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20. Cap 20


Fic: Minha Pequena - Pesadelo Pessoal nova fic ATT


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Incomparável Veneno de Uma Mulher



O ódio subiu à cabeça da mulher com tal ferocidade que Bella não se encontrava em seu próprio controle, sentia ânsia de vômito, tamanho que era seu nervosismo. Se não houvesse sido treinada tão minuciosamente teria deixado toda aquela emoção transparecer em sua face, mas não era à toa que tinha o cargo de uma comensal da morte.

Sua respiração pesada demonstrava a tensão que sentia, contava os segundos para poder finalmente se encontrar com os rebeldes, porém a atitude parecia não a fazer alcançar o que tanto almejava mais rápido.

Mal sabia ela que seria o momento mais marcante de sua vida.




Há vários tipos de sofrimento. Pela terra passaram pessoas que experimentaram, mesmo que sem querer, vários deles e até os piores. Um deles, porém, um grupo de pessoas vive diariamente à cerca de três anos, talvez não poder sair de casa por correr risco de ser preso ou morto, e o pior, injustamente, seria motivo o bastante para qualquer pessoa enlouquecer. Para esse grupo, entretanto, era bem diferente...

O fato é: a idéia de se enlouquecer estava passando mais que o normal pela cabeça de dois integrantes desse grupo, não por estarem presos, mas pelo simples fato de que tinham a eminente impressão de que eles não eram os únicos escondidos por ali.

Talvez os outros não tenham reparado, não por serem desatentos, mas todos realmente tinham muito que fazer. Lupin estava agindo estranhamente à cerca de duas semanas, como a lua cheia ainda não havia chegado, o homem não podia dar essa desculpa. Sentia-se intrigado, de minuto em minuto olhava através da janela, porém não via mais do que árvores e alguns pequenos animais que rondavam o local.

Poderia se tranqüilizar, claro, se cada vez que entrava uma fina corrente de ar pela fresta da porta, os cabelos de sua nuca não se eriçassem, porém eles se eriçavam, e se a certeza que tinha de que seus olhos lupinos o enganavam quando olhava pela janela e não via nada fosse falsa, mas não era. Lupin sabia que algo estava errado, mas não sabia o quê era, entretanto sabia também, ao menos algo lhe dizia isso, que não iria demorar a descobrir o que se tratava.

O que ele não sabia era que não era o único. Hermione não dormia bem a mais de uma semana, sabia perfeitamente que havia algo errado, assim como Lupin, não sabia o quê era. Sentiria raiva de seus olhos, que nada lhe mostravam quando observava além da janela, se eles não lhe fossem tão úteis.

Ela sabia, podia sentir um cheiro estranho no ar, mas era incapaz de identificá-lo, talvez isso a fizesse estar tão irritada durante o tempo que se passara.




Estavam todos reunidos em torno da mesa de jantar, poderia sim ser uma noite como todas as outras, se não fosse pelo fato de que Fred e Jorge iriam sair para caçar dali algum tempo, isso fazia com que Lupin e Hermione permanecessem mudos durante todo o jantar, não que fosse estranho a vampira permanecer em silêncio, já Lupin, era outro ângulo, os outros moradores da casa estranharam o silêncio do lobisomem.

-Lupin, você está bem? - Perguntou Sirius quando o jantar chegava a seu término, todos haviam conversado bastante e se distraíram, já que era um dos poucos momentos de descontração que tinham ali, o lupino, porém, se mantivera irrequieto e silencioso, finalmente respondeu:

-Nada que um velho lobo não possa guardar para si. – Finalizou com um simples sorriso suave, mas tal ato não pareceu convencer muito Sirius, porém ele conhecia o amigo, e sabia que aquilo não era a hora para voltar a indagar.




Jorge esperou alguns segundos até sair da casa, Fred o esperava tanto quanto impaciente. Logo avistou o manto negro, igualmente ao seu, se aproximar vendo a face parcialmente oculta do irmão pelo capuz.
Os gêmeos avançaram lentamente floresta à dentro, mas não precisaram andar muito até ouvirem um pequeno estalo. Em resposta, olharam na direção de onde viera o som e viram um arbusto se mexendo de uma forma inusitada. Fred se aproximou do local, enquanto Jorge se manteve afastado para atacar o que visse dali de surpresa, porém, assim que Fred se aproximou o bastante do arbusto, um feixe de luz vermelho atingiu seu peito, o arremessando numa árvore e fazendo com que caísse desacordado no chão da floresta. Jorge nem se quer teve tempo de ver o irmão bater na árvore quando sentiu algo pontiagudo tocar-lhe a nuca, a última coisa que ouviu antes de cair em uma cômoda escuridão fora o feitiço Imperius.




Hermione deitou a cabeça no travesseiro, os olhos fechados o corpo inerte quebrado apenas pelo leve movimento da respiração da mulher. Algo que ela aprendera muito bem com Tom havia sido esconder seus sentimentos e pensamentos e era o que realizava com real perfeição no momento, pois seu coração batia forte e sua cabeça estava a mil. Algo lhe dizia que existia alguma coisa errada ela sabia disso, e sabia também que iria descobrir o que era da pior maneira possível.

Já se passava das duas da manhã quando o cansaço de Hermione venceu a angústia e a mulher começou a pegar levemente no sono, algo que não teve o prazer de desfrutar por mais tempo. Logo pôde escutar com perfeição os passos pesados de pessoas adentrando na casa. Sentou-se na cama e olhou pela janela, certificando as suas suspeitas. A marca negra brilhava no céu… estava na hora do show.




Harry se levantou apressado da cama, poderia muito bem ter continuado a dormir, claro, se no meio de seu sonho não houvesse escutado um grito.
Olhou ao redor e colocou os óculos na face, havia uma estranha movimentação no corredor, sem mais esperar pegou sua varinha em cima da cômoda e se dirigiu à porta. Ao abri-la, porém, foi obrigado a se desviar de um feitiço que podia jurar, havia lhe custado alguns fios de cabelo. Olhou para os lados e deu de cara com Rodolfo Lestrange, que estava prestes a lhe lançar um segundo feitiço. Com habilidade, Harry se defendeu e respondeu ao ataque:

-ESTUPEFAÇA!

Bradou o moreno firmemente, porém com sua mesma rapidez, Rodolfo se desviou do feitiço, lançando a maldição da dor no Rebelde, da qual Harry também se defendeu. Talvez o duelo pudesse ter durado por muito mais tempo se algo não houvesse quebrado a parede do quarto de Gina. A ruiva só teve tempo de atravessar os escombros do quarto e ver a besteira que havia feito. O comensal que ela havia arremessado pela parede, atingiu Harry em cheio quando o moreno iria lançar um feitiço em Rodolfo, a conseqüência fora o feitiço desviado do moreno que foi atingindo uma viga do teto. O homem conhecia muito bem a estrutura da casa e sabia bem qual seria a conseqüência de seu ato.

A viga começou a tombar e antes que caísse no chão, o teto do segundo andar começou a desmoronar, fazendo com que os comensais e rebeldes só tivessem tempo de proteger a cabeça. Não esperavam, porém, que o chão desmoronasse junto.

Todos estavam soterrados pelos escombros, os olhares confusos exploravam todos os lados, por sorte, Fleur e Luna já haviam conseguido fugir do local com Elizabeth e Victorie. A casa encontrava–se desmoronada por completo, a floresta estava absolutamente silenciosa, até mesmo os animais haviam de fato se assustados. Mas não tardou para que se dessem conta de algo crucial: as varinhas haviam sido perdidas no meio dos escombros.

Todos permaneceram inertes por um momento, mas algo quebrou o silêncio e a estática do local.

Duas pessoas emergiam dos escombros no meio da casa, logo eles puderam perceber que se tratava de Hermione e Bellatrix. Elas se encararam com fúria, ato que denunciava a mais profunda e desejada vontade das mulheres, a sede de vingança. Hermione tinha uma alta conta para acertar com a comensal, ela havia matado Stalin e tinha aprendido com o próprio Lorde das Trevas a se vingar de tudo e todos.

Porém ela não era a única, Bellatrix sentiu-se ainda mais idiota ao perceber que não só os Rebeldes haviam se escondido bem na sua cara, mas também ela, a desgraçada que era protegida pelo Lorde e que ainda deu as costas a ele. Como a queria matar… sentir seus dedos pressionando o pescoço daquela nojenta, até que os olhos dela ficassem vermelhos e clamassem por ar. Desejava matá-la. Tal pensamento a fez soltar uma risada afetada e um olhar de desdém misturado com desafio pôde ser percebido pela outra.

- Quem diria, a vampira se uniu aos rebeldes… chegou ao fundo sarjeta! - Disse a comensal cuspindo as últimas palavras. Hermione apenas endireitou o corpo, olhou para a mulher antes de lhe responder.

- Nossos acertos de contas vão muito além de simples trocas de ofensas Bella. Tom deve estar louco para ter minha cabeça, então por que não resolvemos isso de uma vez? – Desafiou a vampira, recebendo um olhar mais carregado e fuzilador. Bella não conseguia engolir a prepotência que a desprezível tinha de pronunciar o nome de seu lord, mas antes que pudesse responder a provocação, Hermione agiu.

-Accio espadas! - Duas espadas voaram na direção da vampira, ela segurou a própria e jogou, com cuidado protegendo a mão com uma luva, a de prata para Bellatrix que a segurou facilmente.

- Já que não tens varinha que tal um duelo de espadas? – perguntou Hermione sorrindo confiante, sorriso este, com uma indecorosa pitada de sarcasmo.

- Perdeu o juízo? – rebateu Bellatrix com um sorriso ao mesmo tempo incrédulo e sádico diante da oportunidade de matar a mulher à sua frente, de uma forma irresistivelmente dolorosa – Já se esqueceu de nossos últimos duelos? – Não iria perder a chance de alfinetar, aquilo era o alimento de sua alto-confiança. Com experiência, segurou o cabo trabalhado da espada e a girando de forma hábil em sua mão esquerda. Hermione empunhou sua própria espada e respondeu:

- Pelo contrário, eles estão entalados na garganta. – Retrucou soltando um risinho ferino pelo nariz, enquanto começava a rodear o local, seguida por Bella.

Todos os presentes se mantiveram parados, porém inevitavelmente ansiosos com a eminência de uma luta entre a comensal e Hermione. De fato os Rebeldes ainda não confiavam na vampira, mas torcer por sua vitória foi inevitável, alguns podiam até afirmar que se sentiam irritados por terem a esperança depositada em uma arma, que poderia mudar a direção a qualquer momento.

Bellatrix somente arqueou a sobrancelha para a vampira, mostrando sua descrença.

- Será? - Perguntou a comensal desafiante, avançando dois passos em direção à Hermione, com rapidez, levando a espada na direção do rosto da vampira.

Uma lembrança veio em sua mente; acabara de repetir o mesmo movimento que fizera quando Voldemort a solicitara para ensinar esgrima a ela. Tal ataque na primeira vez deixara um corte fino no rosto de Hermione, foi quando viu, pela primeira vez, as feições de boneca de porcelana se desfazer no rosto da jovem menina de apenas 13 anos. Desta vez, porém, Hermione estava preparada, e não precisou desfazer o sorriso do rosto para se defender e devolver um golpe equivalente, em baixo do olho esquerdo da comensal, fazendo um filete de sangue escorrer por seu rosto pálido.

Bellatrix poderia ter se irritado e devolvido o golpe, iniciando o verdadeiro duelo, a outra, porém, tinha algo bem diferente em sua mente.

A vampira se afastou da comensal que se permitiu olhar confusa sua adversária, a vendo responder com um sorriso vitorioso e ao mesmo tempo penalizado.

Elas não tinham notado, mas a respiração de todos havia ficado mais pesada, comensais se moveram irrequietos ao olharem para Bella e ver seu desgosto nos olhos.

-Bella, você sempre teve tanta inveja de mim não é mesmo?- Disse Hermione sem desfazer o sorriso, em resposta, os lábios da mulher mais velha se curvaram desdenhosamente, retrucando com um outro sorriso.

- Nunca perderia meu tempo sentindo inveja de uma vampira! – Respondeu a mulher com seu timbre onipotente, e outra vez elas começaram a andar num círculo pelos escombros, chamando a atenção de todos os outros presentes, que pareciam dedicados a se concentrarem na pequena discussão.

- Tem certeza? Mesmo se essa vampira fosse a favorita do Tom!?

- Ele sempre te usou! – interveio meio que debochada, mostrando a verdade (pelo menos a que achava), de uma forma superior. – Você nunca foi nada para ele, o Lorde só precisava de seu poder, mas seu corpo morto será um troféu para mim, ele vai me recompensar.

- Ah! Claro... Tom deve estar realmente desesperado em me ter como inimiga, talvez porque ele saiba que aprendi muito bem o que ele me ensinou.

- O Lorde não teme ninguém, muito menos você! – bradou Bellatrix irritada, sem reparar que tossiu levemente. – Não passa de uma pedra que ele chutará do caminho.

Terminou Bella voltando a tossir, Hermione sorriu desta vez revelando os olhos e dentes vampíricos, logo depois voltando ao normal. Lupin se moveu esquisitamente, estavam todos muitos curiosos para saber o que ia acontecer a seguir, só não imaginavam que aquilo marcaria suas vidas para sempre. A vampira observou Bellatrix tossir uma terceira vez com olhos analíticos.

- Tu se dizes a melhor e mais fiel comensal do Lorde das Trevas. – Pela primeira vez a voz de Hermione saiu sem mais emoções. – Mas parece que faltaste, ou se quer prestaste atenção em alguns de seus ensinamentos. Tom sempre comparou o poder de uma mulher ao veneno de uma serpente, ele sempre se fascinou com o poder do veneno das serpentes. Tais venenos podem ser utilizados não só para se matar presas, mas também para se defender de inimigos e quando tais venenos são fortalecidos com maldições, pode-se também fazer seu adversário sofrer durante sua morte e claro, um último e crucial detalhe, não são apenas as serpente que têm controle sobre seu veneno. – Explicou com praticidade, vendo Bella levar a mão à sua garganta.

- Deixe-me adivinhar… sua garganta esta coçando… coçando muito – acrescentou ela ao vê–la voltar a tossir. – Seu estômago vai começar a doer, a respiração começa a ficar pesada. – Como se as palavras de Hermione controlasse as ações da comensal, a mesma passou a respirar com força, seus olhos se fecharam involuntariamente e se corpo a obrigou a parar de andar. – Agora vai começar a escutar um zunido, e aos poucos ele vai ficar mais alto... – De imediato, Bella caiu de joelhos no chão com as mãos nos ouvidos.

- O que fez comigo? – Perguntou sussurrando, mas logo sua raiva ia ultrapassando as novas sensações. – Sua vaca o que fez comigo? - Gritou a última frase, Hermione apenas gargalhou. Os comensais poderiam rir do comentário da Comensal se esta não estivesse em um estado tão deplorável, então viram Bellatrix recomeçar a tossir, tossir muito, logo saía sangue de sua boca, e gradualmente ela foi se deitando nos escombros. Em contato com o chão, seu corpo respondeu encolhendo–se, e os gemidos de dor começavam a ganhar mais força.

- Vai começar a ver alucinações e sua cabeça vai doer…

E os gemidos passaram a ser gritos. A comensal se sacudia na medida em que seu timbre aumentava. Tanto os Comensais da Morte quanto os Rebeldes observavam a cena horrorizados e paralisados, sem ver a mulher parar de gritar e chorava, sacudindo o corpo com força.

- Pobre Bella… é pior do que a maldição da dor não? – os dentes de Bella estavam cerrados, os olhos da mulher virados exatamente para Hermione, a vampira a observava friamente. Bellatrix havia parado de se mexer, lágrimas escorriam ferozmente de seus olhos, e soluços pulavam de sua boca, os braços esticados ao lado do corpo, apenas as pernas se moviam de forma inquieta.

- Dor, desespero... – Agora a outra parecia ter um tom que lhe satisfazia. – Você conhece bem essas palavras não? Ou pelo menos fez muitas pessoas passarem a conhecê–la… em todo caso: já ouviu falar em venenos corrosivos Bella? E alucinógenos? Imagine os dois! – Hermione rodou a espada nas mãos como se aquela cena não fosse nada de demais. – Fiz questão de confeccioná-la. Seus órgãos internos vão se corroendo aos poucos, assim como as piores alucinações que puder imaginar vão passar na sua mente...

Novamente as palavras dela surtiram efeitos imediatos nas reações da outra. Bellatrix fechou os olhos com força, sentindo seu corpo voltando a tremer.

- Apenas a morte pode acabar com sua dor, Bella...

Finalizou Hermione friamente, Bellatrix tremia, cada vez mais forte, todos observavam incrédulos á cena, sem saber nem ter o que fazer, ela havia começado a gritar, gritava com desespero. Os espasmos ficavam cada vez mais violentos, e uma energia cruciante podia ser sentindo ali.

- MATE-ME! –Berrou a comensal desesperada, unindo toda sua energia em sua voz, porém não parou de tremer, Hermione apenas observava a agonia da outra mulher. - MATE-ME!

Voltou a berrar Bellatrix, tremia desesperada. As pessoas ao redor começaram a acordar de seu transe e se moviam confusas, o golpe de misericórdia, porém, foi dado pela vampira, que segurando a espada negra com força, cravou-a no peito da mulher, que num último suspiro, olhou para as estrelas, gravando a última imagem que veria em sua vida.

A espada cravou-se no corpo de Bellatrix e fixou-se no chão, o veneno era tão poderoso, que ao realizar tal ato, Hermione viu o corpo de Bellatrix ser dissolvido aos poucos desaparecendo completamente no ar sem deixar vestígios.

Incrédulos demais, surpresos demais e até meio que sem ar, os presentes observaram a cena, mas algo inesperado aconteceu. Snape levantou-se furioso, a varinha apontada para o bolo de Rebeldes que se encontrava inerte. Ninguém prestou atenção ao movimento do comensal revoltado, seus olhos brilhavam de ódio, os dentes cerrados, apenas Hermione observou isso acontecer ainda segurando o cabo da espada que agora se cravava apenas no chão. Com rapidez, a vampira olhou na direção de quem Snape apontada a varinha. Harry diferente de todos os outros Rebeldes, não olhava em direção à espada, onde estivera o corpo de Bellatrix, não, ele olhava para ela, o cenho franzido, o rosto sujo de poeira, e alguns pequenos ferimentos. De certo modo ela o fascinava, sua pele alva, os olhos cruéis, seu corpo bem desenhado, e sua voz macia. Hermione olhou seu rosto confuso, ele não via Snape, ele se quer lembrava que Snape existia naquele momento, ele não fazia idéia de que o maldito Comensal havia encontrado alguma varinha e esta estava apontada para ele, ele não fazia idéia...


"Os dias passam e as noites ficam sem por que
Estou sozinho
E sem medo de me perder
Meus olhos chamam os seus
Como o frio desperta o calor
Inofensivo mas capaz de trazer a dor



Num ato de impensado desespero, Hermione se jogou na frente de Harry o mais rápido que pôde, e conseguiu escutar perfeitamente o feitiço que a atingira, “SECTUMSEMPRA!”. Apenas fechou os olhos.“Maldito”. Sibilou no ouvido do moreno, com os braços em volta de seu pescoço, ao sentir seu corpo ser cortado ao meio segurou com força os cabelos rebeldes dele, tão rebeldes quanto ele, “Que droga estou fazendo? Sussurrou para si mesma, sem entender seu ato, por que se jogara na frente dele? Ele a odiava, ela já tentara matá-lo, por que desejava tanto salvá-lo? Por que a idéia de vê-lo morrer lhe era tão dolorosa? Talvez mais dolorosa do que sentir seu sangue fluir por um ferimento enorme em seu corpo, mais doloroso do que ver todas aquelas faces lhe olharem confusas, sem entender o por quê de sua ação.


Todo o encanto se acaba
Por que o sol tem que morrer
Não quero mas enxergo tarde
O que sinto por você



Escorreu uma lágrima de seu olho esquerdo, ela sorriu, percebendo finalmente o quanto uma simples criança e alguns meses com aquelas pessoas a fizeram mudar. Se Tom a visse cometer algo idiota como aquilo definitivamente sentir-se-ia desgostoso, afinal de que tudo aquilo que ele lhe ensinara havia servido? Foi quando se deu conta, alguns ensinamentos de Tom poderiam lhe ser muito úteis, outros, porém ela poderia simplesmente esquecer e agir com sua própria mente, seu próprio coração. Sim! Coração! Ela tinha um coração! E ela pôde perceber isso ao senti-lo bater fracamente... Como o sangue lhe fazia falta! Hermione sentiu sua vida esvair-se aos poucos, junto com seu sangue, seu corpo mole sendo seguro pelos fortes braços de certo homem de olhos verdes, que finalmente pôde digerir e entender o que havia acontecido. Em alguns poucos segundos, segundos que para estes dois, havia durado uma verdadeira eternidade.


Mesmo tão diferente do que possa parecer
Mesmo que o inferno seja o preço pra te ter
Tudo começa como um dia chega ao fim
Sonhos que apagam o que você deixou em mim
As horas passam e eu estou sozinho sem você
Talvez com medo de tentar me envolver




Harry levantou seu rosto banhado por ira. Com a mão esquerda segurou a fina cintura de Hermione, o corpo da mulher inclinado para trás, seus olhos semi-abertos, a mão direita, apontou diretamente para Snape.

-AVADA KEDAVRA

Urrou ele, o feitiço com velocidade atingiu seu ex–professor, que sequer teve controle para defender, e mesmo que tivesse tido, o feitiço foi lançado com tal fúria e rancor, que poucas pessoas teriam capacidade de se defender.


"Historias são momentos
Frases feitas sem qualquer valor
Inofensivo mas capaz de trazer a dor
Todo encanto se acaba
Por que o sol tem que morrer
Não quero mas enxergo tarde
O que sinto por você
"


No instante seguinte o corpo de Snape estava no chão. Os comensais da morte deram alguns passos para trás, era óbvio que sabiam que estavam em desvantagem. Sem varinha sendo que não só Harry, mas também McGonagall sabiam executar feitiços sem varinha, apesar de a velha professora estar cansada demais e ferida para poder ajudar, mesmo assim, ao verem o homem dar um passo para frente com o rosto lívido e a mão estendida não hesitaram em aparatar.

O silêncio se apoderara do local, todos começaram a rodear o estranho casal. O corpo de Hermione pendia para trás, completamente ensangüentado, Harry colocou a mão direita em sua nuca e a trouxe para cima. Passou a observar mais de perto seu rosto ainda mais pálido que o normal, começava a assumir uma coloração cinza, sua boca estava seca e sua respiração fraca, seus olhos semi-abertos o fitavam confusos.


"Mesmo tão diferente do que possa parecer
Mesmo que o inferno seja o preço pra te ter
Tudo começa como um dia chega ao fim
Sonhos que apagam o que você deixou em mim
"


- Coloque-a no chão. –interveio Draco, Harry não se atreveu a negar.- Potter, ache uma varinha. – em resposta, Harry apenas olhou para os lados, confuso.

- Como? - Perguntou levemente desesperado, e Draco notou que seu rosto se assemelhava ao de uma criança perdida.

- COM UM FEITIÇO CARAMBA! – Berrou o loiro nervoso. Lembrando-se de que podia realizar feitiços sem varinha Harry fez o que Draco havia dito, invocando a varinha do próprio loiro e a entregando a ele.

Com rapidez, Malfoy realizou o mesmo feitiço que no sexto ano, seu ex-professor de poções, que no momento se encontrava morto a poucos metros de si, havia realizado nele mesmo por culpa de Harry. Fazendo movimentos de ziguezague ao longo do ferimento da vampira, viu que este se fechava aos poucos, até se cicatrizar completamente.

- Ela precisa de sangue, urgente! – Draco falou sem deixar a preocupação de lado. Não soube explicar o por quê, mas algo se mexeu em seu estômago e Harry fez a primeira coisa que lhe veio à cabeça: rasgou a manga da blusa que vestia, deixando o braço esquerdo nu, com a mão direita realizou um feitiço que abriu um corte em seu braço. Ignorando a dor do fundo corte, se aproximou da vampira, colocando o braço perto de sua boca. Os olhos de Hermione se abriram molemente ao sentir o cheiro do sangue, selou sua boca ao braço do homem, e com dentes e olhos transformados, começou a beber o sangue do moreno.

Todos observavam o moreno num silêncio surpreso, ouvia-se apenas o som da respiração de cada um deles, Hermione continuou o que fazia até que teve força o bastante para se manter acordada, porém ainda muito afetada.

Harry se levantou e com a manga que havia rasgado, tampou o ferimento do braço, no auge de seus 20 anos ainda não havia dominado feitiços de cura, o que não lhe fez a menor diferença no momento. Pegou Hermione no colo e disse:

- Precisamos sair daqui e rápido.

- Mas pra onde vamos? - Pronunciou-se Rony levemente desesperado. Harry olhou para o amigo tão confuso quanto o ruivo, a resposta, porém não veio de nenhum deles, e sim de McGonagall.

- Godric´s Hollow.




N/A:
FINALMENTEEEEEEEEEEEE!!!!!

Povo... vcs naum tem noção do quanto eu aguardei por este momento!
sério, estava louca para postar este capítulo, louca para escrever e louca para ver, esses meses que fiquei sem postar foram horríveis! acreditem, senti tanta falta da fic quanto vocês! Essa fic eh minha paixão! Peço novamente desculpa pelo atraso! Mas juro q a culpa não foi minha! Agradeço pela paciência e torço para que a espera de vcs tenha valido a pena! Para que vocês gostem do capítulo!

A morte da Bella foi pensada a muito mais tempo do que vocês imaginam, já planejava matá-la, faz uns 5 capítulos ou mais, mas eu precisava de algo mais! Uma personagem explosiva como a Bella merecia uma morte tão explosiva e marcante quanto a própria. Espero que não fiquem com muita raiva de mim!

Gostaram da cena H²? Tudo bem q foi um pouco trágico... Mas pra esses dois se darem bem, só se um estiver morrendo mesmo... ho*
Mione tah se redimindo, alguém esperava essa reação dela? Acho q nem eu esperava direito... O Harry pelomenos soube agradecer...

Mas ainda temos muita história pela frente e muita coisa pode acontecer!

Mudando um pouco o assunto... Devo voltar para o colégio dia 4, e espero q a net tenha chegado quando for pra lá! Se tiver chegado vou poder voltar a postar normalmente! Muito Obrigada pela compreensão! ;]

li todos os comentários, agradeço cada uma de vocês que me deram a maior força para continuar! Sério se não fosse vocês não existiria a fic!

Por favor continuem comentando! Não dói e deixa a autora muito animada pra escrever!

beijos!

Poly_Malfoy

PS: A música citada neste capítulo pertence à banda DRIVE e seu título é: FRASES FEITAS.

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