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13. Estórias do passado


Fic: Aventura no Brasil - Pós Horwarts... Ação e Mistério!


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CAP-13 - Estórias do passado







CAP-13 - Estórias do passado





Xingu





Caminhavam com dificuldade, abrir caminho entre a densa vegetação não era fácil, estavam avançando muito lentamente. Julião parou, puxou um pedaço de pergaminho de dentro do bolso, tocou-o duas vezes com a varinha e apareceu um mapa muito mal desenhado da floresta. Parecia muito antigo. Julião sacudia a cabeça negativamente.



Rony e Emílio se juntaram a ele. Discutindo que direção tomariam.



- Precisamos encontrar logo a trilha, se ficarmos assim no meio do mato, estaremos enrascados. Nossa única referencia é o igarapé, a trilha passa perto dele a alguns quilômetros daqui, só precisamos avançar na direção certa.



Executou um feitiço dos quatro pontos que transformava a varinha numa bússola.



- Acho que devemos ir por aqui.



Como Julião era o guia todos o seguiram e mudaram de direção se embrenhando ainda mais por dentro do mato.



Tentavam manter o barulho da água por perto para saberem que estavam acompanhado o curso do Igarapé, mas acharam melhor não se aproximar muito da margem. Vez ou outra tinham que modificar a direção que tomavam, porque deixavam de ouvir o som da água.



A floresta estava muito silenciosa, as vezes ouviam algum som estranho e sinistro. Caminharam durante um bom tempo. Já estava perto de anoitecer, e finalmente encontraram a trilha depois de muito ziguezaguear pelo mato.



Estavam exaustos, sujos e arranhados. Mas contentes de estarem no caminho certo novamente.



Durante todo o percurso em que estiveram perdidos no mato, afinidades apareceram entre eles, Rony parece ter se dado muito bem com Emílio, conversavam muito. O mesmo aconteceu com Virgílio e Miranda, estavam cada vez mais juntos e pareciam se entender muito bem. Julião ia na frente calado a maior parte do tempo. Harry permanecia só, meio incomodado com a proximidade que Virgílio parecia ter com Miranda. Lina estava sempre calada e sozinha também. As vezes conversava com o Sr. Vaques que ficava sempre falando sobre como a floresta era perigosa e de como aquela expedição era absurda e suicida.



Julião vasculhou a trilha, retirou novamente o mapa do bolso e conferiu a localização deles.



- Esse mapa é antigo e não é muito confiável, mas acho que daqui até a aldeia dos curupiras ainda restam umas 12 horas de viagem.



Devemos acampar essa noite. existem muitas criaturas perigosas nessa mata. Principalmente durante noites de lua cheia.



Se seguirmos a trilha encontraremos uma clareira um pouco mais a frente só mais uma hora de caminhada até lá. Será perfeito para passarmos a noite.



Começaram a caminhar novamente. Agora iam mais rápido a trilha era larga o suficiente para que duas pessoas caminhassem lado a lado, o chão era firme e poucos galhos ou árvores estavam no caminho. Os baús flutuavam livremente.



Lina ia ficando para trás, parecia muito cansada, Harry diminuiu o passo para aguarda-la.



- Você está bem? - perguntou ele.



- Sim, só estou cansada. Não consegui dormir ontem à noite - Disse a moça, olhando adiante na trilha para se certificar se alguém ouvia a conversa.



- Fiquei pensando a noite toda, Aquele trouxa morreu por minha causa. Eu sou responsável pela morte dele. É horrível carregar uma morte nas costas.



- Não foi culpa sua, quem o matou foi o Iaguara, só ele é culpado. Você fez o possível para protege-lo. Não se culpe. Eu também já me culpei pela mortes dos outros, até pela morte dos meus pais eu me sentia culpado. Mas o verdadeiro culpado foi quem cometeu o crime. Quem invocou a maldição imperdoável.



Lina se sentiu um pouco melhor, Harry tinha razão ela não podia se culpar foi o Iaguara que matou Carlos. Mas seu coração ainda não estava totalmente convencido.



- Eu acabei atraindo o Iaguara, sem querer levei ele até O beco onde podia encontrar Carlos.



- Você só estava fazendo seu trabalho. O Iaguara matou o trouxa porque ele ficou com a varinha de seu tio. Era isso que ele queria. Na minha opinião ele mataria o Carlos de qualquer maneira.



Ficaram em silencio Lina ia tentando absorver as palavras de Harry. enquanto caminhavam devagar.



- Mas eu não fiquei só me lamentando ontem a noite. Já que não conseguia dormir, me coloquei a trabalhar. - Agora era a Lina de sempre falando - Fui até o Ministério, passei praticamente todo o resto da noite lá. Pesquisando sobre a noite em que o Iaguara foi dado como morto.



- E descobriu alguma coisa importante?



- Na verdade não muito mais do que eu já sabia. De novidade, só alguns detalhes curiosos.



- Pode me contar tudo, por que não sei nada sobre essa estória.



- Vou tentar resumir então:



18 anos atrás houve uma grande batalha entre o Iaguara e seus partidários e um grupo de bruxos que se uniu para combate-lo. Esse grupo julgou que o ministério não era mais confiável e que o Iaguara poderia estar controlando boa parte dele.



O grupo foi chamado pela imprensa de Os Atiais, que significa iluminados em oposição aos partidários do Iaguara que eram conhecidos como Guarapakas, que significa escurecidos.



Os Atiais se formaram em torno de dois poderosos e respeitados bruxos.



Um deles era Ubiratan Tingué, que é o ultimo pajé, da ordem Taiasu ainda vivo, e atual vice ministro. O Outro bruxo era Matias Ferraz, considerado o melhor auror do século e o maior especialista em defesa contra as artes das trevas do pais, atualmente aposentado mas ainda colabora dando palestras na academia de aurores. É pai do Diretor Ferraz.



Os Atiais não possuíam a simpatia nem a aprovação do ministério, e tinham que agir as escondidas, suas ações só se tornaram populares, quando um ex-atleta muito influente teve sua esposa e filho assassinados pelos Guarapakas. Esse bruxo foi a todos os jornais e disse que dedicaria o resto de sua vida a derrotar definitivamente o Iaguara. Criticou ferozmente o ministério e se uniu publicamente ao grupo dos Atiais. Esse Bruxo era Omar Fernandes o atual Ministro.



Harry ficou surpreso com o passado do ministro. - Interessante, o Ministro não me pareceu uma pessoa tão traumatizada.



- Alguns anos depois da morte do Iaguara ele casou-se de novo e parece ter superado o passado trágico. Foram os Atiaias que impediram o avanço do Iaguara, durante três anos eles combateram as trevas.



A sociedade mágica estava dividida entre simpatizantes do Iaguara e dos Atiais. Apesar de temerem e não gostarem dos métodos violentos do Iaguara, muitos bruxos apreciavam suas idéias principalmente a que dizia que os bruxos eram superiores a todas as outras criaturas e todas deviam se curvar e respeitar os bruxos. Muitos pensam assim até hoje, mas ao mesmo tempo tinham horror dos assassinatos, das chantagens, das maldições e dos rituais de magia negra que os Guarapakas praticavam.



Depois desses três anos de confronto equilibrado, houve uma adesão ao grupo dos Atiaias que modificou o equilíbrio de forças, justamente quando o Iaguara levava vantagem.



Ronaldo Matoso, Pai do Virgílio nosso companheiro, se uniu aos Atiais em segredo. Ronaldo tinha um cargo muito importante no Ministério e passava informações à eles. Ao que tudo indica Ronaldo demorou muito a tomar partido, como acontecia com a maioria dos bruxos, principalmente com os de famílias influentes como era o caso dele. Parece que foi graças a ele que os Atiais ficaram sabendo que os Guarapakas planejava um massacre de trouxas. E se organizaram para impedi-lo, foi nessa batalha que o Iaguara foi dado como morto.



Foi uma batalha feroz e aterradora onde muitos terminaram mortos.



Nessa batalha os Atiais finalmente derrotaram o Iaguara. Ninguém viu o corpo mas Tingué e Ferraz garantiram que ele estava morto e realmente durante muito tempo não se ouviu mais falar no Iaguara. Nessa noite entre os muitos que perderam a vida, dos dois lados. Estavam O pai de Virgílio, O outro filho de Matias Ferraz e irmão do diretor Ferraz. E o nosso companheiro senhor Vaques, que lutava ao lado dos Atiais, ficou em coma por dois anos. Conseguiram reanima-lo, mais ele nunca mais foi o mesmo, dizem que ele era brilhante, Trabalhava no departamento de registro e controle de criaturas mágicas. Depois da batalha passou a ser uma pessoa, digamos, menos capaz.



Eu acho muito curioso que tantas pessoas envolvidas nessa batalha contra o Iaguara estarem também, envolvidas nessa expedição, até mesmo os Curupiras que foram traídos pelo Iaguara que se aliou aos seus inimigos naturais, Todos os Curupiras da Floresta da Tijuca no Rio foram dizimados com a ajuda dos Guarapakas.



- Realmente muito suspeito. - Harry parecia confuso com toda essa estória, era mesmo coincidência demais, Alguém poderia estar manipulando a situação, porém preferiu não assustar Lina, e também sua prioridade ali era salvar Hermione e não se envolver nos problemas locais. - Acho que não é nenhuma conspiração, Porque o Iaguara ia me atacar ou tentar me atrair até essa floresta? Não temos motivos para desconfiar de ninguém, Acho que é realmente coincidência. - Disse Harry.



- Confesso que estou muito desconfiada do Diretor Ferraz só ele tinha lido meu relatório, ele sabia que eu ia encontrara Carlos, além do mais ele não queria mandar Virgílio conosco.



A conversa foi interrompida pelos gritos agudos de Miranda, Harry e Lina distraídos pela conversa, tinham ficado muito para trás e já não viam os outros que estavam bastante na frente deles e encobertos por uma curva da trilha.



Puseram-se, então a correr em socorro de seus companheiros.



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