FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

0. O Selo de Mérlin


Fic: Herdeiros das Trevas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Era uma noite fria de outono, a lua cheia iluminava perigosamente o bosque, uivos eram ouvidos ao longe, fazendo os animais noturnos se calarem e parecerem fugir de medo. Naquele cenário sombrio, um homem de quase 1,90m, cabelos castanhos claros e na altura dos ombros, vestido com uma camisa branca de algodão desarrumada e manchada de sangue, na barriga um artefato de prata atravessava-lhe o corpo.
O homem caminhava com dificuldade pela mata, até tropeçar numa raiz e rolar o pequeno declive até a margem de um rio gelado, onde viu uma linda ruiva se banhando antes de cair na escuridão.

Ela sentia-se enjoada, além de sentir uma dor mais forte que o normal nos ferimentos na altura da costela, onde se via claramente a marca de garras, que deviam pertencer a um animal muito grande. Banhava-se nua no rio, tentando limpar o ferimento na água fria, talvez como um jeito de anestesiar a dor, quando ouviu um barulho.
Virou-se rapidamente e viu um homem caído, com algum objeto lhe ferindo. Correu até lá, vendo que o homem sangrava muito e estava inconsciente, a casa onde estava refugiada não era longe, então se decidiu por vestir-se e leva-lo até lá, pra tentar cuidar de seus ferimentos.

Acordou sentindo-se tonto, percebeu estar numa cama em uma cabana simples, seu dorso estava nu e havia bandagens em sua cintura, ao olhar pela janela, notou que era noite, mas algo lhe dizia que já não era a mesma noite da batalha. Levantar-se-ia quando viu uma bela jovem de vestes nobres entrar na cabana, com uma garrafa de vinho nas mãos, lembrou se dela como a mulher que se banhava no lago, que como supusera era linda, suas feições delicadas e angelicais, combinavam exoticamente com seus cabelos ruivos e olhos castanhos.

-Oh, vejo que acordastes senhor! Como estás? –pergunta atenciosamente, sentando-se perto dele.

-Bem, senhorita, posso saber vosso nome? –pergunta ainda admirado com a beleza da jovem.

-Chame-me apenas por Isabel. –fala com certo pesar na voz. –Trouxe isto pro senhor, precisa se alimentar pra poder se recuperar.

-Obrigado senhorita, apesar de que não creio que vinho vá me ajudar. Sou Cassius, Conde da Escócia. –fala ainda sentindo-se confuso, mas rejeitando gentilmente a garrafa de vinho.

-Não é vinho, senhor. Sei que sois um vampiro, isto é sangue de porco do mato. –fala novamente oferecendo a garrafa ao homem que desta vez a aceita, bebendo um longo gole do sangue.

-Cuidas de mim, mesmo sabendo que sou um vampiro? –pergunta surpreso, não poderia imaginar o porquê de uma mulher cuidar de um ser das trevas.

-Sois um ser vivo e jamais deixaria de auxiliar quem precisa. –fala com um sorriso gentil, o que o faz se sentir mais aquecido.

-Trate-me por tu, meu belo anjo! –fala encantado com sua benfeitora.

-Como o senhor desejar, mas não me chame de anjo, pois seria um terrível pecado. –ela fala cabisbaixa, fazendo-o perceber tristeza em sua voz.

-Pecado? Sou um vampiro, não respeito a teu Deus. Mas, em todo caso, teu tom triste, explica o fato de uma dama nobre estar sozinha em um casebre como este? –pergunta certo de que a jovem deveria ser uma nobre, não só pelas vestes, mas também pela pele, cabelo e dentes bem cuidados.

-Há três dias minha diligência foi atacada e meus guardas foram mortos, consegui escapar pelo ato heróico de dois dos meus cavaleiros, mas acabei ferida, portanto, não devo mais retornar a minha casa. –fala tristemente, levantando um pouco seu colete, pra que ele pudesse ver o ferimento.

-Então virarás uma Lycan? –pergunta com misto de pesar e ódio na voz, pois os Lycans, lobisomens, eram seus inimigos naturais e talvez, por seus sentidos estarem confusos devido a sua fraqueza, não havia sentido o cheiro de Lycan nela.

-Sim, creio que seja isto. –fala baixando a cabeça e depois o olhando com os olhos úmidos. –Irás me matar quando ficar são? –pergunta passando a ele insegurança, mas também a impressão de que ela não tinha medo de morrer, porque talvez consideraria a morte uma libertação.

-Não, tenho uma dívida de vida contigo, não a mataria. –fala sendo sincero, apesar de odiar lobisomens, tinha seu código de honra, além de ser inegável que o ato dela o havia encantado.

-Então bebas mais, precisa descansar, pois o ferimento foi muito grave e por pouco não te mata. –ela fala com um sorriso encantador, que o convenceria a beber mesmo que não estivesse com vontade.

************************************************************************************

Isabel estava olhando a noite pela janela, a leve brisa fazia seus cabelos voarem levemente, deixando Cassius ver o ar triste, evidente em sua face.

-Porque estás tão triste? –pergunta se aproximando e ficando de pé ao lado dela.

-Tenho exatamente uma semana antes de me transformar pela primeira vez em besta. –fala baixo, como se não conseguisse falar sobre sua maldição.

-Não te preocupes, eu ajudar-te-ei a passar por esse momento tão doloroso, meu anjo. –fala docemente, buscando uma das mãos dela e segurando fortemente, como se quisesse lhe dar forças naquele momento.

-E como me ajudará, sendo um vampiro? Mal consegue se levantar, aliás, o que faz de pé? –pergunta só agora se dando conta de que ele não devia estar de pé daquela forma.

-Desculpe-me por enganá-la, mas estou bem já faz alguns dias, só não disse, porque gosto de teus cuidados e de tua companhia. –fala com ar culpado, mas demonstrando não estar arrependido.

-Fico feliz por isso, tinha medo de que assim que ficasses são, fosses embora. –fala com um discreto sorriso, mas mantendo os olhos baixos e enrubescendo levemente.

-E como poderia viver sem ver teu sorriso ou ouvir tua voz tão doce e suave? –fala segurando a outra mão dela junto as suas.

-Cassius, por favor. –fala se soltando e com os olhos baixos, dando alguns passos pro lado oposto.

-Não fujas, se temias que eu fosse, é porque sente algo por mim! –ele fala indo até ela e a fazendo olhá-lo. –Não digas que não está ao menos apaixonada! –roga olhando-a nos olhos.

-Não é justo que leias minha mente! –fala tentando desviar dos olhos verdes como esmeralda, mas sentindo-se hipnotizada.

-Não preciso ler tua mente, quando teu corpo mostra que me quer. –ele fala em um tom sedutor, que a faz estremecer e perder o fôlego. –Seja minha senhora, que prometo que jamais estará sozinha novamente. –pede a ela quase acabando com a distância entre os dois, mas sem desviar o olhar.

-Não irias me suportar mais depois de minha primeira transformação. –fala tentando manter seu lado racional funcionando, o que estava exigindo um esforço quase sobre-humano pela proximidade.

-Será muito difícil ver-te e sentir-te como Lycan, mas ainda mais doloroso seria nunca mais poder te ver, ou ainda ver-te nos braços de outros, quando eu poderia tê-la nos meus. –sussurra a abraçando mais forte contra si com um dos braços e levando a mão livre ao rosto dela, fazendo-lhe uma suave carícia.

-Então estás interessado apenas em meu corpo? –pergunta sentindo-se um pouco ofendida, mas ainda sem forças pra sair daquele abraço ou ao menos desviar o olhar.

-Não, claro que não! Quero-te como minha companheira, apenas seu corpo não me satisfaria, porque eu não somente a desejo, como também te amo. –ele fala tentando passar tudo o que sentia, o que a faz deixar escapar uma lágrima.

Ao ver a emoção de Isabel, Cassius apenas sorri, acabando com a pouca distância que existia entre seus lábios. No início era apenas um toque suave, mas depois ele beijou-lhe puxando o lábio inferior dela, que retribui, começando a troca de beijos calmos, enquanto ele dirigia suas mãos pra cintura dela, que tirava as suas do peito dele pra envolver seu pescoço, deixando que ele se aproximasse mais. Este foi o sinal que ela já estava se acostumando com o beijo, fazendo-o aproveitar a oportunidade pra tocar os lábios dela com sua língua, ao que ela os entreabriu permitindo que ele adentrasse em sua boca.
Apesar de sentir se confusa com todos aqueles toques, seu corpo parecia se entender bem com o dele, era como se estivesse flutuando, seus sentidos totalmente focados em Cassius, que agora parecia querer estimulá-la a aprofundar aquele beijo, se é que aquilo ainda se encaixava na definição de beijo, pois nunca havia nem ouvido falar de algo parecido.

-Eu também te amo, Cassius! –ela responde depois que se separam momentaneamente, porque depois de ouvi-la, ele sorri abertamente e depois volta a beijá-la, só que de forma mais intensa, fazendo-a caminhar pra trás, na direção da cama.

***********************************************************************************

Em um castelo medieval, grande e luxuoso, Cassius andava apressado por corredores escuros e bem decorados, até chegar a uma porta dupla de madeira de lei, a qual abre rapidamente, adentrando em um quarto espaçoso e muito confortável, iluminado por diversos archotes e pela lareira, que ficava de frente pra cama de dosséis, onde Isabel lia.

-Me falaram que não estavas se sentindo bem, está acontecendo algo, meu anjo? –pergunta a mulher que se levanta sorridente, deixando o livro de lado.

-Não, eu só me senti um pouco enjoada... –ela começa a falar calmamente mais é interrompida por Cassius.

-Enjoada de novo! Essa cozinheira deve ser horrível, vou contratar uma nova criadagem... –ele falava nervosamente, visivelmente preocupado, quando ela o interrompe com um suave beijo.

-A culpa não é da cozinheira ou dos criados, na verdade acredito que seja tua. –ele faz cara de que não entendeu nada, ao que ela sorri se aproximando um pouco mais dele. –Eu não sei se é possível, mas creio estar grávida. –fala olhando-o em expectativa ao que ele apenas a olha embasbacado.

-Grávida! –ele fala a abraçando e beijando, fazendo os dois caírem deitados na cama. –É claro que é possível! Eu mesmo nasci vampiro! –fala enchendo-a de beijos, fazendo-a rir da reação dele.

-Mas já ouviste falar de uma lycan grávida de um vampiro? –pergunta ainda insegura, não queria ter falsas esperanças.

-Eu nunca ouvi falar de uma relação como a nossa, mas eu posso ser pai e se tu podes ser mãe, porque a natureza não encontraria um jeito? –ele fala sem conseguir conter o sorriso.

-É nisto que ando pensando ultimamente, meu único medo é que não nasça saudável. –fala preocupada.

-Não pense nisto, tenho certeza de que nascerá saudável e forte como o pai, além de herdar a beleza da mãe! –fala charmosamente, fazendo-a sorrir. –Está me fazendo o ser mais feliz do mundo, meu amor. –ele fala a olhando nos olhos e logo depois a beijando e iniciando uma sessão de carinhos, como comemoração pela boa notícia.

**************************************************************************************

Cassius andava de um lado pra outro no corredor, nas paredes e no teto, do lado de fora de seu quarto, onde Isabel estava dando a luz a seu filho, mas havia complicações e isto o preocupava ainda mais. O parto que começara a tarde, já adentrara pela noite o que estava lhe dando ainda mais certeza do pior, o cheiro do sangue de sua amada, assim como seus gritos eram muito claros, mesmo com a grossa porta fechada.
Estava imerso em seus pensamentos, quando a porta se abriu e ele escutou um choro de bebê, que o fez “cair” do teto e ficar de frente a ama que havia feito o parto.

-Sinto muito, senhor, mas minha senhora não pôde resistir. –ela dá a má notícia e se retira, respeitando o momento de seu mestre.

Abalado pela notícia correu até Isabel, mais pálida que nunca, com os olhos fechados e o rosto lavado em suor, apesar de ter a expressão tranqüila, provavelmente ciente do “dever” cumprido. Vendo-a sem vida, após tão pouco tempo vivendo junto a ela, não conseguiu impedir as lágrimas de sangue, que rolaram rapidamente por sua face, não lembrava de já ter sentido dor igual em toda sua extensa vida.

-Porque me deixaste? Porque não me deste mais tempo? –falava tristemente, quando a outra ama ali presente se aproximou.

-Ela poderia ter sobrevivido a um, mas eram dois garotos. –ao ouvi-la seu coração pareceu parar, havia tido dois filhos, dois meninos.

-Eles estão bem? –foi a primeira coisa em que pensou, já que este era o maior medo de Isabel.

-Sim, são meninos muito saudáveis, mas não consegui identificar se são vampiros ou lobisomens. –ela fala o guiando até onde os meninos estavam deitados, já bem limpinhos e aquecidos por uma manta.

-Meus filhos... –fala sentindo uma sensação nova e indescritível –esse tem os meus olhos e aquele os de Isabel, mas parece a única diferença entre eles. –fala surpreso e logo depois começando a cheirar ambos, que começavam a chorar. –Realmente não dá pra saber o que são, talvez apenas com o tempo...

-Ah, vejo que a Lycan já morreu, menos um pra matar! –Zafiel fala desdenhosamente e empunhando uma espada de prata, ao adentrar o quarto.

-Não irá matar meus filhos! –Cassius muda sua expressão e assume sua forma vampírica.

-Não sejas tolo, Cassius. –Zafiel fala como se aquela afirmação fosse patética e faz um aceno brusco com uma das mãos, fazendo Cassius voar com força até a parede atrás de si.

“Isabel deu a vida pra que nascessem, agora darei a minha pra dar uma vida a eles!” -pensa recuperando a força antes de correr, aparecendo como um raio entre a espada de prata e o berço onde os filhos estavam. –Leve-os a Mérlin! –ordena a ama, antes de usar suas últimas forças pra segurar a espada dentro de si e lançar chamas tão potentes, que derreteram o metal da espada antes de atingir Zafiel.

A ama que imediatamente pegara os bebês, saiu por uma passagem secreta que havia atrás de uma estante, depois se transformou em um lobisomem e destruiu parte do túnel antes de seguir velozmente pra fora da propriedade, em direção ao castelo de Mérlin.

**************************************************************************************

Eis que as sombras já se espalhavam pelo enorme vale e, em cima de uma colina, protegido por imponentes muralhas, se encontrava recortado pelas sombras um imponente castelo no estilo gótico, uma enorme aura maligna era emanada pelas muralhas de pedra negra e o forte cheiro de sangue fazia aquela legião que estava escondida no bosque que circulava o castelo se excitar querendo batalha.

O Bosque do Vale estava silencioso, nenhum ser ousava fazer algum ruído, pois os que lá estavam eram conhecidos como os Imortais das Trevas, mais popularmente entre os humanos como vampiros. Havia centenas, alguns com armaduras negras e outros com longas túnicas de diversas cores.

-Príncipe Adrian. - Falou um dos vampiros para um dos que estava montado num cavalo. -O nosso informante disse que já podemos ir. - O príncipe apenas olhou para ele e sinalizando com a mão, fez todos os vampiros correrem para os portões da muralha, que estavam sendo abertos.

-Meu caro Duque Zafiel, quero que de um jeito no traidor. - Falou o Príncipe a um outro vampiro que estava num enorme cavalo castanho, seu porte era altivo e suas vestes nobres, em suas costas havia uma enorme capa negra.

-Assim será feito. - Falou Zafiel e então ambos galoparam para o castelo. O trote dos cavalos era silencioso como se nem existissem.

**************************************************************************************

O sinal de alerta tocou dentro das muralhas, vários criados, vassalos e guardas em segundos estavam prontos para defender os seus senhores até a morte ou além dela. Os portões da muralha estavam abertos e então uma legião de Vampiros entrou por ela, alguns correndo outros simplesmente pulando ou escalando as beiradas dos portões como meros vermes. Eram centenas.

-Mestre Zafiel. - Chamou um humano escondido nas sombras perto do portão, ele carregava uma capa pesada e marrom que impedia que outros vampiros o atacassem já que fora um presente do próprio Duque das trevas Zafiel. -Cumpri minha palavra, agora cumpra a sua. Zafiel e o Príncipe olharam para o mortal e depois olharam para a batalha sangrenta que se estendia para além dos portões.

-Você queria ser um de nós. - Falou Zafiel sua voz era suave, mas letal. -Um imortal. - Foi rápido, um único feixe prateado e o corpo do humano caiu. Sua cabeça fora arremessada para o meio da batalha. –No entanto, não és digno nem de dirigir a palavra a nós.

-Vá cumprir sua missão. -Ordenou Príncipe Adrian e logo Zafiel sumiu nas trevas deixando seu cavalo de lado. Mas depois que ele sumiu o príncipe sentiu sua pele fria se arrepiar e um cheiro nojento chegar as suas narinas, cheiro de “cães sarnentos” como ele definira.

A maioria dos criados eram Lycans e Vampiros. A batalha estava acirrada, vários criados se transformavam em suas formas bestiais. Logo vários Lycans estavam em sua forma bestial e a batalha foi mais sangrenta, o chão estava sendo tingido de vermelho e os poucos humanos ali foram logo abatidos, mas então tudo se silenciou, todos sentiram algo estranho e logo depois um uivo horrendo foi ouvido seguido de outros.

**************************************************************************************

Na parte traseira do Castelo, escondidos por uma densa vegetação do bosque, estavam centenas de homens e mulheres de vestes rasgadas e sujas, a maioria tinha longos cabelos e o cheiro de sangue exalava deles, suas energias eram bestiais. Qualquer ser que pensou em atacá-los desistiu ao sentir aquele cheiro.

-Alpha, nosso espião disse que podemos entrar. - Falou um outro ser. Ele era alto, seus cabelos longos e ruivos, olhos estranhamente amarelados e caninos ligeiramente maiores. Suas unhas pareciam garras e seu corpo era bem definido, ele ofegava como um cachorro e a risadinha que ele soltou pareceu muito com um rosnado.

-Vamos. - Falou Alpha, em segundos o barulho de algo rasgando era ouvido.

Quem olhasse para as centenas de homens e mulheres veria o motivo. A pele deles estavam rasgando e suas pernas e braços cresciam. As pernas ficavam arqueadas para frente seus rostos se alongavam e alargavam dando lugar a focinhos e enormes cabeças de lobos. Cada ser ali tinha no mínimo três metros de altura, alguns estavam de quatro como animais, os olhos amarelos ou azuis, roxos, negros, etc, tinham um brilho selvagem. Os únicos que ainda pareciam humanos eram Alpha e um outro homem que estava a sua direita. Este era alto, cabelos longos e castanhos claros, seu rosto era inexpressivo, mas para quem o conhecesse saberia que ele era fiel e até um pouco justo demais.

Centenas de lobisomens saíram correndo da parte densa do bosque rumo a um dos paredões. Quando eles estavam a menos de trinta metros uma enorme passagem foi aberta na muralha do castelo e eles entraram por ela, logo a maioria saiu em corredores do castelo, separados em grupos de empregados que estavam preparados para lutar com vampiros que invadiram os portões. Não esperavam por um ataque pela retaguarda, logo a maioria tombou perante as enormes garras e dentes dos invasores, o sangue tingia alguns corredores, pedaços de homens e mulheres eram encontrados em abundância. Alguns dos enormes Lobisomens não se contentavam em matar, pois eles devoravam algumas vítimas. Alguns servos vampíricos que guardavam o castelo tentaram lutar bravamente, mas o ataque fora repentino. Então todos os Lycans sentiram um forte cheiro vindo da entrada do castelo e correram para lá guiados pelos seus instintos mais lúcidos, com suas mentes sabendo que era um inimigo forte que estava lá, um vampiro, não um qualquer, provavelmente um mestre.

As grandes portas da entrada do castelo foram destruídas pelos Lycans e então eles pararam e olharam o que estava acontecendo. Alguns voltaram à forma humana e apreciaram a cena. Aparentemente os Vampiros resolveram eliminar um dos seus, era possível ver e sentir claramente quais eram os servos do castelo e quais eram os invasores. Muitos corpos destroçados, sangue e cheiro de podridão eram vistos e sentidos por todos os lados, mas algo estava errado, todos estavam quietos.

-Ora, que bela surpresa. - Falou a voz de Alpha, saindo de dentro do castelo. Logo os lobisomens abriram caminho e por esse corredor veio andando Alpha, altivo como um rei, seus olhos dourados demonstravam uma cruel satisfação. -Viemos eliminar um verme e encontramos outro de presente.

-Então o famoso Alpha apareceu. - Falou Adrian desmontando de seu cavalo e agora todos os seus servos ficaram em estado de alerta redobrado. Os vassalos do castelo tremeram, pois agora estavam entre a fornalha e o matadouro. Alpha começou a mudar, sua pele rasgou e um grunido animalesco veio dele. Olhos dourados brilharam e então um enorme lobisomem negro de mais de três metros e meio apareceu no lugar do homem, e em segundos o Lycan deu o primeiro passo, ou melhor, o primeiro pulo, já que ele simplesmente saltara por cima dos demais, pousando a pouco mais de cinqüenta centímetros do Príncipe Vampiro.

A Luta recomeçou. Logo os vassalos do castelo foram mortos e uma luta entre Lycans e Vampiros foi travada, mais cruel que antes e mais sanguinária. As garras dos Lobisomens conseguiam arrancar membros e rasgar a pele dos vampiros, logo o cheiro de sangue de Lycans e de Vampiros se misturaram, pois já tingiam o chão. Os Vampiros usavam armas de prata com cuidado, pois ainda podiam se ferir nelas, mas com extrema destreza e força, vários lobisomens tinham suas cabeças ou braços cortados. A batalha era sangrenta e cruel, ambos queriam matar seus inimigos e ninguém descansaria até que o último inimigo caísse por terra.

A luta mais visada era de Alpha contra Adrian. Se as outras lutas eram brutais, a dos dois já não tinha mais escalas para definir. Fortes socos, mordidas, cortes de espadas e garras eram desferidos. Ondas de choque eram sentidas com cada golpe que provavelmente mataria um touro, mas nenhum recuava, para falar a verdade eles mal saíram do lugar, apenas golpeavam diretamente um ao outro sem se importar muito em se defender, a não ser que sentissem um golpe que seria fatal, vez ou outra, grandes pedras ou pedaços da muralha eram arremessados na direção dos combatentes, outras apenas caiam.

**************************************************************************************

Mérlin estava em seu laboratório, cercado de poções e livros, quando a ama chegou trazendo os dois bebês e contando ao mago a tragédia que acabara de ocorrer. O mago pediu um momento e pegou um livro, pondo os bebês em um altar, iluminados fortemente pelo luar.

-O que farás, senhor? –pergunta aflita, olhando as crianças que choravam sem parar.

-Irei fazer uma magia muito complexa usando o sacrifício dos pais deles e o sangue do pai, que manchou-lhes a pele e as mantas. Agora os traga aos jardins dos fundos. –Mérlin fala e aparata no jardim, nos fundos de seu castelo.

Havia um grande círculo de ouro com uma estrela de seis pontas de prata circunscrita, no gramado bem em frente a ele, que com um aceno de varinha, fez aparecer um baú ao qual abriu também com magia, revelando alguns orbes de cristal.
Primeiro pegou um orbe cujo interior era preenchido por chamas e pôs em uma das pontas laterais, depois pegou um orbe que era preenchido por água, que magicamente ondulava e pôs na ponta seguinte, a seguir pegou um orbe cujo interior era aparentemente vazio, mas que apresentava uma corrente de ar, sentida por quem o segurava, pulando uma ponta e pondo na aposta ao do orbe da água, então seguiu pra próxima, oposta ao do fogo e pôs um orbe com terra. Voltando ao local onde começara, fez um gesto com a varinha, fazendo os dois orbes restantes, das pontas principais e opostas, se erguerem e se posicionarem em cima dos locais de encaixe, um era negro com um símbolo branco de luz que lembrava o Yin e o outro orbe era transparente com o símbolo negro do Yang, e com mais um movimento de varinha, fez os orbes se encaixarem ao mesmo tempo. Assim que se encaixaram uma luz azulada percorreu a estrela e formou um pequeno altar no centro desta.

-Eu os trouxe, senhor. – a ama fala assim que chega ao jardim trazendo os dois bebês.

-Agora eu preciso que se afaste e não me interrompa. –Mérlin fala seriamente pegando os gêmeos e fazendo o símbolo do infinito na testa dos dois com o sangue de Cassius, depois os levitou até o altar, no centro da estrela.

Ainda compenetrado, Mérlin começou a leitura de seu livro de ritos, entoando um cântico que parecia feito em língua élfica. Uma luz dourada envolveu os bebês e a marca do infinito parecia estar incandescente, a luz do luar se intensificou fazendo parecer que estavam em noite de lua cheia.
Mérlin interrompeu o rito e as páginas viraram magicamente até parar em outra, onde ele começou a ler algo que parecia uma prece, mas a língua agora era o latim, murmurado velozmente. A luz dourada tornou-se vermelha, o símbolo do infinito começou a se mover como uma serpente até se esticar e ser absorvido pela pele, raios e ventos fortes anunciavam uma grande tempestade, os olhos verdes brilharam intensamente ficando ainda mais parecidos com uma jóia, ao passo que os castanhos ficaram negros e opacos, tão escuros que pareciam engolir toda luz que ali tentava entrar.

- Selae Bestia -com este último encantamento, tudo ficou escuro e foi feito silêncio por toda a parte, não se ouvia o vento ou qualquer pássaro, Mérlin não conseguia nem ouvir a própria respiração. Então um raio se partiu em dois e caiu sobre os orbes da Luz e das Trevas, fazendo uma luz branca surgir como uma explosão que depois de cegar momentaneamente o mago, restaurou o ambiente, que estava iluminado como o normal e com os sons típicos da noite.

-Acabou? Está tudo bem? –a ama pergunta aflita, olhando as crianças no centro do círculo mágico.

-Acabei de fazer dois encantamentos que salvarão as vidas deles. –Mérlin fala se sentando em uma bela cadeira que acabara de conjurar. –Primeiro, criei um laço mágico entre as gerações que permitirão que um dos descendentes de cada gêmeos seja escolhido pra receber o selo, assim como um dos descendentes do herdeiro e assim por diante, até que as almas gêmeas se encontrem e voltem a conviver, assim quando voltarem a se ligar, quebrarão o selo que criei para isolar suas maldições. Este selo permitirá que ambos vivam normalmente e não sejam encontrados por vampiros ou lobisomens. –explica por alto o que fez, parecendo deixar a ama mais calma.

-Mas se já existe o Selo, porque separá-los? –pergunta olhando-os piedosamente, enquanto o mago os fazia levitar até os braços dela.

-Porque o selo se romperia quando o ligação fosse refeita, por isso ambos precisam estar distantes um do outro. Mas não se preocupe, porque conheço duas famílias que os receberão e criarão como se fossem seus próprios filhos. –Mérlin fala com um sorriso indecifrável, mas que ao mesmo tempo lhe passava confiança.

N/A:Oi! Fic novinha pra vooês, ela entrará no lugar de O sucessor, que já está pra acabar!

N/A²: A fic não é UA e leva em conta o livro 6!

N/A³: Façam suas apostas e digam quem serão os herdeiros dos gêmeos!

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mione Jean Potter em 05/06/2015

Apesar de ser quase claro que Harry e Mione possam ser os descendentes dos gêmeos; foi quase inevitável comparar os dois com a personalidade dos pais dos gêmeos. Merlin me lembrou Dumbledore kkk
Queria saber mais sobre Adrian e Zafiel. Pode ter algum descendente dele também? 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.