas que sentia a suavidade dos cabelos sedosos entre os dedos e a boca macia pressionada contra a dele.
Ele afastou os pensamentos erráticos, e sentou ao lado dos casais que riam. Fred lhe alcançou uma caneca de vinho e Katie lhe alcançou um prato de sopa e um pedaço de pão.
─ E então, Alteza, quais as novidades do Reino de Penedo? ─ indagou George.
Os soldados comandados por Harry procuravam chamá-lo por seus títulos, ainda que, depois de quase doze anos de exílio, o príncipe não mais se importasse com isso. Aqueles homens foram sua família por doze anos e com eles resgataria o reino. Era só uma questão de oportunidade.
─ Parece que lady Minerva está severamente adoentada, não resistirá muito tempo mais; lady Lestrange continua torturando os criados e quem quer que passe na sua frente. Pelos boatos que se espalham no castelo, o fato dela não poder dar um filho a Voldemort está lhe tirando o prestígio de amante. O Rei Voldemort anda buscando uma esposa para dar continuidade à linhagem. Temos pouco tempo para tirar a Rainha Luna daquele pardieiro ─ respondeu Harry entre uma porção e outra. Ele realmente estava faminto e a sopa estava deliciosa como sempre.
─ Sem problemas, Alteza. Meu irmão disse que eles estão prontos para invadir o castelo. Sabem quais são os soldados de lá que são leais a Voldemort. A única dúvida é sobre a lealdade do padre Snape ─ falou George antes de tomar um grande e longo gole de vinho.
Harry franziu o cenho enojado.
─ Todos vocês sabem qual é a minha opinião sobre este padre traiçoeiro. Por mim poderia matá-lo sem pensar duas vezes ─ resmungou ele antes de mastigar um pedaço de pão.
Os gêmeos assentiram em concordância.
Dois anos atrás haviam feito uma tentativa de tomar o castelo de Atalaia. Havia um traidor entre eles. Era o soldado Morag MacDougal.
Durante o assalto, MacDougal e os soldados aliados aos rebeldes desapareceram como mágica e, em seu lugar, dezenas de soldados do Rei Voldemort esperavam por eles. Foi um verdadeiro massacre. Carlos Weasley havia perecido nesta batalha desastrosa, e o Padre Snape agira de forma ambígua. Ele guerreou ao lado dos soldados de Voldemort, matando muitos soldados rebeldes, mas camuflou o corpo de Carlos Weasley e o enviou para a família em sigilo, sem relatar o fato a Voldemort. Se tivesse informado o Lobo de Penedo, ele teria procurado o Conde e a Condessa Weasley e os exterminado. Além disso, Morag MacDougal apareceu enforcado no próprio quarto, dois dias depois, e sua morte continuava um mistério para todos.
Snape vigiava o Rei Ronald para Voldemort, e, ao mesmo tempo, havia enviado informações interessantes aos rebeldes. Informações essas que poderiam custar ao Rei Voldemort os reinos de Atalaia e Penedo.
Porém, Harry não gostava dele, sentimento, aliás, que era mútuo. O príncipe compreendia a relevância das informações e da posição do Padre Snape, mas, por ele, Snape poderia tombar que não lhe faria falta alguma, não confiava naquele homem do clero, de aparência macilenta e cabelos oleosos. Seus olhos negros pareciam perfurar a alma das pessoas, e Harry sentia-se apreensivo em encará-lo tempo demais. É claro que o príncipe jamais demonstrou nenhuma destas emoções, afinal ele era o maior guerreiro de Atalaia dos últimos cem anos.
Naquele momento, quando um silêncio desconfortável se instalava entre os cinco, Mclaggen chegava parecendo preocupado. Ao avistá-los na ponta da terceira mesa, dirigiu-se diretamente para lá. Sentou-se ao lado do Harry e bebeu, num só gole, a caneca de vinho que apanhara para si, assustando os companheiros, pois nunca fora visto beber assim, pelo menos desde a morte de Colin Creevey.
─ O que houve, homem? ─ Indagou Finnigan que também se aproximava naquele instante.
─ Anna está grávida. Vai fugir do castelo em dois dias e vir para cá ─ respondeu ele olhando para dentro da caneca vazia. ─ Não é a melhor solução, mas não posso mais deixá-la lá. As informações dela não são mais necessárias desde que Padre Snape começou a nos mandar os avisos. Ela está assustada e sozinha, e eu não podia… não podia...
Calou-se antes que demonstrasse toda a sua vulnerabilidade. Estar separado de Anna era um suplício diário, mas saber que ela esperava um filho seu e estava cercada de inimigos o deixava com o coração nas mãos. Ele a queria tanto! E Colin lhe pedira que cuidasse dela. Esta era a melhor solução. Ele sentiu o peso de uma mão larga e calejada e então voltou os olhos para o dono daquela mão.
Príncipe Harry o encarava com uma tranqüilidade consoladora e lhe falou no tom de comando de costume:
─ Fez bem, Mclaggen, aqui ela terá gente que a cuide. Espero que tenha lhe dito como chegar até o ponto de encontro um. A hora do cerco está se aproximando e Anna não deve ficar na linha de fogo, ainda mais se estiver grávida.
Cormáco agradeceu as palavras com um aceno, mantendo o semblante inalterado. Suas palavras poderiam trair todo o alívio que o preenchia. Ainda ficaria apreensivo com a fuga, mas sabia que sua esposa seria bem acolhida. Ele e Anna haviam se casado escondido há nove anos, e só agora ficariam juntos. Eram tempos negros.
O barulho do ambiente parecia longe quando Harry começou a pensar em uma série de estratégias. Se tudo desse certo, em um mês, eles fariam o ataque e resgatariam seu irmão e sua cunhada, e então tudo estaria terminado...
O príncipe teve que controlar-se para não pular de susto quando uma voz grave e aveludada falou atrás dele:
─ Harry, acredito que temos problemas.
O príncipe voltou-se e encarou Dom Sírius com a sobrancelha arqueada:
─ O que foi que os seus idio… digo, os seus homens fizeram desta vez?
Dom Sírius não sorriu como de costume. O que fez Harry deixar morrer o gracejo. Quando Dom Black ficava sério, era porque os problemas eram graves.
─ O que houve, Dom Sírius?
─ Mandei batedores para a divisa com o Reino de Felipe, hoje de manhã, deveriam ter voltado à tarde. Creio que foram capturados.
─ Quem eram? ─ Questionou Harry entendendo a situação.
─ Neville Longbottom e Teo Boot — suspirou Dom Sírius cruzando os braços sobre o peito largo.
Harry assentiu com a cabeça. Os dois eram os melhores batedores do Bando. Deveria ter acontecido algo realmente grave.
─ Amanhã eu irei averiguar. Uma missão individual ─ completou antes que os três amigos se manifestassem. ─ Sairei antes do amanhecer e voltarei ao anoitecer. Quero ter tempo de procurá-los.
Dom Sírius concordou com um suspiro e colocou a mão no ombro do príncipe e falar com a voz de barítono:
─ Eu sei que está cansado, Harry. Se fosse uma situação diferente eu não iria pedir isso a você. Mas estamos próximos demais do ataque. A perda de tão bons batedores nos sairá muito caro.
─ Eu sei, Dom Sírius. Nós estaremos de volta antes que todos vocês dêem por nossa falta ─ completou Harry com um sorriso entendido.
─ Era o que eu temia ─ retrucou Dom Sírius antes de se retirar.
Os companheiros sorriram à resposta do Chefe do Bando do Dragão. Ele era um homem cheio de contradições, e, por mais amalucado que fosse, tinha a todos do bando como seus filhos, e as mulheres, que não compartilhassem sua cama obviamente, como suas filhas. Harry o respeitava muito e por isso o obedecia.
Sírius, há muito tempo, havia adotado aqueles seis soldados atalaianos exilados e lhes dado o que comer, onde dormir e um lar. Harry sempre seria agradecido a ele por tê-lo amarrado e arrastado até ali, anos atrás.
Depois de comer e se despedir de todos, Harry se recolheu, enrolando-se na mesma manta, de padrões coloridos de roxo, verde e marrom, que o acolhera desde sua chegada ao Acampamento do Dragão, e dormiu. No outro dia teria uma busca a realizar.
Harry estava cavalgando a três horas, seguindo os rastros praticamente imperceptíveis que os dois batedores deixaram. Entre outras coisas, ele aprendera a andar na mata silenciosamente e sem deixar vestígios, tal como os homens que buscava agora.
Aproximou-se de um regato que cortava aquele trecho da floresta e ouviu um barulho. Quietamente, o príncipe desmontou Ares e desembainhou Camulus. Ele deu passos lentos e compridos, avançando como uma pantera prestes a dar o bote. Entre outras coisas ele era uma pantera.
Estava quase lá...
Ouviu pequenos barulhos vindos de um ponto próximo, mas sua atenção estava toda voltada à pessoa, que agora ele percebia ser uma mulher, erguendo-se de costas a ele, junto ao regato. Ele teve uma sensação rápida de reconhecimento, mas que evaporou-se no instante seguinte.
Dois passos os separavam.
Um passo...
Num segundo, antes que mulher pequena se voltasse, ele a agarrou pela touca branca e cabelos, e encostou a ponta de Camulus na garganta acetinada.
Com os olhos arregalados de susto e o coração pulando umas quantas batidas, ele reconheceu os olhos castanho-dourados e a boca carnuda e avermelhada. Vendo refletido naquele olhar espanto e surpresa.
Porém, não foi surpresa alguma quando os dois falaram ao mesmo tempo:
─ VOCÊ?!
N/A Carla Ligia 1, A vingança da Corvinal: Primeiro eu vou colocar a reposta atrasada:
Cordy: Flor querida… Que bom que adorastes a fic. Mil perdões por não te responder no capítulo passado, mas é que, como eu disse na minha N/A passada, eu mando o capítulo pronto, com N/A e respostas pra Jan revisar e postar... Teu coment chegou no dia seguinte...=)... Que bom que gostaste da Mione e do Harry... *-*... E ainda estou chocada que tantas pessoas se surpreenderam com a verdadeira identidade da Pansy...OO... Como eu disse antes, tá lá nos shippers... ahsuahsuashuashuash. Bem, aqui tens dois novos capítulos, espero novos comentes...=)... Beijocas estreladas.
N/A Carla Ligia 2, a Revanche da Corvinal do Mal: Agora que estou bem segura atrás de uma barricada de dois metros de almofadões fofinhos e macios, que impedem que as leitoras furiosas, por haver uma mulher na vida do Harry, me ataquem sem dó nem piedade eu farei minha N/A...*-*... Oiiiiiiiiiiiiiiii (*agradavelmente estendida num almofadão comendo chocolate e tomando uma caneca de café, atrás da barricada*). Tudo??? *+*??? Ahhhh, não me matem...u.u.. Coitado do Harry gente, vocês queriam que eu o deixasse sem mulher por doze anos???O_O??? Ele é muito másculo para isso..*suspira pensando naqueles braços musculosos, na barriga tanquinho*... Enfim, eu tinha que dar umas amantes pro homem, ahsuhasuhasuhasuhasuh. A lady Cho vai ser muito importante no desenrolar da história, vocês verão, então não queiram a coitada da mulher morta de formas horripilantes... ahsuahsuashuashuashaushaushsau. Antes que eu me esqueça, porque eu começo a digitar como eu falo, e eu falo e falo e falo e me esqueço do ponto principal e... Bem... voltando, kkkkk, só para esclarecer o povo. A Fic tem duas partes temporais, a primeira parte vai até o capítulo quatro, com a fuga do príncipe herdeiro de Atalaia e guerra, e a segunda parte é a retomada do Reino, que começa no capítulo V. Eu coloquei que o príncipe tinha quase doze anos no capítulo passado, porque era outono, neste capítulo já é primavera e próximo da data do nascimento dele. Afinal a Hermione e os demais estavam lá onde Judas perdeu uma das sandálias e tal, leva algum tempo para chegar perto de Atalaia, não é????*+*??? Bem, entre mortos e feridos ninguém se machucou.. ahsuhasuhasuhasuhasuha. Mas eu matei mais um, na surdina, quando vocês nem estavam antenados, peguei o Carlos Weasley de jeito e lhe dei uma morte honrosa...=)... Vai ser assim daqui por diante, vou matar um aqui, ou ali, e vocês não saberão onde aparecerá o próximo corpo... hahahahahaha...*pra quem não sabe ainda eu sou uma Corvinal do Mal, conhecida nos círculos mais íntimos como MD, Mulher Diabólica*... Como estou sendo cercada dia a dia por pessoas que amam o Draco-loiro-Malfoy, começo lentamente a render-me e a pensar em não matá-lo... Mas alguém terá de morrer...oO... Vou pensar nisso ainda. Bem, o que acharam do capítulo???*-*??? Eu sei que demorei um pouquinho mas é que realmente fiz uma bagunça com todos os meus compromissos e a fic, coitadinha, foi ficando pra trás...u.u... Vou tentar atualizar sempre no prazo, lembram???oO??? Mais ou menos duas semanas... Mas a vida, afortunadamente, pode ser surpreendente....*-*... Afinal ultrapassamos os CEM COMENTS!!\o/!!!\o/!!! Muito obrigada a todos!!!\o/!!\o/!!!\o/!!! E não reclamem que no final do fim do fim teve encontro H/H...*+*... Eu cumpri com minha palavra, viram???*-*??? Coisinhas que vocês não sabem, mas que eu tenho que compartilhar com vocês...*+*... Primeira: Eu amo os gêmeos, e eles não irão morrer de forma alguma!!! To até hoje indignada porque a Tia Jô matou o Fred..¬¬... Eu amo o Fred!!!! Segunda: Eu adoro o Snape, acho que vou dar um voto de confiança a ele e não irei matá-lo também. Terceira: Não adianta implorarem porque eu tampouco irei matar a Cho! Ela é importante demais pra trama e eu tenho um final especial pra ela...=)... Que não é junto do Harry, é a léguas de distância do moreno... ahsuashuashaushaushuashasuh. Acho que é só isso...oO... Ah, minhas queridas representantes da gangue de leitoras, eu estou armada perigosamente.. *mostra as armas de artilharia pesada que estavam escondidas embaixo de um lençol laranja com maçãs roxas*... Então não se metam comigo!!!*-*!!! E Dy, sua safada, to postando capítulo novo e nada de comentários.. afff,¬¬, acho que te esgotaste nos nove anteriores...=)... ahsuhasuahsuahsuashuas. É, agora terminei mesmo...oO.. Terminei! Beijocas estreladas a todos vocês, seres de inteligência superior que me alegram com comentários elogiosos e maravilhosos. Beijinhos sem graça pro mudinhos de plantão que crescem dia a dia..¬¬.. E até o próximo capítulo, com muito H/H, ou pelo menos muitas brigas... ashuahsuashuashuash.
Jessy: eu fico tão feliz...*-*... Eu escrevo os capítulos pelo prazer de deleitar minhas leitoras...kkkkkkkkkkkk;P... Realmente o Jim é tudo de bom, e ele ainda mostrará como defende sua madrinha, espera o próximo capítulo que verás. Quanto a Bella ela é uma florzinha...*-*... Amo ela também! Realmente o Jim tem que se cuidar com ela... ahsuahsuahsuashaush. Quanto ao casório, bem... não vou estragar a fic contando os pormenores, né??? Ahuashaushasuhasu. O Harry apareceu bastante neste capítulo, mas apareceu “aquele” personagem... Ai...*suspiros*... BLACKKKKKK.... ahsuhasuahsuahsuahsuashuas. Ele ainda não demonstrou todo o seu poder, mas espera para ver... hehehehehehehehe. E, no final do final, o encontro...*-*... Eu sei que deixei vocês no gostinho, mas a idéia era esta... ahsuhasuahsuashuash. Afinal eu sou uma Corvinal do mal... Não vou matar a Luna, já disse.. afff...¬¬... Estou postando o mais logo que consigo.. Eu juro...u.u.. Mas no próximo eu garanto H/H...*-*... E algumas coisinhas a mais... hehehehehehe. E a parte mais legal de falar contigo no MSN é te encher de curiosidades..*-*... Beijocas estreladas. PS: Estou proibida de matar o Draco também.. saco...¬¬...
Binks: Flor, a Dy é uma maluca, haushaushaushuashasu. Comentou tanto no capítulo passado que este ela nem me falou o que achou no MSN...u.u.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ela exagerou, teve overdose de comentários... ahsuhasuhasuhasuhasuhas. Mas eu adorei teu coment também...=)... Não precisas tentar superá-la, e não, foste a segunda a comentar, a Jessy comentou antes.. =)... Eu gosto da Pansy, mesmo que em HP ela pareça uma.. bem, tu sabes do que eu estou falando... ahsuhasuhsauhaushuash. Eu li várias fics em que ela era inteligente e interessante, então resolvi que na minha ela seria igualmente inteligente e interessante...=)... E eu não sei da onde a Jess catou o menino.. kkkkkkkkkkkkkkk. Pergunta pra ela... Não mata a Dy também, apesar dela ser sonserina ela é minha irmã, uma gaúcha ariana, e eu gosto dela..u.u... Quem mais me deixaria nove coments????oO???? ahsuhasuhasuhasuahsuash. E a Jan está sempre por aqui...=)... Ela faz parte do projeto ainda que não aceite isso.. hehehehehehehe. Espero que tenhas curtido este capítulo. Não me mata por causa da parte da lady Cho...*-*.. Ela vai ser muito útil ainda.. ahsuhasuhasuhaushasuhas. Teve bastante gêmeos...oO.. Mas terá mais Harry agora que ele se encontrou com a Mione...OO... No fim do fim, eu sei, mas se encontraram... ahshasuahsuashaush. Beijocas estreladas.
Mione03: Eu só tenho a agradecer todos os elogios..*-*... Que me deixam envaidecida e paranóica, mas sobretudo envaidecida....=)... Realmente o Jim é uma graça, ele e a Bella ainda vão aprontar uma ou duas vezes.. ahsuahsuashuashuash. O Draco e a Pansy são um casal fantástico...=)... Voltando ao Jim, ele vai defender a madrinha dele sim, espere o próximo capítulo e verás... *+*... E o que achaste deste???oO??? Teve Harry, teve informações da fuga, teve Sírius Black, e teve encontro no final...*-*... Espero que tenhas gostado e que não queiras me matar por causa da lady Cho...=)... Beijocas estreladas. PS: Eu vou tentar postar mais seguido para poderes continuar a ler muitos capítulos...=)... Mas não prometo nada.. kkkkkkkkk.
Rhaíssa-sumida-Black: Ok, eu te perdôo o sumiço...=)... Espero que te recuperes logo, desde que não seja para me atormentar... ahsuhasuhasuhasuhasuhas. Porque com tantos membros da gangue das leitoras por aqui até começo a sentir certo receio..oO... ahsuahsuahsuashaushasuh. Beijocas estreladas. PS: Realmente é pilantra???oO??? hasuhauhasuahsuahuash.
Alais: Que bom..*+*... Adoro quando dizem que amam meus capítulos, e agora eles serão um pouco menores que o IV..u.u.. Este foi grande demais...=)... A morte do Voldinho eu vou tentar deixar o mais surpreendente o possível... (risada maléfica), não será uma morte agradável, eu posso assegurar. Ok, Ok, sem matar o Draco (leitoras malvadas que não me deixam matar ninguém..¬¬...). Ele fez uma coisa muito ruim e se arrepende muitíssimo, mas não, ele não contou pra Pansy. É verdade, os dois juntos são muito fofos, porque a Pansy não é lá uma pessoa muito tímida.. ahsuahsuashaushausha. O Jim é ótimo...*-*.. Eu amo ele e a Bella, porque a Isabella é uma Malfoy de alto a baixo... ahsuhasuhasuhasuhasu. Não o Harry não tá morto, ahsuhauhasuashaush. E sim, como vistes ele ainda pensa na Mione mesmo tendo alguns casinhos aqui e ali...=), não me mate por isso sim??? A Luna tá correndo sérios riscos, mas logo, logo estará libertada. O Ron está relativamente seguro. E vem cá, que história é esta de querer entra na gangue de leitoras contra mim???oO??? Eu to postando no tempo que digo que posto oras.. afff...¬¬... Tu e a Fletcher vão ter uma conversinha de pé de ouvido comigo no MSN, esperem e verão... hehehehehehe (risada maléfica). Espero que tenhas adorado o capítulo, e não lasquei coisíssima nenhuma!!!! Humpf...¬¬’.. kkkkkkkkkkkkkkkk. Beijocas estreladas. PS: CEM COMENTÁRIOS!!!!!\o/!!!!!\o/!!!!!!\o/!!!!!
Amor: Que bom que gostastes..*-*... A idéia é justamente esta, não prejudicar a história se o foco não for totalmente H/H, mas de agora em diante os dois aparecerão mais vezes juntos...*-*... Eu espero.. ahsuahsuahsuashuashasuh. É o Draco e a Pansy são ótimos juntos.. a Bella é a combinação dos dois..*+*.. Ela e o Jim são um assunto à parte mesmo..=). Não, a idéia é dividir a fic em duas partes, a fuga do príncipe e o retorno dele doze anos depois. Eu coloquei no capítulo passado onze anos porque eles tinham toda a viagem de volta e tal, ele voltará a Atalaia com doze anos, como está no resumo. Eu fico muito grata pelas palavras de apoio. Eu adoro receber elogios, mas não sei reagir muito bem a eles...*-*... Lido melhor com as críticas...=)... Se tu dizes que sou boa, eu aceito isso com o coração repleto de alegria. Espero que este capítulo tenha sido igualmente bom, pois finalmente, depois de tanto tempo, Harry e Hermione se reencontram, obviamente, de forma bem intempestiva..=P... Beijocas estreladas.
Teresa: Aff,¬¬, não que eu tenha desistido, sabes, mas é que estou sendo ameaçada por todos os lados, são pelos coments, pelo MSN...¬¬.. Nada de liberdade de expressão por aqui...¬¬... Eu acho que o Draco e a Pansy são fofos em HP, e acho uma injustiça que ela tenha terminado no anonimato total... ¬¬.. Mas enfim. Eu sei que preferias que fosse um encontro D/H, mas meu shipper é outro...kkkkkkkkkkkk. E teve encontro afinal, no fim deste capítulo...=).. Sim eu não vou matar o Ron e a Luna também..¬¬.. Enfim, to me contentando em matar uns aqui outros ali...=P... Sim as mortes são importantes.. kkkkkkkkkkkkkkkkk. A Luna fica doze anos presa, coitada, em condições terríveis, tu verás quando chegar a hora. Sim, eles tinham... hehehehehehe.. E na verdade era um truque tão simples...*+*.. Pena que os soldadinhos do Voldie são tão bobinhos, ai, ai... ahsuhauahsuahsuas. Agora sabes o que aconteceu com o Harry e com todos os outros... Estou tentando atualizar mais rápido, mas tenho outros compromissos e fica difícil ter tempo para escrever...u.u.. Ler e comentar ligeirinho numa fic é bem mais fácil..=)... Bem é isso, pelo menos sei que tu não me maldiçoarás por causa da lady Cho... ahsuashuashaushaushaushasuh. Obrigada pela inspiração...=)... Beijocas estreladas.
Anna: Anna, Anna, Anna... Eu estou chocada!!!OO!!! Realmente apareceste por aqui!!!O_O!!! Totalmente chocada!!!! E quando apareces, começa a aliciar minhas pobres e inocentes leitoras... Como a Alais... tsc, tsc, tsc.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Ok, estou mega contente com a tua visita e vou repartir tua resposta em quatro partes...=)... pra não esquecer nadinha...=)... Parte 1: Instinto assassino é..oO.. Está bem.. ahsuhauhasuhasu. Eu também o tenho e ele é muito tolhido pelas minhas leitoras que não querem que ninguém morra.. aff,¬¬, mas quando elas não estão vendo, eu ligeiro mato um...*-*.. Eu sei que tens três membros da gangue..u.u.. *+*... Realmente achas tudo isso?????*+*???? Eu estou tão feliz que num momento de insanidade me compares a Paulo Coelho e Deborah Simmons, porque eu não sou tão boa assim, mas o orgulho disso me faz ficar roxa...=)... Parte 2: ahsuhasuhasuhasu. É, ao contrário de ti, preguiçosa de plantão, a Mione trabalha muito. Eu não sei da onde me saíram tantas idéias para colocar a Hermione em apuros..OO... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. O encontro dos dois é meio turbulento, depois é muito, muito fogoso, mas meu lado de Corvinal do Mal prevaleceu e eu deixei os dois separados por longos anos.. (risadas maléficas). É bom mesmo que eu tenha um bloco único, aff, esse negócio de dividir bloco de tortura com outros é totalmente fora de moda...¬¬... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Mas não irão me torturar antes de eu terminar a fic entãããão... =)... O beijo ficou bom né??*+*??? Eu nem acreditei que tinha escrito aquilo quando reli a fic dias atrás...*-*... E sim, sua sonserina do mal, a Hermione ficou parada quando todas nós queríamos trocar de lugar já..*-*.. Enfim, ela não vai mais ser tããão parada... ahsuahsuashuashuashuash. E pare de culpar a Rhaíssa de tudo...oO... E não amaldiçoe as criadas à traição, precisamos delas para a limpeza do castelo, Dona Anna-Sonserina-Fletcher..oO... To dê olho...oO... haushaushaushaush. Parte 3: Eu não fiz maldade com o bebê.. aff, ¬¬’, não faria isso... E adotar é um ato de amor e de solidariedade, deves exercer teu lado grifinório de vez em quando sabes...*-*.. até mesmo o Draco Malfoy tem um lado grifinório...u.u.. E pára de me dar estes nomes malucos...!!!¬¬!! Já não me basta chamar Carla Ligia Ferreira?? Ainda acrescentas outros...u.u.. ahsuahsuashuas. Eu quero um apelido A-P-E-L-I-D-O!!!! ahsuahsuashaushaushasuhasuh. Quanto aos filmes eu sei como é, ¬¬, sou igualzinha... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. *+*... Estou totalmente feliz porque as partes de ação correspondem as tuas expectativas, afinal escreves Vodox e tal..*+*... Parte 4: Tu achas realmente que eu estou assustada com a gangue de sonserinas-leitoras-malucas????oO??? Helloooo, eu sou uma Corvinal do Mal, uma pequena Gênia do mal em construção, não me assusto facilmente... ahsuhasuahsuash. Além disso eu digo que atualizo mais ou menos a cada duas semanas, e cumpro prazos, entãããããooo... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Teka e Rhai são ótimas, amo vocês da gangue e sei que não me farão mal algum enquanto eu cumprir fielmente os prazos..*-*... E quanto à espada da Otaku, eu peço pro Gabriel a Cortadora de Almas, sem problema algum...=)... Eu amo a Cortadora e com certeza ela ser-me-á fiel neste duelo.. hehehehehehehe. Com Word maluco ou sem Word maluco eu amei o comentário em quatro partes..*+*... Todas as minhas escritoras favoritas estão lendo este projeto tão singelo e me elogiam, tu sabes que eu amo de paixão Vodox, e saber que achas que BeH é tão boa me enche de orgulho injustificavelmente agradável...=)... Obrigada pelas palavras gentis e pare de atazanar a Rhaíssa, coitada da tua beta, só eu posso brigar com ela pelas beijocas estreladas. Ahhh, para de aliciar minhas leitoras..¬¬.. É sério... Não me importa de que lugar elas sejam...oO... Beijocas estreladas e até a próxima. PS: espero que tenhas curtido este capítulo...*-*....
Jan: CHEFA QUANTA HONRAAAA!!!!!!!!!!!!! Aqui, comentando no teu login, estou até emocionada...*-*... Amada, tu é má...*-*.. Mas isso mesmo, mostre pra elas, quem é que lê antes...=)... Mas não as torture demais, sim???*+*??? Ahhh, são doze páginas de texto e dezoito ao total... ahsuahsuashuash, só a título de informação é claro...=)...
Imogen: Pára tudo e recomeça, por favor!!!O_O!!! IMOGEM NA MINHA FIC!!!!! Ok, momento tiete passou, ahsuhasuahsuahsuahs. Flor eu sei que és D/H (aliás, quase todas as meninas da gangue das leitoras também são...oO.. pelo menos as que eu conheço, hasuhaushaushaushaus), então é uma honra que tenhas achado meu singelo projeto tão bom...*-*... Espero que leias este capítulo e o adores também. Prometo mais ação no futuro...=)... Beijocas estreladas.
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