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20. Reviravolta


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione despertou ainda sentindo dor pelo corpo, sentiu alguém tocar nela e se virou lentamente, vendo o medi-bruxo comensal acabando de tratar de seus ferimentos.

-Como se sente? –ele pergunta gentilmente, se sentando de frente pra ela.

-Bem, embora dolorida... Pelo menos pra mim, mas e pra você? –pergunta ainda sonolenta.

-Na minha opinião, a senhorita tem uma excelente capacidade de recuperação, sua pele já está quase que completamente restaurada e suas unhas já estão quase alcançando o tamanho normal. –fala com um sorriso animador.

-Pelo visto estarei preparada pra outra sessão logo pela manhã. –ela fala com um suspiro cansado.

-Eu sinto muito, na verdade, no seu lugar, eu já teria dito o que ele queria. Pode me achar um covarde, mas prefiro a morte, a ser torturado dia após dia e cada vez mais cruelmente. –fala com um ligeiro tremor que denunciava o medo que tinha de Marcus.

-Se você realmente quer me ajudar, me liberte... –o comensal empalidece, mas ela continua rapidamente, antes que ele a interrompa. –deixe a porta da cela aberta, sairei daqui uma ou duas horas quando já estarás longe daqui. Eu direi que foi culpa do comensal que me trouxe a comida, também não precisa me deixar à varinha, eu posso conseguir outra no caminho. –Hermione pede usando a voz mais fraca e o olhar mais digno de piedade que possuía.

-Eu gostaria menina, mas seria perigoso e você certamente acabaria morrendo, seria impossível passar por tantos comensais e só quem tem a marca negra pode aparatar pra fora ou pra dentro da fortaleza. –ele explica parecendo realmente triste em não poder ajudá-la.

-Eu posso me virar, não se preocupe! Apenas deixe a cela aberta antes de sair. –ela fala com um sorriso amigável.

-Tudo bem, mas não poderei fazer mais nada por você. –ele a adverte ao que ela apenas tenta sorrir, mas desiste ao sentir uma pontada forte no peito.

-Boa sorte. –ele fala antes de sair, deixando a porta somente encostada.

Ela apenas assente, voltando a descansar enquanto sentia a carne arder enquanto sua pele voltava a crescer. Cerca de uma hora depois, se olha no espelho que ainda estava na cela, vendo que parecia estar normal de novo.

Hermione começou a fazer um aquecimento pra relaxar e alongar os músculos, logo depois abrindo lentamente a porta da cela, saindo no corredor quase tão escuro quanto sua cela.

A morena caminhou lentamente pelo corredor, ignorando os sons que vinham das celas. Chegou a uma grande porta dupla de madeira, reforçada por uma barra de metal, que possuía duas argolas de ferro. Puxou uma das argolas devagar, encontrando um guarda parado e de costas pra ela.

Percebendo que o guarda estava sonolento e que o corredor continuava sendo muito escuro pra ela fazer sombra, ficou perto dele silenciosamente e deixou suas mãos na direção do pescoço do guarda, depois fazendo um movimento extremamente rápido que a permitiu quebrar o pescoço dele, antes que pudesse ter a chance de reagir.

Depois de pegar a varinha dele, Hermione seguiu silenciosamente pelo corredor até uma bifurcação, sem saber pra onde ir, fez um barulho baixo pra ver se atraía atenção de algum guarda e se escondeu atrás de uma armadura medieval. Assim que o guarda chegou pra verificar a origem do barulho, ela o paralisou com um feitiço e depois leu a mente dele, procurando por um “mapa” do lugar e onde os guardas estavam posicionados, assim como o horário da troca de guarda.

Matou o guarda e seguiu pelo corredor da esquerda, de onde o ele viera, e então seguiu pelo caminho mais curto até o quarto de Marcus, matando silenciosamente os guardas que via no caminho, até chegar à porta pesada e negra que dava pro quarto do inimigo. Respirou fundo e fez um feitiço pra porta abrir em silêncio, entrou silenciosamente e o viu dormindo, em sua cama de dosséis com lençóis negros.

Ao se aproximar pôde observá-lo dormir, deitado de frente pra ela, deixava visível suas feições suaves, lembrando-a das inúmeras vezes que vira Harry dormindo.

- “Ele é seu inimigo, é o bruxo que matou seus pais de forma covarde, que sozinho destruiu e matou a população de uma cidade toda!” -Hermione repetiu mentalmente pra si diversas vezes, na tentativa de associar aquele homem ao assassino frio e cruel que vinha lhe torturando sem piedade, e não a Harry, a quem amava com todo seu ser. - “Eu não posso me iludir, Harry está morto e não posso deixar que Marcus fique vivo.” -tenta se obrigar, tentando se lembrar de todas as torturas a que foi submetida aqueles dias.

Sem desviar os olhos dele, sentou-se na cama de forma suave, pra que ele não acordasse. Tinha a varinha apontada pra ele, mas abaixou-a, suspirou profundamente, ciente da escolha que fizera, e colocou a varinha sobre a cômoda. Tornou a observá-lo e sorriu conforme se aproximava dele, sentindo o mesmo cheiro que seu Harry possuía, tocando seu dorso nu e que tão bem conhecia, desfazendo o sorriso apenas pra tocar suavemente aqueles lábios que a entorpeciam de um jeito inexplicável.

Marcus entreabriu os lábios e a envolveu com seus braços, correspondendo ao beijo apaixonado que ela lhe dava. Hermione ficou feliz ao senti-lo corresponder ao beijo e tomou aquilo como consentimento pra prosseguir, usando a mão que estava sobre o corpo dele pra afastar os lençóis e unir seus corpos, ao que ele rapidamente inverteu as posições.

O moreno usou as mãos pra rasgar a frágil camisola que Hermione trajava, enquanto a beijava o pescoço e colo dela com urgência, como se temesse que ela mudasse de idéia repentinamente. Ela o ajudava, tentando não rir da pressa de Marcus, o que a lembrava de alguns encontros em dias chuvosos. Esse pensamento a obrigou a morder com força os lábios pra que não deixasse o nome de Harry escapar em meio a um gemido, teria que tomar cuidado e se concentrar pra não cometer essa falta que poderia arruinar tudo o que conquistara até então.

Agora que se livrara da roupa dela, Marcus a beijava avidamente, mas de modo sensual e estimulante, percorrendo com seus lábios e suas mãos toda a extensão do corpo da morena, que tentava corresponder às investidas dele.

Hermione sentiu a excitação dele e inverteu as posições, livrando-o habilmente da calça de seu pijama e indo até o membro rijo do moreno, envolvendo-o com os lábios, de um jeito que ela sabia que o faria perder a cabeça, pois conhecia todos os segredos daquele corpo, o que independia de qual dos três estaria no controle.

Hermione mantinha total controle da situação, variando as caricias e posições, dando a ele liberdade até certo ponto, como se quisesse provocá-lo e instiga-lo até que ele atingisse seu limite, o que parecia estar sendo difícil. Se conseguiu ver alguma diferença entre Marcus e Harry, era que Marcus mostrava-se muito mais paciente, então resolver acabar com os jogos e encaixou seu corpo sobre o dele, surpreendendo-o prazerosamente.

Marcus estava abismado com tudo o que estava lhe acontecendo, mas estava gostando da inversão de papéis, porque de certa forma era ela que agora o estava torturando, dando-lhe prazer, mas até certo ponto, como se estivessem travando um duelo sensual e de controle, e sabia que ninguém tinha mais controle do que ele. Isto se mostrou verdade quando ela repentinamente acabou o joguinho e se pôs sobre ele, iniciando uma movimentação que, ele tinha certeza, iria deixá-lo ainda mais louco do que estava, pois se estivesse são a teria matado no momento que ela entrara em seu quarto.

Ele ergueu-se pra beijá-la, desta vez mais suavemente, acompanhando o ritmo com o qual ela se movia. Deixou suas mãos acariciarem a pele morena, notando a sutil diferença entre a “nova pele” e a “antiga pele”, alternando seus beijos entre os lábios macios e quentes de Hermione, o rosto e os seios que ora ou outra se esforçava pra alcançar com os lábios, mas que estavam bem aparados por suas mãos que, de um jeito hábil e suave, os massageava de um jeito que surpreendia a ele mesmo, pois não só suas mãos, mas todo seu corpo parecia corresponder e conhecer bem o dela.

Em meio a esse conflito entre suas consciências, seus corpos e seus sentimentos, ambos chegaram ao clímax juntos, adormecendo sem palavras ou gestos que pudessem atrapalhar o momento, limitando-se apenas a aninharem-se o máximo possível junto ao outro, como se estivessem em uma estreita cama de solteiro.

Hermione estava acordada há alguns minutos, fitando carinhosamente o rosto sereno de seu amado, que dormia sobre si abraçando-a fortemente, quando ele moveu-se dando sinais de que estava despertando. Parou o cafuné que lhe fazia e beijou-lhe a testa ternamente, sorrindo ao vê-lo abrir os olhos.

-Olá, dormiu bem? –pergunta acariciando a face dele suavemente.

-Desde que chegou aqui, sim. –responde charmosamente, subindo um pouco pra beijá-la.

-Esse beijo significa que acabaram as sessões naquela cela horrível? –ela pergunta em tom divertido, ao que ele a olha surpreso.

-Eu não te entendo! Eu me treinei a “dormir acordado”, mesmo descansando meu corpo, estou sempre atento ao que acontece ao meu redor. Senti quando entrou, quando apontou a varinha pra mim e já estava preparado pra lançar um contra feitiço, no entanto você hesitou, se sentou aqui e depois pôs sua varinha na escrivaninha, e como se não houvesse me surpreendido o suficiente, me beijou e transou comigo. Porque fez isso? Sei que não hesitaria em matar um comensal, já fez isso algumas vezes, então porque não tentou me matar? –pergunta a olhando nos olhos, apesar de não estar tentando entrar em sua mente.

-Bom, eu realmente não sabia que estava atento ao que eu estava fazendo e não vou mentir dizendo que não vim aqui pra matá-lo, inclusive matei alguns guardas incompetentes que encontrei no meu caminho. –fala tranquilamente e devolvendo o olhar que ele lhe dirigia.

-Então porque mudou tão radicalmente de idéia? –pergunta curioso, Hermione sabia, como ninguém, lhe deixar confuso e instigado.

-Você devia saber que mulher nenhuma teria coragem de matar um homem que além de parecer indefeso, ainda é tão tentador. –sussurra de forma provocante, se aproximando dele e o beijando. –Não pense que quero ser liberta, pelo contrário, quero que me faça sua prisioneira, que me deixe presa aqui, no seu quarto, na sua cama, junto com você. –fala o olhando nos olhos, mas bem junto dele.

-Eu não costumo fazer esse tipo de coisa, mas depois de tudo que me mostrou, eu creio que posso abrir uma exceção, por enquanto. –fala de forma maliciosa, voltando a dar breves beijos na boca e no rosto dela.

-Garanto que você ainda não viu nada. –ela responde no mesmo tom, enquanto o empurrava contra a cama e se deitava sobre Marcus, que apenas manteve o sorriso, ansioso pelo que ela ainda poderia lhe mostrar.

Um pouco mais tarde, Marcus estava andando de toalha pelo quarto, como se procurasse algo, quando ouviu batidas na porta e um comensal avisando que trouxera o café da manhã que ele pedira.

-Entre. –Marcus ordena em seu tom frio, ainda olhando o chão como se procurasse algo.

-Aqui está tudo o que pediu, mestre. –o comensal fala em tom bajulador, enquanto põe a bandeja sobre a mesinha no centro da sala.

-Agora vá e avise que não quero ser incomodado, exceto ser for uma emergência. –o avisa olhando duramente pro comensal que, no mesmo instante, começou a tremer.

-Desculpe mestre, mas devo lhe informar que sua prisioneira fugiu, não sabemos como, e ainda matou alguns guardas...

-Eu sei de tudo o que acontece em minha fortaleza, agora vá.

-Sim senhor, só quero dizer que estamos fazendo o possível pra encontrá-la...

-Eu sei onde ela está, agora suma daqui e dê o aviso que ordenei. –fala já irritado e o olhando tão ferozmente, que o comensal sai correndo do quarto, não parando nem pra fechar a porta, que Marcus fez bater só de olhar pra ela.

-Não devia ficar tão irritado, faz mal ao coração e provoca rugas. –Hermione fala ao sair do banheiro de roupão, enquanto Marcus a olhava sem saber se ela era louca ou não sabia com quem estava mexendo. –O cheiro está ótimo, estava morrendo de fome. –fala olhando a bandeja e o abraçando gentilmente, atitude que faz um sorriso aparecer nas feições antes duras do moreno.

-Eu também estou! Agora vai pra lá que eu levo a bandeja, assim que achar minha calça. –ele fala voltando a olhar o chão, enquanto ela ia até a cama.

-Talvez esteja em baixo da cama, mas isso também não importa, apenas traz a bandeja e deixa a toalha. –fala com um sorriso maroto, enquanto usava um tom levemente malicioso na voz.

-Uma vez você me chamou de louco, mas loucura de verdade é essa na qual você está me envolvendo! –fala sorrindo e a obedecendo imediatamente. Hermione apenas ri do jeito dele, que, pra surpresa dela, também ri, apesar de parecer não ter muito jeito pra fazer isso sem parecer doentio ou psicótico.

-Você tem um lindo sorriso, deveria sorrir mais. –Hermione fala com ar sonhador, acariciando o rosto dele, que acabara e chegar à cama.

-Não se preocupe, com você o difícil é não sorrir. –fala de modo sedutor, a olhando de um jeito que a fez estremecer, o que não passou despercebido por ele, que a beijou calma e longamente.

Algumas horas depois, Hermione dormia tranquilamente enquanto Marcus, já devidamente vestido, analisava uns papéis entregues a ele alguns minutos antes.

-Marcus! Trazemos boas novas! –Voldemort fala alegre, aparecendo pelo teto junto a Salazar.

-Quieto! –Marcus o repreende baixo e depois faz sinal pra cama, onde uma morena de belas curvas dormia. –Não quero que a acordem, então falem baixo. –fala quase num sussurro.

-Tudo bem, pelo que vejo, andou comemorando nossos sucessos! –Salazar fala em tom cúmplice, aprovando a atitude do “neto”.

-Na verdade ela me foi uma grata surpresa, mas sem dúvida uma excelente comemoração. –fala rindo e piscando cúmplice pro “avô”.

-Mas quanto aos nossos progressos, o que está achando? Você tem novos planos? –Voldemort pergunta não se sentindo à-vontade com o assunto anterior.

-Está tudo andando como o previsto, portanto não vejo motivo pra alterar os planos, tenho certeza que meus demônios vão dar conta dos membros da Ordem da Fênix e do Ministério. –fala confiante, deixando os pergaminhos com relatórios sobre a mesa.

-E quanto aos demais países? Já sabe o que vai fazer? –Voldemort pergunta seriamente, pondo-se a frente do filho.

-Não, eu quero dar tempo pra que eles entrem em pânico e comecem a cometer erros, você bem sabe como são esses tolos. –fala com certa superioridade, certo de sua vitória.

-Você está me deixando muito orgulhoso meu filho! Está provando ser um grande homem e um grande bruxo! –fala parecendo realmente emocionado.

-Obrigado papai, não sabe o quanto sua opinião significa pra mim. –fala com um largo e sincero sorriso.

-Mas que diabos essa garota está fazendo aqui? –Salazar que havia ido “observar” a morena, urra irritado depois de ver o rosto de Hermione.

-Eu disse pra falar baixo! –Marcus fala preocupado, indo até ela que parecia estar acordando. –Volte a dormir, querida, está tudo bem, é só um incompetente que veio me aborrecer, mas eu vou dar um jeito nele e já volto. –sussurra atenciosamente perto dela, que murmura algo incompreensível e volta a dormir.

-Marcus... –Salazar fala surpreso com a atitude do “neto”, que apenas faz sinal para o seguirem.

Ele aparata em seu escritório, fazendo uma bandeja com uma garrafa de vinho e um cálice o acompanharem até seu trono. Ele se serve após sentar-se, vendo os fantasmas aparecerem logo depois.

-O que estava pensando quando tirou aquela sangue-ruim da masmorra e trouxe pro seu quarto? –Voldemort fala furioso, como se falasse com o filho que pegara seu carro sem pedir e agora estava numa delegacia depois de ter batido com o carro.

-Eu não tirei ninguém de lugar algum, ela fugiu matando algum incompetente que o idiota do Malfoy selecionou, depois foi até o meu quarto me matar, mas ao me ver dormir preferiu se juntar a mim, numa decisão que eu não posso reprovar. –fala primeiro com o ar mais inocente possível e depois acrescentando um comentário malicioso, pro qual Voldemort faz uma careta de reprovação.

-Ela é realmente bonita e creio que deva ter outras qualidades... –Salazar comenta tentando acalmar as coisas, antes que Voldemort pusesse tudo a perder falando direta ou indiretamente de Harry Potter.

-Sem especulações, prefiro me manter como um cavalheiro. –Marcus fala cortando o comentário do “avô”, pois gostava de ser discreto com suas conquistas.

-Eu sei e aprovo isto. A questão aqui é que ela é uma sangue-ruim e você não deveria se envolver que esse tipo de escória. –tenta chamar Marcus a razão, ao mesmo tempo em que mostrava o caminho de argumentação a Voldemort.

-Eu não estou me envolvendo, apenas me divertindo, quando eu me cansar dela eu a mato, não é como se eu fosse me casar ou ter um filho com ela. –fala mais calmo, já que entendera o motivo de toda aquela confusão.

-Então escolha outra pra se divertir, mas mate essa auror, antes que ela consiga arranjar um modo de matar você. –Voldemort fala duramente, deixando Salazar com vontade de azarar o descendente.

-Eu quero esta auror e isso não é discutível, sei que é perigoso e talvez isso me excite ainda mais, mas tenham certeza que nada irá me acontecer. Agora se não tiverem mais nada a dizer, eu gostaria de descansar um pouco. –Marcus fala irredutível, mas sem elevar o nível de voz, pois ainda respeitava muito os dois fantasmas.

-Não temos mais nada a tratar, pode se retirar. –Salazar fala cortando Voldemort que estava a ponto de por tudo a perder.

-Ok, cuidem de tudo, eu preferia não ser incomodado até o jantar. –Marcus fala seriamente, ainda um pouco chateado pelo sermão, aparatando logo depois com a garrafa e o cálice de vinho.

-Não o enfrente abertamente, seu tolo! –Salazar chama a atenção de Voldemort que mostra não entender. –Temos que elaborar uma estratégia pra fazê-lo se desinteressar por ela, sem mencionar nada sobre o Potter! Pois se tocarmos nesse assunto ele vai voltar com aquela história louca de se vingar até o dia que descobrir que ele é o Potter, o que vai levar nossos sonhos pro inferno junto conosco! –fala duramente, fazendo Voldemort abaixar a cabeça.

-E você sugere algo ou vamos ter que ficar nas mãos daquela imunda? –pergunta ainda com raiva.

-Por enquanto teremos que esperar, enquanto isso, vamos falar com Malfoy, ele é o único que conhece Marcus o suficiente pra nos ajudar com isto. –Salazar fala e Voldemort assente não vendo outra escolha.

Sentado em sua cama, Marcus provava o vinho e lembrava das palavras de seu pai, logo depois lembrando de quando acordara nos braços de Hermione, que lhe acariciava e sorria.

- “Ela teve a chance de me matar, mas não o fez, não tenho com o que me preocupar.” –ele pausa seus pensamentos e olha pro lado, vendo Hermione dormir serenamente, um sorriso doce estava em seus lábios deixando-a com uma aparência quase divina.
“Nada vai acontecer, eu estou no controle e posso comandar essa situação, não há porque eu entrar na paranóia deles.” -pensa confiante em seu alto controle, julgando ser capaz de conciliar tudo enquanto lhe fosse interessante e depois se livrar dela quando perdesse o interesse.

Na cela em que Lucius Malfoy estava preso, no Ministério da Magia, uma nevoa branca surgiu, o despertando de seus pensamentos e o fazendo se levantar e tentar se ajeitar. Os dois fantasmas surgiram e ficaram assustados com o que viram, demorando alguns segundos pra entender o que estava acontecendo.

-Mestres, sou eu, Lucius Malfoy. –o comensal fala sem jeito, ficando muito envergonhado.

-O que você fez com você mesmo? –Voldemort pergunta chocado.

-Não fui eu, isso é uma espécie de tortura psicológica. –fala entre dentes, sentando-se irritado em sua cama.

-Bom, de toda forma nós viemos porque precisamos de tua ajuda e é claro, que se tivermos êxito, o libertaremos como agradecimento. –Salazar fala de modo duro, mas fazendo um sorriso surgir nos lábios de Lucius.

-E em que eu posso ajudar? –pergunta ansioso.

-A Granger foi capturada por Marcus, que queria arrancar informações dela, só que a sangue-ruim arranjou um jeito de fugir da cela e se enfiou na cama dele! –Voldemort fala urrando de raiva.

-Não podemos negar que ela tem suas qualidades, mas não entendo como conseguiu prende-lo daquela forma. Marcus nem ao menos nos ouviu. –Salazar fala ainda tentando entender que tipo de fascínio era aquele que ela exercia sobre Marcus ou qualquer outra das personalidades que estivesse no comando.

-Não acredito que ela conseguiu conquistar até o lado puramente negro dele! –Malfoy fala não conseguindo acreditar no que ouvia.

-Conquistar ainda não, é mais um tipo de atração física com encanto. –Salazar o corrige e Malfoy parece mais aliviado ao ouvir aquilo.

-Bom, nesse caso temos mais chances. Marcus nunca foi de dar muita atenção a mulheres, deve estar só se divertindo. Talvez se ele a visse com outro ficasse tão furioso que mataria os dois antes de ter tempo pra pensar a respeito. –fala pensativo, mas já conseguindo ver uma saída.

-Mas como faríamos isso? Teria que ser um flagrante bem “real”, não é? –Voldemort pergunta se interessando pela idéia.

-Sim, e eu acho que já tenho a pessoa ideal pra nos “ajudar” nesta questão... vai ser perfeito. –Malfoy fala com os olhos azuis faiscando com a possibilidade de se vingar, porque certamente ter “Harry” matando Hermione, seria um golpe fatal na Ordem da Fênix.

Nesse instante, Marcus entra em seu quarto e vê Hermione entretida com um livro, parecendo bem concentrada na leitura. Aproxima-se devagar, observando e admirando a concentração dela, que aparentemente ainda não o havia notado.

-Eu espero que não se importe, mas queria me distrair. –ela fala sem tirar os olhos do livro, que ele nota ser um de artes das trevas, o qual costumava ler sempre além de fazer diversas anotações.

-Está gostando da leitura? –pergunta intrigado, era bem inusitada pra uma auror.

-Gosto mais das anotações, você com certeza fez belas e perspicazes observações sobre tudo. Quantas vezes já leu o livro? –pergunta ainda sem tirar os olhos das páginas já desgastadas do livro.

-Mais do que gostaria de contar, mas será que ele é tão interessante que não pode olhar pra mim enquanto conversamos? –pergunta já nervoso com a desatenção dela.

-Claro que não, querido! –fala rindo da reação dele e deixando o livro na mesinha de cabeceira. –Como foi seu dia? Está tudo bem? –pergunta olhando pra ele, que parece intrigado com a reação dela.

-Sim, está tudo bem. Queria inclusive avisar que mais tarde uma comensal vai vir tirar suas medidas pra fazer algumas roupas, só pra que você possa sair do quarto comigo de vez em quando. –ele fala a olhando receoso pela possível reação dela.

-Tudo bem, portanto que você não passe tanto tempo longe. –fala se aproximando dele e o abraçando.

-Não se importa de ser prisioneira e de não poder ter uma varinha? –pergunta surpreso.

-Achei que já havia te dito que isso não me importa. –fala sorrindo levemente.

-Você sabe que eu não vou me casar com você e que eu ainda tenho minhas convicções...

-Eu sei que só vou viver até você se cansar de mim. –fala sem mudar a expressão feliz que sustentava por estar com ele.

-Se você sabe disso, porque está aqui? –pergunta sem entender aquela atitude irracional dela.

-Porque eu trocaria toda uma vida de sucessos profissionais, pessoais e de riquezas por uma semana com você. –fala acariciando o rosto dele suavemente.

-Eu não te entendo! –fala atônito com a naturalidade dela.

-Eu apenas te amo. –fala se segurando pra não rir da expressão que ele fez, parecia uma criança vendo uma conta de divisão pela primeira vez.

-Ama? Mas como? Por quê? –pergunta completamente confuso.

-Mesmo se o mais sábio dos homens vivesse por mais de mil anos, não saberia explicar o porque as pessoas amam. O máximo que ele ou qualquer um poderia dizer, é que mais importante que entender o amor ou desvendar os grandes mistérios da vida, é amar. Quem ama, não precisa de sucesso, de poder, de riquezas, de longos anos de vida, quem ama só precisa da pessoa amada, e é por isso que eu estou aqui com você. Você é tudo o que eu preciso pra ser feliz. –termina de falar e o beija apaixonadamente, terminando de uma vez com aquela discussão.

No dia seguinte já no fim da manhã, Marcus estava em seu escritório discutindo algumas alternativas pra frente internacional com Voldemort e Salazar, enquanto Hermione esperava a entrega das roupas que Marcus mandara fazer pra ela, o que lhe daria a chance de conhecer um pouco mais a fortaleza e talvez descobrir um meio de enfraquecer o inimigo.

-Com licença, trouxe as roupas que o mestre pediu. –um homem de cerca de vinte e cinco anos, cabelos castanhos claros e olhos azuis, de porte forte e elegante, entra no quarto com alguns embrulhos.

-Ah, certo, obrigada. –fala pegando os embrulhos e pondo-os sobre a cama pra poder ver as peças.

-Eu não entendia o que fez o mestre aceitar um bichinho de estimação como você, mas agora entendo perfeitamente as razoes dele. –fala com um sorriso charmoso, aproximando-se dela.

-Eu não sei o que fez o Malfoy aliciar um idiota como você, mas ele também deve ter tido as razoes dele. –fala em tom debochado, terminando de arrumar os embrulhos.

-Adoro domar ferinhas como você. –fala sorrindo maliciosamente e retirando o sobretudo que usava.

-Vista isso de novo e saia antes que eu perca minha paciência. –fala não gostando nem um pouco da atitude dele.

-Não me de ordens sangue-ruim. –fala em tom superior, pegando sua varinha e apontando pra ela. –Agora me obedeça e eu não uso isso aqui em você. –ele fala com um sorriso vitorioso, que a faz sentir o sangue ferver.

-Acha mesmo que eu vou me intimidar porque você ta segurando essa varetinha? –fala em tom debochado, olhando pra ele como se fosse um menino ameaçando um homem com uma vareta.

-Varetinha? –ele repete rindo, antes de fazer um movimento rápido que faz cordas surgirem entorno dos pulsos dela, prendendo-os às suas costas. –Acho que agora você entendeu que eu estou no comando e que vou fazer o que quiser com você, com ou sem seu consentimento. –fala se aproximando dela e a empurrando de costas na cama.

-Se Marcus souber o que quer fazer, vai fazer você implorar pela morte! –Hermione fala deixando sua voz sair trêmula e seus olhos ficarem úmidos como se estivesse se segurando pra não chorar.

-Ele jamais acreditaria em você. –o comensal fala já sem camisa e começando a tirar a calça. –Se você houvesse colaborado poderia deixar tudo bem mais interessante pra você. –fala com falso pesar.

-Interessantes com essa coisinha? –Hermione fala em tom de deboche, fazendo o comensal rosnar de raiva.

-Eu vou te ensinar a me respeitar, vagabunda. –fala levantando a mão pra dar um tapa em Hermione, que aproveita a desatenção dele, pra aplicar-lhe um chute certeiro um pouco abaixo das costelas.

O chute fez o homem se curvar, ao que Hermione rapidamente usou uma das pernas pra ganhar impulsão lateral, usando a outra pra atingir o rosto dele, que por estar com as calças arriadas tropeçou e caiu, dando tempo pra que ela se levantasse e fosse até ele, chutando-o no rosto e depois na barriga, deixando-o sem fôlego.

-Vou te ensinar a respeitar uma mulher, seu nojento. –Hermione fala e cospe na cara dele, antes de pular e cair com os dois pés em cima das costelas do lado direito do homem.

-Mas o que está acontecendo aqui? –Marcus, que chegara na hora que a morena pulava sobre o comensal, pergunta analisando o cenário. Reparando em uma varinha e nas roupas dele pelo chão, além das mãos de Hermione presas às costas dela.

-Esse nojento tentou me violentar, mas eu consegui derrubá-lo. –Hermione fala indo até a cama, onde se senta parecendo se recuperar do susto.

-Eu não acredito que esse miserável tentou tocar em algo que é meu! –fala furioso, virando o homem e olhando bem o rosto dele. –Pode deixar que eu vou fazê-lo implorar misericórdia. –fala com os olhos quase negros de fúria, apesar da voz calma e fria.

-Não, deixa outro fazer isso, fica aqui comigo! –Hermione pede se mostrando fragilizada.

-Claro meu amor. –fala indo até ela e fazendo as cordas que prendiam seus pulsos sumirem.

-Me chamou mestre? –um comensal aparatou no quarto, pondo-se de joelhos a frente de Marcus.

-Dê um tratamento muito especial a esse demente, digno dos maiores aurores do ministério. –Marcus ordena com tanto ódio na voz, que o comensal engole o comentário que faria e se limita a tirar o ex-companheiro dali.

-Eu fiquei com tanto medo. –Hermione fala se levantando e abraçando Marcus, assim que os dois comensais saíram.

-Eu imagino, querida, mas está tudo bem agora. Eu vou dar uma palavrinha com esses inúteis que me cercam e isso jamais se repetirá. –Marcus fala a pegando nos braços e sentando-se com ela perto da lareira. No entanto Hermione não respondeu, limitando-se a abraçá-lo forte e chorar.

Nos três dias seguintes, Marcus e Hermione pareciam ficar ainda mais próximos, passando não só a terem momentos românticos, mas também momentos de estudo e até de divertimento, quando faziam as refeições na sala de jantar com a presença dos fantasmas. Ele sabia que os três se odiavam, mas divertia-se muito com a troca de farpas que ocorriam geralmente entre Hermione e Voldemort, das quais Hermione sempre saía com certa vantagem.

Naquela manhã, Marcus a acordou cedo pra levá-la ao salão de treinamento, onde Hermione poderia ver como ele treinava. Na verdade ela achava que ele apenas queria se exibir um pouco tamanha a empolgação com que ele falava do treino no caminho até o salão.

Ao chegar lá, cerca de trinta comensais vestidos com roupas de treinamento de combate, posicionaram-se a frente de Marcus, que tinha em mãos um simples bastão de madeira. Hermione sentou-se em uma confortável cadeira a um canto do salão atrás dele, que acenou e sorriu pra ela antes de se virar e avançar pros comensais, que sem a mínima piedade, começaram a lançar feitiços.

Usando seus olhos de auror treinada, observou o posicionamento de cada comensal, depois a postura e as passadas de Marcus que habilmente desviava dos feixes coloridos e usava o bastão pra desarmar, atingir ou derrubar os comensais. Ele movia-se com leveza e graciosidade, o bastão era quase uma extensão do seu corpo, os golpes eram sempre fortes e precisos, seus pés se moviam com tanta agilidade que era quase possível julgar seus movimentos como parte de uma dança.
Os comensais tentavam atacar de varias formas, sozinhos, em grupo, de forma sincronizada, mas Marcus sempre dava um jeito de desviar, não usando magia pra bloqueá-los uma vez sequer. Os comensais que perdiam suas varinhas, recorriam a golpes de mãos livres ou com adagas, presas a suas botas ou cintura.

Hermione estava se divertindo, rindo abertamente quando Marcus, com um golpe, tirou as calças de um comensal, deixando uma samba canção de corações a mostra. No entanto quando ele virou-se pra sorrir pra ela, um comensal o pegou desprevenido, atingindo-o nas costas com um feitiço que o empurrou pra frente, sobre o bastão, fazendo um pedaço da madeira entrar em seu corpo e quebrar o bastão em alguns pedaços durante a queda.
Hermione gritou o nome dele e saiu correndo, cruzando em segundos o espaço entre ela e o comensal que o havia atingido, esticando seus dedos e enfiando-os no pescoço do comensal, que fora pego de surpresa, depois dobrando os dedos e puxando parte da traquéia pra fora e empurrando o corpo do comensal morto pro chão. Sem parar sequer pra pensar, virou-se e deparou-se com o corpo de Marcus, perfurado bem perto do coração pelo bastão que empunhava.

-Não mexa nele! –ordenou a um comensal que se ajoelhava e parecia querer tirar o pedaço de madeira do corpo do mestre. –Vocês dois levem-no nos braços e não mecham na madeira, vocês aí –apontou pra outros três que estavam perto dela –nos sigam e anotem as poções que quero e os ingredientes que terão que trazer depois. –fala em tom prático e urgente, já se encaminhando com os comensais pra fora do salão.
“Eu sei que devia deixa-lo morrer, seria minha obrigação como auror e como pessoa honrada e de princípios, mas eu não posso, eu não quero que você morra, então resista, meu amor... eu não posso viver sem você Harry!” -pensa aflita, seguindo os comensais que carregavam o corpo inconsciente de Marcus.

N/A: Oi, dessa vez eu não demorei! Estou tentando acabar logo com essa fic pra quando abrir o awards, então em breve trarei o próximo cap!

N/A²: Como puderam ver o clima mudou muito, mas não se enganem o Marcus não ficou bonzinho e nem é o Harry!

N/A³: Esse era pra ser o penúltimo capítulo, mas ficaria muito grande se eu pusesse tudo o que eu queria nele, então acho que haverá mais dois capítulos. Eu vou postar os caps o mais rápido que eu puder, mas queria muito ler cometários de todos, porque acreditem, eu adoro cometários e me sinto motivada ao ver vários deles, então comentem!

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