FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

7. Um Convite Inesperado


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 7

Um Convite Inesperado



Se alguém perguntasse como realmente aconteceu, com certeza, nenhum dos dois saberiam dizer com exatidão. Apenas parecia que era a coisa certa a se fazer. Alguns poderiam dizer que foi coisa de momento, algo como aquela necessidade de querer acabar com a carência que o toma por dentro, aquela tristeza que você quer tanto sanar quando a vê nos olhos de alguém que gosta. Independentemente do tipo que seja esse “gostar”.

Ao menos foi assim que Gui Weasley se sentiu quando beijou Syndia Vechten. A tristeza que viu nos olhos da amiga naquele momento, aquela impotência e diminuição que raramente via nela, o atingiu de uma maneira diferente. E, a primeira coisa que veio em sua mente atrapalhada como um consolo para a amiga, fora beijá-la.

E ele, assim como Syndia, percebeu que aquele beijo era diferente. Não era um beijo daqueles que você troca quando se encanta por alguém ou se sente atraído, mesmo vendo-o pela primeira vez. Era um beijo suave, gentil até demais. Não tinha intimidade. Não tinha desejo. Só tinha ternura. Um sentimento fraterno que atingia até os ossos de ambos.

- Ah, merda! - Essa foi a primeira coisa que Syndia soltou quando percebeu o que estava acontecendo. E praguejar não era algo que ela fazia constantemente.

As mãos da jovem não estavam mais espalmadas no peito de Gui, depois que ela o empurrou leve, mas decididamente. Entretanto, seus olhos estavam fechados, pois não queria olhar para o amigo. Não sabia como fazê-lo. Era constrangedor demais.

- Isso não podia ter acontecido - Syn continuou, meneando a cabeça e se levantando do sofá, andando de um lado para o outro pela pequena sala. Quase tropeçou na mesa de centro.

- Mas aconteceu - Gui retorquiu, coçando a nuca, também constrangido. O que ele havia começado, pelas calças de Merlin?! Contudo, o nervoso que ele sentia pelas óbvias conseqüências daquele beijo, não chegava nem perto do que ele via em sua amiga.

Syndia parecia prestes a explodir de tanta vergonha.

- Acho melhor você ir embora, Gui. Esquecer o que aconteceu, pois não vai se repetir.

- Você quer esquecer? - inquiriu o rapaz, arqueando as sobrancelhas. Se Syndia estivesse olhando para ele, veria um leve ar divertido nos olhos do amigo. Com certeza, ele estava planejando um jeito daquela situação se resolver da melhor maneira possível.

- Óbvio que quero! Ou melhor: devemos!

- Meu beijo foi tão ruim assim, Vechten?

- Claro que não! Quero dizer... - ela apressou-se em emendar, querendo concertar a situação. Porém, ver um sorriso jocoso começar a se formar nos lábios de Gui a irritou. - Ora, Weasley! Tenha santa paciência!

A risada verdadeira e cristalina de Gui fez com que Syndia risse levemente.

- Foi estranho, não foi? - Gui verbalizou o pensamento de ambos.

- Nem me fale - ela retorquiu, soltando um suspiro constrangido. Voltou a se sentar no sofá, defronte ao ruivo. - Eu nunca tive um irmão, mas, acho que seria parecido.

- Bem, eu nunca beijei minha irmã, mas também acho que seria assim. - E com uma careta, completou: - E isso é...estranho, para não falar nojento.

- Nojento?! - indignou-se Syndia. - Vá pastar, Weasley! Meu beijo não é nojento!

Gui riu novamente, e logo a irritação inicial de Syndia não pareceu ter mais fundamentos para ela. No entanto, a noção do que havia acontecido voltou a invadir a mente da jovem, que falou séria:

- Você vai contar a Fleur?

Soltando um suspiro cansado, Gui coçou a testa, sentindo o constrangimento voltar.

- Não sei... Acho que não seria prudente contar hoje...ou amanhã. Ou quando fizermos as pazes.

- Mas você vai ter que contar.

- Eu sei. Porém, acho que vou esperar o momento certo.

- Desculpe.

- Não é culpa sua - ele falou firme. - É que, se eu contar agora, aí que ela não vai querer mais nada comigo. E não estou a fim de ter um caso com uma irmã, como consolação.

Syndia conteve-se em revirar os olhos, então apenas deu um meio sorriso, reafirmando seu pedido de desculpas.

- Vou indo. - Gui se levantou do sofá, dizendo: - Pelo visto, não te ajudei em nada, não é? Você saiu daquele baile toda agitada...

- Você ajudou sim - ela apressou-se em dizer, erguendo-se também. - Agradeço pelo que você disse; ajudou-me a ver que não é o fim do mundo, quando algumas sombras nos ameaçam rondar.

Gui a encarou intensamente, e Syndia entendeu aquele olhar, o que a forçou a baixar seus olhos.

- Um dia eu te conto tudo.

- Tudo bem. Sem pressão. Mas se eu souber que você não pretende me contar nunca, vou ser obrigado a te beijar de novo.

Syndia riu.

- Você ri, mas é verdade, Syn. Sempre penso que algo nojento nos força a dizer o que nos incomoda.

- Weasley, se você falar mais uma vez que meu beijo é nojento...

- Vai fazer o quê? Tortura? Vai me beijar de novo? - perguntou com uma careta.

- Fora. - E embora Syndia tentasse, não conseguiu deixar de mostrar o divertimento que aquela situação começou a lhe causar, mesmo que acompanhada de uma certa irritação.. Além do constrangimento, em momento algum, tendo-a abandonado. - Ou eu te azaro - completou, segurando a porta aberta.

- Beijo ou azaração... Que dúvida cruel... Certo, certo, estou indo! - disse apressado diante do olhar assassino de Syndia. E, rapidamente, ele baixou o rosto, deu um beijo na bochecha da amiga e desceu os três degraus da porta que davam para a pequena passarela até a calçada.

- Você é muito estranho, Guilherme Weasley - Syndia disse, como se realmente estivesse vendo uma aberração na sua frente.

- Isso porque você não conheceu meu tio Billius, Syndia Vechten. - E, depois de acenar, desaparatou.

Syndia apenas revirou os olhos, levemente exasperada, e fechou a porta. Aquela noite ficaria para a história, realmente. Mais conturbada, impossível! A única coisa que ela queria era enfiar-se em sua cama e dormir, e torcer que o novo dia demorasse a nascer. Ah, sim: e que ela não entrasse na lista negra de Fleur Delacour!

xxx


O dia na Toca havia sido movimentado. A senhora Weasley estava feliz, pois quase todos seus filhos e agregados da família haviam passado por lá.

Rony chegara cedo com Hermione. Ele estava com saudades da comida da mãe, e estava esperando ansioso pelo almoço de domingo. Depois do susto inicial pela noticia da gravidez, Molly já estava aceitando melhor a idéia de que seria avó, e a garota pôde sentir na pele essa mudança. Foi paparicada pela senhora Weasley, que fez questão de servir um grande pedaço de bolo de carne para a morena. “Agora você come por dois, querida!”.

Harry chegou alguns minutos antes da comida ser servida. Teve dificuldade para levantar da cama, já que havia ficado até tarde da noite pensando se deveria, ou não, pedir Gina em casamento. Gina, que havia sido tirada da cama cedo pela mãe, ajudava a preparar a mesa enquanto esperava o namorado.

Fred, Jorge, Carlinhos e sua noiva Sonia, também passaram o dia com a família, o que só aumentou ainda mais a movimentação pela casa. O único que destoava um pouco de toda a alegria era Gui. Ainda chateado com a discussão que teve com a noiva na noite anterior, comeu pouco, conversou menos ainda e logo saiu. Ia procurar Fleur, tentar fazer as pazes.

Já passava da hora do jantar quando retornou para casa. O humor um pouco melhor, pois conseguira ter uma conversa tranqüila com sua francesa, que estava mais calma. A casa estava silenciosa, todos já deviam estar em seus quartos, então, o mais velho dos Weasley entrou em silêncio para não chamar a atenção de ninguém.

xxx


Depois de tomar uma xícara de chá e se despedir de todos, Sonia Sag estava pronta para ir embora. Ia aparatar do jardim da casa do noivo para a sua. Havia passado uma tarde muito agradável na companhia da família do ruivo. Ah, ela estava tão apaixonada! Não via a hora do casamento chegar, e assim não ter mais que se despedir de Carlinhos, como faziam naquele momento.

- Se você continuar me abraçando assim, vai ser difícil eu ir embora - ela disse no meio de um abraço apertado.

- Mas eu gosto tanto de te abraçar. - O ruivo intensificou o aperto.

- Eu também gosto dos seus abraços, meu amor, mas já está na hora. Todos já se recolheram, tenho que ir.

Carlinhos estreitou os olhos, e olhou ao seu redor.

- O que foi? Que cara é essa? - Sonia perguntou para o noivo, mesmo sabendo o que se passava na cabeça dele.

- Estamos sozinhos, todos foram deitar.

- Eu sei, acabei de dizer isso.

- Eu acho que ainda não te mostrei o belíssimo sofá que temos na sala, mostrei? - Com a cara mais lavada do mundo, e um sorrisinho no canto da boca, Carlinhos foi dizendo isso e arrastando a noiva até o sofá.

Sonia não conseguiu evitar uma gargalhada, que foi silenciada com um beijo do ruivo.

- Carlinhos, alguém pode descer e pegar a gente aqui. Não vai ser nada agradável.

- Relaxa, meu amor, só estamos nos despedindo, você já está de saída, lembra?

Não, nesse momento não se lembrava de mais nada. Estava sentada no sofá com Carlinhos praticamente sobre ela, lhe enchendo de beijos e apertões. Ele segurava sua nuca com uma mão, e a apertava na cintura com a outra. Cada vez mais, seus corpos estavam juntos, e ela podia sentir seu corpo tremer.

Carlinhos sentiu um arrepio correr todo seu corpo quando Sonia passou levemente as unhas em suas costas, por dentro de sua camisa. Colou mais seu corpo ao dela, e como se dependesse daquilo para viver, cheirou seus cabelos profundamente. Adorava o cheiro dela. Salpicou alguns beijos em seu pescoço, e, surpreendido pela noiva, a sentiu puxar seu rosto e pressionar sua boca com todo vigor contra a dela. A língua de Sonia penetrou em sua boca, e ele se perdeu naquele beijo.

Sonia suspirou quando o noivo foi de seu cabelo ao seu pescoço lhe dando beijos e pequenas mordidinhas. Sem se lembrar que estava no sofá da casa da sogra, puxou o rosto dele para o encontro do seu e deslizou sua boca sobre a dele, calando um gemido que não soube se fora ela, ou ele quem soltara.

xxx


Assim que colocou os pés na sala, se arrependeu de ter entrado em silêncio. Seu irmão Carlinhos e a noiva estavam no maior amasso no sofá. Surpreendido pela cena, Gui, ao invés de passar despercebido, não conseguiu conter um lamento de espanto.

- Ó Merlin, meus olhos! - falou em alto e bom som, virando-se de costas, mas ainda a tempo de ver o irmão pular de cima de noiva.

- Gui? - Carlinhos falou, tentando ajeitar a roupa que estava um pouco fora de lugar.

- Na sala de casa, Carlinhos? Eu nunca vou esquecer essa cena. Nem com um obliviate! Ó Merlin, meus olhos! - ele falava sério, mas tentando conter uma gargalhada.

- Não exagera. Não estava acontecendo nada de mais.

- Nada de mais? O mundo deve estar perdido mesmo. Você estava se amassando com sua noiva no sofá de casa, quase sem camisa, e isso não é nada de mais?

- Eu não estava sem camisa, ela só estava um pouco...

- Carlinhos, já é constrangedor o suficiente sem você tentar explicar - disse Sonia, que já havia se ajeitado e estava pronta para ir embora. - Você me acompanha até lá fora?

- A-acompanho.

- Boa noite, Gui. – Sonia passou pelo ruivo, com toda dignidade que podia existir nela naquele momento.

- Boa noite. Só, por favor, tomem cuidado com a cerca. Ela está velha, muito peso em cima dela pode causar um acidente - ele soltou, rindo.

- Cala a boca ou vai ver o acidente que minha varinha vai causar em você.

- Pelas barbas de Mérlin, não! Quero distância da sua varinha!

Mas, antes que Carlinhos retorquisse, Sonia puxou o noivo e bateu a porta com eles lá fora.

Sua noite com certeza tinha sido mais alegre que o dia inteiro, pensou Gui.

xxx---xxx


O dia já havia nascido há um bom tempo. Tempo este que Eleonora Prescott achava bastante para um jovem acordar e já estar apto para ter uma conversa normal. Portanto, pegando uma pequena travessa que continha pedaços de bolo de cenoura e pãezinhos de mel, Eleonora saiu de sua casa, sendo seguida por seu gato Bóris, e, em poucos segundos, tocava a campainha da casa de Syndia.

Embora ainda estivesse um pouco sonolenta, a loira a recebeu com um sorriso e indicando a direção da cozinha.

- Bom dia, Sra. Prescott.

- Bom dia, querida. Hum... Pela sua cara, ouso dizer que gostaria de estar dormindo mais.

- Mesmo se eu quisesse... - Syndia retorquiu, escondendo um bocejo com a mão. - Desculpe.

- Tudo bem - a Sra. Prescott dispensou o pedido de desculpas com um aceno de mão displicente. - Como foi ontem à noite?

- A palestra foi muito boa. Instrutiva. - Syndia foi até o fogão, pegando a chaleira, enquanto a velha senhora colocava a travessa em cima da mesa e pegava algumas xícaras em seu armário. E, enquanto servia chá a ambas, falou: - O palestrante conhece os meus pais; um dos poucos que foi ao casamento deles.

- Ah, então você não se sentiu sozinha. Já que não foi acompanhada de um rapaz, que eu sei.

- Mesmo se fosse - a moça disse, dando de ombros e pegando um pedaço de bolo enquanto se sentava. Bóris pulou em seu colo. - Encontrei-me com amigos de trabalho, e Gui foi uma companhia agradável.

Durante os meses que Syndia permitiu-se ser transparente - na medida do possível - para a Sra. Prescott, a senhora não desperdiçou um instante que fosse para estudar e compreender a jovem à sua frente. E, naquele momento, mesmo Syndia tentando não demonstrar que algo a perturbava, a experiente mulher percebeu uma sombra perpassar pelos olhos verde-mel da jovem.

- Porém? - inquiriu, sorvendo em seguida um gole de chá.

Syndia suspirou. Concentrou-se em Bóris por um momento, que dormia em seu colo, esparramado. Colocou desnecessariamente mais um pouco de chá em sua xícara cheia pela metade, para então falar:

- Gui tem uma noiva. Embora eles não usem aliança de compromisso - Syndia falou como se isso fosse uma desculpa, ao que a senhora ao seu lado percebeu. - Mas, ontem, nós dançamos juntos. Não aconteceu nada, mas Fleur não gostou, e ela e Gui acabaram brigando.

- Gui é o rapaz que trabalha com você, não é?

- Ele mesmo. Então, ela saiu toda irritada do salão de festa e Gui foi atrás dela. E quando eu tentava vir embora, um rapaz me abordou.

Eleonora percebeu uma careta se formar no rosto de Syndia. A loira também remexeu-se na cadeira, incomodada, fazendo Bóris resmungar, embora o animal não saísse de seu colo.

- Um grosso e arrogante que me ofendeu no Mini... Onde trabalho - apressou-se em se corrigir, uma vez que a mulher não sabia que ela, Syndia, era uma bruxa. Algo que ainda não queria contar à Sra. Prescott, com medo da reação da mulher que se tornara uma grande amiga. - Obviamente, ele não se lembrava de mim.

- E o que aconteceu especificamente? - indagou a mulher, começando a ficar inquieta diante do que ela julgava infrutífero. Uma das coisas que Eleonora mais gostava, era ir direto ao ponto.

- Ele me fez lembrá-lo. O homem, Draco Malfoy, fez com que eu me lembrasse de Karl - falou amargurada. A Sra. Prescott fez uma expressão de entendimento. - Malfoy usava o mesmo perfume que eu dei a Karl. Eu nunca tinha ficado tão perturbada, desde que voltei à Inglaterra - Syndia completou, levantando-se e indo até a pia. Esquecera-se de Bóris, que soltou, irritado e ofendido, o ar pelo nariz quando se viu no chão, de repente. Em dois segundos, o gato estava no colo da dona.

- Ah, querida... Pelo visto, o fim da noite não foi nada bom, não é?

- E quem disse que a noite acabou por aí? - Syndia disse, rindo de maneira exasperada. - Gui acabou me acompanhando até em casa, já que a noiva dele foi embora sozinha e ele falou que não adiantava ir atrás dela. E o fato dele ter percebido que eu não estava bem, também ajudou. E conversa vai, conversa vem... Eu imbecilmente carente, e ele, mesmo sendo um rapaz maravilhoso, não deixou de agir como todo homem age quando vê uma mulher frágil à sua frente.

A boca da Sra. Prescott formou um O perfeito diante de seu espanto e compreensão. Syndia sentiu suas bochechas esquentarem-se gradativamente.

- Claro que o Gui foi maravilhoso depois disso. A gente percebeu que o beijo não tinha nada a ver, afinal, ninguém sente nada pelo outro além de amizade.

- Nada mesmo?

- Nada mesmo - Syndia garantiu, conseguindo dar um sorriso. Sentou-se novamente, ao que Bóris sequer lhe deu atenção. Decidiu servir-se de um pouco de suco, antes de continuar. - Gui é como um irmão que eu nunca tive. Eu o vejo do mesmo jeito que via Adam, quando nos conhecemos.

- Mas com Adam...

- Eu sei - Syndia a cortou, sabendo onde a mulher queria chegar, embora o fizesse delicadamente. Por Adam, ela estava começando a nutrir algo mais que amizade, mas então ele morreu. - Só que... Com Gui é diferente, disso eu tenho certeza.

- Gui Weasley é um rapaz muito bonito, pelo que você me disse.

- É mesmo. Bonito, simpático, divertido e tem um algo mais que todo homem gostaria de ter.

- Hum... Mas ele não tem “aquilo”.

- Pois é.

- E Draco Malfoy?

A pergunta pegou Syndia tão de surpresa, que ela quase derrubou o copo de suco que segurava displicentemente entre as mãos.

- O que tem ele?

- Ele tem “aquilo”?

- Sra. Prescott, foi só uma dança.

- E daí? Você sabe como comecei a namorar o Tommas, pois já lhe disse. Ah, nunca vou me esquecer daquele baile de primavera... Se não fosse por John ter viajado para visitar a tia doente, Tommas jamais teria tido coragem de se declarar, nunca teríamos dançando naquele baile e nunca teríamos nos beijado e nos casado.

- Tommas Prescott era um homem decente. Draco Malfoy é um arrogante.

- Você já o conhecia?

- Não, mas...

- E como o julga se não o conhece? Só mais uma pergunta - a mulher falou direta, sem dar chance para Syndia -: se ele foi sem educação com você, no seu trabalho, como ele a chamou para dançar?

- Ele havia se esquecido da grosseria. - Syndia revirou os olhos. - E eu resolvi dar uma chance a ele, quando ele disse a mesma coisa que a senhora - ela completou desgostosa. - Que eu não podia julgar ninguém sem conhecer primeiro. Além de ele ter pedido desculpas.

- Ótimo! Temos um homem que se arrepende das coisas erradas que faz.

Syndia pensou em dizer algo mais, mas acabou se segurando. Se contasse para a Sra. Prescott tudo o que Gui dissera sobre Malfoy, teria que contar muitas outras coisas, o que deixaria a velha senhora de cabelos em pé, com certeza.

- Mesmo assim - Syndia falou, decidida. - Eu poderia até dar uma chance a esse Draco Malfoy, mas, além dele ter aquele perfume horrível, ele não tem “aquilo”.

- Sei... Se você não tivesse sentido algo mais por esse Draco Malfoy e se ele não tivesse “aquilo”...você não estaria corada.

A Sra. Prescott levantou da cadeira, mas tendo o cuidado de segurar Bóris em seus braços.

- Eu não estou corada! - indignou-se Syndia.

- Bem, não estava mesmo, mas está agora. E esses sinais eu conheço muito bem.

- Eu só corei, porque a senhora me deixou constrangida, falando tudo isso!

A senhora apenas sorriu. Contudo, dizendo que tinha afazeres a esperando em sua casa, despediu-se de Syndia, intimando a mulher a visitá-la mais vezes, uma vez que sua casa estava sentindo falta da jovem. Syndia prometeu que iria, e, assim que se viu livre de sua inquiridora, subiu rapidamente para seu quarto. Um banho era tudo o que precisava para tirar aquelas lorotas da Sra. Prescott da cabeça.

Foi até o closet, procurando uma roupa decente, pois ainda iria almoçar na casa dos pais, como era costume aos domingos. Colocou cuidadosamente em cima da cama uma saia branca e um pouco esvoaçante que ia até os joelhos e uma blusa florida de manga três quartos, e separou também um par de sapatos brancos com detalhes em vermelho perto da cama. Sua intenção era entrar logo debaixo do chuveiro, entretanto, ao encarar seus olhos no espelho, lembrou de algo que ocorrera na noite passada, mas que ela tivera todo o cuidado de não contar a Sra. Prescott, além de deixar esse fato bem escondido em sua mente. Até aquele momento.

Nua, em frente ao espelho, Syndia virou-se o bastante para conseguir enxergar uma pequena marca escurecida à base de sua coluna. A marca, que sua mãe dissera ser de nascença, tinha o formato de meia-lua. Ela sabia que fora exatamente ali onde sentira o tal arrepio, quando Malfoy a segurou mais firmemente, enquanto dançavam.

Contudo, não querendo que seus pensamentos fossem praquele loiro arrogante e preconceituoso, e muito menos nos arrepios que ela sentira quando dançou com ele, balançou a cabeça e foi até o box, ligando o chuveiro e deixando a água cair pelo seu corpo. Também não quis pensar no arrepio que sentiu só ao lembrar-se dele.

xxx---xxx


Um banho para relaxar era tudo o que ele queria. Despiu a calça de moletom e a camiseta assim que entrou no quarto, deixando-os ali mesmo; a calça no chão e a camiseta encima da cama. Andou tranqüilamente até o banheiro, bateu a porta depois que passou e foi direto ligar o chuveiro.

Enquanto esperava a água atingir a temperatura que gostava, deu uma olhada no espelho. Encarou seus olhos azul-acinzentados e, sem planejar, nem procurar por isso, lembrou da noite anterior.

A festa não havia sido de toda ruim. Os momentos que passou dançando com aquela bela mulher foram bons, e a química entre eles realmente havia sido grande. Mas acabou voltando sozinho para casa.

O único fato estranho para Draco foi que sentira um leve formigar na altura do ombro. Lembrando-se disso, virou de costas para o espelho e estudou o lugar onde tinha uma marca de nascença. Não gostava muito dela, era como se já tivesse nascido marcado. Mas, agora, parecia que aquela marca servia para outras coisas.

Sorrindo por tal pensamento, Draco encaminhou-se para o chuveiro. Contudo, mesmo se ele quisesse, não conseguiria tirar a bela mulher sem nome de seus pensamentos...

Ela parecia gravada em sua mente de tal maneira que conseguia vê-la com perfeição à sua frente, como se sua figura estivesse desenhada na parede do banheiro. Os cabelos loiros caídos elegantemente pelos ombros, os olhos mel que, enquanto dançavam, ficaram levemente esverdeados, e a boca...“ah, que boca era aquela!”, Draco pensou quase angustiado. Como ele não tivera a possibilidade de beijar aquela boca? Só podia ser castigo...

Porém, dando um meio sorriso enquanto pensava que, com certeza, ainda conseguiria sanar essa angústia, começou a planejar em como iria ter as informações que precisava: quem era aquela mulher e como faria para encontrá-la.

xxx---xxx


As pesquisas sobre o famigerado Grupo Aziza começavam a tomar muito tempo de Syndia e Gui, além da paciência da moça. Procurar dados sobre um grupo que tomava todo o cuidado em não deixar rastros, a fim de que nenhum ambicioso os seguisse, era praticamente impossível. Syndia começava a cogitar que esse tal grupo também tivesse alguém infiltrado no Ministério da Magia, fato este que Gui rira quando ela lhe cogitara, irritada, no dia anterior.

- Só isso explica tudo, Gui! - exasperou, segurando um espirro diante daquele lugar cheio de pó. Eles estavam num quarto menor, aos fundos da sala de arquivos do ministério. - Olha só, está faltando páginas neste arquivo também.

Agressivamente, Syndia folheou a pasta que tinha em mãos, como se fosse culpa dela que os papéis houvessem desaparecido.

- E se você continuar a passar as páginas dessa maneira, os arquivos vão sofrer mais danos e perdas.

O olhar que a amiga lhe lançou foi o suficiente para Gui voltar sua atenção ao arquivo que estava lendo.

Evidentemente, aquele estranho beijo fora esquecido por ambos, embora que, quando se encontraram no início da semana anterior, Syndia continuasse constrangida, mas não tanto quanto o parceiro, o que a relaxou. E o fato de saber que Gui e Fleur estavam novamente se entendendo, também ajudou.

O ruivo resolveu olhá-la novamente e arriscar uma pergunta, ao ver que Syndia sossegara as páginas de uma hora para outra:

- Achou algo?

- Sei lá... Já é a segunda pasta que vejo o nome desse lugar. Quero dizer, ao que tudo indica é um lugar. - Marcando a página que estava lendo com um dedo, Syndia voltou ao começo dos papéis, vendo-o datado de quatro meses atrás. - É um dos mais recentes que se tem do Aziza.

- Que lugar é esse?

- Não sei. O lugar se chama Starta, mas não tem localização exata, a não ser que fica num lugar no Oriente Médio.

- Starta... Starta... - Gui repetiu o nome, pensando, para então menear a cabeça. - Não me lembro de ter ouvido falar nesse lugar.

Syndia, entretanto, não ecoou o que o amigo dissera. Aquele nome não lhe era estranho, mas não se lembrava de onde o ouvira. Talvez, apenas confundira-se com outro nome qualquer.

- O que mais fala sobre esse lugar?

- Nada - Syndia respondeu irritada. - Pois, misteriosamente, as páginas seguintes sumiram. Da página vinte e três pula, automaticamente, para a trinta e um, a última página do arquivo. E por mais incrível que possa parecer, não tem assinatura como nos outros, então, não sabemos quem arquivou isso daqui.

- Deixe-me ver - Gui falou, pegando a pasta das mãos da moça. - Só tem algumas linhas sobre esse lugar.

- Não me diga - retorquiu frustrada, rolando os olhos.

Gui relanceou os olhos na moça, sorrindo. Syndia ficava engraçada quando estava nervosa. Resolvendo testar a paciência da moça, falou:

- Só fala mesmo que o lugar fica, aparentemente, no Oriente Médio, e que a última vez que apareceu foi há cinco anos. - Entretanto, antes que Syndia pudesse retorquir, os olhos de Gui brilharam e ele sorriu mais ainda, surpreso. - Hei! Eu já ouvi falar desse lugar sim!

- É mesmo?

- Aham. Quando fui trabalhar no Egito. Mas é uma lenda. Algumas caravanas de bruxos dizem que se ouve o grito de uma mulher, quando se passa lá, durante a noite. É uma cidade fantasma, cheia de tesouros incalculáveis - falou em tom de alguém que conta uma história de terror fascinante.

- Humpf! Aí está a razão do Aziza querer encontrá-la.

- Mas, mesmo se eles quisessem, não vai ser fácil - Gui continuou, franzindo o cenho. - Dizem que é a Cidade dos Deuses, e que ficará assim, escondida, até seus súditos e fiéis encontrarem a Deusa Mãe.

- Quanta baboseira.

- Mulher de pouca fé! Não brinque com as crenças alheias, Syndia Vechten - zombou Gui, recebendo uma careta de Syndia.

- Tudo bem, mas eu que não vou acreditar numa cidade fantasma onde pessoas esperam encontrar uma pessoa que será sua rainha.

- Eu não disse rainha, falei deusa.

- Que seja - Syndia falou, fazendo um gesto indiferente com a mão e pegando outra pasta. Não foi surpresa alguma que nela estivesse faltando papéis. - Mas, independentemente do que seja essa cidade e o que ela esconde, o Grupo Aziza, dessa vez, tomou todo o cuidado para ninguém descobrir nada sobre ela e muito menos seus rastros.

Gui apenas olhou para amiga antes de voltar a pesquisar algo mais, enquanto via Syndia anotar uma coisa ou outra em seu bloco de folhas.

xxx---xxx


A semana passou numa velocidade que ele não queria nem pensar. Sua mesa ficara empilhada de papéis em praticamente todos os dias e, mais uma vez, tivera que levar trabalho para casa, senão, nem sabia até que horas iria ficar naquele Ministério. Estava dando graças a Merlin que aquele dia também estava terminando.

Liberando a última leva de pastas para seu assistente Eliot Short tirar de sua frente, Draco apoiou os cotovelos sobre a mesa, encarando a porta fechada, mas sem realmente vê-la. Um sorriso começou a brincar em seus lábios ao lembrar-se das informações que conseguira adquirir finalmente naquele início de tarde.

A busca pela bela mulher sem nome com quem ele dançara no jantar realizado pelo Gringotes, no fim de semana anterior, finalmente chegara ao fim. Ele pesquisara e perguntara para todos que lhe vinham à cabeça, e até fora mais vezes à seção de arquivos do Ministério, onde a vira pela primeira vez, mas nada conseguira. Porém, fora exatamente de Marcelle Done de quem ele retirara a informação que tanto queria. Só de lembrar, sentia vontade de gargalhar.

- Malfoy! - a moça o abordara mais cedo, soltando fogo pelas orelhas. Draco conseguira evitá-la durante toda a semana anterior, pois sabia que a moça pediria satisfações por deixá-la sozinha no jantar. - Eu não acredito que você me deixou plantada feito uma idiota naquela mesa, sábado passado!

Draco apenas ergueu as sobrancelhas, olhando-a com uma expressão que se dividia entre divertimento e pena.

- Eu tinha outras coisas para fazer, Done.

- É mesmo? - retorquiu a morena, os olhos brilhando de raiva. Cruzando os braços, falou: - E, por acaso, eu posso saber qual foi essa sua outra coisa?

- Divertir-me.

- Mas eu estava lá, seu imbecil!

- Então vou me explicar melhor - Draco falou com um meio sorriso. - Procurei alguém mais interessante.

- Seu...seu...seu grande trasgo! - exasperou Marcelle. - Eu sou uma mulher bem melhor do que aquelazinha com quem você dançou! É, Malfoy, eu o vi com ela! - a mulher falou ao ver a expressão surpresa de Draco. - Mas, se você faz tanta questão, eu te deixo de bandeja para aquela desqualificada da Vechten! Vocês se merecem! Duas famílias que caíram na boca da sociedade... Nem sei por que gostei tanto que você tenha me convidado! Eu devia estar louca, mesmo!

E, tão tempestuosa quanto apareceu, Marcelle Done foi embora, nem vendo o sorriso surpreso de Draco.

Depois disso, fora fácil descobrir o primeiro nome da mulher.

- Syndia Vechten... - murmurou Draco, sentindo o efeito daquele nome em seus lábios. - Eu ainda vou te encontrar de novo...

- Falou alguma coisa, Sr. Malfoy?

Pêgo de surpresa, Draco empertigou-se na cadeira ao ouvir a voz de Eliot.

- Não, Short. Ao menos não que lhe interesse. Já vou embora - falou, levantando-se da cadeira e indo até o mancebo, pegando seu casaco. - Lembre-se de colocar na minha mesa aquele relatório do Brasil, do qual lhe falei mais cedo. Quero trabalhar nele amanhã, assim que chegar.

- Sim, senhor.

Deixando seu assistente se perguntando com quem seu chefe queria se encontrar novamente, Draco saiu, chegando rapidamente ao elevador. Aquele horário não era um dos que o elevador ficava lotado, como acontecia no início da manhã, horário de almoço e ao fim do expediente. E Draco escolhia sair ao menos cinco minutos antes da cinco horas da tarde para não pegar o elevador tão lotado. Não gostava de sequer pensar que teria que se apertar num quadrado com outras pessoas.

Havia apenas ele e mais dois bruxos no elevador, quando se ouviu uma voz masculina pedir para segurá-lo naquele andar. Dois segundos depois, Gui Weasley entrava, sendo seguido por Syndia. Os olhos de Draco brilharam em surpresa, e um sorriso intentou aparecer.

Enquanto eles subiam na direção do Átrio, Draco, descaradamente, começou a analisar Syndia, que conversava com Gui à sua frente.

Ela era da mesma altura que ele, talvez uns dois dedos mais alta, mas, ele diagnosticou, por causa dos saltos altos que usava. A calça justa lhe era generosa nas curvas, mostrando que ela não seguia o padrão de mulheres magras demais, como muitas outras que ele já conhecera antes; subindo os olhos, viu que a cintura também era proporcional, assim como o tamanho dos braços, as mãos delicadas de unhas um pouco compridas e bem-feitas. Os cabelos loiros, ao contrário daquela noite, estavam presos num coque firme um pouco alto, com uma espécie de pauzinho de madeira, embora fios finos começassem a se soltar displicentemente.

Continuou olhando-a, até que percebeu que ele, Draco, também era encarado. O sorriso jocoso que lançou para Gui foi o necessário para fazer o ruivo deixar sua expressão de surpresa para raiva e desprezo.

Syndia também virou o rosto, olhando para Draco, o qual sorriu, erguendo rapidamente as sobrancelhas à guisa de um cumprimento. A moça apenas meneou a cabeça entediada e puxou Gui pelo braço para saírem do elevador que acabara de alcançar o Átrio.

Draco também percebeu que a pele da nuca dela estava eriçada. Sorrindo presunçoso, esperou até alcançar o saguão do Ministério para falar:

- Syndia Vechten?

Além da moça, Gui também virou, e uma careta de esgar se formou em seu rosto bonito quando perguntou:

- O que você quer, Malfoy?

- Se eu quisesse algo contigo, Weasley, teria chamado você, e não a mulher ao seu lado.

- Pois eu não acho que Syndia queira conversar algo contigo - Gui falou num sibilo perigoso. Se eles não estivessem no Ministério, já teria tomado outro tipo de defesa em relação à Syndia. Nem soube como agüentou ficar quieto ao ver Draco Malfoy olhar despudoradamente para sua amiga.

- Deu pra adivinhar o futuro agora, Weasley?

Gui ia retorquir a provocação, mas, antes que o fizesse, Syndia resolveu intervir, assustada com as orelhas do amigo estarem num tom estranhamente vermelho:

- Sr. Malfoy, o que o senhor quer? - perguntou, ficando à frente do amigo, sentindo-o bufar atrás de si.

- Só queria conversar com você um instante, Vechten. Será que podemos?

- Estou indo embora agora, Senhor Malfoy - frisou Syndia -, ainda preciso ir ao Gringotes prestar contas do meu dia. Não podemos deixar...

- Cinco minutos, senhorita. Nada mais - Draco insistiu com a voz leve. Agora que encontrara a moça, não a deixaria fugir.

Syndia respirou fundo. Certo que conversar com Malfoy não seria o fim do mundo. A não ser que as palavras que trocara com Eleonora há uma semana não continuassem aparecendo em sua cabeça. “Se Draco Malfoy não tivesse ‘aquilo’...você não estaria corada”. Syndia achou melhor chacoalhar levemente a cabeça. Por que estava pensando aquilo e naquele momento, por todos os deuses?!

- Cinco minutos, então. - E virando-se de costas para o loiro, falou: - Gui, vá indo na frente, daqui a pouco me encontro com você.

- Syn... - começou Gui, num tom desconfiado. - Você tem certeza?

- Pode deixar, eu sei me defender. - Sorrindo e falando num tom baixo apenas para Gui ouvir, continuou: - Fred me ensinou umas coisas bem interessantes, no aniversário da Gina.

- Sendo assim...

E com um último olhar para Draco, e tomando conta que foi tão ameaçador quanto a presença de um dementador, Gui afastou-se dos dois vagarosamente, a ponto de conseguir ver Malfoy indicar o local perto da parede, onde havia menos pessoas transitando.

- O que quer, Sr. Malfoy? - Syndia perguntou diretamente assim que pararam. Não estava gostando daquele olhar que o rapaz lhe lançava, por isso que fizera questão de colocar o pronome de tratamento antes do sobrenome dele. Além disso, sentia a base de sua coluna pinicando desconfortavelmente. - Seus cinco minutos estão se transformando em quatro.

Draco apenas sorriu, apreciando a cor dos olhos da moça oscilar entre o mel e o verde. Merlin, aquela mulher era realmente bonita. Conquistá-la-ia nem que fosse a última coisa que fizesse. No entanto, sabendo que não deveria ir com tudo naquela primeira conversa após o primeiro encontro de ambos, fez de tudo para que seu desejo pela moça se camuflasse.

- Não tivemos tempo de conversar no jantar. Você saiu apressada, no meio da dança.

Syndia sentiu sua face esquentar, além de um leve incômodo.

- Eu tive que ir embora, Sr. Malfoy, apenas isso.

- Certo...

- Só isso que queria me perguntar? Olhe, eu não quero ser deseducada, mas realmente tenho que ir embora.

- Sem problemas - Draco falou, sorrindo-lhe, e Syndia não soube o porquê, mas não gostou daquele sorriso. Era... predador demais?

- Como você sabia meu nome? Não lhe falei àquela noite - falou, lembrando-se que ele lhe chamara com nome e sobrenome quando saíra do elevador.

- Ah, isso eu lhe conto na próxima vez que nos encontrarmos.

- Nos encontrarmos? E quando isso poderia acontecer? Não trabalhamos juntos para nos encontrarmos por acaso na cantina do Ministério, Sr. Malfoy - falou num tom levemente sarcástico e também entediado.

- Por favor, chame-me apenas de Malfoy - sorriu Draco. - Dançamos juntos, e essa é o tipo da situação que as pessoas podem ao menos usar para parar com esses tratamentos formais demais, não acha, Vechten?

- Certo, Malfoy. Olhe, eu realmente tenho que ir agora e...

- Podemos nos ver de novo, não podemos? - Draco a cortou, dando um passo na direção de Syndia, que se surpreendeu com o convite. - Afinal, você me deixou parado no meio da pista. Ao menos temos que acabar aquela dança, não acha?

Syndia conseguiu sorrir com a direta dele. Incrédula, na verdade.

- Olhe, eu...

- Não precisa responder agora, Syndia Vechten - Draco a interrompeu. Aproximando-se dela, olhando intensamente nos olhos da moça, falou: - Eu mando uma coruja, refazendo minha pergunta e já lhe dando lugar e hora. Se você quiser aparecer, apareça. Mas, peço que pense bem no meu pedido. Tenho certeza que me seria um prazer ter a sua companhia, assim como sei que você apreciará a minha. Ao menos farei de tudo para que isso aconteça.

E, pegando a mão de Syndia, deu um rápido beijo nas costas da mão dela, pegando-a de surpresa e não permitindo, assim, que fugisse como aconteceu na semana anterior.

Alguns minutos depois, Syndia se encontrou com Gui, que a esperava no espaço reservado para Aparatação do Ministério.

- Então? - perguntou. - Ele te importunou? Tenho certeza que sim, aquele arrogante imbecil.

- Não, ele... - a moça finalmente mostrou uma reação, que veio num riso curto e incrédulo. - Ele me chamou pra sair.

Gui gargalhou.

- Não acredito que ele teve a cara de pau pra isso. Você disse não, obviamente. - E vendo a amiga desviar os olhos, Gui abriu a boca, surpreso. - Você aceitou?

- Não! Quero dizer... Ele não me deu tempo de responder.

Rolando os olhos, o ruivo resmungou:

- Idiota...

Syndia apenas sorriu para o amigo, meneando a cabeça e aparatando antes de Gui. O leve revirar no estômago que sentiu quando deu de cara com o banco não tinha nada a ver com a aparatação. E ela sabia disso. Contudo, não queria pensar em Draco Malfoy. Não enquanto ela ainda o associasse a Karl Sincery.





N/B: Misericórdia, meninas! Meu coraçãozinho já não é mais jovem... Mais uma cena Sonia/Carlinhos desta, e babaus!... =D Preciso dizer que amei? Não... Vocês sabem, suas danadas! – Hummm, Malfoy “predadorando” foi interessante! Vocês colocam muito bem a “tensão” entre eles, e troca de farpas está ... empolgante! ;D - Está excelente, gurias! Por favor, tenham dó de mim e de seus leitores, e não demorem muito com o próximo, ok? Caso contrário.... SSSSSSHHHHHTÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!! =D =D =D Beijos, amadas! CAPÍTULO BOM DEMAIS!!!! P.s.: Sabe que vocês conseguiram se sair bem da situação pra lá de estranha que criaram???? Muito bem!! Mas, NUNCA MAIS ME DÊEM UM SUSTO ASSIM, ouviram!!!!! XD – Até o próximo! =D

N/A: Três meses depois.... Pois é, foi o tempo que demoramos... mas, sabem como é, vida real não é nada fácil, e se não precisássemos trabalhar e estudar, com certeza atualizaríamos mais rápido. O que importa mesmo é que não esquecemos de vocês e nem da fic. As idéias estão cada vez mais surgindo em nossas brilhantes cabecinhas e não vemos a hora de colocar tudo no papel (pc) para vocês lerem. Esperamos que tenham gostado! E tentaremos (podem apostar suas vidas nisso!!rsrs) não demorar mais esse tanto a atualizar!

Bernardo Cardoso: Ah Be, você sabe como mulher fica quando se sente ameaçada né?! Fica histérica, e histeria vindo da Fleur, bom...não é nada pouco! rsrsrs Esperamos que goste desse novo capítulo. Beijos!

Priscila Louredo: É Pri, você já conhece a Syn um pouco né?! Sabe que para ela esse beijo não vai render lembranças que fazem a gente suspirar... Mas ela e o Gui sabem sair de situações embaraçosas com muito humor! Beijos

Paty Black: Mana, foi um beijo de amigo! uhuhuhuhu Nem ficou estranho, quer dizer, depois das piadinhas não ficou nada estranho. Vamos dizer que eles se entenderam. Gostou do encontro Syn/Draco? Então nós torcemos para que você tenha gostado desse breve, mas intrigante, encontro desse capítulo! Beijos

Kelly: Oi Kelly! Estamos muito contentes em saber que você gosta da fic! Se você comentar desse capítulo em diante, podemos pensar em te perdoar por não ter comentado os anteriores! hahahahaha.... Você sabe como são os diários né? Eles sempre guardam muitas surpresas e revelações.... O Draco sabe ser educado quando quer, e quando lhe convém também! Já o beijo... Bom, isso foi resolvido nesse capítulo! Esperamos que você goste desse capítulo também! Beijos

Jhonatas Tiago Potter: Oi querido! Tudo bem! Quando você tiver net de novo você lê e comenta! ;) Beijos


Beijos
Até o próximo!

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.