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3. Equipe Formada


Fic: A Assassina II - Ascensão e queda de uma assassina


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CAPÍTULO III - EQUIPE FORMADA

- Posso saber o que foi tudo aquilo?

Ele estava preocupado... Mas tinha razões para isso. Amélia entendia perfeitamente o fato do pai dela estar zangado, abismado e extremamente confuso com as suas atitudes.

E ela não se importava; nunca quis que o pai, que sempre ficou tão distante durante o seu tempo de faculdade, entendesse o que ela tinha se tornado.

Ela apenas meneou os ombros e se fez de desentendida.

- Aquilo o que?

- O que? – ele quase gritou. – Você torturou e matou um homem com um sangue-frio que eu devo admitir jamais ter visto antes!

Riu.

- Espero que você saiba que isso pra mim é um elogio.

- Foi isso que eu te ensinei, Amélia?

- Não. Foi isso que a faculdade me ensinou. Se você me perguntasse o que acontecia todas as vezes que eu chegava toda arrebentada em casa, você saberia que é isso que eles ensinam por lá!

Ela viu, com certa satisfação, o rosto do pai corar de raiva. Ele se aproximou, tentando controlar a voz.

- É claro que eu não perguntava! Dói muito em um pai saber das orgias da filha!

Amélia deu uma risada sarcástica e triste. Foi até a bolsa dela. Pegou um maço de cigarros. Acendeu um.

- Não pense que vai fumar... isso na minha presença!

Rolou os olhos.

- Não pense que vai me impedir!

Ela levou o cigarro até a boca e deu uma longa tragada. Levantou a cabeça e expeliu a fumaça. Relaxada, respondeu ao pai.

- Você estava tão preocupado assim em não saber das minhas orgias que acabou perdendo a parte mais espetacular da minha faculdade.

- Que parte?

- Sabe por que sempre que você me via eu estava toda arrebentada? Uma dica: Eu não sou adepta ao sadomasoquismo.

Ele passou um tempo pensando. A descoberta o assustou.

- Merlin... Você era torturada na faculdade.

Deu de ombros, tragando mais uma vez.

- Muitas vezes. – ela respondeu secamente. – Sempre que tínhamos aulas práticas. Eu já fui torturada de todas as formas que você possa imaginar.

- Já... usaram cruciatus em você?

Ela gargalhou.

- Você realmente pensa que cruciatus é a pior maneira de se torturar? Pense novamente, pai! Eu comecei a sofrer o cruciatus no meu segundo semestre! Depois só ficou pior!

- Mas pra que isso? Pra que essa violência desmedida? É sem sentido!

Ela se irritou.

- Sem sentido? Pelo contrário! Faz, mas sentido do que você possa imaginar! Eu, por exemplo, posso ser torturada sem revelar informações importantes!

- Você é resistente à dor?

- Não. Nem creio que isso seja possível. Mas consigo me manter sã. E sei que a morte não é nada perto de uma causa.

Albert pareceu suspender a respiração por um momento. Sussurrou.

- Nunca mais diga isso!

- Por que não? Não é isso que a guerra é? Sacrifícios por uma causa maior? Porque a minha vida seria diferente?

- Porque você é minha filha!

Gargalhadas.

- Grande bosta! Qualquer um é igual numa guerra. E todos podem e devem morrer. Além do mais, a morte é apenas uma questão de tempo, não é verdade?

- Filha...

- Já vi que o senhor não concorda! – Apanhou a bolsa e se encaminhou para a porta – Nesse caso, estou no meu caminho!

- Espere! Aonde você vai?

- Encontrar um apartamento – já com a porta aberta.

- Você realmente vai levar isso a serio?

- Vou – saiu. – Acostume-se – Gritou.

O pai dela saiu, quase correndo, até alcançá-la e pará-la.

- E Brian?

Brian, o namorado... Maldito Brian! Amélia suspirou audivelmente. Era a última coisa que ela queria pensar agora.

- Que tem Brian?

- Vocês estão noivos, não? Você tem que ficar ao lado dele!

- Sinceramente? Se ele quiser largar tudo que ele tem para ficar comigo, ótimo. Se não, problema dele. E eu nunca disse que aceitava casar com ele. Ele espalhou esse boato para a família porque quis! Eu não estou usando nenhum anel – Amélia levantou a mão, abanado o dedo onde deveria estar o anel de noivado, para o pai. – Como você pode ver! Agora tchau, pai.

Ela foi até ele e deu um beijo na bochecha, rindo enquanto ele se esquivava com a fumaça do cigarro.

XxXxXxX

Quase não conseguia encontrar um lugar que correspondesse às suas expectativas... Até que entrou num mínimo apartamento bem no centro da Londres trouxa.

O lugar em si não era grandes coisas. Era bem pequeno (um cubículo, se comparado às mansões que ela estava acostumada) e tinha uma decoração anormalmente impessoal. Mas era funcional, e era isso que ela queria.

Comprou.

XxXxXxX

A semana que se seguiu ela dedicou a mobiliar o seu apartamento;

As duas semanas que se passaram a essa, ela se limitou a conhecer os estrategistas que trabalhariam com ela, saber como eles agiam. Descobriu que o seu trabalho se resumiria em dar um sermão nos aurores, que eram seus subordinados, planejar as missões e acompanha-los nela, para se certificar que nada daria muito errado.

Somente depois de conhecer bem a forma de trabalho foi que ela decidiu separar a sua equipe e dar o primeiro sermão.

Isso aconteceu numa terça-feira.

XxXxXxX

Pessoas andavam nas ruas alegres naquele dia... As lojas da Londres trouxa fervilhavam com cidadãos enlouquecidos pelo ânimo capitalista das compras antecipadas de natal. O manto branco que cobria o chão servia de playground para as crianças, que atiravam bolas umas nas outras... Além de ser encantador cenário para casais apaixonados.

Era impossível ficar alheio a tal paisagem...

A não ser que você tivesse que dar um sermão em aurores e se apresentar como a novata que dará ordens neles.

Ela chegou ao Ministério ainda incerta do que falar. O que achariam dela? Seguiriam as suas ordens? Ela se importava?

Entrou na sala. Todos a olharam com ansiedade. Ela começou a falar. Sua voz era severa, dura, seca e talvez até um pouco ríspida.

- Eu sou Amélia Lair, a nova estrategista, como já devem estar sabendo.

Um auror levantou a mão. Ela levantou a sobrancelha para ele, dando permissão para que falasse.

- Como devemos te chamar senhora?

Pergunta estranha... Amélia deu de ombros.

- Eu não me importo, contanto que não me chamem de docinho!... Sei lá... Senhora, mesmo. Ou Lair – ela se sentou sobre a mesa. – Nos Estados Unidos, nós éramos chamados não pelo nome, mas pela nossa função. Por razões óbvias, me chamavam simplesmente de Assassina. Se quiserem, podem me chamar assim, também. Já estou acostumada, afinal.

O mesmo auror voltou a falar.

- Eu pensei que a senhora fosse estrategista.

- Eu sou, também. Porém a divisão de tarefas era feita pelo que a pessoa mais gostava. Como eu sempre fui apaixonada por matar, fiquei como a Assassina. Alguma outra pergunta?

Todos calados, talvez ainda absorvendo a informação de que ela era cruel, mesmo.

- Foi o que eu imaginei. Bom, vamos começar. Por que vocês estão aqui?

Houve vários murmúrios, a maioria que dizia algo sobre lutar pelos trouxas... Com a voz alta, ela interrompeu o falatório.

- Seus motivos, pelo que pude ouvir, são demasiados patéticos. – o silêncio voltou a reinar. Os aurores, ultrajados. – Altruísmo não ajuda nada numa guerra. Por que? Porque o egoísmo está na natureza humana. Qualquer motivo é melhor do que o 'eu estou aqui porque não agüento ver os pobres trouxas morrendo'. Vingança. Vaidade. Riqueza. Luxúria. Prazer. Esses os verdadeiros motivos que levam jovens, como vocês, à guerra.

“Então vocês devem estar pensando 'E você? O que leva Amélia Lair, uma patricinha que tem tudo, à guerra?'. Eu tenho que responder vaidade e prazer. Eu passei três anos aprendendo a me defender... E o que é melhor do que uma guerra para provar que eu sou uma grande matadora? O prazer da caçada... A sensação de se ter o poder sobre a vida e a morte. Tudo isso me motiva. Viram? – sorriso sarcástico. – Nada haver com criancinhas trouxas sendo mortas. Isso, meus amigos, me torna um bom soldado.

“Mas o que é um bom soldado? Um bom soldado é uma pessoa imparcial, que vê a guerra como um jogo... Um jogo de xadrez. Todos nós somos peões. Peões são sacrificados. – a seriedade tomou conta do seu rosto. De repente, a voz dela endureceu. – Eu não hesitarei em mandar um de vocês para o corredor da morte se for preciso. Assim como não hesitarei em encontrar a morte para o sucesso de uma missão. Quem não estiver disposto a morrer, pode deixar a sala. Não quero covardes na minha equipe.”

Duas pessoas saíram da sala. Sem se abalar, Amélia continuou.

- Essas pessoas me enojam. Bom, além de morrer, vocês devem todos estar, dispostos a matar. Lentamente, se for preciso. Eu já sujei as minhas mãos com sangue de outras pessoas. Não é tão difícil. Matar, com o tempo, se torna um ato mecânico. Torturar pode até dar prazer. É necessário.

Um auror levantou a mão. Ela reconheceu imediatamente como Frank Longbotton, da Grifinória, três anos mais velho que ela.

Quase sorriu ao reconhecer o rosto que outrora fora amigo.

- Longbotton.

- Amél... digo, Lair, se nós fizermos isso não estaremos nos igualando aos comensais?

- Exato. E qual o problema disso?

- Bom, eles estão errado!

- Isso, meu querido, depende do ponto de vista. Se eu acreditasse que bruxos de puro sangue são superiores ao resto do mundo, ou se me fosse oferecido muito poder, eu certamente estaria matando criancinhas trouxas agora! Eles lutam pelo que acreditam e por isso eles pensam estar certos. Para eles, nós estamos errados.

- Então não há certo e errado na guerra.

- Isso. Na guerra, há apenas destruição e morte. Acostumem-se. Essa guerra só não foi ganha porque nós não matamos! Nós temos tudo! Os melhores soldados, a melhor infra-estrutura, a maioria está do nosso lado! Não ganhamos essa luta porque não entramos na guerra de fato! Que absurdo é esse de mandar os prisioneiros para uma prisão onde eles podem usar a telepatia para se comunicar com o mentor deles? Por que não usamos os dementadores? Se os alimentar-mos bem, eles ficarão do nosso lado! – suspirou exasperada. – Quem não quiser matar saia dessa sala.

Três aurores saíram, inclusive a garota que namorava Longbotton nos tempos de Hogwarts, Amélia tinha esquecido o seu nome. Na sala, restou apenas uma equipe de quatorze aurores.

- Bem vindos a minha equipe. Devo logo avisar que só jogo para ganhar. É melhor que vocês sejam realmente bons. Alguma dúvida?

No fundo da sala, um auror levantou o braço.

- Seu nome?

Ele sorriu encantadoramente.

- Mia? Sou eu, Frederick Schwartz, o seu ex-namorado, lembra?

Não, ela não lembrava... Até ele falar, é claro. O capitão da Grifinória, nos seus tempos de Hogwarts... O seu segundo namorado... O que deu o seu primeiro fora.

- Schwartz. O que você quer perguntar?

- Você mataria os seus amigos?

- Como?

- Seus amigos. Sabe, os Sonserinos.

- Sim, se eles fossem Comensais.

- Eles são.

XxXxXxX


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