Capítulo V
A neblina, tão comum naquelas manhãs de outono, cobria toda a extensão da vila. Enquanto olhava pela janela, a menina de cabelos negros e grandes olhos cinza sorria. Ela tinha conseguido bordar melhor que sua mãe. Com certeza isso impressionaria o Jim, e mostraria que ela era tão boa quanto ele.
Alguns minutos depois, uma voz ainda infantil gritava com ar de contentamento:
─ Madrinha! Madrinha! Vem ver só!
A mulher sorriu e parou de amassar o pão, enquanto olhava para a menina e para sua amiga que afiava as facas. Limpou a farinha das mãos no avental e saiu do casebre ao encontro do afilhado.
─ Que foi, meu querido? ─ indagou ela com sua voz suave e musical.
O menino ruivo ergueu triunfante numa das mãos um coelho.
─ Eu matei sozinho, madrinha. Hoje o almoço fui eu quem garanti. O tio Draco disse que eu sou melhor do que ele era na minha idade.
Draco deu um sorriso indulgente e piscou para a mulher que sorriu de volta.
─ Meus parabéns, meu príncipe.
O menino pareceu meio tímido, olhou para baixo e para o lado buscando a concordância do “tio” Draco e então encarou sua madrinha com os olhos verdes cheios de expectativa:
─ Então, madrinha, como eu cacei pela primeira vez sozinho, e demonstrei que sou capaz de sobreviver na mata, eu mereço um prêmio, não é.
Ela riu e concordou:
─ Mas é claro.
─ Assim... a senhora podia soltar os cabelos hoje, durante todo o dia, não é?
A mulher ficou séria. Embora seus olhos ainda tivessem resquícios do riso recente.
─ Querido, nós já falamos sobre isso e...
─ Por favor, madrinha. Por favor. A senhora tem cabelos tão lindos... Só desta vez, eu prometo ─ alegou o ruivo unindo as mãos na frente do peito e com os grandes olhos verdes a luzir implorando.
─ Vamos, Hermione, não se faça de difícil ─ retrucou Draco, que sorria divertido ante o pedido do menino.
─ Oh, está bem, está bem.
Suspirou vencida e, num gesto que poderia ser interpretado por muitos como sendo coquete, Hermione soltou a touca de algodão e libertou seus longos cabelos castanhos e cacheados.
Os olhos do menino brilhavam de satisfação. Sua madrinha era a mulher mais bela que ele já vira. Se pudesse casaria com ela e não deixaria nenhum outro homem, como aqueles da vila, olharem para ela. Mas não podia fazer isso, ele era muito jovem ainda, pelo menos era o que o tio Draco e a tia Pansy diziam para acalmá-lo, quando ele tentava avançar contra aqueles que se atreviam a olhá-la de forma maldosa. E o fato de saber que sua madrinha só mostrava os cabelos para ele o enchia de orgulho juvenil.
O menino ainda não entendia direito as restrições que sua madrinha se impunha. Segundo ela, como não era parte da nobreza, deveria manter os cabelos escondidos, e apenas as mulheres nobres poderiam mostrá-los. Ela também não deveria comer junto deles, mas tanto seu tio Draco e sua tia Pansy reclamaram que ela concordava em comer com eles junto à mesa. Era um mundo complicado e cheio de restrições, e Jim desconhecia o porquê de quase todas elas; apenas sabia que era um príncipe, e que, um dia, deveria voltar para suas terras para reclamar o trono.
No momento em que o ruivo ia comentar sobre os cabelos de sua madrinha, a menina de olhos cinzentos saiu correndo do casebre segurando um lenço nas mãos e dizendo:
─ Veja Jim, eu sei bordar melhor que minha mãe. Quando nós nos casarmos, vou poder fazer as suas roupas e as dos nossos filhos.
O ruivo fez uma careta desgostosa e replicou:
─ Eu já disse que não vou me casar com você, Bella. Você é muito criança ainda, e eu terei de me casar com uma princesa!
Draco sorriu indulgente da expressão tristonha que passou rapidamente pela face de sua filha, e sentiu o peito estufar num orgulho paterno, porque, um segundo depois, ela ergueu seu lindo narizinho arrebitado e arqueou a sobrancelha direita, numa exata cópia do pai, antes de retrucar:
─ Você verá, Jim. Você irá implorar para casar comigo. E então, serei eu quem o rejeitará.
Dito isso, ela deu as costas e entrou furiosa. Ela ainda mostraria ao ruivo que o casamento entre eles era a única solução. Mas primeiro teria de crescer. E quando se tem sete anos, crescer parece muito difícil e extremamente demorado.
Hermione e Draco trocaram olhares divertidos. E o olhar dele ficou cheio de ternura quando Pansy olhou pela janela e riu dizendo:
─ Vocês vão ficar aí, nesse frio? Querido, mostre ao Jim como se limpa um coelho e depois o traga para prepararmos, sim? Estou ansiosa para degustar a primeira caça do nosso jovem arqueiro.
Draco concordou, enquanto via a face do menino brilhar de satisfação. Apesar de ter apenas onze anos, o ruivinho realmente era um bom caçador. Eles estavam fazendo um bom trabalho o educando.
Os três adultos buscavam prepará-lo para a vida de príncipe e posteriormente de rei. Aulas de etiqueta, de latim, de história, de astrologia, de luta com armas e todos os demais ensinamentos necessários a um jovem herdeiro eram ministradas diariamente. Um dia, Jim teve que utilizar apenas os pronomes na primeira pessoa do plural; um rei não falava apenas por si mesmo, mas sim por toda a nação. O menino aprendia isso desde muito cedo.
Hermione suspirou enquanto dobrava a touca e a colocava no bolso do avental. Ela olhou com carinho para os amigos: Pansy e Draco. O olhar cheio de amor que eles trocaram pouco lembrava aqueles primeiros dias de ódio.
A castanha jamais esqueceria das reclamações constantes de Draco por estar escoltando duas mulheres e um bebê. Ele praguejara o caminho todo até o porto, de onde eles partiram para outro reino. Durante a viagem, ficou bêbado e se meteu numa grande briga com alguns jogadores de runas.
Quem o salvou da morte certa fora Pansy, ainda ferida, mas que manejava uma adaga como ninguém. Depois deste triste episódio, onde quase foram descobertos, o que poria a vida do bebê em risco, Draco tornou-se calado e irascível, como se a culpa do mundo fosse das duas mulheres, em especial de Pansy.
Ele ficava longos momentos a observando quando sabia que ela estava distraída, e seus olhos brilhavam de forma diferente mesmo quando a desdenhava com palavras duras. Parecia que ele lutava ferozmente contra algo poderoso demais. Isso o fazia ser cada dia mais casmurro.
Nessa mesma proporção crescia o interesse de Pansy, que confidenciou a amiga que jamais se sentira tão atraída por um homem como se sentia por Draco Malfoy. Mesmo tendo ela convivido dois anos com todos os soldados do castelo de Atalaia. Por eles, Pansy nunca sentira nada. Mas pelo guia rabugento, seu coração palpitava. Isso arrancou risos divertidos de Hermione.
A viagem continuou assim por seis meses até que um dia, irritada com a atitude machista e introvertida de Draco, Pansy resolveu tomar atitudes drásticas. Hermione sorriu ao recordar.
****BeH****
Flash Back
─ Mione, é hoje ─ confidenciou Pansy olhando de soslaio para o guia que alimentava os cavalos.
─ Você tem certeza de que é isso que quer, Pan? Pense bem, ele pode apenas se aproveitar de você, ou pior, pode expulsá-la ─ disse Hermione preocupada.
A morena riu e seus olhos negros se iluminaram como se estivesse prestes a fazer a maior travessura de sua vida. E então ela respondeu:
─ Tenho certeza. Ele ainda não sabe, mas nós fomos feitos um para o outro. E depois de passar dois anos de minha vida sendo homem, estou louca para ser mulher. Verá, amiga, ele não irá resistir a mim, porque ele já me ama, ele só não percebeu.
Hermione balançou a cabeça negativamente e foi cuidar do pequeno príncipe, que chorava querendo atenção. A curandeira ainda evitava as relações entre homem e mulher depois de quase ser abusada tantas vezes. E a única lembrança que a atormentava de forma diferente era a de um beijo, trocado no corredor da sala do trono em Atalaia. Aliás, ela temia que esta recordação fosse assombrá-la por muito tempo.
Suspirou enquanto embalava o bebê. Não podia interferir na vida dos dois companheiros de viagem. Ela havia descoberto que Draco estava interessado em Pansy, por mais que a tratasse de forma ríspida. Hermione o tinha visto se preocupar exageradamente quando a jovem havia sumido por mais de duas horas dentro da mata caçando, e soltar um suspiro aliviado quando viu a morena voltando. Talvez Pansy tivesse razão, afinal.
Como todas as noites, eles fizeram uma fogueira sem fumaça, e armaram as tendas num local isolado. Depois de uma refeição frugal, composta de pão e frutas secas, as duas mulheres e o bebê se recolheram. Um longo tempo depois, Draco também se recolheu.
Ele adormeceu logo, exausto da viagem e das preocupações. Estava tendo um sonho muito agradável, onde era beijado por Pansy, que lhe tirava a camisa e o acariciava delicadamente, escorregando as mãos pequenas e calejadas pelo uso da espada pelo seu peito e barriga. Era um sonho muito bom, principalmente depois de semanas lutando contra o desejo de possuí-la.
Ele escorregou as mãos pelas costas suaves da guerreira, sentindo os músculos firmes depois de tanto treinamento e passou a beijar o pescoço dela sentindo o cheiro de canela que só ela desprendia. Foi quando ouviu um gemido e acordou de vez.
Não era sonho.
A morena estava ali, completamente nua, o olhando na penumbra da tenda, já que a lua estava cheia e iluminava a noite.
─ O que diabos, você está fazendo aqui, Parkinson? ─ chiou Draco entre os dentes. Ele estava realmente furioso.
─ Ora, o que você acha? ─ disse ela com meio sorriso. ─ Eu vim seduzir você.
O loiro arregalou os olhos, surpreendido. Isso não diminuiu a culpa de ter quase sucumbido. Ele não podia aproveitar-se dela. Tinha quase certeza que Pansy, apesar de toda a sua desenvoltura, era virgem. Como não era um completo canalha jamais teria algo com ela antes do casamento, e ele não planejava casar-se. O casamento era uma instituição proibida para um homem como ele, que havia cometido tantas atrocidades e que estava marcado desde o nascimento.
─ Pois pode se vestir e sair da minha tenda, já! ─ Ordenou ele seco.
Pansy não titubeou, sabia que ele a desejava, era muito... Bem, era muito visível que ele a desejava.
─ Acho que não quer realmente que eu saia, Draco ─ observou ela apontando para a óbvia constatação. ─ E eu o quero, como nunca quis outra coisa. Não me importo se for apenas uma, em uma noite.
Aquela declaração fez o coração do guerreiro pular uma batida. Oh, sim, ele a queria também, mas com certeza seria por mais de uma noite. Tinha a ligeira impressão de que se tocasse nela, jamais deixaria de desejá-la. Ela era alta, forte e sensual. Não era como as outras damas que tinham o corpo flácido. Os ombros dela ela eretos e firmes, e ele ainda lembrava-se do contorno dos seios, redondos e viçosos, agora escondidos pela semi-escuridão da noite. Ela era perfeita.
Mas ele não poderia fazer isso com ela, nem com ninguém. Ele sabia. A culpa daquela noite tenebrosa ainda o consumia...
─ Se você quer se comportar como uma meretriz, Parkinson, eu a deixarei na próxima vila. Com certeza existirão vários homens dispostos a aplacar o fogo que a consome entre as pernas ─ ele retrucou com a voz fria.
Aquilo soou como uma bofetada. Pansy, então, deu-se conta do que estava fazendo. Estava se oferecendo a um homem qualquer. Depois de todos os ensinamentos de seu pai, do desejo dele de vê-la bem casada, ela comportava-se como uma mulher vulgar.
Vermelha de vergonha, a morena vestiu sua camisa e saiu da tenda sem dizer uma única palavra, deixando Draco com a consciência pesada de tê-la tratado tão mal.
Depois disso, seguiram-se dias sem fim, onde a morena ignorava o loiro completamente. Não lhe dirigia a palavra, sequer um olhar de desdém, era como se ele tivesse deixado de existir. E ele evitava ficar próximo da soldado de qualquer forma, cavalgando muito a frente das duas mulheres, ou muito atrás.
Hermione sorria sem graça, presa entre os dois, como se fosse um cabo de guerra. Tanto Draco como Pansy iam até ela tecer comentários ferinos um do outro. A castanha não sabia mais o que fazer para ajudá-los.
Várias vezes ela tentou descobrir o que tinha acontecido na mal fadada noite, mas Pansy mudava de assunto numa velocidade anormal. E a curandeira jamais teria coragem de questionar algo tão íntimo a um homem. Assim, apenas observava os comportamentos estranhos dos dois e os ouvia com atenção. Em algum momento as coisas iriam se normalizar. Só esperava que não demorasse demais.
A situação acabou sendo resolvida, quatro semanas depois, quando eles foram atacados na estrada por três salteadores, a caminho de uma vila.
Seguindo os planos de segurança, Hermione cavalgou em disparada com o bebê real apertado contra si, enquanto o casal disparava flechas contra os bandidos, permitindo a fuga.
Num certo momento, Pansy foi atingida no ombro e caiu do cavalo, batendo a cabeça numa pedra e desmaiando em seguida.
Draco virou um demônio ao ver isso, e soltando um rugido assustador, avançou sobre os dois malfeitores que ainda estavam de pé. Em segundos ele enfiava a espada no pescoço de um e, em seqüência, no corpo do outro. E, sem se preocupar com o olhar arregalado da curandeira que tentava acalmar o bebê inutilmente, Malfoy pulou do cavalo e segurou Pansy contra si.
Novamente, ela tinha uma flecha cravada no ombro, desta vez da clavícula para a omoplata, pois fora acertada de frente. Ela estava pálida e continuava desacordada.
─ Pansy, fale comigo, querida, vamos, abre os olhos ─ implorou Draco enquanto a beijava desesperado. ─ Hermione, me ajude! Por favor!
A curandeira já estava ao lado dele, e, depois de acomodar o bebê inquieto num abrigo feito de folhas, ela passou a examinar o ferimento na cabeça da soldado.
Malfoy parecia desesperado enquanto via Hermione arrancar a flecha e passar o ungüento no ombro da morena. A Guardiã Real do Príncipe há muito tempo já não usava armadura, pois seria muito fácil reconhecê-los se ela ainda vestisse o artefato brilhante, e eles estavam viajando incógnitos.
Hermione acabava de passar uma poção de cor azul no corte que havia no couro cabeludo de Pansy, quando ela abriu os olhos e gemeu:
─ Isso arde, Mione.
Hermione sorriu satisfeita, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, Draco já havia arrebatado à morena nos braços e a beijava com fervor. A curandeira ficou vermelha de vergonha ante a demonstração de intimidade e saiu para um local mais retirado junto do príncipe, deixando os dois a sós. Eles deviam ter muito que conversar.
Nenhum deles prestou muita atenção na pobre moça, envolvidos nos próprios sentimentos conturbados.
─ Eu tive tanto medo ─ confessou Draco beijando-a na testa, nas pálpebras e nas maçãs do rosto. ─ Nunca mais me faça sentir todo este medo, ouviu bem, Pansy? Nunca mais.
Ela queria falar qualquer coisa, mas ele retomava a boca dela, esmagando-lhe os lábios num beijo ardente que a fez suspirar. Logo em seguida ela sentia a língua dele lhe explorando a boca com avidez. Prontamente o agarrou pelos cabelos correspondendo ao beijo, que apenas crescia, fazendo-a sentir-se inchada e desejosa.
Apenas quando ela gemeu, erguendo-se a ele, num oferecimento mudo, é que Malfoy percebeu que estavam na estrada, em plena manhã e acompanhados. Controlando todos os seus instintos mais primitivos, ele encerrou o beijo e disse muito sério.
─ Amanhã procuraremos um padre e nos casaremos. Não vou ter uma amante, Pansy. É bom se acostumar com a idéia de que, agora, me pertence.
Ela sorriu satisfeita. Afinal, ele lhe pertenceria também, embora não soubesse isso.
Fim do flash Back
****BeH****
E pensar que haviam se passado dez anos desde o acontecimento histórico, riu-se Hermione. E, daquele casal teimoso e briguento, nasceu sua afilhada Isabella. Uma menina de personalidade forte e que, quando crescesse, seria uma bela mulher de personalidade marcante.
Hermione riu novamente lembrando das atitudes da afilhada em relação a Jim. Ela era obstinada como a mãe, o pequeno príncipe que se cuidasse.
Alguns minutos depois, o afilhado colocava o coelho limpo em cima da mesa e dava um olhar superior em direção à Bella, que ainda estava emburrada num canto, segurando uma meia que ela cerzia com destreza. Aqueles dois ainda teriam um longo tempo pela frente, pensou a curandeira.
Enquanto preparava o coelho que seu afilhado e pupilo caçara, Hermione lembrava-se do único homem que a fizera sentir raiva e desejo numa mistura irreal, como Pansy costumava descrever seu marido. Este homem era um príncipe... Sacudindo a cabeça, a curandeira procurava afastar a lembrança mais significante de sua vida adulta. Um único beijo, que fora capaz de ultrapassar todas as suas barreiras. Um pedido de confirmação da honra...
Depois de tantos anos no exílio, mudando de vila em vila, de reino em reino, ela ainda se perguntava se ele teria sobrevivido à batalha. Sabia que as coisas deveriam ter saído muito mal, já que jamais encontraram um emissário do Rei Ronald lhes dizendo que era seguro regressar.
Por diversas vezes tiveram de deixar as casas e vilas que habitavam, porque o rei Voldemort havia descoberto indícios do esconderijo deles e estava a um passo de capturá-los.
Conviver com o medo e com as constantes fugas fizera com que aquela estranha família soubesse traçar rotas de fuga nas mais inimagináveis situações. Até mesmo a pequena Bella sabia fazer armadilhas precisas e escapar do casebre atual de cinco formas diferentes.
E Hermione, agora, além de ter ampliado seus conhecimentos sobre a arte da cura, sabia lutar com a espada, usar adagas e era uma arqueira brilhante. Nem mesmo Pansy, que sempre fora um destaque no arco, possuía a mesma velocidade e precisão da curandeira.
Isso sempre a lembrava de outro ditado que seu professor, o irmão Alvo: “a mesma mão que cura é a mesma mão que mata”.
Tempo depois, já sentados durante o almoço, Jim falava para ela de suas habilidades como caçador:
─ Você sabe, né madrinha? Eu e a Bella aprendemos a fazer as armadilhas e tal. Mas não é isso que nos torna verdadeiros caçadores.
─ Ah, não? ─ Indagou ela divertida servindo-o.
─ Ah, claro que não, madrinha! ─ continuou ele espantado com a ignorância dela. ─ Um verdadeiro caçador tem que caçar com o arco e flecha.
Hermione controlava o sorriso indulgente, que sabia que iria magoar o afilhado, enquanto trocava olhares divertidos com Draco e Pansy. A morena resolveu interferir:
─ E quem foi que te contou isso, pequeno príncipe?
─ O tio Draco é claro! ─ Exclamou ele irritado ante tanta falta de percepção das mulheres da casa.
─ Seu tio só lhe diz estas coisas porque as armadilhas que ele monta são muito fajutas e não pegam nada ─ contestou Pansy.
─ Hei! Minhas armadilhas são muito boas, obrigado ─ retrucou Draco ofendido.
— Sei, é por isso que sempre que viajamos sou eu quem arma as armadilhas e quem caça — retrucou Pansy com um olhar divertido.
Draco deu um olhar raivoso a ela, o que fez Hermione rir e balançar a cabeça negativamente e antes que as coisas fugissem ao controle, interrompeu a pequena discussão e indagou ao afilhado:
─ Então quer dizer que agora é um verdadeiro homem? Já sabe caçar, pescar, atirar com o arco, lutar de espada...
─ Claro madrinha, agora sou eu quem irá cuidar de você ─ confirmou o ruivo com um ar confiante e olhos brilhantes de satisfação.
Isabella tinha se mantido calada a parte da conversa até o momento porque ainda esta muito irritada com Jim. Mas aquela conversa era muito imbecil. Certamente um bom caçador saberia fazer armadilhas decentes e foi exatamente isso que disse:
─ Acho que tanto papai como o Jim estão exagerando. É óbvio que uma boa armadilha também demonstra a qualificação de um caçador.
─ E o que você sabe disso, Bella, você é uma menina, só sabe de bordar e de cozinhar, estas coisas de menina ─ desdenhou Jim, ignorando que tanto Pansy como Hermione eram fantásticas guerreiras.
A menina o encarava com deboche, enquanto empurrava o cozido de coelho de lá para cá no prato simples. Logo que ele a desdenhou ela arqueou novamente a sobrancelha direita e retrucou:
─ Só porque minhas armadilhas são melhores que as suas. E além de saber caçar, eu sei fazer todas as coisas “de menina”, como você disse. Isso significa que eu sou mais esperta que você.
Jim a encarou furioso. Era sempre assim! Isabella sempre tinha que desdenhar as coisas que ele fazia, e tentar casar com ele. Pensou em retrucar, mas conteve-se ante o olhar duro de sua madrinha.
─ Isabella, a esperteza é uma capacidade relativa ─ começou Hermione num sermão que prometia durar minutos. ─ É claro que Jim não acredita que você apenas serve para coisas de menina. E é claro também, que tanto um como o outro possuem capacidades próprias. Ao invés de se criticarem, deveriam se ajudar. Um ensinando ao outro o que o outro não sabe. Por acaso vocês dois viram o Draco, a Pansy e eu discutindo sobre quem sabe mais? Não, porque cada um conhece suas habilidades e suas limitações. Este é um bom tema para a meditação de vocês enquanto estiverem limpando a horta mais tarde. O cultivo da terra apaziguará os ânimos e reconhecer as habilidades e suas limitações irá fortalecer o espírito dos dois.
─ Mas madrinha ─ gemeram os dois.
─ Nada de “mas” ─ cortou ela muito séria. ─ Isso não é um castigo, é apenas mais uma forma de aprendizado. À noite conversaremos de novo, e quero que cada um diga-me sua maior qualidade e seu maior defeito. E depois, quero que digam a maior qualidade e o maior defeito que enxergam um no outro. O auto conhecimento em tão tenra idade é uma benção.
Dito isso, Hermione terminou a refeição, sob os olhares pesarosos dos afilhados e os olhares satisfeitos de Draco e Pansy, que já haviam esquecido da discussão.
O casal raramente tinha que aplicar um castigo na filha. Hermione tomou a si a obrigação da criação das duas crianças. E por mais dedicada e amorosa que fosse, sabia lidar com os dois muito bem e lhes aplicava os castigos mais criativos possíveis e imagináveis.
Os adultos sabiam que a briga entre Isabella e Jim vinha da noite anterior, quando disputaram uma corrida e o menino, por ser maior e mais velho, ganhara com descanso. Depois disso, Isabella tentou de todas as formas mostrar que era superior ao adolescente, por isso se dedicara, pela primeira vez, a bordar ao lado de Hermione e Pansy, que costuravam roupas novas para o inverno.
Mas a negativa do menino em reconhecer seus esforços a fez desdenhar os avanços dele na arte da caça.
Hermione não só os faria pensar em suas próprias capacidades, como os faria reconhecer qualidades no outro. Impedindo que a discussão, sobre quem era melhor que quem, continuasse.
Depois do almoço, enquanto os mais velhos treinavam com armas no pátio mais escondido, próximo aos limites da floresta, as duas crianças usavam pequenas facas para tirar o inço que crescia entre os tomates e as abóboras.
Ali apareciam, notavelmente, as diferenças de personalidade entre os dois. Enquanto Jim trabalhava em silêncio, limpando metodicamente por linhas, Isabella arrancava as ervas daninhas aqui e ali, resmungando o tempo inteiro.
O garoto teria achado engraçado se não estivesse tão irritado com ela. Ele a achava muito criança, embora fosse apenas quatro anos mais velho. Em geral ele gostava da companhia de Isabella, ponderou ele, olhando de soslaio para a menina acocorada na frente de um pé de tomates. Ela era engraçada e sabia mesmo fazer armadilhas como ninguém. Porém, ela era também intransigente e egoísta, e tinha a séria mania de dizer que se casaria com ele. Isso era um despropósito, pensava Jim, terminando outro canteiro de abóboras. Era óbvio que, mesmo sendo filha de uma duquesa, Isabella jamais seria a companheira ideal de um rei, ela era muito cabeçuda. Ele riu baixinho pensando nisso.
Isabella continuava a resmungar sobre ter que fazer trabalho escravo. Seus pais disseram que no reino de Atalaia não existia serviço escravo. Mas ela estava ali, e por quê? Só porque o metido do Jim disse que ela só podia fazer coisas de meninas e ela caiu... Agora estava ali, tendo que limpar a horta enquanto poderia estar fazendo coisas mais interessantes como ir olhar os filhotes de coruja na árvore da frente da casa. Mas não. Tinha que discutir na frente da madrinha, que odiava discussões. Tinha que ficar ali com aquele idiota convencido, ainda por cima. Por que aquele garoto metido estava bem dentro do seu caminho?
Tudo bem que ele seria seu esposo. Ela sabia, sempre soube, que ele seria o homem com quem casaria. Era uma certeza tão grande que sua mãe já havia lhe advertido por sonhar demais. Mas ela sentia dentro de seu coração essa verdade.
Isabella olhou para Jim, justo no momento em que ele ria baixinho. Imbecil! Está certo que ele atirava melhor com o arco e flecha... E também lia melhor que ela. Mas ele era mais velho, claro que estava à frente. Sua madrinha tinha a mandado achar uma qualidade nele. Bem, além de ele ser seu futuro marido, uma qualidade muito boa na singela opinião da menina, ele sabia controlar a língua. O que de fato, não era uma característica de Isabella. Além disso, Jim tinha uma memória formidável, uma capacidade de guardar informações que ela secretamente invejava.
Bem era isso, já havia achado as coisas que a madrinha tinha pedido. Então por que teria de continuar a limpar a horta? Já havia completado com sucesso a tal meditação.
Satisfeita com esta conclusão, Isabella pôs-se de pé e limpou as mãos sujas de terra no avental. A menina já ia saindo da horta quando ouviu a voz de Jim lhe alertando:
─ Bella, ainda não terminou nosso castigo. Nós temos que terminar de limpar a horta e meditar.
─ O meu castigo já acabou. A madrinha disse que deveríamos ficar aqui até pensarmos em nossos defeitos e nossas qualidades. Bem, eu já fiz isso ─ respondeu ela com um ar convencido.
O rapaz balançou a cabeça negativamente, não iria discutir com ela de novo. Isso só lhe prejudicava. Continuou, portanto, na tarefa que lhe fora confiada. Hermione tinha razão. Mexer na terra lhe acalmava o espírito, e lhe dava tempo para pensar sobre as coisas que aprendera mais cedo.
Isabella saiu saltitante. Iria subir na árvore e observar os filhotinhos, depois iria treinar mais um pouco escrever os verbos no passado. Não podia ficar para trás e Jim já estava aprendendo coisas mais complicadas. Ela tinha ânsia de crescer, de saber, mas não tinha nem um pouco de paciência de esperar.
Mal ela estava acomodada, vendo os bichinhos ainda sem penas e de olhos fechados, ouviu dois homens estranhos comentando:
─ São apenas boatos, é claro.
─ Mas já acharam o príncipe Harry? ─ Indagou o outro.
─ Claro que não. Senão a morte dele seria anunciada aos quatro ventos, Sid. Nossa, você consegue ser tão burro às vezes.
─ Ora Ralph, todo mundo diz há anos que rei Voldemort tem a Rainha de Atalaia prisioneira e que manda em Atalaia, mas isso nunca ficou comprovado ─ defendeu-se o outro homem.
─ É só perguntar para os atalaianos. Eles têm sofrido com impostos altíssimos e um rei tirano. Todos lembram que o Rei Ronald nunca fora tirânico antes da batalha com Voldemort.
─ Mas disseram que foi o príncipe Harry quem provocou a guerra e que matou o filho e a esposa do irmão ─ alegou o outro.
─ Isso é o que dizem... mas tudo é muito estranho e...
As vozes afastaram-se. Habituada a se esconder e sair no momento mais oportuno, Isabella aguardou até ter certeza de que os homens haviam desaparecido na curva da estrada que levava à capital, então usou toda a sua perícia para descer num segundo e, em seguida, correr até o local onde treinavam seus pais e sua madrinha.
Apesar de ser perto, Isabella sentiu o fôlego suspenso, ante o impacto de ver os adultos treinando.
Seus pais eram a mostra da graça e da beleza, movimentando as próprias armas com perícia e elegância. Seu pai principalmente. A espada larga de cabo incrustado de pedras preciosas parecia ser uma extensão do braço forte dele. Bella sentia um orgulho sem tamanho ao pensar que aquele homem belo e forte era seu pai. Sua mãe, boa no manejo de espadas, era a melhor quando se tratava de adagas. As facas de gume longo e fino curvavam-se aos desejos e vontades da morena. Já sua madrinha era muito ruim com a espada e péssima com as adagas, entretanto, o arco era parte de seu corpo. Como desviar de vinte flechas seguidas, disparadas em menos de um minuto e extremamente certeiras?
Ela estava hipnotizada vendo-os e só despertou do torpor quando Pansy a viu, franziu o cenho e lhe chamou:
─ Bella? Aconteceu algo? Você não deveria estar na horta junto com Jim?
Logo os outros dois deixaram o que estavam fazendo e cercaram a menina que começou a falar rapidamente:
─ Bem devia, quer dizer, não devia, porque a madrinha tinha mandado que a gente ficasse lá até pensar nas nossas qualidades e defeitos e eu já tinha pensado então eu fui ver as corujas e...
Draco ajoelhou-se junto da filha e a interrompeu dizendo:
─ Tenha calma, minha princesa. Respire fundo. Continue agora.
A menina molhou os lábios e continuou a contar gesticulando muito:
─ Então eu subi na árvore e, já sei mamãe, eu não devo subir na árvore e incomodar os filhotes, mas é que eu queria tanto vê-los que me esqueci que não devia, mas eu já tinha subido, então eu ouvi dois homens falando de um príncipe Harry, depois falaram em Voldemort e em Atalaia e em Rei Ronald, então lembrei que o nome do papai do Jim é Ronald e que ele era rei e disseram que o tal Harry tinha matado a Rainha e o príncipe, mas não pode ser verdade já que o Jim está vivo e...
Draco a silenciou colocando um dedo sobre a boca pequena e bem desenhada da filha. Isabella aproveitou e respirou fundo, pois tinha tagarelado sem parar e precisava tomar ar antes de continuar o relatório.
Hermione e Pansy trocaram olhares angustiados. Eles não tinham notícias de Atalaia desde que fugiram, naquela longínqua noite de primavera. A pequena precisava se acalmar e contar tudo o que ouvira com cuidado. Por isso, elas concordaram uma com a outra em um aceno mínimo e Pansy falou:
─ Vamos querida, vamos pra casa. E depois de respirar, me conte toda a história, tudo bem? Quero saber exatamente o que estes homens disseram.
Draco parecia preocupado e perguntou à menina, antes de se retirarem para o casebre levando os equipamentos:
─ Eles chegaram a ver você, princesa? Pareciam que nos procuravam?
A menina ficou repentinamente pálida e apressou-se a negar:
─ Não papai. Eu estava bem escondida em cima da árvore e eles não me viram. E também não pareciam estar nos procurando como da última vez.
Mesmo assim, ele não conseguia se acalmar. Estavam naquela vila há um ano. Talvez já fosse tempo de se mudarem de novo. Ele não poderia arriscar a vida da filha e da esposa. E muito menos a vida do herdeiro de Atalaia.
Enquanto o casal recolhia as armas e seguia com a filha para o casebre, Hermione foi até a horta buscar Jim, ele possuía o direito de saber o que Bella ouvira por acaso, afinal era o mais interessado. Ainda que fosse um menino, Jim sabia quais eram suas obrigações e como honrá-las.
Estava pensando nisso quando chegou à pequena horta que cultivavam. Ela sorriu satisfeita ao ver o trabalho bem feito do afilhado, e riu desconsolada da aparência do meio canteiro em que Isabella andara escavando. Outra hora teria de ensinar a afilhada a cumprir seus deveres. Agora, outros assuntos eram mais importantes.
─ Jim, pode deixar. Temos que entrar, agora ─ falou Hermione com candura, mas seu olhar estava pesaroso.
O menino era muito sensível. Principalmente no que se referia a Hermione. Ele era muito próximo a ela, que lhe contava histórias doces sobre sua mãe e sobre seu pai. Jim a amava, por ser uma ponte entre ele e sua verdadeira família, e por ela ter um coração maravilhoso. O ruivo se sentia bem com ela e sentia-se parte dela, eram uma família. Ela era sua segunda mãe. Por isso franziu as sobrancelhas ruivas num gesto que indicava mais interrogação do que impaciência, expressando sua confusão, ao que foi respondido apenas com um sorriso suave.
Mesmo sem a resposta adequada, o ruivo concordou em silêncio e seguiu, muito sério, para o pequeno casebre de três cômodos. Ao passar pela madrinha, foi abraçado pelos ombros.
Jim sorriu para ela, que lhe sorriu de volta. Apesar de ter apenas onze anos, Jim já estava quase da altura de sua madrinha, reconhecidamente uma mulher baixa, mas que ele sabia ser mais perigosa que uma loba, quando ameaçada. O gesto de ser abraçado o acalmou um pouco.
─ Já lhe disse madrinha que está ainda mais linda sem aquela coisa horrível que esconde os seus cabelos? ─ Perguntou ele galante.
─ Já, meu querido ─ anuiu ela contendo o riso.
─ Se algum dia a senhora se casar, lembre-se de que o homem em questão terá que ser aprovado por mim ─ continuou ele.─ Não vou permitir que levem a senhora assim, sem luta.
Hermione riu e o abraçou com força pelos ombros franzinos de menino, antes de retrucar:
─ Eu já passei, faz muitos anos, da idade de casar, meu querido. Não se preocupe, está bem? Eu ficarei sempre por perto.
O ruivinho ia contestar, mas os dois já alcançavam a porta de entrada do casebre, e o assunto deixou de ser relevante. A família Malfoy já se encontrava sentada à mesa, os lugares de Hermione e Jim foram imediatamente ocupados, após a porta ser fechada com cuidado.
Todo o casebre parecia ter sido lacrado. Lá dentro, apenas a luz suave de duas velas afastava a escuridão. Era o tipo de cuidado que todos os fugitivos tinham, quando tratavam de assuntos relativos à fuga.
Com calma, Isabella contou exatamente o que ouvira dos dois desconhecidos. Ao final da narrativa, que durara poucos minutos, Draco, Pansy e Hermione trocaram olhares aflitos.
Isabella estava mais preocupada com Jim. Ele permanecia calado, com o rosto marmóreo, mas ela sabia que ele estava lutando contra as informações.
Tudo o que Jim sabia era que seus pais o haviam enviado para longe para que ele sobrevivesse, e que seu tio Harry, o maior guerreiro de todos os tempos, segundo Draco Malfoy, havia liderado uma batalha da qual eram poucas as chances de ter sobrevivido. Mas será que era tudo verdade? E se o seu tio realmente tivesse se rebelado contra seu pai e fosse o causador da morte de sua mãe? E se os Malfoy e sua madrinha na verdade fossem os bandidos?
Ele manteve suas dúvidas caladas e evitando olhar diretamente para Bella e, num mutismo anormal, ele ouviu quando Draco falou:
─ Chegou a hora, Hermione. Temos que voltar.
Jim ergueu os olhos para a madrinha, que parecia pálida e assustada:
─ Ele ainda é um menino. O plano original não era esse!
─ Mione ─ falou Pansy segurando a mão da amiga. ─ Nós não sabemos o que aconteceu depois daquele dia terrível. Se a Rainha Luna e o Rei Ronald realmente forem reféns do rei Voldemort, há uma chance de conseguirmos unir a família. Pra isso precisamos voltar o mais rápido possível.
Hermione olhou para o casal, e então pousou os olhos no afilhado. Ele estava escondendo os sentimentos, pensou a curandeira. Talvez tivesse chegado a hora de voltar. Mesmo que isso significasse a quebra de um dos termos do plano.
─ Tudo bem ─ concordou ela suspirando. ─ Voltaremos o mais rápido possível. Qual é o plano?
Horas mais tarde, quando todos já haviam se retirado para dormir, Jim ouviu um barulho abafado. Olhou pra os lados, e depois de sua visão se acostumar com o escuro, viu que Bella dormia sozinha na cama ao lado da dele. Com cuidado, ele levantou e saiu do quarto, procurando por sua madrinha, que dividia o quarto com eles.
Silenciosamente esgueirou-se pela cozinha e por uma fresta na porta viu Hermione agasalhada com um xale de lã, abraçada a si mesma encarando a lua crescente. Em seguida, viu Pansy aproximar-se dela e sussurrar:
─ Está frio para um passeio, Mione.
─ Eu sei. Só precisava... ─ ela suspirou profundamente. ─ Eu só precisava pensar.
Jim viu Pansy abraçar sua madrinha com cuidado, e a ouviu dizer:
─ Querida, isso não vai contra a sua promessa. Você prometeu à Rainha Luna que cuidaria de Jim como se fosse seu próprio filho, e isto você vem fazendo há onze anos!
─ Pan, eu prometi que cuidaria dele até que fosse seguro voltar. Será seguro? Se algo acontecesse a Jim eu morreria, antes mesmo do Rei ou do príncipe me punirem. Eu nunca lhe disse antes, mas, pouco antes de ir ao encontro da morte, o príncipe disse que confiava em mim para cuidar do sobrinho, que eu não deveria desapontá-lo... Oh, Pan... Sinto medo do que iremos encontrar em Atalaia.
─ Calma. Pelo que tudo indica a família real está viva, ainda que esteja separada. Nós iremos dar um jeito. Se o príncipe Harry estiver vivo, ele nos ajudará a libertar a Rainha e o Rei, eu tenho certeza. Ele sempre foi um ótimo general.
Jim viu a madrinha concordar com um murmúrio. Achou que ela estava chorando. Entretanto, o coração do jovem herdeiro parecia mais leve. Afinal, as duas não sabiam que ele as espionava, portanto deviam estar falando a verdade. E, jovem ou não, Jim faria de tudo para conhecer seus pais.
Satisfeito, ele voltou para a cama e sorriu para si mesmo no escuro. Eles voltariam e ele teria uma família completa, igual à de Isabella. Ele mal podia esperar pelo dia seguinte quando partiriam. Esta seria a aventura mais maravilhosa de sua vida, porque era à volta ao lar. Ao seu lar. O Reino de Atalaia.
N/A Carla Ligia: Ai... Eu nem demorei tanto assim desta vez....*+*... Só um pouquinho de nada... ahsuahsuahsaushuashaushuashuashasu. Bem, o que acharam da capa nova????*-*???? Hihihihihi, graças à fantástica e maravilhosa Jessy, é claro!!!! Tem o Jim.. Sim, para aquelas leitoras formidáveis que deduziram isso é a mais pura verdade. Ai, o Jim.. Ele é tão fofo...*+*... E muito possessivo em relação à Hermione... A Isabella é uma graça... É a mistura da impulsividade da Pansy (sim ela é impulsiva vocês verão daqui a uns capítulos), com o ar de superioridade do Draco... ahsuhasuahsuashuash. Ahhh, o Draco...*suspiros*. Eu ainda tenho que pensar na forma mais adequada de revelar suas origens e qual o pecado que ele queria expurgar na tal peregrinação....OO... Eu vou saber quando chegar o momento, eu sei... hasuahsuashuashaushaushaushaushuash. Bem, agora, depois de onze anos no exílio, as coisas vão parecer bem diferentes em Atalaia...u.u... Viram só.. As fofocas das coisas terríveis que acontecem naquele reino maravilhoso cruzaram fronteiras longínquas e chegaram até os ouvidos certos... A viagem de volta será interessante...*-*... Mas posso assegurar que o capítulo que vem será ainda mais interessante... hehehehehehehehehehe. Bem, infelizmente, como eu já havia avisado anteriormente, estamos em seca H/H... É, eu sei.. Terrível isso...u.u... Eu prometo que quando os dois se encontrarem as faíscas retornarão ainda mais faiscantes... ahsuhasuhasuhasuhsuhsauash. Agora preciso conversar seriamente com vocês todos: eu fiquei agradavelmente chocada ao ler que surpreendi vocês com o lance da Pansy!!!!O_O!!! Eu achei que era óbvio, até porque o shipper ta lá... ahsuahsuashaushasuhaushasuhasuhasuh. Neste capítulo pelo menos não tem surpresa nenhuma... Ela mostrou que é bem mulher... hsuhasuhasuhasuhasuhasuhasuh. Mas jamais comentam o mesmo erro do Draco. Ela é uma guerreira antes de tudo!!! Lembrem-se disso. Preciso dizer que amei cada comentário???*-*??? Vocês são fantásticos eu amei as linhas, e tem comentários gigantescos que quase morri para responder, mas faria isso mesmo que fosse a última coisa antes de morrer, porque não existem escritores sem leitores. E vocês me impulsionam para escrever cada dia melhor. Perdoem os errinhos que passam por mim e pela Jan. Não sei se perceberam que a capa agora tem só o meu nome e que a Jan fez um novo PS no resumo. O fato é que ela não pôde me ajudar nos primeiros capítulos porque estava muito atarefada, ela falou isso na última N/A dela. Então eu continuei sozinha, teoricamente, porque ela sempre me ajuda e me apóia além de manter a fic no login dela apenas para conservarmos os comentários. Ela se dispõe a rever os capítulos e a postá-los, e para mim continua sendo uma das autoras, ainda que seja eu quem, tecnicamente, escreva os capítulos. Então continuem a elogiando, porque sem ela vocês não têm fic... ahsuahsuashuashaushasuh. Gente, to muito emotiva hoje, acho que é porque a Páscoa passou e eu recebi um Harry de chocolate muito vago, que terminou antes do domingo anoitecer...*+*... Eu preciso de mais, e como meu níver ta próximo, quem sabe... ahsuahsuashuashuashaushuash. Beijocas cheias de constelações pra Jan que posta a fic capítulo após capítulo e a ATT sempre. Antes de ir tenho que falar rapidinho do próximo capítulo, ainda sem H/H, mas já com uma esperança...*-*... Teremos muito Harry, muito gêmeos em ação, e personagens novos e maravilhosos. Não me matem quando começarem a lê-lo, pois ainda teremos seca H/H. Prometo recompensá-los com cenas magníficas nos demais. Beijocas estreladas a todas que comentaram, vocês sempre me emocionam com o carinho e com os elogios, e eu fico vermelha de verdade. Beijinhos pros meus mudinhos queridos que me deixam paranóica... ahsuhasuahsuahs. E até a atualização.
Alais: Sim, vocês mereciam uma big atualização... ahsuhasuahsuahsuash. Mas espero não escrever outros tão big assim...=)... Que bom que gostastes da capa nova..*+*.. Eu sei como são as lan houses não te preocupes... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Achastes cansativo???oO??? Acho que não né, depois do “Ufa” tinha um “do jeito que a gente gosta...”... ahsuhasuhasuhasuh. Sim o Voldemort tomou o reino de Atalaia...u.u... Este homem é pior que a peste bubônica, fala sério... ahsuashuashaushuashaush. Ele ela ficou um com tempo né??? Até agora onze anos e alguns meses...;P... Mas quando ele cair, vai cair bonitinho, do jeitinho que a gente gosta de matar...=)... E realmente lady Vector mereceu. Na verdade ela era uma estúpida se pensou que o Bigodinho iria cumprir suas promessas...¬¬... Eu não acredito que consegui te enganar...OO.. A ti e a outras pelo que vi... kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu achei que fosse meio óbvio a Parkinson... oO... Mas vai ver que sou melhor do que penso... ahsuhasuahsuahsuashuash. Adoro deixar minhas leitoras doidas... kkkkkkkkkkkkkk. Só para combinar comigo né???*+*??? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu realmente sou má com o Ron, coitado... u.u.. vou tentar compensar isso depois... ahsuahsuashuashaus. E beijos calientes.. bem, como tu viste, vai demorar.. Eu avisei...u.u... Depois eu compenso também!!!!!=P!!!!! hasuahsuahsuashuashuas. Beijocas estreladas. PS: acho que vou fazer uma enquête se mato o Draco ou não... oO.. Já sei qual será o teu voto...=P...
Jessy: Nossa... *vermelhinha*. Nem mereço tantos elogios, a batalha até ficou pequena... É que não queria perder-me em sangue e morte... ahsuhasuahsuashuashu. Agora o Harry realmente é sensacional...*-*... Ele é muito bom com uma espada... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Em todos os sentidos se é que me entendes... ashuashaushaushaus. Sim, eu vou compensar a falta de H/H nestes dois capítulos.. É, infelizmente, o próximo também não tem H/H..u.u.. O Draco é resmungão...*+*... Eu copiei esta atitude de mim mesma...=)... Mas as maldições cessaram neste capítulo percebestes???*+*??? O Fred e o George são ótimos, da próxima vez acho que eles lembrarão de contar os dedos... oO... ashuashaushaushaus. Realmente lady Vector tem que arder no inferno mesmo ahsuhasuahsuashuashaush. Tive piedade e não demorei vistes???*-*??? Apenas o suficiente para garantir os coments... ahsuhasuahsuahs. Espero que tenhas gostado do capítulo. Beijocas estreladas. PS: MUITO OBRIGADA pela capa novaaaa...... *-*.. Linda demais...
Amor: *Totalmente roxa de vergonha*.. Ai, que é isso... Vocês me deixam mal acostumada quando elogiam tanto... hihihihihihihi. Ainda mais quando eu vejo que me passaram coisinhas de digitação... affff...u.u... Sério que o beijo foi bom assim???*+*??? Espero pelos próximos.. Mas espere mesmo porque vai demorar... ahsuhasuahsuashuash. Os gêmeos são ótimos.. Eu os adoro...*-*... Eles são a luz durante a escuridão da guerra. O Colin tinha mesmo que morrer coitado. Porque eu não tinha matado ninguém e não haveria equilíbrio... ahsuahsuashaushasu. O Voldie até que fez uma coisa que prestasse mesmo. Mas foi a última, ele será impiedoso quando realmente se vir ameaçado. Ele deixa as coisas em banho-maria quando está confortável, mas quando as coisas começarem a ruir.. Bem... ahsuahsuahsuahsuash. Nossa, eu disse pra Alais acima que pensei que era óbvio que Parkinson era a Pansy... oO... ahsuhasuhasuhsa. É tão bom pensar que eu enganei vocês...*+*... O Malfoy é ótimo.. rabugento mas ótimo. Ele tem segredos que em breve todos descobrirão... *-*... Espero que o capítulo tenha sido bom apesar de estar na época de seca de H/H, mas eu avisei antes então agüentem firme... Beijocas estreladas.
Teresa: Eu nem demorei tanto assim... *vermelhinha*. Sim, desde o prólogo fui abandonada pela Jan, ahsuhasuhasuhasuhasua. Mas como eu não queria perder os comentários, e ela sempre dá uma espiada no capítulo para ver se algo me passou, eu fiz questão de mantê-la como autora... Só que na capa nova ela intimou a Jessy para colocar só o meu nome, e como o login é dela, ela acrescentou o tal PS...*+*... Mas não tema, a Jan continua me controlando para que eu não mate todo mundo... hehehehehehehe. Ok, ok.. Todo mundo me pedindo pra poupar o Draco, acho que acabarei não o matando.... aff..¬¬... Era só uma mortezinha de nada... ahsuahsuashaushuash. Finalmente alguém que sabia que era a Pansy...=)... Sério que eu fui tão confusa assim???*-*??? To me sentindo o máximo porque consegui lograr uns leitores... Queres morder??? Sua safadinha... ahsuashuashuashuash. Não recebestes o Harry de páscoa??? oO??? Eu sim... Mas ele era todo de chocolate e como sou chocólatra... u.u... Mal durou até a noite... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu não vou mais matar a Luna, menos ainda o Rony senão sou crucificada pela Wild Family...=)... E O tio Voldie até não vai ser tão terrível com a Luna.. por enquanto.. Sim ele caçou o herdeiro, como pudestes ver neste capítulo. Infelizmente tem seca H/H. No próximo também, como eu disse na N/A... afff..u.u.. é necessário, eu juro! Eu fiquei muito inspirada, mas não pude postar mais rápido..*+*... E sobreviverás... tens a esperança do reencontro isto te dará forças para prosseguir... ahsuhasuahsuashuashuashasuhaush. Não pude ir no "Encontro Vodox" porque nas quintas de cursinho de inglês em outra cidade e fico longe do MSN...u.u.. Espero que não tenham matado a Rhaíssa eu a adoro... ahsuhasuhasuash. Mas te adicionei lá. A inspiração colorida sempre ajuda...*+*... Que bom que gostastes da capa nova, elogiem a Jessy que tem esta capacidade incrível, eu sou uma negação em tudo o que não for Word ou freecell... kkkkkkkkk. E é o filhinho sim, ele realmente é muito fofo...*+*... Beijocas estreladas.
Mione03: Adoro leitores novos...=)... Sim, estou escrevendo a fic.. *vermelha*.. Mas todo mundo tem que parar de me elogiar tanto que senão estraga né???*+*??? Kkkkkkkkkkkkkkk. Eu fico tããããoo Feliz que tenhas gostado tanto dos capítulos anteriores...*-*... Obrigada pelos elogios, e realmente eu fui má com o Ron e com a Luna... Mas haverão recompensas no futuro...*-*... A Pansy é ótima. A Mione é muito mais forte do que aquele pequeno tamanho dela deixa supor.. ahshasuashuashuash. Espero que tenhas gostado deste capítulo também. Beijocas estreladas.
Binks: Assim, sendo, oras.. ahsuhasuhasuhasuahsuas. Mas já fui ameaçada de ser deserdada se eu matar o Ron e a Luna, então é um casal a menos para meus instintos assassinos.. u.u.. ashuashuashuashaus. E sim, foi em tua homenagem...=)...Ele tem “A” pegada mesmo, isso se mostrará depois.. Nos próximos capítulos... ahsuhasuashuashaushaush. E eu até te conto que no fim tudo dará certo, e se não deu certo é porque não é o fim... ahsuahsuashuashaushasu. Que bom que ficastes com nojo do Voldinho..*-*... Ele será mais nojento ainda... Por enquanto ele ta lá.. Quietinho, mandando aqui, torturando ali... Mas eu vou cutucá-lo... ashuashuashaushuash. Eu estou no MSN, agora... ashuashuashuashas E falei contigo a recém...*-*... Realmente comentários triplos são os melhores...*+*... E sim, meus beijos são recheados de estrelas, não são estes beijinhos comuns, ahsuhasuhasuhasuh. Leia minhas N/As anteriores e verás... Eu sempre desejo estrelas... Vi como é triste escrever e escrever e cansar de escrever e não chegar ao fim... ahsuhasuashuashuashuash. Beijocas estreladas. PS: Ainda me considero mais leitora que escritora...õÔ... PS2: Já tinha me esquecido, mereces um prêmio sim, a rima ficou linda... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Não matar o Ron e a Luna, serve de prêmio????oO???
Lestrange: Que bom que estás adorando a fic...*-*... Eu fico toda arrepiada quando leio os comentários e vejo tantos elogios. Eu demoro geralmente duas semanas para atualizar. Mas sei como é agüentar a curiosidade... auhsuashuashuashuashaush. Sinto muito por ter seca H/H...u.u... Mas tudo acaba um dia... kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Espero que tenhas gostado do capítulo. Beijocas estreladas.
Diany Paula: Eu posso responder aos teus coments em nove capítulos???oO??? Não??? É, pensei que não...u.u.. Huahsuashuashuashuash. Vou responder neste mesmo então.=)... Primeira parcela: pois é, maldita armadura! u.u! kkkkkkkkkkkkkkkk. Eu colocarei o gosto do Harry mais adiante, prometo, mas é que os morangos já estavam explícitos desde o primeiro capítulo entãoooo... A Hermione, coitada mal terá uma chance, ele a coloca em órbita, literalmente. E não, ele não foi pra glória (que não é a sua mãezinha querida... kkkkkkkkkkkk). Não a Mione não o desapontou... ahsuashaushaushasuh. O Hagrid é fantástico sim. Mas nem isso salvou o reino das garras do rei Voldemort. E o Harry está mais para Passolargo que para Legolas, minha querida. A Galena um é perfeita, podes aproveitar que estás em casa e dizer tudo o que passa no teu coraçãozinho gaúcho. Segunda parcela: pois tu sabes que a flor de lis na verdade era de madeira né, e eu a achei quando estava pesquisando espadas para o Harry e para os demais, tive que aproveitá-la... =)... E realmente, é muito triste que durante as invasões eles destruíssem as casas dos mais pobres... u.u.. A sociedade nunca foi uma instituição justa.. Eu amei fazer aquela observação das flechas também... =)... Sim ele foi para o outro lado da muralha e viu sangue e morte a seu redor. Eu sei, eu fui má com o Ron. O Voldemort não estava preocupado por causa da vantagem, mas depois ele se arrependeu, hahahahahaha (risada maligna). E o Harry não vai ser teu... ahsuhasuashuashuash. Eu também fico triste quando os cavalos morrem.. u.u.. Coitados eles nem têm escolha, os humanos os levam para o sacrifício assim, sem mais nem menos. Vou escrever sobre isso mais adiante. Ahsuahsuhasuhsuash. A beleza está nos olhos de quem vê, não é assim??? Eu penso na batalha como um quadro pós-moderno do artista plástico norte-americano Jackson Pollock, para mim há certa beleza selvagem na morte. Terceira parcela: Sim, o Harry é um máximo as coxas.. Ahhh.. que coxas e que bumbum.. *suspiros*.. Aperta quando o teu avô o levar pra ti... hasuahsuashuashuas. O Harry seria um Brad Pitt moreno então.. ahsuhasuahsuas. Adorei o filme Tróia. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Realmente ele não pode ver a Mione, mas é só ela, porque as outras mulheres, em geral, ele despreza, verás no próximo capítulo. Ahhh, a mistura de morte, sangue e homens bonitos tende a ser levemente erótica... ahsuashuashaushusahaushaus. Sim, a autora do mal fez os gêmeos serem levemente debochados...*+*.. Mas eles são o máximo...*-*!!!!! Não os mate!!!! Não podes matar nenhum ruivo sem minha autorização, oras...¬¬... Coitado do Colin, sua sonserina do mal, eu o fiz ter uma morte honrada, oras... ashuahsuashuashuas. Sim eu sou má, hahahahahahaha (risada maléfica)!!!!!!!! Quarta parcela: O Marquês tem medo e com razão do Harry, né??? Uma espada dentada é quando a espada sofreu tantos choques com outro objeto duro que fica com serrilhas, igual às facas de carne, sacas???oO??? É a forma mais simples de eu te explicar isso. Sim, a cena que o Mclaggen cava a sepultura foi ótima, eu particularmente acho uma das que mais condiz com o título da fic. E é, as conclusões do Harry são perfeitas e lógicas sobre onde se luta. Eu ainda não matei minha sede de morte, mas todo mundo anda me ameaçando caso eu mate este ou aquele... u.u.. Cadê a liberdade de expressão deste país???õÔ??? E nada de guerras pacíficas comigo.. Ando lendo Apollyon tu sabes, lá tem sangue e morte...*-*... Quinta parcela: Sim, o “rapaz” que o Harry enviou se transformou na melhor amiga da Mione, mas não se apaixonou por ela.. ahsuahsuashuashasuh. E a cena da despedida foi muito triste mesmo... u.u.. Eu não queria escrever e tinha que escrever, enfim... *suspiros*... O Harry vai maltratar nossa querida curandeira, infelizmente. u.u. Mas é porque ele não sabe ser delicado, ele é um guerreiro afinal! Sim, o Draco é magnífico, e a minha visão dele é muito próxima da do Brad Pitt em Tróia... *suspiros*... A Hermione se deu bem.. ashuashaushuashuash. Coitado do Draco, ele teve que lidar com coisas que não são comuns para ele. Assim como o Harry ele é um guerreiro. Não está acostumado às sutilezas... ahsuashuashauh. Mas eu jamais o faria desmaiar! Ele é muito macho pra isso...=)... Ainda bem que achas que eu acertei na dosagem de Malfoy... Neste capítulo ele foi bonzinho, mas só porque estava com a família, espere a guerra recomeçar.. hehehehehehehe (risada do mal). Sexta parcela: Eu não seiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!! Juro que pensei que todos descobririam que o Guardião Real do Príncipe era menina!!!!!! Era tão óbvio, tava lá nos shippers e tudo mais... ahsuahsuashuashuashuashaus. Eu me esqueci que sentias as dores dos ferimentos...*-*.. Tu sabes que isso é só psicossomático, né??? Ahsuahsuahsuashuash. E o Draco só ficou desconcertado, oras, ele não esperava despir uma mulher.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Eu fui má com ele. Ahhh, e ele até que foi legalzinho, tu vistes o que ele disse pra Pansy neste capítulo???oO??? Antes de ficarem juntos??? Acho que só fugiam do casamento porque ainda não tinham se encontrado...*-*... E o resultado do casal é a maravilhosa Bella. A guria é fantástica...=)... Sétima parcela: Ahhh, vistes? Os irmãos se conhecem... asuahsuashuashuash. No próximo capítulo aparecerá como eles fugiram, e na verdade é um truque bem simples. Sim o Voldinho até foi bonzinho. Mas é que ele sabia que estava no controle. Na verdade é isso que acabará destruindo-o. O fato de ele ser presunçoso demais... Sim o Ron sorria por dentro, eu também sorrio assim às vezes... oO... E é um tempão mesmo, este capítulo já deve ter te dado uma idéia... E continua a seca H/H, o próximo continua sem beijinhos... u.u... Depois eu compensarei, prometo. Tens mesmo que confiar no Harry e nos subordinados e em... Bem, verás no próximo capítulo... ahsuahsuashuash. Ufa, encaminhando-me ao final. Oitava parcela: Eu agüento te ver sempre, só vou ficar mal acostumada com coments tão grandes...*+*... Sim, eu a deixarei com dúvidas, mas todas sanadas a longo prazo... ahsuahsuashuash. Eu sou Corvinal realmente, mas tenho consideração sim, coitada da tua avó nem existe na fic... ahsuahsuashuashaushasuh. E alguém tinha que morrer eu já disse, pra manter o equilíbrio...*+*... E quanto ao casamento.. bem verás no próximo capítulo...*+*... Sim, a Pansy coitada sobreviveu a primeira e a segunda flechada... =)... Sim, haverão faíscas tão grandes que poderão incendiar o campo ao redor deles... Não estou brincando... kkkkkkkkkkkkkkkk. E nada de escudos, o Harry não é tua propriedade, aliás na fic ele tem uma única proprietária feliz e satisfeita, que é a Mione... ashuahsuashuashuas. Eu adoro saber que lês minhas respostas aos demais...*-*... Nona e última parcela: hasuhasuhasuhasuhasuhasu. Estou realmente me sentindo importante!!!!!*-*!!!!! DUAS E OITO DA MADRUGADA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!O_O!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Espero que teu pai não me mate.. ahsuahsuahsuahsuashuash. Que bom que revisastes o coment, ele tava PERFEITO!!!!!!\o/!!!!!!!!*+*!!!!!!!!\o/!!!!!!!!!!!! Eu lembro do dia que assististes Tróia, e imagino o que o bumbum malhado do Pitt realmente faça milagres...*+*... Por mim sempre fez...=).. Agora que fui oficialmente liberada para postar to postando!!!!! *-*!!!!!!!! E sim, quase três páginas de respostas também.. ahsuhasuahsushuashuashusah. Espero que tenhas curtido este capítulo também. Beijocas estreladas.
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