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13. XIII • Um Novo Segredo


Fic: A Honrosa Face do Desejo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ao chegar em casa, encontrou Matthew deitado e Hermione lendo para ele. Ela estava linda como sempre. Para Matthew, olhou como se o visse pela primeira vez.
Sim, era possível que o menino fosse seu. Ele tinha a mesma cor de pele, os mesmos olhos, o mesmo nariz e queixo. Apenas o formato dos olhos era da mãe. Mas a idade estava errada. Se fosse seu filho, ele teria mais de quatro anos, e Hermione afirmara ser três a idade.
E se ela tivesse mentido? Afinal aquela era uma situação ex-traordinária e Hermione tinha todas as razões do mundo para querer se vingar da crueldade com que fora tratada. Também poderia ser que ela apenas sentisse medo de perder o filho. Da forma como a tratara quando se casaram, não seria de se admirar se lhe roubasse Matthew. Ele se envergonhava tanto! Por que não permitira que a esposa se aproximasse quando pedira? E se destruísse, agora, todos os obstáculos que levantara entre eles? Haveria esperança?
Hermione se sentou com a ajuda do filho. Parecia muito preo¬cupada. Draco estranhou, mas não precisou esperar muito para descobrir o motivo.
— Será que o médico logo me dará permissão para arrumar um emprego?
— Você já não tem um?
— Sim, mas eu queria fazer algum tipo de serviço enquanto não me recupero totalmente. Não é justo que você sustente a mim e a Matthew por tanto tempo.
Ele pareceu, e estava, surpreso com a observação.
— Hermione, você deve se lembrar de que eu sempre tive posses. Trabalho por prazer, não por necessidade. Tenho mais do que o suficiente para sustentar a nós três até ficarmos velhos e mais além.
— Eu não sabia. Assim mesmo não gosto de ficar em dívida.
— Sou seu marido e é meu dever sustentá-la.
— Uma atitude arcaica — Hermione resmungou. — No mundo moderno, os casais são parceiros.
— A mãe e o pai de Billy brigavam o tempo todo — Matthew disse, de repente. — O pai de José foi embora.
— Rapazinho — Draco respirou fundo —, sua mãe e eu discor¬daremos em alguns pontos, de vez em quando. É normal entre casais, compreende?
— Eu não sei — o menino respondeu em perfeito espanhol.
No mesmo instante, Draco foi até ele.
— Hablas español? — perguntou no tom mais delicado que Hermione o ouvira usar desde que conhecera Matthew.
— Si.
— Somos uma família, Matthew. Não será fácil para nenhum de nós, mas se tentarmos, poderemos aprender a nos dar bem. Você não gostaria de ter uma boa casa, muitos brinquedos e sua mãe a seu lado por mais tempo?
— Você não gosta de mim.
Draco passou uma das mãos pelos cabelos do menino.
— Vivi sozinho por muito tempo. Ninguém me ensinou como ser um bom pai. Preciso aprender e só uma criança pode me ensinar.
O menino ficou pensativo.
— Acho que posso. Você me leva ao zoológico, ao parque e ao jogo de beisebol?
Draco concordou com um gesto de cabeça.
— Você não tem filhos?
Um nó se formou em sua garganta. Todos os anos de indife-rença forçada fizeram com que os sentimentos, por fim, o tocas-sem. Olhou para o pequeno rosto e se surpreendeu com o desejo que sentiu de ser o verdadeiro pai daquela criança.
— Não... não tenho nenhum filho.
Hermione chorou. Aquela cena era mais do que esperara. Nunca imaginara que Draco fosse aceitar Matthew, imaginando-o filho de outro homem.
— Gostaria que mamãe e eu ficássemos morando com você?
— Sim.
— Sempre quis ter um pai — Matthew confessou. — Minha mãe me contou que meu pai era um homem muito corajoso. Ele foi embora, mas, talvez, volte um dia.
O encanto foi quebrado.
— Ela disse isso?
Hermione enxugou rapidamente as lágrimas.
— Matthew, você não gostaria de brincar um pouco com seu ursinho?
No mesmo instante, o menino sorriu para Draco e correu para seu quarto. Com exceção da primeira noite, não reclamara de dormir sozinho. Ao contrário. Parecia estar gostando de ter seu próprio espaço.
— O pai dele é vivo?
— Sim — Hermione respondeu, o coração acelerado.
— Onde ele está?
Ela se negou a dizer mais mentiras e Draco se revoltou.
— Até que aprenda a confiar em mim, como podemos ter um casamento?
— O conselho é recíproco. Você nunca confiou em mim. Como espera que eu confie em você?
— Não sabia que ele falava espanhol.
— O aprendizado foi natural. Em Tucson, muita gente fala o idioma.
Draco se recostou numa cadeira e acendeu um cigarro.
— Você fica mais linda a cada dia que passa.
— Antes não olhava para mim o tempo suficiente para fazer um julgamento.
— Nossa situação não é fácil. O menino está inseguro.
— Desculpe ter discutido com você. Eu só piorei as coisas.
— Nós dois somos culpados. Queremos esquecer o passado, mas não conseguimos.
— Às vezes, o passado parece muito distante. Por falar nisso, como vai a fazenda?
— Estou pensando em vendê-la.
— Sua família vive lá há três gerações. É sua herança — Hermione protestou.
— Não é mais do que um pedaço de terra. Muitas vidas foram sacrificadas por ela durante os anos. Começo a achar que não vale a pena. Mas e se eu lhe pedisse que voltasse para lá comigo? — Hermione arregalou os olhos. — Viu? Tanto quanto eu, você não quer arriscar a vida do menino. Gosto de Chicago. E você?
— Eu também. Isto é, acho que sim. Nunca passei um inverno aqui.
— Podemos ir para o Caribe durante o inverno, e voltar na primavera. Blaise está pensando em expandir a empresa. Eu po-deria combinar negócios com prazer.
— Você ainda não me falou sobre o tipo de trabalho que faz.
— Ensino táticas de defesa — Draco respondeu, mais acessível do que nunca.
— Você sempre gostou de riscos e desafios.
— Acostumei-me às descargas de adrenalina através dos anos — ele brincou. — Mas não tema. Não pretendo deixá-la viúva tão cedo.
Hermione se levantou, constrangida. Draco se aproximou e se¬gurou-a pela cintura.
— Houve um tempo em que me amou.
— O amor, como os sonhos, também morre. Foi há muito tempo e eu era pouco mais do que uma criança.
— Você ainda é muito jovem, querida. Conte-me, como foi que sobreviveu, grávida, sozinha, em um lugar estranho?
— Amigos me ajudaram. Eu trabalhava como compradora na seção de vestuário de uma loja de departamentos. Depois apanhei uma pneumonia e tudo desmoronou.
— Apesar dos problemas, conseguiu transmitir a Matthew os seus valores.
— Quero que ele seja uma pessoa íntegra. — Hermione ergueu os olhos e fitou Draco por um longo tempo. — Você me culpa, não é por tê-lo traído?
A humildade de Hermione lhe dilacerou o coração.
— Não fui eu quem a traiu primeiro? –disse-lhe beijando.
O beijo que ele lhe deu foi diferente de todos antes.
— Beije-me, querida — Draco pediu, insistente,
Ela sentiu o desejo que o dominava. Suas pernas tremeram contra as dele. Seus lábios seguiram-lhe os movimentos, perdidos de paixão. Enlaçou-o pelo pescoço e se aproximou mais, até sen¬ti-lo inchar e gemer. Nesse instante, Draco se afastou.
— Não. Não quero meias medidas. É tudo ou nada. E ainda é muito cedo para você.
Ela queria dizer não, mas era óbvio que ainda não estava em condições. Nem físicas nem psicológicas.
— Não vou dizer não. Não vou detê-lo — ela respondeu, assustando-o e a si própria.
— Faz muito tempo — Draco murmurou, as feições crispadas.
— Não conseguiria ser gentil da primeira vez, apesar da ternura que sinto por você. Eu a possuiria com violência e não suporto a idéia de machucá-la.
Incapaz de prosseguir, Draco se virou de costas.
— Eu quero você — Hermione declarou.
— Não mais do que eu a quero — Draco retrucou. — Mas primeiro precisamos derrubar algumas barreiras. Diga-me o nome do pai de Matthew.
Ela queria contar, mas não podia. Ele mesmo tinha de descobrir a verdade. Tinha de acreditar em sua inocência sem que lhe desse provas.
— Não posso.
— Então saiba que não tornarei a tocá-la até que me conte a verdade.
Suspirou. Draco estava colocando-a em uma posição intolerá¬vel. Não confiava nele ainda e obviamente ele não confiava nela o suficiente. Esse era o problema. Sempre o amara demais, e ele sempre a amara muito pouco. E o desejo não era a base de nenhum casamento sólido.
Draco ficou observando suas reações. Quando a viu cerrar os dentes, soube que havia perdido a batalha. Ela não iria contar. Tinha medo. Mas ainda lhe restava o caminho que Dutch mencionara: a certidão de nascimento de Matthew. Ele escreveria para o cartório do Arizona e pediria uma cópia. Isso lhe daria a certeza da data e da filiação. Até que resolvesse esse problema, não haveria esperança de um futuro para ele, Matthew, e Hermione .
— É tarde. Está na hora de dormir.
Hermione hesitou por um instante. Uma lástima. Estiveram tão perto de um entendimento. Agora só lhe restaria mais uma frus-tração.
Mas se ela estava frustrada, o mesmo não acontecia com seu filho. Matthew se tornara uma nova sombra para Draco. Seguia-o por toda a parte quando não estava trabalhando. E Draco parecia adorar.
Foram para o zoológico e deixaram Hermione assistindo um fil¬me. Quando voltaram, ambos lhe pareceram estranhamente dife-rentes.
— Vimos uma cobra! — Matthew contou para a mãe, cheio de entusiasmo. — E uma girafa, um leão e um macaco! Andei de trem e ganhei algodão-doce do papai.
Hermione não pôde acreditar em seus ouvidos.
— Como o pai de Matthew não irá voltar, eu serei o pai dele e ele será meu filho. — Draco explicou.
— Sempre quis ter um pai. Como o meu foi embora, eu quero o Draco.
Hermione sentiu as mãos umedecerem. Havia mostrado uma foto de Draco para Matthew há algum tempo. Teria ele se lembrado e contado ao pai? Mas a troca de olhares entre ambos não parecia esconder segredos. Estava se preocupando por nada.
— Divertiram-se?
— Muito — Matthew garantiu. — Amanhã iremos à igreja. Quando você ficar boa, irá conosco?
— Claro.
— Por que não assiste uns desenhos enquanto eu preparo o jantar, Matthew? — Draco propôs. — Quer um peixe?
O menino aceitou, feliz, e Hermione se levantou.
— Há um prato de peixe pronto no freezer e eu fiz uma salada enquanto esperava-os. Posso fritar um bife, se você quiser.
— Eu frito.
— Preciso me movimentar.
A perna ainda doía; mas quase não a fazia mancar.
— Como os jovens se recuperam depressa — Draco zombou.
— Não sou tão jovem — - ela sorriu.
— Seu sorriso me faz lembrar dos tempos felizes na Guatemala.
O sorriso desapareceu.
— Houve tempos felizes?
— Antes de nos casarmos, gostávamos de estar na companhia um do outro.
— Eu era uma criança e você um adulto.
— Então nos refugiarmos em uma ruína maia — ele sussurrou — e nos tornamos amantes. Seu corpo sob o meu, seus gemidos em minha boca conforme a beijava...
Ela tentou se afastar depressa demais e quase caiu.
— Preciso terminar o jantar.
Draco ficou observando-a com um sorriso nos lábios. Diante da televisão, Matthew ria de um desenho. Ainda bem que Hermione não estava vendo a expressão com que ele olhava para o menino. Durante o passeio, Matthew lhe contara que vira uma fotografia do pai. Estavam diante de um grande pôster com bananeiras ao fundo e ele comentara que as mesmas árvores estavam na foto que sua mãe lhe mostrara. Dissera, também, que o pai usava um chapéu grande e que estava montado a cavalo.
Draco precisara se apoiar a uma parede tal sua emoção. Embora tivesse pedido uma cópia da certidão de nascimento, essa prova não mais seria necessária. Não podia haver outra foto como a que Matthew descrevera. O absurdo dos absurdos era ele ter sen-tido ciúme de si mesmo, durante todo aquele tempo.
Era ele o pai de Matthew. Era ele o bebê que Hermione alegara ter perdido. O fato de ela ter escondido sobre a gravidez fazia um enorme sentido. O medo de que ele fosse tomar seu filho, e rejeitá-la mais uma vez, a obrigara a fugir.
E Hermione ainda continuava fugindo. Se não lhe contara a verdade, era porque não confiava nele o suficiente. Talvez não o amasse mais. Ele teria de trabalhar muito para reconquistá-la. Teria de lhe provar que não desistiria de ambos por nada no mundo.
Após o jantar, ele e Matthew deitaram no carpete em frente a televisão e brincaram. Em certo momento, olhou para Hermione e surpreendeu-a com um doce expressão. Ela corou.
Draco estava aceitando Matthew e isso deveria satisfazê-la, mas não era o que acontecia. Queria que Draco a amasse. Queria o impossível. Agora, como no passado, Draco apenas a desejava.
As semanas se passaram e a tensão entre ela e Draco pareceu aumentar, embora a atmosfera no apartamento estivesse calma e alegre, com Matthew e Draco se entendendo cada vez mais. No dia da consulta final, Draco saiu mais cedo do escritório a fim de levá-la. A alta foi dada. Ela estava pronta para voltar a trabalhar.
Draco ficou receoso. Hermione já havia fugido uma vez e ele não se sentia mais capaz de disfarçar seus sentimentos pelo filho. E se ela fugisse com medo de que ele quisesse roubar o amor de Matthew? Seu sangue gelou à idéia. Talvez o único caminho fosse procurá-la e contar a verdade. Mas não tinha coragem. Per¬maneceu em silêncio durante todo o trajeto de volta para casa, se perguntando o que faria para conservá-la a seu lado.
Preocupada com aquele comportamento estranho, Hermione de¬cidiu aceitar o conselho da sra. Albright, quando Draco a deixou em casa.
— A senhora está precisando se distrair. Não é saudável ficar trancafiada em casa por tanto tempo.
— Sabe, acho que vou sair realmente. Ligarei para Joyce e combinarei um almoço para amanhã. Talvez até arrume um em-prego.
— Seu marido não irá gostar, se não se importa de eu dizer.
— Tenho certeza de que não, mas isso não me deterá.
Deu um beijo em Matthew e foi até o escritório de Draco. Não sabia o número da empresa, mas ela deveria constar da agen¬da. Encontrou-a na gaveta do meio e tirou-a. Um envelope, que estava por baixo, lhe chamou a atenção. Era do cartório do Ari¬zona. Com mãos frias e trêmulas, desdobrou o papel cujo conteúdo não era difícil de adivinhar.
Lutou contra as lágrimas. Então ele sabia. Por que não dissera nada? Questionara-a e jurara não mais se aproximar até que lhe contasse a verdade sobre Matthew. Por quê? Por que isso signi-ficava tanto para seu orgulho? Ou Draco estava apenas tentando ganhar tempo e o amor de Matthew antes de expulsá-la de suas vidas? Apesar do que afirmara, provavelmente tencionava levar Matthew para a Guatemala, sem ela...
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Adoro todos os comentários... inclusive os que pedem atualização.
Não se preocupem.
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