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14. O Retorno de Harry Potter


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sentia sua cabeça latejar, seus olhos ardiam e seus músculos estavam doloridos. Abriu os olhos e sorriu ao perceber que era noite e, portanto a luz no lugar era fraca. Levou a mão ao criado-mudo procurando os óculos, queria ver de quem era a cabeça em suas pernas, mas não achou nada, tentou do outro lado e seus óculos também não estavam.

-Harry? –ouviu uma voz sonolenta, perguntar vacilante. Estava diferente, mas parecia a voz de Hermione.

-Hermione? –perguntou confuso, tentava focar, mas estava tudo embaçado.

-Sim, sou eu. Como você está, meu anjo. –definitivamente a voz dela estava estranha e desde quando ela o chamava de anjo?

-Onde estão meus óculos? E que novidade é essa de me chamar de anjo? –pergunta bem humorado, tentando se levantar e se espreguiçar.

-Você terá que mandar fazer outro, mas enquanto isso eu vou fazer um feitiço, só preciso que fique quieto. –ele não gostou muito da idéia, mas obedeceu.

-Aí! Meus olhos tão queimando. –fala esfregando os olhos enquanto sente mãos, mais forte que se lembrava, as puxarem pra baixo.

-Já vai passar, é um pouco incômodo, mas você vai se acostumar, calma. –sabia que ela estava tentando acalmá-lo, mas era porque não eram os olhos dela que ardiam.

-Você tinha razão, está melhor um pouco, mas quero meus óculos! –fala tentando focar, identificou o lugar como a enfermaria de Hogwarts, passou a mãos nos olhos outra vez e pôde ver mais nitidamente.

No entanto o que viu o chocou, suas mãos estavam diferentes, olhou pra si e levantou a camisa que usava, se deparando com um abdômen que certamente não era seu e muito menos de alguém que tivesse ficado em coma ou algo parecido. Olhou pra Hermione a fim de encontrar uma resposta e se assustou com o que viu, ela não era mais uma garota, já era uma mulher.

-Você está mais velha... Quantos anos eu fiquei “fora”? –pergunta ainda atordoado com a novidade, analisando a nova Hermione a sua frente.

-Quase cinco anos, assim que estes fossem completos, o Ministério ia te declarar oficialmente morto. –como assim morto, aquela informação era completamente incoerente, afinal a casos no mundo trouxa de homens que saíram do coma depois de vinte anos.

-Como assim? Explica-me isso direito. –pede se recostando na cama e ficando de frente pra ela.

-Houve uma grande explosão quando você estava lutando com Voldemort, encontraram o corpo dele em pedaços, mas não havia sinal de você. Imediatamente começaram buscas, tanto no mundo bruxo como trouxa, não havia sinal de você, seja vivo, ferido ou morto.
Tentamos levar nossas vidas, e no dia do seu aniversário, esse ano, eu estava num pub com Gina, Tonks, Lupin e Draco, me senti mal e então ia aparatar nos fundos pro meu apartamento. Quando cheguei ao beco e peguei minha varinha na bolsa, alguém me empurrou e me beijou, na hora reconheci o beijo, e correspondi. Depois eu virei o rosto dele pra luz do poste e vi que além de não usar óculos, ele também não tinha a cicatriz na testa –Harry leva a mão a testa, mas senti a cicatriz no mesmo lugar, ficando ainda mais confuso –mas o rosto, a voz, o jeito de beijar e falar eram os seus, eu não poderia me enganar.
Dias se passaram e ao mesmo tempo em que ele dava pistas de ser você, também dava indícios de que não era, foi tudo muito confuso, eu estava preparando uma poção pra saber se era ou não você, deveria levar um mês pra ficar pronta, mas acabou levando mais tempo, só tive a confirmação há duas semanas. Tentamos falar do passado, ver se você se lembraria de algo, também te levei a sede da Ordem, você se sentiu mal, então achei que só te trazendo a Hogwarts suas lembranças voltariam. –Hermione falava e sua cabeça doía com tanta informação. Ele então vivera outra vida por mais de quatro anos e não se lembrava de nada, como era possível.

-Por que eu não me lembro de nada?

-Não sei, achei que fosse se lembrar. –viu que ela parecia estar incerta sobre algo, então se lembrou do que ela falara: “Tentamos levar nossas vidas...”.

-Você está casada, noiva ou só namora? –pergunta se controlando pra não deixar transparecer o temor que sentia. Não poderia imaginar sua vida sem Hermione.

-Eu jamais deixaria outras mãos me tocarem ou outros lábios me beijarem. –ela tocava sua mão e sorria docemente ao falar, sentiu seu coração acelerar loucamente. Puxou-a rapidamente pra si e a beijou com todo amor que sentia, tinha certeza de que ela o amava, mas saber que o esperara quando todos acharam que havia morrido, o fez sentir algo inexplicável.

-Me desculpe por demorar tanto, prometo que nunca mais vou ficar longe de você. –fala sentindo-se aliviado e feliz como no dia em que soube que seu amor era correspondido por ela.

-Acho bom mesmo! –ela havia virado uma mulher, mas aquele sorriso continuava o mesmo, ela não mudará tanto assim.

-Mas me diz, o que eu fiz nesses quatro anos? Você disse que eu tive uma outra vida, que não tinha idéia de quem era. –pergunta um pouco temeroso, afinal poderia ter alguém, talvez até uma família, apesar de não ver aliança em suas mãos.

-Eu não sei ao certo, você não me disse muita coisa e também não se lembrava de boa parte da sua vida. O que sei, é que se chamava Richard Raziel, tinha lembranças de um pai maravilhoso e do qual era muito ligado, mas parece que quando morreu o choque foi tão grande que te fez ficar inconsciente e não lembrar de muita coisa da sua vida. Ou seja, você ficou pelo menos três anos em coma ou em estado parecido, quando acordou tiveram quase dois anos pra te darem memórias falsas.

-E você não tem idéia de quem tenha feito isso? –pergunta estranhando aquilo tudo.

-Não, você me disse que morava sozinho e não tinha família. Na verdade eu o achava muito misterioso, depois da noite que passamos juntos, sumiu por três dias, então quando me procurou de novo é que me deu um cartão enfeitiçado, só eu podia ler o número do celular, ninguém podia vê-lo enquanto eu discava e eu também não podia escrevê-lo ou falá-lo. Nunca me levou onde morava e às vezes viajava, dizia que era a trabalho apesar de eu estranhar, já que você era escritor. De qualquer forma, desde que tive certeza de que vocês eram a mesma pessoa, que o convidei pra morar comigo.

-Morar com você? Noite que passamos juntos? Achei que você havia me esperado, que nunca tinha ficado com nenhum outro! –como ela tinha coragem, primeiro fala que o esperou e agora ela tivera um caso com outro, chegou até a morar com ele.

-E não fiquei! Harry você e o Richard eram a mesma pessoa...

-Era a ele que você chamava de meu anjo , não é? –pergunta sentindo seu sangue ferver, agora entendia o novo “apelido”.

-Era, mas isso não importa...

-Como assim não importa? Você foi amante de outro cara por meses! O que você esperava? Que eu ficasse feliz e que na cama entendesse quando você me chamasse de Richard ou algum outro apelidinho? –fala furioso, sentia-se traído.

-Harry, eu sabia que era você, por mais que não tivesse certeza, eu sentia...

-Sai daqui! Eu quero ficar sozinho, preciso pensar. –fala tentando não ser rude, não agüentava nem olhar pra ela. Não conseguia imaginar sua Mione com outro.

Hermione apenas saiu em silêncio, ele podia ouvir que ela chorava, mas isso não o importava, afinal, ela o traíra. Acabara de descobrir que perdera mais de quatro anos de sua vida, mas a única coisa em que pensava, era que outro cara havia tomado seu lugar.

McGonagall, Snape, Lupin, Gina e Rony estavam no escritório da diretora, quando Hermione entra com os olhos vermelhos e o rosto úmido, como se houvesse chorado.

-Hermione, o que houve? –Gina pergunta assustada ao notar o estado da amiga.

-Harry me expulsou de lá. –fala ainda em estado de choque, sentando-se numa cadeira vazia.

-Expulsou? Por quê? –McGonagall pergunta sem entender, assim como os outros.

-Porque ele é louco! –fala também sem conseguir entender, mas vendo a reação dos outros resolve explicar. –Quando ele acordou não se lembrava de nada que aconteceu desde a luta com Voldemort, eu comecei a contar tudo pra ele, então quando falei sobre como descobrimos que o Richard era ele e o que fizemos pra fazê-lo se lembrar, ele simplesmente explodiu, teve um acesso inexplicável de ciúme! –fala ainda incrédula, não entendia como ele num instante prometia ficar sempre ao lado dela e logo depois a expulsava da enfermaria.

-Mione! Eu não acredito que você falou do seu caso com o Richard! –Rony fala pasmo, balançando a cabeça reprovadoramente.

-O que vocês homens têm na cabeça? Ele era o Richard, eu não tive um caso com outro, eu tive um relacionamento com ele ! –Hermione fala na defensiva.

-Hermione, não importa se ele era ou não o Harry, o que importa é que você não tinha certeza de que ele era o Harry, ou seja, se o Richard não fosse o Harry, seria como se você o tivesse traído. –Lupin fala calmamente, tentando explicar a visão do Harry.

-Ah, não vem com essa Remus! Todo mundo achava que o Harry estava morto, Hermione tinha todo o direito de refazer a vida dela com quantos homens quisesse. –Gina fala em defesa da amiga, que na hora cora furiosamente.

-Também não é assim, Gina. Eu só me envolvi com o Richard porque tinha certeza de que ele era o Harry, por mais que surgissem algumas dúvidas na minha mente, meu coração sempre teve certeza! –Hermione fala seriamente.

-Isso pouco importa agora. –Snape fala achando a discussão fútil e desinteressante –O que o Potter disse sobre o Lord Marcus? –pergunta com ar sério.

-Nada, não tive tempo de falar sobre isso. –fala um pouco sem jeito.

-Tudo bem, Hermione. Agora acredito que os demais queiram vê-lo, sugiro que vão Rony e Remus agora e depois iremos eu e Gina, todos concordam? –McGonagall sugere e todos assentem.

-Eu vou estar no meu apartamento, e pedirei pra Wink trazer uma muda de roupa pra ele. –Hermione fala e aparata sob os olhares receosos de todos.

Já havia chegado em casa a três horas, chorou bastante e depois de tomar um banho, Hermione se encontrava sentada na cama, lendo um livro com esperança do sono chegar.

Ouviu alguém bater na porta e imaginou que Gina deveria querer conversar com ela sobre o que havia acontecido, talvez lhe falar sobre Harry, mas não queria discutir isso naquele momento.

-Eu não quero conversar, Gina. –Hermione fala sem tirar os olhos do livro.

-Sou, eu, Hermione. –ela ouve a voz de Harry e quase salta da cama, não esperava a presença dele.

-Entra, pode entrar. –fala se levantando e guardando o livro na estante que havia no quarto.

-Oi, eu queria falar com você. –Harry fala entrando no quarto e ao ver Hermione, tenta continuar falando, apesar de não conseguir tirar os olhos do corpo da morena, que vestia uma camisola de seda que terminava um pouco acima do joelho, deixando as formas de seu corpo bem evidentes.

-Então senta, fica à-vontade. –fala apontando um lugar a frente dela na cama.

-Eu primeiro queria te pedir desculpas, eu fui grosso e precipitado, não deixei você falar. Então, você... er... o que você sentia por ele? –pergunta se sentindo desconfortável.

-Eu te amo, Harry, e era o Harry que havia nele que eu amava. Você falou sobre apelidos na cama, eu sempre chamava por você, era seu nome que eu falava, porque é e sempre foi, você, o homem da minha vida. –fala segurando a mão dele, olhando-o nos olhos, mesmo corando um pouco ao falar sobre sua relação com Richard.

Ele sorri um pouco e a abraça demoradamente, descansando sua cabeça na curva entre o pescoço e o ombro. Ela faz um carinho nos cabelos rebeldes dele, mostrando que entendia a situação complicada em que ele se encontrava.

-Me desculpe, mas é difícil de imaginar outro te tocando, te amando...

-Mas era você, suas mãos, seu corpo, seu amor. Sei que como não se lembra é difícil de você entender, por isso, vamos esquecer o que houve e pensar apenas no nosso futuro, se é que você ainda quer ter um comigo. –fala hesitante, não saberia viver sem ele consigo.

-É claro que eu quero, seria impossível imaginar uma vida, uma família sem você. Aliás, agora que disse isso, o que houve com nosso bebê? Você estava grávida, não estava? –pergunta se lembrando da gravidez que planejaram antes da batalha final.

-Me desculpe, Harry, a culpa foi minha... –ela que já estava com a voz embargada, começa a chorar –quando me disseram que você havia morrido, eu não consegui segurá-lo... eu perdi o nosso bebê. –fala escondendo o rosto nas mãos, sob o olhar atônito dele.

-A culpa não foi sua, seja lá quem te falou isso, não teve o mínimo cuidado! Sinto muito não estar lá pra te consolar, pra cuidar de você. –fala a abraçando novamente, mas agora lhe passando segurança –Olha, foi um momento difícil, mas nós podemos ter outros, aliás, eu prometo que te encho de filhos! –fala sorrindo, fazendo-a olhar em seus olhos.

-Não tente se aproveitar! Eu disse que não vou ser uma sra. Weasley! –fala rindo com ele e depois o beijando levemente –Mas eu quero muito ter uma família com você, não sabe como pensei nisso todos esses anos, se você não houvesse sido ferido ou se eu estivesse lá pra cuidar de você, estaríamos casados, com nosso filhinho.

-Não chora, não pensa mais nisso. –fala enxugando as lágrimas que queriam recomeçar a cair. –temos muito tempo pra isso, aliás, sabe onde foi parar minha aliança? –pergunta notando que ela ainda usava a dela.

-Não, mas isso é o de menos, podemos comprar outra.

-E vamos fazer isso amanhã e logo depois marcaremos a data pro nosso casamento. Gina me contou o que houve com seus pais e eu sinto muito não estar aqui pra você, mas iremos começar uma nova vida, uma nova família, deixar as coisas tristes pra trás, num lugar bem escondido. O que acha? –pergunta apreensivo, sentia-se como no dia que havia a pedido em casamento.

-Acho que é tudo o que eu estava precisando. –sorri pra ele, encostando sua testa na dele.

-Uau! –deixa escapar num sussurro, ao sem querer ver os seios de Hermione, que pela posição em que estavam, lhe eram visíveis.

-Sem vergonha! Não mudou nada mesmo! –fala dando tapinhas nele que ri e logo depois pula sobre ela, a abraçando e beijando.

Acordou com o Sol batendo em seus olhos, estava cansado, mas ao notar que estava só na cama, abriu os olhos. Sentiu-os arder intensamente, sem dúvidas a primeira coisa que faria, seria comprar novos óculos. Sentou-se na cama e olhou em volta, o quarto estava arrumado, bem típico de Hermione, ouviu o barulho do chuveiro e sorriu. Levantou-se e caminhou até o banheiro, onde entrou silenciosamente, encostando-se na parede de braços cruzados, para observá-la tomar banho.

-Linda! Você está maravilhosa, meu amor. –Harry fala depois de quase cinco minutos a olhando.

-Obrigada, mas se veio aqui pra ficar parado, pode dar meia volta e sair. –fala sorrindo maliciosamente.

-Assim você não me dá opção. –fala abrindo os braços em tom conformado e indo até ela.

-E você preferia ficar ali olhando? –pergunta erguendo uma sobrancelha.

Ele não responde apenas sorri marotamente, antes de puxá-la pra si, a beijando com paixão e urgência.

Chegando à sala de jantar, encontraram a mesa posta com o café da manhã. Sentaram-se e Wink logo apareceu, trazendo omeletes pra ambos.

-Obrigada, Wink. Sabe se Gina dormiu em casa? –Hermione pergunta a elfa doméstica.

-Não, a srta. Gina não voltou pra casa ontem e não deixou recado com Wink. –responde sorrindo pros dois jovens presentes.

-Ok, pode ir arrumar meu quarto então.

-Wink vai arrumar o quarto, sr. Harry e srta. Hermione vão ficar pro almoço? –pergunta fazendo uma reverência um pouco exagerada.

-Não, devemos sair e talvez não voltemos pro jantar também.

-Certo, Wink vai arrumar o quarto então. –a elfa fala com ar triste, aparatando a seguir.

-Acho que ela não gostou muito da resposta. –Harry fala se servindo de suco.

-Ela é muito prestativa e nos ajuda muito, mas quase não paramos em casa, é difícil ter um dia em que ela faça almoço e jantar. –Hermione comenta entre um gole e outro de café.

-Eu ainda não acredito que você e a Gina moram e trabalham juntas, quer dizer, vocês devem brigar muito, não? –pergunta rindo ao imaginar tanta convivência.

-Apesar de sermos parceiras não nos vemos tanto durante o expediente, mas claro que no começo tivemos alguns atritos, ela é um tanto bagunceira, mas hoje vivemos muito bem, apesar de às vezes termos uma discussão ou outra.

-Opa, chegamos na hora certa! –Gina fala ao entrar na sala de jantar com Draco.

-Hum? Malfoy? –Harry pergunta estranhando a presença do loiro, por mais que ele tivesse ajudado na guerra, não era um amigo deles.

-Oi, Potter. Pelo visto não foi só a memória que você recuperou. –fala apontando a cicatriz na testa dele.

-Vocês dois não vão começar a discutir, não é? –Hermione pergunta olhando-os duramente.

-Pelo visto a Hermione não te contou, mas eu e o Draco estamos namorando. –Gina fala se servindo de suco, enquanto Harry se engasga com o dele. Draco se segura pra não rir.

-Como assim? –pergunta olhando de Hermione pra Gina.

Durante o resto do café da manhã, eles discutem o namoro de uma Weasley com um Malfoy, além de falar sobre as novidades do mundo bruxo, as boas, não queriam deixar o clima pesado logo pela manhã.

Depois do café da manhã, Gina e Draco seguiram pro ministério e Hermione, que havia recebido uma folga, levou Harry ao centro de Londres, onde foram antes de tudo, comprar um óculos novo pra Harry, desta vez um modelo mais novo e discreto, depois compraram uma aliança de noivado, antes de irem ao Ministério, onde depois de uma bateria de exames e papelada, Harry conseguiu regularizar sua situação pra marcarem a data do casamento.

Foram almoçar em um restaurante perto do ministério, onde Hermione costumava almoçar, depois aproveitaram pra passear e fazer algumas compras tanto no mundo trouxa quanto no Beco Diagonal. Ao chegarem em casa, havia várias cartas, ao que parece havia saído uma edição especial do Profeta Diário, informando do retorno de Harry Potter e de seu casamento com Hermione Granger, fazendo uma edição dedicada a relembrar toda a vida do eterno “Menino-que-Sobreviveu”.

Wink entregou-lhes uma carta dos Weasley, intimando-os a comparecerem a um jantar especial com toda a família. Resolveram então descansar um pouco, já prevendo que a reunião não terminaria tão cedo. Acordaram por volta das seis, tomaram um banho, juntos, e começaram a se arrumar. Enquanto esperavam as garotas se arrumarem, Harry e Draco começaram a conversar e tentar criar uma “amizade”, coisa um pouco difícil, já que ambos sustentavam a velha rivalidade.

Ao chegarem à Toca, Harry bate na porta e logo depois, como se já os esperasse, Molly a atende rapidamente, prendendo Harry num abraço esmagador.

-Oh, querido, não sabe como estou feliz em te ter de volta! Chorei tanto quando os resultados das buscas indicaram o pior. –fala chorando e abraçando Harry com mais força, como se tivesse medo de que ele fosse fugir.

-Nós sabemos disso mãe, todos sofremos quando achamos que havíamos perdido o Harry. Agora solta ele antes que o esmague! –Gina fala se segurando pra não rir, afastando a mãe de Harry, que já estava bem corado.

Depois Molly abraçou e cumprimentou a todos que foram entrando e cumprimentando todos os outros. As esposas e filhos de Fred e Jorge foram apresentadas a Harry, que não sabia que os gêmeos haviam se casado.

-Harry, olha só o meu garotão! –Rony fala todo bobo, ao chegar à sala com um bebezinho nos braços.

-Ei! Então esse é o meu xará! –fala ao pegar um pouco desajeitado o bebê –Como vai pequeno Harry? –ao ouvir isso, o garoto abre os olhos e sorri –Loirinho de olhos azuis, como a mãe!

-Uma sorte não acha? –Hermione pergunta a Harry, fazendo todos rirem da expressão ofendida de Rony.

-Muito engraçadinha, acho que vou desisti de te convidar pra madrinha. –Rony fala cruzando os braços e de cara fechada.

-Madrinha? –fala olhando de Rony pra Luna.

-Pensamos em convidar você e o Harry pra padrinhos, o que acham? –Luna pergunta sorridente, pegando o filho dos braços de Harry.

-O que achamos? É maravilhoso! Quer dizer, além de dar meu nome pra ele, ainda vou ser padrinho! –Harry fala abraçando Rony fortemente, os olhos cheios de lágrimas.

-Ei, que isso cara, é só pra compensar esses quatro anos em que acreditamos que tinha morrido. –Rony fala meio sem jeito, dando tapinhas no ombro do amigo.

-Que nada, fique sabendo que logo, logo, eu e Hermione vamos providenciar um afilhado pra você também! –Harry fala dando um último abraço no amigo, e deixando Hermione corada.

-Que novidade é essa, Hermione? –Fleur pergunta expressando a dúvida de todos.

-Novidade nenhuma, por enquanto são só planos. –fala lançando um olhar reprovador a Harry.

-Mas desse Potter aí a madrinha serei eu! –Gina afirma lançando um falso olhar ameaçador a Hermione que ri.

-Pode deixar, Gina. Vai ser o seu prêmio por cuidar da Mione por mim. –Harry fala abraçando Hermione por trás carinhosamente.

-Cuidar? Cara, se dependesse da nossa irmãzinha... –Fred começa entre risos.

-Hermione tinha saído com meio ministério! –Jorge completa se segurando pra não rir e desviando de almofadas lançadas por Gina.

-Crianças, por favor, não vão dar maus exemplos aos meus netos! –Arthur fala em tom divertido.

-Bom, vão todos pro jardim jantar, que eu já estou indo com a comida. –Molly fala animada com a presença de todos, adorava ter a casa cheia, principalmente quando não faltava ninguém.

Durante o jantar a conversa girou em torno da vida profissional dos Weasley, de Hermione e Draco, saindo do clima somente quando Harry comentou de Percy, mas logo o assunto sendo recuperado por uma gracinha dos filhos de Fred e Jorge, que como os pais adoravam aprontar.

As meninas estavam reunidas num lado do jardim, conversavam animadas encostadas na varanda.

-Pelo visto você e o Harry fizeram as pazes, mas foi ele quem pediu desculpas ou você que foi atrás? –Luna pergunta a Hermione, que estava a seu lado.

-Ele foi até meu apartamento conversar. Eu já estava pronta pra dormir, estava lendo tentando chamar o sono, quando Harry bateu a porta, disse pra entrar e então ele me pediu desculpas, disse que queria conversar. Claro que perguntou o que eu sentia pelo Richard e coisas do tipo, talvez por não se lembrar de nada, ele não consiga entender que são a mesma pessoa. –Hermione fala pensativa.

-Mas depois disso ficou tudo bem, não é? –Fleur pergunta a Hermione, estava à frente de Luna.

-Sim, ele até começou a falar de casamento e filhos! –fala rindo da situação em que se encontrava.

-Então a reconciliação foi boa? –Gina pergunta maliciosamente, estava à esquerda de Hermione.

-Não começa, Gina! –Hermione responde corando.

-Pelo menos diz, tem muita diferença entre os dois? –Kelly, esposa de Fred, pergunta maliciosamente. Estava à frente de Gina.

-Qual é o melhor? –Aline, esposa de Jorge, completa no mesmo tom. Estava à frente de Hermione.

-Eles são iguais, não tem diferença. –responde brevemente.

-Impossível, quer dizer, o Rick era mais doce, sensível, romântico, o Harry tem aquele temperamento explosivo, você sabe. –Gina fala como se analisasse ambos.

-É, mas ambos dentro de quatro paredes, por mais que às vezes sejam carinhosos e românticos, geralmente são uns sem vergonhas! –comenta de modo divertido, fazendo as outras garotas rir.

-Quem diria, o Harry tímido daquele jeito, hein! –Luna fala ainda entre risos.

-Se é assim, em breve teremos um Potterzinho correndo nesse jardim! –Fleur comenta entre risos.

-Então que seja uma menininha Potter, quem sabe ela e o pequeno Harry não unam as duas famílias! –Gina fala em tom cúmplice, e as cunhadas parecem aprovar a idéia.

-Espero que o Harry não ouça isso, do jeito que ele é ciumento, proíbe a coitada de vir a Toca! –Hermione fala rindo da cena, enquanto as outras fazem sinal de que seria segredo.

Os rapazes estavam reunidos na parte da frente do jardim, onde conversavam animados.

-Ah cara, você deu muita sorte, a Hermione está uma super-gata! –Gui comenta e os demais assentem.

-É mesmo cara, o que tinha de homem a fim dela. –Fred fala fazendo sinal com as mãos.

-Eu até tentaria se não soubesse que ela num ia nem ligar. –Jorge comenta parecendo um pouco frustrado, mas mudando a expressão sob o olhar duro de Harry.

-É mesmo Harry, a Mione nunca olhou pra nenhum outro cara, você deu muita sorte. Até porque, bom, ela foi a única que sempre disse que você ainda estava vivo. –Rony fala um pouco constrangido.

-Eu no lugar de vocês acharia a mesma coisa, mas a Mione é diferente, nós temos uma ligação muito especial, com certeza ela podia me sentir, ouvir meus chamados, assim como eu sei que ouvia os dela, já que bem ou mal fui eu quem a encontrou. –Harry fala um pouco desconfortável, ainda não conseguia pensar nele como sendo o “tal Richard”.

-Mas era estranho Harry, quando você veio aqui com ela, mal olhou na minha cara, pareceu até que não gostou de mim. –Rony comenta franzindo o cenho.

-E vocês lembram que ele não quis jogar quadribol, disse até que não gostava do esporte. –Draco lembrou.

-É mesmo cara! Você num quis nem saber do jogo. –Fred lembra do almoço na Toca, no qual Richard fora.

-Se bem que parecia estar fazendo algo bem mais interessante. –Jorge fala maliciosamente e os outros riem em tom cúmplice, lembrando que Richard ficara isolado com Hermione.

-Como assim? Que história é essa? –Harry pergunta enciumado.

-Nada não cara, foram só uns beijinhos, é que vocês dois ficaram um pouco afastados dos outros que estavam assistindo, só isso. –Gui corrige rápido.

-É Harry, relaxa, até porque agora é melhor que você fique bem com a Mione, você sabe tudo que andou acontecendo com ela. –Rony o lembra e Harry concorda com um aceno.

-O Rony tem razão, Hermione pirou com a morte dos pais dela. –Draco fala e olha em volta pra ver se alguém os ouvia, pedindo pra que Harry, que estava a sua frente, se aproximasse –Ela se jogou não só no trabalho no Ministério, como também na Ordem. É como se ela quisesse apanhar todos os comensais do mundo, ela está obcecada em achar qualquer pista do tal Marcus. –Draco fala um pouco preocupado.

-Aliás, você sabe que ela é a nova líder da Ordem da Fênix? –Jorge pergunta e Harry acena que não.

-Ela foi eleita pra te substituir quando o Marcus começou a ficar muito perigoso. –Fred o informa e Harry parece ficar preocupado.

-Sabe Harry, eu acho que você devia reassumir seu lugar, a Hermione está muito focada no Marcus. Ela realmente encarou o desafio dele, sem falar no brilho de vingança que aparece nos olhos dela quando fala dele. –Gui o aconselha e Harry faz que sim.

-Eu vou conversar com ela amanhã, e então depois convocamos uma reunião pra ver como ajeitamos isso. Mas não se preocupem que eu não vou deixar ela se meter em riscos desnecessários. –Harry fala os tranqüilizando e depois respira fundo antes de completar –Eu vou acabar de uma vez por todas com essa raça, não vai sobrar um, com o sangue do maldito! –fala firmemente, cerrando os punhos e vendo o sinal de apoio de todos.

-Bom, eu vou ficar de férias do time por mais quinze dias, se quiser aproveitar pra treinar como antigamente, pode contar comigo. –Rony fala em apoio e Harry sorri.

-É mesmo, você deve estar enferrujado. –Fred fala em tom divertido.

-Mais pode contar com todos nós pra tirar essas ferrugens! –Gui fala por todos que confirmam.

-Quem diria que um dia eu ia surrar Harry Potter! –Jorge fala se achando.

-Isso é o que vocês acham, eu ainda me lembro muito bem de como duelar! –Harry fala como se aceitasse o desafio.

-Então vamos marcar as dez da manhã no ministério, podemos usar a sala de treinamento dos aurores. –Draco propõem e todos parecem aceitar.

N/A: Oi, cap leve só pra posicionar o Harry na história, no próximo cap, começa a guerra!

N/A²: Vocês andam comentando e votando tão pouco! Gente vocês não tem idéia do trabalho que dá pra escrever uma fic, ontem mesmo eu fiquei a tarde toda estudando mitologia nórdica só por causa de vocês! Então comentem ou votem, não custa mais que uns minutos.

N/A³: Próxima fic a ser atualizada: Sitra Achra -continuação de DAS

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