Nos dias que se seguiram até o dia do passeio, Harry havia dedicado um tempo todas as noites pra “treinar” com Snape o que ele faria e falaria no encontro, além de ter sugerido a ele uma pequena mudança no visual pro passeio, emprestando umas roupas em tom mais claro para que o sonserino perdesse um pouco do ar extremamente sério que ele usava. Foi em meio aos preparativos que Snape comentou incerto sobre o baile de inverno, que já houvera sido anunciado e deixava a escola mais agitada que nunca, fazendo Harry e Hermione pensarem num jeito bem romântico para o sonserino convidá-la para o baile.
No dia do passeio, todos estavam bem agitados, era como se os garotos houvessem planejado fazer seus convites naquele dia e as garotas pareciam saber disso, pois estavam caprichando muito mais que o habitual pro passeio. Até mesmo Hermione, Lílian, Sally e Anne, que já tinham namorado, estavam animadas e se arrumando de forma especial pro passeio.
-E aí, Remo, já tem alguém na mira pra convidar? –Sírius pergunta a Remo, enquanto esperavam as meninas no salão principal, já na fila de permissões.
-Já, mas é segredo! –o rapaz responde com ar de mistério.
-Portanto que não seja minha nora, está tudo bem! –Tiago fala em tom divertido, deixando Lupin corado, não só por tudo que já havia feito, mas também porque ainda sentia algo especial por Hermione.
-Alguém viu o traidor por aí? Ultimamente ele anda quieto demais. –Rony comenta ao procurar Pedro e não achar.
-Não vi e nem quero ver, não sabe o quanto tenho tido que me controlar pra não dar um fim nele. –Tiago fala tentando disfarçar a raiva, ele e Sírius eram os que mais tinham dificuldade em manter as aparências com Pedro.
-Olá! Estão tão sérios, aconteceu algo? –Lílian pergunta estranhando o clima tenso.
-Só estávamos comentando do sumiço do rato. –Sírius fala mal humorado, mas abraçando a namorada pra tentar se acalmar.
-Esqueçam esse idiota, deve estar tentando arranjar par pro baile. –Sally fala depois de ganhar um beijo do namorado.
-Falando nisso, eu tenho que ir, já minhas companhias de hoje! Divirtam-se! –Hermione fala ao ver Harry e Snape aparecendo mais ao fim da fila.
-Ela vai sair com o Snape? –Tiago pergunta surpreso ao ver Harry e Snape juntos na fila.
-É, ela disse que ia ser um encontro de casais, parece que tão dando uma força pro Snape sair com uma garota. –Lílian fala segurando o riso, mas os outros não se seguram e caem na gargalhada.
-Eu não acredito! Quem é a louca? Ou melhor, a pobre vítima! –Sírius pergunta entre risos.
-No mínimo alguma garota sem muitas chances de ter par pro baile. –Anne fala categórica.
-Deve ser um trasgo disfarçado de bruxa! –Rony fala fazendo uma careta.
-Não, pra eles estarem fazendo força em favor do seboso, talvez seja garota bonitinha do quarto ou quinto ano. –Sally fala sem conseguir conter o riso e fazendo todos rirem ainda mais.
-Uau! Acho que Harry está realmente querendo se tornar amigo do cara. –Lupin fala ao parar de rir de repente, fazendo todos também pararem e olharem pra onde Harry estava abraçado com Hermione, e Snape cumprimentava Angélique com um beijo no rosto.
-Só pode ser brincadeira, porque aquele anjo está totalmente fora do alcance do seboso! –Rony fala pasmo, mas depois sorri sem graça ao receber um olhar nada amistoso da namorada.
-Pelo menos agora nós sabemos o porque da Hermione andar tão amiga dela! –Anne fala entendendo a jogada dos dois pra juntar Angélique e Snape.
-Mas por mais que as duas sejam amigas, eu duvido que a francesinha vá dar alguma chance pro seboso. –Sírius fala sem se preocupar.
-Seria engraçado armar pra ele, imagine só uma marotice bem no meio do encontro! –Tiago fala depois de uma idéia luminosa, fazendo todos os marotos sorrirem “diabolicamente”.
-Façam isso e terão que correr atrás de pares pro baile! –Lílian fala decidida e dirigindo um olhar as meninas que nem se atreveram a protestar.
-Ah, Lily, o que custa? –Sírius pergunta fazendo cara de cachorrinho pidão.
-Custa toda nossa missão. –Rony fala seriamente, surpreendendo todos. –Pensando bem, isso é altamente estratégico, porque ao mesmo tempo em que eles se aproximam dos comensais, também se aproximam dos adversários do torneio. –aquele comentário faz todos ficarem em silêncio até ouvirem Filch os chamarem pra ver as autorizações.
Harry e Hermione comandaram uma conversa muito interessante sobre as diferenças culturais dos dois países, falando principalmente nos tipos de programas que ela e eles costumavam fazer pra se divertir e do tipo de músicas que eles mais gostavam.
Assim que chegaram a cidade, começaram a mostrar a Angélique os pontos mais interessantes da cidade, demorando-se razoavelmente nas lojas, apesar dela ter dado uma olhadinha em especial nas de roupas femininas, momento em que os rapazes ficavam completamente excluídos das conversas.
-O que acham de acabarmos com esse passeio turístico e irmos descansar um pouco em algum bar, bebendo uma boa cerveja amanteigada. –Harry propõe querendo dar início a parte mais “ofensiva” de seu plano, o que deixou Snape uma pouco pálido.
-Acho que já mostramos os lugares mais interessantes pra Angélique e está realmente um pouco frio pra ficar aqui fora. –Hermione fala lembrando de como o Três Vassouras devia estar quentinho.
-Realmente, ir pra um lugar quente é uma excelente idéia! –Angélique concorda demonstrando que também estava com frio.
-Então vamos onde? O Três Vassouras deve estar cheio, então talvez um lugar mais reservado. –Harry fala abraçando ainda mais forte a namorada.
-Harry! –Hermione exclama corando e fazendo Angélique e Snape rirem.
-Sim, amor. –Harry fala com a cara mais inocente do mundo, fazendo os dois que viam gargalhar e Hermione corar mais ainda.
-Eu mereço! –Hermione murmura balançando a cabeça negativamente.
-Coitado Mione, ele só quer garantir que você ficará bem aquecida! –Angélique fala em tom tão inocente quanto o que ele acabara de usar.
-Nesse caso, o que vocês acham de compramos umas bebidas e irmos lá pra Casa dos Gritos? –Snape fala com um sorriso maroto e tom cúmplice, fazendo Harry sorrir interessado.
-O que é essa Casa dos Gritos? –Angélique pergunta interessada.
-Mione te responde, enquanto isso eu e o snape vamos comprar as bebidas. Não demoramos. –Harry fala dando um beijo no rosto da namorada e se afastando com o sonserino.
-E aí, acha que eu peguei pesado? –Snape fala depois que alcançam uma distância segura delas.
-Que nada, a idéia foi genial, assim podemos fazer uns efeitos especiais na casa pra elas ficarem um pouco assustadas você sabe. –Harry fala em tom cúmplice.
-Claro, elas vão querer dois caras corajosos que as protejam não é? –Snape fala seguindo a linha de raciocínio de Harry.
-Exato, e dependendo de como tiver o clima entre vocês, eu posso tentar levar Hermione pra um outro quarto, só pra deixar vocês a sós, o que acha? –Harry pergunta animado com o plano.
-Deixar a gente a sós ou arranjar uma desculpa pra levar Hermione pra um quarto? –Snape pergunta sorrindo maliciosamente e fazendo Harry corar.
-Eu acho que estou sendo uma péssima influencia pra você! –Harry fala balançando a cabeça negativamente, depois acompanhando os risos de Snape.
Os dois seguem pro Três Vassouras que estava cheio, dirigindo-se pro balcão depois de passar pela mesa dos marotos, que fizeram piadinhas que Snape preferiu ignorar. Harry pediu algumas garrafas de cerveja amanteigada e Snape uma de uísque de fogo e outra de hidromel, o que fez Harry se segurar pra não rir, certamente ele havia se empolgado com a idéia e iria tentar embebedar todo mundo.
Os dois saíram carregando as sacolas com as bebidas e encontraram com elas, que também estavam animadas pra ir à Casa dos Gritos. No entanto, no caminho ouviram gritos as suas costas e se viraram preocupados.
-Acha que é um ataque? –Hermione pergunta preocupada e segurando a mão de Harry.
-Não é da nossa conta, se for o problema é daqueles sangues-ruins. –Harry fala apertando a mão dela como se quisesse passar toda a tensão naquele gesto. –Vamos logo pra Casa dos gritos, lá estaremos seguros. –fala pros outros dois que tem reações distintas. Snape quase esboça um sorriso e Angélique parece paralisada, não acreditando na postura de Harry.
-Temos que ajudar as crianças, elas não tem como se defender! –Hermione apela a Harry que a olha mostrando que fazia força pra não correr até lá.
-Que bonitinho, vão socorrer as criancinhas? –um comensal aparece atrás deles, sem que eles notem.
-Mas a pergunta é, quem vai socorrê-los? –um outro que estava ao lado desse, fala em tom debochado.
-Não acredito que vão perder tempo conosco! Não me viram no Profeta Diário? Sou Harry Potter, um puro-sangue e garanto que não há nenhum sangue-ruim aqui. –fala em tom altivo, segurando firme a mão da namorada.
-Nós vimos sim, até achávamos que poderia ter potencial pra comensal, mas o mestre ordenou que matássemos todas as crianças de Dumbledore, sentimos muito! –o comensal fala com falso pesar na voz, enquanto o outro já apontava a varinha pro grupo, mas sem definir um alvo.
-Nesse caso eu vou ter que acabar com vocês! –Harry fala tomando a frente e Snape fica mais atrás, protegendo Angélique.
-Olha o que esse pirralho está falando! Acha que somos seminvisos que você pode matar quando quiser? –fala como se a postura de Harry fosse ridícula.
-Ou nos deixam passar, ou passamos a força. –Harry fala se mantendo firme e olhando de modo superior pros dois comensais.
-Você já está me irritando moleque, vou ter que te dar umas lições pra você aprender a se comportar diante de bruxos poderosos como nós. –o comensal fala e Harry apenas ri friamente, diante da petulância do comensal, apesar de estar preocupado com Hermione e os outros. - Crucio
Harry ficou parado quando foi atingido pela maldição da dor, apenas flexionando levemente os joelhos, mas lutando contra a dor pra se manter em pé. Depois de já ter sido torturado algumas vezes por Voldemort, não seria um simples comensal que o derrubaria.
Ao ver Harry se erguer e olhá-lo com um leve sorriso, o comensal cessou a maldição espantado, Snape também olhava aquilo incrédulo, enquanto Hermione tentava acalmar Angélique.
-Esse é o máximo que pode fazer? –Harry pergunta com um sorriso vitorioso, vendo que o comensal tremia levemente.
-Vamos ver se você sorri agora! –o outro comensal fala erguendo a varinha, enquanto Harry já se concentrava, preparando-se para receber outro feitiço.
No entanto, o feixe colorido passou a seu lado e o grito agudo o fez olhar pra trás assustado, encontrando Hermione caída e tentando resistir à dor, não gritava mais, mas ainda tentava controlar os espasmos involuntários que a dor provocava.
Snape aproveitou o momento e rapidamente sacou a varinha, não atingindo o comensal, porque o outro havia bloqueado com um feitiço escudo. Angélique também sacou sua varinha e tentou proteger o grupo, que estava bem próximo, enquanto Snape desarmou o comensal que atingira Harry. Todos se paralisaram ao ver um feixe verde perfurar uma barreira azul que apareceu durante uma fração de segundos, logo depois atingindo o peito do comensal que havia ferido Hermione, fazendo-o cair sem vida no chão.
-A menos que queira morrer, eu o aconselho a fugir daqui! –Harry fala ao comensal que estava desarmado e que começa a correr apavorado. –Você está bem, meu amor? –Harry pergunta a Hermione que já estava de pé e com a varinha em punho.
-Claro, não se preocupe, eu estava desprevenida, mas não vai acontecer de novo. –fala com um sorriso tranqüilizador.
-Ótimo, vá com Angélique pra Hogwarts e chame ajuda, enquanto isso eu e Snape vamos ver o que fazemos pelas crianças. –Harry fala e vê o olhar de desagrado de Hermione.
- Expecto Patronum -ela brada depois de se concentrar um segundo, mas logo depois sorrindo ao ver a lontra prateada partir na direção de Hogwarts. –Já chamei ajuda, então acho que podemos ir. –Hermione fala decidida a ficar com Harry.
-Não vou insistir, sei que não vai dar em nada. –Harry murmura contrariado e depois soprando o apito que usava pra chamar Diana. –Vamos andando atentamente, quando Diana chegar eu vou à frente e vocês tentem se manter seguros! –Harry fala e os três apenas assentem.
Os marotos e suas namoradas estavam no Três Vassouras, conversando animadamente, fazendo piadinhas sobre o porquê de Snape e Harry terem comprado bebidas sozinhos e a opção mais cotada, era de que o seboso havia tentado agarrar a francesinha que saiu correndo assustada, deixando Harry pra afogar as magoas com Snape, enquanto Hermione ia consolar Angélique. Em meio a essa agitação todos ouviram um grande estrondo e depois sentiram um leve tremor, sinal de que algo havia explodido.
-Ouçam os gritos, é um ataque! –Tiago fala aos outros que concordam de imediato.
-Os adultos já estão saindo pra tentar fazer algo, mas o que faremos com os alunos? –Anne fala preocupada, vendo a expressão de horror em todos os estudantes que estavam no local.
-Isso é simples, Anne e Sally, vocês duas peguem todo esse pessoal e os levem até a Dedos de Mel, lá haverá uma passagem secreta que dará em Hogwarts, é bem segura. –Rony fala apressadamente, assustando-os com o seu conhecimento sobre tal passagem.
-Lílian, quero que você e Lupin tentem achar as outras crianças, eu, Rony e Sírius iremos tentar afastar os comensais de vocês. -Tiago fala em tom de comando e com jeito de que não discutiria a decisão.
-Vamos Lily, é nosso dever como monitores garantir a integridade dos alunos que vieram pra cá. –Lupin fala para a amiga, chamando sua atenção para a responsabilidade que ambos tinham, coisa que certamente a faria aceitar a idéia.
-Tudo bem, mas tome cuidado meu amor! –Lílian fala pra Tiago e se despede dele com um selinho, assim como as outras fazem com seus namorados.
-Só eu que não ganho beijo? –Lupin brinca tentando descontrair o clima e Anne e Sally o beijam no rosto antes de irem falar com os alunos que estavam no bar.
-É melhor vocês dois saírem por trás, junto com eles, nós saímos pela frente e ajudamos quem já está combatendo. –Sírius, que olhava pela janela, fala pra Lily e Lupin que assentem e vão ajudar a organizar o pessoal.
-Eu vou na frente, farei um feitiço escudo ao abrir a porta e depois vocês me cobrem. –Rony fala e os outros concordam, posicionando-se lado a lado, logo atrás do ruivo, que abre a porta já com o feitiço protegendo-o de um feixe colorido.
A seguir, Tiago e Sírius começaram a atirar feitiços nos comensais, até que os três se separassem e começassem um duelo com os comensais, igualando o número de comensais e de bruxos que os combatiam.
Anne, Sally, Lílian e Lupin chegaram até a Dedos de Mel, onde se separaram. Anne e Sally guiaram os alunos pra dentro da loja, abatendo de surpresa um comensal que estava na loja e depois ordenando que todos procurassem à passagem que os levaria a Hogwarts.
Lílian e Lupin, que haviam escutado gritos assustados, foram pela direção contrária até chegarem a uma loja, onde dois comensais estavam torturando um garoto e outros três, que não deviam ter mais que 14 anos, estavam abaixados tremendo de medo, um deles havia até molhado as calças.
- Expelliarmos -Lupin e Lílian bradaram juntos e um dos comensais conseguiu, no último momento, conjurar um feitiço escudo que bloqueou o feitiço de desarme, apesar de fazer os comensais caírem com sua potência.
-Você está bem? –Lílian pergunta ao garoto que estava sendo torturado, ao que ele responde com um aceno com a cabeça, visivelmente em estado de choque.
-Lily! –Lupin a chama quando vê os comensais se erguerem com a varinha em punho e a expressão de que não estavam gostando da interrupção.
-Eu distraio eles, você tenta fugir com as crianças. –ela sussurra pra que só Lupin ouvisse.
-Seus moleques intrometidos, serão os últimos a morrer apenas pra que vejam o resultado por nos deixarem de mal humor. –um dos comensais fala em um tom frio e cruel.
-Feche os olhos e se prepare! –Lily fala e depois usa um feitiço que causa uma grande explosão de luz, cegando os comensais, logo depois conjurando uma parede de fogo entre os comensais e eles.
Lupin não havia gostado da idéia, mas já era muito tarde para argumentar e simplesmente pegou o garoto que estava no chão e o pôs sobre os ombros, puxando os outros e mandando que o seguissem. Quando passou pela porta com os garotos, ouviu a porta bater e um clique indicar que a porta havia sido trancada.
-Um comensal! –um dos garotos fala e Lupin lança um feitiço numa pilastra que cai, atrasando o comensal.
-Vamos logo, todos pra Dedos de Mel! –Lupin fala em tom urgente, enquanto carregava o garoto já inconsciente.
Os quatro seguem correndo até a loja, desviando de feitiços e fugindo de dementadores que começavam a aparecer. Ao chegar à loja, Lupin dá o garoto que carregava pros outros três e explica onde estava a passagem.
Sírius se afastara dos outros e lutava intensamente contra um comensal, sentia suas forças se extinguirem, quando viu uma oportunidade perfeita. O comensal dirigia-se para a porta de uma loja e em cima da porta havia uma grande e pesada placa.
-Renda-se moleque! O duelo acabou pra você! –o comensal fala em meio a risos vitoriosos.
-Talvez você tenha razão, eu já não agüento mais! –fala falsamente ofegante. –Mas não desistirei! –fala fingindo um último esforço e lançando um feitiço não-verbal no comensal que não precisa nem se desviar.
-Isso é tudo o qu... –o comensal falava achando o erro de Sírius patético, mas sendo interrompido ao ser atingido pela grande e pesada placa, caindo e soltando a varinha.
-Agora vamos ver quem é o covarde por trás da máscara. –fala sorrindo e indo até o comensal, sem deixar de pisar na varinha, a quebrando. Quando puxou a máscara e viu o rosto do comensal, sentiu o coração falhar e uma grande dificuldade em falar.
-O que foi, por que não me mata de uma vez? –o homem fala com a voz falha, devia estar sentindo muita dor.
-E ser como você? Não, eu fugi de casa justamente pra não ser como você, pai . –Sírius cospe as últimas palavras e depois conjura algemas mágicas, prendendo o pai, sem tirar a placa de cima dele.
-Se você acha que eu vou ficar orgulhoso de você ou te elogiar, está muito enganado! Você ainda é um maldito traidor do próprio sangue! Eu lhe proíbo de me chamar de pai, porque você não é e nunca foi um Black! –grita enquanto vê Sírius caminhar para longe, ignorando os gritos que ouvia.
Diana sobrevoou o local onde Harry estava e pousou a frente dele, se abaixando pra que ele montasse. Harry parou os outros e depois de calcular a distancia até o centro, se voltou para passar instruções.
-Eu vou dar um jeito nos comensais, Snape e Angel, vocês tentam procurar alunos das outras escolas e Hermione, você cuida dos dementadores, tudo bem pra vocês? –Harry pergunta e logo vê o consentimento de todos.
-Então é melhor que eu vá com você, assim atinjo os dementadores mais rápido e fácil. –Hermione fala ao ver uma nuvem negra se aproximar perigosamente.
-Tudo bem, mas vamos logo! –fala indo na direção de Diana e montando, seguido por Hermione.
Assim que a testrálio levantou vôo, Snape segurou a mão de Angélique e correu com ela pro cabeça de Javali, depois passariam na Madame Podfoot e então iriam pro centro da cidade, onde estava havendo o conflito maior. Enquanto isso, uma lontra e um cervo prateados começaram a abater dementadores.
Ao chegarem ao centro da cidade, Harry estava direcionando Diana para onde havia um número maior de duelos quando sentiu seu coração bater mais forte, sua cicatriz ardeu e sua respiração ficou falha. Olhou para baixo e algo o fez pensar que Voldemort poderia estar por ali, observando o ataque e talvez se divertindo um pouco.
-Fica com a Diana que eu tenho algo a resolver! –Harry fala já descendo com o testrálio.
-Como assim, onde vai? –Hermione pergunta preocupada, mas Harry não responde, saltando de Diana, que devia estar a cinco metros do chão.
Harry caiu de pé e imediatamente começou a correr na direção da loja, seu coração parecia doer a cada momento mais, apesar de isso não ser um sinal de que Voldemort estaria por perto. Encontrou a porta da loja trancada e ouviu barulhos lá dentro, então destrancou a porta rapidamente e entrou em silêncio, seguindo até onde os sons vinham.
Quando chegou ao depósito, viu Lílian caída e desarmada, entre ela e ele haviam dois comensais que ainda não o haviam visto. Ela tinha um corte no braço e a face direita estava inchada e bem vermelha, como se houvesse levado um forte tapa. Viu que um deles ia atingi-la com um feitiço e rapidamente fez um feitiço para derrubar o comensal e já se preparou para se defender do outro, que ao contrário do que pensou, não atacou.
-Ora, ora, se não é Harry Potter defendendo uma sangue ruim! –o comensal fala de modo arrastado e com uma risadinha irônica que lhe lembrou muito Lucius Malfoy.
-Sangue ruim? –Harry fala dando uns passos à frente e se pondo perto do comensal que derrubara, mas já estava levantando, o que o surpreendeu, pois o feitiço que usara era bem forte. –Lílian Evans? Se eu soubesse que era ela não havia me dado o trabalho. –Harry fala decepcionado e balançando a cabeça negativamente.
-Espere! –o comensal que imaginava ser Lucius, fala para o outro esperar, pois ele já apontava a varinha para Harry. –Potter, nos mostre o quanto você odeia sangue-ruins. –fala parecendo estar interessado em testar Harry.
-O mestre não quer recrutar garotos, ele foi bem claro... –o comensal começa a protestar, mas “Lucius” o interrompe.
-Ele pode ser muito interessante, ouvi falar maravilhas dele e o que li sobre o torneio também me deixou muito intrigado. –fala realmente interessado e observando Harry atentamente, deixando que Harry visse os olhos de um azul bem vivo, diferentes dos de Lucius Malfoy.
-Se quer me testar e oferecer meu apoio a Voldemort, faço uma demonstração com o maior prazer! –Harry fala se mostrando honrado, apesar de ver que nenhum dos dois gostou de ouvi-lo pronunciar o nome do Lord das Trevas, mas o comensal que inicialmente pensou ser Lucius, impediu novamente o outro de atacar.
-Mostre logo o que sabe fazer. –fala olhando para Lílian que parecia assustada e olhava para Harry com incerteza.
Harry respirou fundo, lançou um olhar que dizia claramente “Sinto Muito”, logo depois sorrindo de modo frio, antes de puxá-la até o meio do depósito, longe das caixas, mas ainda deixando-a deitada no chão.
-Considere isto uma demonstração de “boas-vindas” a família Potter. –fala de modo sarcástico apontando a varinha lentamente para ela antes de lhe lançar o feitiço, ciente de que era observado atentamente. - Crucio -Harry esforçou-se para lembrar de quando fizera aquilo com Belatriz e tentou passar a satisfação que sentiu naquele momento, tentando sorrir o mais fria e cruelmente possível, enquanto seu coração se comprimia ao ouvir os gritos de Lílian.
Hermione voava rapidamente com Diana, circundando a cidade e tentando afastar os dementadores, revezando-se entre o feitiço patrono e o feitiço mortal que Dumbledore os ensinara, apesar de ter verificado que este não matava os dementadores, apenas os deixava inconscientes por algum tempo.
Do alto ela conseguia ver bem as lutas e identificar alunos perdidos ou perseguidos, sendo a maioria das escolas visitantes. Ela não podia descer para ajudá-los, mas lançava feitiços que os permitia fugir e escapava sem problemas dos feitiços lançados pelos comensais, pois alguns não conseguiam vê-la e os que conseguiam, sempre erravam o alvo devido à agilidade da testrálio.
Snape e Angélique corriam velozmente até o bar que provavelmente os casais haviam escolhido para irem naquele dia frio e estrategicamente próximo do baile de inverno. Chegando lá ouviram gritos assustados e dementadores em volta do bar, conseguiram ver três comensais de pé e vários adolescentes encostados a parede.
-O que faremos? –ela pergunta aflita, mas não parecendo assustada ou com medo.
-Pela frente não dá para entrar, se formos por trás os comensais podem nos ver e há muitos alunos entre eles e a saída dos fundos. –Snape fala pensativo, tentando enxergar as opções que tinham.
-Então vamos por cima! –Angélique fala com um sorriso que indicava um plano.
Os dois seguiram pros fundos, verificando que não havia dementadores lá, então Snape fez um feitiço de levitação nela, que a deixou no telhado do bar, depois ela fez o mesmo, trazendo-o até onde ela estava. Seguiram cautelosamente até onde os comensais deviam estar, então a francesa fez um gesto para que Snape se afastasse um pouco, logo depois desenhando um retângulo com a varinha, deixando um rastro amarelo. Com mais uns gestos, fez aquele retângulo flutuar e deixar uma passagem aberta, a qual ninguém notou devido à escuridão que o céu nublado e os dementadores provocavam.
-Eu vou conjurar uma rede bem forte sobre eles e você lança feitiços atordoantes ao mesmo tempo, depois nós descemos. –ela sussurra e ele assente.
Angélique faz uma contagem até três com os dedos e então os dois lançam os feitiços, que prendem e deixam os comensais sem ação, e imediatamente ela se lança pelo buraco, sendo seguida por Snape.
-Saiam pelos fundos! –ela ordena e lança um feitiço bloqueando a porta para que os dementadores não entrassem, mas era um feitiço de sustentação, que a obrigava a apontar a varinha firmemente para a porta.
Um comensal veio da direção da cozinha e lançou um feitiço sobre ela, que Snape defendeu rapidamente e logo depois alguns dos que estavam no bar atingiram o comensal com feitiços, fazendo o comensal voar inconsciente contra a parede e uma série de anomalias aparecer nele devido a mistura de feitiços.
-Vá com eles, eu agüento as coisas por aqui! –Snape fala e assume o lugar de Angélique, que corre com os alunos, sabendo onde era a passagem secreta que os levariam a Hogwarts.
Alguns minutos depois, ele desfaz o feitiço nos comensais e na porta, parecendo um pouco cansado, apesar de estar mais aborrecido.
-Qual é a de vocês? Porque não nos avisaram desse maldito ataque? –Snape fala irritado para os comensais.
-Porque o mestre não quis e acho que você não vai querer contestar as ações dele, não é Severo? –um dos comensais fala se levantando e recompondo.
-Aliás que idéia foi essa de nos pegar e atrapalhar os planos do mestre? –outro comensal fala aborrecido.
-Eu não podia estragar meu disfarce e além do mais, eu não sabia se poderia confiar em vocês. –fala tentando disfarçar a preocupação com Angélique.
-O que está insinuando com isso? Está pensando em mudar de lado? –outro comensal fala segurando a varinha mais fortemente.
-Não, inclusive estou aqui para avisa-los que Dumbledore já deve estar chegando, então é melhor vocês irem embora, porque os aurores devem vir com ele! –Snape fala em tom sério, antes de se encaminhar pra porta, deixando os comensais falarem entre si.
-Severo. –um comensal o chama e ele pára e se vira para o comensal. –Vamos fazer um relato detalhado ao mestre e espero que você também o faça e mande imediatamente. –fala em tom autoritário e Snape apenas assente antes de continuar seu caminho.
Harry agora estava agachado ao lado de Lílian que estava ofegante e com o rosto lavado por lágrimas, os dois comensais pareciam se divertir com a cena e esperavam ansiosos o próximo passo de Harry.
-Agora eu vou fazer uma bela queimadura nela, indicando bem o que essa sangue-ruim é. –Harry fala em tom frio e grave, numa imitação muito boa de Voldemort.
Depois de erguer a camisa dela, deixando a barriga lisa e reta exposta, Harry toca a varinha na pele dela e começa a fazer movimentos como escrita, que vai aparecendo de forma incandescente enquanto ela grita a plenos pulmões, já sem forças para se debater.
-Você tem estilo, garoto! O mestre gostará de saber disso. –o comensal que tinha o jeito de Lucius fala, parecendo realmente impressionado com o desempenho de Harry.
-“Eu sou um inseto nojento e não deveria caminhar sobre a terra”! Bela frase, garoto! –o outro comensal fala, também parecendo se divertir bastante.
-Agora, mate-a e acabe logo com isso. –o outro comensal ordena e Harry sente um frio na espinha, sua mente funcionava a mil tentando pensar em uma boa desculpa.
No entanto, não foi preciso, pois um barulho denunciou que o reforço chegava e um grupo de aurores estava invadindo a loja. Sem pensar muito, Harry apontou a varinha para si e um feixe vermelho o atingiu, os comensais trocaram um sorriso cúmplice e aparataram, segundos antes de quatro aurores entrarem e encontrarem os dois jovens desmaiados.
N/A: Desculpem algum erro, mas é que não tive tempo de re-ler ou betar o cap, por isso eu posso re-postar o cap depois de betado.
N/A²: Gostaram do cap? Como eu prometi houve muita ação nele!
N/A³: Comentem bastante, quero saber o que voces estão achando da fic!
Próxima fic a ser atualizada: Sitra Achra