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7. Capítulo 7


Fic: Um Vizinho Perfeito Fic Completa


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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(N/A: Atenção people, esse cap conter NC. Então pra quem ‘não’ gosta, estarei colocando uma linha em negrito pro começo e fim, oks? Hope you guys enjoy it! ;** )

Hermione o estava esperando na calçada quando ele saiu. De pé, sob a luz de um poste elétrico, mantinha uma mão sobre o quadril, a cabeça ligeiramente inclinada e um ar de riso nos lábios.

A imagem fez Draco pensar naquelas fotos em preto-e-branco, tiradas por fotógrafos profissionais para serem incluídas em revistas de moda. "Sexy em preto-e-branco", foram as palavras que lhe vieram à mente.

Ele foi se aproximando devagar, notando mais detalhes conforme a distância entre eles ia se tornando menor. Os sedosos cabelos castanhos emolduravam o rosto delicado de um modo discreto e sensual ao mesmo tempo. O vestido preto, curto, moldava cada curva do corpo perfeito, fazendo-o engolir em seco, ao ter uma visão mais aproximada. Nenhuma jóia para distrair seu olhar. Sapatos com salto alto e transparente delineando pernas completamente esguias. Deus, ela queria mesmo matá-lo.

As únicas cores intensas no visual de Hermione eram a de seus olhos castanhos quase esverdeados e a de seus lábios pintados de rubro. Lábios que, segundo ele logo notou, encontravam-se ligeiramente curvados, com um ar de satisfação feminina.

Estava a três passos dela quando um delicioso perfume lhe invadiu as narinas, deixando-o excitado e expectante ao mesmo tempo.

- Olá, vizinho - disse ela, em um tom sensual.

Draco inclinou a cabeça, arqueando uma sobrancelha.

- Mudança de planos... vizinha?

- Espero que não.

Hermione se aproximou mais, deslizando as mãos deliberadamente sobre os braços, os ombros e o pescoço dele. Então moldou o corpo ao dele, antes de sorrir e dizer:

- Os planos eram para nós dois, seu bobo.

Imaginou se fora o esclarecimento ou o insulto velado que o levou a estreitar o olhar, com um ar especulativo.

- É mesmo?

- Draco - disse ela, aproximando-se até deixar seus lábios a centímetros dos dele. Mantendo os olhos fixos nos dele, umedeceu os lábios devagar.

- Eu não lhe disse que você seria o primeiro a saber?

- Sim. - Com a mão que se encontrava livre, Draco segurou-a pela nuca, mantendo aqueles lábios convidativos a centímetros dos dele.

- Consegue andar rápido com esses saltos?

Hermione riu, ligeiramente ofegante.

- Não muito. Mas temos a noite inteira, não temos?

- Talvez seja necessário um pouco mais do que isso. - Draco se afastou, oferecendo a mão a ela.

- Onde conseguiu essa arma letal? O vestido - acrescentou, quando Hermione lhe lançou um olhar confuso.

- Oh, isso. - Dessa vez, o sorriso dela foi repleto de lisonja.

- Eu o comprei hoje, pensando em você. E quando o vesti esta noite, estava pensando em como seria acompanhar cada um de seus movimentos quando você o tirasse de mim.

- Deve ter andado praticando algum método de sedução - concluiu ele. - Está se mostrando boa demais nisso.

- Posso parar, se estiver se sentindo incomodado...

- Nem pense nisso - Draco a interrompeu.

Parecia incrível que uma simples noite de primavera em Nova York pudesse se transformar em um tórrida noite de verão nos trópicos.

- Sinto muito por não haver sido mais específica ao escrever o bilhete. Eu estava com a cabeça cheia de idéias. - Virou-se, satisfeita pela altura de seus saltos deixá-la com os olhos na altura dos lábios dele. - E todas elas relacionadas a você.

- Fiquei aborrecido e saí. - Draco não se sentiu tão mal em admitir aquilo quanto imaginou que se sentiria.

- Sinto muito, mas considero isso lisonjeador. Quando bati à sua porta e ninguém respondeu, tive essencialmente a mesma reação. Passei muito tempo me preparando para você. Portanto, também pode se sentir lisonjeado.

- De fato, deve ter levado algum tempo para se arrumar desse jeito - observou ele.

- Não apenas isso - salientou Hermione, com um sorriso. - Também preparei o jantar.

Até aquele momento, havia conseguido manter seu coração batendo em um ritmo normal. Contudo, sentiu que ele acelerou ao chegarem à entrada do prédio.

- É mesmo? - Draco se surpreendeu.

Hermione notou que ele não pareceu apenas lisonjeado e excitado com tudo aquilo, mas essencialmente tocado.

- E dos mais saborosos, se me permite dizer - acrescentou ela, seguindo na frente. - Com um vinho leve para acompanhar e uma taça de champanhe para a sobremesa.
Ao chegar ao elevador, apertou o botão do terceiro andar e encostou-se em uma das paredes.

- Pensei em tomarmos o champanhe com a sobremesa na cama - sugeriu, provocante.

Draco se manteve a um passo dela, sabendo que se a tocasse os dois acabariam demorando tempo demais no elevador.

- Há algo mais que eu precise saber a respeito de seus planos?

- Oh, não creio que seja necessário eu lhe explicar todos os detalhes.

Dizendo isso, ela saiu do elevador e lançou um de seus sorrisos sedutores por sobre o ombro, enquanto se encaminhava até a porta de seu apartamento.

Se conseguisse entrar ali sem explodir de desejo, pensou Draco, talvez fosse capaz de mostrar a ela que também tinha planos.

- E a chave? - perguntou a ela.

- Hum...

Mantendo os olhos fixos nos dele, Hermione insinuou o dedo indicador para dentro do decote até tocar o metal da chave, deliciando-se ao ver o olhar de Draco se enevoar de desejo. Então tirou o dedo do decote e o deslizou sensualmente pela base do pescoço.
- Puxa, acho que não estou conseguindo encontrá-la. Não quer procurá-la para mim?

Draco chegou à conclusão de que havia acabado de se transformar em um experimento científico: era possível se permanecer totalmente lúcido e consciente mesmo sem nenhum vestígio de sangue na cabeça.

Insinuou o dedo ao longo da convidativa curva do decote de Hermione e foi penetrando-o devagar, até encontrar a renda da lingerie. Notou quando ela estremeceu, tornando-se ligeiramente ofegante. Então insinuou o dedo mais para dentro, tateando a pele macia até roçar o mamilo de Hermione, que se tornou túrgido sob seu toque. Os olhos castanhos se tornaram enevoados e ela os fechou devagar.

- Acho que foi você quem andou praticando - murmurou ela, fazendo-o sorrir.

- Estou apenas fazendo o que me pediu.

- E melhor do que eu esperava - ela confessou. - Não se detenha por minha causa.

Draco não pretendia mesmo parar. Pelo menos pelas horas seguintes.

- Parece que a encontrei - anunciou ele, tateando a chave.

- Sim. - Hermione deixou escapar um longo suspiro. - Eu sabia que você conseguiria.

Retirando a chave do seu esconderijo, segurou-a no ar.

- Convide-me para entrar, Hermione.

- Entre.

Draco abriu a porta e puxou-a delicadamente para dentro, antes de voltar a girar a chave na fechadura, isolando-os do resto do mundo.

- Vamos jantar? - perguntou Hermione, quando ele pousou as mãos em sua cintura.

- Isso pode esperar.

Quando passaram pelo telefone, ele o tirou do gancho.

- Quer vinho?

- Depois - foi a resposta. - Bem depois... - Quando chegaram à base da escada, Hermione hesitou. Draco sorriu com charme e disse:

- Continue subindo.

Com as pernas trêmulas, ela começou a subir devagar.

- Peça-me para tocá-la.

Hermione sentiu um arrepio ao ouvir a voz aveludada de Draco tão próxima a seu ouvido.

- Toque-me.

Suspirou quando as mãos dele deslizaram sobre seus quadris. Ao chegarem ao alto da escada, Draco a virou de frente para ele. Fitando-a nos olhos, falou:

- Peça-me para prová-la.

- Prove-me.

E gemeu quando Draco deslizou a ponta da língua pela base de seu decote. No momento em que alcançaram a porta do quarto, ele lhe mordiscou o lóbulo da orelha e a delicada curva de seu pescoço, deixando-a sedenta por um beijo.

- Beije-me, Draco.

- Vou beijar - respondeu ele, roçando o canto dos lábios dela com a ponta da língua. - Assim que eu acender a luz.

- Não, eu espalhei velas perfumadas pela casa. - Dizendo isso, ela pegou uma caixa de fósforos, mas desistiu de usá-la.

- Não vou conseguir - confessou. - Estou tremendo muito. Não é ridículo?

Draco pegou a caixa de fósforos.

- Quero que fique trêmula - afirmou ele. - Fique aqui - pediu, indo acender as velas.

Em pouco tempo, o ambiente do quarto se tornou agradavelmente iluminado, com um suave perfume se espalhando no ar. Deixando os fósforos de lado, Draco voltou para junto dela.

- Agora... - Puxou-a para si. - Peça-me para possuí-la.

Hermione não desviou os olhos dos dele.

- Me possua.

Os lábios de Draco capturaram os dela, em um beijo intenso e exigente. Hermione se rendeu a ele sem receio, unindo a chama de seu desejo à do desejo de Draco. Fora por isso que ansiara. Por aqueles gestos incontidos e aquela exigência silenciosa. Aquela tormenta de sentidos, verdadeira guerra de emoções e desejos.

- Eu te quero, Draco - confessou, com voz rouca, beijando-o com voracidade.

- Quero tê-lo em minha cama.

Sobressaltou-se quando ele a levantou nos braços de repente. Por um instante, viu o reflexo de ambos no espelho do quarto. Uma visão perfeita. Excitante.

- Temos a noite inteira - Draco lhe sussurrou ao ouvido. - Agora fique olhando...

Dizendo isso, ele a deitou na cama e ocultou o rosto junto ao pescoço dela, antes de ir descendo devagar, mordiscando-a e sugando-a sensualmente por cima do vestido.

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Hermione gemia a cada gesto, trêmula de antecipação. Ficou observando as mãos de Draco deslizarem para cima até alcançarem seus seios. Então eles os segurou com ar de possessividade, por cima da seda. Em seguida, começou uma doce tortura, acariciando-lhe os mamilos por sobre o tecido, fazendo-a arquear o corpo e desejar que ele a livrasse de uma vez daquele empecilho.

Quando pensou que já houvesse sido suficientemente torturada, gemeu alto quando Draco tocou seu centro de prazer por cima da seda, deslizando a mão sensualmente para cima e para baixo.

Foi quando ele voltou a beijá-la, insinuando a língua entre seus lábios. Ela o havia deixado louco no clube e, pelo visto, ele pretendia revidar aquilo até o último instante.

- Diga que quer mais.

Hermione estava lânguida, movendo o corpo rendido à sensualidade.

- Draco, por favor...

Ele continuou movendo a mão para cima e para baixo, sentindo o excitante calor da intimidade de Hermione sob o tecido deslizante.

- Diga que quer mais.

- Oh, Deus... - Hermione inclinou a cabeça para trás, com um gemido ofegante. - Eu quero mais.

- Eu também.

Esforçando-se para conter a urgência que ameaçava dominá-lo, Draco virou-a de lado e puxoo zíper do vestido para baixo. Quando livrou Hermione da peça, jogando-a de lado, não conteve um gemido de prazer.

"Sexy em preto-e-branco", as palavras lhe vieram à mente mais uma vez.

Naquele momento, Hermione notou que o brilho do desejo nos olhos dele se tornou quase selvagem. E, para sua surpresa, deu-se conta de que era exatamente isso que ela queria. Queria que Draco a possuísse de um modo incontido, como que mal conseguindo conter a ânsia do desejo.

Levada por um ímpeto de sensualidade, guiou as mãos dele até seus seios.

- Comprei esta lingerie hoje – sussurrou mantendo as mãos sobre as dele. - Para que você tirasse de mim esta noite.

Então entrelaçou os dedos nos dele, quando Draco deslizou a mão sobre a renda macia.
Sobressaltou-se quando, com um gesto súbito ele abriu o fecho, localizado na frente da peça. Os seios eretos finalmente se libertaram, preenchendo a visão de Draco com a imagem de algo que precisava ser tocado, saboreado.

Capturando um dos mamilos entre os lábios, lambeu-o e mordiscou-o até que o bico se tornasse túrgido e úmido, feito uma fruta recém-provada. Ofegante, Hermione gemia de puro prazer, perguntando-se se conseguiria sobreviver a tanto prazer. Quando pensou que fosse explodir, sentiu seu outro mamilo ser submetido à mesma tortura deliciosa que levou seu corpo a se arquear e a ondular sobre os lençóis.

Com um sorriso de satisfação se insinuando nos lábios, Draco deslizou a mão para dentro da outra peça de lingerie. E, em questão de segundos, levou Hermione a emitir um gemido sensual e prolongado, rendida a seu primeiro ápice de prazer. Então livrou-a daquela última peça, ao notar que ela queria mais.

Um perfume sensual lhe invadiu as narinas, enquanto Hermione levava as mãos à sua roupa, também ansiosa para despi-lo. Quando Draco se livrou da camisa, adorou sentir os dedos femininos afundando em suas costas, enquanto ela o puxava mais para junto de si. Com as mãos e a boca tão impacientes e ávidas quanto as dele, não demorou muito para que ela também o ajudasse a tirar as peças restantes.

No momento em que ambos finalmente se uniram em um abraço íntimo, durante o qual Draco a possuiu por completo, a explosão final de prazer não tardou a chegar. Passo a passo, movimento a movimento, o ritmo que envolvia os corpos nus foi se tornando cada vez mais intenso, até Hermione arquear o corpo em um espasmo mais prolongado.

Seduzido pelo prazer de vê-la sentir prazer, Draco observou o lindo rosto absorver a chama do desejo para expulsá-la novamente na forma de um longo e prazeroso gemido sensual. Então, finalmente ele sentiu-se livre para se entregar. Quando veio, seu próprio clímax o arrebatou com a força que move uma tempestade que chega em meio a um vento e uma chuva intensos, para depois ceder lugar à calmaria, à tranqüilidade.

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Os dois permaneceram deitados naquele abraço íntimo por um longo tempo.

- Ainda estamos respirando? - Hermione foi a primeira a quebrar o silêncio.

Deitando-se ao lado dela, Draco pousou a mão em seu pescoço, examinando-lhe a pulsação.

- Seu coração ainda está batendo.

- Ótimo. E o seu?

- Também parece estar.

- Tudo bem - falou ela. - Então talvez seja mais seguro ficarmos aqui pelos próximos cinco ou dez anos. Somente então acho que terei forças para me mexer.

Draco levantou a cabeça. Mesmo mantendo os olhos fechados, Hermione sabia que estava sendo observada por ele, mas não se importou com isso. Com um sorriso, disse:

- Eu consegui provocá-lo, Draco Malfoy. E foi incrivelmente bom vê-lo responder à altura da provocação.

- Era o mínimo que eu poderia fazer.

- Nunca alguém me fez sentir assim antes. - Hermione abriu os olhos. - Ninguém me tocou dessa maneira antes.

Assim que terminou de falar, Hermione percebeu que havia cometido um erro, pela maneira como Draco se retraiu. Eles poderiam até haver compartilhado algo maravilhoso, mas, para ele, aquilo não poderia ser confundido com nada além de atração física.

- Tem mãos maravilhosas - disse Hermione, notando a tensão no semblante dele e tentando recuperar a atmosfera de antes.

- Definitivamente milagrosas - insinuou, com um sorriso.
- Você também tem detalhes bem interessantes.

Draco deitou de costas, aborrecido consigo mesmo por estar querendo manter certa distância enquanto Hermione o olhava com tanta ternura no olhar. Mas não podia permitir que as coisas se confundissem entre eles. Se isso acontecesse, teriam de romper para sempre. Seu lado sonhador e romântico havia desaparecido havia muito tempo.

Hermione notou que Draco continuava muito tenso. Queria abraçá-lo e aninhar seu corpo junto ao dele, mas achou melhor se conter. "Mantenha as coisas simples", disse a si mesma. "Ou ele irá embora por aquela porta e nunca mais voltará."

Sentando-se na cama, passou a mão pelos cabelos desalinhados.

- Acho que aquele vinho cairia bem agora, não?

- Sim. - Draco deslizou a mão pelas costas dela. Tinha de fazer aquilo e manter o contato com ela de alguma maneira. - Mencionou algo sobre jantar antes?

- Tenho um jantar maravilhoso esperando por você - respondeu Hermione, com um sorriso. - Inclinando-se, beijou-o nos lábios. - Está tudo pronto, exceto o crepe de marisco, que eu vou preparar diante de seu olhar espantado.

- Vai cozinhar?

- Hum-hum.

Draco ficou olhando ela se levantar e ir até o guarda-roupa.

- Para que isso?

- Isto? Chama-se robe - respondeu Hermione, com um sorriso, vestindo a peça. - Geralmente é usado para encobrir a nudez.

Ele também se levantou e se aproximou dela.

- Tire isso - mandou, abrindo o cinto do robe.

Hermione sentiu um arrepio pelo corpo.

- Pensei que quisesse jantar.

- E quero. Mas também quero vê-la cozinhar...

- Então... Oh. - Hermione riu novamente, voltando a fechar o robe.

- Não vou cozinhar crepes nua. Essa sua fantasia é perigosa demais para o meu gosto.

Draco olhou para os lados.

- Na verdade, eu estava pensando se você não teria algo mais... - Ele olhou para a cama, onde as peças de lingerie haviam sido deixadas. - Mais parecido com aquilo.

Surpresa, depois intrigada, Hermione arqueou as sobrancelhas.

- Uma mulher inteligente nunca tem apenas um único conjunto sedutor de lingerie - admitiu ela. - Tenho outro conjunto como esse, só que vermelho.

Um sorriso charmoso se insinuou nos lábios dele.

- Então por que não o veste? Estou com fome.

Preparar crepes vestida com uma lingerie sensual tinha lá seus riscos, mas também era compensador.

Hermione logo teve a chance de descobrir como era ser acariciada junto à porta da despensa: incrível. E "nocauteada" sobre o tapete da sala. Inacreditável.

Oh, e fazer amor sob o jato quente e intenso da água do chuveiro foi uma experiência que ela logo se mostrou ávida por repetir.

Draco passou a noite acariciando-a, nunca parecendo completamente satisfeito mesmo tendo Hermione bem ali, a seu lado. E a atitude dela em relação a ele também não era muito diferente disso. Os dois estavam tão sintonizados que, por vezes, chegavam a dizer uma mesma palavra ao mesmo tempo. Então, logo caíam na risada, compartilhando uma atmosfera de cumplicidade.

As velas perfumadas já haviam se apagado em meio a pequenas poças de parafina e a única luz presente no quarto era a da lua, entrando suavemente pela janela e pairando sobre parte da cama onde Hermione finalmente adormeceu, exausta.

Quando acordou, estava sozinha. Sabia que não deveria haver se importado com o fato de Draco não ter dormido com ela. Afinal, não era mesmo para ser assim entre eles. Sabia disso, aceitava isso. Nada de palavras de carinho ou de atitudes que pudessem unir suas almas mais intimamente.

A intimidade entre eles se limitava ao nível físico e as questões ligadas ao coração eram problema dela, somente dela.

Como Draco poderia saber que ela nunca se entregara tão completamente a nenhum outro homem? Por que deveria esperar que ele percebesse que a intensa atração entre eles, pelo menos de sua parte, era sinal de amor?

Pensando nisso, massageou os olhos cansados por alguns segundos e saiu da cama.

Havia entrado no relacionamento com os olhos abertos, concluiu, enquanto arrumava o quarto. Conhecia as limitações do contexto e as de Draco. Os dois poderiam permanecer juntos e desfrutar a companhia um do outro, desde que certos limites não fossem cruzados.
Então, que assim fosse. Não iria ficar se preo¬cupando e suspirando por causa disso. Tinha o controle de suas próprias emoções, era responsável por suas ações, e não iria ficar chorando pelos cantos só porque estava apaixonada por um homem fasci¬nante sem ser completamente correspondida.

- Droga! - Jogou os sapatos dentro do guar¬da-roupa. - Droga! Droga!

Deitando-se sobre a cama, pegou o telefone, levada por um impulso. Precisava falar com alguém, desabafar de alguma maneira. E quando se tratava de uma questão vital, como essa, só havia uma pessoa a quem ela poderia recorrer.

- Mamãe? Oh, mamãe, estou apaixonada - disse e explodiu em lágrimas.

Os dedos de Draco se movimentavam com agilidade sobre o teclado. Tivera menos de três horas de sono, mas sentia-se renovado e com a mente clara. Seu primeiro roteiro mais importante havia sido como que arrancado de seu ser, palavra por palavra, em um processo quase doloroso. Mas dessa vez estava sendo diferente. As palavras fluíam com a mesma facilidade de um bom vinho saindo de uma garrafa para um cálice fino, pronto para ser saboreado e elogiado.

A peça estava cheia de vida. E pela primeira vez em muito tempo, também era assim que ele estava se sentindo.

Estava conseguindo ver tudo com perfeição: os cenários, o posicionamento dos atores no palco e o modo de eles interpretarem seu texto. Estava criando um mundo em três atos.

Havia energia em tudo aquilo, dentro de cada um daqueles personagens que se formavam nas páginas de seu roteiro e que já criavam vida no palco, dentro de sua mente. Conhecia cada um deles e a maneira como seus corações iriam se entregar e se desiludir.

O tênue fio de esperança que permeava suas vidas ainda não havia sido planejado, mas se encontrava lá, em algum recanto da mente de Draco, e pronto para ser expressado.

Escreveu até sentir-se zonzo. Então olhou para a sala, meio desorientado. Estava escuro, exceto pela pouca luz oferecida pela luminária sobre a mesa e pela tela do computador. Não tinha idéia de que horas eram e nem mesmo da data, para dizer a verdade.

Seu pescoço e ombros estavam doloridos, seu estômago vazio e seu café havia sido esquecido na xícara sobre a mesa.

Ficando de pé, massageou a nuca e foi até a janela, onde afastou as cortinas. Somente então notou que havia uma tempestade se preparando para castigar a cidade. Os flashes de alguns relâmpagos anunciavam que ela não tardaria a chegar, fazendo os pedestres acelerarem os passos, devido ao receio de serem apanhados pela chuva.

Um camelô na esquina não perdera tempo em anunciar seus guarda-chuvas, objeto do qual todo mundo em Nova York só parecia se lembrar no último instante em que precisava dele.
Imaginou se Hermione também estaria olhando a cidade através da janela e vendo aquela mesma cena. Então começou a devanear, vendo em sua mente a imagem de Hermione interpretando um fato simples, como uma chuva na cidade, sob um aspecto todo engraçado e gozador.

Provavelmente ela criaria "O Homem do Guarda-Chuva", concluiu ele, com um sorriso se insinuando nos lábios. Criaria toda uma biografia para ele, vestiria o sujeito de preto, daria-lhe um nome esquisito e criaria uma série de histórias com ele. Então ele passaria a fazer parte do mundo de Hermione.

Sem dúvida, ela tinha o dom de trazer as pessoas para seu mundo. Ele próprio estava fazendo parte dele no momento. Não conseguira deixar de passar por aquela porta colorida que dava acesso à vida de Hermione e entrar naquele universo confusões, alegrias e muita energia. Hermione parecia não compreender que Draco não pertencia àquele mundo.

Quando se encontrava dentro dele, cercado pela energia contagiante de Hermione, era como se pudesse ficar ali para sempre. A vitalidade de Hermione fazia tudo parecer simples e extraordinário ao mesmo tempo.

Como uma tempestade sobre a cidade, pensou ele. Mas tempestades passavam.

Ele quase se deixara levar naquela manhã. Quase se rendera ao desejo de continuar naquela cama quente, junto àquele corpo perfeito que se aninhara ao seu durante o sono.

Hermione era tão carinhosa, tão receptiva... O que lhe invadiu a alma enquanto ele a olhava sob a luz suave da lua entrando pela janela, fora um tipo diferente de desejo. Um desejo que ameaçava ficar e, perigosamente, estabelecer território. Por isso, fora mais seguro para ambos ele sair e deixá-la dormindo sozinha.

Fechou as cortinas com um gesto decidido e desceu para o andar de baixo. Preparou café fresco, procurou algo para comer e pensou em tirar um cochilo. No entanto, as lembranças da noite que passara ao lado de Hermione não lhe saíam da mente e ele sabia que os efeitos disso não o deixariam descansar por algum tempo.

O que ela estaria fazendo naquele momento? Não iria bater à porta do apartamento dela e interromper seu trabalho só porque o dele estava terminado. Só porque a visão daquela chuva o fizera se sentir inquieto e sozinho. Só porque ele a queria.

Gostava de ficar sozinho, lembrou a si mesmo, enquanto atravessava a sala. Necessitava da solidão para realizar seu trabalho.

Ainda assim, o desejo de se sentar ao lado de Hermione para observar aquela chuva continuou a torturá-lo. Sentiu o corpo esquentar ao se imaginar fazendo amor com ela com o barulho da chuva batendo contra a janela do quarto. Perfeito.

Ele a queria, admitiu, e com intensidade demais para seu próprio conforto. Quando uma mulher entrava tanto assim na vida de um homem, mudava-o inevitavelmente, deixando-o vulnerável a cometer erros e a expor partes de si que seria melhor serem mantidas na obscuridade.
Mas Hermione não era Pansy. E ele não era nenhum idiota que acreditava que toda mulher fosse mentirosa e manipuladora. Se conhecia alguém sem nenhum potencial para a crueldade e o fingimento, esse alguém era Hermione Granger. Mas isso não mudava o fator principal.

A distância entre querer ter por perto e amar era muito curta. Quando um homem passava por isso e sofria uma grande decepção, aprendia a manter o equilíbrio entre ambas as coisas, para seu próprio bem. Não queria aquela sensação de desespero e de vulnerabilidade que andava de mãos dadas com a verdadeira intimidade.

Mas já se acreditava incapaz de sentir tais coisas, o que significava que não havia com que se preocupar. Tomando um gole de café, olhou para a porta como se pudesse enxergar através dela. Hermione não estava pedindo nada além de paixão, companheirismo e prazer. Exatamente como ele. Estava ciente de que o envolvimento entre eles era temporário. De que ele iria embora dentro de algumas semanas e que suas vidas retomariam a rotina de antes, seguindo por caminhos diferentes. Ela com sua multidão de amigos, ele com sua segura solidão.

Colocou a xícara sobre a pia com mais ímpeto do que o necessário, e foi somente então que se deu conta de que a idéia não o agradara.

Poderiam continuar se vendo de vez em quando, disse a si mesmo, andando de um lado para outro. Sua casa, em Connecticut, era um refúgio seguro, longe de toda aquela loucura da cidade. Não fora justamente por isso que a escolhera?

Já passara tempo demais na cidade, e não havia motivo para continuar ali além do necessário. Além disso, havia também a possibilidade de Hermione acabar encontrando outra pessoa, concluiu, enfiando as mãos nos bolsos. Afinal, por que uma mulher maravilhosa como ela iria ficar esperando suas visitas esporádicas?

Mas isso não o incomodava, pensou ele, sentindo as têmporas latejarem. Quem estava pedindo a ela que o esperasse? Claro que Hermione tinha a liberdade de se envolver com o primeiro idiota que a procurasse, provavelmente por indicação de alguma amiga ou vizinha abelhuda.

Ah, mas isso não, concluiu. Não mesmo.

Sem hesitar, foi até a porta do apartamento dela com a intenção de deixar algumas coisas bem claras. E a abriu bem a tempo de ver Hermione caindo nos braços de um homem alto e atlético.

- Continua sendo a garota mais bonita de Nova York - disse ele, fitando-a com um olhar carinhoso. - Agora me dê um beijo.

Hermione se mostrou mais do que disposta a obedecer, segundo Draco pôde notar de onde estava.

~~~ // ~~~

Aeee cap 7 on!! Yeah! o/
O Draco e a Mione tiveram digamos assim, uma noite bem caliente né! :P *cora*
Coitada da Mione já ta apaixonada pelo sr irresistível! Mas tbm né quem não ficaria.. ele é perfect! *-*
Imagina oq ela deve ter sentido quando acordou e não viu ele ao seu lado, como deveria estar! ¬¬’
Oooh, e quem será o homem, segundo o Draco, alto e atlético?! *suspense*
Find out no próximo cap! ;)

Agoraaa...

RESPOSTAS

Natylindinha: Oie, cap postadinho honey! ;*

Lily Black. ♥ x)~: Aii, melhor vc nem falar isso, pq senão eu irei ficar me achando demais! Hausahsuahsa enfim, obrigada pela capa (q eu ameeeei de mais) :D sabe eu acho q vc falou e disse: O DRACO TA PERDIDO! Hahaha parece que a noite deles foi tudo e mais um pouco né.. hoho.. nossa, estou surpresa ainda como a Mione seduziu o Draco, como ela ser esperta.. e ainda usou uma arma letal (como o Draco disse) haushasuahsua esse cap foi de tirar o fôlego hein.. oq será q os aguardam no próximo? *suspense* Espero q tenha curtido o cap hein! ;) Tbm espero que tenha ido bem na prova! :DD bjão pra ti flor! ;** P.S: Estou ansiosa pra saber oq vai acontecer em Las Vegas! *---*

Cαяσℓiиα: Eii, cap postadinho flor! o/ pq pedido ser uma ordem! :D

Manu Malfoy: Aee como pedido, cap postadinho! o/ Será que vc falou em Oscar?! Hahaha for sure, aii *suspira* como o Draco ser irresistível! *-* Pois é, nossa como a Mione surpreendeu a todos! Aff.. e eu achando que ela era santa! ¬¬’ haushasuahsuahsuasha Aiii, really, achei super fofix o jeito de pai do Draco! *-* tbm achei interessante a brincadeira q ele fez com a Gina.. haha coitada deve ter ficado apavorada! Siim, definitivamente eles já se amam.. só faltam confessarem! :P fico feliz que esteja curtindo os caps! Kiss ;**

Imogen: Aiin, eu nem ser cruel! Snif... eu ser ‘malvada’ hausahsuahsuashausa ¬¬’ pronto, pra acabar com a curiosidade, eu postei o cap ‘tão esperado’ né! :DD espero que tenha gostado! ;) bjos ;**

Rhaissa.Black: Aeeee, fico feliz que tenha gostado da surpresa! *-* haushasuahsuahsua ‘Oo calma, nada de estresse, eu vou explicar... nem tava querendo ser malvada demais... mas admito q deixei vcs dear readers curiosos né! ¬¬’ bom, mas pra compensar, eu postei o cap rapidinho, acredite, eu sei como é ficar ansiosa... e não é mto bom! Hehe :P Pois é, eles são mesmo imprevisíveis, uma hora estão brigando, e na outra, tomando cerveja! ‘Oo é, o Draco ser mesmo irresistível! *-* Hahaha omg... a Mione se superou mesmo nesse ato de sedução! :D eles são tão perfect juntos, né! *-* espero que tenha curtido o cap! ;) bjão ;** P.S: por deixar, com certeza assim que eu tiver um tempinho a mais, eu estarei comentando mais na sua fic.. pq eu ameei, sério..!! :D q bom q vc vai estar att logo! \o/ estou feliz! *-* ah, tudo bem, já acc vc, okay! ;)

Mione03: Eii, não tem discussão, seus comments me deixam trii happy siiim! \o/ hahaha assim como todos os comments dos meus lovely readers!! :D sabia, que são vcs q fazem a autora postar mais rápido e ficar supeeer feliz?! Pois é, estou completamente haaappy, e admito, mto satisfeita com o resultado da fic! *-* Tbm estou curtindo bastante o relacionamento q eles estão construindo.. tão perfect! :D é, provavelmente o Draco não tinha entendido o plano da Mione pra ‘eles’.. oq eu posso dizer... homens *revira os olhos* hahaha mas pelo visto compensou pela maneira q a Mione seduziu ele.. hoho como a Gina disse: ele ta perdido! :P o Draco achou a Mione arrasadoramente “Sexy em preto-e-branco” parece que ele revidou a sedução dela á altura né! :P Pois é, o Draco já devia ter percebido a mto tempo q a Mione ‘não’ é a Pansy! ¬¬’ Enfim, espero que tenha gostado do cap! :D bjoo ;**

Gabih Potter Granger!*: Oh my, hausahsuahsuashaushausa Take it easy, não arranque seus cabelos por minha culpa! ‘Oo fala sério, vc está arranjando um motivo pra me processar né? Haha ¬¬’ Sim, eu percebi a ausência dos seus comments ..snif.. e fiquei triste *fazendo drama* haha.. tá bom, o importante é q vc voltou a comentar! o/ Bom, como eu sei MTO bem q pedido é uma ordem... eu nem demorei pra att! Viu só, eu entendo my dear readers! *-* ( viu como eu sou modesta? :D) Garota eu concordo PLENAMENTE contigo!! Hahaha Aff.. a Mione tem mesmo sorte.. tem o Draco TODINHO pra ela.. e nois aqui.. só na vontade! *revira o olhos* q mundo injusto! Hahaha E ai, deu pra matar a curiosidade né?! :D espero q sim! Bjooo ;**

Cordy W. Malfoy: Oie, cap postadinho honey! huhu o/ fico feliz que tenha gostado da fic! :DD

Carolzitah: Eii cap postadinho flor! :D aiin, que bom que vc gostou da fic! *-* eu acho q vc tem razão o Draco deveria estar babando... a Mione conseguiu provar que nós ‘mulheres’ somos demais eee que eles não resistem.. haha espero que tenha gosta do cap hein! ;)

Aeeee, every single comment... respodido com mto carinho! ♥

Obrigada amores pelos comments, q me deixa tão feliz! *-*

Até a próxima att! ;)

xoxo – Lay ~

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