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12. XII • Dúvida


Fic: A Honrosa Face do Desejo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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A raiva de Draco foi um alívio para ela. Poupou-lhe a humi-lhação de suplicar por seus beijos. Com os olhos fechados, no entanto, não teve condição de ver o quanto sua rejeição o ferira.
— Onde está o homem que me substituiu em seu coração?
Hermione rezou por uma saída e foi atendida. Matthew a procurou naquele exato momento para perguntar quando ela iria ver seus desenhos.
Naquela noite, a sra. Albright o banhou e colocou na cama, para que Hermione pudesse receber as visitas juntamente com o marido. Ainda dolorida devido a cirurgia e a perna machucada, Hermione demorou para se banhar e se vestir. Quando Draco veio buscá-la, estava sem fôlego.
Ele parou diante da porta, fascinado por sua imagem em um vestido de seda azul-claro, que realçava os cabelos castanhos e a pele clara.
Draco vestia um terno escuro e uma camisa branca, que também realçava suas feições. Era tão bom poder olhar para ele. Fora horrível viver tantos anos sem o impacto de sua companhia.
As visitas logo começaram a chegar. As primeiras foram Blaise e Joyce, depois um loiro com jeito de artista de cinema, chamado - Eric "Dutch" van Meer, em seguida um moreno alto e gordo chamado Archer, ou J.D. Brettman.
Todos sorriram ao serem apresentados a Hermione e se mostraram surpresos por Draco nunca tê-la mencionado. As esposas não os acompanhavam. Haviam ficado em casa para cuidar dos filhos gripados.
Draco conversava animadamente com todos, demonstrando uma real afeição. Hermione se sentia isolada. Pena que não houvesse sobrado um pouco para ela. Não devia se esquecer de que estava naquela casa apenas temporariamente. Não havia chances de uma reconciliação. Dessa forma, era melhor esquecer os sonhos. Sonhos eram perigosos: podiam se tornar uma dolorosa realidade.
Joyce veio se sentar ao seu lado.
— Sinto-me tão fora de lugar quanto uma vagem dentro de uma sorveteria.
Hermione riu apesar da tristeza que sentia.
— Eu também.
Joyce era dona de traços muito bonitos e seus cabelos eram longos e espessos. Se desse um pouco mais de atenção à sua aparência, seria deslumbrante.
— Como foi que se tornou secretária de Blaise? — Hermione indagou a fim de iniciar uma conversação.
— Eu estava acabando de mudar para cá, vindo de Miami, e visitei uma agência de empregos. Mandaram-me para Blaise e ele não me aceitou. Mas como a falta de mão-de-obra era grande e a agência não encontrou outra para me substituir, ele acabou me contratando.
— Pois simpatia por você não lhe deve faltar — Hermione ob¬servou. — Não e comum que os chefes levem as secretárias a reuniões sociais.
— Ele me trouxe por sua causa. Achou que você não se sentiria à vontade, sozinha, no meio de tantos homens. Por isso estou aqui. E devo dizer que me alegro. Não é sempre que tenho a oportunidade de conhecer pessoas.
— Entendo perfeitamente e agradeço por ter vindo.
Conforme Blaise prometera, o grupo não permaneceu por muito tempo. No momento de se despedirem, J.D. Brettman não dis¬farçou a curiosidade que sentia por Hermione .
— Por que o sr. Brettman olhou tanto para mim? — Hermione quis saber, quando ficou a sós com o marido.
— Rumores. Os empregados falam. Todo o mundo ficou sa-bendo que havia uma mulher em minha vida e que ela caiu e teve de ser levada ao hospital. Imagino que digam que fui eu quem te empurrou pela escada.
— Mas não empurrou!
— Não? Não foi por minha causa que saiu correndo pela casa? Hermione baixou os olhos.
— Sinto muito que os outros pensem mal de você. Eu estava desesperada demais aquela noite para pensar no que os outros poderiam dizer.
— Não importa mais. Faz muito tempo.
— Preciso dar uma espiada em Matthew. — Ela tentou se levantar, mas o corte ainda não havia cicatrizado e os ligamentos continuavam a doer.
Draco ajudou-a.
— Você ainda está fraca. Levará algum tempo até se recuperar totalmente.
Hermione precisou se controlar para não apoiar a cabeça em seu ombro.
— Gostei dos seus amigos.
— Eles também gostaram de você.
A porta do quarto estava aberta e ambos pararam. Matthew dormia. Hermione precisou se agarrar a toda a sua força de vontade para não contar a verdade.
— Há tão pouco de você nele — Draco murmurou. — Exceto o cabelo mais claro. Como era o pai de Matthew, Hermione ?
Ela ficou muito vermelha. Tentou falar, mas as palavras se recusaram a sair.
— Você me amava — Draco insistiu. — Como pôde se entregar a outro homem? — Ela mal respirava. — Como era o nome dele?
— Eu... você não precisa saber.
Ele segurou-lhe o rosto com ambas as mãos, obrigando-a a encará-lo. Na penumbra, seus olhos pareciam enormes, desafia-dores.
— Preciso, querida. Diga meu nome.
Ele entreabriu-lhe os lábios com os seus. Hermione não resistiu e suas mãos procuraram a pele macia e quente das costas de Draco, sob a camisa. Não era sua intenção ceder com tanta fa-cilidade, mas a atração que sentia por ele continuava a mesma de anos atrás. Não estava em seu poder evitar o que se passava.
E ele sabia. Suspirou suavemente junto a sua boca e tornou a fitá-la. Então a gentileza o abandonou e seu beijo se tornou mais insistente. Os braços a envolveram pela cintura e a pressão lhe provocou uma dor maravilhosa. Gemeu e ele parou imediatamen¬te.
— Eu te machuquei? Oh, perdoe-me. Não foi de propósito.
— Está tudo bem — Hermione respondeu, sem coragem para encará-lo.
Draco se afastou inquieto, a mente confusa.
— Talvez fosse mais prudente você ir para a cama.
Assim dizendo, Draco fez menção de carregá-la.
— Não... não é preciso. Acho que está na hora de eu começar a exercitar a perna.
Ele assentiu e acompanhou-a. Depois voltou para o quarto de Matthew. Queria tanto ter certeza. Mas e se o pai fosse realmente outro homem? Hermione ainda o amava? Pensava nele?
Angustiado, refugiou-se em seu escritório, onde permaneceu até a madrugada, incapaz de dormir.


















CAPÍTULO VII


A atmosfera no café da manhã estava carregada de tensão. Conforme tentava comer, abatida de¬vido a noite mal dormida, Hermione sentia os olhos de Draco fixos em seu rosto. Até Matthew parecia mais calado. Seus modos à mesa não eram próprios de uma criança.
— Está quieta esta manhã, sra. Malfoy — Draco comentou em tom irônico. — Não dormiu bem?
Normalmente ela teria mentido, mas estava cansada demais para aceitar o jogo.
— Não. Se quer saber a verdade, quase não dormi.
— Nem eu, para ser sincero. Vivo sozinho há muitos anos.
— Nunca lhe faltou companhia em outros tempos.
— Tem razão, mas isso foi antes de eu me casar com você. O casamento é sagrado, menina.
— Não sou uma garota.
— Mas era naquele verão. Uma garota doce e vibrante, cheia de alegria de viver. Depois se tomou uma sombra de tristeza.
— Eu deveria ter ido para a faculdade. Nunca houve esperança para mim no que lhe dizia respeito. Só que eu era jovem e tola demais para entender que um homem experiente jamais se inte¬ressaria por uma menina.
— Foram as circunstâncias do nosso casamento que me viraram contra você — Draco explicou. — De outra forma, nós teríamos nos entendido. Nosso casamento teria se baseado na afeição e no companheirismo.
— Afeição não seria o bastante para mim.
— Na época você achava que o desejo era suficiente.
Percebendo o súbito interesse de Matthew, Hermione pediu que fosse brincar.
— Ele é pequeno, mas esperto. Discussões o perturbam.
— Eu estava discutindo?
Hermione terminou de tomar o café e largou a xícara.
— Não vai se atrasar para o trabalho?
— Como me parece que também está perturbada com minha presença, vou trabalhar.
Antes de abrir a porta, Draco olhou para Matthew, que assistia televisão em alto volume.
— Se não abaixar o som, garoto, acabaremos sendo expulsos do prédio.
— Ótimo. Assim eu poderei voltar para minha casa com mamãe — retrucou Matthew com inesperada teimosia.
Draco sorriu interiormente. O menino tinha personalidade ape¬sar da tenra idade. Sem que raciocinasse, dirigiu-se a ele e se abaixou.
— No final da semana, poderíamos ir ao zoológico. É claro que irá se quiser. Se preferir ficar em casa, terei de ver os tigres e leões sozinho.
Matthew arregalou os olhos.
— Tigres e leões?
— E elefantes, girafas e ursos.
Matthew se aproximou.
— Você me compra algodão-doce? O pai de Billy o levou no zoológico e comprou algodão-doce e sorvete.
— Compro.
— Amanhã?
— Alguns dias mais. Tenho muito trabalho a fazer e você precisa cuidar da sua mãe.
O menino assentiu.
— Posso ler uma história para ela. Mamãe irá conosco?
— Acho que ainda é um pouco cedo para passeios.
Draco olhou para Hermione. Embora de camisola e penhoar, sem maquiagem, ela estava adorável. E em seus olhos havia uma luz de surpresa, ou seria de esperança? Encarou-a por um longo tempo.
— Ficou constrangida, querida? — murmurou. — Uma mulher madura como você?
— Claro que não — Hermione negou, ainda mais corada.
— Fique na cama. O quanto antes se recuperar, o quanto antes poderemos viver em família.
— É cedo demais.
— Ao contrário. Estamos cinco anos atrasados. Você e Matt-hew são minha responsabilidade.
— Já lhe disse que pretendo voltar a trabalhar.
Draco baixou o tom de voz.
— Não devemos discutir na frente da criança. Esqueceu?
Ele se foi antes que Hermione pudesse responder. Mal chegou ao escritório, Dutch chamou-o para visitarem alguns clientes. Quando voltaram, a porta da sala de Blaise estava fechada e dava para se ouvir ele e Joyce discutindo.
— Esses dois ainda acabam se casando — Draco comentou, enquanto acendia um cigarro.
— Espero que resolvam antes suas diferenças — Dutch mur-murou. — Eu descobri que o casamento não soluciona conflitos. Ele os intensifica.
— Acho que tem razão — Draco concordou, lembrando-se de Hermione e de Matthew.
— Problemas?
— Alguns. Nunca pensei em me casar. Hermione e eu fomos surpreendidos em uma situação comprometedora. Nosso casamen-to foi uma questão de honra e não de escolha.
— Ela parece gostar de você. E o menino...
— O menino não é meu — Draco confessou ao amigo.
— Meu Deus! Não é possível!
— Ela me deixou quando perdeu nosso bebê por minha causa. Talvez tenha procurado outro homem em busca de consolo. Talvez por vingança. Qualquer que tenha sido a razão, a criança é um obstáculo que não consigo transpor.
Dutch não falou por algum tempo.
— Tem certeza de que ela perdeu o bebê?
Draco começou a duvidar naquele exato momento. As palavras de Dutch plantaram uma semente em sua alma.
— Falei com um médico no hospital. Depois, quando tornei a procurá-lo, soube que fora fazer um estágio na América do Sul. A enfermeira me disse que Hermione se machucou gravemente devido a queda.
— Você bebeu muito naquele dia — Dutch o lembrou. — Fui eu que o colocou na cama. Sei tudo sobre Hermione .
Draco enrijeceu.
— A situação entre vocês não estava muito boa. Será que Hermione não escondeu que continuava grávida com medo de você lhe tirar a criança, quando nascesse?
— Hermione não teria coragem! — Draco replicou, chocado. — Não é de sua natureza mentir.
— Talvez você esteja enganado.
— Não sobre isso. Matthew ainda não completou quatro anos.
— Eu daria uma olhada no registro de nascimento.
Draco sorriu. Não tinha certeza de mais nada, muito menos de seus sentimentos por Hermione. Começava a cogitar que nunca a conhecera realmente. Desejara-a, mas nunca se esforçara por conhecê-la como pessoa.

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Como diriam nos desenhos...
Por hoje é só pessoal...
Comentem.

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