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21. Quebrando Barreiras


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sentiu sua consciência voltar, assim como a dor no peito e ao respirar, lembrando de ter sido atingido por um feitiço e caído. Iria se curar em dois segundos e usaria os outros 58 segundos pra matar o desgraçado que fizera aquilo com ele pra mostrar que ninguém brincava com Lord Marcus. Foi quando todos os seus sentidos voltaram a funcionar que ouviu a voz de Hermione, que parecia bastante exaltada, preferindo ouvi-la antes de se levantar.

-Eu não me importo o que você acha ou deixa de achar, eu vou cuidar dele e nem você ou aqueles comensais idiotas que você manda pra cá vão me impedir de fazer isso! –Hermione falava de forma firme e veemente.

-Você é apenas uma vagabunda com quem ele se diverte, então cale a sua boca e me obedeça se não quiser voltar para aquela cela imunda de onde você não fugirá uma segunda vez! –Voldemort fala furioso, certamente se não fosse um fantasma estaria rubro de raiva.

-Chega, minha paciência acabou! Escute Tom, se você quiser pode chamar seu exército inteiro que eu vou botar eles para fora daqui e não vai ser a ponta pés como eu ando fazendo, vou matar um por um! E se continuar me enchendo eu arrumo um jeito de te mandar de volta pro inferno! –fala já perdendo a paciência com o fantasma.

-Está vendo como essa sangue-ruim não tem a mínima compostura! Ela não é digna nem de dividir a cama com Marcus...

-Cala a boca seu mestiço idiota! Pra começar teu pai é tão trouxa quanto o meu então abaixa a voz pra falar comigo e seja muito educado, antes que eu resolva escrever uma biografia tua falando de como seu pai era um trouxa idiota que só ficou com sua mãe dopado por uma poção do amor e que chutou você e ela quando parou de beber a poção, isso fora o detalhe de que sua mãe não era lá grande coisa como bruxa! –Hermione fala se recompondo e o olhando como se ele fosse um ator de quinta.

-Como você ousa levantar essa rede mentiras sobre mim? –Voldemort fala não se curvando a atitude dela.

-Deixe de ser orgulhoso, você é mesmo um mestiço e ela não me parece estar mentindo, se fosse pra escrever um livro apresentaria até provas! –Salazar fala olhando pra Voldemort como se ele fosse um inseto ainda mais irritante que antes.

-Marcus precisa de descanso, eu não quero mais discussões por aqui, então é melhor você sair agora, enquanto eu cuido dele. –termina a discussão e se volta pra Marcus, que permanece imóvel como se não houvesse recobrado a consciência.

-Com licença, senhorita Granger. –um comensal fala ao entrar com uma bandeja. –Trouxe a sopa que me pediu.

-Obrigada, agora pode ir e diga que não quero ser incomodada por ninguém. –fala de modo firme, ao que o comensal assente de olhos baixos antes de sair. –Você também, pra fora! –fala pra Voldemort que ainda flutuava no quarto.

-Eu vou, mas não porque está mandando, mas porque eu não agüento mais olhar sua cara, ser nojento. –fala se voltando pra porta e sumindo por ela.

-A cada dia que passa tenho mais certeza de que ele não é muito chegado em mulher. –Salazar fala decepcionado com seu descendente.

-Eu acho que você tem razão. –Hermione fala rindo levemente, enquanto levava a badeja até Marcus.

-Eu continuo ainda não gostando de nascidos trouxas, mas devo admitir que estas cuidando muito bem de meu neto. Estive lhe observando atentamente, mesmo quando não sabia que eu estava aqui, posso dizer que fiquei impressionado com sua inteligência, sua rapidez de raciocínio e praticidade, também devo acrescentar que lhe acho muito educada, determinada, altiva, sabe impor respeito, como vejo quando observo o modo como os comensais lhe olham. Sem falar em sua beleza e sensualidade...

-Desculpe interrompê-lo, Salazar, mas está querendo me pedir em casamento? Porque se é isso, devo lembrá-lo que já está morto. –Hermione fala de modo bem humorado, depois de por Marcus sentado com muito cuidado, pra não machucá-lo. Marcus ainda fingia permanecer inconsciente.

-Não apenas queria dizer que se eu pudesse lhe tornar uma sangue puro, eu o faria, pois assim seria perfeita para se casar com meu neto, mesmo tendo idéias um pouco contrárias as minhas. –fala de modo charmoso.

-Eu diria que são completamente opostas, mas deixemos isso pra lá. Ao contrário do Tom, você parece ter sido um sedutor, devia ter várias amantes, não é? –pergunta casualmente, ter uma “afinidade” com Salazar a ajudava a evitar problemas maiores com Voldemort e os comensais.

-Sim, eu sabia apreciar a companhia feminina, mas é claro que as damas de minha época não se equiparam com as mulheres de hoje, principalmente a uma mulher como você. –fala em seu tom mais galante.

-Você é quase tão charmoso quanto Marcus. –fala pegando um pouco de sopa e pondo sobre a mão pra testar a temperatura. –Ui! Quente! Aqueles incompetentes não servem nem pra trazer uma sopa direito. –fala depois de quase queimar a mão, pegando mais um pouco de sopa e soprando pra esfriar.

-Chego a ter inveja dele, não lembro de ter alguém cuidando tão atenciosamente de mim. –fala observando-a esfriar a sopa e depois dirigir a colher delicadamente a boca do rapaz.

-Talvez porque estivesse cercado das pessoas erradas. –fala limpando um pouco de sopa que escapava pelos lábios de Marcus.

-Talvez. Vou deixá-los, acho que você precisa de um pouco de tranqüilidade, mas avise quando ele acordar. –Salazar pede já se afastando.

-Eu aviso, até mais! –Hermione se despede e volta a pegar um pouco de sopa no prato. –Agora somos só nós querido. –depois de soprar um pouco, ela põe mais um pouco de sopa na boca dele e desta vez limpa com um beijo a sopa que escapara dos lábios dele. –Acorda logo meu amor, estou com saudades. –ela fala mostrando um pouco de preocupação na voz, mas logo depois pondo um pouco mais de sopa na colher.

Marcus que ficara atento a cada palavra e a cada gesto, sentiu as mãos suaves dela lhe tocando, o corpo dela pressionando o seu, tendo que se segurar pra não agarrá-la enquanto ela o sentava na cama. Depois não gostou dos rumos da conversa de Salazar com ela, e permaneceu fingindo apenas por saber que ele era um fantasma, no entanto nada lhe chamou mais a atenção que o cuidado dela em esfriar a sopa e depois o jeito que ela usava pra lhe limpar a boca, era quase como se ela soubesse que ele estava acordado e estivesse fazendo tudo aquilo pra testá-lo.

Cerca de meia hora depois, ela acabou de lhe dar a sopa e o deitou novamente, pegando algumas poções e tratando de seu ferimento com todo cuidado, antes de ir preparar uma outra poção.

“Por que ela está sendo tão cuidadosa? Uma pessoa inconsciente não sente dor, ela não precisaria ser tão delicada ao trocar os curativos, ela também poderia aproveitar que estamos completamente sós pra me matar ou pra me fazer ficar mais doente, ou ainda, não precisaria sequer esfriar a sopa, deixando que meus lábios queimassem. No entanto, ela me trata com esmero, me toca com suavidade, com carinho, até me beija e me diz palavras de amor e incentivo.” -Marcus estava confuso com todas aquelas ações, não conseguia entender os objetivos dela, porque nunca acreditara que ela realmente o amava, talvez estivesse apenas querendo ganhar tempo ou influência sobre ele, mas naquele momento ela nada conseguiria agindo daquela forma.

Marcus acabou se deixando levar pelo cansaço ainda provocado pelo ferimento e dormiu, tendo um sonho estranho, via a si mesmo ainda mais jovem e Hermione, que devia ter a mesma idade que ele em um lugar que ele não conhecia, caía uma chuva forte e ele sentia coisas que nunca havia sentido antes e que não saberia definir, só sabia que era intenso e muito bom.

Ao acordar, ouviu Hermione e Salazar conversando sobre alguma poção, mas parando ao verem que ele se mexia. Logo sentiu Hermione o abraçando e beijando delicadamente.

-Como está, meu amor? –pergunta acariciando seu rosto suavemente.

-Bem, quanto tempo dormi? –fala bem baixinho, como se estivesse com dificuldade em falar.

-Dormiu três dias, mas não se mexa. Está com dificuldade em falar? –pergunta parecendo ainda mais preocupada.

-Dói até em respirar. –fala ainda baixo, fazendo uma careta como se sentisse dor.

-Não fica assim, eu vou buscar uma poção pra dor e vou trazer um pouco de suco fresquinho pra você, então tenho certeza de que irá se sentir melhor. –fala sorrindo e o acomodando melhor, antes de lhe beijar a testa e se levantar. –Não saia daqui Salazar e não deixe o Tom vir perturbar, eu não demoro. –fala apressada e já saindo do quarto.

-Você a deixou preocupada. –Salazar fala olhando o “neto” com um sorriso cúmplice.

-Eu acho que ela não precisa saber que isso foi só um arranhão, não é? –Marcus fala rindo e se levantando apesar daquilo lhe provocar dor.

-Você é dos meus garoto! Mas pegue leve, ela pode acreditar que você está morrendo. –o aconselha com um sorriso maroto.

-Pode deixar, vovô. –fala dando uma risadinha, mas se arrependendo depois. –Mas mudando de assunto, cadê o desgraçado que fez isso comigo? –pergunta com os olhos faiscando de raiva.

-Virou cinzas depois da Hermione ter arrancado a garganta dele com as mãos, segundos depois de você ser atingido. –fala demonstrando admiração pela atitude da garota e deixando Marcus surpreso.

-Eu queria ter visto isso! –ele fala com um sorriso bobo nos lábios. –Ela está voltando, disfarça. –ele avisa a sentindo se aproximar e volta a se deitar como ela o havia deixado.

-Oi, mandei fazerem e trazerem o suco, enquanto pegava a poção. –ela fala se dirigindo até Marcus e se curvando pra dar-lhe o remédio.

-Avisou que ele já estava acordado? –Salazar pergunta interessado.

-Ainda não, eu prefiro que ele descanse por hoje, antes que venham perturbá-lo com qualquer outro assunto. –fala com o tom levemente autoritário, terminando de dar o remédio ao namorado. –Daqui a pouco você vai se sentir melhor.

-Obrigado. –fala tossindo levemente. –Me senta? Eu não agüento mais ficar deitado. –pede fazendo cara de coitadinho, a qual ela não resiste.

-Tudo bem, mas sem exageros. –fala o abraçando e o sentando devagar, apesar dele soltar alguns gemidinhos de dor no processo.

-Eu vou deixa-los à-vontade, com licença. –Salazar fala já saindo, se segurando pra não rir da encenação do neto.

-Vocês estão se dando bem pelo visto. –Marcus fala com uma pontinha de ciúmes, mesmo ainda usando um tom baixo de voz.

-Quando ele esquece que eu sou uma nascida trouxa, até que ele gosta de mim. –fala com um sorriso simpático, pegando o suco que havia acabado de aparecer na mesinha de cabeceira e servindo-o num copo.

-E como gosta, não? –fala um pouco mal humorado.

-Ele é charmoso, mas não chega aos seus pés. –fala sorrindo e lhe dando um selinho, antes de levar o suco até a boca dele, que não se moveu pra segurar o copo. –Agora você tem que ficar quietinho e descansar, você sabe, não é? –fala não querendo ser muito autoritária.

-Eu queria poder te abraçar, te beijar, te...

-Mas não pode, então comporte-se. –fala lhe beijando brevemente. –Eu quero que você fique bom logo, então se não quiser mais suco, eu posso te deitar de novo? –pergunta mostrando que não o deixaria abusar.

-Não queria ter que deitar, aliás, estou gostando de estar pertinho de você. –fala com carinha de coitadinho, erguendo uma mão com “dificuldade” e a levando até a cintura dela.

-Então vamos conciliar os interesses. –fala pondo um livro na cabeceira da cama e depois o deitando, mas levantando a cabeça dele o suficiente pra tirar o travesseiro e sentar-se, deixando que ele repousasse a cabeça em suas pernas. –Agora eu estou com você e você vai descansar. –ela fala pegando o livro pra ler e depois começando a fazer cafuné nele.

Marcus apenas sorriu, vendo que ela lia outro livro de artes negras, antes de fechar os olhos relaxado, sentindo que Hermione podia ser alguém ainda mais especial do que imaginava, talvez Salazar tivesse razão e seu único defeito seria sua origem.

Nos dias que se seguiram, Hermione cuidou dele com carinho e dedicação, até mimando-o mais que deveria, o que o ajudava a manter o fingimento. Aproveitava o tempo que ela usava pra dormir, pra olhar relatórios e cochichar com Salazar novas ordens, enquanto Voldemort só ia vê-lo quando Hermione não estava no quarto.

Nesse momento, Hermione estava em uma sala com Salazar verificando alguns recrutas novos e decidindo se possuíam ou não capacidade pra se unir aos comensais. Esta era uma das responsabilidades que tomara pra si enquanto Marcus se recuperava, como as sessões de treinamento e a vistoria de relatórios financeiros e afins.
Voldemort aproveitara que ela demoraria neste processo, para falar seriamente com Marcus, pois achava que aquela situação já estava passando de todos os limites.

-Papai! A que devo a honra da visita? –Marcus fala sarcástico, seu pai andava muito ausente naqueles tempos.

-Vim conversar seriamente com você, meu filho. –fala com uma expressão séria e pondo-se “sentado” a frente de Marcus, que antes estava sentado na cama, verificando alguns relatórios.

-Vai falar mal de Hermione e tentar me convencer de que ela está me dando veneno? –pergunta com um sorriso debochado, Salazar costumava fazer ótimos comentários sobre as teorias conspiratórias de Voldemort.

-Não, apenas quero te dizer que hoje fazem duas semanas que aquela sangue ruim está no seu quarto! –fala ignorando o tom debochado do filho.

-Eu já disse que não quero que a chame dessa maneira, se refira a ela pelo nome, por favor. –fala tentando não ser muito duro com o pai, apesar disso andar exigindo muito dele.

-Está vendo o que estou tentando lhe mostrar? –Voldemort fala pasmo com aquela atitude de Marcus. –Qualquer divertimento que você pudesse ter com essa garota já deveria ter acabado a essa altura, no entanto você a está recebendo cada dia mais em sua vida, daqui a pouco os comensais a estarão tratando como a rainha das trevas! –Voldemort tenta argumentar o mais racionalmente que consegue.

-Sabe que ela combina com o título? Fica muito bem de preto e vermelho, sem falar que anda muito interessada por meus livros de artes negras. –Marcus fala não levando muito a sério as observações do pai.

-Deixe de brincadeiras garoto! –fala mais rispidamente, tentando usar sua autoridade de pai. –Você já está perdendo o controle desta situação e se não a matar imediatamente, vai acabar a pedindo em casamento! –o tom dele era de alerta e pareceu ter feito Marcus prestar mais atenção em suas palavras. –Pense no que está fazendo e em como ela se enraizou em sua vida e fez você mudar, perder o foco que tinha em nossos planos e sonhos. –acrescenta antes de desaparecer no ar, deixando Marcus sem reação.

Marcus olhou os pergaminhos em suas mãos, viu os que já havia “lido”, percebendo que não prestara atenção em nenhum deles, pois estava apenas esperando que ela voltasse logo para cuidar dele. Não podia negar que todos aqueles cuidados fizeram despertar suas lembranças mais longínquas, quando ainda sonhava com uma família e se perguntava como seria ter uma mãe e um pai, que não fosse um espectro e sim um homem de verdade, que o pudesse abraçar e confortar.

-Você não pode pensar nessas coisas! Você é o Mestre das Trevas, Marcus! –fala a si mesmo, levantando e arrancando os curativos de forma tão abrupta, que o ferimento que estava começando a cicatrizar, abriu e começou a sangrar abundantemente. –Já é hora de parar de brincar e voltar a controlar sua vida e seu exército. –fala duramente consigo, encaminhando-se pro banheiro e retirando rapidamente a calça, antes de entrar embaixo da ducha quente.

Enquanto a água quente percorria seu corpo e o ferimento se fechava magicamente, sua cabeça girava em lembranças que juntas não pareciam ter nexo algum.
Lembrava-se bem de sua luta com Hermione na primeira noite do ano, cada sessão se tortura e cada ferimento que causara nela. Era a reação dela que o havia deixado intrigado, pois qualquer pessoa em seu lugar já teria dito tudo o que ele queria ou achado um jeito de se matar, no entanto, Hermione mantinha-se altiva, tentado sempre que possível manter um jogo psicológico que ele não entendia bem onde a levaria, mas que provavelmente tinha ligação direta com tudo o que estava acontecendo nos últimos dias.
A madrugada em que ela chegara a seu quarto e o tomara como seu era inesquecível, assim como todos os outros momentos que passaram juntos. Nunca uma mulher o havia feito se sentir daquela forma, tão entregue e sem controle, pois quando ela o beijava e o envolvia com seus braços e pernas, sentia como se a barreira, que o protegia de tudo e o mantinha sempre acima dos outros, se rompesse e com isso desse a ela acesso total a sua mente e a sua alma.
Por mais que gostasse de pensar que estava no controle e que ela mesma não desse motivos pra que ele pensasse o contrário, o fato era que os sorrisos e olhares tão doces e cheios de amor e paixão que lhe destinava, abalavam sua alma, o afastava de sua natureza cruel e sanguinária, a maior prova disto, era de que desde a primeira noite que passaram juntos, ainda não havia torturado ou matado alguém, e o pior disto tudo era que não sentira a mínima vontade de fazê-lo, quando se sentia tão melhor com ela, seja em seus braços ou apenas em sua companhia, numa conversa leve sobre banalidades ou compenetrada em estudos.
Era inegável que ela o completava de todas as formas, mas que ao mesmo tempo despertava em si, partes que a muito havia enterrado para que conseguisse romper todos os desafios e barreiras que havia entre ele e os sonhos de sua família. Família da qual se afastara desde que a recebera, apesar de a cada dia ela se dar melhor com Salazar e mostrar lhe, mesmo que inconscientemente, que poderia lhe dar uma família de verdade, pois família sempre fora um conceito muito abstrato pra ele, que fora criado por um espectro e depois se contentara com dois fantasmas.
Família... Nunca havia pensado em ter filhos, apesar de saber que teria de ter herdeiros um dia. O conceito de herdeiro, no entanto, é muito diferente do que é um filho. Filhos exigiam atenção, cuidado... Amor, este era um sentimento estranho a ele, um sentimento que se opunha a tudo o que ele representava e tudo o que o preenchia. Como poderia ser o senhor do Reino Negro e ao mesmo tempo marido e pai de família?

Nos longos minutos que preencheram o demorado banho, Marcus tentou se lembrar de todas as metas que havia estabelecido pra sua vida e principalmente o porquê de tê-las estabelecido, saindo do banho já com a terrível decisão tomada. Aquilo certamente iria decepar-lhe parte do seu ser, mas era preciso pra que conseguisse reencontrar seu caminho e retomar as rédeas de seu destino.

Algumas horas depois, Hermione retornou ao quarto com ar de tédio, surpreendendo-se ao ver Marcus sentado numa poltrona, em frente à lareira, tomando um pouco de vinho.

-Sabe que não deve beber e que deveria descansar. –fala em tom maternal.

-Eu já estou bem. –ele fala deixando o cálice de lado e se levantando pra ir até ela, que estava perto da cama, retirando os sapatos.

-Não está, você sabe que...

-Hoje senti minha energia voltar, –a interrompe, abrindo o roupão que usava e mostrando que não havia mais ferimento. –por isso, como pode ver já estou completamente curado. –termina de falar se aproximando e pondo a mão dela sobre o local, onde antes havia o ferimento.

-Que bom, sabia que não ia conseguir ficar muito tempo parado. –fala desanimada, olhando os olhos verdes, completamente sem brilho, sabendo que aquilo indicava que o fim estava próximo.

-Não está feliz por eu estar melhor? –pergunta levemente sedutor, sorrindo marotamente pra ela.

-Estou, é claro! –fala se desvencilhando dele e se afastando. –Eu vou tomar um banho e já volto pra comemorarmos. –fala sem conseguir demonstrar animação ou alegria na voz, mas sorrindo.

-Não vai não, fica aqui comigo. –pede com um sorriso “mal intencionado”, indo até ela e a abraçando. –Eu estou com saudades. –sussurra sedutoramente perto dos lábios dela, que sem mais demora o beija de modo doce e apaixonado.

Marcus a pega cuidadosamente nos braços e a leva pra cama, onde a deita sem romper o contato de suas bocas. Depois do beijo, ela sussurra um último “Eu te amo”, antes dos dois se beijarem com todo o sentimento que nutriam pelo outro, desfazendo-se rapidamente das roupas, prontos pra se amarem como nunca antes haviam feito.

Diferente das outras vezes, ambos se olhavam com carinho e amor, tentando transmitir todo aquele sentimento em toques suaves, mas firmes, mantendo o máximo de contato possível entre seus corpos, como se precisassem desesperadamente sentir o outro com todo seu ser. Demoraram mais que o necessário nas carícias e beijos ternos, querendo fazer daquele momento de união o mais especial que já tiveram até então, que de tão intenso emocionalmente fez os dois deixarem um par de lágrimas tímidas escorrerem pela face, como se soubessem que por mais que tentassem, aquele sonho perfeito iria acabar.

Na manhã seguinte, assim como da primeira vez, Marcus acordou nos braços de Hermione, que o olhava com ternura enquanto acariciava-lhe a face e o abraçava protetoramente.

-Bom dia, meu amor. –fala baixo e com um discreto sorriso.

-Você parece cansada. Por que não dormiu? –pergunta tentando esquecer que aquele dia de bom não teria nada.

-Porque terei bastante tempo pra descansar mais tarde. –fala mais seriamente do que queria.

-Sinto muito. –ele fala baixando os olhos e se levantando. –Vou te deixar sozinha um tempo. –fala em tom compreensivo e já se preparando pra sair da cama, quando ela o segura pelo braço.

-Não, espera! –fala se sentando e o olhando. –Posso te fazer um último pedido, ou melhor, dois. –pergunta tentando segurar suas emoções.

-Claro, tudo o que você quiser! –ele fala de forma atenciosa, fazendo um suave carinho no rosto dela.

-Primeiro, eu gostaria que fosse depois de um jantar, queria olhar o céu, ver a lua e as estrelas uma última vez. –ela fala e ele assente, sem conseguir falar nada em resposta. –E a segunda coisa, eu queria que perdesse só mais um dia comigo, será que você pode? –Hermione pergunta, deixando algumas lágrimas rolarem por seu rosto.

-Qualquer segundo passado com você jamais é tempo perdido! –fala docemente, depois amparando as lágrimas dela com seus lábios, antes de beijá-la como se quisesse fazer aquele dia ser o mais longo dia que já existira.

Marcus fez de tudo pra ela esquecer o que aconteceria aquela noite, alternou momentos de extremo romantismo, com momentos alegres, onde os dois riram até não conseguir mais respirar. Quando ambos se vestiram elegantemente pra um jantar em um restaurante que estava intacto e longe de onde as batalhas ocorriam, sentiam como se estivessem simplesmente tendo um encontro como outro qualquer. Aparataram no local e os comensais vestidos como garçons e os tratando como simples clientes ajudou a amenizar o clima, que era muito mais leve e terno do que ele poderia ter imaginado.

Depois da sobremesa e de dançarem duas músicas, saíram pra caminhar como se fossem apenas dois namorados passeando em uma noite quente de primavera.

-Sinto muito por não ter as estrelas que tanto queria ver. –Marcus fala em tom de lamento ao chegarem a um belo parque. O céu estava escuro e nublado.

-Minhas estrelas estão bem aqui. –ela fala beijando carinhosamente os olhos dele.

-Está na hora, você sabe. –ele fala pra ela que sorri docemente e se afasta alguns passos pra trás.

-Eu estou pronta, não se preocupe, sei que os sonhos não duram pra sempre. –fala de modo tranqüilo.

Marcus olhou pra ela e pra seu sorriso, sentindo uma dor aguda no peito. Ergueu sua mão, que teimava em não parar de tremer, sentindo alguns pingos tímidos de chuva tocarem sua face. Como se o céu refletisse o estado de seu coração, uma tempestade desabou o pranto que estava entalado em sua garganta desde o dia anterior.

-Eu sabia que não conseguiria, mas Lucius fará o que é preciso. –Voldemort aparece a seu lado e atrás dele, Lucius Malfoy, já com seu cabelo loiro e roupas bem cortadas.

-Não se atreva! Antes que possa erguer a varinha eu decepo seu braço. –Marcus fala de modo feroz, olhando Lucius de modo tão aterrorizador, que o fez largar a varinha a deixando cair no chão. Marcus fez a varinha flutuar, ficando entre ele e Hermione.

-Se você não quiser, não precisa me matar, eu poderia viver a seu lado, ou ainda, ser apenas uma amante. –Hermione fala como se compreendesse as dúvidas que pairavam na mente de Marcus.

-Ela representa tudo que odiamos, se unir a ela seria como renegar tudo em que acreditamos. –Voldemort fala de modo firme.

-Você prefere seus planos de morte e destruição ou viver com amor e carinho? –Hermione contrapõe Voldemort e Marcus sente uma dor aguda em sua mente, como se seu cérebro estivesse se partindo ao meio.

As vozes passaram a ficar distantes, os trovões e os barulhos de chuva tomavam sua audição quase que por completo, uma outra voz, que parecia muito a sua própria, ecoava em sua mente, chamando pelo nome de Hermione. Não percebeu quando caiu de joelhos, já completamente ensopado pela chuva, apenas se sentia cair numa profunda escuridão dentro de si mesmo.

Hermione viu que ele ficara paralisado e correu até ele, amparando-o de sua queda, mas não deixando de alcançar a varinha no caminho. Sentiu que ele ficara inconsciente, completamente imóvel e sem forças, apesar de ter olhos abertos e vidrados, a cicatriz hora ficava mais forte, hora clareava até quase sumir, mas simbolizava que Harry, seu Harry, estava vindo salva-la, que seu plano havia dado certo e que novamente havia uma esperança pro mundo.

N/A: Oi, postei bem rápido né? O último vou tentar fazer pra semana que vem!

N/A²: Cap triste? Bom, como puderam ver, Marcus e Harry agora vão se encarar, mas quem vencerá?

N/A³: Bom, eu gostaria de ver muitos coments sugerindo um final, porque ele ainda está meio em aberto, então me digam o que querem pra eu poder ter uma noção do que fazer pra agradar vocês!

Próxima fic a ser atualizada: Reescrevendo a História!

Dia 25 postarei uma nova fic: Herdeiros das Trevas

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