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11. XI • Primeiros Dias


Fic: A Honrosa Face do Desejo


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Alguns dias depois, Hermione foi liberada do hospital e Draco a levou para o hotel onde estava hospedado. Partiriam para Chi¬cago, no dia seguinte, por um avião fretado. Ao menos esse be-nefício ela e Matthew teriam nas próximas seis semanas, Hermione pensou. Tranqüilidade financeira.
Depois de acomodá-la, Draco foi buscar o menino na casa da sra. Grady, sob os protestos de Hermione que queria ir junto. Em poucos minutos, porém, a porta se abriu e Matthew correu para seus braços, rindo e gritando e depois chorando com a mãe. Draco ficou olhando a cena como se estivesse hipnotizado. Tinha ciúmes do menino e mais ainda de seu pai. Odiava a idéia de Hermione ter estado nos braços de outro homem.
Matthew mostrou o ursinho à mãe e o fez falar.
— Não é bonito? Foi meu... foi seu... foi aquele homem que me deu.
— Draco — Hermione pronunciou.
— Draco — Matthew repetiu, olhando para o homem alto e quieto que o trouxera para o hotel. Não sabia se gostava ou não de Draco, mas tinha certeza de que Draco não gostava dele. Hermione segurou o rosto pálido da criança.
— Está precisando tomar sol, meu filho. Tem passado muito tempo dentro de casa.
Draco acendeu um cigarro e abriu as cortinas antes de se sentar em uma poltrona.
— Contratei uma babá para Matthew, pois não poderei estar com vocês em Chicago durante todo o tempo. Dessa forma, Matt-hew terá quem o leve ao parque e à praia.
Hermione sentiu a nuca se arrepiar. Ela tivera o filho sozinha e o criara com todo o amor e carinho. Agora vinha Draco e pensava que podia transferir a responsabilidade para uma estranha.
— De jeito nenhum! Se Matthew tiver de ir a algum lugar, será comigo!
Draco franziu o cenho. Hermione estava superprotegendo o filho, era óbvio. A sra. Grady insinuara algo assim e agora ele tinha a comprovação. Algo deveria ser feito. Um menino não se trans-formava em um homem agarrado às saias da mãe:
— Tem coragem de encerrá-lo entre quatro paredes só para desfrutar de sua companhia em período integral?
— Logo estarei boa — protestou.
— Oh, sim. Você até já está conseguindo sentar.
Ela o encarou, indignada.
— Também posso andar.
— Tem certeza?
— Você pode se apoiar em mim, mamãe. Sou muito forte.
Mais uma vez Draco sentiu um terrível ciúme por Hermione gostar tanto do filho de outro homem.
— O que vão querer para o jantar?
— Filé e salada para mim, por favor — Hermione pediu.
— Quero peixe — Matthew puxou o braço da mãe, inseguro.
— Não sei se eles têm...
— Deixe o menino comer o que quiser — Draco respondeu, mal-humorado, e se dirigiu ao telefone.
— O homem não gosta de mim — Matthew cochichou. — Ele não tem filhos?
Hermione teve ímpetos de desabar em pranto, mas sabia que isso não resolveria nada. Sua única esperança era que Draco não tivesse ouvido. Mas ele ouviu, embora não desse demonstração, e ficou preocupado. A percepção da criança tornaria as coisas ainda mais difíceis.
Sentaram-se para jantar. Matthew se colocou o mais distante possível. Draco ficou ao lado de Hermione e foi o primeiro a se levantar, com a desculpa de que iria buscar algo para ela ler. Na realidade, queria fugir daqueles olhos grandes, escuros e tristes. Estava se odiando por magoar o inocente que, sob outras cir-cunstâncias, poderia ser seu próprio filho.
Tomou um uísque no bar do hotel, ignorando os olhares pro-vocantes de uma loira, e depois subiu para o quarto, levando uma revista para Hermione e um álbum de colorir mais uma caixa de lápis para Matthew.
Encontrou os dois deitados no sofá, que ficaram imediatamente tensos ao vê-lo.
— Trouxe um livro de colorir para o menino — Draco anunciou.
Matthew não se moveu. Draco foi até ele e estendeu o presente. Matthew continuou imóvel.
— Não quer o livro? — Hermione indagou.
— Não. Ele não gosta de mim — o menino respondeu, os olhos baixos.
Draco se sentiu dividido entre a dor e o desejo de vingança. A criança sensibilizava-o como nunca julgara possível. Via a si próprio naquele menino. Sua infância também fora infeliz porque o pai nunca amara sua mãe. Quando ela morreu, o pai se tornou ainda mais distante do que já era. Depois conheceu Sheila e se modificou. Mas por pouco tempo, graças à família de Hermione .
Só que Matthew era diferente. Matthew não tinha culpa dos erros de sua mãe.
Colocou o livro e a caixa de lápis sobre a mesinha e deu a revista a Hermione. Em seguida se sentou, acendeu um cigarro e fingiu ler o jornal.
Em poucos minutos o menino se levantou, foi até a mesa e olhou para a mãe.
— Posso?
— Claro que pode. Eles são seus.
Matthew abriu o livro e espalhou os lápis pelo chão. Draco olhou por cima do jornal e sorriu. Hermione ficou surpresa com sua paciência. Havia se esquecido do quanto Draco podia ser gentil.
Dormiram cedo. Ela e Matthew em uma cama e Draco na outra.
— Não vale a pena nos incomodarmos, pois é só por uma noite. Amanhã estaremos em minha casa e lá cada um terá seu próprio quarto.
Sim, Hermione pensou, e aí começaria o problema. Matthew estava acostumado a dormir com ela. Com seu parco rendimento, só tivera condição de alugar um apartamento com um cômodo e cozinha. Durante o dia era sala e à noite o sofá se transformava em cama.
Mas estava nervosa e cansada. No dia seguinte resolveria a situação. Fechou os olhos, então, e dormiu, sem sonhar.

Partiram para Chicago pela manhã. Apesar do conforto do jatinho, sentia-se dolorida. Se ao menos pudesse relaxar e desfrutar da viagem como o filho. Matthew estava tão excitado que não parava de falar e fazer perguntas. Parecia nem se lembrar mais de que Draco não gostava dele.
No passado, Hermione nunca pensara no tipo de pai que Draco daria. Em seu mundo de sonhos, só havia lugar para o romance, e não para a rotina do dia-a-dia entre um homem e uma mulher casados. Agora, olhando para Draco, notava que ele gostava de crianças. Tinha muita paciência. Respondia cada pergunta como se fosse da maior importância. Naturalmente havia uma reserva em suas atitudes, por acreditar que Matthew era alto de outro homem, mas, às vezes, parecia esquecer e ria.
Ao checarem, havia urna limusine esperando-os. Draco a car-regou no colo e a colocou gentilmente no banco. Foi difícil resistir ao desejo de tocá-lo e de lhe beijar a boca. Apesar de tudo que sofrera, nunca conseguira deixar de amá-lo. Mas preferiria morrer a permitir que Draco destruísse seu orgulho, como fizera uma vez.
O apartamento era de cobertura e dava vista para um parque e para uma praia. Hermione, entretanto, não pôde explorá-lo como gostaria, pois precisou se deitar imediatamente. A sra. Albright ajudou-a. Fora indicada por Blaise e trabalhava com Draco havia um ano. Seria ela quem tomaria conta de Mattllew, além de con-tinuar cuidando do apartamento e da cozinha.
Simpática e grisalha, a sra. Albright serviu café e bolo para Hermione e em seguida levou Matthew para a cozinha, onde serviu leite e bolo, além de ouvir as aventuras vividas pelo menino durante o vôo.
Instalados Hermione e o filho, Draco apanhou o telefone e discou um número. Hermione não entendeu a conversa, mas ouviu o nome Blaise. Realmente, uma hora depois, Blaise apareceu no aparta¬mento, na companhia de uma mulher morena e baixinha, que lhe foi apresentada como Joyce Latham, a secretária dele.
Blaise era muito simpático e também a garota. Estavam avi-sando Draco sobre a reunião daquela noite, quando os demais membros do grupo estariam presentes.
Em certo momento, Matthew entrou na sala e chamou Hermione para ver seus desenhos. Draco o segurou e o apresentou aos ami¬gos.
— Daqui a pouco sua mãe irá.
O menino sorriu com timidez e se foi, sem discutir.
— É a sua cara... — Blaise começou a dizer para se calar em seguida ao notar o olhar furioso deDraco. — Bem, é melhor voltar para o escritório. Não queremos cansar a senhora.
Depois que os visitantes se foram. Draco sugeriu que Hermione fosse verificar a arte do filho enquanto ele voltava ao trabalho.
— Você se ofendeu quando Blaise mencionou a semelhança.
Draco apertou os lábios.
— Obviamente o pai dele também é latino — resmungou. — Não quer divulgar sua identidade ainda?
— Por que isso lhe interessaria? Quando deixei a Guatemala foi sob a impressão de que você nunca mais desejaria me ver.
— Eu tentei falar com você, mas não quis me ouvir. Fiquei pensando que meus sentimentos não lhe importavam.
— Você teve sentimentos algum dia? Se teve, escondeu-os muito bem.
— Isso te surpreende, Hermione ? Considere o tipo de trabalho que desenvolvi. Eu não podia me dar ao luxo de ceder às emoções. Nos últimos anos, isso foi uma bênção e ao mesmo tempo uma maldição. Talvez, se eu não tivesse sido tão reticente com você, os últimos cinco anos não tivessem sido desperdiçados.
A pulsação de Hermione acelerou, mas ela se forçou a manter a aparente serenidade.
— Eu entendi. Apesar de ser jovem, nunca fui estúpida.
— Você não imaginou, Hermione, o que aconteceria, quando me levou para sua doce armadilha?
— Não foi uma armadilha. Eu estava sozinha em casa e proi-bida de sair. Peguei um papel e escrevi uma porção de poesias tolas de amor. Depois redigi um bilhete caloroso, que pretendia destruir. Jamais o enviaria a você. Tentei explicar isso a ambos, mas não quiseram me ouvir. — Ela fechou os olhos e não viu o que se passou nos dele. — Eu te amava. Eu te amava mais do que a minha própria vida. Meu pai queria que eu estudasse. Se fosse para a faculdade, nunca mais o veria. Precisava ficar com você enquanto pudesse e aproveitar cada minuto. Foi por isso que cedi. Não foi um plano e não foi uma armadilha. — Hermione se deteve e riu. — A ironia da história foi eu ter sido tão tola ao ponto de acreditar que você poderia vir a me amar caso vi¬vêssemos juntos. Mas você me deixou com sua família e desapareceu. Tentei desesperadamente chamar sua atenção quando voltou e isso foi o pior. Quando acordei do meu sonho e vi que você só ficaria comigo por obrigação, decidi que só me restava deixá-lo em liberdade.
A cada palavra de Hermione, Draco se sentia açoitado.
— Está tentando me dizer que não pensava em casamento?
— Claro que pensava, mas nunca em forçá-lo a isso! Eu te amava. Tinha apenas vinte anos e nunca havia conhecido um outro homem. Você era meu mundo, Draco!
Draco se sentiu envelhecer naqueles poucos minutos. Nunca parara para pensar no motivo que levara Hermione a agir como agira. Lá no fundo talvez soubesse, mas não quisera enfrentar a verdade.
— Fui falar com seu pai quando soube que estava viva. A única coisa que ele me disse foi que você me desprezava e que nunca mais queria me ver. Assim mesmo, tentei encontrá-la. Se era verdade, queria ouvir de você diretamente.
— Quando solicitei a cidadania americana, usei meu nome de solteira — Hermione explicou. — Meu pai tinha meu endereço, mas eu o fiz jurar que nunca o revelaria a ninguém. Quando morreu, foi seu advogado quem me comunicou. Eu gostaria de ter ido ao funeral, mas não tinha dinheiro. Pedi, então, ao advogado que guardasse segredo sobre meu paradeiro. Não acreditava que você quisesse me procurar depois de eu ter... perdido o bebê, mas resolvi me precaver.
— Você era minha responsabilidade. Ainda é. Nossa religião não aceita o divórcio.
— Minha memória não permite uma reconciliação — ela de-clarou. — Ficarei aqui até poder voltar a trabalhar. Nem um dia a mais. Sou responsável por mim mesma e por meu filho. Você não tem mais lugar em minha vida nem em meu coração.
— E Matthew?
Ela afastou os cabelos, num gesto nervoso.
— Matthew não lhe diz respeito. Ele acha que você o odeia, e provavelmente está certo. O quanto antes eu o tirar de sua presença, melhor será.
— O que esperava? Que eu o aceitasse de braços abertos? Como posso acreditar em você? Se é verdade que me amava, nunca teria ido para os braços de outro homem. Nunca!
Como Draco estava certo! Nunca, realmente nunca poderia ter havido outro. Se ele confiasse nela ao menos um pouco, reco-nheceria o absurdo de seu ciúme. Mas ele sequer a conhecia. Nunca fizera o menor esforço para conhecê-la a não ser no sentido físico.
Exausta, Hermione se deixou resvalar sobre os travesseiros.
— Não estou em condições de continuar a discutir, Draco. Estou muito cansada.
— Eu sei. Precisa de repouso. Conversaremos quando estiver mais forte.
— Não esperava encontrar a pequena escrava de antes, espe-rava?
— Gosto muito da mulher que você se tornou, Hermione — ele pronunciou lentamente. — Uma mulher com fogo nas veias é muito mais interessante do que uma garota sonhadora.
— Não pense que provocará incêndios em mim.
— Tenha cuidado, menina. Não proponha desafios, que eu poderei aceitá-los.
Assim dizendo, Draco se inclinou e roçou os lábios nos dela, na promessa de um beijo.
Hermione fechou os olhos e virou a cabeça sobre o travesseiro, mas ainda sentia a respiração de Draco em seu rosto. De repente, ele se afastou e acendeu um cigarro.
— Não precisa se assustar. Sua virtude está a salvo comigo. Só quis provocá-la. Deixei de desejá-la no instante que soube a respeito de sua sede de vingança...

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