FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

10. Ambiguidade


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Sentiu seu corpo doer, não conseguia mover nem um dedo, suas pálpebras estavam doloridas, o ar parecia arder em seus pulmões e sentia uma máscara em seu rosto. Ao abrir os olhos, sentiu a claridade queimar suas retinas, mas antes que pudesse protestar ou tentar bloquear a luz, seguraram suas mãos e uma voz conhecida a fez querer sorrir, mas seus lábios pareciam não querer obedecer.

-Acalme-se meu amor, está tudo bem. –Richard estava a seu lado, em seu rosto havia marcas de lágrimas e seus olhos estavam vermelhos, não sabia há quanto tempo estava ali, mas era certo que ele chorara há pouco tempo.

-O que houve Rick? –ouviu a voz de Gina e se virou o mais rápido que conseguiu –Mione! Finalmente acordou! –Gina falava alegremente, entrando no quarto e sendo seguida pelo que parecia ser um medi-bruxo.

-Que bom que acordou srta. Granger, vou examiná-la e já tiro os feitiços imobilizadores. Os dois poderiam sair pra que eu possa fazer os exames? –O medi-bruxo parecia atencioso e falava com um forte sotaque, certamente não havia voltado pra Inglaterra. Ao ouvir o pedido do médico os dois saíram em silêncio, dando um último sorriso a paciente.

Hermione observava atentamente os movimentos do medi-bruxo, que passava sua varinha por cima dela, mas pra preocupação de Hermione a todo o momento brilhava em vermelho ou azul, o que significava que mais de oitenta por cento de seu corpo estava danificado. Ele passou a lançar feitiços e Hermione concluiu que ainda estava na República Checa, não reconhecia os feitiços, mas pela expressão séria que ele mantinha, supunha que seu estado não estava nada bem, apesar de não lembrar como poderia estar tão mal se só havia sido atingida por alguns tiros.

Meia hora depois o medi-bruxo saiu e Gina e Richard entraram. A ruiva tirou-lhe a máscara e Richard lançou um feitiço, sentiu sua respiração voltar ao normal, apesar de ainda ter dificuldade pra respirar.

-Como está se sentindo? –Gina pergunta parecendo preocupada.

-Não se mexa. –Richard se apressa a falar, impedindo-na de se mover.

-Eu to dolorida, mas bem. –fala de forma tranqüilizadora, tentando acalmá-los.

-Não ta não, você foi atingida por um feitiço negro e se o Richard não tivesse te achado logo, agora estaria morta. –Gina fala pegando um espelho e mostrando a Hermione o que queria dizer.

Ficou assustada, mais da metade do seu rosto estava negro, e conforme Gina ia mostrando os braços dela pelo espelho, via que todo o seu corpo devia estar dessa forma.

-Não precisa perguntar, deve falar o mínimo necessário. Quando te encontrei estava com uma forte hemorragia, havia muitos corpos espalhados, mas não me preocupei te trouxe pra cá o mais rápido que pude e depois informei a Gina. O médico falou que esse feitiço negro é muito comum na Europa Oriental, ele se espalha na corrente sanguínea e toma o corpo, assim que a pessoa é totalmente tomada, ela morre.
Como te trouxe rápido, os medi-bruxos conseguiram estabilizar o quadro e agora, se você ficar quietinha, os remédios farão a contaminação regredir até desaparecer. –Richard fala com um leve tom de repreensão na voz, mas se mostrando feliz com a boa perspectiva de melhora.

-Ah, se você se comportar direitinho, daqui uma semana poderemos te transferir pro St. Mungus –vendo que a amiga ia falar, Gina faz um sinal e continua –o medi-bruxo não tem certeza, mas você deve ficar ainda umas duas semanas internada e mais uns dez dias em repouso completo em casa. –o olhar de Gina denunciava que Hermione teria que cumprir a risca o que o medi-bruxo dissesse.

-E o que aconteceu com os prisioneiros? –muda o assunto, visto que o feitiço negro devia ser a maior preocupação do medi-bruxo.

-Eu mandei um grupo de aurores pro local e também dei uma passada lá, e que estrago! Realmente fico ansiosa pra saber o que aconteceu. –Gina fala demonstrando muita curiosidade.

-Eu fui comprar umas lembranças pros amigos, então uma mulher esbarrou em mim na loja e senti uma picada, como ela pediu desculpas e mostrou um objeto pontiagudo na cesta de compras não liguei, paguei as compras e sai... não sei direito o que aconteceu depois, só lembro de acordar naquela fábrica abandonada, com um homem e uma mulher, eram russos, parece que me iam “vender” pra alguém, eu então comecei a provocá-los e consegui me libertar, desviando de um tiro que ela tentou me dar na perna acho... eu estava algemada numa cadeira e usei-a pra acertá-la, o outro cara foi pegar a arma dele, em cima da mesa onde minhas coisas estavam e eu consegui desarmá-lo também, ele caiu e quebrou o pescoço, eu me soltei e... lutei contra a russa, quando consegui derrubá-la vi alguns agentes deles entrando com metralhadoras, peguei as duas armas e houve um tiroteio, ao final fui olhar os agressores e vi que eles tinham armas muito boas pra trouxas... houve uma explosão e levantei, mas um bruxo apareceu atrás de mim e me mandou largar a arma, vocês não vão acreditar em quem eram os compradores... –Hermione fala com dificuldade, parando pra respirar e tentar lembrar dos fatos ainda bastante confusos em sua mente.

-Marcus? Aposto que deve ter sido aquele bastardo! Ele botou sua cabeça a prêmio no mercado negro e esses ex-agentes da KGB te pegaram, idiotas, aposto que o pagamento viria em forma de Avadas pra todos os lados. –Gina fala com uma dose de humor negro, surpreendendo Hermione com as informações recebidas.

-Não foi Marcus, Gina. –essa informação pegou a ruiva de surpresa, mas foi indiferente a Richard.

-Quem foi o defunto? Porque seja lá quem for, eu mato. –Richard fala friamente, com um brilho nos olhos que assustou ambas.

-Não vai poder matá-los, porque já estão mortos. –Hermione fala observando o semblante de Richard ficar confuso.

-Ele estava no meio do quebra cabeça que você espalhou por todo lado? –Gina pergunta se referindo aos bruxos que explodiram.

-Não, eram fantasmas, os fantasmas de Voldemort e Salazar Slytherin. Era isso que Marcus queria com os artefatos roubados. –Hermione fala com um pouco de nojo na voz, fazendo Gina se assustar e Richard pular da cadeira.

-Calma Rick, não precisa ficar assim por causa de um nome, até porque a Mione fala ele desde que estava no quinto ano em Hogwarts. –Gina fala se segurando pra não rir da reação de Richard.

-Não precisa ter medo meu anjo, eles não puderam e não podem fazer mal a mim, são só fantasmas. –fala de modo tranqüilizador, levantando um pouco a mão pra que ele segurasse.

-Eu não tenho medo e não precisa ficar preocupada, não importa quem seja, vivo ou morto, eu não nunca mais deixarei alguém te ferir. –fala carinhosamente, tentando passar segurança a namorada.

-Eles chegaram a falar com você? –Gina percebe o clima e resolve voltar ao assunto, antes que fosse expulsa do quarto.

-Sim, disseram um monte de bobagens até mandarem eu soltar o que estava nas minhas mãos, aqueles imbecis não sabiam que era uma granada explosiva, eu só tirei a trava antes de jogá-la no grupo maior de bruxos. Os que conseguiram sobreviver, eu prendi pra evitar qualquer ataque, minha varinha tava comigo desde que derrubei a russa. No final Salazar falou algo, mas não me lembro agora. O feitiço negro foi lançado pelo bruxo que estava atrás de mim, ele havia sido arremessado quando houve a explosão, acabei esquecendo dele. Acho que foi só isso. –Hermione termina tentando lembrar de mais alguma coisa relevante.

-Mas se você estava com a varinha, porque não usou ao invés de ficar trocando tiros, aliás, desde quando você sabe atirar? Não ensinam isso na academia de aurores! –Gina pergunta pasma com o relato.

-Eu aprendi com meu avô, ele era um excelente atirador –Hermione dá uma pausa e tosse um pouco antes de continuar –eu não dei uma de James Bond à-toa, apenas não poderia usar magia com trouxas, é antiético. –fala como se fosse óbvio, apesar da expressão recriminadora de Gina.

-Eu tenho orgulho de você, meu amor, provou ser leal, forte e habilidosa! Mas agora é melhor tentar dormir, precisa descansar antes que seu estado piore. –Richard fala atenciosamente, acariciando-lhe o rosto e dando um rápido selinho.

-Ele tem razão, nós vamos falar com os medi-bruxos e você vai dormir, que mais tarde te passo todos os detalhes. –Gina fala já se levantando e fazendo sinal pra Richard, que beija levemente os lábios de Hermione antes de sair com a ruiva.

Algumas horas depois, Hermione acorda novamente e dessa vez só vê Gina ao seu lado.

-Eu ameacei prendê-lo se ele não fosse descansar, acho que você não vai acreditar, mas ele ficou esses três dias aqui, ao seu lado e eu tenho lá minhas dúvidas de que ele tenha ao menos se levantado pra ir ao banheiro. –Gina fala em tom cúmplice, quase fazendo Hermione rir.

-Ele é um fofo, mas e você? Vejo que também não está muito bem. –fala observando as olheiras disfarçadas pela maquiagem.

-Não tenho conseguindo dormir direito, mas não é nada com trabalho, não se preocupe. –fala minimizando as coisas, se voltando pro relatório em suas mãos.

-Se é não é com trabalho, então você tem mais um motivo pra me contar! –Hermione fala como se fosse óbvio, deitando-se de lado pra olhar melhor a amiga.

-Ok, acho que estou mesmo precisando de uns conselhos. –se dá por vencida, colocando o relatório de lado e passando as mãos no cabelo nervosamente.

-Tem haver com o Malfoy, não é? –pergunta maliciosamente, fazendo Gina se assustar e se perguntar se tinha algo escrito em sua testa.

-Você devia ter feito adivinhação! –fala se largando na cadeira e provocando uma careta em Hermione –Depois que você me falou do Percy fiquei furiosa, fui pro quarto onde geralmente fico na sede e chegando lá comecei a quebrar tudo, quando a coisa loira chegou. Tentei acerta-lo, mas aquele imbecil tem bons reflexos, demorou até eu conseguir derruba-lo...

-Mas ele se machucou? –Hermione pergunta preocupada, achando que a ruiva tinha feito uma besteira das grandes.

-Não, até achei que ele ia parar de desviar e reagir, mas pra minha surpresa aquele cretino me agarrou! Você acredita nisso? –pergunta como se fosse à coisa mais ridícula do mundo.

-E porque não, tava demorando pra rolar alguma coisa entre vocês, quer dizer tudo bem que ele se joga pra cima de todas, mas com você é diferente e a senhorita sabe muito bem disso. –fala em tom acusativo, deixando gina sem jeito.

-Talvez, mas não esperava que ele fosse chegar a tanto! Ele realmente me agarrou! –fala indignada, mas fazendo a amiga rir, apesar da dor que isso provocava.

-Então o que você ta me dizendo é que passaram a noite juntos? Estão namorando e brigaram ou você só não sabe como dizer isso pra sua família? –pergunta parando de rir, tentando se concentrar.

-Você só acertou a primeira. Nós realmente passamos aquela noite juntos, mas acordei cedo e o deixei lá! Consegui fugir por alguns dias, mas o espertinho resolveu me esperar lá em casa. Imagine só a minha cara depois de um dia daqueles, ao encontrá-lo na minha sala me esperando! –fala em tom dramático, fazendo Hermione abafar alguns risinhos, afinal não queria piorar as coisas.

-E o que ele disse?

-Veio me aborrecer, disse que não gostou de acordar sozinho, mas praticamente se declarou, eu é claro, dei um fora nele e ainda reforcei dizendo que o Andy era muito melhor e mais gostoso! –fala em tom vitorioso.

-Ele aceitou isso assim? –pergunta incrédula.

-Não, tentou me agarrar de novo, mas eu tava tão cansada que nem que eu quisesse ia retribuir, então ele ficou nervosinho e saiu batendo a porta. Nunca mais falou comigo, só me olha feio às vezes.

-Ahá! Então é esse o problema! Você está assim porque queria estar com ele. –fala a provocando, fazendo-a corar na hora.

-Não! É claro que não! Eu estou muito bem com isso. –Gina fala tentando parecer segura.

-Vai dizer que você não gostou daquela noite? –pergunta maliciosamente, fazendo a ruiva corar ainda mais.

-Ok, ok! –fala num suspiro derrotado –Aquele maldito é muito gostoso! Droga, por mais que eu tente, por mais que eu me aproxime do Andy, aquele cretino não sai da minha cabeça! –fala quase desesperada.

-Deixe o Andy e converse com Draco, eu não gosto do jeito dele, mas se vocês se amam devem tentar ficar juntos. –fala de modo sério, dando apoio à amiga.

-Amor? Quem falou de amor? Isso é no máximo uma atração física insuportável, aliás, eu achei que gostasse do Andy. –fala como se Hermione houvesse enlouquecido.

-Eu gosto do Andy, a questão é que você não gosta, o está enganando e isso não é justo com ele. Quanto ao Draco, admita, você está pelo menos apaixonada por ele, é difícil de aceitar, mas tenho certeza que vai ser melhor encarar essa situação de frente. –Gina parece pensar no que a amiga diz, mesmo que isso soe mal pra ela.

-Tudo bem, vou terminar com o Andy. Onde esse mundo vai parar... Um Malfoy e uma Weasley! –Gina fala como se fosse algum tipo de pecado.

-Pára de fazer drama e me conta direito como foi aquela noite! –Hermione fala empolgada, tentando se ajeitar na cama, de modo a poder observar melhor a ruiva.

-Olha só você, que curiosa! Mas tudo bem, eu digo se você me contar sobre essas férias com o seu anjinho . –fala falsamente indignada, mas depois assumindo um ar maroto.

-Ok, mas você primeiro! –Hermione concorda e Gina começa a contar tudo em detalhes.

Marcus estava furioso, de seu corpo vinha uma vibração que denunciava que a qualquer momento explodiria. Abriu com violência a porta de seu quarto, encontrando os fantasmas num jogo interessante de xadrez bruxo.

-Olá Marcus, venha ver como se humilha alguém no xadrez bruxo! –Salazar falou empolgado, deixando Voldemort com uma expressão que misturava frustração e raiva.

- HIPÓCRITAS ! COMO USARAM DESOBEDECER MINHAS, CLARAS, ORDENS? DETERMINEI QUE, NINGUÉM , OUSASSE SEQUER SE APROXIMAR DE HERMIONE GRANGER! –ao bradar furiosamente, os móveis voam espontaneamente pros cantos do quarto, deixando o caminho até os fantasmas livre.

-Então a sangue-ruim já espalhou sobre nosso retorno. –Salazar fala pensativo, como se ignorasse o tom irado de Marcus.

-Não a chame assim e não ignore meu tom! –fala mais baixo, apesar de transmitir muito mais raiva que ao berrar.

-Pensei que houvesse lhe ensinado a não se apaixonar, a ver como todas as mulheres são vadias que agem conforme seus interesses! –Voldemort fala mais duramente, parando de flutuar e ficando de pé a frente de Marcus como se fosse lhe dar um sermão.

-Hermione não é assim... –engole em seco, como se um murro lhe houvesse atingido a face, fazendo-o baixar o tom de voz e os olhos diante do pai.

-Todas são assim! Se afaste dessa sangue-ruim, antes que ela faça o que sua mãe nos fez. –fala de modo firme, o interrompendo.

-Ela não vai me abandonar, ela me ama! –Marcus fala ganhando mais determinação, olhando os dois fantasmas o encarando desaprovadoramente.

-Ela ama o Richard e odeia Lord Marcus! Ela irá te abandonar quando souber da verdade. –Salazar fala de modo firme, fazendo-o sentir-se um pouco fraco.

-A Granger sempre fez parte da Ordem da Fênix, você sabe o que isso significa, não sabe? Ela é uma auror e quando souber da verdade tentará te prender sem nenhum remorso! –Voldemort continua, falando duramente e obrigando o filho a olhá-lo.

-Ela vai me entender, vai seguir comigo, ao meu lado! Ela me ama e nunca me abandonaria! –fala ganhando firmeza na voz, tentando achar forças nas suas lembranças pra argumentar o contrário.

-Tolo! Sua mãe me dizia o mesmo em meu auge, no entanto você sabe o que aconteceu, aliás, deve se lembrar da promessa que me fez! –ao ouvir o pai dizer isso um tremor lhe percorreu o corpo, mas não era medo ou insegurança, era ódio, tirando o assassino de seu pai, ela era a pessoa que mais odiava no mundo.

-Pense com a cabeça e verá que estamos fazendo o melhor pra você! Se não nos ouvir, ela será sua ruína! –Salazar fala com rigidez, mas ao mesmo tempo soando paternal. Ao falar isso, tanto Salazar quanto Voldemort desaparecem.

Ao se ver sozinho, Marcus se deixa cair, ficando ajoelhado no chão. Em sua mente imagens de Hermione pulavam freneticamente, enquanto as vozes de Salazar dizendo que ela seria sua ruína e de Voldemort falando que ela o abandonaria quando soubesse de toda verdade.

Sentindo que iria explodir de fúria e angustia, Marcus urra com toda força dos seus pulmões e logo depois aparata pra uma floresta densa e com um forte ar mágico. O ódio e a maldade exalavam do bruxo, fazendo o silêncio se apossar da área, podia-se ver uma chama arder e crescer no verde escuro de seus olhos, suas mãos estavam fechadas e os ouvidos apurados, tentando ouvir algo mais que sua respiração ofegante.
Ouviu um som que parecia se aproximar, ao ir à direção dele identificou passos, eram cascos, devia ter pelo menos uns quatro animais. Correu alguns metros e se deparou com centauros, eles fugiram ao ver o bruxo, mas Marcus os seguiu, ainda sob efeito de muitas lembranças desordenadas.

Um menino de mais ou menos cinco anos estava deitado num jardim, olhando a noite nublada e sem estrelas, quando o espectro de Voldemort surgiu ficando ao seu lado.

-Vejo que sua mente está como o céu, estou certo? –a voz de Voldemort parece o despertar de seus pensamentos.

-Quem é minha mãe, papai? –o menino perguntou de modo indiferente, sem desviar seus olhos do céu escuro.

-Porque pergunta? Não me diga que pensa em procurar aquela traidora? –fala com raiva, deixando o fim sair quase que como um rosnado.

-Penso sim, não agora, mas mais tarde...

-Como ousa? Depois de tudo que lhe contei, depois de saber como ela nos abandonou você quer procurá-la? Quer se humilhar pedindo atenção? Ela renunciou a você... –começa a falar furioso, ficando sobre o filho pra que ele o visse, até ser interrompido por uma fala inesperada.

-Eu vou matá-la. – o menino disse tranquilamente, desviando seus olhos calmamente pros do pai, que havia parado de falar e o olhava estático, sem nenhuma reação.

-Vai mata-la? –Voldemort fala em meio a gargalhadas frias e orgulhosas, sentindo-se aliviado com a atitude do filho –Por um momento me assustou, meu garoto! –fala se acalmando, voltando a ficar do lado dele.

-Vou faze-la se arrepender de ter nos abandonado justamente quando mais precisávamos. Ela não poderia ter sido mais covarde, deixar um homem em sua derrota e um bebe recém-nascido, tudo por medo de alguns aurores imbecis! –Ela merece sofrer, merece ser torturada até implorar sua morte. –fala impassível, virando-se pra olhar seu pai, que deixava o orgulho refletir em seus olhos.

-Você me deixa feliz e orgulhoso com essa atitude, mas deve esquecer isso, ter alguma ligação sanguínea as vezes pode ser muito útil pra certas magias, eu mesmo me arrependi de ter matado meus parentes próximos. Mas, saiba que um dia ainda poderá se vingar, quando o reino negro surgir, nada poderá abalar seu poder ou te derrotar, então será a hora de todos os seus inimigos sucumbirem. –fala seriamente, fazendo o menino se sentar e olhar pro espectro atentamente.

Ao alcançá-los, Marcus se viu numa emboscada, dezenas de centauros saíram de todas as direções e o cercaram, mas ao invés de medo, sentiu uma onda de prazer percorrer seu corpo, poderia descontar a raiva que sentia em algo.

-Porque está sorrindo bruxo? – o centauro que estava à frente, pergunta ao ver o sorriso frio, mas de satisfação do rapaz.

Marcus não respondeu, apenas se moveu como um raio, acertando um soco no centauro, os outros logo se moveram ofensivamente, alguns indo até o bruxo de mãos livres e outros ficando em círculo, apontando flechas ameaçadoras pra ele.

-Me sinto inseguro com isso, não que o sr. Malfoy não seja um grande bruxo, mas ele como os outros não chegam nem perto do senhor, queria que pudesse me ensinar, que pudesse ter um corpo. –fala cabisbaixo, deixando uma lágrima rolar por seu rosto.

-Não fique assim, meu filho, lhe prometo que um dia terei um corpo pra abraçá-lo, pra ensina-lo, pra seguir lado a lado contigo em sua caminhada ao trono! –Voldemort, fala em tom paternal, quase soando amoroso, fazendo o menino de expressão fria, sorrir como uma criança de cinco anos.

Os centauros caiam uns atrás dos outros, Marcus não era só rápido e ágil, também era muito forte, lutava com socos e chutes precisos, usando magia apenas pra bloquear as flechas e se desviar de um golpe mais certeiro.

-Fujam! –Um dos centauros bradou e os outros começaram a correr assustados, mas Marcus não deixaria que isso ocorresse.

-Ninguém foge de mim! –sussurrou malignamente, logo depois jogando seus braços como se estivesse se abraçando e depois liberando algo, fazendo uma onda de chamas sair de seu corpo e se espalhar pela floresta, transformando tudo num raio de cinco quilômetros em cinzas, deixando apenas os ossos chamuscados dos centauros como evidência.

Mesmo depois de lutar tanto, ainda estava com raiva, os poucos ferimentos causados pelos centauros não eram mais que arranhões, que não o incomodavam. Continuou seu caminho, dirigindo-se a uma montanha, talvez encontrasse mais seres por lá.

Um menino dormia até ser acordado por uma voz familiar, ao abrir os olhos se assustou com o que via.

-Eu lhe prometi filho, prometi que voltaria a ter um corpo por você! –Voldemort fala após voltar do cemitério, onde recuperaria seu corpo.

-Eu não acredito... papai! –Um jovem de quatorze anos pula da cama e se joga em cima de Voldemort, abraçando-o com todas as suas forças –Você voltou papai, finalmente podemos nos abraçar! Não acredito que tenho você, aqui comigo. –o rapaz falava alegremente, sem conter sua emoção.

-Agora poderei te ensinar pessoalmente, terá um adversário a altura! –Voldemort fala o afastando gentilmente, olhando-o determinado.

-Sim! Agora poderemos tornar nossos sonhos realidade! –o rapaz fala com a mesma determinação do pai.

Marcus chega à montanha e vê um enorme gigante se encaminhando pra uma caverna, levando algo morto nos ombros. Sorri vitorioso, teria enfim um jeito de descarregar a raiva.

-Hei, fracote! Estou precisando de um saco de pancadas! –fala arrogante e olhando o gigante como a um inseto.

-Seu verme, vou te ensinar como se fala com um ser superior! –o gigante fala irritado, deixando a caça de lado.

Sem mais demoras, Marcus lançou um feitiço com as mãos, que fez o gigante cambalear. Enquanto isso se concentrou por alguns segundos, deixando uma luz arroxeada o envolver, fazendo com que seus músculos se expandissem.
Ao ver o gigante recuperado e pronto pra atacar, Marcus salta o equivalente a três andares de um prédio e acerta o gigante com um chute, ao mesmo tempo em que pega impulso e acerta um soco no rosto do gigante que cai com um estrondo.

Um barulho é ouvido e Marcus vê vários gigantes saindo da caverna, deviam ser uns oito entre homens e mulheres. Agora sim ele teria distração o suficiente pra se concentrar e afastar todas aquelas lembranças que o atormentavam.

A cada feitiço, a cada soco ou chute, lembranças saltavam em sua mente, promessas e sonhos feitos a seu pai e a Hermione o consumiam.

Marcus estava fazendo flexões, era parte de sua rotina diária de treinamento, quando Lucius Malfoy entra na sala com uma expressão séria e muito sangue nas vestes.

-O que houve Lucius? –pergunta preocupado, com uma sensação horrível o tomando.

-Sinto muito Marcus, tentamos o máximo que pudemos, mas não conseguimos evitar a grande derrota. Queria poder ter trazido o corpo, mas estava em milhares de pedaços. –fala com pesar, os olhos baixos.

-Quem foi? –fala entre dentes, o ódio mais forte que a dor, lágrimas escorrendo pelo seu rosto se confundindo com o suor.

-Está morto, foi uma explosão que levou os dois. –fala com certo receio, não queria ser alvo da fúria dele.

-Saia! –ordena se virando e se ajoelhando no chão, começando a chorar após ouvir Lucius aparatando. Não podia tê-lo de volta, não podia se vingar, não tinha mais com quem realizar seus sonhos. Imagens vagas giravam em sua mente, o ar recusava-se a entrar em seus pulmões, seu coração batia descompassado, sentiu uma dor que jamais sentira, sua cabeça parecia que iria explodir, mas apenas caiu na escuridão.

-Fiquei aprisionado na escuridão por anos, não vou deixar ela me consumir novamente, não vou sucumbir! –Gritou enquanto atingia uma giganta com o punho envolto por chamas negras, abrindo um buraco no ventre dela.

Logo depois foi atingido pela mão de um gigante, caindo com a pancada, sentindo seus ossos vibrarem com o contato intenso com o chão.

Deitou-se exausto sobre o corpo da morena, que logo depois o abraçou com o máximo de força que possuía, beijando-lhe o topo da cabeça e depois acariciando seu rosto. Não lembrava de sentir tão leve, livre, estava relaxado sem nenhuma defesa, totalmente vulnerável, mas sentia-se totalmente seguro. Eram sentimentos confusos, mas no momento não queria pensar só sentir.

-Promete que nunca vai me deixar, que não voltará a desaparecer? –Hermione perguntava quase suplicante, sua face sendo iluminada por um relâmpago, deixando visível o medo que tinha de perdê-lo.

-Eu seria louco se te deixasse, na verdade creio que nem morto ia querer sair de perto de você, meu amor. –Richard falava docemente, se movendo pra olhá-la e após ver o sorriso acompanhado de uma lágrima, a qual aparou com os lábios, beijou-a intensamente.

A lembrança de seu reencontro com Hermione deu-lhe as forças pra levantar, a magia circulava loucamente em volta de si, sentimentos de perda e paixão se misturando. Levantou com dificuldade e aparatou pra evitar ser esmagado pelo pé de um dos quatro gigantes que ainda restavam. Sem ligar para as dores que sentia, avançou sobre eles, pegando sua varinha e transformando-a em uma espada, ainda lembrava de como havia projetado ela nos últimos anos, fora milimetricamente pensada e agora se comportava como uma extensão de seu corpo.
Com incrível destreza se moveu de um lado pra outro acertando os gigantes, sentindo o sangue deles jorrar sobre si, e junto a ele a chuva que começava a cair, levando consigo a raiva e frustração que sentia, mas o sufocando em mais lembranças.

Chovia intensamente, mas isso não o importava, suas atenções estavam numa jovem morena a seu lado.

-Isso foi uma loucura! –ela falou olhando a chuva pela janela.

-Já fizemos coisas mais diferentes. –fala maliciosamente, abraçando a morena ao seu lado.

-Deixa de ser bobo! Falei que foi uma loucura fazermos isso aqui, com meus pais dormindo bem ao lado! Eles poderiam ouvir, sabia? –pergunta sentindo-se um pouco culpada, se virando pra olhá-lo.

-Que nada, você não é nenhuma escandalosa! –fala em tom divertido ganhando uns tapinhas de uma Hermione levemente corada.

-Você não presta mesmo, seu sem vergonha! –fala em um tom falsamente reprovador, enquanto ele sorria maroto, se pondo em cima dela.

-Eu tenho culpa de não resistir a você? –sussurra sedutoramente, antes de beijá-la.

-Não, sai de cima de mim, vai. –pede sem muita vontade, tentando não ceder àquela tentação de olhos verde esmeralda.

-Você manda! –fala sorrindo travessamente, invertendo as posições, mas não parando de beijá-la.

-Eu não quis dizer isso! –fala depois de afastar seus lábios dos dele, o empurrando de modo que ele ficasse deitado e ela sentada sobre o namorado.

-Não? Achei que queria me agradar? –fala inocentemente, fazendo-a rir da cara de pau dele.

-Você não tem medo? Acha que meu pai faria o que se nos visse aqui, assim? –fala mostrando o estado dos dois.

-Não sei e nem quero saber, até porque com uma visão dessas fica difícil de pensar! –fala maliciosamente, olhando-a com desejo.

-Quando chove não dá pra conversar com você! –fala falsamente indignada, sentindo a excitação do rapaz, que não agüentando aquela distância, se senta e a puxa pra um beijo ardente.

-Chuva dos infernos! Porque tinha que chover agora, já não basta meu coração gritando, sendo torturado e dividido em dois, agora vem essa maldita chuva, pra não me deixar esquece-la... minha outra metade. –desabafa com fúria e mágoa, sentindo-se perdido e sozinho.

Todos estavam no chão, mortos. Marcus sentia o sangue ser lavado pela chuva, tanto o deles quanto o seu.

-Malditos, estou ficando enferrujado! –fala criticamente, olhando os hematomas e fraturas em seu corpo, as roupas rasgadas, a destruição por toda parte.

Acabou de tirar a camisa, totalmente destruída, re-transformou a espada em varinha e se arrastou pra caverna, onde se abrigou da chuva, jogando-se numa cama feita de peles de animais. Sentiu a dor tomar conta de si e sua consciência se esvair, mergulhando na escuridão.

Acordou sentindo-se muito cansado, estava quente, sabia que estava doente. Tentou se levantar, mas seus membros não queriam obedecer, podia sentir seus ossos quebrados, doendo quase tanto quanto sua cabeça, os espirros e a tosse só o irritavam ainda mais.
Concentrou-se em alguns feitiços, logo estaria “inteiro” novamente, mas isso não o perturbava, estava dividido entre ser Lord Marcus e caminhar com seu pai em direção a um futuro de glórias ou ser Richard e seguir junto a Hermione numa vida cheia de amor, não que não amasse seu pai, ele era seu ídolo, seu exemplo, seu mestre, mas Hermione era sua paixão, a mulher com quem queria viver, ter filhos, a dona da face angelical que ansiava por ver todas as manhãs ao acordar.

-Droga! Porque eu não posso ficar com os dois, porque não posso ter família e amor, porque tenho que escolher? –se lamenta com raiva de tudo, mas sentindo novamente vontade de chorar e odiava muito fazer isso.

As horas se passaram até que perdesse a noção do tempo, não sentia fome nem dor, só queria que tudo acabasse, que pudesse fazer seu pai entender que Hermione era a mulher de sua vida e faze-la entender a existência de Marcus, mas não sabia qual das duas coisas era a mais improvável. Seu pai dissera a verdade, ela nunca aceitaria Marcus, assim como seu pai jamais compreenderia o que é amar e ser amado.

N/A: Como prometido, o cap ta aqui, não demorei mto não é?

N/A²: Eu não fiquei muito contente com esse cap, na verdade eu geralmente não fico, mas espero que tenham conseguido ver as reações de Marcus e como ele está dividido.

N/A³: Nos próximos caps o mistério sobre o que aconteceu com Harry Potter acaba, por acaso vocês já sabem o que houve?
Quero muitos cometários e alguns votos, senão fica dificil de saber se tão ou não gostando da fic!

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2021
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.