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15. Indícios


Fic: O Sucessor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry acordou cedo e foi ao ministério se encontrar com os rapazes. Foi direto ao local que Draco indicou, era uma sala feita pra treinamento de aurores e, secretamente, interrogatório de alguns prisioneiros que não gostavam de colaborar com as investigações.

-Harry, chegou na hora certa! –Rony fala animado.

-Quase achamos que você ia fugir, sabe? –Fred fala mostrando o braço forte.

-Já íamos ligar pra você. –Jorge fala em tom ameaçador, também vestido com uma roupa pra exercícios.

-Que isso, pessoal, assim o Potter foge da gente. Olha, nós prometemos que vamos pegar leve pra você poder esquentar, ok? –Draco fala como um se fosse brigar com alguém muito inferior.

-Pegar leve, é? –Harry fala tirando o casaco e a calça, ficando só de sunga e mostrando o corpo definido. –Podem pegar pesado, senão eu não garanto que saiam inteiros. –fala com um sorriso indecifrável, deixando os outros quatro pensativos.

-Então vamos parar de moleza e entrar logo! –Draco fala vendo que Harry já colocava a bermuda e tinha a camiseta em mãos.

-Já vou. –Harry fala fazendo sinal pra que os outros fossem na frente.

A sala em que entraram era toda branca e não tinha um móvel ou objeto. No entanto, quando Draco entrou, mentalizou um lugar onde pudessem lutar e um forro azul acolchoado apareceu sob os pés deles, assim como um verde cobriu as paredes.

-É, vai ser difícil de alguém se machucar. –Fred fala ao bater nas paredes e ver que a proteção era bem macia.

-Vamos acabar com o Harry hoje. –Jorge fala fazendo um aquecimento.

-Porque essa perseguição, posso saber? –Harry fala ao chegar à sala e fechar a porta.

-Porque você tirou a morena mais gostosa do ministério de circulação! –Draco fala desapontando, fingindo sofrer com isso.

-Ei, deixa a Gina saber disso! –Rony fala com um sorriso maroto.

-Pode contar, aliás, ela já sabe tudo o que eu penso sobre a Hermione, já elogiei muito as pernas dela na frente Gina. –Draco fala com um sorriso sem vergonha, mas logo depois sente uma enorme pressão em seu abdômen, que o faz perder o ar e ser arremessado três metros até a parede onde se choca fortemente.

-Nunca mais fale da minha mulher assim. –Harry fala furioso, os punhos fechados fortemente.

-Calma, cara, ele só estava brincando. –Rony fala e Harry parece aceitar.

-Bom, então, vamos começar esse treino com luta sem varinha? –Fred fala fazendo sinal pra Jorge, que assente. Ambos tinham notado que Harry estava rápido e forte, portanto seria melhor começar pegando leve.

Demorou vinte minutos pra que, usando golpes de artes marciais que misturavam caratê, judô, kung fu, boxe e jiu-jitsu, Harry deixasse os quatro adversários caídos no chão e sem condições de combate.
Então a sala se modificou, transformando-se numa enfermaria com poções e remédios pra primeiros socorros, os quais Harry usou nos amigos, pra que pudessem continuar.
Ficaram os dez minutos seguintes fazendo um lanchinho enquanto as poções faziam efeito e eles entravam em condições pra fazer um duelo mágico. Rony e Draco que conheciam mais o estilo de Harry, montaram uma estratégia pros quatro atacarem ele, que ficou sentado em um canto da sala como se estivesse meditando.

Para a disputa mágica, a sala ganhou um piso de madeira, e as paredes tinham armas como espadas, lanças, maças e arcos com flechas, além de quatro armaduras nos quatro cantos da sala.

Harry se posicionou no centro da sala, cada um dos quatro estavam à frente de uma das armaduras, todos empunhavam suas varinhas, com exceção de Harry, que desde a preparação pra luta contra Voldemort, costumava treinar sem varinha.

Numa fração de segundos, todos os quatro se movimentaram rapidamente e lançaram feitiços ao mesmo tempo, cada um tomando uma direção diferente, fazendo Harry não poder se desviar pra cima, pra baixo, ou pros lados, já que pelo menos um dos raios coloridos o atingiria. Mas pra surpresa dos quatro, Harry não fez movimento algum e quando os raios estavam pra o atingir, bateram em alguma espécie de parede invisível e retornaram com ainda mais força pra quem os lançou, fazendo-os ter que saltar pros lados pra desviar.
O que se seguiu a isso, foi uma intensa troca de feitiços silenciosos entre todos, onde Harry não só defendia, mas também contra-atacava com extrema facilidade, deixando os quatro caídos, sangrando e com pelo menos um osso quebrado no corpo, além de belos chifres coloridos, em míseros cinco minutos.

-Bom, acho que agora vocês podem parar de brincar e começar a lutar sério, porque eu já me aqueci! –Harry fala em tom divertido e os outros apenas soltam gemidos de dor, olhando-o incrédulos.

-Tudo bem, já que você ainda quer lutar, boa sorte! –Draco fala se concentrando e fazendo uma proteção surgir entre os quatro e Harry.

Harry olhou intrigado e sentiu a sala se modificar. Olhou pra trás e viu surgir três armaduras medievais e uma armadura samurai a sua frente. Uma das armaduras medievais, tinha um JW no peito, a outra a seu lado um FW, a última um RW e a armadura samurai um DM, o que significava que cada uma estava sendo controlada pela vontade de cada um dos quatro atrás de si, que deviam estar completamente protegidos.
O guerreiro de Draco possuía uma bela espada samurai, o cavaleiro de Jorge um machado com uma corrente e uma foice na outra ponta, o cavaleiro de Fred possuía uma maça com uma corrente e uma foice na ponta, já o cavaleiro de Rony tinha uma longa espada numa das mãos e um escudo na outra.

-Vocês parecem querer vingança, isso não é um sentimento nada bom rapazes. –Harry fala olhando os olhos vermelhos aparecerem pelas frestas dos elmos.

-Chega de papo. Atacar! –O cavaleiro de Rony brada e todos partem pra cima de Harry.

O primeiro movimento foi dos gêmeos, que lançaram as foices na direção de Harry, que percebeu que o tamanho da corrente aumentava magicamente, de acordo com o que eles queriam. As foices passaram sob os pés de Harry que deu um mortal pra trás, mas antes de tocar o solo, as mesmas fizeram um movimento como um bumerangue e se prenderam aos seus pulsos.
Em pé e preso pelos pulsos, Harry viu o cavaleiro surgir a sua frente e pelo reflexo no escudo o samurai aparecer a suas costas. Rapidamente abriu as pernas de modo a tocar o quadril no chão, enquanto puxava com força os cavaleiros dos gêmeos, os fazendo serem atingidos pelas espadas e depois pegando as foices que estavam penduradas na corrente e decepando as pernas do cavaleiro e do samurai que tiravam as espadas dos companheiros.

-Vocês quase me assustaram! –Harry fala com um sorriso vitorioso pros quatro amigos, depois de se livrar das correntes.

Os quatro sorriem e Fred aponta pra trás de Harry, que ao se virar, observa os oponentes re-encaixando as partes e prontos pra lutar novamente.

-Vocês não aprendem. –Harry fala ao se voltar pros quatro guerreiros.

Num movimento brusco, mas muito rápido, o cavaleiro de Fred lança sua maça na direção de Harry que desvia pro lado e vê o chão de madeira ser destruído pela arma, mostrando que os quatro não estavam brincando. Sorrindo excitado com a batalha, Harry dispara na direção dos quatro, desviando das correntes e tentando atingi-los com socos e chutes, além de uma ou outra magia.

A luta era intensa e a cada vez que as armaduras caíam, se recompunham mais fortes e violentas, como se os amigos estivessem testando até onde poderiam ir. Harry já estava cansado e irritado com as armaduras que teimavam em se levantar e recompor, a maioria das magias não funcionava nelas, seus golpes não surtiam efeito porque elas não sentiam dor e fraqueza, além de serem incansáveis.
Num último movimento, Harry que estava cheio de cortes pelo corpo e com um braço quebrado, decidiu partir com tudo pra cima delas, mas foi surpreendido por um movimento em conjunto, que fez as correntes prenderem cada uma, um de seus tornozelos, derrubando-o no chão, enquanto os espadachins vinham pelo ar prontos pra cravar as espadas nele.

Os irmãos Weasley já comemoravam com Draco, quando viram um raio vermelho-fogo sair dos olhos de Harry e atingir o samurai, enquanto sua mão boa segurava a lâmina da espada, do cavaleiro de Rony, e o sustentava no ar. Os cavaleiros gêmeos puxaram as correntes, e Harry lançou o cavaleiro de Rony sobre eles.

-Já chega. –Harry fala simplesmente ao se levantar e ergue as mãos na direção das armaduras. Uma bola de energia, que parecia ser formada por luz e tinha o tamanho de uma bola de tênis, vai rapidamente à direção das armaduras e depois um clarão surgiu cegando todos e um barulho de explosão foi ouvido. –O treino acabou, mas vocês até que foram bem. –Harry fala ofegante, saindo da sala.

Os Weasley e Draco apenas olham o lugar onde antes estavam suas armaduras e agora havia apenas um grande buraco e uma visão do subsolo de Londres.

-Você não disse que esta sala era feita pra suportar qualquer treinamento? –Rony pergunta a Draco.

-Mas ela é! –responde tremendo, com certeza nunca mais falaria nada sobre Hermione.

No vestiário próximo da sala de treinamento, Harry saía do banho com uma toalha em sua cintura, estava com uma dor de cabeça forte. Seguiu até o espelho embaçado e depois de limpá-lo, observou que sua cicatriz estava quase imperceptível, como se fosse sumir. Deu passos pra trás assustado, um eco grave percorria sua mente como murmúrios frios e raivosos, então tudo apagou.

Marcus entra em seu escritório e vê Malfoy, Voldemort e Salazar conversando preocupados. Todos parecem surpresos, mas aliviados ao vê-lo.

-Então, já fizeram tudo que pedi ontem? –Marcus fala indo se sentar em seu trono.

-O que pediu ontem, Mylord? –Malfoy pergunta estranhando, fazia três dias que Marcus havia desaparecido.

-Malfoy, eu odeio incompetência! –Marcus fala fechando os punhos, fazendo Malfoy engolir em seco.

-Imagino que se refere aos ingredientes necessários pra a fabricação da poção, para o ritual, certo filho? –Voldemort pergunta a Marcus que assente –Está tudo pronto, apenas esperando que você comece o preparo. –fala com um brilho diferente no olhar.

-Excelente, pelo visto seus esquecimentos não o deixam menos eficiente, Malfoy, mas dá próxima vez...

-Não haverá próxima vez, Mylord. –se adianta em responder fazendo uma reverência.

-Melhor mesmo. –fala parecendo satisfeito –Agora, papai, vovô, penso que já é chegada a hora de mostrar a todos que a guerra começou, o que acham? –Marcus fala com um sorriso maquiavélico.

-Pretende fazer um ataque direto e aberto aos inimigos? –Salazar pergunta como se avaliasse a questão.

-Pensei em destruir aquela mansão que usam como sede da Ordem da Fênix, o que acham? –Marcus fala como se fosse algo que ansiasse há muito tempo.

-Acho cedo pra isso, na verdade, recebemos informações de que haverá uma grande reunião em breve pra definirem aliados e táticas pra nos combater, creio que seria mais prudente esperar pra conhecermos todos os nossos inimigos, Marcus. –Salazar fala como se o aconselhasse e isto deixa Marcus pensativo.

-Há também o retorno do maldito Harry Potter. –Voldemort fala, fazendo Marcus levantar os olhos pra ele rapidamente, um brilho diferente surgiu em seus olhos.

-Quem voltou do inferno? –pergunta com a voz saindo muito grave, os olhos faiscando de ódio.

-Harry Potter, ele não estava morto como todos pensavam e reapareceu ontem, está nos jornais. –Malfoy fala passando o Profeta Diário pro bruxo.

-Como aquele miserável saiu do inferno, papai? –Marcus fala sentindo sua cabeça girar, a lembrança de Malfoy lhe contando a morte do pai vindo a sua mente.

-Acalme-se Marcus, nós temos... –Salazar tentar falar, mas é interrompido.

-Nós temos que aniquilar aquele verme! Eu sempre quis me vingar dele e é isso que vou fazer agora. –fala já sentindo o gosto doce da vingança. –Vou matá-lo bem devagar e depois espalharei pedaços de seu corpo por todo país, assim eles verão como o herói deles não passa de um verme! –fala em tom sonhador, mas levemente insano.

-Você não pode se deixar cegar pela vingança, não esqueça que o subestimei por duas vezes e por duas vezes fui derrotado. –Voldemort fala em tom de alerta, querendo despertar o filho.

-Eu o farei pagar por todo sofrimento que me causou, mas não se preocupe que farei isso lentamente, primeiro tirando dele todos a quem ama. –Marcus fala com um brilho diferente no olhar e então um estalo é ouvido. –Malfoy, quero que você e Kennedy preparem uma lista com os amigos do Potter, assim como os endereços e funções e tudo mais que puder recolher. Papai, vovô, me ajudem a preparar a poção, vamos acelerar os planos o quanto pudermos. –Marcus ordena e todos obedecem imediatamente.

Na sede da ordem, os Weasley, Lupin, Tonks, McGonagall e Snape estavam em reunião quando Hermione entra na cozinha e vai pra cabeceira da mesa, onde se senta e conjura uma xícara de chá.

-Onde está o Potter? –Snape pergunta com o tom azedo que usava desde que era professor.

-Não sei. –responde ao ver que todos tinham a mesma dúvida. –Ele continua com a mania que o Richard tinha de desaparecer e não deixar rastro. –fala em tom cansado, havia o procurado por um bom tempo pra irem à reunião.

-Mas ele sabia que haveria uma reunião hoje, não sabia? –Lupin pergunta confuso.

-Sim, ficamos de vir juntos. Eu passaria em casa e nós aparataríamos pra cá, mas quando cheguei, ele não estava e Wink disse que ele não havia voltado desde que saiu de manhã pra se encontrar com eles. –Hermione fala e depois aponta Draco, Rony e os gêmeos.

-Nós treinamos no ministério, queríamos ver se Harry estava bem pra entrar em combate contra comensais ou esse lorde Marcus. –Rony fala e os outros parecem se interessar.

-E ele está apto a duelar? –McGonagall pergunta ansiosa, todos tinham grandes expectativas sobre Harry.

-Bom, em vinte minutos acabou com todos nós juntos num treino sem magia. –Fred falou um pouco sem jeito e passando a mão pelos cabelos.

-E em cinco nos deixou fora de combate em treino com magia, mas sem que ele usasse varinha. –Jorge fala repetindo o gesto do irmão.

-Uau! Pelo visto o Harry não só manteve a forma física. –Tonks fala impressionada, sabia que Draco era um dos melhores duelistas que tinha no esquadrão de aurores.

-Não é só isso, usamos da sala de treinos pra fazer um escudo protetor entre nós e ele, depois invocamos armaduras com armas de propriedade mágica e que se moviam de acordo com nossa vontade. Ele os derrotou diversas vezes, nós praticamente não o ferimos, só uns cortes bem superficiais e um braço quebrado em quase duas horas. O treino terminou quando ele evaporou as armaduras e metade da sala. –Draco fala meio sem jeito, afinal Tonks era sua chefe.

-Então foi isso que interditou o dois andares do prédio, incluindo as salas de interrogatório? –Tonks pergunta com ar severo e Draco apenas assente.

-Aquela sala foi projetada pra agüentar qualquer tipo de treinamento, como a sala precisa que eu e o Harry usávamos pra treinar antes da última batalha. –Hermione fala pensativa, como se analisasse a situação.

-Onde quer chegar com isso, Hermione? –Arthur pergunta tentando acompanhar o raciocínio dela, mas já imaginando a resposta.

-Eu conheço bem aquela sala, Gina e eu vamos treinar lá duas vezes por semana, se ele causou a destruição dela, é porque o poder dele está no mínimo cinqüenta vezes mais forte que antes. É absurdo. –Hermione fala sem conseguir acreditar em suas palavras.

-Cinqüenta? Isso é como se ele houvesse ficado dez vezes mais forte a cada ano em que ficou desaparecido. –Gina fala como se tentasse racionalizar a informação.

-Mas como ele poderia ter treinado? Hermione, você que conviveu mais com o Richard, o viu praticando? –Molly pergunta preocupada.

-Não, ele fazia pouca magia e quando fazia, usava varinha. Os únicos exercícios que o vi fazendo, foram físicos como flexões e abdominais. –Hermione fala tentando lembrar de algo excepcional que pudesse ter acontecido.

-Isso não ajuda em nada, mas devemos pensar que o Richard tinha lá os sumiços dele, não sabíamos pra onde ele ia enquanto você estava trabalhando, não é? –Gina fala pra Hermione, como se quisesse chegar a alguma conclusão.

-Eu imaginava que ele estava escrevendo o livro dele, se bem que... –Hermione de repente interrompe o raciocínio e parece lembrar de algo, deixando todos em expectativa.

-O que foi, Granger? Fale de uma vez. –Snape fala impaciente, parecendo despertar Hermione.

-Antes das minhas férias , eu estava trabalhando nos itens roubados pelos comensais, tentando descobrir o propósito de unir todos eles, quando Richard foi ao meu escritório. Ele olhou minhas pesquisas e eliminou alguns rituais da lista de possíveis, como se tivesse bastante conhecimento em magia. –Hermione fala como se aquilo fosse um sinal.

-E o que ele estava fazendo no seu escritório, olhando suas pesquisas? –Gina pergunta bastante desconfiada.

-Ele foi me fazer uma visita. –Hermione fala corando rapidamente –Olhou as pesquisas sem nenhum motivo especial. –responde rapidamente, antes de tomar um generoso gole de chá.

-Dia de chuva, é? –Tonks pergunta ao mesmo tempo maliciosa e com um olhar severo.

-Eu tentei mandar ele embora, eu juro, mas eu pra variar não consegui, quer dizer, acabou adiantando e muito meu trabalho. –Hermione corrige rapidamente.

-Pelo menos sabemos porque mais uma vez, a senhorita Granger não fez as perguntas devidas, já que no mínimo deveria ter perguntado como ele conhecia rituais tão complexos e que deviam envolver as artes das trevas. –Snape fala irônico, deixando-a completamente sem jeito.

-Não é o momento pra estas discussões, Severo. Na verdade, devemos nos preocupar com o inimigo e ficar muito felizes por Harry ter voltado e ainda estar muito mais fortes que antes, assim como todos nós, que com certeza não cometeremos os mesmos erros. –McGonagall fala amenizando as tensões.

-Mas como vamos continuar a reunião sem o Harry, não era ele o nosso novo líder, quer dizer o lugar era dele antes. –Rony fala e a maioria parece apoiá-lo.

-Acontece que o irresponsável resolveu sumir e quem sabe quando vai reaparecer? –Snape fala asperamente, já cansado de todo aquele mistério.

-Não se preocupe que com certeza hoje a noite ele vai ta em casa. –Gina fala segurando o riso e deixando Hermione corada.

-Gina! O Harry não é nenhum irresponsável, deve ter acontecido alguma coisa e eu falarei com ele a respeito disto, agora vamos continuar a reunião que eu presidirei na ausência dele. –Hermione fala em tom decidido e abre a pasta com a ata da reunião. Snape murmura algo como “Sim Majestade” e os outros apenas ficam quietos e seguem a ordem.

De madrugada, Hermione dormia em sua cama, havia um livro caído, aparentemente ela havia dormido enquanto lia, esperando por Harry.
Ele, no entanto acabara de chegar às três da manhã, pelo que via no relógio na cômoda, onde deixou o livro que estava no chão. Silenciosamente caminhou até o banheiro onde tomou banho e pôs o pijama.

Ao se deitar abraçou e beijou Hermione, que se moveu parecendo despertar. Harry, então, continuou a beijando no rosto até chegar à boca, mas Hermione logo o afastou.

-O que pensa que está fazendo? Onde você esteve que só chegou agora? –pergunta visivelmente contrariada, se sentando na cama e o encarando.

-Não sei. –fala se levantando e também se sentando de frente pra ela. –Eu estava com Rony, os gêmeos e Draco, no ministério, depois do treino fui tomar um banho, trocaria de roupa e viria pra cá, mas aí tudo ficou escuro. Depois disso eu só lembro de estar no centro de Londres, vi a hora e arranjei um lugar pra aparatar pra cá.

-Não se lembra de nada? Como não pode se lembrar de mais de doze horas do seu dia? –Hermione pergunta não gostando daquilo.

-Eu não sei, pretendia falar com você amanhã, talvez ir ao St. Mungus fazer alguns exames. –fala a olhando nos olhos, fazendo-a ver que era verdade.

-E você está se sentindo bem? Notou algo estranho? –pergunta preocupada olhando pra ele como se procurasse algo errado.

-Eu estou bem, a única coisa estranha foi estar num lugar totalmente diferente do que estava, muitas horas depois e sem meus óculos. –Harry fala quase que sarcástico.

-Sem os óculos? –Hermione fala pensativa e Harry não entende qual a importância daquilo, quando ele havia perdido mais de doze horas daquele dia. –Não é nada, vem aqui, vamos dormir. –Hermione fala e se deita de lado, pondo o braço de Harry em sua cintura.

-Você quer realmente dormir? –Harry pergunta mordendo o lábio inferior, torcendo pra que ela dissesse não.

-Você acabou de me dizer que perdeu doze horas da sua vida de repente e está pensando nisso, Harry! –fala incrédula, afinal ele devia estar preocupado com o que houve.

-Eu sei que devia estar preocupado e tudo mais, só que eu me sinto tão animado, como se uma coisa que eu quero muito estivesse pra acontecer... sabe, eu me sinto como nas noites antes dos jogos que decidiam os campeonatos de Quadribol da escola. –ao falar isso Hermione o olha estranhamente, como se tivesse de frente ao maior e mais complexo quebra-cabeça do mundo.

-Vamos dormir, Harry, amanha nós conversamos sobre isso. –fala se virando, mas Harry a abraça e beija no pescoço.

-Você está mesmo com sono? Eu prometo que deixo você dormir, mas...

-Harry, você tem noção dos comentários que eu tive que ouvir do Snape hoje, na reunião que você devia ter presidido? –Hermione fala se virando de frente pra ele, mostrando que não estava de bom humor.

-E você lembra daquela noite, antes do jogo Corvinal e Grifinória no sexto ano? –Harry pergunta com um sorriso maroto, fazendo Hermione rir. –Eu te alcancei durante a sua ronda, perto da sala do Snape... –Hermione põe o dedo nos lábios de Harry o calando.

-Eu já to encrencada o suficiente sem que ninguém saiba disso. –sussurra perto dele.

-Então é melhor me convencer a ficar de boca fechada. –fala depois de morder levemente a mão dela, que logo depois toca o rosto dele, que se aproxima do dela.

Harry a beija devagar, mais de modo provocante, enquanto gira seus corpos a fazendo deitar sobre ele.

-Você é impossível, Sr. Potter! –sussurra no ouvido dele, enquanto ele a beija no pescoço, perdido nos cachos castanhos.

-E você é irresistível Sra. Potter! –ele sussurra em resposta, mas ela se afasta –Hei! Onde você... –ele já ia se levantar, mas ela o empurra de volta pra cama, depois de se sentar sobre ele.

-Você não disse que está “animado”? Então eu vou aproveitar pra unir o útil ao agradável. – fala pegando as mãos dele e erguendo, depois rapidamente pegando a varinha e conjurando algemas que as prendiam a cama. –Eu estou de muito mau humor, por causa do seboso do Snape, então vou descontar em você. –Hermione fala com um sorriso malicioso, assustando Harry.

-Como assim? Hermione o que você está pensando em fazer? –pergunta tentando soltar as mãos e olhando pra ela que estava indo até a mesa em frente à cama. –Hermione eu não gosto dessas coisas, larga isso aí. –Harry pedia suplicante, mas o sorriso que Hermione lhe deu, deixou bem claro que ele não teria escapatória.

-Bom dia Wink! –Hermione fala ao ver a elfa pondo a mesa do café da manhã.

-Dom dia senhorita Hermione. –fala com um grande sorriso –O senhor Harry não vem? –pergunta olhando em volta tentando vê-lo.

-Não tão cedo, ele ainda está dormindo. –fala se servindo de suco. –Gina dormiu em casa?

-Não, apenas veio jantar com o senhor Draco, mas deixou recado dizendo que vem almoçar. –Wink fala se afastando e ficando ao lado da cadeira de Hermione com uma expressão séria.

-O que foi Wink? Você não costuma ficar tão preocupada assim. –Hermione pergunta estranhando o jeito da elfa doméstica, que segurava algo em suas costas.

-Notícia ruim pro menino Harry. –fala com as orelhas baixas e passando, trêmula, o jornal a Hermione.

Hermione pega o jornal e lê em letras grandes e vermelhas, algo incomum no Profeta Diário: “A volta da Marca Negra” em baixo uma manchete ainda mais preocupante: “Um dia após o retorno de Harry Potter, a Marca Negra surge nos céus de Little Whining”.
Hermione observa a foto e vê o número quatro dos Alfeneiros em chamas e sobre o fogo, a Marca Negra. Ela abaixa o jornal por um momento, sabia que os tios de Harry ainda moravam lá com Duda sua esposa e filho. Por mais que Harry não gostasse dos tios e do primo, e nem conhecesse a esposa e filho de Duda, com certeza aquela notícia iria abalá-lo.

-Wink, pode ir pro seu quarto, se ouvir algum barulho alto, não venha aqui. Eu vou cuidar de tudo e vai ficar tudo bem. –Hermione fala imaginando milhares de reações possíveis.

-Wink entendeu, senhorita Hermione. –Wink fala não gostando daquilo, mas a obedecendo.

Hermione continua lendo o jornal enquanto vai pro quarto, onde Harry dormia. Deixa o jornal sobre a cômoda, sob os óculos dele e se deita ao seu lado, tomando coragem pra acordá-lo e dar a notícia.

-Harry, acorda meu amor. –Hermione fala dando lhe beijinhos no rosto e pescoço. –Vamos, vocês precisa acordar.

-Eu preciso dormir. –murmura sonolento, a abraçando e escondendo o rosto na curva entre o pescoço e o ombro dela.

-Eu sei que está com sono, mas precisa acordar. Eu tenho algo importante pra te falar. –Hermione fala acariciando-lhe os cabelos.

-O que aconteceu? É algum incêndio? –fala contrariado, se deitando do outro lado da cama e se espreguiçando, havia muitas marcas vermelhas em seu tronco. –Ai, o que você fez comigo? –pergunta ao olhar seu corpo.

-Depois eu dou um jeito nisso, agora tenho algo sério pra te falar. –fala se sentando na cama e o olhando seriamente, enquanto lhe passava os óculos e segurava o jornal.

-Agora eu estou preocupado, o que aconteceu? –pergunta levando a mão até o jornal, mas Hermione não o deixa pegar.

-Harry, nesses quase cinco anos, aconteceram muitas coisas que você ainda não sabe. Uma delas foi a tentativa fracassada do Duda no boxe profissional ou o casamento dele, às pressas por engravidar uma garota, ele ainda morava com a família na casa dos pais, no número quatro dos Alfeneiros... –antes que Hermione terminasse, Harry puxa o jornal da mão de Hermione e lê a manchete, logo antes de olhar a foto.

-Quando, como? –Harry fala após segundos em silêncio e abaixando o jornal.

-Ontem a noite, entre dez e onze horas. Um vizinho viu um homem entrando na casa, estava escuro, mas ele devia ter entre 1,80m e 1,90m, parecia ter cabelos escuros e curtos, poderiam ser castanhos ou negros, parecia estar de terno ou algo assim, entrou direto, quer dizer, sem que ninguém atendesse a porta.
Os aurores e medi-bruxos estudaram a cena do crime, parece que eles foram torturados, e mortos com requintes de crueldade. Quando a casa começou a pegar fogo, já estavam todos mortos, mas o incêndio se apagou logo, devido à chegada dos aurores que rapidamente cuidaram da situação.

Hermione fala tudo que leu no jornal, enquanto Harry ouve tudo atentamente, mas sem demonstrar nenhuma reação. Ele então olha mais uma vez pro jornal e o deixa de lado, enquanto passa as mãos pelo cabelo.

-Harry, eu sei que isto está te afetando, mas...

-Está tudo bem. Eu quero que vá ao escritório e consiga todos os detalhes do crime, vou tomar um banho e já te encontro. Então depois poderemos ir ao St. Mungus, o que acha? –Harry pergunta se levantando e pegando algumas roupas no armário. –Hermione? –insiste depois que a morena não responde.

-Ah, sim, claro, como você quiser. –Hermione fala já se levantando.

-Achei que você já tinha se acostumado. –comenta ao perceber que ela havia ficado perdida o observando.

-E porque me acostumei não posso admirar? –fala erguendo uma sobrancelha e depois se aproximando e o beijando levemente.

-Claro, você pode tudo. –fala com um sorriso e depois corresponde ao aceno dela, antes que ela saia do quarto.

No banheiro, Harry deixa a água quente cair sobre seu corpo, enquanto se perde em lembranças de sua infância e juventude. Era fato que os Dursley não o tratavam bem, que não quiseram ter nenhum contato com ele depois que saiu da casa dos tios. Mas ainda eram sua família e queria ter uma convivência ao menos cordial com eles, já imaginava a aproximação com o convite pro seu casamento, sabia que era uma tentativa que tinha tudo pra dar errado, mas sempre ansiou por de certa forma, “fazer parte da família deles”. Sem que esperasse, deixou algumas lágrimas se mesclarem as águas do chuveiro, era mais um sonho que haviam roubado dele.

-Eu vou fazer isso terminar! Dessa vez vou acabar com toda a maldita raça de Salazar Slytherin! –promete a si mesmo, esperando com isso finalmente viver em paz e criar um mundo seguro, onde pudesse formar uma família.

N/A: Oi, sei que esse capítulo ficou meio estranho, mas leiam com atenção que tem boas pistas nele.

N/A²: Como vocês viram, o Marcus continua vivo e forte, até matou os Dursley. Como vocês também repararam, Marcus não sabe que é o Harry e muito menos o contrário.

N/A³: Próximas fic's a serem postadas: ET -nesse fds- e RH de segunda a quarta.

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